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DEVOLUTIVA - TPI MEDICINA - CADERNO 1

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Questões resolvidas

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AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA
FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Teste de Progresso Institucional -
MEDICINA
Professor (es):
Período: 202502 Turma: Data: 06/10/2025
TPI - MEDICINA - 2025.2 - 1° CHAMADA - 06/OUTUBRO
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 17349 - CADERNO 001
1ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Justificativas
Antes de estabelecer o diagnóstico de constipação funcional,
devem ser solicitados exames subsidiários de rotina para
descartar doenças orgânicas. Incorreta. Exames subsidiários não são
de rotina. O diagnóstico de constipação funcional é clínico, feito pelos
critérios de Roma IV. Investigações só são indicadas diante de sinais de
alarme.
A escala de Bristol é utilizada como instrumento auxiliar para
caracterização das fezes, mas não define isoladamente os critérios
diagnósticos de constipação intestinal funcional. Incorreta. A escala
de Bristol auxilia na descrição do tipo de fezes, mas não é suficiente para
definir diagnóstico de constipação funcional.
Os critérios de Roma IV são aplicados para estabelecer o
diagnóstico de constipação intestinal funcional em crianças,
considerando parâmetros clínicos específicos. Correta. Os critérios
de Roma IV são o padrão-ouro para diagnóstico clínico de constipação
intestinal funcional em pediatria.
No toque retal da constipação funcional, é comum encontrar
ampola repleta de fezes endurecidas, sendo achado diferente da
doença de Hirschsprung. Incorreta. No toque retal da constipação
funcional é comum encontrar ampola repleta de fezes. Ampola vazia com
saída explosiva é sugestivo de doença de Hirschsprung.
O tratamento inicial da constipação funcional em crianças deve
incluir medidas educativas, dieta rica em fibras e uso de agentes
osmóticos, não sendo os laxativos irritativos a primeira escolha.
Incorreta. O tratamento inicial é baseado em medidas educativas, dieta e
laxativos osmóticos (PEG ou lactulose). Laxativos irritativos não são
recomendados como primeira linha em pediatria.
Referência: 
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set 2025.
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 1 de 95
Feedback:
--
2ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O quadro descrito no caso clínico é compatível com dor pélvica crônica associada a
patologia secundária. Considerando que a dor é cíclica, progressiva, com quadro de
infertilidade primária e não melhora com o uso de anti-inflamatórios e
anticoncepcional oral com pausa, considera-se a endometriose como a principal
suspeita diagnóstica. O exame com maior acurácia diagnóstica, dentre os listados
nas alternativas, é a ressonância magnética de pelve.
Referências:
PODGAEC, Sérgio. Coleção Febrasgo - Endometriose. Rio de Janeiro: Grupo GEN,
2019. E-book. ISBN 9788595151048. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151048/. Acesso em: 09
ago. 2024.
LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2017. E-
book. ISBN 9788527732406. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em: 09
ago. 2024.
FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [ et
al.]. Tratado de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Feedback:
--
3ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
No Suporte Básico de Vida (SBV), diante de uma suspeita de OVACE, o profissional
deve avaliar se a obstrução é leve ou grave. Na obstrução leve, a criança é capaz de
emitir sons e tossir de forma forçada. Nessa situação, não intervenha, chame ajuda
e deixe que a criança tente eliminar a obstrução tossindo.
Na obstrução grave, a criança não emite nenhum som, é incapaz de falar ou tossir,
troca pouco ou nenhum ar, emite um ruído agudo durante a inspiração (estridor) ou
absolutamente nenhum ruído e apresenta aumento da dificuldade respiratória.
Nestes casos, em que a criança ainda mantém o nível de consciência e o esforço
respiratório, a intervenção inicial depende da idade da criança. Naqueles menores
de 1 ano, ao se confirmar a obstrução completa da via aérea, deve-se ministrar até
5 golpes nas costas e até 5 compressões torácicas, de maneira repetida até expelir
o corpo estranho ou a vítima deixar de responder.
Naqueles maiores de 1 ano de idade ou adolescentes, deve-se inicialmente
questionar se está engasgado. Se a criança acenar com a cabeça ou de alguma
forma indicar que “sim”, diga que vai ajudá-la, posicione-se atrás da criança
levantando-se (para os maiores) ou ajoelhe-se para administrar compressões
abdominais entre o apêndice xifoide e a cicatriz umbilical (manobra de Heimlich).
Essa manobra deve ser repetida até a criança expelir o corpo estranho ou deixar de
responder.
Se a vítima deixar de responder, grite por ajuda e ative o sistema de resposta de
emergência (SAMU). Em seguida, coloque a criança no chão para checar a
responsividade e a respiração (sem checar pulsos), a fim de decidir sobre iniciar a
RCP. Durante a abertura da via aérea para administrar ventilações, olhe dentro da
boca. Caso veja algum corpo estranho que possa ser facilmente removido, remova-
o. Se não enxergar nenhum objeto, continue a RCP. Aguarde a chegada de
profissionais capacitados e com material adequado para continuar o atendimento.
Referências:
AMERICAN HEART ASSOCIATION. SAVP: Suporte avançado de vida em
pediatria: manual do profissional. Texas, USA: Orora Visual, 2021. 330 p. ISBN
978-1-61669-957-4.
SCHVARTSMAN, Claudio; FARHAT, Sylvia C. Lima; REIS, Amélia Gorete; COUTO,
Thomaz Bittencourt (eds.). Pronto Socorro. 4. ed. Santana de Parnaíba [SP]:
Manole, 2023. 1024 p. (Coleção Pediatria. Instituto da Criança HC - FMUSP). ISBN
978-65-5576-759-9.
Feedback:
--
4ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A questão descreve um caso clínico clássico de glomerunefrite por IgA (síndrome de
Berger) e exige que o aluno correlacione epidemiologia com as características
clínicas para levar o diagnóstico patológico de glomerulonefrite primária. Corretas
as alternativas II, III e IV.
A dosagem das proteínas do complemento total e frações C3 e C4 estão normais.
Alternativa I incorreta. Alternativa IV correta. Elevação plasmática de IgA ocorre em
até 50% dos casos. Alternativa II correta. A síndrome nefrótica é rara (5% dos casos)
sendo a proteinúria inferior a 3,5 g em 24h. Alternativa V incorreta.
O diagnóstico de glomerulofrite por IgA é confirmado por biópsia renal,
demonstrando a presença de deposição dominante IgA. Não há achados
laboratoriais específicos que possam ser usados ​​para o diagnóstico de forma
confiável. No entanto, uma biópsia renal pode não ser indicada em todos os
pacientes com suspeita, dependendo de sua apresentação clínica. Como exemplo,
uma biópsia renal geralmente não é realizada para pacientes que apresentam
hematúria isolada (ou seja, sem evidência de proteinúria ou função renal
prejudicada), pois o estabelecimento do diagnóstico frequentemente não altera o
curso do tratamento nesses pacientes. Nesses pacientes, a biópsia renal é
geralmente realizada apenas se houver sinais sugestivos de doença mais grave ou
progressiva, como proteinúria persistente de pelo menos 500 mg por dia ou
concentração elevada de creatinina sérica. 
Referências:
CHEUNG, C. K.; Barratt, J. IgA nephropathy: Clinical features and diagnosis.
UpToDate. 2022. Disponível em: http://www.uptodate.com/online. Acesso em: 26
ago. 2022.
RIELLA, M. C. (2010). Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos.
Rio de Janeiro: Guanabara koogan.
 
Feedback:
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5ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Fenitoína: incorreta. Embora a fenitoína possa ser eficaz em crises tônico-clônicas,
não é considerada de primeira linha nas epilepsias generalizadas,que indica alta precisão.
IV. (Correta): A TFI para a faixa entre 20 e 25 anos apresentou valor pontual
elevado e intervalo de confiança que pode sugerir precisão da estimativa.
Referências:
DANCEY, C. P.; REIDY, J. G.; ROWE, R. Estatística sem matemática para as
ciências da saúde. [S.l.]: Grupo A, [s.d.]. E-book. ISBN 9788584291007. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788584291007/
PARENTI, T. Bioestatística. Porto Alegre: SAGAH, 2018. E-book. p. 186. ISBN
9788595022072. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595022072/
Feedback:
--
51ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Este caso se trata de uma gestação ectópica confirmada por β-hCG sérico positivo
associado à dor pélvica e imagem anexial sugestiva. A paciente se apresenta
estável hemodinamicamente e tem desejo reprodutivo, o que nos faz pensar em
conduta conservadora e uso de metotrexato. Para que isso seja possível, alguns
critérios devem ser considerados, como saco gestacional menor que 3,5 cm, feto
sem atividade cardíaca, β-hCG menor que 5.000 mUi/mL e estabilidade
hemodinâmica. Após a administração do metotrexato, deve-se monitorizar a queda
do β-hCG sérico, que sinaliza sucesso do tratamento. A conduta expectante é
indicada caso β-hCG 100 bpm) e complexos
QRS normalmente estreitos. 
Distratores:
A taquicardia supraventricular paroxística (TSV) apresenta ritmo regular e resposta
ventricular rápida, frequência entre 150-250 bpm, ondas P retrógradas (podem
estar ocultas ou visíveis antes/depois do QRS), complexos QRS estreitos (200 bpm), complexos
QRS largos (>120 ms) de morfologia variável, ausência de ondas P discerníveis,
com padrão caótico e mudança contínua da polaridade dos complexos QRS). Além
disso, a presença de ritmo irregularmente irregular e QRS estreitos descarta essa
hipótese.
O bloqueio atrioventricular total (BAVT) cursa com dissociação AV, e o ritmo
ventricular de escape geralmente é regular e mais lento (30-50 bpm), diferente do
caso apresentado. Apresenta-se com Ondas P dissociadas dos complexos QRS,
frequência atrial maior que a ventricular, ritmo ventricular geralmente regular e
complexos QRS estreito. 
Referência:
MARTINS, Mílton de A.; CARRILHO, Flair J.; ALVES, Venâncio Avancini F.; CASTILHO,
Euclid. Clínica Médica, Volume 2: Doenças Cardiovasculares, Doenças
Respiratórias, Emergências e Terapia Intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. E-
book. p.374. ISBN 9788520447727. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520447727/. Acesso
em: 10 fev. 2025.
 
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Feedback:
Para responder corretamente à questão, é necessário compreender o diagnóstico de
fibrilação atrial (FA) e suas características eletrocardiográficas, além de conhecer as
principais arritmias cardíacas e suas diferenças. O paciente em questão apresenta
sintomas típicos de FA, como palpitações, tontura, sudorese e hipotensão,
associados a um ECG com ritmo irregularmente irregular, ausência de ondas P
discerníveis e frequência ventricular rápida, o que é característico da FA com
resposta ventricular rápida. O diagnóstico de FA é confirmado com esses achados, e
o tratamento de escolha em casos de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão
e sinais de hipoperfusão, é a cardioversão elétrica imediata. Ao mesmo tempo, é
importante excluir outras possíveis arritmias, como taquicardia supraventricular,
flutter atrial, taquicardia ventricular e bloqueio atrioventricular total, que
apresentam padrões eletrocardiográficos distintos e indicam tratamentos
específicos, como cardioversão elétrica ou química, dependendo da situação clínica.
53ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O diagnóstico do DPP é eminentemente clínico. O DPP agudo habitualmente se inicia
com dor abdominal aguda, súbita e intensa, acompanhada de sangramento vaginal
escuro com coágulos, na presença de hipertonia uterina ou taquissistolia. 
Referência:
HOFFMAN, B. L. et al. (ed). Williams gynecology. v. 25. New York: McGraw-Hill
Education, 2016.
Feedback:
--
54ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Alternativa correta:
“Esse processo possibilita a identificação de fatores ambientais e sociais que
impactam a saúde da população indígena, subsidiando ações preventivas e
corretivas.”
Justificativa: Essa alternativa é a opção correta. A territorialização permite uma
análise detalhada dos fatores que influenciam a saúde das comunidades indígenas,
como condições socioeconômicas, ambientais e culturais. Ao mapear esses riscos,
os gestores de saúde podem implementar ações específicas, direcionadas e
baseadas em evidências, prevenindo doenças e promovendo a saúde de forma mais
eficaz.
Alternativas incorretas:
“A territorialização permite a exclusão de comunidades indígenas de áreas urbanas,
garantindo a preservação da cultura local.”
Justificativa: A territorialização não busca excluir comunidades indígenas ou
separá-las de áreas urbanas. O objetivo central é reconhecer e respeitar os
territórios indígenas, promovendo a integração e o acesso a serviços de saúde sem
comprometer suas culturas. A preservação cultural deve ocorrer em um contexto de
respeito mútuo e acesso igualitário.
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“A vigilância ambiental em territórios indígenas é voltada exclusivamente para o
controle de doenças transmissíveis, como malária e tuberculose.”
Justificativa: A vigilância ambiental não se limita ao controle de doenças
transmissíveis. Embora essas doenças sejam uma preocupação, a vigilância deve
abranger também aspectos não infestacionais, como a qualidade da água, a
segurança alimentar e a exposição a poluentes, considerando a complexidade dos
fatores que afetam a saúde das populações indígenas.
“A segmentação dos territórios indígenas tem como principal objetivo evitar o
contato dessas populações com serviços de saúde urbanos, reduzindo impactos
culturais.”
Justificativa: A segmentação não visa evitar contato, mas sim entender as
especificidades de cada território para oferecer serviços de saúde que respeitem as
particularidades culturais das comunidades. O objetivo é garantir acesso a serviços
de saúde que sejam culturalmente apropriados erespeitem a autonomia das
populações indígenas.
“A territorialização de riscos em comunidades indígenas não tem influência na
formulação de políticas públicas, sendo uma atividade meramente cartográfica.”
Justificativa: A territorialização é crucial para a formulação de políticas públicas,
pois fornece dados qualitativos e quantitativos que influenciam a priorização de
ações e a alocação de recursos. Trata-se de um processo dinâmico que vai além da
mera cartografia, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais
justo e equitativo.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos
Indígenas. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).
Relatório de Gestão 2019-2022. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
GARNERO, M. C.; SILVEIRA, D. X. Saúde Mental e Atenção Psicossocial em
Populações Indígenas no Brasil: uma revisão integrativa. Ciência & Saúde
Coletiva, v. 25, n. 12, p. 4787-4798, 2020.
Feedback:
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55ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Paciente com evolução aguda, menos de 6 horas, n ão apresenta sinais clínicos de
sofrimento de alça, como náuseas e vômitos, sem alteração dos sinais vitais, que
consideramos. Uma hérnia inguinal encarcerada, não redutível. A protrusão do
conteúdo herniário medial aos vasos epigástricos é designada como hérnia inguinal
direta (Quando lateral aos vasos = hérnia inguinal indireta).
O reparo cirúrgico urgente é indicado para as hérnias agudas encarceradas. A
abordagem cirúrgica ideal não é conhecida, mas uma abordagem laparoscópica
pode ser considerada na ausência de estrangulamento. Às vezes, é possível reduzir
uma hérnia encarcerada com o paciente sedado, mas é preciso tomar cuidado para
se evitar empurrar uma porção morta do intestino com o saco herniário para dentro
da cavidade peritoneal (hérnia em massa). O reparo com tela é indicado se o
intestino for viável, mas o reparo sem tela é indicado se o intestino for inviável ou se
a sua viabilidade for duvidosa.
Na ausência de necrose ou contaminação, o intestino pode ser reduzido e a hérnia
reparada com uma tela. Se o intestino não for viável (gangrenoso) ou for constatada
contaminação durante a cirurgia, geralmente a ressecção do intestino é necessária,
sendo feito um reparo da hérnia com tecido primário sem tela. Deve-se evitar o
reparo com tela nesta situação por causa do risco de infecção da tela.
Referências:
SABISTON, D. C. Jr. et al. Tratado de cirurgia: A Base Biológica da Prática Cirúrgica
Moderna. 19. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
BMJ Best Practice. Hérnias inguinais em adultos. Última atualização em 29 jul
2022.
Feedback:
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56ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os cardiomiócitos atriais são estimulados pelo aumento do estiramento atrial para
produzir o peptídeo natriurético atrial (ANP).
A diminuição da reabsorção de sódio do túbulo contorcido distal e do ducto
coletor cortical é um dos efeitos do ANP, que responde ao aumento do estiramento
atrial (por exemplo, na hipertensão ou sobrecarga de volume), aumentando a
natriurese e a diurese no corpo. Além de diminuir a reabsorção de sódio, o ANP
aumenta a excreção de sódio e água por meio do aumento da TFG via dilatação da
arteríola aferente e constrição da arteríola eferente. Por fim, o ANP inibe a secreção
de renina e, portanto, o RAAS. Juntas, essas mudanças trabalham para reduzir o
volume sanguíneo, a pressão arterial e o débito cardíaco.
DISTRATORES:
O aumento da excreção de íons potássio e hidrogênio nos túbulos distais e ductos
coletores do rim, bem como a reabsorção de sódio, são efeitos da aldosterona, e não
do ANP. A aldosterona é estimulada pelo SRAA, aumento do potássio sérico, ACTH,
sistema nervoso simpático e diminuição da pressão arterial média.
O óxido nítrico (NO) resulta em vasodilatação e diminuição da agregação
plaquetária. O NO é produzido por células endoteliais vasculares em resposta a uma
variedade de gatilhos, incluindo lesão vascular e hipóxia. Embora o ANP cause
vasodilatação, não tem efeito sobre a agregação plaquetária.
O aumento da reabsorção de água livre de soluto é um efeito da vasopressina
(ADH), e não do ANP. O ADH atua aumentando a transcrição e inserção de
aquaporinas nos ductos coletores renais. O ADH é secretado se o corpo detectar
aumento da osmolalidade plasmática ou diminuição do volume sanguíneo arterial.
A vasoconstrição sistêmica e a estimulação da sede, assim como a retenção de
sódio e o aumento da reabsorção de água, são estimulados pelo SRAA, e não pelo
ANP. O SRAA é ativado em resposta à diminuição da perfusão glomerular e pelo
sistema nervoso simpático renal e, na verdade, é inibido pelo ANP.
Referência:
HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia.
p.194: Grupo GEN, 2017. 9788595151550. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/. Acesso em: 08
ago. 2022.
