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0 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E ZOOTECNIA BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO ISABELLA RODRIGUES OLIVEIRA MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – CAMPUS PARINTINS PARINTINS-AM 2025 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E ZOOTECNIA BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO ISABELLA RODRIGUES OLIVEIRA MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – CAMPUS PARINTINS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Colegiado do Curso de Administração do Instituto de Ciências Socais, Educação e Zootecnia da Universidade Federal do Amazonas como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientadora: Profa. Dra. Edna Aniceto de Magalhães Cardoso. PARINTINS-AM 2025 2 TERMO DE APROVAÇÃO MARKETING PESSOAL NA GESTÃO DE CARREIRA: A PERCEPÇÃO DOS CONCLUINTES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UFAM – CAMPUS PARINTINS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em: ___/___/___, para a obtenção de título de Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Amazonas, campus Parintins. BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Profa. Dra. Edna Aniceto de Magalhães Cardoso Orientadora - UFAM ____________________________________________ Profa. Esp. Ligiane de Almeida Gaspar Membro Interno - UFAM ____________________________________________ Prof. Dr. Erick de Freitas Moura Membro Interno - UFAM 3 AGRADECIMENTOS A conclusão deste Trabalho de Conclusão de Curso não teria sido possível sem o apoio e a contribuição de pessoas queridas, que estiveram ao meu lado durante todo meu processo de formação. Sou grata primeiramente a Deus, por ter sido meu alicerce desde o início desta minha jornada acadêmica, a ele toda honra e glória. Agradecer aos meus familiares, minha mãe Gracinete Vieira Rodrigues, meu pai Isanildo Rodrigues de Oliveira e aos meus irmãos por todo amor, acolhimento e compreensão, mesmo nos momentos mais desafiadores, em especial, ao meu filho Henry Oliveira, cuja presença ilumina meus dias e me dá forças para seguir em frente. A minha orientadora Profa. Dra. Edna Aniceto de Magalhães Cardoso, pela orientação e paciência ao longo de todo o processo de elaboração deste trabalho. E por fim, a todos que direta ou indiretamente, contribuíram com este trabalho, deixo aqui minha eterna gratidão. 4 RESUMO Este trabalho tem por objetivo identificar a percepção dos formandos do curso de administração sobre a importância do marketing pessoa e gestão de suas carreiras. Ultimamente, o mercado de trabalho tem se tornado cada dia mais competitivo, fator este que deu início a exigência de um novo perfil profissional no mercado, tornando essencial manter-se atualizado, preparado e permanentemente bem-informado visando sua promoção pessoal e profissional. Dentro deste contexto, esta pesquisa foi desenvolvida junto aos formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM, com o objetivo de mostrar como estes futuros profissionais percebem a importância e como estão trabalhando o Marketing Pessoal e Gestão de Careira para se inserirem no mercado de trabalho. Esta pesquisa é de natureza qualitativa abordando os principais temas relacionados ao marketing pessoal e a gestão de carreira, quanto aos objetivos como descritiva e os procedimentos técnicos como estudo de campo. Foram aplicados formulários para realizar a coleta de dados, em seguida analisá-los e interpretá-los para alcançar os objetivos esperados. Os resultados revelam uma compreensão significativa da importância do marketing pessoal, gestão de carreira e networking. Os formandos reconhecem que a "venda da imagem" e a "postura profissional" são essenciais para construir uma marca pessoal. Embora se sintam confiantes em seu autoconhecimento, muitos ainda buscam clareza sobre sua identidade profissional. A inter-relação entre networking e gestão de carreira é valorizada, destacando a importância das conexões. A responsabilidade pela administração de suas carreiras indica uma mentalidade proativa. Fortalecer a formação acadêmica com conteúdos práticos sobre essas temáticas pode preparar os alunos para o mercado de trabalho. Palavras-chave: Marketing Pessoal. Gestão de Carreira. Formandos. Mercado de Trabalho. 5 ABSTRACT The aim of this work is to identify the perception of graduating students in the administration course regarding the importance of personal marketing and career management. Recently, the job market has become increasingly competitive, which has initiated the demand for a new professional profile, making it essential to stay updated, prepared, and consistently well- informed to promote personal and professional advancement. In this context, this research was developed with the graduating students of the Administration course at ICSEZ/UFAM, aiming to show how these future professionals perceive the importance of and how they are working on Personal Marketing and Career Management to enter the job market. This research is qualitative in nature, addressing the main themes related to personal marketing and career management, with descriptive objectives and field study technical procedures. Questionnaires were applied to collect data, followed by analysis and interpretation to achieve the expected objectives. The results reveal a significant understanding of the importance of personal branding, career management, and networking. Graduates recognize that "image selling" and "professional posture" are essential for building a personal brand. While they feel confident in their self-awareness, many still seek clarity regarding their professional identity. The interrelationship between networking and career management is valued, highlighting the importance of connections. The responsibility for managing their careers indicates a proactive mindset. Strengthening academic training with practical content on these topics can prepare students for the job market. Keywords: Personal Marketing. Career Management. Graduates. Job Market. 6 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Percepção sobre o Marketing Pessoal .................................................................... 38 Gráfico 2: Autoconhecimento sobre o Marketing Pessoal ...................................................... 39 Gráfico 3: Percepção sobre a carreira ...................................................................................... 47 Gráfico 4: Gerenciamento da carreira ..................................................................................... 47 7 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Gênero dos pesquisados ......................................................................................... 28 Quadro 2: Faixa etária dos pesquisados .................................................................................. 29 Quadro 3: Estado civil dos pesquisados .................................................................................. 29 Quadro 4: Formandos que estão empregados ......................................................................... 30 Quadro 5: Tipos de organização que atuam ............................................................................ 31 Quadro 6: Cargo que ocupam .................................................................................................o próprio desempenho. Quadro 13: Quantidade de horas diárias dedicadas ao estudo HORAS DEDICADAS AO ESTUDO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 1 Hora 06 27,3% 2 Horas 09 40,9% 3 Horas 02 9,1% Mais de 3 horas 05 22,7% Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. No Quadro 13, os formandos foram questionados a respeito da quantidade de horas diárias dedicadas ao estudo. 40,9% dos formandos respondentes, assinalaram que dedicam 2 horas diárias para o estudo, enquanto 27,3% dedicam 1 hora diária, 9,1% dedicam 3 horas diárias e mais de 3 horas diárias somou 22,7% dos respondentes. A prática de dedicar tempo regular aos estudos é fundamental para a assimilação de conhecimento e desenvolvimento de habilidades, conforme destaca Chiavenato (2014). 37 Quadro 14: Satisfação com o curso de administração SATISFAÇÃO COM O CURSO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Totalmente insatisfeito 0 0% Insatisfeito 0 0% Nem satisfeito, nem insatisfeito 0 0% Satisfeito 16 72,7% Totalmente satisfeito 06 27,3% Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Em relação à satisfação com o curso de Administração, conforme indicado no Quadro 14, as opções "totalmente insatisfeito", "insatisfeito" e "nem satisfeito nem insatisfeito" não receberam respostas. Por outro lado, a opção "satisfeito" foi escolhida por 72,7% dos formandos, enquanto 27,3% indicaram estar "totalmente satisfeitos". Esses dados demonstram que a grande maioria dos formandos está satisfeita ou muito satisfeita com seu desempenho acadêmico. Chiavenato (2014), ressalta que a satisfação dos alunos é um indicador crucial da eficácia do processo educacional, influenciando diretamente o desempenho acadêmico e a motivação dos estudantes. Quadro 15: Seu desempenho no curso DESEMPENHO ACADÊMICO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Excelente 01 4,5% Muito bom 07 31,8% Bom 10 45,5% Razoável 03 13,6% Ruim 01 4,5% Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Quanto ao grau de desempenho no curso, 45,5% dos respondentes afirmaram ter um desempenho bom, enquanto 31,8% indicaram ter um desempenho muito bom. Outros 13,6% 38 classificaram seu desempenho como razoável, 4,5% consideraram seu desempenho excelente e, por último, 4,5% dos formandos relataram possuir um desempenho ruim. Ferreira (2006), destaca que a motivação e o envolvimento ativo no processo educacional são fatores essenciais para o sucesso acadêmico. Vale a pena investigar os 4,5% que declararam ter um desempenho ruim no curso, compreendendo os fatores que contribuem para esse resultado. Costa (2011), sugere que, em muitos casos, alunos que apresentam baixo desempenho podem estar cursando um curso sem certeza de sua escolha, seja por pressão familiar, seja por descobrirem, durante o curso, que não têm afinidade com a profissão de administrador. Concluindo a caracterização dos formandos quanto ao perfil acadêmico, os dados mostram que 40,9% dos estudantes dedicam, em média, 2 horas diárias aos estudos. Além disso, 72,7% dos formandos estão satisfeitos com o curso de Administração e 45,5% estão satisfeitos com seu próprio desempenho no curso. 4.2. MARKETING PESSOAL Neste tópico, apresenta-se a percepção dos acadêmicos sobre o tema Marketing Pessoal. Foram oferecidas diversas alternativas para que os formandos associassem conceitos ao marketing pessoal. Em seguida, são exibidas tabelas que reúnem questionamentos e um conjunto de ações destinadas a avaliar a relevância dessas práticas no planejamento pessoal e profissional dos estudantes. Gráfico 1: Percepção sobre o Marketing Pessoal Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 39 No gráfico 1, os dados coletados avaliam o autoconhecimento dos formandos em relação ao tema. Dos respondentes, 63,6% associaram o marketing pessoal à "venda da imagem", seguidos por "postura profissional" (54,5%), "aparência" (31,8%), e "currículo" e "competência", ambos com 18,2%. Esses resultados indicam que os formandos compreendem os pilares do marketing pessoal. Segundo Damasceno (2021), o marketing pessoal envolve um conjunto de estratégias que visam construir uma percepção positiva sobre o indivíduo, sendo esses elementos indispensáveis para consolidar uma marca pessoal sólida. Gráfico 2: Autoconhecimento para um bom Marketing Pessoal Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. No Gráfico 2, quando indagados sobre a prática do marketing pessoal, 45,5% dos formandos afirmaram concordar que possuem conhecimento suficiente para aplicá-lo. Outros 40,9% optaram pela resposta "nem concordo, nem discordo", enquanto 9,1% discordaram da afirmação. Apenas 4,5% indicaram "concordo totalmente", e nenhuma resposta foi registrada para a opção "discordo totalmente". Como ressalta Costa (2011), é fundamental compreender que o ponto de partida para o marketing pessoal é o autoconhecimento, pois não se trata de afirmar verdades absolutas, mas de refletir e agir estrategicamente. Os gráficos analisados reforçam a ideia de que o marketing pessoal é um conjunto de ferramentas interligadas. É incorreto afirmar que apenas uma delas é suficiente para a construção de uma marca pessoal, como explica Costa (2011). O marketing pessoal, na verdade, consiste no uso integrado de diversas estratégias para construir uma marca pessoal sólida. Os próximos tópicos — currículo, competências, apresentação e networking — buscam esclarecer questões relacionadas ao tema e estimular os acadêmicos a refletirem sobre a 40 importância de elaborar um planejamento pessoal e incorporar esses conceitos à vida profissional. 