Caderno Didático de Farmacologia Geral
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Caderno Didático de Farmacologia Geral


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Modo de administração: Com o auxilio duma agulha muito curta 
(aproximadamente 1 cm) introduzir o inoculado entre a derme e a epiderme. A 
administração está correta quando se observa a formação duma "ampola" ou \u201cinchaço\u201d no 
local. O volume é de 1 a 3 cm ³ . 
4.10.4 - Local de administração: 
a) Equídeos - Pálpebra e pele do pescoço e espádua. 
b) Bovinos - Base da cauda, pescoço e espádua. 
c) Suínos - Base da orelha. 
d) Ovinos e Caprinos - Porção glabra da base da cauda 
e) Canídeos - Pele do abdômen 
f) Felinos - Ver CANIDEOS 
g) Lagomorfos - Ver CANIDEOS e SUINOS 
h) Aves - Injetar na espessura do barbilhão. 
Preparações medicamentosas mais utilizadas - Ampolas 
 
4.11 - Via Intra-pleural 
4.11.1 \u2013 Vantagens: Hidrotórax, pneumotórax. Tratamento de afecções locais, ou 
retirada de líquidos ou gases (toracocenteses). 
4.11.2 \u2013 Inconvenientes: Possibilidade de provocar uma perfuração do pulmão, 
ou de introduzir agentes microbianos. 
4.11.3 - Regras a observar: Todo o material deve estar perfeitamente 
esterilizado. 
4.11.4 - Modo de administração: Após a introdução da agulha ou trocarter no 
espaço intercostal, exatamente no centro para evitar a perfuração de vasos. Se tratando 
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de uma toracocentese, adaptar um sistema de 3 vias, para eliminar o conteúdo pleural 
(lentamente para não provocar um estado de choque). Se tratando da administração de 
fármacos, introduzi-los lentamente e em pequeno volume para não provocar 
compressões. Proceder ao refluxo, para pesquisa de ar exceto no pneumotórax (pulmão) 
ou sangue (vaso sanguíneo). 
4.11.5 - Local de administração: 
a) Canídeos - 6º espaço intercostal direito ou 7º - 8º espaço intercostal esquerdo. 
 
4.12 - Via Intra-articular 
4.12.1 \u2013 Vantagens: Tratamento por via local de artrites e artroses. 
4.12.2 \u2013 Inconvenientes: Possibilidade de introduzir agentes microbianos. 
4.12.3 - Regras a observar: Quer seja para fazer colheita do líquido sinovial, 
quer seja para a administração de fármacos, o material deve estar esterilizado. 
4.12.4 - Modo de administração: Um primeiro ponto é o conhecimento da 
articulação em causa; Efetuar a anestesia, e a assepsia do local. Colocar a articulação na 
melhor posição e introduzir uma agulha comprida e de bisel médio. Aspirar o líquido 
sinovial para se certificar que está no local (são necessários 10 a 20 segundos para que 
ele surja, devido à sua viscosidade). Depois ou retirar líquido ou fazer a injeção do 
medicamento e obrigar a articulação a movimentar-se para espalhar o medicamento. 
4.12.5 - Local de administração: Qualquer articulação móvel ou semi \u2013 móvel. 
4.12.6 - Preparações medicamentosas mais utilizadas: líquidos. 
 
VIAS LOCAIS OU TÓPICAS 
Também são vias de uso externo 
4.13 - Via dérmica 
Esta via destina-se única e exclusivamente ao tratamento local de afecções da 
derme ou para absorção sistêmica nos modos de administração pour on ou spot on no 
caso de endectocidas. 
4.13.1 \u2013 Vantagem: Ação no próprio local da afecção. 
4.13.2 \u2013 Inconvenientes: Os animais normalmente retiram a preparação 
medicamentosa: há possibilidade de absorção quer diretamente, quer por via digestiva. 
4.13.3 - Regras a observar: Proceder à limpeza da região, retirando mesmo as 
camadas anteriores da pomada, antes de nova aplicação. 
4.13.4 - Modo de administração: O modo de administração está condicionado 
pela preparação medicamentosa (sólida ou líquida). Não se devem cortar os pelos. Deve-
se aplicar massageando para abrir os poros e facilitar assim a sua penetração por 
renovação das secreções das glândulas. A aplicação de líquidos na forma pour on, sobre 
o fio do lombo do animal, desde a região das cruzes até a inserção da cauda e na forma 
spot on (em um ponto localizado, como uma mancha, que pode ser na nuca ou outro 
local), vem sendo muito utilizada em animais. 
4.13.5 - Local de administração: Epiderme. 
4.13.6 - Preparações medicamentosas mais utilizadas: Pós, Pomadas 
(todas as suas espécies), Cataplasmas, líquidos. 
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APLICAÇÕES NAS MUCOSAS 
 Vantagens - Atuação no próprio local da afeção. 
 Inconvenientes - Possibilidade de absorções indesejáveis. 
 
