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Gabarito das Questões sobre Crimes contra a Dignidade Sexual
1 - Gabarito: ALTERNATIVA "B"
 
De acordo com o Código Penal, entende-se por importunação sexual, a conduta de praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
 
Importunação sexual  
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
 
A letra "a" trata do estupro:
 
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:        
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
 
A letra "c" trata da violação sexual mediante fraude:
 
Violação sexual mediante fraude      
Art. 215.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:          
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
 
A letra "d" trata do assédio sexual:
Assédio sexual      
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.      
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
 
A letra "e" trata da satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente:
 
Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente          
Art. 218-A.  Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem:      
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.
2. Gabarito: ALTERNATIVA "E"
 
No caso, de acordo com o Código Penal, José cometeu o crime de assédio sexual.
 
De acordo com o Código Penal, entende-se por assédio sexual, a conduta de constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.  
 
No caso, perceba que José, Guarda Municipal de Classe Distinta, constrangeu Maria, Guarda Municipal de 1ª Classe, prevalecendo-se da sua condição hierárquica na carreira, sem violência ou grave ameaça, com o fim de com ela praticar sexo oral.
 
A título complementar, confira o que dispõe o art. 216-A do Código Penal, que tipifica o referido delito, confira:
 
Assédio sexual          
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.    
        
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.      
  
Parágrafo único. (VETADO)   
        
§ 2º  A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos.
3 - Gabarito: Letra A
Vejamos as afirmativas:
a) não praticou crime;
CORRETA. De fato, em que pese a conduta de Gumercindo ser bastante reprovável, não há crime a lhe ser imputado.
Perceba as informações trazidas pelo enunciado: ele tirou as fotos em um lugar público, de forma discreta e clandestina.
Como será especificamente mencionado nos comentários das demais assertivas, repita-se, não há crime.
b)  cometeu o crime de assédio sexual; INCORRETA. 
Na verdade, não há crime de assédio sexual porque Gumercindo não é superior hierárquico ou possui ascendência em razão de cargo ou emprego em relação a qualquer das vítimas.
Além disso, ele não tem qualquer interação com as vítimas, sendo certo que não há constrangimento.
Confira-se o dispositivo legal:
Assédio sexual            
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.               
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. 
c) cometeu o crime de importunação sexual; INCORRETA. 
Veja a tipificação do crime de importunação sexual:
Importunação sexual  
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
Na realidade, Gumercindo não praticou qualquer ato libidinoso com as vítimas eis que não teve nenhum contato com elas, apenas fazendo registros fotográficos e, ainda assim, em local público. Sendo assim, sua conduta não se amolda ao tipo penal.
d) cometeu o crime de perseguição; INCORRETA.
Ao contrário do afirmado, o crime de perseguição é habitual. Não há no enunciado qualquer informação neste sentido.
Além disso, Gumercindo não persegue vítima determinada nem ameaça a integridade física ou psicológica de ninguém.
Veja o dispositivo:
Perseguição
Art. 147-A.  Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade.      
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
e) cometeu o crime de registro não autorizado da intimidade sexual. INCORRETA.
Distintamente do afirmado, os registros feitos por Gumercindo não são de cenas de nudez, ato sexual ou libidinoso de caráter privado e íntimo eis que feitos em uma praia, local aberto ao público.
Confira-se:
Registro não autorizado da intimidade sexual
Art. 216-B.  Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
4. Gabarito: Letra D
a) estupro, em sua forma simples; INCORRETA. 
Nélio se utiliza da grave ameaça para compelir Olímpia a satisfazer seu desejo sexual. Sendo assim, incorre no delito de estupro, assim previsto no Código Penal, confira:
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:         
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
Contudo, considerando que Olímpia tem apenas 15 anos de idade, o caso será de estupro na forma qualificada do §1º, a saber:
§ 1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:          
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. 
Logo, distintamente do afirmado, Nélio não responderá pelo estupro na forma simples, mas sim na qualificada.  
b) importunação sexual; INCORRETA. 
O artigo 215-A do Código Penal traz a tipificação da importunação sexual, a saber:
Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
Neste tipo penal, não haverá contato entre o agente e a vítima. Perceba que se trata de ato libidinoso contra alguém, e não com alguém. Logo, a conduta de Nélio não se amolda ao tipo penal.
c) assédio sexual; INCORRETA.
O crime vem previsto no artigo 216-A do Código Penal, confira:
Assédio sexual            
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.               
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
Na realidade, Nélio não tem qualquer relação de superiorhierárquico ou ascendência sobre Olímpia decorrente de emprego, cargo ou função, sendo certo que a conduta em nada se amolda ao tipo penal descrito.
d) estupro, em sua forma qualificada; CORRETA. 
De fato, considerando que Olímpia tinha 15 anos na época do fato e que Nélio se utilizou de grave ameaça para obter o favorecimento sexual, a conduta se amolda no estupro de vulnerável. Confira o tipo penal:
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:         
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.         
§1º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:          
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. 
e) estupro de vulnerável. INCORRETA. 
O crime vem previsto no artigo 217-A do Código Penal, a saber:
Estupro de vulnerável               
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:              
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.            
§ 2º  (VETADO)              
§ 3º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave:           
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.            
§ 4º  Se da conduta resulta morte:             
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
Na verdade, Olímpia tinha 15 anos e não há informações no enunciado sobre enfermidade, doença mental ou incapacidade de oferecer resistência.
5. Gabarito: ALTERNATIVA "C"
 