4.2.1 Currículo Neste item, ainda abordando o tema marketing pessoal, será apresentado um conjunto de ações que os formandos avaliaram quanto ao nível de importância e concordância, conforme solicitado em cada item do questionário. O Quadro 16, destacado a seguir, traz informações relevantes sobre as percepções dos formandos relacionadas ao currículo, bem como uma análise das práticas adotadas por eles na elaboração e utilização desse documento. Chiavenato (2014), ressalta que um currículo atualizado não se limita a relatar a trajetória profissional; ele também reflete a capacidade do indivíduo de se adaptar às constantes mudanças do mercado de trabalho, o que é essencial para manter a competitividade e relevância no cenário atual. Quadro 16: Percepção quanto ao currículo CURRÍCULO COMPO- NENTES IMPOR- TÂNCIA (%) INDIFE- RENTE (%) QUANTO AO SEU CURRÍCULO CONCOR- DÂNCIA (%) DISCORDO (%) Possuir um currículo profissional. 22 90,9 9,1 Possuo um currículo. 100 0,0 Manter o currículo atualizado. 22 95,5 4,5 Mantenho atualizado. 81,8 18,2 Manter o currículo nos modelos atuais. 22 86,4 13,6 Mantenho nos modelos atuais. 77,3 22,7 Possuir vários formatos de currículo para cada organização. 22 54,5 45,5 Possuo vários formatos adequados a quem irá recebê-lo. 36,4 63,6 Deixar o currículo em agencias de empregos e empresas. 22 81,8 18,2 Deixo em agências de empregos e empresas. 36,4 63,6 Ter um currículo que demonstre honestidade e objetividade. 22 95,5 4,5 Meu currículo demonstra honestidade e objetividade. 81,8 18,2 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 41 Os dados apresentados no Quadro 16, revelam as percepções dos formandos quanto à importância atribuída ao currículo e à concordância em relação às ações que eles efetivamente executam no próprio currículo. De maneira geral, a maioria dos itens questionados apresenta um grau de importância superior a 75%, alinhado com a concordância dos formandos em realizar tais ações. No entanto, dois aspectos chamam atenção: - Diversidade de formatos de currículo: Apenas 54% dos formandos consideram importante ter diferentes formatosde currículo, enquanto 36,4% afirmaram já praticar essa ação. Por outro lado, 45,5% demonstraram indiferença em relação à prática. - Deixar o currículo em agências de emprego e empresas: Mais de 80% dos formandos consideram essa prática importante, mas apenas 36,4% afirmaram realizá-la. Ademais, 63,6% indicaram indiferença quanto a essa ação. Ferreira (2006), destaca que um currículo visualmente atraente e bem estruturado pode ser determinante para aumentar as chances de seleção para uma vaga. Outro dado relevante é que 100% dos formandos possuem um currículo. Contudo, somente 81,8% afirmam que seus currículos apresentam objetividade e honestidade. Esse dado reforça a importância de alinhamento entre forma e conteúdo. Drucker (2001), também salienta que a proatividade na busca por oportunidades é fundamental para alcançar o sucesso profissional. Essas informações evidenciam a necessidade de maior conscientização e capacitação dos formandos quanto às melhores práticas na elaboração e uso estratégico do currículo. 4.2.2. Competências O Quadro 17, apresenta um conjunto de ações voltadas ao marketing pessoal, que os formandos precisaram classificar de acordo com o nível de importância e o grau de concordância em relação à sua aplicabilidade, conforme as orientações de cada item. O objetivo foi identificar a percepção dos formandos sobre as competências relacionadas e verificar se eles aplicam algumas das ações apresentadas. Ferreira (2006), enfatiza que uma base sólida de conhecimentos pode enriquecer a prática profissional e abrir novas oportunidades. 42 Quadro 17: Percepção quanto as competências COMPETÊN- CIAS COMPO- NENTES IMPOR- TANCIA (%) INDIFE- RENTE (%) QUANTO AS SUAS COMPETEN- CIAS CONCOR- DANCIA (%) DISCORDO (%) Possuir experiência. 22 59 40,9 Possuo experiencia 72,7 27,2 Ser um profissional atualizado 22 95,4 4,5 Mantenho-me atualizado 77,2 22,7 Possuir conhecimentos diversos, além do cargo 22 90,9 9,0 Possuo conhecimentos diversos para além do cargo 68,1 31,8 Ser um profissional equilibrado 22 95,4 4,5 Sou um profissional equilibrados 77,2 22,7 Ser um profissional comprometido 22 100 0,0 Ou um profissional comprometido 86,3 13,6 Ser um profissional proativo 22 100 0,0 Sou um profissional proativo 90,9 9,09 Possuir um curso superior 22 68,1 31,8 Meu curso superior é importante para meu trabalho 86,3 13,6 Possuir um curso de pós-graduação 22 59 40,9 Pretendo fazer uma pós- graduação 77,2 22,7 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Os dados apresentados no Quadro 17, revelam que, na maioria das ações propostas, o grau de importância e concordância supera os 70% entre os formandos. No entanto, ao analisar as ações separadamente, observa-se uma divergência considerável. Por exemplo, quando questionados sobre a importância de possuir experiência, apenas 59% dos formandos consideraram essa ação relevante, enquanto 40,9% demonstraram indiferença. Em contrapartida, ao serem indagados sobre a concordância, 72,7% afirmaram já possuir experiência, enquanto 27,2% mantiveram-se indiferentes. Outra ação que gerou dados relevantes foi a relacionada à importância de possuir um curso de pós-graduação. Nesse caso, 59% dos formandos indicaram que consideram a pós- 43 graduação importante, enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 77,2% manifestaram a intenção de realizar uma pós-graduação, enquanto 22,7% mostraram-se indiferentes. Chiavenato (2014), destaca que a atualização constante é essencial em um ambiente de trabalho em constante evolução. A partir dos dados obtidos, observa-se que cerca de 80% dos formandos utilizam o marketing pessoal no desenvolvimento de suas vidas pessoais e profissionais. No entanto, algumas ações consideradas importantes, como a obtenção de um curso superior e uma pós- graduação, apresentaram percentuais mais baixos, somando 68,1% e 59%, respectivamente. Drucker (2001), enfatiza que a habilidade de gerir emoções e manter a produtividade é crucial para o sucesso no ambiente corporativo. 4.2.3. Apresentação O Quadro 18 apresenta um conjunto de ações relacionadas ao marketing pessoal, que os formandos classificaram de acordo com o nível de importância e o grau de concordância em relação à aplicabilidade de cada item. O objetivo foi identificar a percepção dos formandos sobre a importância da apresentação pessoal e profissional, além de verificar se eles colocam essas ações em prática. Quadro 18: Percepção quanto a apresentação APRESENTA- ÇÃO COMPO- NENTES IMPOR- TANCIA (%) INDIFE- RENTE (%) QUANTO A SUA APRESENTAÇÃO CONCOR- DANCIA (%) DISCOR- DO (%) Um profissional ter boa aparência 22 95,4 4,5 Procuro cuidar da minha aparência 95,4 4,5 Vestir-se de acordo com os padrões profissionais 22 100 0,0 Meu modo de vestir segue os padrões profissionais 81,8 18,1 Um profissional falar corretamente 22 95,4 4,5 Procuro falar corretamente 77,2 22,7 Possuir cartão de visitas 22 54,5 45,4 Possuo cartão de visitas 27,2 72,7 Trabalhar a imagem pessoal e profissional 22 95,4 4,5 Costumo trabalhar na minha imagem pessoal e profissional 72,7 27,2 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 44 O Quadro 18, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento feito aos formandos sobre a importância e concordância em relação à apresentação pessoal e profissional. De acordo com os resultados, 95,4% dos formandos consideram importante que o profissional tenha boa aparência, enquanto 4,5% foram indiferentes a essa ação. Quanto à concordância, 95,4% afirmaram que possuem boa aparência, e 4,5% foram indiferentes. Em relação ao vestuário, 100% dos formandos assinalaram que é importante vestir-se de acordo com os padrões profissionais. No entanto, apenas 81,8% concordaram que seguem essa prática, enquanto 18,1% se mostraram indiferentes. Quanto à comunicação verbal, 95,4% dos formandos consideram importante falar corretamente, e 4,5% acharam indiferente. Em termos de concordância, 77,2% concordaram que falam corretamente, enquanto 22,7% permaneceram indiferentes. Sobre a importância de trabalhar a imagem pessoal e profissional, 95,4% dos formandos destacaram ser relevante, e 4,5% foram indiferentes. Em relação à prática, 72,7% afirmaram que trabalham sua imagem, enquanto 27,2% não se manifestaram a respeito. Quanto à posse de um cartão de visitas, 54,5% dos formandos consideram essa ação importante, e 45,4% se mostraram indiferentes. No entanto, apenas 27,2% afirmaram possuir um cartão de visitas, enquanto 72,7% foram indiferentes. Com base nos dados apresentados, cerca de 70% dos formandos indicam que praticam as ações descritas neste item, relacionadas à ferramenta de apresentação. Drucker (2001), ressalta que a maneira como os profissionais se apresentam pode impactar diretamente suas relações e, consequentemente, o sucesso de suas atividades. Contudo, deve-se observar a questão do cartão de visitas, que obteve uma discrepância significativa entre a importância atribuída à sua posse e o percentual de formandos que efetivamente a adotam. 4.2.4. Networking O item apresentado no Quadro 19, contém um conjunto de ações voltadas ao marketing pessoal, que os formandos foram convidados a classificar de acordo com o nível de importância e o grau de concordância em relação à sua aplicabilidade, conforme as instruções de cada item. O objetivo foi identificar a percepção dos formandos sobre o networking e verificar se eles aplicam alguma das ações apresentadas neste quadro. 45 Quadro 19: Percepção quanto ao networking NETWORKING COMPO- NENTES IMPOR- TANCIA (%) INDIFE- RENTE (%) QUANTO AO SEU NETWORKING CONCOR- DANCIA (%) DISCOR- DO(%) Divulgar a imagem na Universidade 22 63,6 36,3 Divulgo minha imagem na Universidade 40,9 59,0 Divulgar a imagem em redes sociais 22 77,2 22,7 Divulgo minha imagem nas redes sociais 50 50 Manter bons relacionamentos 22 95,4 4,5 Mantenho bons relacionamentos 86,3 13,6 Relacionar-se com profissionais de outra área 22 95,4 4,5 Me relaciono com profissionais de outras áreas 86,3 13,6 Guardar os cartões de visitas recebidos 22 59,0 40,9 Guardo os cartões de visitas recebidos 31,8 68,1 Comparecer á festas e confraternizações 22 59 40,9 Compareço a festas e confraternizações 59 40,9 Usar o marketing pessoal como seu aliado na carreira profissional 22 86,3 13,6 Uso o marketing pessoal como aliado na carreira profissional 68,1 31,8 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O Quadro 19, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento feito aos formandos sobre a importância e concordância em relação ao networking. Em relação à divulgação da imagem na Universidade, 63,3% consideram importante, enquanto 36,3% foram indiferentes. Quanto à concordância, 40,9% afirmam que divulgam sua imagem na Universidade, enquanto 59% mantêm-se indiferentes. Quanto à divulgação da imagem nas redes sociais, 77,2% dos formandos consideram essa ação importante, e 22,7% foram indiferentes. Em termos de concordância, 50% dos formandos concordam que divulgam sua imagem nas redes sociais, enquanto 50% demonstraram indiferença. No que diz respeito a manter bons relacionamentos, 95,4% dos formandos acham essa ação importante, enquanto 4,5% foram indiferentes. Quanto à concordância, 86,3% concordam que mantêm bons relacionamentos, e 13,6% foram indiferentes. 