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0 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E ZOOTECNIA 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
ISABELLA RODRIGUES OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO 
DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – 
CAMPUS PARINTINS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARINTINS-AM 
2025 
1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E ZOOTECNIA 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
ISABELLA RODRIGUES OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO 
DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – 
CAMPUS PARINTINS 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
ao Colegiado do Curso de Administração do 
Instituto de Ciências Socais, Educação e 
Zootecnia da Universidade Federal do 
Amazonas como requisito parcial para a 
obtenção do título de Bacharel em 
Administração. 
 
Orientadora: Profa. Dra. Edna Aniceto de 
Magalhães Cardoso. 
 
 
 
 
 
 
PARINTINS-AM 
2025 
2 
 
TERMO DE APROVAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO 
DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – 
CAMPUS PARINTINS 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em: ___/___/___, para a obtenção de título de 
Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Amazonas, campus Parintins. 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
____________________________________________ 
Profa. Dra. Edna Aniceto de Magalhães Cardoso 
Orientadora - UFAM 
 
 
 
____________________________________________ 
Profa. Esp. Ligiane de Almeida Gaspar 
Membro Interno - UFAM 
 
 
 
____________________________________________ 
Prof. Dr. Erick de Freitas Moura 
Membro Interno - UFAM 
 
 
 
 
3 
 
AGRADECIMENTOS 
 
A conclusão deste Trabalho de Conclusão de Curso não teria sido possível sem o apoio 
e a contribuição de pessoas queridas, que estiveram ao meu lado durante todo meu processo de 
formação. 
Sou grata primeiramente a Deus, por ter sido meu alicerce desde o início desta minha 
jornada acadêmica, a ele toda honra e glória. 
Agradecer aos meus familiares, minha mãe Gracinete Vieira Rodrigues, meu pai 
Isanildo Rodrigues de Oliveira e aos meus irmãos por todo amor, acolhimento e compreensão, 
mesmo nos momentos mais desafiadores, em especial, ao meu filho Henry Oliveira, cuja 
presença ilumina meus dias e me dá forças para seguir em frente. 
A minha orientadora Profa. Dra. Edna Aniceto de Magalhães Cardoso, pela orientação e 
paciência ao longo de todo o processo de elaboração deste trabalho. 
E por fim, a todos que direta ou indiretamente, contribuíram com este trabalho, deixo aqui 
minha eterna gratidão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
RESUMO 
 
Este trabalho tem por objetivo identificar a percepção dos formandos do curso de administração 
sobre a importância do marketing pessoa e gestão de suas carreiras. Ultimamente, o mercado 
de trabalho tem se tornado cada dia mais competitivo, fator este que deu início a exigência de 
um novo perfil profissional no mercado, tornando essencial manter-se atualizado, preparado e 
permanentemente bem-informado visando sua promoção pessoal e profissional. Dentro deste 
contexto, esta pesquisa foi desenvolvida junto aos formandos do curso de Administração do 
ICSEZ/UFAM, com o objetivo de mostrar como estes futuros profissionais percebem a 
importância e como estão trabalhando o Marketing Pessoal e Gestão de Careira para se 
inserirem no mercado de trabalho. Esta pesquisa é de natureza qualitativa abordando os 
principais temas relacionados ao marketing pessoal e a gestão de carreira, quanto aos objetivos 
como descritiva e os procedimentos técnicos como estudo de campo. Foram aplicados 
formulários para realizar a coleta de dados, em seguida analisá-los e interpretá-los para alcançar 
os objetivos esperados. Os resultados revelam uma compreensão significativa da importância 
do marketing pessoal, gestão de carreira e networking. Os formandos reconhecem que a "venda 
da imagem" e a "postura profissional" são essenciais para construir uma marca pessoal. Embora 
se sintam confiantes em seu autoconhecimento, muitos ainda buscam clareza sobre sua 
identidade profissional. A inter-relação entre networking e gestão de carreira é valorizada, 
destacando a importância das conexões. A responsabilidade pela administração de suas 
carreiras indica uma mentalidade proativa. Fortalecer a formação acadêmica com conteúdos 
práticos sobre essas temáticas pode preparar os alunos para o mercado de trabalho. 
 
Palavras-chave: Marketing Pessoal. Gestão de Carreira. Formandos. Mercado de Trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
ABSTRACT 
 
The aim of this work is to identify the perception of graduating students in the administration 
course regarding the importance of personal marketing and career management. Recently, the 
job market has become increasingly competitive, which has initiated the demand for a new 
professional profile, making it essential to stay updated, prepared, and consistently well-
informed to promote personal and professional advancement. In this context, this research was 
developed with the graduating students of the Administration course at ICSEZ/UFAM, aiming 
to show how these future professionals perceive the importance of and how they are working 
on Personal Marketing and Career Management to enter the job market. This research is 
qualitative in nature, addressing the main themes related to personal marketing and career 
management, with descriptive objectives and field study technical procedures. Questionnaires 
were applied to collect data, followed by analysis and interpretation to achieve the expected 
objectives. The results reveal a significant understanding of the importance of personal 
branding, career management, and networking. Graduates recognize that "image selling" and 
"professional posture" are essential for building a personal brand. While they feel confident in 
their self-awareness, many still seek clarity regarding their professional identity. The 
interrelationship between networking and career management is valued, highlighting the 
importance of connections. The responsibility for managing their careers indicates a proactive 
mindset. Strengthening academic training with practical content on these topics can prepare 
students for the job market. 
 
Keywords: Personal Marketing. Career Management. Graduates. Job Market. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
Gráfico 1: Percepção sobre o Marketing Pessoal .................................................................... 38 
Gráfico 2: Autoconhecimento sobre o Marketing Pessoal ...................................................... 39 
Gráfico 3: Percepção sobre a carreira ...................................................................................... 47 
Gráfico 4: Gerenciamento da carreira ..................................................................................... 47 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1: Gênero dos pesquisados ......................................................................................... 28 
Quadro 2: Faixa etária dos pesquisados .................................................................................. 29 
Quadro 3: Estado civil dos pesquisados .................................................................................. 29 
Quadro 4: Formandos que estão empregados ......................................................................... 30 
Quadro 5: Tipos de organização que atuam ............................................................................ 31 
Quadro 6: Cargo que ocupam .................................................................................................o próprio desempenho. 
 
 Quadro 13: Quantidade de horas diárias dedicadas ao estudo 
HORAS DEDICADAS AO 
ESTUDO 
FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
1 Hora 06 27,3% 
2 Horas 09 40,9% 
3 Horas 02 9,1% 
Mais de 3 horas 05 22,7% 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
No Quadro 13, os formandos foram questionados a respeito da quantidade de horas 
diárias dedicadas ao estudo. 40,9% dos formandos respondentes, assinalaram que dedicam 2 
horas diárias para o estudo, enquanto 27,3% dedicam 1 hora diária, 9,1% dedicam 3 horas 
diárias e mais de 3 horas diárias somou 22,7% dos respondentes. A prática de dedicar tempo 
regular aos estudos é fundamental para a assimilação de conhecimento e desenvolvimento de 
habilidades, conforme destaca Chiavenato (2014). 
 
 
37 
 
 Quadro 14: Satisfação com o curso de administração 
SATISFAÇÃO COM O 
CURSO 
FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Totalmente insatisfeito 0 0% 
Insatisfeito 0 0% 
Nem satisfeito, nem insatisfeito 0 0% 
Satisfeito 16 72,7% 
Totalmente satisfeito 06 27,3% 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Em relação à satisfação com o curso de Administração, conforme indicado no Quadro 
14, as opções "totalmente insatisfeito", "insatisfeito" e "nem satisfeito nem insatisfeito" não 
receberam respostas. Por outro lado, a opção "satisfeito" foi escolhida por 72,7% dos 
formandos, enquanto 27,3% indicaram estar "totalmente satisfeitos". Esses dados demonstram 
que a grande maioria dos formandos está satisfeita ou muito satisfeita com seu desempenho 
acadêmico. 
Chiavenato (2014), ressalta que a satisfação dos alunos é um indicador crucial da 
eficácia do processo educacional, influenciando diretamente o desempenho acadêmico e a 
motivação dos estudantes. 
 
 Quadro 15: Seu desempenho no curso 
DESEMPENHO 
ACADÊMICO 
FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Excelente 01 4,5% 
Muito bom 07 31,8% 
Bom 10 45,5% 
Razoável 03 13,6% 
Ruim 01 4,5% 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Quanto ao grau de desempenho no curso, 45,5% dos respondentes afirmaram ter um 
desempenho bom, enquanto 31,8% indicaram ter um desempenho muito bom. Outros 13,6% 
38 
 
classificaram seu desempenho como razoável, 4,5% consideraram seu desempenho excelente 
e, por último, 4,5% dos formandos relataram possuir um desempenho ruim. 
Ferreira (2006), destaca que a motivação e o envolvimento ativo no processo 
educacional são fatores essenciais para o sucesso acadêmico. Vale a pena investigar os 4,5% 
que declararam ter um desempenho ruim no curso, compreendendo os fatores que contribuem 
para esse resultado. Costa (2011), sugere que, em muitos casos, alunos que apresentam baixo 
desempenho podem estar cursando um curso sem certeza de sua escolha, seja por pressão 
familiar, seja por descobrirem, durante o curso, que não têm afinidade com a profissão de 
administrador. 
Concluindo a caracterização dos formandos quanto ao perfil acadêmico, os dados 
mostram que 40,9% dos estudantes dedicam, em média, 2 horas diárias aos estudos. Além disso, 
72,7% dos formandos estão satisfeitos com o curso de Administração e 45,5% estão satisfeitos 
com seu próprio desempenho no curso. 
4.2. MARKETING PESSOAL 
Neste tópico, apresenta-se a percepção dos acadêmicos sobre o tema Marketing Pessoal. 
Foram oferecidas diversas alternativas para que os formandos associassem conceitos ao 
marketing pessoal. Em seguida, são exibidas tabelas que reúnem questionamentos e um 
conjunto de ações destinadas a avaliar a relevância dessas práticas no planejamento pessoal e 
profissional dos estudantes. 
 
 Gráfico 1: Percepção sobre o Marketing Pessoal 
 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
39 
 
 
No gráfico 1, os dados coletados avaliam o autoconhecimento dos formandos em relação 
ao tema. Dos respondentes, 63,6% associaram o marketing pessoal à "venda da imagem", 
seguidos por "postura profissional" (54,5%), "aparência" (31,8%), e "currículo" e 
"competência", ambos com 18,2%. Esses resultados indicam que os formandos compreendem 
os pilares do marketing pessoal. Segundo Damasceno (2021), o marketing pessoal envolve um 
conjunto de estratégias que visam construir uma percepção positiva sobre o indivíduo, sendo 
esses elementos indispensáveis para consolidar uma marca pessoal sólida. 
 
 Gráfico 2: Autoconhecimento para um bom Marketing Pessoal 
 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
No Gráfico 2, quando indagados sobre a prática do marketing pessoal, 45,5% dos 
formandos afirmaram concordar que possuem conhecimento suficiente para aplicá-lo. Outros 
40,9% optaram pela resposta "nem concordo, nem discordo", enquanto 9,1% discordaram da 
afirmação. Apenas 4,5% indicaram "concordo totalmente", e nenhuma resposta foi registrada 
para a opção "discordo totalmente". Como ressalta Costa (2011), é fundamental compreender 
que o ponto de partida para o marketing pessoal é o autoconhecimento, pois não se trata de 
afirmar verdades absolutas, mas de refletir e agir estrategicamente. 
Os gráficos analisados reforçam a ideia de que o marketing pessoal é um conjunto de 
ferramentas interligadas. É incorreto afirmar que apenas uma delas é suficiente para a 
construção de uma marca pessoal, como explica Costa (2011). O marketing pessoal, na 
verdade, consiste no uso integrado de diversas estratégias para construir uma marca pessoal 
sólida. 
Os próximos tópicos — currículo, competências, apresentação e networking — buscam 
esclarecer questões relacionadas ao tema e estimular os acadêmicos a refletirem sobre a 
40 
 
importância de elaborar um planejamento pessoal e incorporar esses conceitos à vida 
profissional. 
4.2.1 Currículo 
Neste item, ainda abordando o tema marketing pessoal, será apresentado um conjunto 
de ações que os formandos avaliaram quanto ao nível de importância e concordância, conforme 
solicitado em cada item do questionário. O Quadro 16, destacado a seguir, traz informações 
relevantes sobre as percepções dos formandos relacionadas ao currículo, bem como uma análise 
das práticas adotadas por eles na elaboração e utilização desse documento. 
Chiavenato (2014), ressalta que um currículo atualizado não se limita a relatar a 
trajetória profissional; ele também reflete a capacidade do indivíduo de se adaptar às constantes 
mudanças do mercado de trabalho, o que é essencial para manter a competitividade e relevância 
no cenário atual. 
Quadro 16: Percepção quanto ao currículo 
CURRÍCULO 
COMPO-
NENTES 
IMPOR-
TÂNCIA 
(%) 
INDIFE-
RENTE 
(%) 
 