4.14 - Mucosa Ocular 
4.14.1 \u2013 Inconvenientes: Possibilidade de haver irritações e lesões. 
4.14.2 - Regras a observar: Usar colírios(líquidos) ou na forma de spray . 
 4.14.3 - Modo de administração: No caso da aplicação de colírio líquido ou 
pastoso, fechar o olho do animal, puxar a pálpebra inferior de modo a formar uma 
cavidade e introduzir o colírio. Depois massagear lentamente para espalhar. No caso de 
ser um colírio sólido, abrir o olho do animal e projetar o pó diretamente, assim como no 
uso de aerossol. 
4.14.4 - Local de administração: Mucosa ocular. 
4.14.5 - Preparações medicamentosas mais utilizadas: Colírios e sprays. 
Pode ainda ser usado cremes ou pomadas. 
 
4.15 - Mucosa Bucal 
4.15.1 \u2013 Inconvenientes: Só usada na clínica de pequenos animais. 
4.15.2 - Modo de administração: Abrir a boca ao animal, e pincelar o local com 
o auxilio duma zaragatoa ou cotonete. 
4.15.3 - Local de administração: Cavidade bucal. 
4.15.4 \u2013 Preparações medicamentosas mais utilizadas: Colutórios. 
 
4.16 - Mucosas Gênito-urinárias 
 Inconvenientes - há a possibilidade de aumentar a extensão das lesões (p. ex. até 
ao rim). 
 Regras a observar - Só usar material esterilizado. 
 
4.16.1 - Mucosa Genital do Macho: Fazer a exteriorização do pênis e aplicar 
sobre a sua mucosa a preparação medicamentosa, ou então aplicá-la entre o pênis e o 
prepúcio. 
4.16.2 - Mucosa Urinária do Macho: Fazer a exteriorização do pênis, e nas 
espécies em que é possível, instilar com o auxilio de uma seringa com sonda, ou então 
praticar a punção de bexiga e introduzir o medicamento (exceto no caso de obstrução). 
Fazer sempre o esvaziamento prévio da bexiga. 
4.16.3 - Mucosa Genital da Fêmea: Após abertura da vulva e vagina com um 
vaginoscópio ou espéculo vaginal, introduzir o medicamento. 
4.16.4 - Mucosa Urinária da Fêmea: Após a colocação do vaginoscópio, 
introduzir a sonda (metálica) e instilar ou aplicar o medicamento. Fazer o prévio 
esvaziamento da bexiga. 
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a) Local de administração - Aparelhos genital e urinário. 
b) Preparações medicamentosas mais utilizadas - solutos, comprimidos 
vaginais, óvulos, velas. 
 
4.17 - Via Intramamária 
4.17.1 \u2013 Vantagens: Tratamento local das mamites. Certeza da difusão do 
princípio ativo. 
4.17.2 \u2013 Inconvenientes: Possibilidade de lesão da glândula. 
4.17.3 - Regras a observar: Este tipo de tratamento está praticamente reservado 
às raças bovinas leiteiras, devido ao diâmetro do canal do teto. 
4.17.4 - Modo de administração: Injetar com o auxilio de uma seringa plástica 
especialmente desenhada de não mais que 2-3 mm de comprimento. 
4.17.5 - Local de administração: Canal do teto da glândula mamaria em 
bovinos. 
4.17.6 - Preparações medicamentosas mais utilizadas: Pomadas, líquidos 
ou sprays. 
OBS: Levar em consideração o veículo utilizado, que será o responsável pela 
difusão do fármaco ( em especial antibiótico), geralmente a base de polivinil-pirrolidona. N 
a fase de lactação, a persistência do antibiótico deve ser curta, portanto o veículo aquoso. 
Na fase de secagem, deve-se usar veículo com longa persistência (óleo mineral + 
monoesterato de alumínio a 3%). Também pode-se usar sais insolúveis, normalmente 
nestes casos a concentração do princípio ativo (atb), deve estar em uma concentração 
mais elevada. 
4.18- Via Inalatória 
A absorção pelo alvéolo pulmonar tem velocidade rápida e constante, havendo 
necessidade de equipamentos específicos, com alto custo e contando com pessoal 
especializado. A grande vantagem é a difusão