46 Em relação ao contato com profissionais de outras áreas, 95,4% dos formandos consideram isso importante, enquanto 4,5% foram indiferentes. Em termos de concordância, 86,3% afirmam manter contato com profissionais de outras áreas, enquanto 13,6% demonstraram indiferença. Quanto a guardar os cartões de visita recebidos, 59% dos formandos acham importante, enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 31,8% afirmaram guardar os cartões de visita recebidos, e 68,1% foram indiferentes. Sobre comparecer a festas e confraternizações, 59% consideram importante participar, enquanto 40,9% foram indiferentes. Em termos de concordância, 59% afirmam comparecer a festas e confraternizações, e 40,9% mantiveram-se indiferentes. Quanto ao uso do marketing pessoal como aliado na carreira profissional, 86,3% consideram importante, enquanto 13,6% foram indiferentes. Em termos de concordância, 68,1% afirmam utilizar o marketing pessoal, e 31,8% foram indiferentes. A construção de uma rede de contatos no ambiente acadêmico pode ser crucial para o sucesso futuro, conforme sugere Chiavenato (2014). A partir da obtenção dos dados, pode-se observar que este item oscilou bastante nas porcentagens. No geral, pouco mais de 55% dos formandos concordaram que desenvolvem as ações apresentadas neste item. Ferreira (2006), destaca a relevância das redes sociais na construção de relacionamentos profissionais, especialmente em um mundo cada vez mais digital. Quanto ao cartão de visitas apenas 31,8% dos formandos afirmaram guardar os cartões de visita que recebem. Outra questão a ser analisada é o fato de apenas 50% dos formandos divulgar sua imagem nas redes sociais, segundo Costa (2011), a divulgação da imagem nas redes sociais tem sido bastante polêmica e discutida pelas empresas e instituições em geral. As empresas estão passando a utilizar estas redes como processo de seleção, pois acreditam que nelas as pessoas adicionam todas as informações possíveis sobre a vida pessoal, pensamentos, contatos e relacionamentos que possuem. 4.3. GESTÃO DE CARREIRA Nesta etapa serão demonstrados os dados obtidos a respeito da percepção dos formandos quanto ao entendimento das ações apresentadas e do conceito de gestão de carreira. 47 Gráfico 3: Percepção sobre a carreira Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O Gráfico 3, apresenta os dados obtidos a partir do questionamento direcionado aos formandos sobre gestão de carreira. Entre as opções apresentadas, 86,4% dos formandos associaram gestão de carreira ao “planejamento do destino profissional e/ou cargo”. Já 18,2% dos formandos indicaram que gestão de carreira está relacionada à “obtenção de um bom cargo por meio das relações estabelecidas”, enquanto 13,6% destacaram que o objetivo é “ser reconhecido e obter uma maior remuneração”. Gráfico 4: Gerenciamento da carreira Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. No gráfico 4, quando perguntados quem administra a sua carreira, 100% dos formandos respondentes afirmaram que eles próprios gerenciam sua carreira. Esta afirmação vai de encontro com o diz Madruga (2021), se você deseja “ter ascensão profissional, tenha em mente 48 que você mesmo deve gerenciar a sua carreira e definir as trilhas de competência que irá seguir criando metas para isso. Quadro 20: Percepção sobre a gestão de carreira GESTÃO DE CARREIRA COMPO- NENTES IMPOR- TANCIA (%) INDIFE- RENTE (%) SUA GESTÃO DE CARREIRA CONCOR- DANCIA (%) DISCORDA (%) Possuir um plano de desenvolvime nto de carreira 22 100 0,0 Possuo um plano de desenvolviment o de carreira 40,9 59 Estabelecer objetivos profissionais. 22 100 0,0 Costumo estabelecer objetivos profissionais 90.9 9,0 Ter um curso de graduação. 22 95,4 4,5 Faço um curso de graduação pensando na minha carreira. 90,9 9 Ter um curso de pós- graduação. 22 90,9 9 Farei pós- graduação pensando na minha carreira. 86,3 13,6 Ter o próprio negócio. 22 59 40,9 Quero ter meu próprio negócio. 77,2 22,7 Crescer na mesma empresa que trabalha 22 68,1 31,8 Quero crescer na mesma empresa que trabalho 36,3 63,6 Passar em um concurso público. 22 90,9 9 Quero passar em um concurso público 95,4 4,5 Na gestão de carreiras as competências têm 22 100 0,0 Na minha carreira competências são mais importantes 95,4 4,5 Na gestão de carreira a postura 22 100 0,0 Na minha carreira a postura 100 0,0 49 profissional tem. profissional é importante Na gestão de carreira o comprometim ento tem. 22 100 0,0 Na minha carreira o comprometime nto é muito importante 100 0,0 Na gestão de carreira as relações têm. 22 100 0,0 Na minha carreira as relações são importantes 100 0,0 Na gestão de carreira a aparência tem 22 95,4 4,5 Na minha carreira a aparência é importante 95,4 4,5 Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O Quadro 20, apresenta os dados obtidos a partir da pergunta feita aos formandos sobre a importância de um profissional possuir as ações listadas no quadro e, em seguida, sobre sua concordância em aplicá-las na gestão de sua carreira. No que diz respeito ao plano de desenvolvimento de carreira, 100% dos formandos consideram essa ação importante. No entanto, ao questioná-los sobre a concordância, apenas 40,9% afirmaram ter um plano de carreira, enquanto 59% se mostraram indiferentes. Quanto a estabelecer objetivos profissionais, 100% dos formandos indicaram achar essa prática importante. Em relação à concordância, 90,9% concordaram que estabelecem objetivos profissionais, e 9% foram indiferentes. Sobre a importância de possuir um curso de graduação, 95,4% dos formandos consideram essa ação relevante, com apenas 4,5% se mostrando indiferentes. Quando questionados sobre a concordância, 90,9% afirmaram possuir um curso de graduação, enquanto 9% permaneceram indiferentes. Em relação à pós-graduação, 90,9% dos formandos a consideram importante, com 9% indiferentes. Quanto à concordância,86,3% indicaram a intenção de fazer uma pós-graduação voltada para a carreira, enquanto 13,6% se mostraram indiferentes. No que tange a ter o próprio negócio, 59% dos formandos consideram essa ação importante, enquanto 40,9% foram indiferentes. Quanto à concordância, 77,2% afirmaram ter a intenção de empreender, com 22,7% indiferentes. A opção de crescer na mesma empresa, por sua vez, foi considerada importante por 68,1% dos formandos, com 31,8% se mostrando 50 indiferentes. Quando perguntados sobre a concordância, 36,3% dos formandos concordaram que desejam crescer na empresa em que trabalham, enquanto 63,6% foram indiferentes. Quanto a passar em um concurso público, 90,9% dos formandos consideram essa ação importante, com 9% indiferentes. Em relação à concordância, 95,4% afirmaram ter a intenção de prestar concurso público, enquanto 4,5% foram indiferentes. Sobre a importância das competências na gestão de carreira, 100% dos formandos reconhecem sua relevância. Em relação à concordância, 95,4% concordam que as competências são essenciais em suas carreiras, com 4,5% indiferentes. Quando questionados sobre a importância das relações, da postura profissional e do comprometimento na gestão de carreira, 100% dos formandos afirmaram considerar essas ações fundamentais. Em relação à concordância, 100% dos formandos concordam que essas qualidades são essenciais em sua carreira. Por fim, ao serem questionados sobre a importância da aparência na gestão de carreira, 95,4% dos formandos afirmaram que sim, sendo 4,5% indiferentes. Quanto à concordância, 95,4% concordam que a aparência é importante para sua carreira, com 4,5% indiferentes. Com base nos dados apresentados, é possível concluir que os formandos têm uma compreensão sólida sobre o conceito de carreira. O planejamento da profissão ou cargo foi a opção com maior número de respostas, sendo escolhida por 86,4% dos formandos. Como destaca Chiavenato (2014), o planejamento de carreira é fundamental para identificar objetivos e as etapas necessárias para alcançá-los. Além disso, é interessante notar que 100% dos formandos se consideram responsáveis por administrar sua própria carreira. Após a análise dos dados sobre a visão dos formandos sobre os principais conceitos de gestão de carreira e a administração de suas próprias trajetórias, foram feitas questões adicionais para avaliar o nível de importância e a prática com que os formandos percebem e aplicam esses conceitos. O dado mais relevante foi a análise sobre a importância de possuir um plano de desenvolvimento de carreira: embora 100% dos formandos considerem essa ação importante, apenas 40% deles a implementam em suas vidas. Quanto às outras ações de desenvolvimento e gestão de carreira, 84% dos formandos afirmaram aplicá-las em sua carreira. 51 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise dos dados coletados sobre a percepção dos formandos em relação ao marketing pessoal e gestão de carreira revela um entendimento profundo e significativo sobre a preparação dos jovens profissionais para suas trajetórias. Os formandos demonstram uma clara compreensão de que elementos como a "venda da imagem" e a "postura profissional" são fundamentais na construção de uma marca pessoal. Essa consciência é essencial, pois a imagem que um profissional projeta pode influenciar diretamente as oportunidades de crescimento e a maneira como é percebido em ambientes competitivos. A pesquisa também evidencia que os formandos reconhecem a importância do planejamento na gestão de carreira, associando essa prática ao direcionamento de suas profissões. Essa percepção indica uma mentalidade proativa, que pode facilitar o desenvolvimento de estratégias eficazes para alcançar objetivos profissionais. O planejamento permite que os indivíduos estabeleçam metas claras e identifiquem as habilidades e competências necessárias para avançar em suas carreiras, o que se torna cada vez mais crucial em um mercado de trabalho dinâmico e em constante evolução. Embora muitos formandos se sintam confiantes em seu autoconhecimento para aplicar o marketing pessoal, uma parte significativa ainda busca clareza sobre sua identidade profissional. Essa indecisão sugere que, apesar da consciência sobre a importância do marketing pessoal, muitos podem se beneficiar de programas de orientação que ajudem a desenvolver um entendimento mais profundo de suas habilidades e características. O autoconhecimento é um pilar fundamental para a construção de uma marca pessoal sólida e para o sucesso no mercado de trabalho. A inter-relação entre networking e gestão de carreira também se destaca nas respostas dos formandos, que reconhecem a importância das conexões profissionais. Embora uma parcela menor tenha associado a gestão de carreira ao estabelecimento de boas relações, esse entendimento evidencia uma consciência crescente sobre como a construção de uma rede de contatos pode impactar positivamente as oportunidades de emprego e crescimento profissional. Em um ambiente de trabalho onde as interações interpessoais são cada vez mais valorizadas, o networking se torna uma ferramenta indispensável. A percepção dos formandos sobre a aparência e a postura profissional revela que, apesar da ênfase nas competências técnicas e no conhecimento, as características pessoais e a forma de se apresentar continuam a desempenhar um papel significativo na avaliação dos 52 profissionais. Essa realidade ressalta a necessidade de um equilíbrio entre habilidades técnicas e soft skills, que são igualmente importantes para a construção de uma carreira bem-sucedida. A unanimidade dos formandos em afirmar que são responsáveis pela administração de suas próprias carreiras é um indicativo positivo de uma mentalidade de autonomia e proatividade. Essa responsabilidade é crucial em um mercado de trabalho que valoriza cada vez mais a auto-suficiência e a capacidade de adaptação. O empoderamento dos formandos em relação ao gerenciamento de suas carreiras pode facilitar a busca por oportunidades e o desenvolvimento de competências que atendam às demandas do mercado. A análise das percepções dos formandos propõe um debate sobre a necessidade de fortalecer a formação acadêmica com conteúdo que abordem de maneira prática e aplicada as temáticas relacionadas ao marketing pessoal, estratégias de networking e gestão de carreira. A inclusão de disciplinas que tratem do desenvolvimento de marca pessoal e gestão de carreira pode contribuir para que os alunos se sintam mais preparados e confiantes ao ingressar no mercado de trabalho. A formação contínua e a orientação profissional são, portanto, caminhos fundamentais para o sucesso dos futuros profissionais. Em síntese, os dados coletados ressaltam a importância do autoconhecimento, do planejamento estratégico e da construção de relacionamentos profissionais na trajetória de desenvolvimento dos formandos. A consciência sobre a relevância do marketing pessoal e a responsabilidade na gestão da própria carreira são elementos que, se bem trabalhados, podem resultar em profissionais mais preparados e adaptáveis às exigências do mercado contemporâneo. O desafio é transformar essas percepções em ações concretas que permitam aos formandos alcançarem seus objetivos e se destacar em suas respectivas áreas. 