Feedback:
--
57ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Elevação inicial de T3 e T4 por destruição folicular, seguida por
hipotireoidismo com aumento do TSH.
Essa opção reflete o curso clínico da tireoidite de Hashimoto, que pode apresentar
um período transitório de tireotoxicose devido à liberação de hormônios tireoidianos
armazenados, seguido de um quadro de hipotireoidismo progressivo conforme a
destruição da glândula se intensifica.
A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune caracterizada pela infiltração
linfocitária da glândula tireoide, resultando na destruição progressiva dos folículos
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tireoidianos. Esse processo leva a uma redução gradual da produção dos hormônios
tireoidianos (T3 e T4) e a um aumento compensatório da secreção do hormônio
tireoestimulante (TSH) pela hipófise.
Nos estágios iniciais da doença, entretanto, pode ocorrer uma fase transitória de
tireotoxicose (chamada de fase de Hashitoxicose). Isso acontece porque a
destruição autoimune das células foliculares libera os hormônios pré-formados na
circulação. Durante essa fase, os níveis de T3 e T4 encontram-se elevados,
enquanto o TSH pode estar reduzido. Contudo, com a progressão da destruição da
glândula, os estoques hormonais se esgotam e o paciente evolui para um quadro de
hipotireoidismo primário, caracterizado por T3 e T4 baixos e TSH elevado.
Essa evolução bifásica é um aspecto crucial na fisiopatologia da tireoidite de
Hashimoto.
"Aumento dos níveis de T3 e T4, com supressão do TSH devido à
hiperatividade glandular."
Por que está incorreta?
Na tireoidite de Hashimoto, o aumento de T3 e T4 observado no início da doença
ocorre pela destruição celular e liberação dos hormônios já armazenados, e não por
hiperatividade glandular. Além disso, esse efeito é transitório, sendo seguido por
uma queda progressiva dos hormônios e um aumento compensatório do TSH,
caracterizando o hipotireoidismo.
"Redução progressiva do TSH, sem alterações nos níveis de T3 e T4, devido
à inflamação crônica da tireoide."
Por que está incorreta?
A tireoidite de Hashimoto leva a um aumento progressivo do TSH devido à
destruição da glândula e consequente queda dos níveis de T3 e T4. O TSH é
estimulado na tentativa de compensar essa deficiência. A redução do TSH só
ocorreria se houvesse um problema hipofisário secundário (hipotireoidismo central),
o que não é o caso da Hashimoto.
"Aumento isolado do T4, sem alteração dos níveis de T3 e TSH,
caracterizando um quadro de hipertireoidismo subclínico."
Por que está incorreta?
Na tireoidite de Hashimoto, não há aumento isolado de T4 sem alteração do TSH.
Durante a fase inicial da doença, tanto T3 quanto T4 podem estar elevados, mas o
TSH estará reduzido. Com a progressão, ocorre o oposto: T3 e T4 caem e o TSH se
eleva. O hipotireoidismo subclínico da tireoidite de Hashimoto se caracteriza por
TSH elevado com hormônios tireoidianosnormais, e não por aumento isolado de T4.
"Oscilação intermitente dos níveis de TSH, T3 e T4 devido à regulação
hipotalâmica instável, sem progressão para hipotireoidismo."
Por que está incorreta?
A tireoidite de Hashimoto não causa oscilações intermitentes dos hormônios
tireoidianos devido a uma regulação hipotalâmica instável. O que ocorre é uma fase
transitória de tireotoxicose pela destruição folicular inicial, seguida por uma queda
sustentada dos níveis de T3 e T4, com aumento compensatório do TSH. Portanto, a
progressão para o hipotireoidismo é a regra, e não um quadro de flutuação
hormonal indefinida.
Referência:
KUMAR, V. Robbins patologia básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. p.
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758-759.
Feedback:
--
58ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O teste de oximetria (teste do coraçãozinho) deve ser realizado rotineiramente em
todos os recém-nascidos (RN) com idade gestacional igual ou maior que 35 semanas
e que se encontram clinicamente bem, assintomáticos, em ambiente de alojamento
conjunto. O teste deve ser feito preferencialmente entre 24 e 48 horas de vida.
Neste caso, o teste do coraçãozinho foi classificado como duvidoso, ou seja, SpO2
entre 90% e 94% ou uma diferença entre as medidas do membro superior direito e o
membro inferior maior ou igual a 4%.
Nesta situação, o teste deve ser realizado novamente após uma hora por até duas
vezes. Caso as medidas de oximetria se mantenham nestes valores mesmo após a
terceira avaliação, o teste será considerado positivo, e o RN deverá ser submetido à
avaliação cardiológica/ecocardiográfica. A realização do reteste nesta situação
mostrou-se importante por reduzir consideravelmente o número de falsos positivo
com o teste. 
Referência:
Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Cardiologia e
Neonatologia. Sistematização do atendimento ao recém-nascido com suspeita ou
diagnóstico de cardiopatia congênita: Manual de Orientação. Nº 4, 11 de agosto
de 2022.
Feedback:
--
59ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Neste caso, a presença de anticorpos IgG indica imunidade passada à rubéola, o
que é benéfico para evitar a infecção durante a gravidez. Não há evidência de
infecção ativa, e a vacinação não é necessária neste momento.
Referência:
ABBAS, Abul K. et al. Imunologia Celular e Molecular. 10 ed. Disponível em:
Minha Biblioteca. s.l.: Grupo GEN, 2023. Acesso em: 3 out. 2023.
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60ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 46 de 95
Resposta comentada:
Resposta correta: Uso de antibióticos baseado em meta-análises e ensaios
clínicos randomizados, com evidência de nível I.
Essa é a mais adequada porque as meta-análises e os ensaios clínicos
randomizados são considerados evidências de nível I, que representam o nível mais
alto de evidência científica na hierarquia de evidências. Essas evidências são
derivadas de estudos rigorosos e bem controlados que fornecem informações
confiáveis sobre a eficácia do tratamento. Portanto, as decisões baseadas nesse
nível de evidência tendem a ser mais robustas e confiáveis.
Referência: 
PEREIRA, Maurício G.; GALVÃO, Taís F.; SILVA, Marcus T. Saúde Baseada em
Evidências. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016. E-book. ISBN 9788527728843.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527728843/.
Acesso em: 01 ago. 2024.
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61ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 47 de 95
Resposta comentada:
A gastropatia erosiva aguda pode ser observada em pacientes com história de dor
epigástrica e hematêmese após o desenvolvimento de sepse. As erosões são mais
superficiais que as úlceras e não se estendem além da camada muscular da
mucosa, ao contrário das úlceras, que atingem a submucosa. A gastropatia erosiva
aguda é caracterizada por isquemia da mucosa decorrente de hipovolemia (ex.:
sepse) e exposição a substâncias nocivas (ex.: tabagismo, uso de cocaína). Ocorrem
hemorragia e perda do epitélio superficial, comprometendo a barreira protetora do
estômago e permitindo penetração do ácido gástrico, que danifica diretamente a
vasculatura. Esse dano agrava a isquemia da mucosa, desencadeando inflamação e
levando à formação das erosões.
A gastrite atrófica metaplásica ambiental (EMAG ou gastrite tipo B) envolve o antro
gástrico e está associada à infecção por H. pylori. Pode se manifestar com dor
epigástrica e hematêmese, mas a endoscopia e a biópsia mostrariam inflamação
crônica com atrofia, perda de glândulas e metaplasia, não múltiplas erosões
superficiais restritas à muscular da mucosa, como neste caso.
A lesão de Dieulafoy é causada por uma artéria submucosa aberrante no estômago
proximal. Pode gerar hematêmese e dor epigástrica, com biópsia mostrando
submucosa intacta. Contudo, trata-se tipicamente de lesão única, localizada ao
longo da curvatura menor, próxima à junção esofagogástrica, visível
endoscopicamente como um vaso submucoso dilatado — o que não corresponde ao
quadro atual.
A úlcera de Cushing resulta de gastrite de estresse em pacientes com lesões
cerebrais, manifestando-se com dor epigástrica e hematêmese. Geralmente é
solitária, profunda e com risco de perfuração, acompanhada de sinais peritoneais.
Além disso, úlceras atingem a submucosa ou além, o que não é compatível com os
achados de biópsia deste paciente com sepse pneumocócica.
A úlcera penetrante é uma úlcera de estresse que atravessa todas as camadas da
parede gástrica até a serosa ou adventícia. Pode causar hematêmese e dor
epigástrica, mas tipicamente se associa a dor intensa e sinais de abdome agudo,
decorrentes do vazamento de ácido para a cavidade peritoneal — manifestações
ausentes neste caso.
Portanto, em um paciente com hematêmese, dor epigástrica e lesões superficiais à
endoscopia após sepse, o diagnóstico mais provável é gastropatia erosiva aguda
como causa do sangramento gastrointestinal.
Referência:
BMJ Best Practice. Gastrite erosiva. Última atualização em 12 de janeiro de 2023.
Feedback:
BMJ Best Practice. Gastrite erosiva. Última atualização em 12 de janeiro de 2023.
62ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 48 de 95
Resposta comentada:
Um exame físico característico e compatível com abdome agudo, pela presença de
íleo paralítico e dor abdominal com sinal de irritação peritoneal, indica a provável
necessidade de resolução cirúrgica. Assim, as alternativas mais prováveis envolvem
a realização de procedimentos terapêuticos, como cirurgia, seja por laparotomia ou
laparoscopia. A CPRE também é um procedimento endoscópico com finalidade
terapêutica, mas essa história clínica não é compatível com doença biliar.
A urolitíase geralmente se apresenta com dor muito intensa em cólica, que pode ser
referida nos pequenos e grandes lábios, escroto ou pênis, e está frequentemente
associada à hematúria. A febre geralmente está ausente.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ocorre em mulheres, geralmente entre 20 e 40
anos. Apresenta-se com sensibilidade nos quadrantes inferiores de ambos os lados,
geralmente até cinco dias após o último período menstrual. Pode haver secreção
purulenta no óstio cervical.
O folículo de Graaf roto (mittelschmerz) ocorre na metade do ciclo menstrual, com
um breve período de dor na parte inferior do abdome, geralmente não associada a
náuseas, vômitos ou febre. A sensibilidade é geralmente difusa e não localizada.
Referências:
BMJ Best Practice. Apendicite Aguda. 04 de junho de 2024. Disponível em:
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/3000123. Acesso em: 26 ago. 2024.
FITZGERALD, J. E.; KHATRI, C. R. Clinical scenarios in surgery: decision making
and operative technique. CRC Press, 2011.
BRUNICARDI, F. C. et al. Schwartz's principles of surgery. McGraw-Hill Education,
2019.
GARRIGA, F. et al. Diagnostic imaging of acute appendicitis in adults: a review. The
British Journal of Radiology, v. 89, n. 1063, p. 20150892, 2016.
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63ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9Página 49 de 95
Resposta comentada:
A progressão clássica de uma infecção por Chlamydia trachomatis não tratada leva
à doença inflamatória pélvica (DIP) e, subsequentemente, à salpingite (inflamação
das trompas de falópio). A salpingite, por sua vez, pode resultar em oclusão tubária
bilateral (obstrução de ambas as trompas), impedindo o encontro do óvulo com o
espermatozoide, o que causa infertilidade. Os dados clínicos apresentados no
cenário (corrimento vaginal recorrente, dor pélvica leve e aderências tubárias) são
altamente sugestivos de sequelas de uma infecção por clamídia não tratada. A
clamídia é uma das principais causas de infertilidade tubária, e a presença de
aderências tubárias reforça essa hipótese.
Análise das outras alternativas: 
1. Infecções bacterianas do trato urinário recorrentes, o que causa
endometrite crônica e anovulação: Embora infecções urinárias possam
causar desconforto, elas geralmente não levam diretamente à endometrite
crônica e anovulação. A endometrite crônica e a anovulação são
geralmente causadas por outros fatores, como desequilíbrios hormonais ou
infecções específicas do trato reprodutivo.
2. Infecções por HPV de alto risco, o que resulta em metaplasia cervical e
alterações no muco cervical: O HPV está principalmente associado a
alterações celulares no colo do útero e ao risco de câncer cervical, não
diretamente à infertilidade. Embora o HPV possa causar alterações no
muco cervical, isso geralmente não impede a fertilização.
3. Disbiose vaginal crônica, o que causa inflamação uterina subclínica e
defeito de implantação: A disbiose vaginal pode causar desconforto e
aumentar o risco de outras infecções, mas geralmente não leva
diretamente à inflamação uterina subclínica ou à falha de implantação. A
falha de implantação é mais comumente associada a fatores uterinos,
embrionários ou imunológicos.
4. Infecções por Herpes simplex tipo 2, o que causa ooforite crônica e falência
ovariana prematura: O herpes genital pode causar dor e desconforto, mas
não está diretamente ligado à ooforite crônica ou à falência ovariana
prematura. A falência ovariana prematura é mais comumente causada por
fatores genéticos, autoimunes ou iatrogênicos. 
Referência:
LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna
de Harrison. 21. ed. Porto Alegre: AMGH, 2024. E-book. p.1445. ISBN
9786558040231. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040231/. Acesso
em: 16 mar. 2025. 
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64ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 50 de 95
Resposta comentada:
O caso descreve uma paciente com doença inflamatória pélvica clássica, e o
diagnóstico é clínico, não sendo necessários exames complementares.
O diagnóstico diferencial envolve doenças como, por exemplo, gestação ectópica e
apendicite. É necessária a dosagem de beta-hCG para confirmação ou exclusão de
gravidez ectópica. Porém, mesmo frente a este diagnóstico, a conduta inicial não é
retirar o DIU. Não é recomendado realizar laparoscopia apenas para confirmar
diagnóstico de apendicite ou gravidez ectópica.
O tratamento da DIP sem complicações clínicas é ambulatorial e não requer
internação para antibioticoterapia venosa. Os critérios para internação são: febre,
piora clínica mesmo após início do tratamento adequado, presença de abscesso
tubo-ovariano ou intolerância ao uso do antibiótico por via oral.
Referências:
https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-
content/uploads/2020/08/pcdt_ist_final_revisado_020420.pdf
Protocolo brasileiro para infecções sexualmente transmissíveis 2020: doença
inflamatória pélvica. Epidemiol. Serv. Brasília, 30 (esp1), 2021.
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65ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 51 de 95
Resposta comentada:
Pelo quadro clínico, trata-se de uma crupe viral, caracterizada pelo quadro febril
leve, sintomas de vias aéreas superiores e estridor inspiratório e rouquidão, o que
caracteriza a laringite. Diante disso, a conduta mais correta é o uso de
dexametasona em dose única, pois há ação prolongada de 48 horas associada à
epinefrina inalatória que promove rápida ação. A prednisona não deve ser usada em
dose única e não há necessidade do uso de antimicrobianos. A budesonida inalatória
tem efeito semelhante à dexametasona, mas não há uma alternativa, das citadas,
com seu uso correto. A opção correta é, portanto: Dexametasona em dose única +
nebulização com epinefrina.
Salbutamol 4 jatos a cada 20 minutos. – Incorreta.
O salbutamol é broncodilatador usado em crises de asma e broncoespasmo, mas
não tem efeito sobre a obstrução subglótica do crupe.
Nebulização com epinefrina e dexametasona em dose única.– Correta.
O tratamento do crupe moderado a grave deve incluir dexametasona em dose
única e nebulização com epinefrina, que reduz o edema subglótico e melhora
rapidamente o estridor. É a conduta preconizada.
Prednisona em dose única e azitromicina oral.– Incorreta.
Não está indicada associar antibiótico (azitromicina), já que se trata de etiologia
viral.
Dexametasona em dose única e amoxicilina oral. – Incorreta.
Dexametasona está correta, mas a associação de antibiótico (amoxicilina) não é
indicada.
Azitromicina oral e nebulização com budesonida.– Incorreta.
Azitromicina não tem indicação. Nebulização com budesonida pode ser usada em
casos leves ou como adjuvante, mas não substitui a epinefrina, que é essencial no
quadro com estridor em repouso.
Referências:
RODRIGUES, Joaquim C. Doenças respiratórias. 3. ed. Barueri-SP: Editora Manole,
2019. (Coleção Pediatria).
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.105. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 26
ago. 2025.
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66ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 52 de 95
Resposta comentada:
A paciente apresenta ascite e história prévia de etilismo. Além disso, tem
hipoalbuminemia.
A hipoalbuminemia provocada pela deficiente síntese de albumina reduz a
pressão oncótica do plasma e concorre para a formação do edema.
Referências:
COELHO, Eduardo Barbosa. Mecanismos de formação de edemas. Medicina
(Ribeirão Preto), v. 37, n. 3/4, p. 189-198, 2004.
DA SILVA, LEONARDO SOARES. MANEJO PRÁTICO DA ASCITE.
BRITO, Ana Paula Santos Oliveira et al. Manejo da Ascite: revisão sistemática da
literatura. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 1, p. 3022-3031, 2022.
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67ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Antes da implementação do SUS, o Brasil tinha um sistema fragmentado de saúde.
Durante o período da Ditadura Militar, a política de saúde era mais orientada para
hospitais, com foco em curas, e não em prevenção. Muitos cidadãos não tinham
acesso aos serviços de saúde, a menos que estivessem contribuindo para a
Previdência Social. Em resumo, o acesso era restrito a determinados grupos,
principalmente trabalhadores formais. A criação do SUS, em 1988, com a nova
Constituição Federal, foi resultado de intensas mobilizações sociais que buscavam
reformas no sistema de saúde. O SUS foi concebido como um sistema de saúde
universal, que deveria garantir atendimento integral e gratuito a todos os
brasileiros, independentemente de sua condição socioeconômica. Seus princípios
incluem universalidade, integralidade e equidade. A criação do Sistema Único de
Saúde (SUS) representou uma grande mudança na política de saúde brasileira,
visando à universalização do acesso e à integralidade da atenção à saúde,
destacando acertadamente a evolução da política de saúde no Brasil, sublinhando a
transformação de um sistema fragmentado e exclusivo para um sistema de saúde,
buscando universalidade e integralidade.
Referência:
SOLHA, Raphaela Karla Toledo. Sistema Único de Saúde — Componentes,
Diretrizes e Políticas Públicas. Érica Saraiva, 2014. [Minha Biblioteca]. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788536513232/pageid/3.