QUANTO AO 
SEU 
CURRÍCULO 
CONCOR-
DÂNCIA 
(%) 
DISCORDO 
(%) 
Possuir um 
currículo 
profissional. 
22 90,9 9,1 
Possuo um 
currículo. 
100 0,0 
Manter o 
currículo 
atualizado. 
22 95,5 4,5 
Mantenho 
atualizado. 
81,8 18,2 
Manter o 
currículo nos 
modelos atuais. 
22 86,4 13,6 
Mantenho nos 
modelos atuais. 
77,3 22,7 
Possuir vários 
formatos de 
currículo para 
cada organização. 
22 54,5 45,5 
Possuo vários 
formatos 
adequados a quem 
irá recebê-lo. 
36,4 63,6 
Deixar o currículo 
em agencias de 
empregos e 
empresas. 
22 81,8 18,2 
Deixo em 
agências de 
empregos e 
empresas. 
36,4 63,6 
Ter um currículo 
que demonstre 
honestidade e 
objetividade. 
22 95,5 4,5 
Meu currículo 
demonstra 
honestidade e 
objetividade. 
81,8 18,2 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
41 
 
Os dados apresentados no Quadro 16, revelam as percepções dos formandos quanto à 
importância atribuída ao currículo e à concordância em relação às ações que eles efetivamente 
executam no próprio currículo. 
De maneira geral, a maioria dos itens questionados apresenta um grau de importância 
superior a 75%, alinhado com a concordância dos formandos em realizar tais ações. No entanto, 
dois aspectos chamam atenção: 
- Diversidade de formatos de currículo: Apenas 54% dos formandos consideram 
importante ter diferentes formatosde currículo, enquanto 36,4% afirmaram já praticar essa 
ação. Por outro lado, 45,5% demonstraram indiferença em relação à prática. 
- Deixar o currículo em agências de emprego e empresas: Mais de 80% dos formandos 
consideram essa prática importante, mas apenas 36,4% afirmaram realizá-la. Ademais, 63,6% 
indicaram indiferença quanto a essa ação. 
Ferreira (2006), destaca que um currículo visualmente atraente e bem estruturado pode 
ser determinante para aumentar as chances de seleção para uma vaga. 
Outro dado relevante é que 100% dos formandos possuem um currículo. Contudo, 
 somente 81,8% afirmam que seus currículos apresentam objetividade e honestidade. 
Esse dado reforça a importância de alinhamento entre forma e conteúdo. Drucker (2001), 
também salienta que a proatividade na busca por oportunidades é fundamental para alcançar o 
sucesso profissional. 
Essas informações evidenciam a necessidade de maior conscientização e capacitação 
dos formandos quanto às melhores práticas na elaboração e uso estratégico do currículo. 
4.2.2. Competências 
O Quadro 17, apresenta um conjunto de ações voltadas ao marketing pessoal, que os 
formandos precisaram classificar de acordo com o nível de importância e o grau de 
concordância em relação à sua aplicabilidade, conforme as orientações de cada item. O objetivo 
foi identificar a percepção dos formandos sobre as competências relacionadas e verificar se eles 
aplicam algumas das ações apresentadas. Ferreira (2006), enfatiza que uma base sólida de 
conhecimentos pode enriquecer a prática profissional e abrir novas oportunidades. 
 
42 
 
Quadro 17: Percepção quanto as competências 
COMPETÊN-
CIAS 
COMPO-
NENTES 
IMPOR-
TANCIA 
(%) 
INDIFE-
RENTE 
(%) 
QUANTO AS 
SUAS 
COMPETEN-
CIAS 
CONCOR-
DANCIA 
(%) 
DISCORDO 
(%) 
Possuir 
experiência. 
22 59 40,9 
Possuo 
experiencia 
72,7 27,2 
Ser um 
profissional 
atualizado 
22 95,4 4,5 
Mantenho-me 
atualizado 
77,2 22,7 
Possuir 
conhecimentos 
diversos, além do 
cargo 
22 90,9 9,0 
Possuo 
conhecimentos 
diversos para 
além do cargo 
68,1 31,8 
Ser um 
profissional 
equilibrado 
22 95,4 4,5 
Sou um 
profissional 
equilibrados 
77,2 22,7 
 Ser um 
profissional 
comprometido 
22 100 0,0 
Ou um 
profissional 
comprometido 
86,3 13,6 
Ser um 
profissional 
proativo 
22 100 0,0 
Sou um 
profissional 
proativo 
90,9 9,09 
Possuir um curso 
superior 
22 68,1 31,8 
Meu curso 
superior é 
importante 
para meu 
trabalho 
86,3 13,6 
Possuir um curso 
de pós-graduação 
22 59 40,9 
Pretendo fazer 
uma pós-
graduação 
77,2 22,7 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Os dados apresentados no Quadro 17, revelam que, na maioria das ações propostas, o 
grau de importância e concordância supera os 70% entre os formandos. No entanto, ao analisar 
as ações separadamente, observa-se uma divergência considerável. Por exemplo, quando 
questionados sobre a importância de possuir experiência, apenas 59% dos formandos 
consideraram essa ação relevante, enquanto 40,9% demonstraram indiferença. Em 
contrapartida, ao serem indagados sobre a concordância, 72,7% afirmaram já possuir 
experiência, enquanto 27,2% mantiveram-se indiferentes. 
Outra ação que gerou dados relevantes foi a relacionada à importância de possuir um 
curso de pós-graduação. Nesse caso, 59% dos formandos indicaram que consideram a pós-
43 
 
graduação importante, enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 77,2% 
manifestaram a intenção de realizar uma pós-graduação, enquanto 22,7% mostraram-se 
indiferentes. Chiavenato (2014), destaca que a atualização constante é essencial em um 
ambiente de trabalho em constante evolução. 
A partir dos dados obtidos, observa-se que cerca de 80% dos formandos utilizam o 
marketing pessoal no desenvolvimento de suas vidas pessoais e profissionais. No entanto, 
algumas ações consideradas importantes, como a obtenção de um curso superior e uma pós-
graduação, apresentaram percentuais mais baixos, somando 68,1% e 59%, respectivamente. 
Drucker (2001), enfatiza que a habilidade de gerir emoções e manter a produtividade é crucial 
para o sucesso no ambiente corporativo. 
4.2.3. Apresentação 
O Quadro 18 apresenta um conjunto de ações relacionadas ao marketing pessoal, que os 
formandos classificaram de acordo com o nível de importância e o grau de concordância em 
relação à aplicabilidade de cada item. O objetivo foi identificar a percepção dos formandos 
sobre a importância da apresentação pessoal e profissional, além de verificar se eles colocam 
essas ações em prática. 
 
Quadro 18: Percepção quanto a apresentação 
APRESENTA-
ÇÃO 
COMPO-
NENTES 
IMPOR-
TANCIA 
(%) 
INDIFE-
RENTE 
(%) 
QUANTO A SUA 
APRESENTAÇÃO 
CONCOR-
DANCIA 
(%) 
DISCOR-
DO (%) 
Um profissional 
ter boa aparência 
22 95,4 4,5 
Procuro cuidar da 
minha aparência 
95,4 4,5 
Vestir-se de 
acordo com os 
padrões 
profissionais 
22 100 0,0 
Meu modo de 
vestir segue os 
padrões 
profissionais 
81,8 18,1 
Um profissional 
falar 
corretamente 
22 95,4 4,5 Procuro falar 
corretamente 
77,2 22,7 
Possuir cartão de 
visitas 
22 54,5 45,4 
Possuo cartão de 
visitas 
27,2 72,7 
Trabalhar a 
imagem pessoal 
e profissional 
22 95,4 4,5 
Costumo trabalhar 
na minha imagem 
pessoal e 
profissional 
72,7 27,2 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
44 
 
 
O Quadro 18, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento feito aos formandos 
sobre a importância e concordância em relação à apresentação pessoal e profissional. De acordo 
com os resultados, 95,4% dos formandos consideram importante que o profissional tenha boa 
aparência, enquanto 4,5% foram indiferentes a essa ação. Quanto à concordância, 95,4% 
afirmaram que possuem boa aparência, e 4,5% foram indiferentes. 
Em relação ao vestuário, 100% dos formandos assinalaram que é importante vestir-se 
de acordo com os padrões profissionais. No entanto, apenas 81,8% concordaram que seguem 
essa prática, enquanto 18,1% se mostraram indiferentes. Quanto à comunicação verbal, 95,4% 
dos formandos consideram importante falar corretamente, e 4,5% acharam indiferente. Em 
termos de concordância, 77,2% concordaram que falam corretamente, enquanto 22,7% 
permaneceram indiferentes. 
Sobre a importância de trabalhar a imagem pessoal e profissional, 95,4% dos formandos 
destacaram ser relevante, e 4,5% foram indiferentes. Em relação à prática, 72,7% afirmaram 
que trabalham sua imagem, enquanto 27,2% não se manifestaram a respeito. 
Quanto à posse de um cartão de visitas, 54,5% dos formandos consideram essa ação 
importante, e 45,4% se mostraram indiferentes. No entanto, apenas 27,2% afirmaram possuir 
um cartão de visitas, enquanto 72,7% foram indiferentes. 
Com base nos dados apresentados, cerca de 70% dos formandos indicam que praticam 
as ações descritas neste item, relacionadas à ferramenta de apresentação. Drucker (2001), 
ressalta que a maneira como os profissionais se apresentam pode impactar diretamente suas 
relações e, consequentemente, o sucesso de suas atividades. Contudo, deve-se observar a 
questão do cartão de visitas, que obteve uma discrepância significativa entre a importância 
atribuída à sua posse e o percentual de formandos que efetivamente a adotam. 
4.2.4. Networking 
O item apresentado no Quadro 19, contém um conjunto de ações voltadas ao marketing 
pessoal, que os formandos foram convidados a classificar de acordo com o nível de importância 
e o grau de concordância em relação à sua aplicabilidade, conforme as instruções de cada item. 
O objetivo foi identificar a percepção dos formandos sobre o networking e verificar se eles 
aplicam alguma das ações apresentadas neste quadro. 
 
45 
 
Quadro 19: Percepção quanto ao networking 
NETWORKING 
COMPO-
NENTES 
IMPOR-
TANCIA 
(%) 
INDIFE-
RENTE 
(%) 
QUANTO AO 
SEU 
NETWORKING 
CONCOR-
DANCIA 
(%) 
DISCOR-
DO(%) 
Divulgar a imagem 
na Universidade 
22 63,6 36,3 
Divulgo minha 
imagem na 
Universidade 
40,9 59,0 
Divulgar a imagem 
em redes sociais 
22 77,2 22,7 
Divulgo minha 
imagem nas 
redes sociais 
50 50 
Manter bons 
relacionamentos 
22 95,4 4,5 
Mantenho bons 
relacionamentos 
86,3 13,6 
Relacionar-se com 
profissionais de 
outra área 
22 95,4 4,5 
Me relaciono 
com 
profissionais de 
outras áreas 
86,3 13,6 
Guardar os cartões 
de visitas 
recebidos 
22 59,0 40,9 
Guardo os 
cartões de visitas 
recebidos 
31,8 68,1 
Comparecer á 
festas e 
confraternizações 
22 59 40,9 
Compareço a 
festas e 
confraternizações 
59 40,9 
Usar o marketing 
pessoal como seu 
aliado na carreira 
profissional 
22 86,3 13,6 
Uso o marketing 
pessoal como 
aliado na carreira 
profissional 
68,1 31,8 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O Quadro 19, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento feito aos formandos 
sobre a importância e concordância em relação ao networking. Em relação à divulgação da 
imagem na Universidade, 63,3% consideram importante, enquanto 36,3% foram indiferentes. 
Quanto à concordância, 40,9% afirmam que divulgam sua imagem na Universidade, enquanto 
59% mantêm-se indiferentes. 
Quanto à divulgação da imagem nas redes sociais, 77,2% dos formandos consideram 
essa ação importante, e 22,7% foram indiferentes. Em termos de concordância, 50% dos 
formandos concordam que divulgam sua imagem nas redes sociais, enquanto 50% 
demonstraram indiferença. 
No que diz respeito a manter bons relacionamentos, 95,4% dos formandos acham essa 
ação importante, enquanto 4,5% foram indiferentes. Quanto à concordância, 86,3% concordam 
que mantêm bons relacionamentos, e 13,6% foram indiferentes. 
46 
 