53 6. 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REFERÊNCIAS32 Quadro 7: Carga horária de trabalho ....................................................................................... 32 Quadro 8: Tempo que o pesquisado está no emprego ............................................................ 33 Quadro 9: Renda mensal ......................................................................................................... 33 Quadro 10: Primeiro emprego................................................................................................. 34 Quadro 11: Quantidade de emprego que já passou ................................................................. 34 Quadro 12: Quantidade de tempo sem emprego dos que estão desempregados ..................... 35 Quadro 13: Quantidade de horas diárias dedicadas ao estudo ................................................ 36 Quadro 14: Satisfação com o curso de administração ............................................................ 37 Quadro 15: Seu desempenho no curso .................................................................................... 37 Quadro 16: Percepção quanto ao currículo ............................................................................. 40 Quadro 17: Percepção quanto as competências ...................................................................... 42 Quadro 18: Percepção quanto a apresentação ......................................................................... 43 Quadro 19: Percepção quanto ao networking ......................................................................... 45 Quadro 20: Percepção sobre a gestão de carreira ................................................................... 48 8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 10 1.1. PROBLEMA DA PESQUISA........................................................................................... 11 1.2. OBJETIVOS ...................................................................................................................... 11 1.2.1. Geral ............................................................................................................................... 11 1.2.2. Específicos ...................................................................................................................... 12 1.3. JUSTIFICATIVA .............................................................................................................. 12 2. REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................. 13 2.1. MARKETING ................................................................................................................... 13 2.2. MARKETING PESSOAL ................................................................................................. 14 2.2.1. Currículo ......................................................................................................................... 15 2.2.2. Competências.................................................................................................................. 17 2.2.3. Apresentação .................................................................................................................. 18 2.2.4. Networking ..................................................................................................................... 18 2.2.5. Os 4P´s do marketing pessoal ......................................................................................... 19 2.3. GESTÃO DE CARREIRAS .............................................................................................. 20 2.3.1. Planejamento de carreira ................................................................................................ 21 2.3.2. A inserção dos futuros administradores no mercado de trabalho ................................... 23 3. METODOLOGIA ............................................................................................................... 26 3.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ............................................................................ 26 3.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA ........................................................................................... 26 3.3. COLETA DE DADOS ...................................................................................................... 27 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ........................................................... 28 4.1. Perfil dos respondentes ...................................................................................................... 28 4.1.1. Perfil Profissional ........................................................................................................... 30 4.1.2. Perfil acadêmico ............................................................................................................. 36 4.2. Marketing pessoal .............................................................................................................. 38 4.2.1 Currículo .......................................................................................................................... 40 4.2.2. Competências.................................................................................................................. 41 4.2.3. Apresentação .................................................................................................................. 43 9 4.2.4. Networking ..................................................................................................................... 44 4.3. GESTÃO DE CARREIRA ................................................................................................ 46 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ 51 6. REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 53 10 1. INTRODUÇÃO Atualmente, o mercado de trabalho tem ficado cada vez mais competitivo, haja visto que, o número de profissionais que tem procurado se qualificar buscando novos conhecimentos tem crescido bastante na última década. Toda essa competitividade gerada pelo mercado, tem deixado os profissionais de administração cada vez mais ansiosos e interessados em se desenvolver constantemente, buscando incrementar sua formação acadêmica e adequá-las as exigências que o mercado de trabalho impõe. Nesse contexto, o marketing pessoal e a gestão de carreira surgem como uma ferramenta essencial para a construção e planejamento de uma carreira. Permitindo que os indivíduos se destaquem em meio a concorrência, se autopromovendo. São tantas as mudanças ocorridas no mercado de trabalho em relação as exigências na qualificação profissional. Tais mudanças devem-se as transformações tecnológicas advindas da globalização que se expandiu e o mercado de trabalho trouxe junto essas transformações. Segundo Rizzo (2017), a globalização permitiu o contato entre as diferentes culturas e costumes e, principalmente, uma constante apresentação de alternativas para o consumo de produtos e serviços em geral, o que despertou novas expectativas e consumidor, surgindo uma maior e mais agressiva concorrência. O impacto dessas transformações afetou tanto o mercado, quanto os indivíduos que passaram a se preocupar muito mais com sua sobrevivência. Claro que muitos outros elementos, como mudanças políticas, sociais e culturais e não somente econômicas, contribuíram para o desenho dessa nova realidade do mercado. O cenário de globalização age sobre o mercado de trabalho solicitando profissionais altamente qualificados com alto nível de instrução e disponibilidade para o contínuo aprendizado(BEZERRA, 2021). Diante dessas ocorrências, é essencial que o indivíduo, para se inserir em um ambiente de trabalho, busque diferenciais que o levem a se destacar dos demais profissionais (ALBUQUERQUE; COSTA, 2020) Dessa forma, o marketing pessoal desponta como uma ferramenta para a construção e gestão de uma carreira bem-sucedida. Por meio deste, os indivíduos conseguem promover-se perante a concorrência, demostrar suas qualidades, valores e experiências de maneira estratégica. O marketing pessoal vai muito além do conceito de autopromoção, envolve a criação e manutenção da imagem pessoal autêntica, alinhada aos objetivos profissionais e valores pessoais. Deixar uma marca positiva na memória das pessoas pode ser um diferencial competitivo sustentável por muito tempo (ANDRADE, 2020). 11 Sendo assim, o marketing pessoal ao ser bem trabalhado se torna um diferencial competitivo dentro de um mercado onde os mais qualificados conseguem um lugar de destaque. Diante da importância crescente deste tema, este estudo tem por objetivo mostrar a importância de manter-se atualizado e preparado, apresentar como o marketing pessoal pode ser utilizado de forma eficaz na gestão da carreira dos indivíduos, tornando-se um diferencial competitivo, pois é necessário criar uma identidade de destaque para si e desenvolver novas habilidades ao decorrer da caminhada, construindo uma marca pessoal consistente que favoreça sua trajetória profissional. A partir deste estudo podemos entender e mostrar como os formandos do curso de Administração do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia – ICSEZ/UFAM, estão trabalhando seu marketing pessoal para adentrarem no mercado de trabalho. 1.1. PROBLEMA DA PESQUISA Tendo em vista a crescente busca no mercado de trabalho por profissionais que sejam diferenciados e com relevância para ocupar determinado cargo, torna-se indispensável utilizar ferramentas que possibilite que esse profissional seja visto pelas empresas. Possuir uma graduação atualmente, já não é mais uma garantia de sucesso no mercado de trabalho. Atualmente a competitividade é intensa e precisamos buscar por destaque frente a concorrência, as habilidades práticas e as experiências adquiridas em estágios ou mesmo em atividades extracurriculares muitas das vezes tem um peso maior e corroboram como diferencial competitivo para o indivíduo. Os novos profissionais de administração do ICSEZ/UFAM, que irão se inserir no mercado de trabalho precisam, desde já, estarem atentos e se manterem atualizados quanto as constantes mudanças. Desta forma, surge um questionamento: Como os formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM, estão trabalhando seu marketing pessoal com o intuito de inserirem no mercado de trabalho atual? 1.2. OBJETIVOS 1.2.1. Geral Identificar o grau de importância do marketing pessoal e gestão de carreira na percepção dos formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM. 12 1.2.2. Específicos • Caracterizar o perfil dos formandos do curso de Administração do ICSEZ/UFAM; • Avaliar o nível de conhecimento dos formandos sobre marketing pessoal e gestão de carreira; • Identificar como desenvolvem o marketing pessoal e a gestão de suas carreiras; • Identificar as ferramentas de marketing pessoal mais utilizadas pelos formandos. 1.3. JUSTIFICATIVA O tema desta pesquisa surgiu de um questionamento pessoal vivenciado na Universidade, ao conversar com outros acadêmicos sobre seus planos após a graduação. Questões como o rumo a seguir e se estão verdadeiramente preparados para enfrentar o mercado de trabalho com a formação adquirida geraram reflexões. Será que o conhecimento obtido na Universidade é suficiente, ou é necessário expandir para além das disciplinas acadêmicas? Como estamos nos preparando para ingressar em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo? Diante do atual cenário, o tema do estudo em questão surgiu para mostrar a realidade dos futuros administradores ao sair da Universidade e se depararem com um mercado de trabalho tão competitivo, sobretudo, se continuam a desenvolver suas competências utilizando o conhecimento obtido dentro da Universidade para se tornar um profissional que se destaca no mercado. Dessa forma, é necessário a realização de um estudo detalhado a respeito do tema com estes futuros administradores para descobrir como eles estão desenvolvendo as técnicas do marketing pessoal para se tornarem profissionais mais capacitados para o mercado de trabalho. Devido aos frequentes questionamentos sobre como os formandos estão se preparando para exercer seu papel como administradores, tornou-se essencial compreender quais estratégias e ferramentas estão sendo utilizadas para atingir esses objetivos. Este estudo fornecerá à Universidade um retorno sobre seus esforços para formar profissionais capacitados para a inserção imediata no mercado de trabalho ou indicará a necessidade de aprimorar a qualidade do ensino. Para os acadêmicos, os resultados poderão revelar se a forma como estão se preparando é suficiente para promover sua imagem pessoal e profissional como administradores. Além disso, possibilitará a identificação de lacunas na aplicação do marketing pessoal, ajudando-os a corrigi-las quando necessário. 