Acessoem: 18 out. 2023.
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68ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 53 de 95
Resposta comentada:
Trichophyton rubrum. (ALTERNATIVA CORRETA)
Trichophyton rubrum é um dos principais fungos causadores de dermatofitoses. As
lesões descritas na questão — anulares, com centro claro e margens eritematosas e
descamativas — são características das infecções por Trichophyton.
Sporothrix schenckii. (ALTERNATIVA INCORRETA)
O fungo dimórfico Sporothrix schenckii é responsável por micoses subcutâneas, e
não por dermatofitoses. As lesões são distintas das apresentadas pelo paciente:
iniciam-se como um pequeno nódulo que pode ulcerar, e, após cerca de duas
semanas, surgem nódulos linfáticos secundários dispostos em cadeia linear
subcutânea indolor, que se estende proximalmente ao longo da drenagem linfática
da lesão primária.
Candida albicans. (ALTERNATIVA INCORRETA)
Candida albicans pode causar diversas infecções cutâneas, porém o quadro clínico
da candidíase cutânea é diferente das dermatofitoses, não apresentando o padrão
típico descrito.
Paracoccidioides brasiliensis. (ALTERNATIVA INCORRETA)
Paracoccidioides brasiliensis é o agente de uma micose sistêmica, geralmente com
manifestações respiratórias como tosse persistente, escarro purulento, dor torácica,
perda de peso, dispneia e febre. A doença tem evolução lenta, com lesões
pulmonares nodulares, infiltrativas, fibróticas e cavitárias. Como o paciente não
apresenta sintomas respiratórios, essa hipótese diagnóstica pode ser descartada.
Histoplasma capsulatum. (ALTERNATIVA INCORRETA)
Histoplasma capsulatum causa histoplasmose, uma micose sistêmica endêmica em
várias regiões do mundo, que inicialmente acomete os pulmões. Não está associada
às dermatofitoses. Além disso, o paciente não apresenta sintomas respiratórios, o
que afasta essa possibilidade.
Referências:
MURRAY, P. R.; ROSENTHAL, K. S.; PFALLER, M. A. Microbiologia médica. 9. ed. Rio
de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2022.
KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran patologia: bases
patológicas das doenças. 10. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2023.
E-book. p. 1219.
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69ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 54 de 95
Resposta comentada:
Na orquite/epididimite, o quadro clıńico tem inıćio arrastado, e as alteracõ̧es do
escroto podem ser precedidas por sintomas urinários, o que não foi o caso do
paciente. Encontra‐se dor, eritema e edema no lado afetado. O epidıd́imo e, muitas
vezes, também o testıćulo estão dolorosos e aumentados de volume pelo processo
inflamatório. Não é raro, na evolucã̧o do processo, ocorrer hidrocele reacional. Ao
exame, melhora a dor com a elevação manual do testículo (sinal de Prehn positivo).
O tumor de testículo teria quadro mais arrastado.
A hérnia inguinal encarcerada teria manifestação inguinal e não testicular.
Edema escrotal idiopático apresenta-se como processo escrotal agudo, inflamatório,
na maior parte das vezes em crianca̧s menores. Cursa com edema e hiperemia da
bolsa, eventualmente prurido, que não tinha no caso descrito, que pode atingir o
perıńeo e a região inguinal.
A torcã̧o testicular tem dor aguda na região escrotal, normalmente unilateral,
seguido de aumento de volume, edema e hiperemia nessa região. Dor abdominal e
vômitos podem estar presentes. Relato de trauma escrotal ou de exercıćio fıśico
vigoroso podem preceder uma torcã̧o testicular. A gravidade da torcã̧o define a
intensidade do comprometimento vascular. 4 a 8 horas de torcã̧o podem levar a
grave dano isquêmico, com repercussão permanente para a morfologia testicular e
para a espermatogênese. Após 12 horas, poucos testıćulos podem ser salvos.
Portanto, o caso deve ser conduzido como urgência, sem perıódos de observacã̧o
para avaliacã̧o posterior. Diante da suspeita de torcã̧o, a cirurgia deve ser indicada
imediatamente.
Referência:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
set. 2025.
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70ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 55 de 95
Resposta comentada:
A coreia de Sydenham pode ser considerada, em populações de alto risco, um
critério diagnóstico único. Habitualmente, o quadro apresenta resolução completa e
sem sequelas. É considerada uma manifestação tardia, já que, frequentemente, o
período de latência pode ser mais longo do que o das manifestações precedentes,
variando entre 1 e 6 meses. Pode se apresentar no diagnóstico como uma síndrome
hipotônica e hipercinética, sendo a única manifestação da doença (um único sinal
maior). Além disso, os exames laboratoriais que indicariam a presença de atividade
inflamatória e/ou evidência de infecção estreptocócica prévia já costumam estar
negativos.
Uma característica importante da artrite da febre reumática é a rápida resposta aos
anti-inflamatórios não hormonais (AINH), que cessam a dor em 24 horas e, em 2–3
dias, controlam as demais reações inflamatórias.
A ASLO é um marcador sorológico de infecção prévia por Streptococcus pyogenes e
auxilia no diagnóstico, mas não é um critério maior de Jones. A alfa-1-glicoproteína
ácida é um reagente de fase aguda, assim como VHS e PCR, indicando inflamação,
mas também não faz parte dos critérios de Jones.
Segundo os critérios de Jones, o diagnóstico de febre reumática requer a
comprovação laboratorial de uma infecção estreptocócica prévia (ou seja, esse é
um critério obrigatório, mas não um critério maior). Isso pode ser feito por meio de
cultura de orofaringe positiva para Streptococcus pyogenes, teste rápido para
detecção de antígeno estreptocócico ou pela presença de títulos elevados de
anticorpos antiestreptocócicos, como a antiestreptolisina O (ASLO).
A cardite, uma grave complicação, pode surgir isoladamente ou associada a outros
critérios maiores. Costuma ser diagnosticada nas três primeiras semanas da fase
aguda, e sua principal característica diagnóstica é o envolvimento endocárdico,
evidenciado pela presença de sopro audível em 40–50% dos pacientes. As válvulas
mais acometidas são a mitral e a aórtica. Durante o surto agudo, a lesão é de
insuficiência mitral; no estágio crônico, evolui para estenose.
Na presença de febre reumática com cardite prévia (insuficiência mitral leve
residual ou resolução da lesão valvar), a profilaxia deve ser realizada até os 25 anos
ou por 10 anos após o último surto, prevalecendo o que cobrir o maior período.
Referência:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p. v2-120. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
set. 2025.
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71ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 56 de 95
Resposta comentada:
Justificativas:
Prescrever hidratação e medicação oral com anti-histamínico e
corticoide, com seguimento ambulatorial em curto prazo.
Incorreta. O quadro não corresponde a reação alérgica, e corticoides não
são a primeira linha. A abordagem ambulatorial não é adequada em
glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica.
Realizar biópsia renal como exame inicial para confirmar o
diagnóstico antes de definir a conduta terapêutica. Incorreta. A
biópsia renal não é necessária na apresentação clássica de
glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE), que é diagnosticada
clinicamente e laboratorialmente.
Iniciar antibioticoterapia venosa com ampicilia por 48 horas,
seguida de alta hospitalar com antibioticoterapia oral. Incorreta. O
foco infeccioso já foi tratado há 2 semanas; antibiótico não é indicado neste
momento, pois a GNPE ocorre por mecanismo imunológico.
Estabelecer balanço hídrico rigoroso, restrição hídrica e de sódio,
uso de diuréticos, anti-hipertensivos se necessário e monitorização
da função renal. Correta. O tratamentoda GNPE é de suporte, com
controle da sobrecarga volêmica e da hipertensão. Inclui balanço hídrico,
restrição de sal e líquidos, diuréticos e anti-hipertensivos, além de
monitorização da função renal.
Internar em unidade de terapia intensiva com monitorização
contínua e iniciar drogas imunossupressoras como tratamento de
escolha. Incorreta. Não há indicação de imunossupressores na GNPE. A
internação em CTI é reservada apenas para casos graves com
complicações, não sendo rotina.
Referência: 
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set. 2025.
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72ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 57 de 95
Resposta comentada:
Administrar antibióticos intravenosos durante o trabalho de parto é a conduta
recomendada para gestantes com cultura positiva para Streptococcus do grupo B,
visando prevenir a transmissão vertical do GBS ao neonato, que pode causar
infecções graves como meningite, sepse e pneumonia neonatal. A profilaxia
antibiótica intraparto é eficaz na redução da transmissão e das consequências
associadas à infecção por GBS.
Iniciar tratamento imediato com antibióticos orais não é recomendado para a
prevenção da transmissão vertical do GBS, pois a administração deve ser feita
intravenosamente durante o trabalho de parto para ser eficaz.
Aguardar e repetir a cultura de GBS na 39ª semana de gestação não é indicado, pois
o tratamento é baseado no resultado positivo para GBS próximo ao termo,
independentemente de uma cultura posterior.
Não iniciar tratamento na ausência de sintomas não é uma conduta adequada, pois
a profilaxia intraparto visa prevenir complicações no neonato e não está relacionada
à presença de sintomas na gestante.
Realizar cesariana profilática para evitar a transmissão vertical do GBS não é
indicado somente pelo diagnóstico de colonização por GBS, sendo a profilaxia
antibiótica a medida de escolha.
Referências:
MONTENEGRO, C. A.; REZENDE FILHO, J. Rezende obstetrícia fundamental. 14
ed. [s.l.]: [s.d.].
VERANI, J. R.; MCGEE, L.; SCHRAG, S. J. Prevention of perinatal group B streptococcal
disease revised guidelines from CDC, 2010. MMWR. Recommendations and
Reports, 59(RR-10), 1-36.
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73ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 58 de 95
Resposta comentada:
Alternativa correta: “A conduta da equipe foi inadequada, pois o consentimento
informado deve ser formalizado por escrito no prontuário médico, registrando-se de
forma detalhada os riscos, benefícios e alternativas terapêuticas”.
Os princípios da bioética e as normas legais determinam que o consentimento
informado deve ser documentado por escrito no prontuário médico, garantindo
transparência, segurança jurídica e proteção dos direitos do paciente.
Distratores:
Alternativas Incorretas
"A conduta da equipe foi adequada, pois o consentimento
informado pode ser considerado válido quando prestado de forma
verbal, sem registro no prontuário, desde que o paciente seja
completamente esclarecido."
Embora a explicação verbal seja fundamental para esclarecer o
paciente, o consentimento informado exige formalização por
escrito. A ausência de registro contraria os preceitos éticos e
legais que asseguram a validade do processo.
"A conduta adotada foi ética, pois a explicação completa realizada
ao paciente supre a necessidade de um registro formal, garantindo
a autonomia do mesmo."
Ainda que a explicação tenha sido completa, sem registro
formal não há comprovação de que o paciente foi devidamente
informado. Isso compromete a segurança do processo e a
garantia da autonomia.
"A conduta foi aceitável, pois o consentimento informado verbal é
suficiente em procedimentos eletivos, dispensando a
obrigatoriedade de documentação escrita no prontuário."
Mesmo em procedimentos eletivos, o consentimento informado
deve ser documentado por escrito, assegurando clareza,
validade jurídica e respaldo ético. A dispensa do registro não se
justifica.
"A conduta foi adequada, já que realizar a explicação do
procedimento quando o paciente entra no bloco cirúrgico permite
tempo suficiente para reflexão e assinatura do documento formal,
não comprometendo o processo do consentimento informado."
A explicação fornecida apenas na entrada do bloco cirúrgico não
garante tempo hábil para reflexão e não atende à exigência
legal de registro prévio e formalizado. Tal prática torna o
consentimento inadequado.
Referência:
RECOMENDAÇÃO CFM Nº 1/2016 Dispõe sobre o processo de obtenção de
consentimento livre e esclarecido na assistência médica. Disponível em:
https://portal.cfm.org.br/images/Recomendacoes/1_2016.pdf. Acesso em: 27 fev.
2025.
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74ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Analisando as alternativas:
• Tireoidite de Hashimoto / iniciar levotiroxina
Incorreta: Tireidoidite de Hashimoto: hipotireoidismo (TSH alta e T4L baixo), anti-
TPO e/ou anti-tireoglobulina positivo. 
• Hipertireoidismo / iniciar levotiroxina
Incorreta: Levotiroxina é a medicação utilizada no tratamento do hipotireoidismo.
• Hipertireoidismo / iniciar anti-inflamatórios
Incorreta: Não se utiliza anti-inflamatórios no tratamento do hipertireoidismo. 
• Tireoidite de Hashimoto / iniciar corticoterapia
Incorreta: A paciente encontra-se com hipertireoidismo e não se utiliza corticoide
no tratamento do hipotireoidismo. 
• Hipertireoidismo / iniciar metimazol.
Correta: A paciente apresenta hipertireoidismo por Doença de Draves (TRAb
postivo), e o tratamento de escolha é o metimazol. 
Referência:
VILAR, L. Endocrinologia clínica. 8 ed. Villagelin, Cooper, Burch JCEM 2024. Azizi,
Thyroid 2019.
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75ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A terapia oral de reidratação (SOR) é geralmente a primeira linha de tratamento
para crianças com desidratação leve a moderada, plano B, devido à diarreia e
vômitos. O SOR contém uma mistura equilibrada de água, eletrólitos e glicose para
reidratar o corpo e repor os nutrientes perdidos. A criança pode receber o SOR em
pequenas quantidades, com frequência, para evitar a desidratação e melhorar o
estado clínico. As outras opções não são as abordagens recomendadas para tratar
desidratação moderada. O uso de antidiarreicos não é indicado em crianças com
diarreia aguda, e a prescrição de antibióticos não é necessária para a maioria dos
casos de diarreia viral. A recomendação de dieta normal pode ser arriscada, pois a
criança pode não conseguir reter alimentos devido aos vômitos. Prescrever um
probiótico pode ser benéfico, mas a prioridade é a reidratação adequada com SOR.
A administração do SOR em uma unidade de atendimento é importante para
garantir que a criança receba a quantidade adequada e seja monitorada quanto à
melhora do estado de hidratação.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Manejo do Paciente com Diarreia [cartaz].
Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-
br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-diarreicas-agudas/manejo-do-
paciente-com-diarreia-avaliacao-do-estado-do-paciente.
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76ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Segundo o Código de Ética Médica de 2018, Art. 83:
“É vedado ao médico:
Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não
tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como
plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal.”
Ademais, segundo Resolução CFM nº 1.779/2005:
“Art. 2º Os médicos, quando do preenchimento da Declaração de Óbito, obedecerão
as seguintes normas:
1) Morte natural:
1. Morte sem assistência médica:
a) Nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos (SVO):
A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do SVO;
b)Nas localidades sem SVO:
A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de
saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento; na sua ausência, por qualquer
médico da localidade.
2) Morte com assistência médica:
a) A Declaração de Óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo médico
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que vinha prestando assistência ao paciente.
b) A Declaração de Óbito do paciente internado sob regime hospitalar deverá ser
fornecida pelo médico assistente e, na sua falta, por médico substituto pertencente
à instituição.
c) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime ambulatorial
deverá ser fornecida por médico designado pela instituição que prestava
assistência, ou pelo SVO.
d) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar
(Programa Saúde da Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida
pelo médico pertencente ao programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou
pelo SVO, caso o médico não consiga correlacionar o óbito com o quadro clínico
concernente ao acompanhamento do paciente.”
Não é correto “explicar à filha do paciente que a declaração deve ser preenchida
pelo Serviço de Verificação de Óbito”, pois o médico da Atenção Primária deve fazer
a visita domiciliar para constatar o óbito. Apenas quando não é possível
correlacionar o óbito com o quadro clínico prévio do paciente é que o SVO deve ser
acionado. 
Referências:
Código de ética médica. Resolução nº 2,217/2018. Brasília: Tabloide, 2018.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM - Brasil).
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.779/2005. RESOLUÇÃO CFM n.º 1.779, 11 de novembro
de 2005 Publicada no DOU, 5 dez. 2005, Seção 1, p.
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77ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O contato pele a pele é indicado apenas para recém-nascidos com boa vitalidade.
Neste caso, o bebê apresenta bradicardia grave (FCarticular.
Essa conduta está de acordo com diretrizes internacionais, como as da
EULAR (European League Against Rheumatism) e do ACR (American
College of Rheumatology).
Alternativas incorretas:
Iniciar corticoides sistêmicos em altas doses para controle da inflamação
articular e das lesões cutâneas, além de fisioterapia.
Corticoides sistêmicos não são recomendados na artrite psoriática, pois
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sua retirada pode desencadear exacerbação da psoríase cutânea.
A fisioterapia é importante para preservar a mobilidade articular, mas não
substitui a terapia medicamentosa adequada.
Indicar metotrexato de imediato, sem uso prévio de AINEs, pois é o
tratamento de escolha para todos os pacientes.
O metotrexato, DMARD sintético convencional, é indicado em casos com
envolvimento poliarticular ou doença mais grave.
Nos casos iniciais e leves, os AINEs podem controlar sintomas,
postergando ou até evitando a introdução precoce de DMARDs.
Orientar apenas medidas não farmacológicas (fisioterapia e atividade
física regular), reservando tratamento medicamentoso para casos com
deformidades.
Medidas não farmacológicas são fundamentais, mas não substituem a
terapia medicamentosa, que previne progressão da doença.
O atraso no tratamento pode gerar dano articular irreversível e prejuízo
na qualidade de vida.
Solicitar exames laboratoriais e de imagem, adiando qualquer tratamento
até confirmação por biópsia sinovial.
O diagnóstico da artrite psoriática é clínico, baseado em critérios como os
CASPAR.
Exames complementares são auxiliares, mas não obrigatórios para iniciar o
tratamento.
Biópsia sinovial não é indicada rotineiramente e raramente é
necessária.
Referências:
Gossec L, Smolen JS, Ramiro S, et al. EULAR recommendations for the management
of psoriatic arthritis with pharmacological therapies: 2019 update. Annals of the
Rheumatic Diseases. 2020;79(6):700-712. DOI: 10.1136/annrheumdis-2020-
217159
American College of Rheumatology (ACR) & National Psoriasis Foundation (NPF).