Em relação ao contato com profissionais de outras áreas, 95,4% dos formandos 
consideram isso importante, enquanto 4,5% foram indiferentes. Em termos de concordância, 
86,3% afirmam manter contato com profissionais de outras áreas, enquanto 13,6% 
demonstraram indiferença. 
Quanto a guardar os cartões de visita recebidos, 59% dos formandos acham importante, 
enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 31,8% afirmaram guardar os 
cartões de visita recebidos, e 68,1% foram indiferentes. 
Sobre comparecer a festas e confraternizações, 59% consideram importante participar, 
enquanto 40,9% foram indiferentes. Em termos de concordância, 59% afirmam comparecer a 
festas e confraternizações, e 40,9% mantiveram-se indiferentes. 
Quanto ao uso do marketing pessoal como aliado na carreira profissional, 86,3% 
consideram importante, enquanto 13,6% foram indiferentes. Em termos de concordância, 
68,1% afirmam utilizar o marketing pessoal, e 31,8% foram indiferentes. 
A construção de uma rede de contatos no ambiente acadêmico pode ser crucial para o 
sucesso futuro, conforme sugere Chiavenato (2014). 
A partir da obtenção dos dados, pode-se observar que este item oscilou bastante nas 
porcentagens. No geral, pouco mais de 55% dos formandos concordaram que desenvolvem as 
ações apresentadas neste item. Ferreira (2006), destaca a relevância das redes sociais na 
construção de relacionamentos profissionais, especialmente em um mundo cada vez mais 
digital. Quanto ao cartão de visitas apenas 31,8% dos formandos afirmaram guardar os cartões 
de visita que recebem. Outra questão a ser analisada é o fato de apenas 50% dos formandos 
divulgar sua imagem nas redes sociais, segundo Costa (2011), a divulgação da imagem nas 
redes sociais tem sido bastante polêmica e discutida pelas empresas e instituições em geral. As 
empresas estão passando a utilizar estas redes como processo de seleção, pois acreditam que 
nelas as pessoas adicionam todas as informações possíveis sobre a vida pessoal, pensamentos, 
contatos e relacionamentos que possuem. 
4.3. GESTÃO DE CARREIRA 
Nesta etapa serão demonstrados os dados obtidos a respeito da percepção dos formandos 
quanto ao entendimento das ações apresentadas e do conceito de gestão de carreira. 
 
47 
 
Gráfico 3: Percepção sobre a carreira 
 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O Gráfico 3, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento direcionado aos 
formandos sobre gestão de carreira. Entre as opções apresentadas, 86,4% dos formandos 
associaram gestão de carreira ao “planejamento do destino profissional e/ou cargo”. Já 18,2% 
dos formandos indicaram que gestão de carreira está relacionada à “obtenção de um bom cargo 
por meio das relações estabelecidas”, enquanto 13,6% destacaram que o objetivo é “ser 
reconhecido e obter uma maior remuneração”. 
 
 Gráfico 4: Gerenciamento da carreira 
 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
No gráfico 4, quando perguntados quem administra a sua carreira, 100% dos formandos 
respondentes afirmaram que eles próprios gerenciam sua carreira. Esta afirmação vai de 
encontro com o diz Madruga (2021), se você deseja “ter ascensão profissional, tenha em mente 
48 
 
que você mesmo deve gerenciar a sua carreira e definir as trilhas de competência que irá seguir 
criando metas para isso. 
 
Quadro 20: Percepção sobre a gestão de carreira 
GESTÃO DE 
CARREIRA 
COMPO-
NENTES 
IMPOR-
TANCIA 
(%) 
INDIFE-
RENTE (%) 
SUA GESTÃO 
DE CARREIRA 
CONCOR-
DANCIA 
(%) 
DISCORDA 
(%) 
Possuir um 
plano de 
desenvolvime
nto de 
carreira 
22 100 0,0 
Possuo um 
plano de 
desenvolviment
o de carreira 
40,9 59 
Estabelecer 
objetivos 
profissionais. 
22 100 0,0 
Costumo 
estabelecer 
objetivos 
profissionais 
90.9 9,0 
Ter um curso 
de graduação. 
22 95,4 4,5 
Faço um curso 
de graduação 
pensando na 
minha carreira. 
90,9 9 
Ter um curso 
de pós-
graduação. 
 
22 90,9 9 
Farei pós-
graduação 
pensando na 
minha carreira. 
86,3 13,6 
Ter o próprio 
negócio. 
22 59 40,9 
Quero ter meu 
próprio 
negócio. 
77,2 22,7 
Crescer na 
mesma 
empresa que 
trabalha 
22 68,1 31,8 
Quero crescer 
na mesma 
empresa que 
trabalho 
36,3 63,6 
Passar em um 
concurso 
público. 
22 90,9 9 
Quero passar 
em um 
concurso 
público 
95,4 4,5 
Na gestão de 
carreiras as 
competências 
têm 
22 100 0,0 
Na minha 
carreira 
competências 
são mais 
importantes 
95,4 4,5 
Na gestão de 
carreira a 
postura 
22 100 0,0 
Na minha 
carreira a 
postura 
100 0,0 
49 
 
profissional 
tem. 
profissional é 
importante 
Na gestão de 
carreira o 
comprometim
ento tem. 
22 100 0,0 
Na minha 
carreira o 
comprometime
nto é muito 
importante 
100 0,0 
Na gestão de 
carreira as 
relações têm. 
22 100 0,0 
Na minha 
carreira as 
relações são 
importantes 
100 0,0 
Na gestão de 
carreira a 
aparência tem 
22 95,4 4,5 
Na minha 
carreira a 
aparência é 
importante 
95,4 4,5 
Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O Quadro 20, apresenta os dados obtidos a partir da pergunta feita aos formandos sobre 
a importância de um profissional possuir as ações listadas no quadro e, em seguida, sobre sua 
concordância em aplicá-las na gestão de sua carreira. 
No que diz respeito ao plano de desenvolvimento de carreira, 100% dos formandos 
consideram essa ação importante. No entanto, ao questioná-los sobre a concordância, apenas 
40,9% afirmaram ter um plano de carreira, enquanto 59% se mostraram indiferentes. Quanto a 
estabelecer objetivos profissionais, 100% dos formandos indicaram achar essa prática 
importante. Em relação à concordância, 90,9% concordaram que estabelecem objetivos 
profissionais, e 9% foram indiferentes. 
Sobre a importância de possuir um curso de graduação, 95,4% dos formandos 
consideram essa ação relevante, com apenas 4,5% se mostrando indiferentes. Quando 
questionados sobre a concordância, 90,9% afirmaram possuir um curso de graduação, enquanto 
9% permaneceram indiferentes. Em relação à pós-graduação, 90,9% dos formandos a 
consideram importante, com 9% indiferentes. Quanto à concordância,86,3% indicaram a 
intenção de fazer uma pós-graduação voltada para a carreira, enquanto 13,6% se mostraram 
indiferentes. 
No que tange a ter o próprio negócio, 59% dos formandos consideram essa ação 
importante, enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 77,2% afirmaram ter 
a intenção de empreender, com 22,7% indiferentes. A opção de crescer na mesma empresa, por 
sua vez, foi considerada importante por 68,1% dos formandos, com 31,8% se mostrando 
50 
 
indiferentes. Quando perguntados sobre a concordância, 36,3% dos formandos concordaram 
que desejam crescer na empresa em que trabalham, enquanto 63,6% foram indiferentes. 
Quanto a passar em um concurso público, 90,9% dos formandos consideram essa ação 
importante, com 9% indiferentes. Em relação à concordância, 95,4% afirmaram ter a intenção 
de prestar concurso público, enquanto 4,5% foram indiferentes. Sobre a importância das 
competências na gestão de carreira, 100% dos formandos reconhecem sua relevância. Em 
relação à concordância, 95,4% concordam que as competências são essenciais em suas 
carreiras, com 4,5% indiferentes. 
Quando questionados sobre a importância das relações, da postura profissional e do 
comprometimento na gestão de carreira, 100% dos formandos afirmaram considerar essas ações 
fundamentais. Em relação à concordância, 100% dos formandos concordam que essas 
qualidades são essenciais em sua carreira. Por fim, ao serem questionados sobre a importância 
da aparência na gestão de carreira, 95,4% dos formandos afirmaram que sim, sendo 4,5% 
indiferentes. Quanto à concordância, 95,4% concordam que a aparência é importante para sua 
carreira, com 4,5% indiferentes. 
Com base nos dados apresentados, é possível concluir que os formandos têm uma 
compreensão sólida sobre o conceito de carreira. O planejamento da profissão ou cargo foi a 
opção com maior número de respostas, sendo escolhida por 86,4% dos formandos. Como 
destaca Chiavenato (2014), o planejamento de carreira é fundamental para identificar objetivos 
e as etapas necessárias para alcançá-los. Além disso, é interessante notar que 100% dos 
formandos se consideram responsáveis por administrar sua própria carreira. 
Após a análise dos dados sobre a visão dos formandos sobre os principais conceitos de 
gestão de carreira e a administração de suas próprias trajetórias, foram feitas questões adicionais 
para avaliar o nível de importância e a prática com que os formandos percebem e aplicam esses 
conceitos. O dado mais relevante foi a análise sobre a importância de possuir um plano de 
desenvolvimento de carreira: embora 100% dos formandos considerem essa ação importante, 
apenas 40% deles a implementam em suas vidas. Quanto às outras ações de desenvolvimento e 
gestão de carreira, 84% dos formandos afirmaram aplicá-las em sua carreira. 
 
 
 
 
51 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A análise dos dados coletados sobre a percepção dos formandos em relação ao 
marketing pessoal e gestão de carreira revela um entendimento profundo e significativo sobre 
a preparação dos jovens profissionais para suas trajetórias. Os formandos demonstram uma 
clara compreensão de que elementos como a "venda da imagem" e a "postura profissional" são 
fundamentais na construção de uma marca pessoal. Essa consciência é essencial, pois a imagem 
que um profissional projeta pode influenciar diretamente as oportunidades de crescimento e a 
maneira como é percebido em ambientes competitivos. 
A pesquisa também evidencia que os formandos reconhecem a importância do 
planejamento na gestão de carreira, associando essa prática ao direcionamento de suas 
profissões. Essa percepção indica uma mentalidade proativa, que pode facilitar o 
desenvolvimento de estratégias eficazes para alcançar objetivos profissionais. O planejamento 
permite que os indivíduos estabeleçam metas claras e identifiquem as habilidades e 
competências necessárias para avançar em suas carreiras, o que se torna cada vez mais crucial 
em um mercado de trabalho dinâmico e em constante evolução. 
Embora muitos formandos se sintam confiantes em seu autoconhecimento para aplicar 
o marketing pessoal, uma parte significativa ainda busca clareza sobre sua identidade 
profissional. Essa indecisão sugere que, apesar da consciência sobre a importância do marketing 
pessoal, muitos podem se beneficiar de programas de orientação que ajudem a desenvolver um 
entendimento mais profundo de suas habilidades e características. O autoconhecimento é um 
pilar fundamental para a construção de uma marca pessoal sólida e para o sucesso no mercado 
de trabalho. 
A inter-relação entre networking e gestão de carreira também se destaca nas respostas 
dos formandos, que reconhecem a importância das conexões profissionais. Embora uma parcela 
menor tenha associado a gestão de carreira ao estabelecimento de boas relações, esse 
entendimento evidencia uma consciência crescente sobre como a construção de uma rede de 
contatos pode impactar positivamente as oportunidades de emprego e crescimento profissional. 
Em um ambiente de trabalho onde as interações interpessoais são cada vez mais valorizadas, o 
networking se torna uma ferramenta indispensável. 
A percepção dos formandos sobre a aparência e a postura profissional revela que, apesar 
da ênfase nas competências técnicas e no conhecimento, as características pessoais e a forma 
de se apresentar continuam a desempenhar um papel significativo na avaliação dos 
52 
 