13 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1. MARKETING Na atual conjuntura do mercado, as pessoas estão se esforçando cada vez mais para conquistar um espaço no mercado de trabalho, buscando estar em evidência, e o marketing é um dos instrumentos do qual muitas empresas e pessoas físicas utilizam para auxiliá-los nesse processo de valorização da imagem e obter diferencial competitivo em relação a concorrência. A palavra marketing surgiu nos Estados Unidos em 1902 e teve sua primeira definição somente em 1950 pela revista Americam Marketing Association (AMA), desde então, este conceito já passou por diversas modificações, sempre com o intuito de valorizar e se adequar as transformações que acontecem no mercado. De acordo com Kotler Marketing é: Um processo social e administrativo pelo qual indivíduos e organizações obtêm o que necessitam e querem por meio da criação e troca de valor com os outros, implica construir relacionamentos de troca lucrativos e imbuídos de valor com os clientes. Assim, marketing é o processo pelo qual empresas engajam os clientes, constroem fortes relacionamentos com eles e lhe criam valores para, em troca, captar valor deles (KOTLER, 2022, p. 56). Os conceitos de marketing são bastante amplos, no entanto, podem ser delimitados para atender a necessidade de um público específico, podendo atingir personalidades públicas, ONG’s, ou até mesmo as grandes empresas no contexto global. O marketing focaliza nas necessidades que um potencial cliente necessita e procura viabilizar atender esta necessidade. Portanto, segundo Kotler (2024), marketing envolve a identificação e a satisfação de necessidades humanas e sociais de uma maneira que esteja em harmonia com os objetivos da organização. Conceito de marketing: Marketing é uma função administrativa composta de um conjunto de atividades relacionadas à troca, à criação e manutenção de relacionamentos entre fornecedores e consumidores à distribuição de bens e serviços, ao foco no cliente, à comunicação da empresa com o mercado e tanto outros aspectos relativos a esta questão (FALCÃO, 2020, p. 22). 14 Segundo Gomes (2020), marketing cobre uma gama de atividades, desde pesquisa de mercado até definição de estratégia, publicidade, vendas e assistência pós-venda. Sendo a principal responsável por promover o lançamento de marcas e produtos, como definição de estratégias, público-alvo e preço a definir. A pedra fundamental do conceito de marketing é a mentalidade centrada no cliente, que coloca os profissionais de marketing em uma busca implacável para compreender e satisfazer os desejose as necessidades do público-alvo e resolver os problemas dele – de uma forma melhor do que a concorrência" (PEREIRA, 2019). 2.2. MARKETING PESSOAL O marketing atualmente é uma ferramenta de comunicação bastante utilizada, ele está basicamente em tudo o que fazemos, desde a roupa em que usamos a como nos comportamos perante a sociedade. A tendencia é que o marketing pessoal, seja cada vez mais utilizado pelas pessoas afins de identificar seus pontos fortes, tornando-se vantagem competitiva por facilitar a inserção do profissional do mercado de trabalho. Damasceno (2021) afirma que o Marketing Pessoal é o conjunto de estratégias e ações com o objetivo de estabelecer uma percepção positiva a cerca de um indivíduo. Muitas pessoas erroneamente atribuem ao marketing pessoal apenas a uma determinada característica, ou está relacionada a aparência ou outra característica específica, sendo que são um conjunto de ações de desenvolvimento e execução. O uso das ferramentas do marketing pessoal tem se tornado cada dia mais indispensáveis na vida dos indivíduos que desejam se promover profissionalmente e fortalecer sua marca pessoal. O marketing tem suas raízes espalhadas ao longo da história, porém, o marketing pessoal é um campo novo de estudo, quando comparado com os demais campos que compõem a administração enquanto profissão (BEZERRA, 2021). O mercado de trabalho se torna mais competitivo a cada dia que passa, por tanto, faz-se necessário que o profissional moderno possua uma imagem pessoal, social e profissional respeitável. O mundo mudou, antigamente as profissões eram definidas por classe social, o indivíduo nascia, vivia e morria sem expectativa nenhuma de mudar a vida da sua família, as profissões eram determinadas antes mesmo antes de nascer. Atualmente o marketing é utilizado por diferentes tipos de profissionais como forma de destacar-se dos concorrentes. De acordo com Rizzo (2017), muito mais que uma etiqueta empresarial ou social, muito mais do que a 15 forma de se apresentar ou se comportar numa mesa, o marketing pessoal consiste num somatório de valores colocados e exteriorizado harmoniosamente. É criar alternativas para se destacar frente a concorrência, focar no que realmente vai fazer diferença na sua vida profissional. Pessoas de sucesso são reconhecidos por suas ações, pelos exemplos que dão. Planejar uma carreira utilizando das ferramentas que o marketing pessoal dispõe é projetar em si a pessoa que você quer ser a longo prazo, é literalmente um propósito de vida. É uma ferramenta usada para promoção pessoal, de modo a alcançar o sucesso (DAMASCENO, 2021). Marketing pessoal pode ser entendido como toda a atividade de negócios que leva o produto ou serviço, no caso o produto é a própria pessoa, até o consumidor final, o receptor da mensagem (RIZZO, 2017). Antigamente o marketing pessoal era utilizado apenas por empresas ou pessoas públicas, no intuito de ofertar seus produtos, porém, as pessoas começaram a usá-lo para desenvolver-se profissionalmente. Hoje o marketing pessoal é considerado um instrumento fortalecedor, com o objetivo de destacar as habilidades e competências de relacionamento bem como a posição do profissional no mercado de trabalho, auxiliando na conquista por espaços mais disputados (LORENZATO, 2022). O profissional que não procurar se aprimorar irá ficar encalhado na “prateleira do mercado”, por não buscar novas fontes de conhecimento. Segundo Paula (2017), marketing pessoal foi desenvolvido com o objetivo de fazer com que os indivíduos atingissem o sucesso profissional. Abordaremos a seguir algumas ferramentas do marketing pessoal, que propõem cooperar para o aperfeiçoamento pessoal e profissional dos indivíduos. 2.2.1. Currículo A busca por oportunidades no mercado de trabalho é um desafio intrínseco à vida de muitos jovens, e uma das ferramentas cruciais nesse processo é o currículo. De acordo com Ferreira et al (2023), o currículo é considerado o cartão de visita do profissional, sendo por meio dele a primeira oportunidade de contato com as empresas. Sendo assim, no currículo não deve faltar, a apresentação, os dados pessoais, o objetivo, a formação e a experiencia profissional, é preciso focar em objetividade no momento da elaboração do mesmo (CIAMPA, 2014). 16 É um instrumento que vai além do resumo das qualificações do indivíduo, quando estruturado de maneira correta possibilita que esse indivíduo se destaque em meio a grande quantidade de perfis existentes no mercado de trabalho, facilita a vida do recrutador que muitas das vezes possui tempo limitado para analisar o currículo dos candidatos. Problemas com o currículo representam 19% das vezes em que candidatos são reprovados em processos seletivos (COTTON, 2023). É exatamente por isso, que o currículo precisa ser elaborado de forma a chamar a atenção do selecionador no momento de concorrer a uma vaga de emprego, é a oportunidade para causar uma boa impressão, afinal um bom currículo sempre causa boa impressão. Diante do exposto, Ciampa (2014), apresenta algumas dicas para causar uma boa impressão com o currículo: • Apresentação: Este é o momento em que o indivíduo faz a descrição do seu portifólio profissional, resumindo a história da sua carreira, além de destacar quais os seus objetivos em relação a empresa. • Dados pessoais: aqui, o indivíduo além de adicionar seu nome, precisa apresentar, CEP, endereço, telefone, e-mail. Nesta etapa deve-se ter muito cuidado para não escrever esses dados de forma errada, pois pode ser um empecilho no momento de a empresa entrar em contato, caso seja selecionado. • Objetivo: deixar claro ao cargo que está se candidatando e área de interesse. • Formação: descreva os cursos que já realizou, formação acadêmica, graduação, pós-graduação, especialização. Ressaltando a data de início e de conclusão deles, não esquecendo de informar a instituição. • Experiencia profissional: descrever resumidamente sua evolução profissional. É importante destacar as experiências que possui na área a qual o indivíduo busca alcançar a vaga. Atenha-se a ao setor que trabalhou, suas metas e realizações. • Idiomas: ser realista e honesto. Esse é o ponto mais fácil de ser verificado, além de colocar em risco uma possível contratação. Se for iniciante sempre usar o termo “noções básicas”, caso esteja iniciando o estudo de uma língua nova ou não domine com fluência. Mas se tiver fluência em alguma língua adicionar no currículo. • pretensão salarial: só informe sua pretensão de salário se for exigência da empresa. Caso contrário, não entre nesse ponto. http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/04/entrevista-e-etapa-da-selecao-que-mais-reprova-candidatos-diz-pesquisa.html http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/04/entrevista-e-etapa-da-selecao-que-mais-reprova-candidatos-diz-pesquisa.html 17 • Informações adicionais: neste ponto informe somente os cursos que realmente contribuíram para sua formação pessoal ou agregaram valor na sua vida profissional. De modo geral, segundo Cotton (2023), um currículo bem elaborado é uma ferramenta inicial para se destacar e avançar para a fase de entrevista. 2.2.2. Competências As competências são habilidades e conhecimentos que um indivíduo possui, gerando uma vantagem competitiva dentro do mercado de trabalho. O conceito de competências é formado por uma série de quesitos que podem ou não deixar um indivíduo atraente, assim sendo, o profissional precisa se conscientizar da imagem que quer transmitir. De acordo com Cardoso (2021), a definição adotada ainda é reiterada na última versão da Resolução CEB n. 003/2018, que se encontra preservada no artigo VI: VI – Competências: mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundodo trabalho (BRASIL, Resolução n. CEB 003/2018, p." (CARDOSO, 2021, p.42). Na psicologia: O conceito de competência mede o desempenho de um indivíduo, associado ao seu desempenho, traços de personalidade e capacidades. A gestão vê a competência como um conceito-chave na estratégia de processos de recrutamento, seleção, promoção e avaliação de desempenho. Por fim a educação, relaciona o conceito com a ideia de preparação dos estudantes para o emprego e como reconhecimento profissional. (Sara, 2024, p. 61). De acordo com Madruga (2021), competência é comumente designada como a soma de conhecimentos, habilidades e atitudes de um indivíduo. É crucial identificar e entender quais são suas habilidades, investir em cursos, participar de congressos, buscar aprimorar suas competências, demonstrar a vontade de crescer, entre outros aspectos que podem melhorar suas habilidades e consequentemente aumentar sua visibilidade. Segundo Macarenco (2016), muitos métodos são utilizados para tornar visíveis os potenciais individuais adormecidos, mas é preciso estar aberto e totalmente receptivo para retornar ao caminho da subjetividade, em um mundo desconhecido. 