Diante do caso narrado, a correta adequação típica dos fatos, à luz do ordenamento jurídico penal, é estupro (art. 213 do Código Penal), com a pena aumentada de metade (art. 226, inciso II do Código Penal), considerando que o sujeito ativo (agente) é cônjuge da vítima.
 
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:        
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
Aumento de pena
Art. 226. A pena é aumentada:
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;
 
A título complementar, registre: se a lesão fosse de natureza grave, o estupro seria qualificado, nos moldes do art. 213, §1º do Código Penal, mas, no caso, a lesão foi leve. 
 
Art. 213, § 1º  Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:          
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
6 - Gabarito: Letra A.
 
a) estupro;(CORRETA).
Consoante Cleber Masson, nas duas últimas condutas do art. 213, caput, do CP - “praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” -, é dispensável o contato físico de natureza erótica entre o estuprador e a vítima. Exige-se, contudo, o envolvimento corporal do ofendido no ato de cunho sexual. Por exemplo, A aponta um revólver na direção de B, ordenando sua automasturbação; ou X agride Y com socos e pontapés e, com a vítima enfraquecida, traz um cachorro para lamber suas partes íntimas.
Abre-se espaço, dessa forma, ao estupro virtual, praticado à distância, mediante a utilização de algum meio eletrônico de comunicação (Skype, Whatsapp, Facetime, Facebook, Instagram, Telegram e  etc.). Portanto, ao ordenar que Ártemis inserisse objetos em seu canal retal, mediante a ameaça de expor as fotos em sites pornográficos, Deméter incorreu no crime de estupro, uma vez que estão presentes as elementares típicas do art. 213, caput, do CP: houve constrangimento da mulher, mediante grave ameaça, a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal, razão pela qual ao agente deverá ser imputado o crime de estupro.
7 - Gabarito: Letra A.
 
a) princípio da continuidade normativo-típica; (CORRETA).
 
Segundo Cleber Masson, o crime de atentado ao pudor, antigamente definido no art. 214 do CP, foi revogado formalmente pela Lei 12.015/2009. Entretanto, não houve abolitio criminis, pois o fato agora se subsome ao art. 213 do CP, com o nomen iuris estupro. 
Aplica-se ao caso o princípio da continuidade normativa, ou da continuidade típico normativa, operando-se simplesmente o deslocamento do fato criminoso para tipo penal diverso.
8 - Gabarito: Letra E.
 
e) crime único. (CORRETA). 
Segundo o STJ, após o advento da Lei 12.015/2009, que tipificou no mesmo dispositivo penal (CP, art. 213) os crimes de estupro e de atentado violento ao pudor, é possível o reconhecimento de crime único entre as condutas, desde que tenham sido praticadas contra a mesma vítima e no mesmo contexto-fático.
9 . Gabarito: Letra C.
 
c) Tendo em vista que a conduta de João não compreende atos executórios do crime de estupro, deve responder apenas pelo crime de sequestro e cárcere privado. (CORRETA). 
A nota comum entre os crimes de sequestro e de cárcere privado (CP, art. 148) é a privação da liberdade da vítima, sem o seu consentimento, por tempo juridicamente relevante ([...] Três dias depois, a polícia militar chegou ao local). O núcleo do tipo é “privar”, que significa tolher, total ou parcialmente, a liberdade de locomoção de alguém.
 