2018 Guidelines for the treatment of psoriatic arthritis. 
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82ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A síndrome HELLP caracteriza-se por intensa lesão epitelial, responsável por
microangiopatia trombótica com hemólise, ativação do sistema de coagulação,
consumo de plaquetas e comprometimento hepático. É importante salientar que
todas as gestantes com idade gestacional acima de 20 semanas que procuram
assistência médica com queixa de dor epigástrica e/ou no hipocôndrio direito,
associada ou não a vômitos, devem ser elegíveis para síndrome HELLP e precisam
ser investigadas. Nos casos de HELLP com idade gestacional a partir de 34
semanas, é indicada a resolução da gestação, além do quadro clínico grave indicar a
interrupção da gestação, não sendo indicado corticoide acima de 34 semanas.
 
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento
de Ações Programáticas. Manual de gestação de alto risco / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas.
Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
KORKES, H. A. et al. (Org.). Síndromes hipertensivas na gestação e suas
complicações a longo prazo. São Paulo: EDUC, 2023.
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83ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Mola hidatiforme completa é o diagnóstico diferencial mais provável, dada a
combinação de sangramento vaginal irregular, níveis anormalmente elevados de β-
hCG e aumento uterino desproporcional para a idade gestacional presumida. A mola
hidatiforme completa é uma forma de doença trofoblástica gestacional resultante
de uma fertilização anormal, levando ao crescimento de tecido trofoblástico
anormal e ausência de desenvolvimento fetal normal.
Gravidez ectópica se manifesta tipicamente com dor abdominal aguda e
sangramento, e o tamanho uterino geralmente não está aumentado
significativamente, pois o embrião se desenvolve fora do útero.
Aborto espontâneo incompleto pode apresentar sangramento e dor, mas os níveis
de β-hCG começam geralmente a diminuir após o início do sangramento, diferindo
do aumento anormalmente elevado associado à mola hidatiforme.
Corioamnionite é uma infecção bacteriana do âmnio e córion, associada a febre, dor
abdominal e sensibilidade uterina, frequentemente no contexto de ruptura
prematura de membranas, não se aplicando ao caso.
Gravidez molar parcial poderia ser considerada, mas a descrição sugere mais
fortemente uma mola hidatiforme completa devido ao aumento desproporcional do
tamanho uterino e níveis muito elevados de β-hCG.
Referências:
MONTENEGRO, C. A. B; REZENDE FILHO, J. Rezende Obstetrícia Fundamental. 
14 ed. [s.l.]: [s.d.].
Berkowitz, R. S., & Goldstein, D. P. Clinical practice. Molar pregnancy. The New
England Journal of Medicine, 368(17), 1639-1645. 2013. Disponível:
https://doi.org/10.1056/NEJMcp1208128. Acesso em: 29 mar. 2024.
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84ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O SUS é um sistema de saúde descentralizado no Brasil, o que significa que os
recursos financeiros para o sistema vêm de diferentes níveis de governo (federal,
estadual e municipal). Isso requer a coordenação e cooperação entre essas esferas
para garantir uma gestão eficiente e equitativa do sistema de saúde.
Referência:
SOLHA, Raphaela Karla de T. Sistema Único de Saúde: Componentes, Diretrizes e
Políticas Públicas. Editora Saraiva, 2014. E-book. ISBN 9788536513232. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536513232/. Acesso em:
27 ago. 2023.
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85ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A resposta correta é: Solicitar radiografia do tornozelo, pois a dor sobre o maléolo
lateral e a dificuldade em apoiar o pé indicam alto risco de fratura. Os Critérios de
Ottawa para tornozelo determinam a necessidade de radiografia em casos de
trauma de tornozelo (Stiell et al., 1994). A radiografia está indicada se houver: dor
óssea no maléolo lateral ou medial; e incapacidade de apoiar o peso imediatamente
após o trauma e no pronto-atendimento (não conseguir dar 4 passos) (Gianini et al.,
2020).
No caso descrito, o paciente apresenta dor sobre o maléolo lateral e dificuldade
para apoiar o pé, o que justifica a solicitação de radiografia para descartar fratura.
A alternativa “Liberar o paciente sem necessidade de exames, pois ele consegue
mover ativamente o tornozelo, o que exclui fratura.” é incorreta, pois o paciente não
consegue apoiar o pé, o que indica necessidade de exame de imagem.
A alternativa "Prescrever anti-inflamatórios e gelo, recomendando retorno apenas se
a dor persistir após 48 horas." está incorreta, pois aguardar 48 horas sem exame de
imagem pode atrasar o diagnóstico de uma fratura e a dor óssea no maléolo lateral
e a incapacidade de carga indicam necessidade imediata de radiografia.
A alternativa "Solicitar ressonância magnética imediatamente para avaliação
detalhada das estruturas ligamentares." encontra-se equivocada, pois a ressonância
magnética não é o exame de escolha inicial. A radiografia é o primeiro exame a ser
solicitado (Gianini et al, 2020). A ressonância só deve ser feita em caso de suspeita
de lesão ligamentar grave ou fraturas ocultas após radiografia negativa.
A alternativa "Realizar imobilização e manter o paciente em repouso absoluto por
sete dias antes de decidir sobre exames de imagem." está incorreta, pois imobilizar
sem avaliação por radiografia pode ser prejudicial. Se houver fratura, a conduta
pode exigir tratamento cirúrgico ou imobilização mais longa. A decisão sobre
imobilização deve ser baseada no exame de imagem.
Para responder adequadamente a essa questão, é necessário entender os critérios
de Ottawa para tornozelo, que são usados para determinar a necessidade de
exames de imagem em casos de trauma no tornozelo.A habilidade essencial
envolve reconhecer os sinais e sintomas clínicos típicos de lesões no tornozelo,
como dor, edema e hematoma, além de compreender a importância de realizar uma
avaliação minuciosa para identificar possíveis fraturas. A avaliação clínica do
paciente, que inclui a localização da dor e a presença de limitações de movimento,
é crucial para decidir se exames como a radiografia são necessários. O
conhecimento das indicações dos critérios de Ottawa, que incluem dor em áreas
específicas do tornozelo (como o maléolo medial e lateral), dor nas extremidades da
fíbula, incapacidade de apoiar o peso sobre o pé e limitações nos movimentos,
permite que a conduta terapêutica seja tomada com base no risco de fraturas.
Assim, a habilidade de interpretar esses sinais e aplicar corretamente os critérios
para a solicitação de exames de imagem é fundamental para a tomada de decisão
sobre o manejo clínico desse tipo de lesão.
Referências:
GIANINI, Reinaldo José et al. SOS ORTOPEDIA. 2. ed. - Barueri [SP]: Manole, 2020.
E-book. ISBN 9788520460696. Disponível em: 
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555760231/epubcfi/6/8[
%3Bvnd.vst.idref%3Dcopyright]!/4/2/40/1:18[Ltd%2Ca.].
STIELL, I. G. et al. Implementation of the Ottawa Ankle Rules. JAMA, v. 271, n. 11, p.
827-832, 1994.
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86ª QUESTÃO
Resposta comentada:
I. O p-valor no gráfico indica que não há diferença estatisticamente significativa na
incidência de dengue entre os dois bairros ao longo do tempo. (CORRETO, visto que
para ser significativo o valor de p deveria serHUNGER, S. P. et al. Childhood Acute Lymphoblastic
Leukemia: 2023 Update on Diagnosis, Risk Stratification, and Treatment.
The Lancet Oncology, v. 24, n. 3, p. e113–e128, 2023.
SANTOS, M. O.; REGO, E. M. Diagnóstico diferencial das leucemias agudas na
infância. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia , v. 45, n. 2, p. 105-116,
2023.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri:
Manole, 2024. E-book. v. 2, p. 307. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
ago. 2025.
Feedback:
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91ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
As afirmativas I, II, IV e V estão corretas, pois a glicose é armazenada no fígado na
forma de glicogênio, que normaliza os níveis de glicemia no sangue, e a insulina
reduz a glicemia sanguínea por promover a entrada da glicose na célula, e a
gliconeogênese é um processo de regulação da glicemia por converter o lactato,
piruvato, glicerol e aminoácidos em glicose.
Referências:
HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall – Tratado de Fisiologia Médica.
Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158696. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158696/. Acesso em: 3
out. 2023.
BARREIROS, André Luís Bacelar Silva; BARREIROS, Marizeth Libório. Metabolismo
de Carboidratos. [s.l.], 2016.
Feedback:
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92ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A paciente apresentou até a quinta hora do registro uma discinesia uterina,
caracterizada por contrações ineficazes (somente 2 contrações por hora). Nessa
paciente, tentou-se corrigir a discinesia com a aplicação de ocitocina. As contrações
melhoraram, porém a paciente evoluiu com a parada de progressão fetal ou parada
de dilatação, por provável distocia de trajeto (pelve) ou distocia de objeto (feto),
ultrapassando a linha de atenção e de alerta e evoluindo com sofrimento fetal. Será
necessário realizar uma cesariana.
A taquissistolia é caracterizada por contrações uterinas muito frequentes (mais de 5
contrações em 10 minutos), o que não corresponde à descrição da questão.
Referência:
CUNNINGHAM, F. Gary et al. Obstetrícia de Williams. 26. ed. New York: McGraw
Hill, 2022.
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93ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O caso descrito tem como hipótese mais provável a cetoacidose diabética, pois se
trata de uma paciente jovem com quadro típico de diabetes tipo 1, com
descompensação aguda, desidratada e padrão respiratório sugestivo de acidose
(padrão de Kusmaull). Entretanto, não se pode afirmar ao exame físico, pois é
necessária a confirmação do valor da glicemia e da comprovação de cetonas na
urina ou no sangue com a realização de gasometria para avaliar a acidose.
Referência:
BRAUWALD, F.; KASPER, H.; LONGO, J. Harrison Medicina Interna. v. 1 e 2, 17. ed.
Mc Graw Hill: [s.l], 2008. 
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Feedback:
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94ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Íleo biliar é uma obstrução mecânica causada pela impactação de cálculos biliares
no trato gastrointestinal, secundário à formação de fístula biliodigestiva
(colecistoduodenal a mais frequente). O íleo biliar advém de episódios repetidos de
colecistite, com processo inflamatório levando à formação de aderências entre a
vesícula biliar e o tubo digestivo; isso pode levar a isquemia, necrose, formação da
fístula e trajeto por onde passam os cálculos.
O quadro clínico normalmente é típico de uma obstrução intestinal, mas vai saltar
aos olhos a aerobilia, e possibilidade de ter ponto de “stop” no íleo terminal (pode
inclusive visualizar o cálculo biliar nessa região). Tríade de Rigler: cálculos
radiopacos, aerobilia e distensão de alças intestinais.
O tratamento é basicamente cirúrgico, com a laparotomia exploradora e
enterotomia para extração do cálculo, por vezes pode ser necessário a enterectomia
segmentar (sofrimento da alça na região do cálculo). E a colecistectomia é possível
no mesmo momento, mas algumas vezes pela condição clínica do paciente,
precisamos postergar e realizar de forma eletiva.
Referência:
Sabiston. Tratado de Cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 20 Ed.
Saunders. Elsevier. 2016.
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95ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os achados clínicos de dor abdominal aguda no quadrante inferior esquerdo,
associada a febre, a náuseas e a sensibilidade à palpação localizada, são altamente
sugestivos de diverticulite, especialmente quando combinados com a presença de
sangue nas fezes.
A diverticulite é uma complicação comum da diverticulose, em que os divertículos,
pequenas bolsas na parede do cólon, se inflamam ou infectam. A apresentação
clínica típica inclui dor abdominal localizada, febre, náuseas e alterações no hábito
intestinal, como constipação ou diarreia, muitas vezes com sangue nas fezes. A
sensibilidade à palpação no quadrante afetado é comum. Esses achados são
característicos de um quadro de abdome agudo inflamatório de origem colônica,
apontando fortemente para diverticulite como o diagnóstico mais provável.
As outras opções de resposta podem ser descartadas com base nos achados clínicos
específicos do paciente. A apendicite aguda geralmente causa dor no quadrante
inferior direito, não esquerdo. A colecistite aguda é mais comumente associada à
dor no quadrante superior direito, enquanto a pancreatite aguda apresenta uma dor
epigástrica intensa irradiando para as costas. Uma úlcera péptica perfurada pode
causar dor abdominal súbita e intensa, mas geralmente não está associada a
sangramento nas fezes.
Portanto, a diverticulite é a resposta mais apropriada com base nos achados clínicos
apresentados.
Esta questão enfatiza a importância de reconhecer os sinais e os sintomas
característicos da diverticulite para um diagnóstico preciso e um tratamento
oportuno.
Referência:
TOWNSEND, C. M. et al. Sabiston Textbook of Surgery: The Biological Basis of
Modern Surgical Practice. 19th ed. Cap. 52, p. 1378/1379.
Feedback:
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96ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Afirmativa I está correta porque a coleta de evidências forenses deve ser realizada
com o consentimento informado da paciente, em respeito à sua autonomia.
Afirmativa II está incorreta porque, embora a violência sexual seja um crime que
geralmente requer notificação. A vontade da paciente deve ser respeitada
inicialmente, a menos que a lei local especificamente exija notificação imediata sem
consentimento.
Afirmativa III está correta, pois a abordagem inicial deve incluir apoio psicológico e
encaminhamento para serviços de assistência social para ajudar a paciente a lidar
com o trauma.
Afirmativa IV está correta porque a profilaxia para ISTs e contracepção de
emergência são partes essenciais do manejo inicial e devem ser discutidas com a
paciente.
Afirmativa V está incorreta na generalização feita sobre a quebra de sigilo, que deve
ser considerada cuidadosamente e geralmente exige consentimento da paciente,
exceto em circunstâncias específicas de risco de vida iminente.
Referência: 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for medico-legal care for victims
of sexual violence. Geneva: WHO, 2003. Disponível em:
https://www.who.int/publications/i/item/924154628X. Acesso em: 09 jul. 2024.
Feedback:
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97ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O paciente apresenta um quadro sugestivo de LMA, caracterizado por sintomas de
anemia (fadiga e palidez), trombocitopenia (sangramento gengival e equimoses) e
leucocitose com presença de blastos. A presença de alterações na coagulação e
diminuição do fibrinogênio pode sugerir coagulopatia de consumo, como na
leucemia promielocítica aguda, uma variante da LMA. O diagnóstico diferencial com
LLA e LMC é possível, mas a faixa etária, ausência de linfadenomegalia significativa
e o perfil laboratorial favorecem a LMA.
Referência:
Medicina interna de Harrison | Portopois tem maior
toxicidade crônica e menor eficácia em outros subtipos (ex.: ausência, mioclônicas).
Carbamazepina: incorreta. Esse fármaco é a primeira escolha em crises
parciais/focais, mas pode agravar crises generalizadas (ausência e mioclônicas). 
Ácido valproico: correta. É o anticonvulsivante de escolha nas epilepsias
generalizadas idiopáticas, por ser eficaz em diferentes tipos de crises (tônico-
clônicas, ausência, mioclônicas). Deve ser evitado em mulheres em idade fértil
devido ao risco teratogênico, mas no caso descrito não há contraindicações.
Apenas medidas não farmacológicas: incorreta. O paciente já preenche critérios
diagnósticos de epilepsia (≥ 2 crises não provocadas), o que justifica o início da
terapia medicamentosa. •
Tratamento cirúrgico precoce: incorreta. A cirurgia é reservada para epilepsias
focais refratárias ao tratamento medicamentoso, não sendo indicada em epilepsias
generalizadas no início do manejo.
Referências:
Romoli M, Mazzocchetti P, D'Alonzo R, et al. Valproic Acid and Epilepsy: From
Molecular Mechanisms to Clinical Evidences. Curr Neuropharmacol.
2019;17(10):926-946. doi:10.2174/1570159X17666181227165722.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7052829/. Acesso em 15 ago 2025.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, Saúde Mental, Saúde Cerebral e Uso de
Substâncias https://www.who.int/teams/mental-health-and-substance-
use/treatment-care/mental-health-gap-action-programme/evidence-centre/epilepsy-
and-seizures/antiseizure-medicines-for-management-of-epilepsy-in-adults-and-
children. Acesso em 15 ago 2025.
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6ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 5 de 95
Resposta comentada:
I – CORRETA
Trata-se de um quadro de síndrome coronariana aguda sem
supradesnivelamento do segmento ST. A investigação deve incluir a dosagem
de troponina, pois um eletrocardiograma sem alterações não exclui o
diagnóstico.
II – INCORRETA
As medicações que comprovadamente reduzem a mortalidade na síndrome
coronariana aguda são AAS, Clopidogrel e Heparina.
A morfina tem sido associada a aumento da mortalidade, devendo ser utilizada
apenas em situações específicas, quando o benefício superar os riscos.
III – INCORRETA
A paciente apresenta dor torácica de início recente, podendo ocorrer troponina
ultrassensível inicialmente negativa (falso-negativo).
Trata-se de um quadro clínico altamente sugestivo de equivalente anginoso
(mulher, diabética).
Nesses casos, há indicação de repetir a dosagem de troponina, repetir o
eletrocardiograma e iniciar tratamento adequado com AAS e Clopidogrel, não
sendo apropriado prescrever apenas medicamentos para dispepsia.
Referência:
NICOLAU, J. C. et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre
Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do
Segmento ST – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, p. 181–264, 2021.
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7ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Os grupos operativos são baseados em uma abordagem participativa e colaborativa,
reunindo indivíduos com experiências semelhantes para compartilhar
conhecimentos e promover mudanças comportamentais saudáveis. O trabalho
educativo com grupos operativos na prevenção de doenças crônicas se baseia em
uma abordagem participativa, onde os participantes compartilham experiências,
discutem estratégias e se apoiam mutuamente na adoção de hábitos saudáveis.
Essa abordagem valoriza a troca de conhecimentos e experiências entre os
participantes, contribuindo para a construção de hábitos de vida saudáveis e para a
prevenção de doenças crônicas.
Referências:
BLEGER, J. (2009). Grupos operativos e grupos de aprendizagem. 13 ed.
Martins Fontes.
MARTINEZ, J. M., & LAPIERRE, L. M. (2018). Grupos Operativos em Saúde:
Abordagem Teórica e Metodológica. Revista de Psicologia da IMED, 10(2), 189-
204.
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8ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 6 de 95
Resposta comentada:
Alternativa correta:
“Notificar o caso às autoridades competentes e acionar a equipe multiprofissional
para manejo da situação.”