18 2.2.3. Apresentação Esta é uma ferramenta essencial, é por meio dela que nos comunicamos ou nos apresentamos para os outros, tanto em contextos formais quanto informais. Nossa imagem é nossa primeira ferramenta de marketing pessoal, é através dela que iremos gerar nossas primeiras impressões sobre quem somos e o que comunicamos através de tudo que se refere a nossa marca pessoal (OLIVEIRA, 2020). A forma do profissional se apresentar atualmente é um dos pilares mais importantes em diversos contextos, vai além de como se veste ou se comporta, envolve como ele se comunica, se posiciona e se coloca diante dos outros em um ambiente profissional. Assim como um produto se torna mais atraente pela embalagem, assim é o profissional, não adianta você ter uma postura impecável, saber se comportar em eventos oficiais da empresa se você não cuida da sua aparência. Indiretamente a apresentação do funcionário impacta na imagem da marca" (CASTIGLIONE, 2019). A forma como o profissional se apresenta é fundamental, é a primeira coisa que as pessoas percebem. A roupa, os acessórios, a higiene podem transmitir uma série de mensagens sobre si antes mesmo de começar a falar. 2.2.4. Networking Este conceito tornou-se fundamental no mundo das relações profissionais. Refere-se ao processo de construir e manter uma rede de contatos que pode oferecer suporte, informações e oportunidades ao profissional De acordo com Minarelli (2020), esse sistema compreende atitudes e procedimentos de convivência, cooperação e conjugação de informações e recursos, com o objetivo de obter algo para um ou mais membros da rede. Muito fala-se em construir networking, porém, é imprescindível que o profissional construa uma rede de relacionamentos, segurando todas as oportunidades que aparecer, e elas podem surgir em diversos ambientes, como por exemplo no shopping, seminários, eventos da empresa, conferências, redes sociais, na Universidade e até mesmo na família. Segundo, Gold (2019), networking é a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algumas pessoas, trocando ideias, informações, sonhos e projetos. Essa ferramenta tornou-se vital na construção e desenvolvimento de carreira, e instituída com eficácia leva a criação de relações duradouras, baseadas no respeito entre as partes interessadas, além de alavancar as condições de empregabilidade dos profissionais. Networking, é 19 basicamente a sua capacidade de desenvolver uma rede de contatos relevantes para seu crescimento (OLIVEIRA, 2020). Portanto, Networking é uma habilidade que pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo. Investir nessas relações profissionais não apenas beneficia a carreira, como também contribui para o crescimento coletivo de uma rede de relações entre indivíduos. 2.2.5. Os 4P´s do marketing pessoal Ao trazer essa estrutura para o produto individuo, os 4P’s englobam outras características dentro do marketing pessoal como a diferenciação, posicionamento, consistência. Em resumo, é entender e aplicar o mix de marketing para maximizar as oportunidades. Produto: de acordo com Lorenzato (2022), é algo que a empresa oferece a fim de satisfazer as necessidades do seu consumidor. Em relação a pessoa, é preciso demonstrar seus diferenciais; suas características estão expostas através de seus comportamentos, estilo condizente com seu perfil, ter uma boa apresentação, sem esquecer dos cuidados físicos com sua saúde e higiene. Dentro do marketing pessoal o produto refere-se ao profissional junto com as habilidades que ele possui, ou seja, é saber o que você tem para oferecer para o mercado de trabalho, apresentar suas características que o diferenciam da concorrência. Preço: Preço “é a quantidade de dinheiro que um produtor cobra por seu produto, seja este um bem ou um serviço” (GIOIA, 2018). Dentro desse contexto, é o valor que o profissional cobra pelo serviço prestado, o qual será definido por fatores como, habilidades, formação, experiencia profissional, dentre outras. Praça: Também conhecido como ponto de venda. Trata-se do canal de distribuição do produto, onde este será disponibilizado para venda final" (CASTIGLIONE, 2019). Compreende, no entanto, aos canais que o profissional usa para se apresentar e se conectar com outros, como redes sociais, eventos de networking e plataformas profissionais. Promoção: O termo promoção é usado no sentido de promover o produto, ou seja, é quando o profissional promove seus atributos e qualificações para que o mercado o valorize e solicite seus serviços. Pois, de nada adianta ter qualidades invejáveis, se ninguém tomar conhecimento de tais qualidades (PAULA, 2017). Envolve a seleção mais apropriada dos meios de comunicação para atingir de forma mais eficiente o público visado e construir uma imagem forte. 20 2.3. GESTÃO DE CARREIRAS Gestão é o processo de fazer as coisas acontecerem por meio de pessoas. É o planejamento e direcionamento de esforços, a organização e a aplicação de recursos – humanos e materiais – para realizar objetivos (CAMELO, 2021). A grande preocupação da maioria dos jovens no Brasil ao sair da faculdade, é com o seu futuro profissional, é um período de transição muito importante para indivíduo que acaba de chegar no mercado. Como preparar-se para o primeiro emprego? Nos últimos anos, ainda que essas questões persistam, as respostas mudaram significativamente. As competências necessárias foram sendo modificadas para acompanhar as mudanças impostas que empresas, governo e trabalhadores tiveram que se adequar. Segundo Camelo (2021), o termo carreira refere-se a todos os tipos de emprego - semiqualificados, qualificados e semiprofissionais. Este está baseado em objetivos pré- definidos, sejam de natureza específica ou geral. Um dos objetivos da carreira segundo Camelo (2021), é possibilitar um processo contínuo de aprendizagem e desenvolvimento, a fim de promover a aquisição de valores que fomentem o desenvolvimento pessoal e profissional dos sujeitos no meio em que estão inseridos. De acordo com Oliveira (2020), Gestão de carreira é a combinação de planejamento estruturado e a escolha ativa de gerenciamento dos próprios rumos profissionais. Se você deseja “ter ascensão profissional, tenha em mente que você mesmo deve gerenciar a sua carreira e definir as trilhas de competência que irá seguir criando metas para isso” (MADRUGA, 2021). Planeje-se e descubra qual é o melhor modelo para se desenvolver buscando cursos de curta e longa duração. Procure conseguir parceria com a empresa para a qual trabalha, mas não espere que ela solucione seu problema. Ainda há muito por parte das pessoas, uma certa resistência ao planejamento de suavida profissional, segundo estudos, esse fato engloba o mundo todo, muito pelo fato de não terem tido qualquer estímulo ao longo da vida. Mas, este quadro vem sofrendo alterações positivas nas últimas décadas, sendo que diversos fatores vêm contribuindo para isto, como períodos de escassez de emprego, remuneração, prestígio, longevidade humana, dentre outras mudanças difundidas no mercado de trabalho. Segundo o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, em 2022 o curso de administração está entre os dez maiores cursos por modalidade de ensino e é terceiro maior de graduação. O que mostra a relevância da formação no curso. No entanto, a quantidade de graduados que ingressa no mercado de trabalho todos os anos causa preocupação em quem já 21 está e os que irão ingressar no mercado tão competitivo. É essencial investir em um planejamento consciente desde a graduação e ao longo da trajetória de vida. A gestão de carreira é um conceito que abrange o planejamento, a execução e a avaliação das escolhas profissionais ao longo da vida. De acordo com Gold (2019), todos os profissionais, estejam eles no mercado corporativo ou não, devem ficar atentos à volatilidade e complexidade do mundo atual e se desenvolver, por si e continuamente, novas competências para se ajustar às recentes dinâmicas, se fortalecer e prosperar profissionalmente. Uma das vertentes fundamentais da gestão de carreira é o autoconhecimento, compreender as próprias competências, isso permite que o profissional consiga alinhar as oportunidades disponíveis com a construção da sua carreira, qual rumo seguir de acordo com as aspirações de cada um. Segundo Oliveira (2020), para alcançar uma carreira de sucesso é necessário um cuidadoso planejamento e, quando existe uma programação de carreira dentro das organizações os colaboradores sentem se mais seguros para assumir novas responsabilidades e planejar sua carreira. Em seguida, é necessário planejar o sucesso, transformando o sonho em objetivos, e os objetivos em metas a serem alcançadas (FONSECA, 2023). Para isso, as pessoas devem ser capazes de abraçar as mudanças, aprender com a incerteza, aproveitar as oportunidades e desenvolver uma perspectiva diferente para poderem fazer sua autogestão e desenvolvimento de carreira (GOLD, 2019). Vivemos em um mundo em constantes transformações, tudo evolui muito depressa pois o mercado precisa atender novas demandas que surgem. Em meio a esse cenário se adaptar torna-se vantagem, precisamos aprender que a mudança não é uma ameaça, mas sim uma oportunidade de crescimento. Toda mudança traz consigo a oportunidade de aprender algo novo, desenvolver habilidades e nos reinventarmos, além disso, é vital que o indivíduo construa uma rede de contatos, mantenha-se curioso e conectar-se a novas pessoas. 2.3.1. Planejamento de carreira Atualmente, existem um número grande de profissionais que não possui um plano de carreira desenvolvido, muitos até questionam se o planeamento realmente funciona. O ideal seria que eles pudessem entender que precisam tomar a iniciativa para começar a desenvolver o seu, assim a possibilidade de se tornar um profissional de sucesso torna-se maior. O processo desenvolvimento da carreira de um indivíduo é um processo vitalício que engloba crescimento e mudança. Uma empresa sem planejamento de carreira e iniciativas de desenvolvimento de carreira provavelmente encontrará maior taxa de atrito, causando danos a 22 seu plano e programas (CAMELO, 2021). Portanto, o profissional que foi preparado para ocupar apenas um determinado tipo de atividade, está perdendo espaço dentro do mercado de trabalho, pois atualmente as empresas estão em busca de profissionais multifacetados. O planejamento pretende visualizar o que se pretende para o futuro e traçar caminhos para alcançar esse propósito (SANTOS, 2020). Por meio do planejamento de carreira é possível que o indivíduo compreenda as transformações constantes do mercado e se necessário, redefinir seus objetivos de acordo com suas expectativas de vida. Embora saibamos que a responsabilidade do planejamento de carreira é pessoal, no mundo turbulento e terrivelmente ambíguo do trabalho atual, torna-se responsabilidade dos empregadores fornece-lhes oportunidades para atingir seus objetivos (CAMELO, 2021). Para as organizações, o planejamento e desenvolvimento da carreira é fundamental, tanto para reduzir a rotatividade de funcionários, o qual pode haver uma queda de desempenho organizacional, quanto para a diminuição de custos de recrutamento, treinamento de pessoal. Muitos fatores externos e imprevisíveis podem influenciar a trajetória de um indivíduo. Hoje em dia, com um mercado flexível e em constante mutação, decisões corretas, guiadas por um planejamento consistente, são as principais responsáveis pela promoção de cargos, pelos aumentos de salário e pela satisfação, profissional e pessoal (BEZERRA, 2021). Mudanças no mercado, crises econômicas, mudanças pessoais que podem redirecionar seu caminho. Nesse contexto a adaptabilidade e a resiliência se tornam competências essenciais, a carreira não é um caminho linear, mas sim, um conjunto de escolhas, portanto, entender a carreira como uma trajetória construída, tanto de forma planejada como ocasional, permite um olhar mais crítico do desenvolvimento pessoal e profissional. De acordo com Santos (2020), planejar constitui a função mais elementar de um gestor, independente da sua área de atuação. O planejamento é responsável pelo suporte a todas as outras tarefas realizadas na administração do seu negócio. Implantar um plano de carreira não é nada fácil, requer que o profissional esteja disposto a adotar para si a ideia de ir em busca de aprimoramento das suas competências, devendo sempre estar em busca de se ajustar aos modelos de inovação atuais. Um planejamento bem estruturado proporciona uma abordagem diferenciada para entrar no mercado de trabalho, é um processo que envolve definição de metas, desenvolvimento de competências, experiencia prática e revisão constante dos conhecimentos. A maioria das organizações não está mais tão preocupada em estabelecer e desenvolver trilhas de conhecimento para seus colaboradores, então cada profissional deve buscar e construir proativamente seu desenvolvimento profissional (GOLD, 2019). 