profissionais. Essa realidade ressalta a necessidade de um equilíbrio entre habilidades técnicas 
e soft skills, que são igualmente importantes para a construção de uma carreira bem-sucedida. 
A unanimidade dos formandos em afirmar que são responsáveis pela administração de 
suas próprias carreiras é um indicativo positivo de uma mentalidade de autonomia e 
proatividade. Essa responsabilidade é crucial em um mercado de trabalho que valoriza cada vez 
mais a auto-suficiência e a capacidade de adaptação. O empoderamento dos formandos em 
relação ao gerenciamento de suas carreiras pode facilitar a busca por oportunidades e o 
desenvolvimento de competências que atendam às demandas do mercado. 
A análise das percepções dos formandos propõe um debate sobre a necessidade de 
fortalecer a formação acadêmica com conteúdo que abordem de maneira prática e aplicada as 
temáticas relacionadas ao marketing pessoal, estratégias de networking e gestão de carreira. A 
inclusão de disciplinas que tratem do desenvolvimento de marca pessoal e gestão de carreira 
pode contribuir para que os alunos se sintam mais preparados e confiantes ao ingressar no 
mercado de trabalho. A formação contínua e a orientação profissional são, portanto, caminhos 
fundamentais para o sucesso dos futuros profissionais. 
Em síntese, os dados coletados ressaltam a importância do autoconhecimento, do 
planejamento estratégico e da construção de relacionamentos profissionais na trajetória de 
desenvolvimento dos formandos. A consciência sobre a relevância do marketing pessoal e a 
responsabilidade na gestão da própria carreira são elementos que, se bem trabalhados, podem 
resultar em profissionais mais preparados e adaptáveis às exigências do mercado 
contemporâneo. O desafio é transformar essas percepções em ações concretas que permitam 
aos formandos alcançarem seus objetivos e se destacar em suas respectivas áreas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
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https://scholar.google.pt/scholar?q=marketing+pessoal+e+gest%c3%a3o+de+carreira:+a+percep%c3%a7%c3%a3o+dos+acad%c3%aamicos+do+curso+de+administra%c3%a7%c3%a3o+da+unijui,+campus+iju%c3%8d&hl=pt-br&as_sdt=0,14&scioq=a+evolu%c3%87%c3%83o+do+planejamento+de+carreira:+um+estudo+com++alunos+do+curso+de+administra%c3%87%c3%83o+da+faculdade+maria+milza&as_ylo=2011&as_yhi=
https://scholar.google.pt/scholar?q=marketing+pessoal+e+gest%c3%a3o+de+carreira:+a+percep%c3%a7%c3%a3o+dos+acad%c3%aamicos+do+curso+de+administra%c3%a7%c3%a3o+da+unijui,+campus+iju%c3%8d&hl=pt-br&as_sdt=0,14&scioq=a+evolu%c3%87%c3%83o+do+planejamento+de+carreira:+um+estudo+com++alunos+do+curso+de+administra%c3%87%c3%83o+da+faculdade+maria+milza&as_ylo=2011&as_yhi=https://scholar.google.pt/scholar?q=marketing+pessoal+e+gest%c3%a3o+de+carreira:+a+percep%c3%a7%c3%a3o+dos+acad%c3%aamicos+do+curso+de+administra%c3%a7%c3%a3o+da+unijui,+campus+iju%c3%8d&hl=pt-br&as_sdt=0,14&scioq=a+evolu%c3%87%c3%83o+do+planejamento+de+carreira:+um+estudo+com++alunos+do+curso+de+administra%c3%87%c3%83o+da+faculdade+maria+milza&as_ylo=2011&as_yhi=
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http://hdl.handle.net/123456789/1839
https://leme.minhabiblioteca.com.br/
	1. INTRODUÇÃO
	1.1. PROBLEMA DA PESQUISA
	1.2. OBJETIVOS
	1.2.1. Geral
	1.2.2. Específicos
	1.3. JUSTIFICATIVA
	2. REFERENCIAL TEÓRICO
	2.1. MARKETING
	2.2. MARKETING PESSOAL
	2.2.1. Currículo
	2.2.2. Competências
	2.2.3. Apresentação
	2.2.4. Networking
	2.2.5. Os 4P´s do marketing pessoal
	2.3. GESTÃO DE CARREIRAS
	2.3.1. Planejamento de carreira
	2.3.2. A inserção dos futuros administradores no mercado de trabalho
	3. METODOLOGIA
	3.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
	3.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA
	3.3. COLETA DE DADOS
	4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
	4.1. Perfil dos respondentes
	4.1.1. Perfil Profissional
	4.1.2. Perfil acadêmico
	4.2. Marketing pessoal
	4.2.1 Currículo
	4.2.2. Competências
	4.2.3. Apresentação
	4.2.4. Networking
	4.3. GESTÃO DE CARREIRA
	5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
	6. REFERÊNCIAS32 
Quadro 7: Carga horária de trabalho ....................................................................................... 32 
Quadro 8: Tempo que o pesquisado está no emprego ............................................................ 33 
Quadro 9: Renda mensal ......................................................................................................... 33 
Quadro 10: Primeiro emprego................................................................................................. 34 
Quadro 11: Quantidade de emprego que já passou ................................................................. 34 
Quadro 12: Quantidade de tempo sem emprego dos que estão desempregados ..................... 35 
Quadro 13: Quantidade de horas diárias dedicadas ao estudo ................................................ 36 
Quadro 14: Satisfação com o curso de administração ............................................................ 37 
Quadro 15: Seu desempenho no curso .................................................................................... 37 
Quadro 16: Percepção quanto ao currículo ............................................................................. 40 
Quadro 17: Percepção quanto as competências ...................................................................... 42 
Quadro 18: Percepção quanto a apresentação ......................................................................... 43 
Quadro 19: Percepção quanto ao networking ......................................................................... 45 
Quadro 20: Percepção sobre a gestão de carreira ................................................................... 48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 10 
1.1. PROBLEMA DA PESQUISA........................................................................................... 11 
1.2. OBJETIVOS ...................................................................................................................... 11 
1.2.1. Geral ............................................................................................................................... 11 
1.2.2. Específicos ...................................................................................................................... 12 
1.3. JUSTIFICATIVA .............................................................................................................. 12 
2. REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................. 13 
2.1. MARKETING ................................................................................................................... 13 
2.2. MARKETING PESSOAL ................................................................................................. 14 
2.2.1. Currículo ......................................................................................................................... 15 
2.2.2. Competências.................................................................................................................. 17 
2.2.3. Apresentação .................................................................................................................. 18 
2.2.4. Networking ..................................................................................................................... 18 
2.2.5. Os 4P´s do marketing pessoal ......................................................................................... 19 
2.3. GESTÃO DE CARREIRAS .............................................................................................. 20 
2.3.1. Planejamento de carreira ................................................................................................ 21 
2.3.2. A inserção dos futuros administradores no mercado de trabalho ................................... 23 
3. METODOLOGIA ............................................................................................................... 26 
3.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ............................................................................ 26 
3.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA ........................................................................................... 26 
3.3. COLETA DE DADOS ...................................................................................................... 27 
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ........................................................... 28 
4.1. Perfil dos respondentes ...................................................................................................... 28 
4.1.1. Perfil Profissional ........................................................................................................... 30 
4.1.2. Perfil acadêmico ............................................................................................................. 36 
4.2. Marketing pessoal .............................................................................................................. 38 
4.2.1 Currículo .......................................................................................................................... 40 
4.2.2. Competências.................................................................................................................. 41 
4.2.3. Apresentação .................................................................................................................. 43 
9 
 
4.2.4. Networking ..................................................................................................................... 44 
4.3. GESTÃO DE CARREIRA ................................................................................................ 46 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ 51 
6. REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
1. INTRODUÇÃO 
Atualmente, o mercado de trabalho tem ficado cada vez mais competitivo, haja visto 
que, o número de profissionais que tem procurado se qualificar buscando novos conhecimentos 
tem crescido bastante na última década. Toda essa competitividade gerada pelo mercado, tem 
deixado os profissionais de administração cada vez mais ansiosos e interessados em se 
desenvolver constantemente, buscando incrementar sua formação acadêmica e adequá-las as 
exigências que o mercado de trabalho impõe. Nesse contexto, o marketing pessoal e a gestão 
de carreira surgem como uma ferramenta essencial para a construção e planejamento de uma 
carreira. Permitindo que os indivíduos se destaquem em meio a concorrência, se 
autopromovendo. São tantas as mudanças ocorridas no mercado de trabalho em relação as 
exigências na qualificação profissional. Tais mudanças devem-se as transformações 
tecnológicas advindas da globalização que se expandiu e o mercado de trabalho trouxe junto 
essas transformações. 
Segundo Rizzo (2017), a globalização permitiu o contato entre as diferentes culturas e 
costumes e, principalmente, uma constante apresentação de alternativas para o consumo de 
produtos e serviços em geral, o que despertou novas expectativas e consumidor, surgindo uma 
maior e mais agressiva concorrência. O impacto dessas transformações afetou tanto o mercado, 
quanto os indivíduos que passaram a se preocupar muito mais com sua sobrevivência. Claro 
que muitos outros elementos, como mudanças políticas, sociais e culturais e não somente 
econômicas, contribuíram para o desenho dessa nova realidade do mercado. 
O cenário de globalização age sobre o mercado de trabalho solicitando profissionais 
altamente qualificados com alto nível de instrução e disponibilidade para o contínuo 
aprendizado(BEZERRA, 2021). Diante dessas ocorrências, é essencial que o indivíduo, para 
se inserir em um ambiente de trabalho, busque diferenciais que o levem a se destacar dos demais 
profissionais (ALBUQUERQUE; COSTA, 2020) 
Dessa forma, o marketing pessoal desponta como uma ferramenta para a construção e 
gestão de uma carreira bem-sucedida. Por meio deste, os indivíduos conseguem promover-se 
perante a concorrência, demostrar suas qualidades, valores e experiências de maneira 
estratégica. O marketing pessoal vai muito além do conceito de autopromoção, envolve a 
criação e manutenção da imagem pessoal autêntica, alinhada aos objetivos profissionais e 
valores pessoais. 
Deixar uma marca positiva na memória das pessoas pode ser um diferencial competitivo 
sustentável por muito tempo (ANDRADE, 2020). 
11 
 
Sendo assim, o marketing pessoal ao ser bem trabalhado se torna um diferencial 
competitivo dentro de um mercado onde os mais qualificados conseguem um lugar de destaque. 
Diante da importância crescente deste tema, este estudo tem por objetivo mostrar a importância 
de manter-se atualizado e preparado, apresentar como o marketing pessoal pode ser utilizado 
de forma eficaz na gestão da carreira dos indivíduos, tornando-se um diferencial competitivo, 
pois é necessário criar uma identidade de destaque para si e desenvolver novas habilidades ao 
decorrer da caminhada, construindo uma marca pessoal consistente que favoreça sua trajetória 
profissional. 
 A partir deste estudo podemos entender e mostrar como os formandos do curso de 
Administração do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia – ICSEZ/UFAM, estão 
trabalhando seu marketing pessoal para adentrarem no mercado de trabalho. 
1.1. PROBLEMA DA PESQUISA 
Tendo em vista a crescente busca no mercado de trabalho por profissionais que sejam 
diferenciados e com relevância para ocupar determinado cargo, torna-se indispensável utilizar 
ferramentas que possibilite que esse profissional seja visto pelas empresas. 
Possuir uma graduação atualmente, já não é mais uma garantia de sucesso no mercado 
de trabalho. Atualmente a competitividade é intensa e precisamos buscar por destaque frente a 
concorrência, as habilidades práticas e as experiências adquiridas em estágios ou mesmo em 
atividades extracurriculares muitas das vezes tem um peso maior e corroboram como diferencial 
competitivo para o indivíduo. 
Os novos profissionais de administração do ICSEZ/UFAM, que irão se inserir no 
mercado de trabalho precisam, desde já, estarem atentos e se manterem atualizados quanto as 
constantes mudanças. Desta forma, surge um questionamento: Como os formandos do curso de 
Administração do ICSEZ/UFAM, estão trabalhando seu marketing pessoal com o intuito de 
inserirem no mercado de trabalho atual? 
1.2. OBJETIVOS 
1.2.1. Geral 
Identificar o grau de importância do marketing pessoal e gestão de carreira na percepção 
dos formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM. 
12 
 