Por outro lado, no art. 213 do CP (estupro) a coação da vítima se destina a uma finalidade específica, representada pela conjunção carnal ou outro ato libidinoso, o que não ocorreu.
10 - Gabarito: Letra B
Vejamos as afirmativas:
a) tentativa de assédio sexual (Art. 216-A), não chegando o crime a ser consumado na medida em que se trata de crime material, exigindo a produção do resultado, o que não ocorreu na hipótese; INCORRETA.
Distintamente do afirmado, o crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A, do Código Penal, é classificado como formal, isto é, para sua consumação não se exige a obtenção da vantagem sexual pretendida, bastando o constrangimento com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, vejamos:
Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
b) assédio sexual consumado, uma vez que o delito é formal, ocorrendo a sua consumação independentemente da obtenção da vantagem sexual pretendida; CORRETA.
De fato, a conduta se amolda ao crime de assédio sexual, sendo este classificado como crime formal, o qual se consuma independentemente da obtenção de um resultado naturalístico.
Assim, a conduta de Robson configura assédio sexual, ainda que não tenha ocorrido vantagem sexual pretendida.
c) fato atípico, uma vez que a conduta praticada por Robson configura mero ato preparatório do crime de assédio sexual, sendo certo que os atos preparatórios não são puníveis; INCORRETA.
Na realidade, a conduta de Robson configura o crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A, do Código Penal.
Nesse sentido, tem-se que tal delito é classificado como formal, isto é, para sua consumação não se exige a obtenção da vantagem sexual pretendida, bastando o constrangimento com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual.
d) importunação sexual (Art. 215-A), uma vez que Robson praticou, contra a vontade de Camila, ato visando à satisfação de sua lascívia. INCORRETA.
Ao contrário do afirmado, o crime de importunação sexual está previsto no artigo 215-A, do Código Penal, e se perfaz quando o agente pratica contra outra pessoa atolibidinoso, sem a permissão da vítima, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro, vejamos
Importunação sexual 
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
Noutro giro, o crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A, do Código Penal, se perfaz quando há um constrangimento com o fim de ter vantagem sexual numa relação de subordinação oriunda de cargo ou função, observe:
Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
Portanto, percebe-se que o caso narrado se amolda ao crime de assédio sexual, na medida em que Robson constrangeu Camila com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico.
11 - GABARITO: ALTERNATIVA "C"
  
a)  O passageiro de ônibus que se masturba e ejacula sobre uma passageira distraída comete uma contravenção penal. INCORRETA
 
Fique atento: com a Lei nº 13.718/2018, este fato é tipificado como importunação sexual, delito/crime tipificado no art. 215-A do CP.
 
Importunação sexual  
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
 
Vale ressaltar que a Lei nº 13.718/2018 REVOGOU a contravenção penal do art. 61 do DL 3.688/41.
 
b)  A remoção sorrateira do preservativo, durante o ato sexual inicialmente consentido, é fato punível como estupro. INCORRETA
 
Fique atento: a remoção sorrateira do preservativo, durante o ato sexual inicialmente consentido, não é fato punível como estupro.
Tome nota: a prática denominada de  “stealthing”  que consiste na retirada do preservativo durante a relação sexual, sem o consentimento da outra pessoa, pode caracterizar o crime de violação sexual mediante fraude, descrito no artigo 215 do Código Penal.
       
Violação sexual mediante fraude          
Art. 215.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:      
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
 
c)  O oferecimento de denúncia por crime de assédio sexual independe da representação da pessoa ofendida. CORRETA
Tome nota: com a nova Lei nº 13.718/18, todos os crimes contra a liberdade sexual passarão a ser denunciados por ação penal pública incondicionada. Isso significa, na prática, que a ação contra crimes como o assédio sexual não dependerão mais da vontade da vítima para ocorrer.
 
Código Penal
Art. 225.  Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada.
 
d)  O consentimento da vítima é causa de justificação no caso da prática de ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. INCORRETA
 
Fique atento: o consentimento da vítima não é causa de justificação (leia-se: causa excludente de ilicitude)  no caso da prática de ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. Sobre o tema, cabe destacar que, neste caso, o consentimento da vítima, não afasta a ocorrência do crime. 
A tese assentada é clara:
 
Para a caracterização do crime de estupro de vulnerável previsto no art. 217-A, caput, do Código Penal, basta que o agente tenha conjunção carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. O consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso entre o agente e a vítima não afastam a ocorrência do crime. [...]" (AgRg no REsp 1465769 SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 10/11/2015, DJe 25/11/2015).
 
e)  Aquele que induz menor de 14 anos a satisfazer o desejo sexual de alguém é punível a partir do início da realização do ato libidinoso em questão. INCORRETA
 
Fique atento: neste caso o agente comete o crime do art. 218 do Código Penal, classificado como formal, que se consuma com o induzimento, independentemente da realização do ato libidinoso. Eis o detalhe!
 