23 2.3.2. A inserção dos futuros administradores no mercado de trabalho A inserção desses futuros profissionais, envolve desafios e oportunidades especificas, considerando as tendencias do setor, as expectativas das empresas e as habilidades necessárias para se destacar. As empresas do século XXI exigem de seus colaboradores novas atitudes, pois o que predominou anteriormente, como a definição clara das responsabilidades e a especialização do trabalho, está sendo substituído pela capacidade de ajustar-se rapidamente às novas necessidades a fim de responder com rapidez aos clientes e fornecedores, bem como integrar- se à necessidade constante de inovação" (GOLD, 2019). É nesse contexto que surge a figura do administrador moderno, que para atender às novas exigências empresariais, precisa aliar todo o conhecimento adquirido no curso de Administração com o desenvolvimento e capacitação de suas competências para suprir as novas necessidades das organizações, que exigem flexibilidade e velocidade de resposta como reação às constantes alterações de mercado (MOREIRA, et al., 2014) O mercado de trabalho para os jovens administradores não é dos mais fáceis. As principais dificuldades que esses talentos encontram quando buscam empregos são: salários inferiores às habilidades desenvolvidas, número insatisfatório de oportunidade, concorrência acirrada e exigências cada vez mais apertadas do mercado (SUAVE; ASSIS, 2018). Em um ambiente tão competitivo, no qual todos os dias surge novos indivíduos em busca de uma colocação profissionalem diversos setores, a utilização das técnicas do marketing pessoal para a construção de uma marca profissional forte, torna-se indispensável. Segundo Lorenzato (2022), o mercado de trabalho precisa conhecer quem a pessoa é, quais são suas qualidades, seus atributos, seus diferenciais e o que tua marca tem de melhor a oferecer. As empresas, diante da competitividade desenfreada de hoje, estão exigindo além das competências, dedicação por parte dos colaboradores. A forma mais eficiente para os novos profissionais que irão adentrar ao mercado de trabalho, conseguirem permanecer ativo, é adotar um conjunto de competências que se alinhem ao propósito de vida de cada um. Cardoso (2021), pondera que para conseguir ter empregabilidade, mais importante que saber fazer algo, é possuir competências para fazer. Além disso, ele alega também que somente o conhecimento não é mais fator primordial na hora de uma contratação, transformou-se em pré-requisito, ou seja, o conhecimento não é o que os empregadores mais valorizam na atualidade. Conforme o Relatório do Banco Mundial (2018), o cenário de crise econômica que ainda sofre com as consequências deixada pela COVID-19, é visto como mais desafiador para a 24 inserção de novos profissionais no mercado de trabalho e as consequências de uma inserção tardia, de um longo período no desemprego ou em empregos precários podem comprometer a vida profissional desses jovens, afetando, ainda, sua saúde física e mental. Muitos formandos enfrentam dificuldades de se inserir no mercado, por não possuir experiencias práticas. Segundo Suave e Assis (2018), os jovens de hoje percebem que a geração de novos postos de trabalho não está acompanhando o crescimento da população, e que juntamente com o aumento do nível de escolaridade, cresce o nível de exigência nas empresas. É exatamente nesse momento que ficam fora do processo de seleção por não possuírem experiencia. Diante disso, um dos principais desafios enfrentados por esses novos profissionais é a falta de experiencia, sendo que muitos terminam a graduação sem ter passado por estágios ou vivencias corporativas. Esse é um dos fatores que podem dificultar a buscar pelo primeiro emprego, uma vez que as empresas na maioria das vezes priorizam candidatos com experiencia prévia. De acordo com os autores Suave e Assis (2018), as formas que podem auxiliar esses novos administradores a ingressarem na carreira são os processos de estágios, programas de treinamento e concursos públicos. Sendo que para quem está iniciando a carreira o mais indicado é o estágio. O mercado demanda por profissionais preparados. O Portal G1 informou, que segundo o DIESSE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), de cada dez pessoas de baixa renda com nível superior, seis estão em empregos que não exigem faculdade. E outros que resolveram trabalhar no mercado informal. Uma das alternativas para conseguir se diferenciar no mercado e driblar a concorrência é utilizando a tecnologia a seu favor. Utilizar de ferramentas que promovam essa visibilidade, como por exemplo, o Linkedin, redes sociais, uso de portifólio e montar uma rede de contatos (networking). Daí a importância de formular um plano de carreira a partir do momento que o indivíduo ingressa na Universidade, para que ele possa participar de atividades que se somem aos conhecimentos adquiridos em sala de aula e adquira experiencia através de estágios e atividade extracurriculares. Gomes (2020), afirma que o profissional deverá abranger também seus conhecimentos no como, analisar e resolver problemas; gerenciar recursos; comunicar-se de forma eficaz; ter um relacionamento interpessoal, entre outros, conforme proporcionado no decorrer do curso. O mercado de trabalho é um globo, que não para de girar. Por meio do avanço da tecnologia o acesso à informação foi facilitado. Se o profissional quiser se manter competitivo, precisa estar em contínuo aprendizado, procurar está por dentro de todas as mudanças e novidades na sua área de atuação. Como o produto que sofre modificações buscando atender as 25 necessidades de mercado, o profissional também passa por transformações, evoluindo e agregando valor a sua imagem possibilitando o reconhecimento de diferenciação perante os concorrentes. Em todos os mercados o sucesso chega para aqueles que são considerados diferentes e melhores, que são únicos e excepcionalmente valiosos (WENZEL, 2017). Assim sendo, essa inserção dos formandos no mercado de trabalho não deve ser vista como um desafio intransponível, mas como um processo que exige planejamento, desenvolvimento de habilidades interpessoais e profissionais e proatividade para enfrentar um mercado em transformação. 26 3. METODOLOGIA Método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo de produzir conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista (LAKATOS; MARCONI, 2019). 3.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA A pesquisa realizada neste estudo é de natureza qualitativa, por ser o método mais adequado para esclarecer os motivos por trás de determinado fenômeno e abordar aspectos sociais que não podem ser quantificados. A pesquisa qualitativa foca no aprofundamento da compreensão de um grupo ou organização, sem priorizar a representatividade numérica (GERHARDT; SILVEIRA, 2009). Além disso, trata-se de uma pesquisa descritiva. Segundo Gil (2017), esse tipo de pesquisa tem como objetivo descrever as características de uma população ou fenômeno, podendo também identificar possíveis relações entre variáveis. Nesse sentido, buscou-se compreender as percepções dos formandos, bem como seus comportamentos em relação ao planejamento de suas carreiras. Por fim, optou-se pela realização de um estudo de campo, que se mostrou o mais adequado devido às suas características. Esse tipo de abordagem permite investigar um grupo ou comunidade em termos de sua estrutura social, com ênfase na interação entre seus membros. O estudo de campo é a que se utiliza com o objetivo de conseguir informações ou conhecimento sobre um problema, para a qual se procura uma resposta, ou sobre uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, com o propósito de descobrir novos fenômenos ou relações entre eles. Este método de pesquisa busca descrever a complexidade do problema em questão e possibilita o maior índice de profundidade no assunto (Lakatos; Markoni, 2019, p. 203). 3.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA O objeto de estudo desta pesquisa é composto pelos formandos do curso de Administração da UFAM – Campus Parintins, com o objetivo de compreender como eles estão se preparando para ingressar no mercado de trabalho. Foram considerados formandos aqueles regularmente matriculados no curso de graduação e cursando o último semestre letivo obrigatório, com previsão de colação de grau no primeiro semestre de 2024 (2024/1). O 27 levantamento do quantitativo de alunos aptos à colação de grau foi realizado junto ao Colegiado do Curso de Administração e outros setores responsáveis por esses dados, identificando um total de 44 formandos. Para este estudo, foi adotada a técnica de amostragem intencional, amplamente utilizada em pesquisas qualitativas. Esse método permite ao pesquisador selecionar intencionalmente participantes que possuam características relevantes para os objetivos do estudo, com base em seu conhecimento prévio sobre a população-alvo e os fenômenos investigados. A escolha dos participantes foi guiada por sua potencial contribuição para um entendimento mais profundo e detalhado das questões exploradas na pesquisa, de acordo com os princípios sugeridos por Vergara (2009). 3.3. COLETA DE DADOS Acoleta de dados foi realizada por meio de um formulário contendo 21 perguntas, compostas por questões abertas e fechadas, direcionadas aos formandos do curso de Administração da UFAM – Campus Parintins. As perguntas foram elaboradas pela pesquisadora em conjunto com sua orientadora, e os dados obtidos foram posteriormente analisados com base nos instrumentos de coleta definidos. O formulário foi criado na plataforma Google Forms e enviado aos formandos por meio de um link, disponibilizado em um grupo criado em um aplicativo de mensagens, no qual todos os formandos foram adicionados. Além disso, o link foi compartilhado individualmente para o número pessoal de cada formando, devido à dificuldade inicial em obter respostas. No total, o link foi enviado para 43 formandos, dos quais 22 responderam ao formulário, correspondendo a uma taxa de retorno de 51,16%. O “Google Forms” permite de maneira simples e fácil coletar informações, criar diagnóstico dos alunos, realizar uma pesquisa rápida e aplicar autodiagnostico onde os alunos possam identificar os seus estilos de aprendizagem impactando positivamente nos métodos ativos de ensino (SAMPAIO; ALCANTARA, 2018). 28 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Nesta seção será apresentada a análise dos dados obtidos a partir das respostas dos formandos. Foram organizados em tabelas e gráficos com o intuito de facilitar a compreensão de todos, sendo as tabelas organizadas pela pesquisadora e os gráficos retirados da plataforma Google Forms, demonstrando as respostas obtidas pelos respondentes, para análise de forma descritiva dos dados e interpretação da pesquisadora. 4.1. PERFIL DOS RESPONDENTES De acordo com o site do ICSEZ/UFAM, o Curso de Administração do ICSEZ, em Parintins, é resultado do Projeto de Interiorização da Universidade Federal do Amazonas, uma iniciativa apoiada pelo Ministério da Educação com o objetivo de expandir o Ensino Superior para o interior do Estado do Amazonas. Durante o curso, os alunos adquirem conhecimentos em áreas como Finanças, Matemática, Gestão Estratégica, Recursos Humanos, Economia, Psicologia, Marketing, Contabilidade e Logística, entre outras, capacitando-os a gerenciar organizações de acordo com as demandas do ambiente em que atuam. Neste tópico, foram abordados aspectos relacionados ao perfil biográfico dos entrevistados, incluindo gênero, faixa etária e estado civil. Quadro 1: Gênero dos pesquisados GÊNERO FREQUÊNCIA PERCENTUAL Masculino 06 27,3% Feminino 16 72,7% Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O primeiro aspecto analisado na caracterização dos respondentes foi o gênero. Conforme apresentado no Quadro 1, 72,7% dos formandos pertencem ao gênero feminino, enquanto 27,3% são do gênero masculino. Esses dados evidenciam que o perfil dos formandos é majoritariamente composto por mulheres. Segundo Fonseca (2023), essa predominância feminina pode refletir uma tendência contemporânea no curso de Administração ou estar relacionada a fatores sociais e culturais que influenciam a escolha dessa área de estudo. 