Comentário:
A análise da situação do idoso requer a identificação de fatores de risco e proteção
no contexto familiar e social. No caso apresentado, há sinais de negligência e
fatores de risco elevados para violência, exigindo uma abordagem intersetorial e
multiprofissional. A notificação compulsória de violência contra o idoso é obrigatória
e deve ser feita aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, o Ministério
Público ou a Delegacia do Idoso, em conformidade com a legislação vigente. Além
disso, é essencial envolver uma equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros,
assistentes sociais, psicólogos) para o manejo da situação, buscando estratégias
para reduzir o risco e garantir a segurança e o bem-estar do idoso.
Referência:
Ribeiro, Maria de Nazaré de Souza; Santo, Fátima Helena do
Espírito; Diniz, Cleisiane Xavier; Araújo, Karla Brandão de; Lisboa, Maressa
Gasparoto Lenglube; Souza, Cássia Rozária da Silva. Scientific evidence of the
violence against the older adult: an integrative review. Acta Paul Enferm.,
v. 34, eAPE00403, Jun. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.37689/acta-
ape/2021AR00403 Acesso em 15 fev 2025.
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9ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Correta: O tumor mede entre 4 e 5 cm (T2b), há acometimento de
linfonodos hilares ipsilaterais (N1) e não há metástases a distância (M0). De
acordo com a 8ª edição da classificação TNM, essa combinação
corresponde ao Estágio IIB.
Incorreta: T3 N0 M0 — Caracteriza tumores >5 cm ou invasão de
estruturas adjacentes sem comprometimento linfonodal; não corresponde
ao tamanho e achados linfonodais do caso.
Incorreta: T2b N2 M0 — Implicaria comprometimento de linfonodos
mediastinais ipsilaterais (N2), o que não foi descrito; o N2 eleva o
estadiamento para IIIA.
Incorreta: T1c N1 M0 — T1c corresponde a tumor >2 e ≤3 cm, o que não
se aplica aqui (tumor de 4,5 cm).
Incorreta: T3 N2 M0 — Caracteriza tumor maior que 5 cm e acometimento
linfonodal mediastinal ipsilateral, levando ao Estágio IIIB, incompatível com
os dados clínicos fornecidos.
Referências:
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil: Medicina Interna. 26. ed. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2021. p. 1016-1024.
IASLC. International Association for the Study of Lung Cancer. IASLC Lung Cancer
Staging Project: Proposals for the Revision of the TNM Stage Groupings in the
Forthcoming (8th) Edition of the TNM Classification for Lung Cancer. Journal of
Thoracic Oncology, v. 11, n. 1, p. 39-51, 2016.
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10ª QUESTÃO
Resposta comentada:
I – A principal hipótese diagnóstica é infecção de ferida operatória, e o principal
exame de imagem para o diagnóstico é o raio-X simples de abdome. Incorreta,
pois o exame para diagnóstico é a ultrassonografia de abdome.
II – O principal exame de imagem para o diagnóstico é a ultrassonografia, e o
tratamento indicado seria a cirurgia de laparotomia exploradora. Incorreta, pois o
tratamento indicado seria utilizar compressas mornas e possível drenagem.
III – O diagnóstico da infecção da ferida operatória é clínico, que pode ser
confirmado com exames de hemograma, PCR e ultrassonografia (principal exame
de imagem). Correta 
IV – O tratamento indicado seria utilizar compressas mornas, antibioticoterapia e
possível drenagem da ferida operatória assim que apresentar sinais de abscesso
localizado. Correta
Referência:
Whitebook. Infecção do sítio cirúrgico, atualizado em 29/06/2022, acessado em
17/08/2023.
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11ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A alternativa correta “Inibição da síntese da parede celular bacteriana por
bloqueio das proteínas ligadoras de penicilina (PBPs)” descreve com precisão
o mecanismo de ação da ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração. Esse
antibiótico atua inibindo a síntese da parede celular bacteriana ao se ligar às PBPs,
provocando a morte daAlegre; AMGH; 19 ed; 2017. 2 v. Disponível
em:https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9786558040231 
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98ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 77 de 95
Resposta comentada:
GOLD A → Poucos sintomas (CAT 500 dias) ou, paradoxalmente, um nódulo pulmonar solitário
com crescimento muito rápido (tempo de duplicação do volume 3 cm de diâmetro são malignas. No entanto, muitos
nódulos pulmonares solitários pequenos são malignos e não podem ser descartados
apenas com base no tamanho.
Localização:
Nódulos pulmonares solitários nos lobos superior e médio têm uma razão de
probabilidade para malignidade de 1.2 a 1.6. A localização no lobo superior mostrou
ser um preditor independente de malignidade.
Referência:
BMJ Best Practice. Avaliação de nódulo pulmonar solitário. Última atualização
em 30 de outubro de 2018.
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103ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 80 de 95
Resposta comentada:
As mulheres que apresentarem laudo citopatológico de HSIL deverão ser
encaminhadas à unidade
de referência para realização de colposcopia e biópsia dirigida nos achados da
colposcopia. A repetição da citologia é inaceitável como conduta inicial.
Referência:
Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto
Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e
Vigilância.
Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. –
Rio de
Janeiro: INCA, 2016.
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104ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas de condutas
terapêuticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da
discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar, com apoio matricial se
necessário.
Geralmente, é dedicado às situações mais complexas. Todas as opiniões são
importantes para entender o sujeito com alguma demanda de cuidado em saúde e,
consequentemente, para definição de propostas de ações. O projeto pode ser feito
para grupos ou famílias e não só para indivíduos, além de frisar que o projeto busca
a singularidade (a diferença) como elemento central de articulação (lembrando que
os diagnósticos tendem a igualar os sujeitos e minimizar as diferenças: hipertensos,
diabéticos etc.).
Referência:Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de
Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de
Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.
 
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105ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 81 de 95
Resposta comentada:
Alternativa correta: Expansão clonal e diferenciação de linfócitos B em
plasmócitos. – A presença de anticorpos IgM específicos indica que o sistema imune
adaptativo foi ativado, com a proliferação e diferenciação de linfócitos B em
plasmócitos produtores de anticorpos. Esse é um mecanismo central na resposta
imune humoral adaptativa contra patógenos.
Ativação de NK e resposta inflamatória inata. – Incorreta: A resposta imune inata,
incluindo a ativação de células NK (natural killer) e a inflamação inicial, ocorre logo
após a infecção viral. No entanto, o quadro clínico do paciente já inclui a presença
de anticorpos IgM, indicando que a resposta adaptativa (específica) já foi acionada.
A imunidade inata ocorre nos primeiros momentos da infecção, enquanto a
produção de anticorpos IgM reflete a ativação do sistema imune adaptativo.
Produção de anticorpos IgE e ativação de mastócitos. – Incorreta: A produção de
IgE está associada a reações alérgicas e infecções por parasitas, como helmintos.
No contexto da infecção viral do paciente, a resposta imune predominante envolve a
produção inicial de IgM, seguida de IgG, e não de IgE. Além disso, os mastócitos
participam da hipersensibilidade imediata e não desempenham papel central na
resposta antiviral adaptativa.
Ativação do sistema complemento pela via alternativa. – Incorreta: A via
alternativa do complemento faz parte da resposta imune inata e é ativada
independentemente de anticorpos, sendo mais relevante na defesa contra bactérias
e fungos. No caso apresentado, a presença de IgM sugere que o sistema imune já
iniciou a resposta adaptativa específica contra o vírus, e a ativação do complemento
por essa via não é o principal mecanismo envolvido na adaptação imune do
paciente.
Formação de granulomas por eosinófilos e basófilos ativados. – Incorreta:
Eosinófilos e basófilos participam de respostas do tipo Th2, que são direcionadas
para a defesa do organismo contra infecções parasitárias ou processos alérgicos.
Esses leucócitos não são encontrados em infecções virais.
Referência:
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; POBER, Jordan S. Imunologia celular e
molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2023. viii, 621 p. ISBN 978-85-9515-
890-0.
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106ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 82 de 95
Resposta comentada:
Resposta correta: da insulina, que promove a penetração de glicose nas células em
geral, e do glucagon, que estimula o fígado a transformar glicogênio em glicose.
A principal ação do glucagon é de elevar o nível sanguíneo de glicose que se
encontra abaixo do normal. A insulina, por outro lado, ajuda a reduzir o nível de
glicose sanguínea que se encontra muito elevado. O nível de glicose sanguínea
controla a secreção de glucagon e insulina via feedback negativo. O nível sanguíneo
baixo de glicose (hipoglicemia) estimula a secreção de glucagon pelas células alfa
das ilhotas pancreáticas. O glucagon atua nos hepatócitos, acelerando a conversão
de glicogênio em glicose (glicogenólise) e promovendo a formação de glicose a
partir do ácido láctico e de determinados aminoácidos (gliconeogênese).
Consequentemente, os hepatócitos liberam glicose no sangue de maneira mais
rápida, e a glicemia se eleva. Se a glicemia continua subindo, o nível sanguíneo
elevado de glicose (hiperglicemia) inibe a liberação de glucagon (feedback
negativo).
A glicose sanguínea alta (hiperglicemia) estimula a secreção de insulina pelas
células beta das ilhotas pancreáticas. A insulina age em várias células do corpo para
acelerar a difusão facilitada da glicose para as células; para apressar a conversão
de glicose em glicogênio (glicogênese); para intensificar a captação de aminoácidos
pelas células e para aumentar a síntese de proteína; para acelerar a síntese de
ácidos graxos (lipogênese); para retardar a conversão de glicogênio em glicose
(glicogenólise) e para tornar mais lenta a formação de glicose a partir do ácido
láctico e de aminoácidos (gliconeogênese).
O resultado disso é a queda do nível de glicose do sangue. Quando o nível
sanguíneo de glicose cai para abaixo do normal, ocorre inibição da liberação de
insulina (feedback negativo) e estímulo à liberação de glucagon. Embora o nível
sanguíneo de glicose seja o regulador mais importante da insulina e do glucagon,
diversos hormônios e neurotransmissores também regulam a liberação desses dois
hormônios. Além das respostas ao nível sanguíneo de glicose descritas
anteriormente, o glucagon estimula a liberação de insulina de maneira direta; a
insulina exerce o efeito oposto, suprimindo a secreção de glucagon. Conforme o
nível de glicose no sangue vai declinando e menos insulina é secretada, as células
alfa do pâncreas são liberadas do efeito inibitório da insulina de forma que possam
secretar mais glucagon. Indiretamente, o hormônio do crescimento humano (GH) e o
ACTH estimulam a secreção de insulina porque atuam para elevar a glicose
sanguínea.
Referência:
TORTORA, G.; DERRICKSON, J. B. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed.
[s.l.]: Grupo GEN, 2016. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 28 mar. 2024.
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107ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 83 de 95
Resposta comentada:
Na estrutura do SUS, o conselho federal desenha diretrizes e políticas gerais para o
sistema de saúde em todo o país. Os conselhos estaduais e municipais adaptam e
implementam essas diretrizes de acordo com as necessidades específicas de cada
região. Essa abordagem reflete uma coordenação efetiva e a busca por uma gestão
integral e eficiente do sistema de saúde, considerando as particularidades locais.
Referência:
MOREIRA, Taís C.; ARCARI, Janete M.; COUTINHO, Andreia O R.; et al. Saúde
coletiva. Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595023895. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595023895/. Acesso em: 25
fev. 2024.
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108ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 84 de 95
Resposta comentada:
Resposta correta:
Administrar solução de Ringer lactato na taxa de 2 mL/kg/% SCT nas primeiras 16
horas, monitorando a diurese para manter um débito urinário entre 0,5-1 mL/kg/h.
A reposição volêmica é um aspecto crítico no atendimento inicial do grande
queimado, visando evitar choque hipovolêmico e falência orgânica. As diretrizes
recomendam o uso de solução de Ringer lactato, com fórmulas como Parkland e
Brooke modificada para guiar a administração de fluidos, sendo ajustada conforme
a resposta clínica do paciente. A meta primária é manter a diurese entre 0,5-1
mL/kg/h em adultos. A última versão do manual do ATLS modificou o esquema de
hidratação administrando o volume total em 16h.
Distratores:
Utilizar solução salina 0,9% como fluido de escolha não é recomendado, pois pode
levar à acidose hiperclorêmica. Já a administração de 10 mL/kg/% SCT de solução
glicosada não é indicada para adultos, sendo necessária apenas para crianças, que
possuem reservas glicogênicas menores.
A administração de 10 mL/kg/% SCT de solução glicosada não é indicada para
adultos, sendo necessária apenas para crianças, que possuem reservas glicogênicas
menores.
A reposição volêmica é um aspecto crítico no atendimento inicial do grande
queimado, visando evitar choque hipovolêmico e falência orgânica.
O uso exclusivo da pressão arterial média como parâmetro para reposição volêmica
não é adequado, pois a diurese é um indicador mais confiável para guiar a reposição
de fluidos.
Evitar fluidoterapia agressiva pode levar à hipovolemia, agravando o quadro do
paciente, sendoque a analgesia deve ser administrada em conjunto com a
reposição volêmica, e não como prioridade isolada.
Referências:
AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS. Advanced Trauma Life Support (ATLS):
Student Course Manual. 10. ed. Chicago: American College of Surgeons, 2018.
ISBI PRACTICE GUIDELINES COMMITTEE; STEERING SUBCOMMITTEE; ADVISORY
SUBCOMMITTEE. ISBI practice guidelines for burn care. Burns, v. 42, n. 5, p. 953-
1021, ago. 2016. DOI: 10.1016/j.burns.2016.05.013. Disponível em:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27542292/. Acesso em: 18 fev. 2025.
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109ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 85 de 95
Resposta comentada:
Nenhum paciente instável hemodinamicamente deve ser removido para realização
de exames de imagem, como tomografia, antes da estabilidade clínica. A
abordagem de um paciente em franco choque hipovolêmico, devido à hemorragia
no trato gastrointestinal, será a aplicação de medidas de estabilização e tratamento
do choque hipovolêmico grau III e IV com reposição volêmica, hemotransfusão e
oxigenoterapia. Nos casos de sangramento do trato digestivo de alta intensidade
em que se decide por uma abordagem cirúrgica, é necessária a exclusão de
sangramento do trato digestivo superior. O aspirado gástrico negativo para
sangramento ou endoscopia digestiva alta sem alterações pode excluir a
possibilidade de abordar o trato superior, porém dentro do algoritmo de abordagem
às hemorragias digestivas a realização de medidas de estabilização são prioridades
e antecedem os exames complementares.
O caso descreve um paciente idoso com história prévia de doença diverticular,
portanto a provável causa do sangramento seria um divertículo sangrante. A
abordagem de mamilos hemorroidários certamente deve ser feita por anuscopia e
visualização direta na tentativa de uma clipagem. Ainda que o paciente se encontra
com sinais de instabilidade, deve ser realizada reposição volêmica e
hemotransfusão, se necessário, antes do encaminhamento ao centro cirúrgico.
Referências:
SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna.
Townsend, Courtney; Beauchamp, Daniel. 19. ed. 2019.
ATLS. Advanced Trauma Life Support, 9 ed. 
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110ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Resposta correta: “Terapia hormonal com estrogênio e progesterona”
Paciente com menopausada apresentando sintomas vasomotores intensos e
alterações de humor. Nesse caso, o tratamento indicado é com terapia hormonal
combinada de estrogênio e progesterona, visto que a paciente não apresenta
contraindicações ao uso. De maneira geral, as contraindicações à terapia de
reposição hormonal são: história de sangramento vaginal anormal não
diagnosticado; insuficiência ou doença hepática conhecida; câncer de mama ou
endométrio sensível ao estrogênio; história pessoal de doença tromboembólica,
como a trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar; alto risco
hereditário de doença tromboembólica como proteína C conhecida, proteína S ou
deficiência de antitrombina; doença tromboembólica ativa ou história prévia, como
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, doença cardíaca coronária,
demência/doença de Alzheimer, porfiria cutânea tardia e hipertrigliceridemia;
doenças coronariana e cerebrovascular; e lúpus eritematoso sistêmico.
Justificativa dos distratores:
Não se faz terapia de reposição hormonal com progesterona isolada, bem como o
uso de fitoestrogênio não tem eficácia comprovada nos sintomas vasomotores. A
terapia com estrogênio isolado é reservada para a paciente que não tem útero. A
tibolona é o medicamento mais indicado para as pacientes com perda da libido
associada à menopausa e, por fim, os ISRS são medicamentos que apresentam boa
resposta nas pacientes menopausadas, mas não são considerados como primeira
opção no tratamento do fogacho.
Referência:
BEREK, J.S. Tratado de Ginecologia FEBRASGO. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2019.
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111ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O método Kato-Katz, por sua simplicidade e objetividade, é o principal método de
diagnóstico da esquistossomose mansoni, sendo praticamente o único atualmente
em uso nos exames de rotina. Também é o melhor método para ser usado em
campanhas, por sua rapidez de preparo, facilidade de estocagem para leitura, além
de permitir a estimativa da carga parasitária dos portadores de S. mansoni. O
método Kato-Katz permite revelar, além dos ovos de Schistossoma mansoni, ovos
de outros helmintos presentes nas amostras de fezes, tais como: Ascaris,
Schistosoma, Ancilostomídeos, Trichuris, Taenia, e com menos frequência os de
Enterobius e Strongyloides. No caso dos ovos de Schistossoma mansoni, deve ser
feita a contagem e a anotação de todos os ovos, enquanto para os outros helmintos
deve-se detectar apenas a presença ou não dos ovos.
Referência:
BARBOSA, C. S. Padronização de procedimentos para o diagnóstico da
esquistossomose mansõnica e outras helmintoses pelo método de Kato-
Katz. Recife: Centro Pesquisas Aggeu Magalhães / Cpqam, 2010.
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112ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A vacinação contra a hepatite B estimula a imunidade humoral, levando à produção
de anticorpos Anti-HBs. No entanto, com o tempo, os títulos de anticorpos podem
declinar, chegando a valores inferiores a 10 mUI/mL, o que indica ausência de
proteção efetiva. A ausência de Anti-HBc demonstra que o estudante nunca teve
contato com o vírus, confirmando que a imunidade dependia apenas da vacinação.
