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INTRODUÇÃO AO DIREITO PROCESSUAL CIVIL CONTEMPORÂNEO Professor Valdeci Ataíde Capua Direito – 3 período FAMESC - BJI Valdeci_adv@hotmail.com 28 – 98806 0563 zap 28 99904 5254 mailto:Valdeci_adv@hotmail.com Descomplicando: 5 – Arbitragem: Definição: Trata-se, conforme lição de Carlos Alberto Carmona, de ‘mecanismo privado de solução de litígios’; a arbitragem é 'meio alternativo de solução de controvérsias através da intervenção de uma ou de mais pessoas que recebem seus poderes de uma convenção privada'- decorrente do principio da autonomia da conta das partes - para exercer sua função, decidindo com base em tal convenção, sem intervenção estatal, tendo a decisão idêntica eficácia de sentença proferida pelo Poder Judiciário. Tem como objeto do litígio direito patrimonial disponível. Ainda, é um meio de heterocomposição dos litígios, posto a decisão do conflito ser proferida por um terceiro necessariamente, trata-se de técnica para 'solução de controvérsias alternativa à via Judiciária caracterizada por dois aspectos essenciais: são as partes da controvérsia que escolhem livremente quem vai decidi-la, os árbitros, e são também as partes que conferem a eles o poder e a autoridade para proferir tal decisão'. A Arbitragem é regulamentada através da Lei 9.307/96. A lei 13.129/15 ampliou a aplicação deste instituto. Sentença arbitral título executivo judicial (A Lei nº 13.129/2015, ao reformar a Lei de Arbitragem, explicitou o mecanismo em tela nos novos arts. 22-A e 22-B da Lei nº 9.307/1996). O novo CPC não tratou diretamente da arbitragem, a qual continua disciplinada pela Lei nº 9.307/1996 (com as recentes alterações promovidas pela Lei nº 13.129/2015). Sua entrada em vigor, todavia, trará impactos significativos para os procedimentos arbitrais, tais como: (i) previsão do segredo de justiça em todos os procedimentos judiciais relacionados à arbitragem, inclusive no cumprimento forçado de sentença arbitral, desde que tenha sido estipulada a confidencialidade no procedimento arbitral (art. 189, IV); As disposições dos artigos 31 e 18 da Lei de Arbitragem, se devidamente compreendidas dentro dos limites da Constituição Federal, estabelecem o princípio de máxima equiparação possível da decisão arbitral à sentença judicial, de modo que seus efeitos práticos sejam tão próximos quanto equivalentes. A título exemplificativo, a sentença arbitral não possui a carga de eficácia executiva, a qual é prerrogativa exclusiva da decisão judicial estatal. Dessa forma, o próprio cumprimento forçado da eficácia condenatória da sentença arbitral dependerá do ajuizamento de ação perante o Poder Judiciário, com a citação da parte contrária, diferentemente do que ocorre no cumprimento da sentença judicial. A competência do tribunal estatal para executar a sentença arbitral foi consagrada pelo STJ na edição 122 em sua “Tese 7”, que assim diz: “O árbitro não possui poder coercitivo direto, sendo-lhe vedada a prática de atos executivos, cabendo ao Poder Judiciário a execução forçada do direito reconhecido na sentença arbitral.” (ii) disciplina da carta arbitral, a fim de que órgão do Poder Judiciário pratique ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado pelos árbitros, como a condução coercitiva de testemunhas ou a busca e apreensão de documentos (art. 237, IV); (iii) uniformização do regime jurídico da convenção de arbitragem (GÊNERO), passando a haver previsão expressa, tanto para a convenção de arbitragem, para a cláusula compromissória, bem como para o compromisso arbitral, de que tais matérias não podem ser conhecidas de ofício pelo juiz (art. 337, § 5º); (iv) previsão de que o processo judicial deve ser extinto, sem resolução de mérito, não apenas quando o juiz considerar presente a convenção de arbitragem alegada pelo réu em contestação, mas também na hipótese em que o juízo arbitral já reconheceu sua competência (art. 485, VII). Há uma discussão grande na doutrina, mas a tendência majoritária é por considerar a arbitragem atividade jurisdicional. Isso tem uma explicação: a maioria dos autores que tratam da arbitragem são advogados e árbitros. Mas, por incrível que pareça, essa também é a tendência do STJ. • Pontos fundamentais da Lei de arbitragem: Qualquer pessoa capaz pode contratar optando pela arbitragem, desde que se trate de direitos disponíveis. Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Qual a forma de contratar a arbitragem? Se ainda não há litígio, será através de uma cláusula compromissória (EFEITO VINCULANTE), que é um pacto de intenções no sentido de que, em havendo litígio, haverá compromisso arbitral. Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato. § 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira. Obs: uma vez existente a cláusula compromissória válida, isso implicará afastamento do Poder Judiciário (efeito negativo) e firmará a competência arbitral (efeito positivo). Cláusula compromissória VAZIA: (uti henna cuti). Cláusula compromissória CHEIA: (uti tatoo cuti) Cláusula compromissória VAZIA: (uti henna cuti) A opção implica na utilização necessária da arbitragem, porém não apresenta a delimitação da forma como se dará essa aplicação. Com essa cláusula, embora registre-se a opção da arbitragem, não se adquire firmeza com relação ao seus contornos para que se possa instaurar e efetivar a arbitragem. Segundo Carmona (2009), a utilização de cláusulas arbitrais vazias traz notórios inconvenientes e para tanto merece ser evitada, devendo as partes sempre que possível anteciparem a possibilidade de um conflito estabelecendo assim, desde logo, as regras de instituição de um órgão arbitral, ou prever no instrumento contratual a forma de nomeação de árbitro, evitando assim o procedimento do art. 7º da LA. Cláusula compromissória CHEIA: (uti tatoo cuti) A cláusula compromissória cheia, por sua vez, possui todos os elementos necessários a permitir a instituição da arbitragem. A cláusula possui completude e integralidade em seu conteúdo, representando todas as condições essenciais para o estabelecimento da arbitragem, além da indicação de árbitros, forma, procedimento e os critérios de julgamento e prazos. (Bacellar, 2012). § 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula. Se já há litígio, a solução é o compromisso arbitral (tem a missão de fixar as condições para que a opção pela arbitragem – genericamente manifestada – possa se tornar perfeita e acabada), ou seja, o contrato de arbitragem. Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral. Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar o compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante o órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa. O Novo Código de Processo Civil resolve um problema. Ele impede que se reconheça a arbitragem de ofício. Alguém tem que alegar. Normalmente é o réu que vai alegar, por que o autor, ao ajuizar a ação, já abriu mão da arbitragem. E há outras disposições muito interessantes no novo CPC sobre a arbitragem. No art. 3º há um claro estímulo a arbitragem (inclusivepara desafogar a justiça), quando, ao prever o princípio da inafastabilidade da jurisdição, já excepciona a arbitragem sem resolver o problema sobre se ela tem a natureza da atividade jurisdicional ou não. “Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da Lei; § 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos; § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial.” A grande novidade prática talvez esteja no art. 258, parágrafo 3º, que é a criação da chamada “carta arbitral”. O que é a carta arbitral? Sabemos que a carta precatória serve para que um juiz se comunique com outro juiz. E a carta arbitral será o instrumento pelo qual o juiz togado se comunica com o arbitro e vice versa. Vejam como o código tende ao posicionamento de que se trata de jurisdição. Todas as questões referentes a arbitragem são sigilosas . Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: (...) IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. (...).” Por fim, cabe salientar o cabimento de agravo de instrumento da rejeição da alegação da convenção de arbitragem. Então, se alguém alega que existe uma convenção de arbitragem (seja cláusula compromissória, seja o compromisso arbitral) e o juiz não reconhece essa alegação, cabe agravo de instrumento. Se ele reconhece, ele dá sentença e extingue o processo. Nesse caso o recurso é apelação – “Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: (...) III – rejeição da alegação de convenção de arbitragem;”. PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE ARBITRAGEM 1 – O QUE PODE SER RESOLVIDO ATRAVÉS DA ARBITRAGEM ? Conflitos que envolvam direitos disponíveis. Alguns exemplos: Direito do Trabalho: verbas controversas após a rescisão do contrato de trabalho; Direito Imobiliário: Contrato de locação – Revisional de aluguel; - Conflitos e despesas condominiais - Compra e venda de imóveis permuta; Direito Civil: - Inadimplência - Quebra de contrato - Ressarcimento por danos materiais Infração contratual - Cobrança – Contrato sobre bens e serviços, Compra e venda; 2 – Que são Direitos Patrimoniais Disponíveis? São aqueles direitos que o cidadão pode dispor livremente, (direito Privado) referente ao comércio, indústria, prestação de serviço, alugueis, condomínio, compra e venda de modo geral, etc. E que não envolvam interesse do Município, Estado ou a União, pois estes são indisponíveis. 3 – Por que no Procedimento Arbitral não cabe recurso? Porque não somente o procedimento, como também a decisão são construídos pelas partes, ou seja, as partes escolhem os árbitros, o tipo de procedimento, o tempo de duração, entre outras coisas, tendo como consequências uma decisão resultante da autonomia da vontade, que não comporta questionamentos. 