Corrupção de menores
Art. 218.  Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem:  
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
12 - Gabarito: Letra C
Vejamos as afirmativas:
a) Paulo praticou o crime de assédio sexual tentado, uma vez que não conseguiu obter a vantagem sexual pretendida, pois o crime é material, exigindo a produção do resultado para a sua consumação. INCORRETA. 
Paulo realmente praticou o crime de assédio sexual, tipificado no Código Penal no artigo 216-A, a saber:
 Assédio sexual 
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.               
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
Contudo, distintamente do afirmado, o crime em análise é de natureza formal, e se consuma com o mero constrangimento com o intuito de obter a vantagem ou o favorecimento sexual, sem necessidade de efetiva conjunção carnal.
Logo, mesmo na hipótese narrada, trata-se de crime consumado.
b) Paulo praticou o crime de assédio sexual consumado, uma vez que apesar de não ter conseguido a vantagem sexual pretendida, o crime é de mera conduta, consumando-se apenas com o constrangimento visando a vantagem sexual. INCORRETA. 
Os crimes de mera são aqueles cujo resultado naturalístico é impossível de ocorrer. Tome-se por exemplo o crime de porte ilegal de arma de fogo. O mero ato de portar a arma não gera nenhum resultado material, mas a potencialidade lesiva já atrai a proteção do direito penal.
O assédio sexual, por seu turno, é crime formal, se consumando com o constrangimento indevido com vistas a obtenção de vantagem ou favorecimento sexual. Ele pode sim trazer uma consequência no mundo real, mas ela é mero exaurimento da conduta, prescindível (dispensável) para a consumação do crime.
c) Paulo praticou o crime de assédio sexual consumado, uma vez que apesar de não ter conseguido a vantagem sexual pretendida, o crime é formal, consumando-se apenas com o constrangimento visando a vantagem sexual. CORRETA. 
De fato, a assertiva está de acordo com o mencionado acima.
Trata-se de crime formal, que se consuma com o mero constrangimento para obtenção da vantagem sexual, sendo esta dispensável para a consumação.
d) Paulo não será responsabilizado penalmente, na medida em que não chegou a iniciar a execução do crime, ficando apenas nos atos preparatórios que, como tais, são impuníveis. INCORRETA. 
Ao contrário do afirmado, perceba que pelo enunciado Paulo anuncia a demissão da vítima, afirmando que esta apenas não ocorrerá com a prática do ato sexual. Ele se aproveita da posição de ascendência profissional sobre ela, causa-lhe desespero e, a partir daí, a constrange para a obtenção da conjunção carnal.
Assim, estão plenamente caracterizados os atos executórios do crime de assédio sexual o qual, repita-se, é formal.
e) Paulo praticou o crime de assédio sexual consumado, uma vez que o crime é formal e os crimes formais nunca admitem a modalidade tentada. INCORRETA.
Na verdade, a assertiva peca ao afirmar que os crimes formais nunca admitem a forma tentada. Os crimes formais plurissubsistentes admitem sim a forma tentada.
Os crimes plurissubsistentes são aqueles que podem ser fracionados em vários atos. Sendo certo que o crime formal pode ser plurissubsistente, é possível a tentativa. Exemplo disso é a extorsão quando a vítima, mesmo diante da violência ou da grave ameaça do agente, não adota qualquer postura tendente ao atendimento da exigência.
13 - Gabarito: Letra C.
 
O crime de estupro está tipificado no art.213 do Código Penal:
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.  
 A questão tenta confundir ao mencionar a idade de Luana, considerando a possibilidade do estupro de vulnerável, que é a conjunção carnal, mesmo que consentida, com menores de 14 anos, tipificada no art. 217-A do Código Penal:
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
Considerando que Luana contava com 15 anos à época dos fatos e alterou sua versão ao dizer que o ato sexual foi consentido, Yuri não praticou crime, em razão da ausência de constrangimento, violência ou grave ameaça, tornando assim, atípico o ato.
 
Assim, seu advogado deverá pugnar pela absolvição em razão da atipicidade da conduta.
14 - A alternativa CORRETA é a letra A.
 
Realmente a conduta é atípica, como será detalhado nas demais alternativas.
 
Ressalta-se que também não houve estupro, pois não houve constrangimento mediante violência ou grave ameça, além da relação ser consentida:
 
Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos
 
Quanto à justificativa, em razão do consentimento da ofendida, veja a doutrina de Cleber Masson: 
“Na hipótese de bem jurídico disponível, é possívei que o consentimento do ofendido afaste a tipicidade da conduta relativamente aos tipos penais em que se revela como requisito, expresso ou tácito, que o comportamento humano se realize contra ou sem a vontade do sujeito passivo. E o que ocorre nos crimes de seqüestro ou cárcere privado (CP, art, 148), violação de domicílio (CP, art. 150) e estupro (CP, art. 213), entre outros”. MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado. p. 378.
 
Estupro de vulnerável
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. 
Como Joana tinha 14 anos, ou seja, não era menor de 14 anos, não há tipificação do crime de estupro de vulnerável.
15 - A alternativa CORRETA é a letra D.
 
Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos
 
Foi que ocorreu no caso do enunciado.
 
Cuidado: com a nova redação dada ao Código Penal em 2009, o que antes era considerado o crime de atentado violento ao pudor (ATO LIBIDINOSO DIVERSO DE CONJUNÇÃO CARNAL) passou também a ser considerado estupro.
 