1.2.2. Específicos 
• Caracterizar o perfil dos formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM; 
• Avaliar o nível de conhecimento dos formandos sobre marketing pessoal e gestão de 
carreira; 
• Identificar como desenvolvem o marketing pessoal e a gestão de suas carreiras; 
• Identificar as ferramentas de marketing pessoal mais utilizadas pelos formandos. 
1.3. JUSTIFICATIVA 
O tema desta pesquisa surgiu de um questionamento pessoal vivenciado na 
Universidade, ao conversar com outros acadêmicos sobre seus planos após a graduação. 
Questões como o rumo a seguir e se estão verdadeiramente preparados para enfrentar o mercado 
de trabalho com a formação adquirida geraram reflexões. Será que o conhecimento obtido na 
Universidade é suficiente, ou é necessário expandir para além das disciplinas acadêmicas? 
Como estamos nos preparando para ingressar em um mercado de trabalho cada vez mais 
competitivo? 
Diante do atual cenário, o tema do estudo em questão surgiu para mostrar a realidade 
dos futuros administradores ao sair da Universidade e se depararem com um mercado de 
trabalho tão competitivo, sobretudo, se continuam a desenvolver suas competências utilizando 
o conhecimento obtido dentro da Universidade para se tornar um profissional que se destaca no 
mercado. Dessa forma, é necessário a realização de um estudo detalhado a respeito do tema 
com estes futuros administradores para descobrir como eles estão desenvolvendo as técnicas do 
marketing pessoal para se tornarem profissionais mais capacitados para o mercado de trabalho. 
Devido aos frequentes questionamentos sobre como os formandos estão se preparando 
para exercer seu papel como administradores, tornou-se essencial compreender quais 
estratégias e ferramentas estão sendo utilizadas para atingir esses objetivos. Este estudo 
fornecerá à Universidade um retorno sobre seus esforços para formar profissionais capacitados 
para a inserção imediata no mercado de trabalho ou indicará a necessidade de aprimorar a 
qualidade do ensino. 
Para os acadêmicos, os resultados poderão revelar se a forma como estão se preparando 
é suficiente para promover sua imagem pessoal e profissional como administradores. Além 
disso, possibilitará a identificação de lacunas na aplicação do marketing pessoal, ajudando-os 
a corrigi-las quando necessário. 
13 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
2.1. MARKETING 
Na atual conjuntura do mercado, as pessoas estão se esforçando cada vez mais para 
conquistar um espaço no mercado de trabalho, buscando estar em evidência, e o marketing é 
um dos instrumentos do qual muitas empresas e pessoas físicas utilizam para auxiliá-los nesse 
processo de valorização da imagem e obter diferencial competitivo em relação a concorrência. 
A palavra marketing surgiu nos Estados Unidos em 1902 e teve sua primeira definição somente 
em 1950 pela revista Americam Marketing Association (AMA), desde então, este conceito já 
passou por diversas modificações, sempre com o intuito de valorizar e se adequar as 
transformações que acontecem no mercado. 
De acordo com Kotler Marketing é: 
Um processo social e administrativo pelo qual indivíduos e organizações obtêm o que 
necessitam e querem por meio da criação e troca de valor com os outros, implica 
construir relacionamentos de troca lucrativos e imbuídos de valor com os clientes. 
Assim, marketing é o processo pelo qual empresas engajam os clientes, constroem 
fortes relacionamentos com eles e lhe criam valores para, em troca, captar valor deles 
(KOTLER, 2022, p. 56). 
Os conceitos de marketing são bastante amplos, no entanto, podem ser delimitados para 
atender a necessidade de um público específico, podendo atingir personalidades públicas, 
ONG’s, ou até mesmo as grandes empresas no contexto global. O marketing focaliza nas 
necessidades que um potencial cliente necessita e procura viabilizar atender esta necessidade. 
Portanto, segundo Kotler (2024), marketing envolve a identificação e a satisfação de 
necessidades humanas e sociais de uma maneira que esteja em harmonia com os objetivos da 
organização. 
Conceito de marketing: 
Marketing é uma função administrativa composta de um conjunto de atividades 
relacionadas à troca, à criação e manutenção de relacionamentos entre fornecedores e 
consumidores à distribuição de bens e serviços, ao foco no cliente, à comunicação da 
empresa com o mercado e tanto outros aspectos relativos a esta questão (FALCÃO, 
2020, p. 22). 
14 
 
Segundo Gomes (2020), marketing cobre uma gama de atividades, desde pesquisa de 
mercado até definição de estratégia, publicidade, vendas e assistência pós-venda. Sendo a 
principal responsável por promover o lançamento de marcas e produtos, como definição de 
estratégias, público-alvo e preço a definir. 
A pedra fundamental do conceito de marketing é a mentalidade centrada no cliente, que 
coloca os profissionais de marketing em uma busca implacável para compreender e satisfazer 
os desejose as necessidades do público-alvo e resolver os problemas dele – de uma forma 
melhor do que a concorrência" (PEREIRA, 2019). 
2.2. MARKETING PESSOAL 
O marketing atualmente é uma ferramenta de comunicação bastante utilizada, ele está 
basicamente em tudo o que fazemos, desde a roupa em que usamos a como nos comportamos 
perante a sociedade. A tendencia é que o marketing pessoal, seja cada vez mais utilizado pelas 
pessoas afins de identificar seus pontos fortes, tornando-se vantagem competitiva por facilitar 
a inserção do profissional do mercado de trabalho. 
Damasceno (2021) afirma que o Marketing Pessoal é o conjunto de estratégias e ações 
com o objetivo de estabelecer uma percepção positiva a cerca de um indivíduo. Muitas pessoas 
erroneamente atribuem ao marketing pessoal apenas a uma determinada característica, ou está 
relacionada a aparência ou outra característica específica, sendo que são um conjunto de ações 
de desenvolvimento e execução. 
 O uso das ferramentas do marketing pessoal tem se tornado cada dia mais indispensáveis 
na vida dos indivíduos que desejam se promover profissionalmente e fortalecer sua marca 
pessoal. O marketing tem suas raízes espalhadas ao longo da história, porém, o marketing 
pessoal é um campo novo de estudo, quando comparado com os demais campos que compõem 
a administração enquanto profissão (BEZERRA, 2021). 
O mercado de trabalho se torna mais competitivo a cada dia que passa, por tanto, faz-se 
necessário que o profissional moderno possua uma imagem pessoal, social e profissional 
respeitável. O mundo mudou, antigamente as profissões eram definidas por classe social, o 
indivíduo nascia, vivia e morria sem expectativa nenhuma de mudar a vida da sua família, as 
profissões eram determinadas antes mesmo antes de nascer. Atualmente o marketing é utilizado 
por diferentes tipos de profissionais como forma de destacar-se dos concorrentes. De acordo 
com Rizzo (2017), muito mais que uma etiqueta empresarial ou social, muito mais do que a 
15 
 
forma de se apresentar ou se comportar numa mesa, o marketing pessoal consiste num 
somatório de valores colocados e exteriorizado harmoniosamente. 
É criar alternativas para se destacar frente a concorrência, focar no que realmente vai 
fazer diferença na sua vida profissional. Pessoas de sucesso são reconhecidos por suas ações, 
pelos exemplos que dão. Planejar uma carreira utilizando das ferramentas que o marketing 
pessoal dispõe é projetar em si a pessoa que você quer ser a longo prazo, é literalmente um 
propósito de vida. É uma ferramenta usada para promoção pessoal, de modo a alcançar o 
sucesso (DAMASCENO, 2021). 
Marketing pessoal pode ser entendido como toda a atividade de negócios que leva o 
produto ou serviço, no caso o produto é a própria pessoa, até o consumidor final, o receptor da 
mensagem (RIZZO, 2017). Antigamente o marketing pessoal era utilizado apenas por empresas 
ou pessoas públicas, no intuito de ofertar seus produtos, porém, as pessoas começaram a usá-lo 
para desenvolver-se profissionalmente. 
Hoje o marketing pessoal é considerado um instrumento fortalecedor, com o objetivo 
de destacar as habilidades e competências de relacionamento bem como a posição do 
profissional no mercado de trabalho, auxiliando na conquista por espaços mais disputados 
(LORENZATO, 2022). 
O profissional que não procurar se aprimorar irá ficar encalhado na “prateleira do 
mercado”, por não buscar novas fontes de conhecimento. Segundo Paula (2017), marketing 
pessoal foi desenvolvido com o objetivo de fazer com que os indivíduos atingissem o sucesso 
profissional. 
Abordaremos a seguir algumas ferramentas do marketing pessoal, que propõem 
cooperar para o aperfeiçoamento pessoal e profissional dos indivíduos. 
2.2.1. Currículo 
A busca por oportunidades no mercado de trabalho é um desafio intrínseco à vida de 
muitos jovens, e uma das ferramentas cruciais nesse processo é o currículo. 
De acordo com Ferreira et al (2023), o currículo é considerado o cartão de visita do 
profissional, sendo por meio dele a primeira oportunidade de contato com as empresas. Sendo 
assim, no currículo não deve faltar, a apresentação, os dados pessoais, o objetivo, a formação e 
a experiencia profissional, é preciso focar em objetividade no momento da elaboração do 
mesmo (CIAMPA, 2014). 
16 
 
É um instrumento que vai além do resumo das qualificações do indivíduo, quando 
estruturado de maneira correta possibilita que esse indivíduo se destaque em meio a grande 
quantidade de perfis existentes no mercado de trabalho, facilita a vida do recrutador que muitas 
das vezes possui tempo limitado para analisar o currículo dos candidatos. 
 Problemas com o currículo representam 19% das vezes em que candidatos são 
reprovados em processos seletivos (COTTON, 2023). É exatamente por isso, que o currículo 
precisa ser elaborado de forma a chamar a atenção do selecionador no momento de concorrer a 
uma vaga de emprego, é a oportunidade para causar uma boa impressão, afinal um bom 
currículo sempre causa boa impressão. 
Diante do exposto, Ciampa (2014), apresenta algumas dicas para causar uma boa 
impressão com o currículo: 
• Apresentação: Este é o momento em que o indivíduo faz a descrição do seu 
portifólio profissional, resumindo a história da sua carreira, além de destacar 
quais os seus objetivos em relação a empresa. 
• Dados pessoais: aqui, o indivíduo além de adicionar seu nome, precisa 
apresentar, CEP, endereço, telefone, e-mail. Nesta etapa deve-se ter muito 
cuidado para não escrever esses dados de forma errada, pois pode ser um 
empecilho no momento de a empresa entrar em contato, caso seja selecionado. 
• Objetivo: deixar claro ao cargo que está se candidatando e área de interesse. 
• Formação: descreva os cursos que já realizou, formação acadêmica, graduação, 
pós-graduação, especialização. Ressaltando a data de início e de conclusão deles, 
não esquecendo de informar a instituição. 
• Experiencia profissional: descrever resumidamente sua evolução profissional. É 
importante destacar as experiências que possui na área a qual o indivíduo busca 
alcançar a vaga. Atenha-se a ao setor que trabalhou, suas metas e realizações. 
• Idiomas: ser realista e honesto. Esse é o ponto mais fácil de ser verificado, além 
de colocar em risco uma possível contratação. Se for iniciante sempre usar o 
termo “noções básicas”, caso esteja iniciando o estudo de uma língua nova ou 
não domine com fluência. Mas se tiver fluência em alguma língua adicionar no 
currículo. 
• pretensão salarial: só informe sua pretensão de salário se for exigência da 
empresa. Caso contrário, não entre nesse ponto. 
http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/04/entrevista-e-etapa-da-selecao-que-mais-reprova-candidatos-diz-pesquisa.html
http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/04/entrevista-e-etapa-da-selecao-que-mais-reprova-candidatos-diz-pesquisa.html
17 
 
• Informações adicionais: neste ponto informe somente os cursos que realmente 
contribuíram para sua formação pessoal ou agregaram valor na sua vida 
profissional. 
De modo geral, segundo Cotton (2023), um currículo bem elaborado é uma ferramenta 
inicial para se destacar e avançar para a fase de entrevista. 
2.2.2. Competências 
As competências são habilidades e conhecimentos que um indivíduo possui, gerando 
uma vantagem competitiva dentro do mercado de trabalho. O conceito de competências é 
formado por uma série de quesitos que podem ou não deixar um indivíduo atraente, assim 
sendo, o profissional precisa se conscientizar da imagem que quer transmitir. 
De acordo com Cardoso (2021), a definição adotada ainda é reiterada na última versão 
da Resolução CEB n. 003/2018, que se encontra preservada no artigo VI: 
VI – Competências: mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, para 
resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundodo trabalho (BRASIL, Resolução n. CEB 003/2018, p." (CARDOSO, 2021, p.42). 
Na psicologia: 
O conceito de competência mede o desempenho de um indivíduo, associado ao seu 
desempenho, traços de personalidade e capacidades. A gestão vê a competência como 
um conceito-chave na estratégia de processos de recrutamento, seleção, promoção e 
avaliação de desempenho. Por fim a educação, relaciona o conceito com a ideia de 
preparação dos estudantes para o emprego e como reconhecimento profissional. (Sara, 
2024, p. 61). 
De acordo com Madruga (2021), competência é comumente designada como a soma de 
conhecimentos, habilidades e atitudes de um indivíduo. É crucial identificar e entender quais 
são suas habilidades, investir em cursos, participar de congressos, buscar aprimorar suas 
competências, demonstrar a vontade de crescer, entre outros aspectos que podem melhorar suas 
habilidades e consequentemente aumentar sua visibilidade. Segundo Macarenco (2016), muitos 
métodos são utilizados para tornar visíveis os potenciais individuais adormecidos, mas é preciso 
estar aberto e totalmente receptivo para retornar ao caminho da subjetividade, em um mundo 
desconhecido. 
18 
 