Nesses casos, recomenda-se um reforço vacinal com uma dose e nova testagem
posterior para avaliar a resposta imunológica.
A proteção contra a hepatite B é definida por níveis de Anti-HBs ≥ 10 mUI/mL.
A presença de Anti-HBc indicaria contato prévio com o vírus, o que não ocorre neste
caso.
Não há evidência de infecção ativa (ausência de HBsAg, que não foi testado, mas
seria necessário apenas diante de suspeitas clínicas específicas).
A imunidade contra a hepatite B é primariamente conferida por anticorpos Anti-HBs,
e não apenas pela imunidade celular.
Referências:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 10. ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
MURPHY, K.; WEAVER, C. Janeway imunobiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed,
2022.
HENRY, J. B. Diagnósticos clínicos e tratamento por dados laboratoriais de
Henry. 23. ed. Porto Alegre: McGraw Hill, 2016.
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113ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Com base nos sintomas apresentados, especialmente os episódios recorrentes de
visão turva, fadiga crônica, fraqueza muscular, parestesia e hiperreflexia, a
esclerose múltipla é a condição neurológica mais provável. Outras hipóteses de
diagnóstico diferencial podem ser descartadas com base no quadro clínico descrito
e na ausência de histórico familiar de doenças neurológicas.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico
ataca erroneamente a mielina, substância que envolve e protege as fibras
nervosas no cérebro e na medula espinhal. Esse processo resulta em inflamação,
dano à mielina e consequente perda da função neuronal, o que leva ao
aparecimento de múltiplos sintomas neurológicos, como os relatados pelo paciente.
A manifestação clínica varia de acordo com as áreas do sistema nervoso central
acometidas.
A fisiopatologia da esclerose múltipla não se caracteriza pela perda de
motoneurônios, desregulação dos canais de potássio, alteração da transmissão
neuromuscular ou inflamação do tecido conjuntivo.
Referência:
Thompson AJ, Banwell BL, Barkhof F, et al. Diagnosis of multiple sclerosis: 2017
revisions of the McDonald criteria. Lancet Neurol. 2018;17(2):162-173.
doi:10.1016/S1474-4422(17)30470-2
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114ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Análise das alternativas:
Psoríase; hidratação da pele, associação de corticoides tópicos com
queratolíticos.Incorreta.
Por que não é?
A psoríase em crianças costuma acometer superfícies extensoras
(joelhos, cotovelos) e couro cabeludo, com placas bem
delimitadas e escamas prateadas.
Não há menção a comorbidades atópicas.
O tratamento inclui hidratantes e corticoides tópicos, mas
queratolíticos (ex. ácido salicílico) não são indicados para
crianças pequenas.
Pitiríase alba; afastar agentes causais e corticoides tópicos. Incorreta.
Por que não é?
A pitiríase alba é caracterizada por máculas hipocrômicas
discretamente descamativas, geralmente em face e braços.
O quadro não se arrasta por 2 anos com lesões liquenificadas e
prurido intenso.
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O tratamento principal é hidratação; corticoides tópicos só em
casos selecionados.
Pitiríase versicolor; antifúngicos tópicos em formulações de creme e
xampu. Incorreta.
Por que não é?
Pitiríase versicolor é infecção fúngica superficial causada por
Malassezia.
Manifesta-se por máculas hipo ou hipercrômicas, geralmente
assintomáticas, em tronco, pescoço e braços.
Não cursa com prurido intenso nem sinais atópicos clássicos
(Dennie-Morgan, Hertoghe).
Dermatite atópica; medidas de controle, hidratação potente e corticoide
tópico. Correta.
Por que é?
Localização típica em áreas de flexura.
História crônica, prurido intenso.
Associação com asma e rinite (tríade atópica).
Sinais semiológicos clássicos: xerose, Dennie-Morgan, Hertoghe.
Tratamento indicado:
Medidas de controle ambiental (evitar alérgenos, roupas de lã,
sabonetes agressivos).
Hidratação intensa da pele (emolientes potentes, várias vezes
ao dia).
Corticoide tópico em fase aguda (hidrocortisona, mometasona,
dependendo da gravidade e área).
Em casos graves/refratários: considerar inibidores de calcineurina
tópicos (tacrolimus, pimecrolimus) ou imunobiológicos
(dupilumabe).
Impetigo; hidratação da pele afetada, antimicrobianos orais e tópicos.
Incorreta.
Por que não é?
Impetigo é infecção bacteriana superficial (geralmente por S.
aureus), caracterizada por pústulas e crostas melicéricas.
Não é doença crônica, não tem relação com atopia.
Tratamento envolve antibióticos tópicos (mupirocina) ou orais,
não hidratação e corticoides.
Referência:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria . 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 90 de 95
set. 2025.
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115ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A prática regular de atividade física é uma das estratégias mais eficazes e
comprovadamente recomendadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde para
prevenir e controlar as DCNTs. Programas comunitários, escolares e laborais que
incentivam o movimento ajudam a reduzir o risco de hipertensão, obesidade,
diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
As demais alternativas não se aplicam ao controle populacional das DCNTs:
Vacinação é fundamental para doenças infecciosas, mas não previne DCNTs em sua
plenitude.
Campanhas para aumento de consumo calórico não são indicadas, pois a obesidade
é fator de risco central.
Suplementação de ferro tem papel na prevenção de anemia em populações
específicas, mas não está relacionada ao controle das DCNTs.
Aquisição de fármacos para hipertensão pode atenuar a consequência, mas não a
causa desse agravo, o qual a população ainda estará vulnerável.
 
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. VIGITEL Brasil 2023. Vigilância de Fatores de Risco e
Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: MS; 2024.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Plano de Ação Global para Prevenção e
Controle das DCNTs 2013–2030.
MENDES, EV. As Redes de Atenção à Saúde. Brasília: OPAS; 2022.
DUNCAN, BB; SCHMIDT, MI; GIUGLINI, C. Medicina Ambulatorial: Condutas de
Atenção Primária Baseadas em Evidências. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2021.
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116ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas de condutas
terapêuticas articuladas com um indivíduo, uma família ou um grupo, resultante da
discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar. Geralmente, o PTS é dedicado a
situações mais complexas, buscando a singularidade como elemento central. Será
importante, para isso, reconhecer as prioridades que o sujeito elenca (o que para ele
é mais importante e/ou viável) e o que do ponto de vista da equipe é mais urgente
e/ou viável. Importante considerar outros atores, como familiares e cuidadores. É
indicado que essa pactuação seja realizada pelo profissional que tenha maior
vínculo com o sujeito, por ser um momento de planejamento conjunto e também de
negociação. A equipe pode construir com o usuário uma forma de registro para que
ele, familiares e cuidadores acompanhem o planejamento e desenvolvimento do
PTS, como quadro com atividades, atendimentos, pessoas de referência, ações de
autocuidado a lembrar em seu cotidiano (por exemplo, cuidados com alimentação,
cuidados com ambiente doméstico para prevenção de quedas, horários e dias das
medicações, se houver).
Referência:
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria Estadual de Saúde. Projeto Terapêutico
Singular na Atenção Primária à Saúde. Divisão de Atenção Primária à Saúde —
Porto Alegre: Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, 2022. Tiragem: 1ª edição —
2022 — versão eletrônica. Disponível em:
 Acesso em: 24 de agosto 2023
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117ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A paciente descrita no caso apresenta um quadro clínico sugestivo de dor em loja
renal, não preenchendo os critérios da sintomatologia de cólica biliar. Cistos renais
de aspecto simples não precisam de tratamento e não têm indicação cirúrgica.
Numa paciente com cálculos renais com indicação de tratamento cirúrgico,
priorizam-se alguns critérios, especialmente o grau de obstrução. O cálculo
obstrutivo no caso clínico descrito é aquele localizado em pelve renal esquerda de
1,8 cm, causando moderada hidronefrose e dor. Para resolução do caso, o ideal é
que seja realizado um tratamento de retirada via endoscópica, ou seja,
ureterorrenolitptripsia esquerda.
Como a paciente não apresenta sinais de infecção, a passagem de cateter duplo J
pode ficar para um segundo tempo.
A utilização de um antagonista adrenérgico só cabe nos casos em que o cálculo se
encontra no ureter e até menor que 1,0 cm. Quando se associam sintomáticos, não
se trata a causa nem se muda o quadro obstrutivo.
A nefrolitotomia percutânea para o cálculo de 2 cm não é a prioridade, uma vez que
não causa obstrução.
Referências:
MCANINCH, Jack W.; LUE, Tom F. Urologia geral de Smith e Tanagho. 18. ed.
Porto Alegre: AMGH, 2014. E-book. p.286. ISBN 9788580553703. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580553703/.
DOHERTY, Gerard M. CURRENT Cirurgia. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2017. E-
book. p.331. ISBN 9788580556018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580556018/.
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118ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) exercem seu efeito analgésico
principalmente por meio da inibição da enzima cicloxigenase (COX), reduzindo
a produção de prostaglandinas, substâncias responsáveis por aumentar a
sensibilização dos nociceptores na dor inflamatória. Dessa forma, são eficazes na
dor nociceptiva, mas não apresentam efeito significativo na dor neuropática, que
envolve mecanismos distintos, como sensibilização central e periférica e disfunção
de canais iônicos.
O bloqueio de canais de sódio voltagem-dependentes é o mecanismo de ação de
fármacos como a carbamazepina e a lamotrigina,utilizados no manejo da dor
neuropática, e não dos AINEs.
O bloqueio de receptores NMDA no sistema nervoso central está relacionado a
fármacos como a cetamina, que atuam na modulação da dor crônica e na
hiperalgesia central, mas não fazem parte do mecanismo de ação dos AINEs.
Os AINEs também não atuam diretamente na modulação central da dor por meio da
liberação de neurotransmissores inibitórios. Esse mecanismo é característico de
antidepressivos tricíclicos e de inibidores da recaptação de serotonina e
noradrenalina (ex.: amitriptilina e duloxetina), utilizados no tratamento da dor
neuropática.
Da mesma forma, os AINEs não exercem ação sobre receptores opioides centrais,
mecanismo típico de analgésicos opioides como morfina e fentanil.
Referências:
KATZUNG, B. G. Farmacologia básica e clínica. 15. ed. McGraw Hill, 2021.
GOODMAN; GILMAN. As bases farmacológicas da terapêutica. 13. ed. AMGH,
2020.
KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran patologia: bases
patológicas das doenças. 11. ed. Elsevier, 2021.
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119ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A questão que diz: Durante a inflamação, há liberação de mediadores pró-
inflamatórios, como prostaglandinas e citocinas, e migração de leucócitos para o
local afetado, enquanto no reparo tecidual ocorre a deposição de colágeno e a
formação de tecido cicatricial. Esses processos são fundamentais para a
compreensão do processo inflamatório e do reparo do tecido danificado.
Referências:
FILHO, Geraldo B. Bogliolo – Patologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book.
ISBN 9788527738378.
HANSEL, Donna E.; DINTZIS, Renee Z. Fundamentos de Rubin – Patologia. Rio
de Janeiro: Grupo GEN, 2007. E-book. ISBN 9788527724913.
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 94 de 95
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120ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Tipagem sanguínea e fator Rh identificam o tipo de sangue e, se a gestante tem Rh
negativo e o pai tem Rh positivo, o Coombs indireto deve ser realizado durante o
pré-natal. O hemograma identifica problemas como, por exemplo, a anemia. A
eletroforese de hemoglobina identifica doença falciforme ou talassemia, que são
hereditárias e requerem cuidados especiais na gravidez. Glicemia é exame
primordial para identificar o diabetes pré-gestacional, o diabetes gestacional e
iniciar precocemente os cuidados com dieta e atividade física dessas pacientes. Os
testes rápidos são realizados na primeira consulta. O VDRL é necessário quando o
teste rápido é reagente e há necessidade de tratamento e controle do mesmo. A
urina EAS e a urinocultura com antibiograma rastreiam a bacteriúria, que na
gestação deverá ser tratada. Toxoplasmose também deve ser rastreada, pois, se
IgM e IgG forem negativos, a orientação quanto ao contato e medidas de prevenção
são essenciais.
O teste de malária deve ser realizado em todas as gestantes da Região Amazônica,
apresentem sintomas ou não.
O TOTG deverá ser realizado em pacientes entre 24-28 semanas, quando a primeira
glicemia for inferior a 92.
Outros exames podem ser solicitados, mas não estão contemplados na Rotina
Laboratorial do Primeiro Trimestre do Ministério da Saúde para pré-natal, lembrando
que seus resultados não teriam medidas implicadas no processo da gestação.
O ultrassom é um exame extremamente necessário para verificar se a gestação é
tópica, o número de embriões e a datação da mesma. A via transvaginal é a
indicada nesse período.
Referências: 
Zugaib M, Francisco RPV. Zugaib obstetrícia. 3. ed. Barueri: Manole, 2016.
Febrasgo – Federação Brasileira das Associações de ginecologia e obstetrícia.
Manual de Pré-Natal.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Pré-natal do Ministério da Saúde. 
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000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 95 de 95bactéria. Sua capacidade de penetrar no sistema nervoso
central a torna eficaz no tratamento da meningite bacteriana.
A alternativa “Inibição da síntese proteica por ligação à subunidade 30S do
ribossomo bacteriano causadora da meningite.” está incorreta, pois descreve
o mecanismo de ação dos aminoglicosídeos (ex.: gentamicina), que atuam na
subunidade 30S ribossômica.
A alternativa “Aumento da permeabilidade da membrana citoplasmática
bacteriana, levando à lise celular.” refere-se ao mecanismo das polimixinas,
que alteram a permeabilidade da membrana de bactérias Gram-negativas.
A alternativa “Inibição do processo de replicação do DNA bacteriano por
bloqueio da enzima DNA girase.” descreve o mecanismo das quinolonas (como
ciprofloxacino), que inibem enzimas como a DNA girase.
A alternativa “Competição com o ácido para-aminobenzoico, inibindo a
produção de ácido fólico bacteriano.” trata do mecanismo das sulfonamidas,
que interferem na síntese de ácido fólico, essencial para o metabolismo bacteriano.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de tratamento de meningites. Brasília:
Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude.
KATZUNG, B. G. Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021.
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12ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 9 de 95
Resposta comentada:
Encaminhar o aluno para uma avaliação com uma equipe multiprofissional
composta por psiquiatras, psicólogos e pedagogos, a fim de confirmar o diagnóstico
e planejar intervenções específicas seria a opção mais adequada para esse caso. O
TDAH é um transtorno complexo, caracterizado por sintomas de desatenção,
hiperatividade e impulsividade, que podem impactar significativamente a vida
escolar e social da criança. A confirmação do diagnóstico mediante uma avaliação
detalhada por uma equipe multiprofissional é crucial, pois permite uma
compreensão holística das dificuldades apresentadas pelo aluno e a elaboração de
um plano de tratamento adequado. Esse plano pode incluir intervenções
psicossociais, comportamentais e, se necessário, o uso de medicação.
Referência:
NARDI, Antonio, E. et al. Tratado de psiquiatria da associação brasileira de
psiquiatria. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2021.
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
set. 2025.
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13ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A presença do acompanhante, além de proporcionar segurança à mulher, favorece a
inclusão da família nas ações de cuidado à mãe e ao bebê. A mulher e a família
devem ser esclarecidas de que não é sinal de fome ou leite fraco quando o bebe
solicita mamadas frequentes. Reconhecer sinais do bebê que indiquem fome evita
crises de choro, como movimentos e sons de sucção, mão na boca e inquietação.
Informar sobre a perda de peso esperada em até 9% do peso de nascimento. Para
que o aleitamento materno ocorra de forma continuada é essencial apoio não só de
profissionais da saúde como também da família, parceiro e ambiente de trabalho.
Referências:
BRASIL, M. da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Saúde da criança –
aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Ministério da
Saúde, 2015.
Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos Científicos de Nutrologia e
Pediatria Ambulatorial Guia prático de alimentação da criança de 0 a 5 anos –
2021. São Paulo: SBP, 2021.
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
ago. 2025.
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14ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 10 de 95
Resposta comentada:
A irrigação imediata e completa com solução salina normal estéril (por exemplo,
através de uma lente escleral de plástico) após uma queimadura química ocular é o
passo mais importante para evitar a perda permanente da visão. A irrigação
imediata iniciada pelos socorristas deve continuar por pelo menos 30 a 60 minutos
ou até que o pH do olho se normalize. Esse processo às vezes pode levar de 2 a 3
horas para compostos alcalinos, como hidróxido de potássio, porque são lipofílicos
e, portanto, penetram nos tecidos mais rapidamente. Este paciente apresenta
sintomas contínuos após apenas 5 minutos de irrigação. A irrigação continuada no
departamento de emergência deve, portanto, começar imediatamente. Uma vez
que a irrigação esteja completa e o pH normalizado, antibióticos tópicos de amplo
espectro devem ser administrados.
Distratores:
A imobilização do olho é indicada em caso de contusão de globo fechado, que é
comumente causada por trauma contuso. Embora a laceração da sobrancelha deste
paciente sugira um possível trauma contuso, abordar a queimadura química no olho
deve ser o primeiro passo no tratamento. Além disso, o curativo cruzado após uma
queimadura ocular química pode aumentar o risco de um simbléfaro, levando a
complicações adicionais.
Teoricamente, soluções ácidas podem neutralizar o pH alcalino do hidróxido de
potássio. No entanto, tentar neutralizar a exposição a agentes alcalinos por
irrigação com soluções ácidas e vice-versa não é recomendado porque a reação de
neutralização libera calor, o que pode causar mais danos ao olho.
Os esteroides tópicos, como o acetato de prednisolona, ​​podem ajudar a reduzir a
inflamação aguda do olho após lesões químicas. No entanto, os esteroides podem
ter um impacto negativo na reepitelização e aumentar o risco de infecção
secundária. Assim, eles devem ser usados ​​com cautela e por um período limitado de
tempo. Além disso, outro passo é mais urgente para evitar danos oculares
permanentes neste paciente.
Antibióticos tópicos de amplo espectro, como pomada de eritromicina, devem ser
administrados a todos os pacientes com queimaduras oculares químicas graves e
também devem ser administrados a esse paciente. No entanto, outro passo é mais
urgente para evitar danos oculares permanentes neste paciente.