O enunciado fala em ATOS SEXUAIS (isso se enquadra tanto na conjunção carnal, quanto outro ato libidinoso). Portanto, houve ESTUPRO, visto que Felipe constrangeu mediante violência ou grave ameaça (Felipe colocou uma faca no pescoço de Glória) a praticar tais atos sexuais.
Letra a). 
Violação sexual mediante fraude
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
A doutrina costuma chamar esse crime de “estelionato sexual”. É um caso, por exemplo, de um “curandeiro”, um “místico”, que induz a vítima a ter relações sexuais como parte do “tratamento espiritual”.
 
Letra b).
Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
 
Cumpre ressaltar que para se configurar o Assédio Sexual o agente deve prevalecer da condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
 
Perigosa essa alternativa né.
 
Felipe não teria cometido Assédio Sexual?
 
Não, visto que havendo violência ou grave ameaça para a prática de relação sexual, ou de ato libidinoso diverso da conjunção carnal, o fato se desloca para estupro (Código Penal Anotado, Damásio de Jesus, p. 822).
 
Letra c).
 
Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual
Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
 
Como visto, não há que se falar em prostituição no caso do enunciado.
16 - A alternativa correta é a B, e consequentemente, as demais estão incorretas.
 
Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
 
Assim, o diretor cometeu ASSÉDIO SEXUAL.
17 - A alternativa correta é a D. Vamos analisar cada fragmento.
 
No fragmento I houve o crime de ESTUPRO QUALIFICADO PELO RESULTADO MORTE.
 
Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
(...)
§ 2º Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos
 
A conduta de João “constranger Maria, por meios violentos, a ter com ele relação sexual” se enquadra perfeitamente no crime de estupro. Além disso, como a conduta resultou em morte, deverá responder pela forma qualificada de estupro prevista no citado parágrafo segundo do artigo 213.
 
No fragmento II houve o crime de ESTUPRO SIMPLES.
 
Como já visto, a conduta de Joaquim “constranger Benedita, por meio de grave ameaça, a ter com ele relação sexual” configura estupro.
 
Ressalta-se que Joaquim não responderá pela morte de Benedita, pois a cardiopatia grave era desconhecida por ele. 
18 - A alternativa correta é a B, e consequentemente, as demais estão incorretas.
 
Veja o que diz o Código Penal:
 
Desistência voluntária e arrependimento eficaz
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.
 
Trata-se do instituto da DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA.
 
É um caso onde o crime não se consuma, não se concretiza o resultado. Há interrupção da execução do delito por desistência do agente caracteriza a DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. É conhecida como tentativa abandonada.
 
Ressalta-se que o comportamento do agente deve ser VOLUNTÁRIO, mas não precisa ser ESPONTÂNEO. Em outros termos, o agente deve agir por vontade próprio, mas não precisa ser por ideia própria, alguém pode sugerir que ele desista de prosseguir no crime.
 
Foi o que ocorreu na conduta de Carlos, houve DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA de cometer o crime de estupro.
 
Por outro lado, ele responderá pelos ATOS JÁ PRATICADOS, no caso, pela LESÃO CORPORAL.
19 - A alternativa correta é a B.
 
Veja o que diz o Código Penal:
 
Violação sexual mediante fraude
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
 
A doutrina costuma chamar esse crime de “estelionato sexual”.
 
Veja bem que José “aplicou um golpe” em Maria, na leitura do caso fica clara a ocorrência da fraude com o objetivo de ter conjunção carnal.
 
Letra a) e d).
 
Não ocorreram tais crimes. Veja que a vítima tinha 14 anos, ou seja, não se tratava de menor de 14 anos.
 
Corrupção de menores
Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
 
Estupro de vulnerável
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menorde 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
 
Letra c)
 
Não houve estupro. Não houve violência ou grave ameça. Houve uma fraude.
 
Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. 
20 - Gabarito: Letra A
 
Inicialmente, perceba que o enunciado trouxe a informação de que Antônio, de 49 anos, manteve numerosas relações sexuais consensuais com Miriam, à época com 13 anos.
 
Com efeito, a banca examinadora buscava saber dos(as) candidatos(as) o conhecimento do teor da súmula nº 593, do Superior Tribunal de Justiça, que assim dispõe:
Súmula 593, STJ: O crime de estupro de vulnerável configura-se com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante o eventual consentimento da vítima para a prática do ato, experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.
Nesse sentido, sendo a vítima menor de 14 (quatorze) anos, mostra-se irrelevante o eventual consentimento da vítima para a prática do ato, bem como experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.
 