2.2.3. Apresentação 
Esta é uma ferramenta essencial, é por meio dela que nos comunicamos ou nos 
apresentamos para os outros, tanto em contextos formais quanto informais. 
Nossa imagem é nossa primeira ferramenta de marketing pessoal, é através dela que 
iremos gerar nossas primeiras impressões sobre quem somos e o que comunicamos através de 
tudo que se refere a nossa marca pessoal (OLIVEIRA, 2020). A forma do profissional se 
apresentar atualmente é um dos pilares mais importantes em diversos contextos, vai além de 
como se veste ou se comporta, envolve como ele se comunica, se posiciona e se coloca diante 
dos outros em um ambiente profissional. 
Assim como um produto se torna mais atraente pela embalagem, assim é o profissional, 
não adianta você ter uma postura impecável, saber se comportar em eventos oficiais da empresa 
se você não cuida da sua aparência. Indiretamente a apresentação do funcionário impacta na 
imagem da marca" (CASTIGLIONE, 2019). A forma como o profissional se apresenta é 
fundamental, é a primeira coisa que as pessoas percebem. A roupa, os acessórios, a higiene 
podem transmitir uma série de mensagens sobre si antes mesmo de começar a falar. 
2.2.4. Networking 
Este conceito tornou-se fundamental no mundo das relações profissionais. Refere-se ao 
processo de construir e manter uma rede de contatos que pode oferecer suporte, informações e 
oportunidades ao profissional 
De acordo com Minarelli (2020), esse sistema compreende atitudes e procedimentos de 
convivência, cooperação e conjugação de informações e recursos, com o objetivo de obter algo 
para um ou mais membros da rede. Muito fala-se em construir networking, porém, é 
imprescindível que o profissional construa uma rede de relacionamentos, segurando todas as 
oportunidades que aparecer, e elas podem surgir em diversos ambientes, como por exemplo no 
shopping, seminários, eventos da empresa, conferências, redes sociais, na Universidade e até 
mesmo na família. 
Segundo, Gold (2019), networking é a capacidade de estabelecer uma rede de contatos 
ou uma conexão com algumas pessoas, trocando ideias, informações, sonhos e projetos. Essa 
ferramenta tornou-se vital na construção e desenvolvimento de carreira, e instituída com 
eficácia leva a criação de relações duradouras, baseadas no respeito entre as partes interessadas, 
além de alavancar as condições de empregabilidade dos profissionais. Networking, é 
19 
 
basicamente a sua capacidade de desenvolver uma rede de contatos relevantes para seu 
crescimento (OLIVEIRA, 2020). 
Portanto, Networking é uma habilidade que pode ser desenvolvida e aprimorada ao 
longo do tempo. Investir nessas relações profissionais não apenas beneficia a carreira, como 
também contribui para o crescimento coletivo de uma rede de relações entre indivíduos. 
2.2.5. Os 4P´s do marketing pessoal 
Ao trazer essa estrutura para o produto individuo, os 4P’s englobam outras 
características dentro do marketing pessoal como a diferenciação, posicionamento, 
consistência. Em resumo, é entender e aplicar o mix de marketing para maximizar as 
oportunidades. 
Produto: de acordo com Lorenzato (2022), é algo que a empresa oferece a fim de 
satisfazer as necessidades do seu consumidor. Em relação a pessoa, é preciso demonstrar seus 
diferenciais; suas características estão expostas através de seus comportamentos, estilo 
condizente com seu perfil, ter uma boa apresentação, sem esquecer dos cuidados físicos com 
sua saúde e higiene. Dentro do marketing pessoal o produto refere-se ao profissional junto com 
as habilidades que ele possui, ou seja, é saber o que você tem para oferecer para o mercado de 
trabalho, apresentar suas características que o diferenciam da concorrência. 
Preço: Preço “é a quantidade de dinheiro que um produtor cobra por seu produto, seja 
este um bem ou um serviço” (GIOIA, 2018). Dentro desse contexto, é o valor que o profissional 
cobra pelo serviço prestado, o qual será definido por fatores como, habilidades, formação, 
experiencia profissional, dentre outras. 
Praça: Também conhecido como ponto de venda. Trata-se do canal de distribuição do 
produto, onde este será disponibilizado para venda final" (CASTIGLIONE, 2019). 
Compreende, no entanto, aos canais que o profissional usa para se apresentar e se conectar com 
outros, como redes sociais, eventos de networking e plataformas profissionais. 
Promoção: O termo promoção é usado no sentido de promover o produto, ou seja, é 
quando o profissional promove seus atributos e qualificações para que o mercado o valorize e 
solicite seus serviços. Pois, de nada adianta ter qualidades invejáveis, se ninguém tomar 
conhecimento de tais qualidades (PAULA, 2017). Envolve a seleção mais apropriada dos meios 
de comunicação para atingir de forma mais eficiente o público visado e construir uma imagem 
forte. 
20 
 
2.3. GESTÃO DE CARREIRAS 
Gestão é o processo de fazer as coisas acontecerem por meio de pessoas. É o 
planejamento e direcionamento de esforços, a organização e a aplicação de recursos – humanos 
e materiais – para realizar objetivos (CAMELO, 2021). 
A grande preocupação da maioria dos jovens no Brasil ao sair da faculdade, é com o seu 
futuro profissional, é um período de transição muito importante para indivíduo que acaba de 
chegar no mercado. Como preparar-se para o primeiro emprego? Nos últimos anos, ainda que 
essas questões persistam, as respostas mudaram significativamente. As competências 
necessárias foram sendo modificadas para acompanhar as mudanças impostas que empresas, 
governo e trabalhadores tiveram que se adequar. 
Segundo Camelo (2021), o termo carreira refere-se a todos os tipos de emprego -
semiqualificados, qualificados e semiprofissionais. Este está baseado em objetivos pré-
definidos, sejam de natureza específica ou geral. Um dos objetivos da carreira segundo Camelo 
(2021), é possibilitar um processo contínuo de aprendizagem e desenvolvimento, a fim de 
promover a aquisição de valores que fomentem o desenvolvimento pessoal e profissional dos 
sujeitos no meio em que estão inseridos. 
De acordo com Oliveira (2020), Gestão de carreira é a combinação de planejamento 
estruturado e a escolha ativa de gerenciamento dos próprios rumos profissionais. Se você deseja 
“ter ascensão profissional, tenha em mente que você mesmo deve gerenciar a sua carreira e 
definir as trilhas de competência que irá seguir criando metas para isso” (MADRUGA, 2021). 
Planeje-se e descubra qual é o melhor modelo para se desenvolver buscando cursos de curta e 
longa duração. Procure conseguir parceria com a empresa para a qual trabalha, mas não espere 
que ela solucione seu problema. 
Ainda há muito por parte das pessoas, uma certa resistência ao planejamento de suavida 
profissional, segundo estudos, esse fato engloba o mundo todo, muito pelo fato de não terem 
tido qualquer estímulo ao longo da vida. Mas, este quadro vem sofrendo alterações positivas 
nas últimas décadas, sendo que diversos fatores vêm contribuindo para isto, como períodos de 
escassez de emprego, remuneração, prestígio, longevidade humana, dentre outras mudanças 
difundidas no mercado de trabalho. 
Segundo o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, em 2022 o curso de 
administração está entre os dez maiores cursos por modalidade de ensino e é terceiro maior de 
graduação. O que mostra a relevância da formação no curso. No entanto, a quantidade de 
graduados que ingressa no mercado de trabalho todos os anos causa preocupação em quem já 
21 
 
está e os que irão ingressar no mercado tão competitivo. É essencial investir em um 
planejamento consciente desde a graduação e ao longo da trajetória de vida. 
A gestão de carreira é um conceito que abrange o planejamento, a execução e a avaliação 
das escolhas profissionais ao longo da vida. De acordo com Gold (2019), todos os profissionais, 
estejam eles no mercado corporativo ou não, devem ficar atentos à volatilidade e complexidade 
do mundo atual e se desenvolver, por si e continuamente, novas competências para se ajustar 
às recentes dinâmicas, se fortalecer e prosperar profissionalmente. 
Uma das vertentes fundamentais da gestão de carreira é o autoconhecimento, 
compreender as próprias competências, isso permite que o profissional consiga alinhar as 
oportunidades disponíveis com a construção da sua carreira, qual rumo seguir de acordo com 
as aspirações de cada um. Segundo Oliveira (2020), para alcançar uma carreira de sucesso é 
necessário um cuidadoso planejamento e, quando existe uma programação de carreira dentro 
das organizações os colaboradores sentem se mais seguros para assumir novas 
responsabilidades e planejar sua carreira. Em seguida, é necessário planejar o sucesso, 
transformando o sonho em objetivos, e os objetivos em metas a serem alcançadas (FONSECA, 
2023). Para isso, as pessoas devem ser capazes de abraçar as mudanças, aprender com a 
incerteza, aproveitar as oportunidades e desenvolver uma perspectiva diferente para poderem 
fazer sua autogestão e desenvolvimento de carreira (GOLD, 2019). 
Vivemos em um mundo em constantes transformações, tudo evolui muito depressa pois 
o mercado precisa atender novas demandas que surgem. Em meio a esse cenário se adaptar 
torna-se vantagem, precisamos aprender que a mudança não é uma ameaça, mas sim uma 
oportunidade de crescimento. Toda mudança traz consigo a oportunidade de aprender algo 
novo, desenvolver habilidades e nos reinventarmos, além disso, é vital que o indivíduo construa 
uma rede de contatos, mantenha-se curioso e conectar-se a novas pessoas. 
2.3.1. Planejamento de carreira 
Atualmente, existem um número grande de profissionais que não possui um plano de 
carreira desenvolvido, muitos até questionam se o planeamento realmente funciona. O ideal 
seria que eles pudessem entender que precisam tomar a iniciativa para começar a desenvolver 
o seu, assim a possibilidade de se tornar um profissional de sucesso torna-se maior. 
O processo desenvolvimento da carreira de um indivíduo é um processo vitalício que 
engloba crescimento e mudança. Uma empresa sem planejamento de carreira e iniciativas de 
desenvolvimento de carreira provavelmente encontrará maior taxa de atrito, causando danos a 
22 
 
seu plano e programas (CAMELO, 2021). Portanto, o profissional que foi preparado para 
ocupar apenas um determinado tipo de atividade, está perdendo espaço dentro do mercado de 
trabalho, pois atualmente as empresas estão em busca de profissionais multifacetados. 
O planejamento pretende visualizar o que se pretende para o futuro e traçar caminhos 
para alcançar esse propósito (SANTOS, 2020). Por meio do planejamento de carreira é possível 
que o indivíduo compreenda as transformações constantes do mercado e se necessário, redefinir 
seus objetivos de acordo com suas expectativas de vida. Embora saibamos que a 
responsabilidade do planejamento de carreira é pessoal, no mundo turbulento e terrivelmente 
ambíguo do trabalho atual, torna-se responsabilidade dos empregadores fornece-lhes 
oportunidades para atingir seus objetivos (CAMELO, 2021). Para as organizações, o 
planejamento e desenvolvimento da carreira é fundamental, tanto para reduzir a rotatividade de 
funcionários, o qual pode haver uma queda de desempenho organizacional, quanto para a 
diminuição de custos de recrutamento, treinamento de pessoal. Muitos fatores externos e 
imprevisíveis podem influenciar a trajetória de um indivíduo. Hoje em dia, com um mercado 
flexível e em constante mutação, decisões corretas, guiadas por um planejamento consistente, 
são as principais responsáveis pela promoção de cargos, pelos aumentos de salário e pela 
satisfação, profissional e pessoal (BEZERRA, 2021). Mudanças no mercado, crises 
econômicas, mudanças pessoais que podem redirecionar seu caminho. Nesse contexto a 
adaptabilidade e a resiliência se tornam competências essenciais, a carreira não é um caminho 
linear, mas sim, um conjunto de escolhas, portanto, entender a carreira como uma trajetória 
construída, tanto de forma planejada como ocasional, permite um olhar mais crítico do 
desenvolvimento pessoal e profissional. 
De acordo com Santos (2020), planejar constitui a função mais elementar de um gestor, 
independente da sua área de atuação. O planejamento é responsável pelo suporte a todas as 
outras tarefas realizadas na administração do seu negócio. Implantar um plano de carreira não 
é nada fácil, requer que o profissional esteja disposto a adotar para si a ideia de ir em busca de 
aprimoramento das suas competências, devendo sempre estar em busca de se ajustar aos 
modelos de inovação atuais. 
Um planejamento bem estruturado proporciona uma abordagem diferenciada para entrar 
no mercado de trabalho, é um processo que envolve definição de metas, desenvolvimento de 
competências, experiencia prática e revisão constante dos conhecimentos. A maioria das 
organizações não está mais tão preocupada em estabelecer e desenvolver trilhas de 
conhecimento para seus colaboradores, então cada profissional deve buscar e construir 
proativamente seu desenvolvimento profissional (GOLD, 2019). 
23 
 