Referência:
BMJ Best Practice. Trauma ocular. Última atualização em 03de outubro de 2019.
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15ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 11 de 95
Resposta comentada:
A criança apresenta sinais de uma síndrome colinérgica — rubor facial, agitação,
alucinações e taquicardia. Entre as medicações apresentadas, a imipramina, como
antidepressivo tricíclico, provoca esse tipo de alteração. Outras classes de
medicamentos que podem desencadear essa síndrome são os anti-histamínicos,
antiparkinsonianos e antiespasmódicos.
Os benzodiazepínicos provocam sintomas depressivos, com sonolência, torpor,
depressão respiratória, hipotensão, miose e hipotermia.
O captopril, um anti-hipertensivo, pode causar hipotensão e redução do nível de
consciência.
A metoclopramida provoca síndrome extrapiramidal, caracterizada por hipertonia,
mioclonias e opistótono.
A risperidona pode também induzir sintomas extrapiramidais, como rigidez em roda
dentada e confusão mental.
Referência:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri:
Manole, 2024. E-book. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set. 2025.
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16ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Incorreta. Em uma situação de acidose, os rins aumentam a secreção de H+, não
excretam HCO3– na urina. Eles reabsorvem o HCO3– filtrado e produzem novo
HCO3–, que é devolvido ao líquido extracelular.
Correta. Os rins regulam a concentração de H+ no líquido extracelular por meio de
três mecanismos: (1) secreção de H+; (2) reabsorção do HCO3– filtrado; e (3)
produção de novo HCO3–.
Incorreta. Os íons HCO3– não conseguem penetrar diretamente a membrana
luminal das células tubulares renais.Assim, sua reabsorção ocorre por meio de um
processo especial, no qual o HCO3– primeiro se combina com H+ formando H2CO3,
que eventualmente se transforma em CO2 e H2O, não sendo, portanto, reabsorvido
de forma direta.
Incorreta. Em um quadro de alcalose, os rins secretam menos H+ e aumentam a
excreção de HCO3–.
Incorreta. A secreção ativa primária de H+ ocorre nas células intercalares do tipo
A, presentes na parte final do túbulo distal e nos túbulos coletores.
Referências:
HALL, J. E.; HALL, M. E. Guyton & Hall: tratado de fisiologia médica. 14. ed. Rio
de Janeiro: GEN/Guanabara Koogan, 2021. 1120 p.
SILVERTHORN, D. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2017.
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17ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa correta: Incluir o paciente na lista de espera e iniciar protocolo de
dessensibilização antes do transplante.
Essa alternativa é a mais adequada. Pacientes com PRA elevado (> 80%) e
crossmatch positivo apresentam alto risco de rejeição mediada por anticorpos
(AMR) e necessitam de dessensibilização prévia, utilizando plasmaférese e
imunoglobulina intravenosa (IVIG) para reduzir a carga de anticorpos e minimizar o
risco de rejeição hiperaguda.
Comentários sobre as alternativas:
Contraindicar o transplante devido ao alto risco imunológico e cardiovascular,
mantendo o paciente em diálise. (Incorreta) – A diálise prolongada reduz a
sobrevida em comparação ao transplante, mesmo em pacientes de alto risco.
Indicar transplante imediato sem dessensibilização, pois terapias imunossupressoras
modernas reduzem o risco. (Incorreta) – A imunossupressão isolada não é
suficiente para evitar rejeição em pacientes altamente sensibilizados.
Realizar transplante ABO incompatível para reduzir o tempo de espera, pois essa
técnica já é bem estabelecida. (Incorreta) – A incompatibilidade ABO não é o
problema principal; o alto nível de anticorpos anti-HLA impede o transplante direto.
Manter o paciente em diálise, pois a taxa de sucesso do transplante em casos de
PRA elevado é baixa. (Incorreta) – O transplante pode ser bem-sucedido com
dessensibilização, tornando a diálise indefinida uma opção menos favorável.
Referências:
BACAL, F. et al. 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco. Arquivos Brasileiros
de Cardiologia, v. 111, n. 2, p. 230-289, 2018.
BRASIL. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: imunossupressão no
transplante cardíaco. Ministério da Saúde, 2021.
BRASIL. Legislação sobre Transplantes no Brasil. Ministério da Saúde, 2003.
ROZA, B. A.; SCHIRMER, J. Boas Práticas e Apoio Decisório para o Processo de
Doação e Transplantes de Órgãos, Tecidos e Células Humanos. ANVISA,
2023.
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18ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A assertiva “A Saúde Planetária defende abordagens de desenvolvimento
sustentável que equilibrem as necessidades humanas com a preservação dos
recursos naturais” é a correta porque reflete um dos princípios fundamentais da
Saúde Planetária, conforme ilustrado na história apresentada na questão. A Saúde
Planetária busca abordagens de desenvolvimento sustentável que equilibrem as
necessidades humanas com a preservação dos recursos naturais. Na história, os
cientistas aplicaram os princípios da Saúde Planetária ao promover medidas para a
conservação dos recursos naturais, incentivando práticas de pesca sustentável e
trabalhando em projetos de reflorestamento para proteger os manguezais, visando
garantir a saúde tanto das pessoas quanto do ecossistema marinho. Portanto, essa
assertiva reflete a aplicação prática dos conceitos da Saúde Planetária na situação
apresentada.
Referência:
BAUMGARTNER, J., Planetary Health: Protecting Nature to Protect Ourselves.
Samuel Myers and Howard Frumkin (eds), International Journal of
Epidemiology, v. 50, Issue 2, April 2021, p. 697–698. Disponível em:
https://doi.org/10.1093/ije/dyaa254. Acesso em: 27 mar. 2024.
Feedback:
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19ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A principal hipótese diagnóstica de abdome agudo obstrutivo em pacientes idosos
deve ser o tumor de cólon. Além disso, o paciente apresenta ao exame físico com
massa evidenciada ao toque retal.
Referência:
Ricci MP. Abdome agudo. In: Sociedade Brasileira de Clínica Médica; Lopes AC, Tallo
FS, Lopes RD, Vendrame LS, organizadores. PROURGEM Programa de Atualização
em Medicina de Urgência e Emergência: Ciclo 12. Porto Alegre: Artmed
Panamericana; 2018. p. 39–101. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v.
1).
Feedback:
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20ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa correta: O CEA é utilizado principalmente no seguimento pós-operatório
do câncer colorretal, pois sua elevação pode indicar recorrência da doença.
O CEA não é indicado para o diagnóstico precoce, mas tem utilidade na
monitorização pós-tratamento. Níveis elevados após a cirurgia podem sugerir
recorrência tumoral.
O CEA tem baixa especificidade e sensibilidade para o diagnóstico inicial do câncer
colorretal, podendo estar elevado em outras condições, como inflamações
intestinais e tabagismo.
O CEA não é adequado como marcador para diagnóstico clínico de câncer colorretal,
tanto precoce como tardio, sendo essencial para o acompanhamento de pacientes
já diagnosticados.
A colonoscopia com biópsia é considerada o exame padrão-ouro no diagnóstico de
câncer colorretal, enquanto a dosagem do marcador tumoral (CEA) não tem valor
diagnóstico, tendo sua importância no prognóstico e no seguimento do paciente.
Referência:
TOWNSEND, C. M.; BEAUCHAMP, R. D.; EVERS, B. M.; MATTOX, K. L. Sabiston:
tratado de cirurgia. 20. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
Feedback:
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21ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A alternativa da oclusão arterial aguda é a única correta, pois os sinais e
sintomas apresentados pelo paciente são clássicos da oclusão arterial aguda, que
incluem:
Dor: Intensidade e início súbito.
Palidez: O membro se apresenta pálido devido à isquemia.
Pulso ausente: A ausência de pulso nas artérias femoral e poplítea indica
que o fluxo sanguíneo está comprometido.
Parestesia: Sensação de formigamento ou dormência é um sinal de que
as fibras nervosas estão sendo afetadas pela falta de suprimento
sanguíneo.
Paralisia: A incapacidade de mover o membro indica comprometimento
muscular.
Poiquilotermia: O membro afetado está mais frio do que o membro não
afetado, refletindo a falta de irrigação sanguínea.
As demais alternativas estão erradas pelos seguintes motivos:
Alternativa Trombose venosa profunda: Embora possa causar dor e
inchaço, a trombose venosa profunda não se apresenta com pulso ausente
e palidez, que são indicativos claros de isquemia arterial.
Alternativa Síndrome compartimental: Nada há na história do paciente
que sugira a etiopatogenia de síndrome compartimental. Embora a
paralisia e a dor possam estar presentes na síndrome compartimental, e
até levar a pulso ausente e palidez, mas somente se decorrente de
aumento de pressão dentro de um compartimento muscular, em geral, por
fratura, queimadura ou infecção.
Alternativa Neuropatia periférica: A neuropatia pode causar parestesia,
mas não provoca palidez, pulso ausente ou paralisia em um membro.
Doença arterial obstrutiva periférica: Estenose crítica da artéria
poplíteo : Esta condição apresenta quadro evolutivo arrastado de
claudicação arterial intermitente e não um quadro agudo.
Referências:
SCHWARTZ, S. I.; EISENBERG, J. S.; HESS, K. R. Principles of Surgery. 11. ed. New
York: McGraw-Hill, 2018. Capítulo 29, p. 1250-1260.
SABISTON, D. C.; SPITZER, A.; HARRIS, L. E. Surgery: The Big Picture. 2. ed. New
York: McGraw-Hill, 2019. Capítulo 15, p. 700-710.
HENRY, M.; HENOT, C. Vascular Surgery: A Comprehensive Review. 2. ed.
London: Elsevier, 2020. Capítulo 5, p. 75-85
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22ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9Página 17 de 95
Resposta comentada:
O artigo 4º da lei 8.142 de 1990 pontua os seguintes critérios para que os estados,
os municípios e o Distrito Federal recebam os recursos para saúde:
I — Fundo de Saúde;
II — Conselho de Saúde, com composição paritária de acordo com o Decreto n.°
99.438, de 7 de agosto de 1990;
III — Plano de saúde;
IV — Relatórios de gestão que permitam o controle de que trata o § 4° do art. 33 da
Lei n.° 8.080, de 19 de setembro de 1990;
V — Contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento;
VI — Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS),
previsto o prazo de dois anos para sua implantação.
Referência:
BRASIL. Lei 8.142, de 28 de dezembro 1990. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm. Acesso em: 27 mar. 2024.
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23ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Segundo o Art. 10 da Política Nacional de Atenção Básica Compete às Secretarias
Municipais de Saúde a coordenação do componente municipal da Atenção Básica,
no âmbito de seus limites territoriais, de acordo com a política, diretrizes e
prioridades estabelecidas, sendo responsabilidades dos Municípios e do Distrito
Federal:
IV – estabelecer e adotar mecanismos de encaminhamento responsável pelas
equipes que atuam na Atenção Básica de acordo com as necessidades de saúde das
pessoas, mantendo a vinculação e coordenação do cuidado;
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica / Ministério da Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília:
Ministério da Saúde, 2017.
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24ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Assegurar a estabilidade da coluna cervical e manter a oxigenação adequada é a
correta porque, em pacientes com trauma cranioencefálico (TCE), a prioridade
inicial inclui a estabilização da coluna cervical para prevenir danos adicionais à
medula espinhal e garantir uma oxigenação adequada para prevenir hipoxia, que
pode agravar o dano cerebral. Essas medidas são fundamentais antes de proceder a
avaliações diagnósticas mais específicas ou intervenções farmacológicas.
Realizar imediatamente uma tomografia computadorizada da cabeça é uma etapa
importante no manejo do TCE para avaliar a extensão das lesões. No entanto, a
prioridade inicial deve ser a estabilização do paciente.
Administrar manitol para redução da pressão intracraniana pode ser necessário em
casos de aumento da pressão intracraniana, mas só deve ser considerado após a
estabilização inicial e confirmação diagnóstica.
Iniciar hiperventilação para reduzir a pressão intracraniana é uma medida que pode
ser utilizada temporariamente em casos de hipertensão intracraniana refratária,
mas não como uma medida inicial devido aos riscos potenciais de hipocapnia e
vasoconstrição cerebral.
Administrar antibióticos profiláticos para prevenir meningite não é uma prática
recomendada no manejo inicial do TCE sem evidência de fratura de crânio aberta ou
penetração intracraniana.
Referências:
ATLS. Suporte Avançado de Vida no Trauma para Médicos . Manual do Curso para
Alunos, 2010. 10 ed.
Bullock, M. R., Chesnut, R., Ghajar, J., Gordon, D., Hartl, R., Newell, D. W., Servadei,
F., Walters, B. C., & Wilberger, J. E. (2006). Guidelines for the management of severe
traumatic brain injury. Journal of Neurotrauma, 23(Suppl 1), S1-S106.
https://doi.org/10.1089/neu.2006.9999.
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25ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Justificativas:
Alternativa incorreta: Manter o esquema terapêutico atual, pois o paciente se
encontra assintomático e com função renal preservada.
Manter o tratamento atual é inadequado, pois o paciente apresenta HbA1c de 9,2%,
indicando mau controle glicêmico, além de ganho ponderal e microalbuminúria, o
que exige intensificação terapêutica.
Alternativa correta: Prescrever inibidor de SGLT2 ou agonista de GLP-1,
associados à metformina, tendo em vista o mau controle glicêmico, presença de
microalbuminúria e excesso de peso.
A adição de inibidor do SGLT2 ou agonista de GLP-1 é indicada nesses casos por
promover redução da HbA1c, perda ponderal e benefícios cardiovasculares e renais
(como redução de progressão de albuminúria), especialmente em pacientes de alto
risco como este.
Alternativa incorreta: Suspender a metformina e iniciar insulina basal
imediatamente, independentemente da adesão do paciente às mudanças de estilo
de vida.
A insulina pode ser considerada se HbA1c for ≥10% ou presença de sintomas, o que
não ocorre aqui. Antes disso, recomenda-se intensificação com antidiabéticos
orais/injetáveis não insulinotrópicos em associação à metformina.
Alternativa incorreta: Introduzir estatina apenas quando LDL estiver acima de
160 mg/dL, mantendo foco exclusivo no controle glicêmico neste momento.
Estatina está indicada para todos os diabéticos entre 40–75 anos com LDL ≥ 100
mg/dL, independentemente de outros fatores de risco. Portanto, aguardar LDL ≥160
mg/dL é conduta inadequada.
Alternativa incorreta: Iniciar ácido acetilsalicílico em baixa dose como prevenção
primária cardiovascular, visto o tempo de doença e mau controle metabólico.
Uso de AAS como prevenção primária deve ser individualizado e geralmente
reservado para pacientes com risco cardiovascular global elevado (>20% em 10
anos), o que não pode ser inferido apenas por tempo de doença e HbA1c. Além
disso, benefícios são limitados e risco de sangramento deve ser considerado.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas –
Diabetes Mellitus tipo 2, 2022.
ADA Standards of Medical Care in Diabetes – 2024.
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26ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A Manobra de Ritgen modificada é realizada utilizando-se uma das mãos com o
auxílio de uma compressa para abaixar o corpo perineal durante o período
expulsivo, visando reduzir a necessidade de realização de episiotomia, além da
redução de lesões perineais. Com a outra mão, ampara-se o occipital fetal para
reduzir a velocidade no desprendimento e na extensão do polo cefálico quando da
expulsão fetal.
Referências:
Obstetrícia de Williams. 25a Ed. McGraw Hill Brasil, 2021. Assistência ao trabalho de
parto.
Obstetrícia do Zugaib. Ed. Manole, 2012. Assistência ao parto.
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27ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Dieta rica em fibras é a abordagem correta porque o aumento da ingestão de
fibras é o pilar do tratamento da causa subjacente que é a constipação da paciente.
Ela é recomendada como tratamento inicial para aliviar a constipação e os sintomas
das hemorroidas. Medidas clínicas conservadoras, como dieta e banhos de assento,
ajudam a reduzir a inflamação e a dor e são consideradas a primeira linha de
tratamento nos casos de hemorroidas de grau I. 
Escleroterapia com injeções é uma opção para hemorroidas que não respondem
ao tratamento conservador, mas não é o tratamento inicial recomendado.
Ligadura elástica das hemorroidas é usada para hemorroidas internas de graus
II e III que falharam no tratamento conservador, não sendo a primeira escolha.
Hemorroidectomia é indicada para complicações significativas que não
respondem a outros tratamentos, não sendo apropriada como abordagem inicial.
O uso ocasional de curto prazo de corticosteroides tópicos pode aliviar os
sintomas pruriginosos; no entanto, o uso prolongado pode causar reações alérgicas
ou sensibilização, e não há evidências robustas que recomendem seu uso em longo
prazo.
Referência:
LOHSIRIWAT, V. Treatment of hemorrhoids: A coloproctologist’s view. World
Journal of Gastroenterology, v. 21, n. 31, p. 9245-9252, 2015. Disponível em:
https://doi.org/10.3748/wjg.v21.i31.9245. Acesso em: 26 ago. 2024.
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28ª QUESTÃO
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Resposta comentada:O uso de DIU de cobre poderá contribuir para aumento do fluxo menstrual e cólicas.
O DIU de cobre, o SIU liberador de levonogestrel intrauterino e a pílula de
desogestrel não contribuirão para o controle de acne e oleosidade capilar ou TPM. 
A laqueadura, nesse caso de nuligesta de 18 anos, não é permitida por lei.
O contraceptivo oral combinado contínuo diminuirá o fluxo menstrual e contribui
para o controle dos sinais androgênicos e TPM. 
Referência:
Anticoncepção para adolescentes – São Paulo: Connexomm, 2017.
Série Orientações e recomendações FEBRASGO. n. 9, 2017.
1.Anticoncepção. 2.Adolescente. 3.Aconselhamento. 4.Estrogênios. 5.Progestinas
6.Dispositivos intrauterinos.
https://www.febrasgo.org.br/pt/component/zoo/category/planejamento-familiar
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29ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 22 de 95
Resposta comentada:
Justificativas:
O tratamento deve ser realizado com sulfadiazina de prata tópica e
observação hospitalar em curto período, sem necessidade de
reposição hídrica inicial. Incorreta. O uso de sulfadiazina de prata pode
ser considerado posteriormente, mas não substitui a necessidade de
hospitalização prolongada e reposição volêmica adequada em queimaduras
extensas.