Assim, prevalece o entendimento de que Antônio praticou o crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A, do Código Penal, vejamos o tipo penal:
Estupro de vulnerável
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
Dessa forma, Antônio cometeu conduta típica, ilícita e culpável, ou seja, criminosa.
21 - Gabarito: Letra C
Vejamos as afirmativas:
a) o consentimento de Maria exclui a ilicitude da conduta de José e, portanto, não há de se falar em crime de estupro de vulnerável. INCORRETA.
Distintamente do afirmado, prevalece na doutrina e jurisprudência o entendimento de que o consentimento da vítima menor de 14 (quatorze) anos é irrelevante para fins do crime de estupro de vulnerável, vejamos:
Súmula 593, STJ: O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.
Dessa forma, prevalece o entendimento da conduta praticada ser tipificada como crime de estupro de vulnerável.
b) a conduta de José somente seria qualificada como crime de estupro de vulnerável caso Maria não tivesse mantido relações sexuais prévias com outra pessoa antes da relação sexual com José. INCORRETA.
Na realidade, prevalece na jurisprudência o entendimento de que a experiência sexual prévia da vítima não descaracteriza o crime de estupro de vulnerável, vejamos:
No julgamento do REsp Repetitivo n. 1.480.881/PI, em que firmou-se a tese segundo a qual:
Para a caracterização do crime de estupro de vulnerável previsto no art. 217-A, caput, do Código Penal, basta que o agente tenha conjunção carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. O consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso entre o agente e a vítima não afastam a ocorrência do crime
c) José cometeu estupro de vulnerável, independentemente do consentimento da vítima ou de Maria já ter tido relações sexuais prévias com outra pessoa. CORRETA.
De fato, consoante entendimento dominante na jurisprudência, José cometeu estupro de vulnerável, independentemente do consentimento da vítima ou de Maria já ter tido relações sexuais prévias com outra pessoa, vejamos mais uma vez:
Para a caracterização do crime de estupro de vulnerável previsto no art. 217-A, caput, do Código Penal, basta que o agente tenha conjunção carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. O consentimento da vítima, sua eventual experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso entre o agente e a vítima não afastam a ocorrência do crime
d) o crime de estupro de vulnerável somente ocorre quando há violência ou grave ameaça contra a vítima. INCORRETA.
Ao contrário do afirmado, vigora o entendimento de que a violência é presumida quando a vítima é menor de 14 (quatorze) anos, de maneira que não se exige a violência ou a grave ameaça para o tipo penal previsto no artigo 217-A do Código Penal, bastando a prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos a saber:
Estupro de vulnerável
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
22 - Gabarito: Letra D
Vejamos algumas informações importantes do enunciado: Amália tem 24 anos, foi voluntariamente até a casa de Luiz e, em razão da embriaguez, caiu no sono e não foi capaz de consentir ou oferecer resistência ao ato de Luiz.
A conduta se amolda ao tipo penal do artigo 217-A, §1º, do Código Penal, estupro de vulnerável, a saber:
Estupro de vulnerável               
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:              
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.             
§1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
A vulnerabilidade que atrai o tipo penal não necessariamente deve ser permanente, sendo certo que haverá crime mesmo que temporariamente, em razão de causa transitória, a vítima seja incapaz de oferecer resistência, como no caso da embriaguez. Neste sentido é a doutrina de Cleber Masson e o entendimento da 5ª Turma do STJ (HC 389.610/SP).
Vejamos as outras afirmativas:
a) violação sexual mediante fraude.
INCORRETA. O crime em tela vem previsto no artigo 215 do Código Penal, in verbis:
Violação sexual mediante fraude           
Art. 215.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:           
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.            
Parágrafo único.  Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa.
Distintamente do afirmado, Luiz não se utiliza de fraude ou qualquer outro meio similar para viciar a vontade de Amália. Ele meramente se aproveita da condição de embriaguez.
b) assédio sexual.
INCORRETA. O artigo 216-A traz o tipo penal mencionado:
Assédio sexual            
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.               
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos
Na realidade, Luiz sequer constrange Amália e muito menos possui posição de ascendência profissional sobre ela.
c) estupro.
INCORRETA. Confira o artigo 213 do Código Penal:
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:         
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.  
Ao contrário do afirmado, Luiz não usa de violência ou grave ameaça para forçar a conjunção carnal com Amália. Ele na verdade se aproveita do estado embriagado da vítima para violá-la.
e) importunação sexual.
INCORRETA. Confira o tipo penal:
Importunação sexual  
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
Na verdade, Luiz praticou conjunção carnal com Amália, e não mero ato libidinoso. Neste sentido, resta afastado o tipo.
23 - Gabarito: Letra E.
 
Sob o argumento da produção de cena de arte para umfilme, Circe produz, dirige e filma, por meio de hand cam, a prática de ato sexual entre Hebe, então com 13 anos de idade, e Deimos, conhecido ator do ambiente pornográfico, com mais de 25 anos de carreira.
 
Sob o aspecto jurídico-penal, é correto afirmar que essa conduta:
 
e) configura crime de estupro de vulnerável em concurso com o Art. 240 da Lei nº 8.069/1990. (CORRETA). 
No estupro de vulnerável (CP, art. 217-A), o tipo penal não reclama a violência ou grave ameaça como meios de execução do delito. Basta a realização de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com a vítima menor de 14 (quatorze) anos, inclusive com sua anuência.
 