2.3.2. A inserção dos futuros administradores no mercado de trabalho 
A inserção desses futuros profissionais, envolve desafios e oportunidades especificas, 
considerando as tendencias do setor, as expectativas das empresas e as habilidades necessárias 
para se destacar. 
As empresas do século XXI exigem de seus colaboradores novas atitudes, pois o que 
predominou anteriormente, como a definição clara das responsabilidades e a especialização do 
trabalho, está sendo substituído pela capacidade de ajustar-se rapidamente às novas 
necessidades a fim de responder com rapidez aos clientes e fornecedores, bem como integrar-
se à necessidade constante de inovação" (GOLD, 2019). 
É nesse contexto que surge a figura do administrador moderno, que para atender às 
novas exigências empresariais, precisa aliar todo o conhecimento adquirido no curso de 
Administração com o desenvolvimento e capacitação de suas competências para suprir as novas 
necessidades das organizações, que exigem flexibilidade e velocidade de resposta como reação 
às constantes alterações de mercado (MOREIRA, et al., 2014) 
O mercado de trabalho para os jovens administradores não é dos mais fáceis. As 
principais dificuldades que esses talentos encontram quando buscam empregos são: salários 
inferiores às habilidades desenvolvidas, número insatisfatório de oportunidade, concorrência 
acirrada e exigências cada vez mais apertadas do mercado (SUAVE; ASSIS, 2018). 
Em um ambiente tão competitivo, no qual todos os dias surge novos indivíduos em 
busca de uma colocação profissionalem diversos setores, a utilização das técnicas do marketing 
pessoal para a construção de uma marca profissional forte, torna-se indispensável. Segundo 
Lorenzato (2022), o mercado de trabalho precisa conhecer quem a pessoa é, quais são suas 
qualidades, seus atributos, seus diferenciais e o que tua marca tem de melhor a oferecer. 
As empresas, diante da competitividade desenfreada de hoje, estão exigindo além das 
competências, dedicação por parte dos colaboradores. A forma mais eficiente para os novos 
profissionais que irão adentrar ao mercado de trabalho, conseguirem permanecer ativo, é adotar 
um conjunto de competências que se alinhem ao propósito de vida de cada um. Cardoso (2021), 
pondera que para conseguir ter empregabilidade, mais importante que saber fazer algo, é possuir 
competências para fazer. Além disso, ele alega também que somente o conhecimento não é 
mais fator primordial na hora de uma contratação, transformou-se em pré-requisito, ou seja, o 
conhecimento não é o que os empregadores mais valorizam na atualidade. 
Conforme o Relatório do Banco Mundial (2018), o cenário de crise econômica que ainda 
sofre com as consequências deixada pela COVID-19, é visto como mais desafiador para a 
24 
 
inserção de novos profissionais no mercado de trabalho e as consequências de uma inserção 
tardia, de um longo período no desemprego ou em empregos precários podem comprometer a 
vida profissional desses jovens, afetando, ainda, sua saúde física e mental. Muitos formandos 
enfrentam dificuldades de se inserir no mercado, por não possuir experiencias práticas. Segundo 
Suave e Assis (2018), os jovens de hoje percebem que a geração de novos postos de trabalho 
não está acompanhando o crescimento da população, e que juntamente com o aumento do nível 
de escolaridade, cresce o nível de exigência nas empresas. É exatamente nesse momento que 
ficam fora do processo de seleção por não possuírem experiencia. 
 Diante disso, um dos principais desafios enfrentados por esses novos profissionais é a 
falta de experiencia, sendo que muitos terminam a graduação sem ter passado por estágios ou 
vivencias corporativas. Esse é um dos fatores que podem dificultar a buscar pelo primeiro 
emprego, uma vez que as empresas na maioria das vezes priorizam candidatos com experiencia 
prévia. De acordo com os autores Suave e Assis (2018), as formas que podem auxiliar esses 
novos administradores a ingressarem na carreira são os processos de estágios, programas de 
treinamento e concursos públicos. Sendo que para quem está iniciando a carreira o mais 
indicado é o estágio. 
O mercado demanda por profissionais preparados. O Portal G1 informou, que segundo 
o DIESSE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), de cada 
dez pessoas de baixa renda com nível superior, seis estão em empregos que não exigem 
faculdade. E outros que resolveram trabalhar no mercado informal. 
Uma das alternativas para conseguir se diferenciar no mercado e driblar a concorrência 
é utilizando a tecnologia a seu favor. Utilizar de ferramentas que promovam essa visibilidade, 
como por exemplo, o Linkedin, redes sociais, uso de portifólio e montar uma rede de contatos 
(networking). Daí a importância de formular um plano de carreira a partir do momento que o 
indivíduo ingressa na Universidade, para que ele possa participar de atividades que se somem 
aos conhecimentos adquiridos em sala de aula e adquira experiencia através de estágios e 
atividade extracurriculares. Gomes (2020), afirma que o profissional deverá abranger também 
seus conhecimentos no como, analisar e resolver problemas; gerenciar recursos; comunicar-se 
de forma eficaz; ter um relacionamento interpessoal, entre outros, conforme proporcionado no 
decorrer do curso. 
O mercado de trabalho é um globo, que não para de girar. Por meio do avanço da 
tecnologia o acesso à informação foi facilitado. Se o profissional quiser se manter competitivo, 
precisa estar em contínuo aprendizado, procurar está por dentro de todas as mudanças e 
novidades na sua área de atuação. Como o produto que sofre modificações buscando atender as 
25 
 
necessidades de mercado, o profissional também passa por transformações, evoluindo e 
agregando valor a sua imagem possibilitando o reconhecimento de diferenciação perante os 
concorrentes. Em todos os mercados o sucesso chega para aqueles que são considerados 
diferentes e melhores, que são únicos e excepcionalmente valiosos (WENZEL, 2017). 
Assim sendo, essa inserção dos formandos no mercado de trabalho não deve ser vista 
como um desafio intransponível, mas como um processo que exige planejamento, 
desenvolvimento de habilidades interpessoais e profissionais e proatividade para enfrentar um 
mercado em transformação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
3. METODOLOGIA 
Método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e 
economia, permite alcançar o objetivo de produzir conhecimentos válidos e verdadeiros, 
traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista 
(LAKATOS; MARCONI, 2019). 
3.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 
A pesquisa realizada neste estudo é de natureza qualitativa, por ser o método mais 
adequado para esclarecer os motivos por trás de determinado fenômeno e abordar aspectos 
sociais que não podem ser quantificados. A pesquisa qualitativa foca no aprofundamento da 
compreensão de um grupo ou organização, sem priorizar a representatividade numérica 
(GERHARDT; SILVEIRA, 2009). 
Além disso, trata-se de uma pesquisa descritiva. Segundo Gil (2017), esse tipo de 
pesquisa tem como objetivo descrever as características de uma população ou fenômeno, 
podendo também identificar possíveis relações entre variáveis. Nesse sentido, buscou-se 
compreender as percepções dos formandos, bem como seus comportamentos em relação ao 
planejamento de suas carreiras. 
Por fim, optou-se pela realização de um estudo de campo, que se mostrou o mais 
adequado devido às suas características. Esse tipo de abordagem permite investigar um grupo 
ou comunidade em termos de sua estrutura social, com ênfase na interação entre seus membros. 
O estudo de campo é a que se utiliza com o objetivo de conseguir informações ou 
conhecimento sobre um problema, para a qual se procura uma resposta, ou sobre uma 
hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, com o propósito de descobrir novos 
fenômenos ou relações entre eles. Este método de pesquisa busca descrever a 
complexidade do problema em questão e possibilita o maior índice de profundidade 
no assunto (Lakatos; Markoni, 2019, p. 203). 
3.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA 
O objeto de estudo desta pesquisa é composto pelos formandos do curso de 
Administração da UFAM – Campus Parintins, com o objetivo de compreender como eles estão 
se preparando para ingressar no mercado de trabalho. Foram considerados formandos aqueles 
regularmente matriculados no curso de graduação e cursando o último semestre letivo 
obrigatório, com previsão de colação de grau no primeiro semestre de 2024 (2024/1). O 
27 
 
levantamento do quantitativo de alunos aptos à colação de grau foi realizado junto ao Colegiado 
do Curso de Administração e outros setores responsáveis por esses dados, identificando um 
total de 44 formandos. 
Para este estudo, foi adotada a técnica de amostragem intencional, amplamente utilizada 
em pesquisas qualitativas. Esse método permite ao pesquisador selecionar intencionalmente 
participantes que possuam características relevantes para os objetivos do estudo, com base em 
seu conhecimento prévio sobre a população-alvo e os fenômenos investigados. A escolha dos 
participantes foi guiada por sua potencial contribuição para um entendimento mais profundo e 
detalhado das questões exploradas na pesquisa, de acordo com os princípios sugeridos por 
Vergara (2009). 
3.3. COLETA DE DADOS 
Acoleta de dados foi realizada por meio de um formulário contendo 21 perguntas, 
compostas por questões abertas e fechadas, direcionadas aos formandos do curso de 
Administração da UFAM – Campus Parintins. As perguntas foram elaboradas pela 
pesquisadora em conjunto com sua orientadora, e os dados obtidos foram posteriormente 
analisados com base nos instrumentos de coleta definidos. 
O formulário foi criado na plataforma Google Forms e enviado aos formandos por meio 
de um link, disponibilizado em um grupo criado em um aplicativo de mensagens, no qual todos 
os formandos foram adicionados. Além disso, o link foi compartilhado individualmente para o 
número pessoal de cada formando, devido à dificuldade inicial em obter respostas. No total, o 
link foi enviado para 43 formandos, dos quais 22 responderam ao formulário, correspondendo 
a uma taxa de retorno de 51,16%. 
O “Google Forms” permite de maneira simples e fácil coletar informações, criar 
diagnóstico dos alunos, realizar uma pesquisa rápida e aplicar autodiagnostico onde os alunos 
possam identificar os seus estilos de aprendizagem impactando positivamente nos métodos 
ativos de ensino (SAMPAIO; ALCANTARA, 2018). 
 
 
 
 
 
 
28 
 
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Nesta seção será apresentada a análise dos dados obtidos a partir das respostas dos 
formandos. Foram organizados em tabelas e gráficos com o intuito de facilitar a compreensão 
de todos, sendo as tabelas organizadas pela pesquisadora e os gráficos retirados da plataforma 
Google Forms, demonstrando as respostas obtidas pelos respondentes, para análise de forma 
descritiva dos dados e interpretação da pesquisadora. 
4.1. PERFIL DOS RESPONDENTES 
De acordo com o site do ICSEZ/UFAM, o Curso de Administração do ICSEZ, em 
Parintins, é resultado do Projeto de Interiorização da Universidade Federal do Amazonas, uma 
iniciativa apoiada pelo Ministério da Educação com o objetivo de expandir o Ensino Superior 
para o interior do Estado do Amazonas. Durante o curso, os alunos adquirem conhecimentos 
em áreas como Finanças, Matemática, Gestão Estratégica, Recursos Humanos, Economia, 
Psicologia, Marketing, Contabilidade e Logística, entre outras, capacitando-os a gerenciar 
organizações de acordo com as demandas do ambiente em que atuam. 
Neste tópico, foram abordados aspectos relacionados ao perfil biográfico dos 
entrevistados, incluindo gênero, faixa etária e estado civil. 
 
 Quadro 1: Gênero dos pesquisados 
GÊNERO FREQUÊNCIA PERCENTUAL 
Masculino 06 27,3% 
Feminino 16 72,7% 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O primeiro aspecto analisado na caracterização dos respondentes foi o gênero. 
Conforme apresentado no Quadro 1, 72,7% dos formandos pertencem ao gênero feminino, 
enquanto 27,3% são do gênero masculino. Esses dados evidenciam que o perfil dos formandos 
é majoritariamente composto por mulheres. 
Segundo Fonseca (2023), essa predominância feminina pode refletir uma tendência 
contemporânea no curso de Administração ou estar relacionada a fatores sociais e culturais que 
influenciam a escolha dessa área de estudo. 
29 
 
 
 Quadro 2: Faixa etária dos pesquisados 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Em relação à faixa etária, conforme apresentado no Quadro 2, observa-se que a maioria 
dos respondentes é composta por jovens entre 20 e 25 anos, representando 59,1% do total. Em 
seguida, a faixa etária de 26 a 30 anos corresponde a 31,8%. Já a faixa de 31 a 35 anos foi 
assinalada por apenas um formando, representando 4,5%, mesma porcentagem da categoria 36 
anos ou mais. 
Como apontado por Kotler e Keller (2012), a diversificação do público-alvo nas 
instituições de ensino desempenha um papel crucial no enriquecimento da experiência de 
aprendizado, promovendo a troca de conhecimentos e vivências entre diferentes gerações. 
 