4 – O Procedimento Arbitral tem custas? As partes pagam honorários estabelecidos numa tabela de valores que variam conforme a complexidade e o valor da demanda. 5 - Quem paga as despesas com Arbitragem? A arbitragem é custeada pelas partes, que poderão dispor a respeito previamente. Poderão estabelecer que as estas serão divididas na metade ou que o árbitro decida. 6 - Os honorários dos árbitros são pagos pelas partes? Sim. Na arbitragem institucional o Regulamento estabelece como proceder. 7. Impedimento, suspeição do árbitro e sua arguição (art. 14 da LA; arts. 144 e 145 do CPC) As causas de impedimento ou suspeição são as mesmas, no que couber, determinadas pelos arts. 144 e 145 do CPC: Impedimento: - Quando o árbitro é parte; - Se postular, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau; - Quando o árbitro for cônjuge, parente, consanguíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau; - Na eventualidade de o árbitro integrar a administração de pessoa jurídica, parte na causa; - Quando figurar como parte instituição de ensino que lecionar como empregado ou prestador de serviços; - Na hipótese de figurar como parte algum cliente de escritório de advocacia seu (por extensão ao inciso VIII do art. 144 do CPC), do seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau, ainda que o cliente seja patrocinado por advogado de escritório distinto; e - Quando promover contra a parte ou seu advogado qualquer espécie de ação,a) b) c) d) e) f) judicial ou arbitral. Suspeição do árbitro: - Quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; - Quando alguma das partes for credora ou devedora do árbitro, de seu cônjuge ou de parentes deles, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; - Se o árbitro for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; - Na hipótese de receber oferta ou presente antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou se providenciar o necessário, subministrando meios para atender às despesas do litígio; - Se o árbitro se apresentar de alguma forma interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes; - Ainda que não decline a causa, se o árbitro se declarar suspeito por motivo íntimo. CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA Criador Bert Hellinger BASES FILOSÓFICAS E TERAPÊUTICAS • PSICANÁLISE • DINÂMICA DE GRUPOS • TERAPIA PRIMAL • ANÁLISE DE ESCRIPTS • REDECISÃO • TERAPIA GESTALT • HIPNOTERAPIA • PSICODRAMA • TERAPIA FAMILIAR O QUE É? • ABORDAGEM SISTÊMICA E FENOMENOLÓGICA COM EFEITOS TERAPÊUTICOS. CAMPO MORFOGENÉTICO Rupert Sheldrake. Propõe a ideia dos campos morfogenéticos, os quais ajudam a compreender como os organismos adotam as suas formas e comportamentos característicos. Memória coletiva (recebe e contribui) • RESSONÂNCIA MÓRFICA OLHAR SITÊMICO Leis do amor A leia da hierarquia • Segundo Bert Hellinger, a lei do equilíbrio estabelece a ordem na família. • Ou seja, quem nasceu antes de nós tem o direito de receber prioridade. Dessa forma, devemos respeitar os nossos avós, país e irmãos mais velhos. Lei do Pertencimento • Segundo Bert Hellinger, O pertencer à nossa família é uma necessidade básica. Este vinculo é um desejo mais profundo. • A necessidade de pertencer a ela vai além mesmo da nossa necessidade de sobreviver. Isto significa que estamos dispostos a sacrificar e entregar nossa vida pela necessidade de pertencera ela. A lei do equilíbrio • Segundo Bert Hellinger, é a lei das trocas que acontecem nos relacionamentos. • Bert afirma que para as nossas relações funcionarem nós devemos manter o equilíbrio entre dar e receber. Repetição de padrão familiar • O que é repetição de padrão familiar? • A repetição geralmente significa uma lealdade inconsciente a algo ou alguém do sistema familiar. E quando ela ocorre, é provável que alguma das leis sistêmicas esteja sendo desrespeitada. Emaranhado familiar • O que e emaranhado na constelação familiar? • Em resumo, um emaranhamento familiar são as ligações negativas com situações da nossa linhagem. Em nossa história, todos nós experimentamos doenças, vícios, problemas de relacionamento e de casal, impedimentos no trabalho, afetações emocionais, dificuldade de harmonizar os relacionamentos entre pais e filhos e etc. Emaranhamentos/fenomenologia Fenomenologia: Terapeuta adota posição neutra, sem julgamento, aguarda as manifestações para alcançar a essência mais profunda. O que fazer? •Amar Pai e Mãe •Honrar Pai e Mãe •Tomar Pai e mãe. Movimentos de Vida • A mãe é o sucesso. (ganhar, nutrir.)• O pai é estabilidade. (administrar, sair para vida.) “O amor preenche o que a ordem abarca. O amor é a água a ordem é o jarro. A ordem ajunta, o amor flui. Ordem e Amor atuam juntos.” -Bert Hellinger GRATIDÃO