Além disso, o art. 240, § 1º, do ECA pune a conduta do sujeito ativo que contracena com a criança ou o adolescente. Nesse caso, se, antes ou depois da contracena, houver a prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de quatorze anos, haverá concurso material (CP, art. 69) entre o art. 240, § 1º, do ECA, e o art. 217-A do CP.
 
Se ambas as condutas forem realizadas pelo mesmo sujeito ativo, ou seja, a prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso concomitante à contracena, haverá concurso formal impróprio (CP, art. 70, caput, in fine).
Por outro lado, se um terceiro registra (filma ou fotografa, por exemplo) a contracena de um maior que pratica ato libidinoso com criança, ele responderá pela prática do crime tipificado no art. 240, caput, do ECA, enquanto o maior, ciente que a relação está sendo gravada, deve responder pela prática dos crimes tipificados no art. 240, caput, do ECA, c/c art. 217-A do CP, em concurso material (CP, art. 69); e se, além do registro, o terceiro houver, por alguma maneira, instigado ou induzido o maior a praticar o estupro de vulnerável, ele - o terceiro - responderá também como partícipe (CP, art. 29) do crime do art. 217-A do CP.
 
Estupro de vulnerável
CP, art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
 
ECA, art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente:
[...]
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo intermedeia a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena.
24 - Gabarito: Letra D.
 
d) Conforme dispõe o Art. 226 do Código Penal, o crime de estupro tem a pena em dobro se o delito for praticado mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes, ou se for praticado para controlar o comportamento social ou sexual da vítima. (ERRADA).
Na verdade, o delito de estupro tem a pena aumentada de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas (CP, art. 226, inciso I) ou a pena aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado para controlar o comportamento social ou sexual da vítima (CP, art. 226, inciso IV, alínea b).
 
Aumento de pena
Art. 226. A pena é aumentada:
 
I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;
IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado:
 
Estupro coletivo
a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes;
Estupro corretivo
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima.
a) Os crimes contra a liberdade sexual e os crimes sexuais contra vulnerável somente se procedem mediante ação penal pública incondicionada.(CORRETA). 
De acordo com o art. 225 do CP.
 
Ação penal
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada.
b) O crime de importunação sexual, previsto no Art. 215-A, não se amolda à competência dos Juizados Especiais Criminais. (CORRETA). 
Tendo em vista a pena máxima cominada (5 anos), o mencionado delito não se amolda à competência dos Juizados Especiais Criminais (crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 anos).
 
Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:
 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.
c) A Lei nº 13.772/2018 instituiu o crime de Registro não autorizado da intimidade sexual previsto no Art. 216-B. (CORRETA).
Conforme o art. 216-B do CP.
 
Registro não autorizado da intimidade sexual
Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: (Incluído pela Lei nº 13.772, de 2018)
 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
 
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
e) Não há crime quando o agente divulga cena de estupro em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) anos. (CORRETA). 
É o que prevê o § 2º do art. 218-C do CP.
 
Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia:
[...]
Exclusão de ilicitude
§ 2º Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput deste artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) anos.
25 - Gabarito: A
 
A conduta praticada por Tício está tipificada no art. 217-A do Código Penal:
 
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1o  Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.   
     
Acerca da força empregada através de socos na face de Lourdes, entende-se que neste tipo penal a violência é absoluta, ou seja, não é presumível nem admite prova em contrário, levando-se em conta a idade da vítima e sua vulnerabilidade. Entretanto, poderá ser levada em conta para dosimetria da pena, ainda mais se resultar em lesão grave, nos moldes do §3° do art. 217-A:
 
§ 3o  Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.   
Por ter sido praticado pelo padrasto, o crime admite aumento de pena, o mesmo cominado aos demais crimes sexuais, qual seja o do art. 226, II do CP:
Art. 226. A pena é aumentada:
(...)
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela; 
26 - A alternativa correta é a C
 
Estupro de vulnerável
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
 
Veja que não há muito segredo.
 
Basta ter conjunçãocarnal ou ato libidinoso com MENOR DE 14 ANOS. CUIDADO: completando 14 anos, não há tal crime.
 
Não precisa de constrangimento. Não precisa de violência real ou grave ameaça.
 
Basta o ato, mesmo que “consentido”.
 
Isso porque a lei penal PRESUME que o MENOR DE 14 ANOS não tem discernimento para a prática do ato.
 
No caso, Giovane responderá por ESTUPRO DE VULNERÁVEL, visto que praticou atos libidinosos com menor de 10 de anos. Isso exclui a letra A.
 