 Quadro 3: Estado civil dos pesquisados 
ESTADO CIVIL FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Solteiro(a) 18 81,8% 
Casado(a) 0 
União Estável 04 18,2% 
Divorciado(a) 0 
Viúvo(a) 0 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Os dados do Quadro 3 indicam que 81,8% dos formandos declararam ser solteiros, 
enquanto pouco mais de 18% afirmaram estar em uma união estável. 
FAIXA ETÁRIA FREQUÊNCIA PERCENTUAL 
20 a 25 13 59,1% 
26 a 30 7 31,8% 
31 a 35 1 4,5% 
36 anos ou mais 1 4,5% 
Total 22 100% 
30 
 
De acordo com Chiavenato (2014), a juventude representa um período crucial para o 
desenvolvimento de habilidades e competências, tornando essencial que os indivíduos 
aproveitem essa fase para investir em sua formação acadêmica e profissional. 
Com base nos dados obtidos sobre a caracterização dos formandos, observa-se que o 
perfil predominante é composto por mulheres, que representam 72,7% da amostra. A maioria 
dos formandos é solteiro, correspondendo a 81,8% do total, e possui entre 20 e 25 anos de idade, 
faixa etária que abrange 59,1% dos respondentes. De acordo com Fonseca (2023), essa 
segmentação por faixa etária fornece informações relevantes sobre a composição demográfica 
dos estudantes de Administração. Esses dados são valiosos para compreender a distribuição 
etária dos alunos, além de oferecer insights sobre como essas características podem influenciar 
suas experiências acadêmicas, perspectivas e necessidades durante o curso, bem como na 
transição para suas carreiras profissionais. 
4.1.1. Perfil Profissional 
O perfil profissional trata do levantamento das experiências de trabalho dos formandos 
do curso de administração. Este tópico aborda quantos estão atualmente empregados, que tipo 
de organização atuam, o cargo que ocupam e a carga horária semanal de trabalho. 
 
 Quadro 4: situação de emprego dos formandos. 
EMPREGADOS FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Sim 17 77,3% 
Não 05 22,7% 
Total 22 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O Quadro 4, demonstra a situação de emprego dos formandos e revela que 77,3% estão 
empregados, o que indica uma taxa de inserção no mercado de trabalho bastante significativa. 
Segundo Senge (1990), a formação acadêmica é um fator crucial para o desenvolvimento de 
competências e habilidades que são altamente valorizadas pelas empresas. 
A existência de 22,7% de formandos que não estão empregados levanta questões 
importantes sobre os desafios enfrentados por esses indivíduos na busca por oportunidades no 
mercado de trabalho. De acordo com Ferreira (2006), a educação continuada e o 
desenvolvimento de redes de contatos são fundamentais para aumentar as chances de inserção 
31 
 
profissional. Portanto, é essencial que os formandos que ainda não conseguiram emprego 
busquem alternativas, como estágios ou programas de capacitação, que possam melhorar suas 
habilidades e ampliar suas oportunidades. 
A predominância de formandos empregados pode ter implicações significativas para o 
ambiente acadêmico e as instituições de ensino. A alta taxa de emprego pode indicar que as 
instituições estão formando profissionais alinhados com as demandas do mercado, o que é um 
aspecto positivo para a reputação dessas instituições. Conforme argumenta Kotler e Keller 
(2012), a conexão entre a academia e o mercado de trabalho é vital para o sucesso dos alunos e 
para a formação de uma força de trabalho qualificada. 
 
 Quadro 5: Tipos de organização que atuam 
ORGANIZAÇÃO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Indústria 1 6,7% 
Comércio 0 
Serviço 14 93,3% 
ONG 0 
Total 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Conforme o Quadro 5, entre os alunos empregados (17 no total), observa-se que 93,3% 
atuam no setor de serviços, enquanto 6,7% trabalham na indústria. As categorias comércio e 
ONG não registraram respostas. 
A análise dos tipos de organização onde os formandos estão inseridos revela uma 
predominância expressiva do setor de serviços. Essa concentração reflete as dinâmicas atuais 
do mercadode trabalho, em que o setor de serviços desempenha um papel fundamental na 
geração de empregos e no impulso à economia. Segundo Chiavenato (2014), esse setor é um 
dos principais responsáveis por atender às crescentes demandas dos consumidores, exigindo 
habilidades específicas e adaptabilidade por parte dos profissionais. 
 
 
 
 
32 
 
 Quadro 6: Cargo que ocupam 
CARGO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Estagiário 04 23,5% 
Cargo operacional 03 17,6% 
Cargo administrativo 09 52,9% 
Cargo gerencial 01 5,8% 
Outro 0 0,0% 
Total 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
De acordo com o Quadro 6, entre os 17 alunos empregados, 23,5% indicaram estar 
atuando como estagiários, o que, segundo Fonseca (2023), sugere que esses estudantes estão 
adquirindo experiência profissional simultaneamente à sua formação acadêmica. Além disso, 
17,6% dos respondentes ocupam cargos operacionais, 52,9% estão em posições administrativas 
e 5,8% desempenham funções gerenciais. A opção "Outro" não registrou respostas. 
Esses dados evidenciam a diversidade nos níveis hierárquicos ocupados pelos 
formandos, destacando o protagonismo dos cargos administrativos e a relevância do estágio 
como um meio de integração ao mercado de trabalho. 
 
 Quadro 7: Carga horária de trabalho 
CARGA HORÁRIA FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
20h/semanais 05 29,4% 
40h/semanais 07 41,1% 
44h/semanais 05 29,4% 
Total 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Conforme o Quadro 7, entre os 17 alunos empregados, a carga horária de trabalho está 
distribuída da seguinte forma: 29,4% trabalham 20 horas semanais, 41,1% cumprem 40 horas 
semanais, e 29,4% trabalham 44 horas semanais. Observa-se uma maior frequência de respostas 
na opção de 40 horas semanais. 
Chiavenato (2014), destaca que a carga horária de trabalho é um fator determinante que 
pode influenciar tanto a produtividade quanto o bem-estar dos profissionais. Esses dados 
33 
 
sugerem que a maioria dos formandos está se adaptando a cargas horárias consideradas padrão 
no mercado, refletindo sua preparação para atender às demandas do ambiente profissional. 
 
 Quadro 8: Tempo que o pesquisado está no emprego 
TEMPO DE SERVIÇO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Menos de 1 ano 01 5,8% 
1 ano 06 35,2% 
2 anos 03 17,6% 
3 anos 02 11,7% 
4 anos 02 11,7% 
Mais de 4 anos 03 17,6% 
Total 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
O quadro 8 apresenta o tempo de permanência dos formandos em seus empregos atuais, 
considerando os 17 alunos empregados. Os dados mostram que 5,8% estão empregados há 
menos de 1 ano, 35,2% há 1 ano, 17,6% há 2 anos, 11,7% há 3 anos e 17,6% há mais de 4 anos. 
A maior concentração, com 35,2%, refere-se aos formandos que estão no emprego há 1 
ano, o que sugere que muitos ainda se encontram em fase de adaptação e aprendizado em suas 
funções. Conforme Chiavenato (2014), o primeiro ano de trabalho é um período crucial para 
moldar a trajetória profissional, sendo a etapa em que os indivíduos começam a construir suas 
identidades profissionais e a compreender melhor o funcionamento das organizações. 
 
 Quadro 9: Renda mensal 
RENDA MENSAL FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
1 Salário-mínimo 11 64,7% 
Entre 1 e 2 salários-mínimos 03 17,6% 
Entre 2 e 3 salários-mínimos 02 11,7% 
Mais de 3 salários-mínimos 01 5,8% 
Total1 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
34 
 
Os dados apresentados no Quadro 9 (dos 17 alunos empregados), revelam que 64,7% 
dos formandos recebem até um salário-mínimo, 17,6% informaram receber entre 1 e 2 salários-
mínimos, 11,7% declararam ganhos entre 2 e 3 salários-mínimos, enquanto 5,8% afirmaram 
receber mais de 3 salários-mínimos. 
Essa distribuição reflete as condições do mercado de trabalho, onde fatores como alta 
competitividade por vagas e falta de experiência podem limitar o acesso a remunerações mais 
elevadas. Conforme Chiavenato (2014), embora a formação acadêmica seja fundamental para 
a valorização profissional, aspectos como experiência prática e a construção de uma rede de 
contatos também desempenham papéis determinantes na definição da remuneração. 
 
 Quadro 10: Primeiro emprego 
PRIMEIRO EMPREGO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Sim 07 41,1% 
Não 10 58,8% 
Total 17 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
No Quadro 10, os formandos responderam à pergunta sobre estarem no primeiro 
emprego. De acordo com Chiavenato (2014), as primeiras experiências profissionais 
desempenham um papel crucial na construção da identidade profissional e no desenvolvimento 
de competências essenciais para o mercado de trabalho. Entre os formandos que declararam 
estar empregados (17 respondentes), 41,1% indicaram que estão em seu primeiro emprego, 
enquanto 58,8% afirmaram já ter tido outras experiências profissionais. 
 Quadro 11: Quantidade de emprego que já passou 
EMPREGO QUE JÁ 
PASSARAM 
FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
1 08 42,1% 
2 05 26,3% 
3 02 10,5% 
4 04 21,1% 
Mais de 5 0 0% 
Total 19 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
35 
 
O Quadro 11, tem 19 respondentes, porque 2 respondentes que estão desempregados, 
não tiveram empregos anteriores. 
Portanto, com base nos dados apresentados, 42,1% dos formandos assinalaram já ter 
passado por “1” emprego. 26,3% assinalaram já ter passado por “2” empregos, 10,5% 
assinalaram já ter passado por “3” empregos e por fim 21,1% assinalaram que já passaram por 
“4” empregos. A opção “mais de 5” não obteve resposta. Como defende Drucker (2001), a 
capacidade de escolher empregos que se alinhem às aspirações pessoais e profissionais é 
fundamental para o sucesso a longo prazo. Portanto, é essencial que os formandos considerem 
suas experiências anteriores ao buscar novas oportunidades, garantindo que cada passo em sua 
trajetória profissional contribua para seu desenvolvimento e satisfação. 
 
 Quadro 12: Quantidade de tempo sem emprego dos que estão desempregados 
TEMPO DESEMPREGADO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 
Menos de 1 ano 0 0,0 
1 ano 03 60% 
2 anos 0 0,0 
Mais de 3 anos 02 40% 
Total 05 100% 
 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 
 
Conforme apresentado no Quadro 12, os formandos foram questionados sobre o período 
em que estavam desempregados (5 respondentes). A opção "menos de 1 ano" não recebeu 
nenhuma resposta, enquanto a opção "1 ano" foi assinalada por 60% dos formandos. A opção 
"2 anos" também não registrou respostas, enquanto "mais de 3 anos" correspondeu a 40% dos 
participantes. Essa questão totalizou apenas 22,6% da amostra total, devido à estrutura do 
formulário, que determinava que ela fosse respondida exclusivamente pelos formandos que 
indicaram, na questão 4, que estavam desempregados. Essa informação pode ser corroborada 
também pela análise da Quadro 4. 
Com base nos dados obtidos, é possível delinear o perfil profissional dos formandos, 
conforme Ferreira (2023). Os resultados fornecem uma visão abrangente sobre os tipos de 
trabalho desempenhados pelos estudantes de Administração no momento da pesquisa, 
destacando a diversidade de situações ocupacionais entre os respondentes. 
36 
 
A caracterização revelou que a maioria dos formandos (77,3%) está empregada. Entre 
esses, 93,3% atuam no setor de serviços, e 52,9% ocupam cargos administrativos. Quanto à 
jornada de trabalho, 41,1% dos formandos trabalham 40 horas semanais. Em relação ao tempo 
no emprego atual, 35,2% estão há um ano na posição, enquanto 64,7% possuem renda mensal 
equivalente a um salário-mínimo. Além disso, 54,8% indicaram estar no primeiro emprego. 
Para os formandos que se encontram desempregados, 60% relataram estar sem trabalho 
há um ano. 
4.1.2. Perfil acadêmico 
O perfil acadêmico trata do levantamento dos aspectos estudantis dos formandos do 
curso de administração. Neste tópico apresenta-se, a quantidade de horas que dedicam ao 
estudo, o nível de satisfação com relação ao curso e

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