29 Quadro 2: Faixa etária dos pesquisados Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Em relação à faixa etária, conforme apresentado no Quadro 2, observa-se que a maioria dos respondentes é composta por jovens entre 20 e 25 anos, representando 59,1% do total. Em seguida, a faixa etária de 26 a 30 anos corresponde a 31,8%. Já a faixa de 31 a 35 anos foi assinalada por apenas um formando, representando 4,5%, mesma porcentagem da categoria 36 anos ou mais. Como apontado por Kotler e Keller (2012), a diversificação do público-alvo nas instituições de ensino desempenha um papel crucial no enriquecimento da experiência de aprendizado, promovendo a troca de conhecimentos e vivências entre diferentes gerações. Quadro 3: Estado civil dos pesquisados ESTADO CIVIL FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Solteiro(a) 18 81,8% Casado(a) 0 União Estável 04 18,2% Divorciado(a) 0 Viúvo(a) 0 Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Os dados do Quadro 3 indicam que 81,8% dos formandos declararam ser solteiros, enquanto pouco mais de 18% afirmaram estar em uma união estável. FAIXA ETÁRIA FREQUÊNCIA PERCENTUAL 20 a 25 13 59,1% 26 a 30 7 31,8% 31 a 35 1 4,5% 36 anos ou mais 1 4,5% Total 22 100% 30 De acordo com Chiavenato (2014), a juventude representa um período crucial para o desenvolvimento de habilidades e competências, tornando essencial que os indivíduos aproveitem essa fase para investir em sua formação acadêmica e profissional. Com base nos dados obtidos sobre a caracterização dos formandos, observa-se que o perfil predominante é composto por mulheres, que representam 72,7% da amostra. A maioria dos formandos é solteiro, correspondendo a 81,8% do total, e possui entre 20 e 25 anos de idade, faixa etária que abrange 59,1% dos respondentes. De acordo com Fonseca (2023), essa segmentação por faixa etária fornece informações relevantes sobre a composição demográfica dos estudantes de Administração. Esses dados são valiosos para compreender a distribuição etária dos alunos, além de oferecer insights sobre como essas características podem influenciar suas experiências acadêmicas, perspectivas e necessidades durante o curso, bem como na transição para suas carreiras profissionais. 4.1.1. Perfil Profissional O perfil profissional trata do levantamento das experiências de trabalho dos formandos do curso de administração. Este tópico aborda quantos estão atualmente empregados, que tipo de organização atuam, o cargo que ocupam e a carga horária semanal de trabalho. Quadro 4: situação de emprego dos formandos. EMPREGADOS FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Sim 17 77,3% Não 05 22,7% Total 22 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O Quadro 4, demonstra a situação de emprego dos formandos e revela que 77,3% estão empregados, o que indica uma taxa de inserção no mercado de trabalho bastante significativa. Segundo Senge (1990), a formação acadêmica é um fator crucial para o desenvolvimento de competências e habilidades que são altamente valorizadas pelas empresas. A existência de 22,7% de formandos que não estão empregados levanta questões importantes sobre os desafios enfrentados por esses indivíduos na busca por oportunidades no mercado de trabalho. De acordo com Ferreira (2006), a educação continuada e o desenvolvimento de redes de contatos são fundamentais para aumentar as chances de inserção 31 profissional. Portanto, é essencial que os formandos que ainda não conseguiram emprego busquem alternativas, como estágios ou programas de capacitação, que possam melhorar suas habilidades e ampliar suas oportunidades. A predominância de formandos empregados pode ter implicações significativas para o ambiente acadêmico e as instituições de ensino. A alta taxa de emprego pode indicar que as instituições estão formando profissionais alinhados com as demandas do mercado, o que é um aspecto positivo para a reputação dessas instituições. Conforme argumenta Kotler e Keller (2012), a conexão entre a academia e o mercado de trabalho é vital para o sucesso dos alunos e para a formação de uma força de trabalho qualificada. Quadro 5: Tipos de organização que atuam ORGANIZAÇÃO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Indústria 1 6,7% Comércio 0 Serviço 14 93,3% ONG 0 Total 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Conforme o Quadro 5, entre os alunos empregados (17 no total), observa-se que 93,3% atuam no setor de serviços, enquanto 6,7% trabalham na indústria. As categorias comércio e ONG não registraram respostas. A análise dos tipos de organização onde os formandos estão inseridos revela uma predominância expressiva do setor de serviços. Essa concentração reflete as dinâmicas atuais do mercadode trabalho, em que o setor de serviços desempenha um papel fundamental na geração de empregos e no impulso à economia. Segundo Chiavenato (2014), esse setor é um dos principais responsáveis por atender às crescentes demandas dos consumidores, exigindo habilidades específicas e adaptabilidade por parte dos profissionais. 32 Quadro 6: Cargo que ocupam CARGO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Estagiário 04 23,5% Cargo operacional 03 17,6% Cargo administrativo 09 52,9% Cargo gerencial 01 5,8% Outro 0 0,0% Total 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. De acordo com o Quadro 6, entre os 17 alunos empregados, 23,5% indicaram estar atuando como estagiários, o que, segundo Fonseca (2023), sugere que esses estudantes estão adquirindo experiência profissional simultaneamente à sua formação acadêmica. Além disso, 17,6% dos respondentes ocupam cargos operacionais, 52,9% estão em posições administrativas e 5,8% desempenham funções gerenciais. A opção "Outro" não registrou respostas. Esses dados evidenciam a diversidade nos níveis hierárquicos ocupados pelos formandos, destacando o protagonismo dos cargos administrativos e a relevância do estágio como um meio de integração ao mercado de trabalho. Quadro 7: Carga horária de trabalho CARGA HORÁRIA FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 20h/semanais 05 29,4% 40h/semanais 07 41,1% 44h/semanais 05 29,4% Total 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Conforme o Quadro 7, entre os 17 alunos empregados, a carga horária de trabalho está distribuída da seguinte forma: 29,4% trabalham 20 horas semanais, 41,1% cumprem 40 horas semanais, e 29,4% trabalham 44 horas semanais. Observa-se uma maior frequência de respostas na opção de 40 horas semanais. Chiavenato (2014), destaca que a carga horária de trabalho é um fator determinante que pode influenciar tanto a produtividade quanto o bem-estar dos profissionais. Esses dados 33 sugerem que a maioria dos formandos está se adaptando a cargas horárias consideradas padrão no mercado, refletindo sua preparação para atender às demandas do ambiente profissional. Quadro 8: Tempo que o pesquisado está no emprego TEMPO DE SERVIÇO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Menos de 1 ano 01 5,8% 1 ano 06 35,2% 2 anos 03 17,6% 3 anos 02 11,7% 4 anos 02 11,7% Mais de 4 anos 03 17,6% Total 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. O quadro 8 apresenta o tempo de permanência dos formandos em seus empregos atuais, considerando os 17 alunos empregados. Os dados mostram que 5,8% estão empregados há menos de 1 ano, 35,2% há 1 ano, 17,6% há 2 anos, 11,7% há 3 anos e 17,6% há mais de 4 anos. A maior concentração, com 35,2%, refere-se aos formandos que estão no emprego há 1 ano, o que sugere que muitos ainda se encontram em fase de adaptação e aprendizado em suas funções. Conforme Chiavenato (2014), o primeiro ano de trabalho é um período crucial para moldar a trajetória profissional, sendo a etapa em que os indivíduos começam a construir suas identidades profissionais e a compreender melhor o funcionamento das organizações. Quadro 9: Renda mensal RENDA MENSAL FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 1 Salário-mínimo 11 64,7% Entre 1 e 2 salários-mínimos 03 17,6% Entre 2 e 3 salários-mínimos 02 11,7% Mais de 3 salários-mínimos 01 5,8% Total1 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 34 Os dados apresentados no Quadro 9 (dos 17 alunos empregados), revelam que 64,7% dos formandos recebem até um salário-mínimo, 17,6% informaram receber entre 1 e 2 salários- mínimos, 11,7% declararam ganhos entre 2 e 3 salários-mínimos, enquanto 5,8% afirmaram receber mais de 3 salários-mínimos. Essa distribuição reflete as condições do mercado de trabalho, onde fatores como alta competitividade por vagas e falta de experiência podem limitar o acesso a remunerações mais elevadas. Conforme Chiavenato (2014), embora a formação acadêmica seja fundamental para a valorização profissional, aspectos como experiência prática e a construção de uma rede de contatos também desempenham papéis determinantes na definição da remuneração. Quadro 10: Primeiro emprego PRIMEIRO EMPREGO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Sim 07 41,1% Não 10 58,8% Total 17 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. No Quadro 10, os formandos responderam à pergunta sobre estarem no primeiro emprego. De acordo com Chiavenato (2014), as primeiras experiências profissionais desempenham um papel crucial na construção da identidade profissional e no desenvolvimento de competências essenciais para o mercado de trabalho. Entre os formandos que declararam estar empregados (17 respondentes), 41,1% indicaram que estão em seu primeiro emprego, enquanto 58,8% afirmaram já ter tido outras experiências profissionais. Quadro 11: Quantidade de emprego que já passou EMPREGO QUE JÁ PASSARAM FREQUÊNCIA PORCENTAGEM 1 08 42,1% 2 05 26,3% 3 02 10,5% 4 04 21,1% Mais de 5 0 0% Total 19 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. 35 O Quadro 11, tem 19 respondentes, porque 2 respondentes que estão desempregados, não tiveram empregos anteriores. Portanto, com base nos dados apresentados, 42,1% dos formandos assinalaram já ter passado por “1” emprego. 26,3% assinalaram já ter passado por “2” empregos, 10,5% assinalaram já ter passado por “3” empregos e por fim 21,1% assinalaram que já passaram por “4” empregos. A opção “mais de 5” não obteve resposta. Como defende Drucker (2001), a capacidade de escolher empregos que se alinhem às aspirações pessoais e profissionais é fundamental para o sucesso a longo prazo. Portanto, é essencial que os formandos considerem suas experiências anteriores ao buscar novas oportunidades, garantindo que cada passo em sua trajetória profissional contribua para seu desenvolvimento e satisfação. Quadro 12: Quantidade de tempo sem emprego dos que estão desempregados TEMPO DESEMPREGADO FREQUÊNCIA PORCENTAGEM Menos de 1 ano 0 0,0 1 ano 03 60% 2 anos 0 0,0 Mais de 3 anos 02 40% Total 05 100% Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2024. Conforme apresentado no Quadro 12, os formandos foram questionados sobre o período em que estavam desempregados (5 respondentes). A opção "menos de 1 ano" não recebeu nenhuma resposta, enquanto a opção "1 ano" foi assinalada por 60% dos formandos. A opção "2 anos" também não registrou respostas, enquanto "mais de 3 anos" correspondeu a 40% dos participantes. Essa questão totalizou apenas 22,6% da amostra total, devido à estrutura do formulário, que determinava que ela fosse respondida exclusivamente pelos formandos que indicaram, na questão 4, que estavam desempregados. Essa informação pode ser corroborada também pela análise da Quadro 4. Com base nos dados obtidos, é possível delinear o perfil profissional dos formandos, conforme Ferreira (2023). Os resultados fornecem uma visão abrangente sobre os tipos de trabalho desempenhados pelos estudantes de Administração no momento da pesquisa, destacando a diversidade de situações ocupacionais entre os respondentes. 36 A caracterização revelou que a maioria dos formandos (77,3%) está empregada. Entre esses, 93,3% atuam no setor de serviços, e 52,9% ocupam cargos administrativos. Quanto à jornada de trabalho, 41,1% dos formandos trabalham 40 horas semanais. Em relação ao tempo no emprego atual, 35,2% estão há um ano na posição, enquanto 64,7% possuem renda mensal equivalente a um salário-mínimo. Além disso, 54,8% indicaram estar no primeiro emprego. Para os formandos que se encontram desempregados, 60% relataram estar sem trabalho há um ano. 4.1.2. Perfil acadêmico O perfil acadêmico trata do levantamento dos aspectos estudantis dos formandos do curso de administração. Neste tópico apresenta-se, a quantidade de horas que dedicam ao estudo, o nível de satisfação com relação ao curso e