Além disso, haverá aumento de pena pelo fato da vítima ser enteada. Isso exclui a letra D:
 
Aumento de pena
Art. 226. A pena é aumentada:
I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;
II – de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela;
 
Trata-se de um crime continuado, veja o que diz o Código Penal sobre o instituto:
 
Crime continuado
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.
 
Veja que o enunciado fala que: “o que ocorreu em três dias distintos no mesmo mês, sempre agindo da mesma forma e nas mesmas condições”, logo, responderá em forma continuada. Isso exclui a letra E.
 
Já a mãe Fernanda, deverá responder por ESTUPRO DE VULNERÁVEL. Isso exclui a letra B.
 
Isso porque o Código Penal resolveu punir os “GARANTIDORES”.
 
Em outras palavras, pessoas que TEM O DEVER DE AGIR. Pessoas que NÃO PODEM SER OMISSAS diante de uma situação. Veja o texto legal:
 
Relação de causalidade
Art. 13 - (...)
Relevância da omissão
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
 
Trata-se do caso da MÃE que não protege a FILHA. Do policial em serviço que não enfrenta o criminoso. Do salva-vidas que não socorre o afogado. Essas pessoas, tem o DEVER de AGIR. Se forem OMISSAS, responderão pelo crime.
27 - Gabarito: Letra E
Art. 229.  Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente:  
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.
a)  a ausência de intuito de lucro na exploração sexual; INCORRETA.
Distintamente do afirmado, ainda que não haja intuito de lucro na exploração sexual, nos termos do artigo 229 do Código Penal, o delito ficará configurado.
b)  a ausência de mediação direta do proprietário na exploração sexual. INCORRETA.
Do mesmo modo que a assertiva anterior, ainda que ausente a mediação direta do proprietário na exploração sexual, o delito restará configurado, vejamos o tipo penal do artigo 229 do Código Penal;
c)  por si só, a adequação social da mercancia carnal; INCORRETA.
Em verdade, a adequação social não tem o condão de impedir a consumação do delito previsto no artigo 229 do Código Penal. 
Nesse sentido, em que pese as casas de prostituição possuírem determinado público, o ordenamento jurídico não descriminalizou a conduta, mormente em virtude da exploração sexual praticada, que viola a dignidade sexual das vítimas.
d)  por si só, a manutenção de menores para realização de mercancia sexual; INCORRETA.
Distintamente do afirmado, a manutenção de menores para realização de mercancia sexual não impede a configuração do delito previsto no artigo 229 do Código Penal, muito pelo contrário, torna o delito com maior culpabilidade. 
e)  por si só, a manutenção de casa para fins libidinosos. CORRETA.
De fato, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que a manutenção de casa para fins libidinosos, sem a ocorrência de exploração sexual, não caracteriza, por si só, o delito tipificado no artigo 229 do Código Penal, in verbis:
   
Não se tratando de estabelecimento voltado exclusivamente para a prática de mercancia sexual, tampouco havendo notícia de envolvimento de menores de idade, nem comprovação de que o réu tirava proveito, auferindo lucros da atividade sexual alheia mediante ameaça, coerção, violência ou qualquer outra forma de violação ou tolhimento à liberdade das pessoas, não há falar em fato típico a ser punido na seara penal. Não se trata do crime do art. 229 do CP.
Mesmo após as alterações legislativas introduzidas pela Lei nº 12.015/2009, a conduta consistente em manter “Casa de Prostituição” segue sendo crime tipificado no art. 229 do Código Penal. Todavia, com a novel legislação, passou-se a exigir a “exploração sexual” como elemento normativo do tipo, de modo que a conduta consistente em manter casa para fins libidinosos, por si só, não mais caracteriza crime, sendo necessário, para a configuração do delito, que haja exploração sexual, assim entendida como a violação à liberdade das pessoas que ali exercem a mercancia carnal.
STJ. 6ª Turma. REsp 1683375-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 14/08/2018 (Info 631).
28 - Gabarito: Letra A.
 
a) é atípica; (CORRETA). 
Ato obsceno é todo ato de cunho sexual capaz de ofender o pudor médio da sociedade. É dizer, ato obsceno, no texto legal (CP, art. 233), assume o significado de ato impudico realizado em lugar público, ou aberto ou exposto ao público, impondo ao particular o constrangimento de visualizá-lo enquanto satisfaz ao apelo sexual do agente. 
No que diz respeito à micção, que é o ato natural de urinar, não constituirá ato obsceno desde que não haja exibição do pênis; por exemplo, urinar de costas. Do contrário, segundo Victor Eduardo, "a micção voltada para a via pública com exposição do pênis caracteriza o ato obsceno". 
Por essa razão, Asclépio, ao procurar uma rua lateral, ao pé de uma árvore, com a finalidade de urinar, não praticou crime, isto é, houve fato atípico.
 
Ato obsceno
Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
 
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Marcelo R G Pena 15

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