A hidratação venosa deve seguir a fórmula de Holliday e Segar,
calculando manutenção hídrica de 100 mL/kg/dia, ajustada ao peso
da criança. Incorreta. A fórmula de Holliday e Segar calcula apenas
manutenção hídrica, não suprindo as necessidades adicionais de grandes
queimados.
A reposição deve ser feita com solução isotônica, administrando
metade do volume calculado nas primeiras 8 horas e a outra
metade ao longo das 16 horas seguintes. Correta. A fórmula de
Parkland (4 mL x peso x % SCQ) orienta reposição com solução isotônica,
com 50% do volume nas primeiras 8 horas e o restante em 16 horas.
O cálculo deve seguir a fórmula de Parkland, utilizando solução
hipotônica para reposição inicial do volume hídrico nas primeiras
24 horas. Incorreta. A fórmula de Parkland deve ser feita com solução
isotônica (Ringer Lactato), não hipotônica.
A hidratação deve ser realizada por fórmula simplificada,
aplicando 5 vezes o peso corporal multiplicado pela superfície
corporal queimada em porcentagem. Incorreta. A fórmula
simplificada apresentada (5 x peso x % SCQ) não é recomendada em
pediatria, pois superestima ou subestima a reposição.
Referência:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set. 2025.
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30ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 23 de 95
Resposta comentada:
Midazolam intramuscular – Incorreta.
Após 10 a 20 minutos da segunda dose do benzodiazepínico, se a crise continuar,
passa a ser necessária a utilização de droga anticonvulsivante de longa ação. A
fenitoína é o tratamento padrão para crises convulsivas resistentes aos
benzodiazepínicos, especialmente em crianças com mais de 1 ano de vida.
Propofol intramuscular – Incorreta.
O propofol é um anestésico de ação rápida, mas não deve ser usado por via
intramuscular devido à absorção errática e dolorosa. Seu uso é reservado ao
ambiente de UTI, com monitorização avançada, geralmente em crises refratárias e
após intubação orotraqueal.
Fenobarbital intramuscular – Incorreta.
O fenobarbital pode ser utilizado no tratamento de convulsões, mas não é a primeira
escolha no status epilepticus. A via intramuscular não é adequada para situações de
urgência, pois apresenta absorção lenta. Atualmente, é considerado droga de
segunda linha, após falha dos benzodiazepínicos.
Midazolam por via intranasal – Correta.
É uma opção indicada quando se deseja absorção rápida sem acesso venoso. A via
intranasal é eficaz, segura e recomendada em pediatria, com absorção rápida pela
mucosa nasal. É amplamente utilizada em protocolos pré-hospitalares e em
situações em que não há possibilidade imediata de aplicação intramuscular ou
intravenosa.
Lorazepam por via retal – Incorreta.
Pode ser utilizado quando não há outra via disponível, mas o midazolam intranasal é
mais rápido e efetivo. Além disso, a via retal apresenta maior variabilidade de
absorção.
Referência:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri:
Manole, 2024. E-book. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set. 2025.
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31ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Análise das alternativas:
Entamoeba histolytica – Incorreta
Causa disenteria amebiana (diarreia com muco e sangue), não má
absorção crônica.
Não cursa com esteatorreia.
Enterobius vermicularis – Incorreta
Oxiurose dá prurido anal noturno, não diarreia crônica nem má absorção.
Não explica a perda de peso e as fezes gordurosas.
Giardia duodenalis (lamblia) – Correta
Protozoário flagelado que coloniza o intestino delgado.
É a causa clássica de síndrome de má absorção em crianças.
Produz fezes volumosas, oleosas, fétidas, dor abdominal, náuseas, perda
de peso e déficit nutricional.
Diagnóstico etiológico mais provável.
Ancylostoma duodenale – Incorreta
Helmintíase que causa anemia ferropriva por sangramento intestinal
crônico.
Não causa diarreia aquosa crônica nem esteatorreia.
Ascaris lumbricoides – Incorreta
Geralmente assintomática ou causa dor abdominal inespecífica.
Pode complicar com obstrução intestinal, mas não cursa com esteatorreia
crônica.
Referência:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 25
set. 2025.
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32ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 25 de 95
Resposta comentada:
Suspeita de abuso e violência – Correta.
A criança apresentava bom desempenho escolar anteriormente, mas passou por
uma mudança abrupta, demonstrando dificuldade de concentração e a
presença de hematomas, o que levanta suspeitas de abuso ou violência.
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) – Incorreta.
A criança não apresenta comportamento agitado, nem há relato de perda
frequente de objetos ou interrupção da fala dos colegas, características
fundamentais do TDAH.
Comportamento Desafiador Opositivo (TDO) – Incorreta.
Esse transtorno se caracteriza por comportamento desafiador, agressivo e
dificuldade de lidar com limites, o que não foi descrito no caso.
Atraso de desenvolvimento neuropsicomotor. – Incorreta.
O atraso do desenvolvimento neuropsicomotor se manifesta desde a primeira
infância e não surge de forma súbita em uma criança de 8 anos previamente com
bom desempenho escolar e social. A cronologia do caso descarta essa hipótese.
Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Incorreta.
Não há histórico anterior do transtorno, e o início dos sintomas foi recente.
Além disso, não há relato de seletividade alimentar, hiperfoco ou
dificuldades de socialização anteriores ao surgimento do quadro,
características comuns no TEA.
Referências:
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais – DSM-5-TR. 5ª ed. revisada. Porto Alegre: Artmed, 2022.
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
set. 2025.
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33ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 26 de 95
Resposta comentada:
Pacientes com pitiríase versicolor normalmente respondem aos tratamentos
antimicóticos tópicos. A alternativa correta contempla essa regra. Terapias
sistêmicas podem ser utilizadas e requerem curta duração de uso. Itraconazol é
efetivo quando utilizado por 5 dias (enão como uma das alternativas propõe
incorretamente: 16 semanas de uso). Terbinafina por via oral, apesar de bom perfil
de segurança em tratamento de outras micoses, não é efetiva para pitiríase
versicolor. Cremes emolientes não são efetivos e podem piorar o quadro, uma vez
que o fungo é lipofílico. Corticoterapia, apesar de fundamental em outras doenças
dermatológicas, não tem aplicação em pitiríase versicolor. 
Referências:
BOLOGNIA, Jean. Dermatologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2015. E-
book. ISBN 9788595155190.Disponível em: https: // integrada . minhabiblioteca .
com . br / # / books / 9788595155190 / . Acesso em: 18 fev. 2024.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Qual o tratamento de pitiríase versicolor? São Paulo:
BVS Atenção Primária em Saúde, 2019. Disponível em: https://aps-
repo.bvs.br/aps/qual-o-tratamento-de-pitiriase-versicolor/. Acesso em 18 fev. 2014. 
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34ª QUESTÃO
Resposta comentada:
As imunoglobulinas são importantes atrizes no processo de imunidade humoral.
Conforme se afirma nas alternativas, a IgG e IgM são capazes de ativar o sistema
complemento, bem como a IgG é passível de ser transportada pela placenta. A IgA,
por sua vez, é relacionada à imunidade de membranas. 
A IgD não opsoniza os microrganismos. E as células T CD4+ não são células
fagocíticas do organismo. Por fim, a IgD é produzida pelo plasmócito e permanece
em sua membrana, atuando como receptor de células B (BCR).
Referência:
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 7. ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
 
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35ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 27 de 95
Resposta comentada:
A resposta correta é: “Indicar intervenção cirúrgica ou drenagem guiada por
imagem, devido à falha da terapia conservadora.”
Justificativa: Tanto o Ginecologia de Williams (2014) quanto o Tratado de
Ginecologia de Lasmar (2017) orientam que, na presença de abscesso tubo-
ovariano ≥ 7–8 cm e ausência de melhora clínica após 48–72 horas de
antibioticoterapia adequada, há indicação de intervenção. A escolha pode ser
drenagem laparoscópica, laparotomia ou drenagem transvaginal guiada por
ultrassonografia, considerando preservação da fertilidade, condições clínicas e
experiência da equipe. A conduta conservadora prolongada eleva o risco de ruptura
e sepse.
Referências:
HOFFMAN, Bárbara L.; SCHORGE, John O.; HALVORSON, Lisa M.; e outros.
Ginecologia de Williams . 2. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2014. E-book. pág.18. ISBN
9788580553116. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580553116/. Acesso
em: 12 atrás 2025.
LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2017. E-book. pi ISBN 9788527732406. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527732406/. Acesso
em: 12 atrás. 2025.
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36ª QUESTÃO
Resposta comentada:
I. Os tiazídicos causam diurese com aumento da excreção de Na + e Cl–, que
pode resultar na excreção de urina hiperosmolar.
II. A espironolactona (furosemida) é um diurético de alça que inibe o
contransporte de Na+/K+/2Cl– na membrana luminal, no ramo ascendente
da alça de Henle.
III. A furosemida (espironolactona e eplerenona) é um esteroide sintético
que antagoniza a aldosterona no receptor intracelular citoplasmático,
inativando o complexo furosemida-receptor (espironolactona-receptor).
Ele impede a translocação do complexo receptor para o núcleo da célula-
alvo, bloqueando a produção de proteínas mediadoras que normalmente
estimulam os locais de troca Na+/K+ do túbulo coletor.
IV. A acetazolamida inibe a anidrase carbônica localizada intracelular
(citoplasma) e na membrana apical do epitélio tubular proximal.
Referência:
WHALEN, Karen; FINKEL, Richard; PANAVELIL, Thomas A. Farmacologia Ilustrada-
6ª Edição. Artmed Editora, 2016.
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37ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 28 de 95
Resposta comentada:
Apesar de todas as situações poderem levar a epistaxe, a causa mais prevalente é o
microtrauma do plexo de Kiesselbach.
Referências:
Guia de medicina ambulatorial e hospitalar (UNIFESP/Escola Paulista de Medicina). 1
ed. São Paulo: Manole, 2002.
Bailey's Head and Neck Surgery: Otolaryngology by B. J. Bailey, Jonas T. Johnson, C.
Rosen. Published 15 April 2013
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38ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Alternativa corrreta: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) – Caracterizado
pela presença de uma preocupação excessiva e difícil de controlar com uma
variedade de eventos e atividades, como descrito no caso clínico. A paciente
apresenta uma sintomatologia de ansiedade crônica, que ocorre na ausência de
uma causa específica, com manifestações como tensões musculares, insônia e
fadiga, o que é consistente com o diagnóstico de TAG.
Distratores incorretos:
Transtorno de Ansiedade Social: Caracteriza-se pela ansiedade relacionada a
situações sociais, e não pela preocupação excessiva com aspectos do cotidiano.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): No TOC, a pessoa tem obsessões
(pensamentos intrusivos) seguidas de compulsões (comportamentos repetitivos)
para aliviar a ansiedade. No caso, a paciente não descreve esses comportamentos.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): O TEPT é geralmente
desencadeado por eventos traumáticos específicos, e a paciente não relatou
histórico de trauma que justifique a ansiedade.
Transtorno Depressivo Maior (TDM): Embora a paciente possa estar
apresentando sintomas de fadiga e dificuldades de concentração, o quadro clínico
está mais voltado para a ansiedade crônica e não para a tristeza profunda e perda
de interesse características da depressão.
Referência:
ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais (DSM-5). 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
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39ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 29 de 95
Resposta comentada:
A alternativa correta é a “Torção ovariana”. A torção ovariana ocorre quando o
ovário se torce em torno do pedículo vascular, comprometendo o fluxo sanguíneo. O
teratoma maduro, um tumor ovariano benigno comum em mulheres jovens, é uma
das principais causas de torção ovariana devido ao seu peso e características
heterogêneas, com áreas císticas e sólidas/hiperecogênicas. A apresentação clínica
inclui dor pélvica aguda e intensa, frequentemente associada a náuseas e vômitos.
A ultrassonografia com doppler pode demonstrar uma massa ovariana heterogênea
e fluxo sanguíneo reduzido.
As outras alternativas não podem estar corretas, pois:
– Apendicite aguda não traria uma ultrassonografia com massa ovariana com fluxo
Doppler reduzido, além de causar febre e sinais de peritonite aguda.
– O Cisto hemorrágico roto pode causar dor pélvica aguda, mas o exame de imagem
geralmente mostra líquido livre na pelve e no caso descrito, a ultrassonografia
acordou uma massa heterogênea com fluxo sanguíneo limitado.
– A Doença inflamatória pélvica (DIP) ocorre devido à infecção ascendente do trato
genital, sendo comumente associada a febre, sinais infecciosos, corrimento vaginal
purulento, dispareunia e dor no hipogástrio, quadro clínico diferente do exposto
acima.
– E a Gravidez ectópica rota deve ser descartada com um teste de gravidez (β-hCG)
positivo e na ultrassonografia tipicamente mostraria líquido livre significativo e uma
massa anexial suspeita. 
Referência:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
(FEBRASGO). Tratado de ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter; 2019. pg 1099-
1123
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40ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A descrição da lesão nodular perolada com telangiectasias e úlcera central é
altamente sugestiva de carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de
pele. A excisão cirúrgica seguida de análise histopatológica é o padrão ouro para o
diagnóstico e o tratamento, proporcionando informações sobre as margense a
profundidade da invasão, essenciais para o manejo adequado.
Justificativas dos distratores:
1. Melanoma é um tipo mais agressivo de câncer de pele, caracterizado por
lesões assimétricas, com bordas irregulares, coloração variável e diâmetro
maior que 6 mm. A lesão descrita não corresponde a essas características.
2. Infecções fúngicas cutâneas geralmente apresentam lesões com
descamação e prurido, não correspondendo à descrição dada.
3. Verrugas vulgares são causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV) e
têm aparência diferente da lesão descrita, geralmente sendo mais
elevadas e ásperas.
4. Lesões benignas relacionadas à idade, como ceratoses seborreicas,
apresentam aspectos clínicos distintos e não costumam necessitar de
excisão para diagnóstico ou tratamento, a menos que haja uma
preocupação cosmetológica ou de desconforto pelo paciente.
Referência:
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo – Patologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-
book. ISBN 9788527738361. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738361/. Acesso em: 22
fev. 2024.
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41ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A capacitação dos profissionais de saúde em relação a abordagens culturalmente
sensíveis é crucial para superar possíveis barreiras na comunicação e compreender
as nuances que podem influenciar a saúde dos indivíduos negros. Isso inclui o
reconhecimento das disparidades raciais, históricas, socioeconômicas e de acesso
aos cuidados de saúde. Ao investir na formação dos profissionais de saúde para
compreenderem e respeitem as especificidades culturais da população negra, é
possível proporcionar um atendimento mais eficaz, engajado e alinhado com as
necessidades dessa comunidade. Isso contribui diretamente para a promoção da
equidade e eliminação das disparidades raciais na saúde, objetivos centrais da
Política de Atenção Integral à Saúde da População Negra (PNAISPN).
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População
Negra: uma política para o SUS. Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão
Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao
Controle Social. 3. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. 44 p.
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42ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Este paciente apresenta hipertensão arterial em estágio 2, definida como PAS entre
160–179 mmHg ou PAD entre 100–109 mmHg, segundo a Diretriz Brasileira de
Hipertensão (SBC, 2020).
De acordo com essas diretrizes, o tratamento ambulatorial de pacientes com HAS
estágio 2 ou 3 deve iniciar imediatamente com terapia farmacológica combinada
(preferencialmente em dose fixa) associada a mudanças no estilo de vida, visando
melhor controle pressórico e adesão.
Alternativa correta: iniciar dois anti-hipertensivos (geralmente um inibidor da ECA ou
BRA + diurético tiazídico ou antagonista do cálcio), além de orientação não
farmacológica.
Medidas não farmacológicas isoladas são recomendadas apenas para hipertensão
estágio 1 sem risco cardiovascular elevado, o que não se aplica aqui.
Encaminhamento ao pronto-socorro é reservado para emergências ou urgências
hipertensivas, que não estão presentes neste caso.
Repetir a medida da PA em outro dia é válido em casos de PA limítrofe ou primeira
avaliação, mas o paciente já tem pressões persistentemente elevadas e diagnóstico
confirmado.
A monoterapia não é a estratégia inicial recomendada para HAS estágio 2, pois tem
menor taxa de sucesso no controle da PA.
Referências:
BRASIL. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial . 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica nº 37. Hipertensão
Arterial Sistêmica. Brasília: MS; 2022.
SOUZA, WKSB, et al. Clínica Médica – Abordagem Centrada na Pessoa. 2ª ed. São
Paulo: Manole; 2023.
 
 
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43ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O sangramento uterino anormal (SUA) nas pacientes em idade reprodutiva consiste
em um padrão de sangramento que não é consistente com parâmetros do ciclo
menstrual normal (frequência, regularidade, duração e volume). O sistema PALM-
COEIN classifica as causas da SUA como estruturais: pólipo, adenomiose, leiomioma
(mioma), neoplasia ou hiperplasia; ou não estruturais: coagulopatia, disfunção
ovulatória, endometrial, iatrogênica, ainda não classificada. A avaliação é por meio
da história menstrual, exame ginecológico, dosagem de níveis séricos de hormônios
e, geralmente, ultrassonografia transvaginal. O tratamento depende da causa, mas
pode incluir fármacos não hormonais ou hormonais, ou um procedimento (p. ex.,
histeroscopia, miomectomia, histerectomia). O sangramento uterino anormal é um
problema clínico comum; a disfunção ovulatória é a causa mais comum de
sangramento uterino anormal. Teste à procura de causas tratáveis para o
sangramento; os exames podem incluir um teste de gravidez, hemograma e
ferritina, medição dos níveis hormonais (tireotropina, prolactina, progesterona) e,
muitas vezes, ultrassonografia, histeroscopia no consultório e amostragem
endometrial. Nas mulheres em risco, fazer amostragem endometrial para verificar
hiperplasia endometrial ou câncer. Se forem necessárias medicações para controlar
o sangramento, tratar com AINEs, ácido tranexâmico, contraceptivos orais de
estrogênio/progesterona, DIUs liberadores de levonorgestrel, agonistas ou
antagonistas de gonadotropinas, ou outros hormônios. Tratar lesões estruturais ou
sangramento que não respondem a medicamentos com um procedimento (p. ex.,
histeroscopia, ablação endometrial, histerectomia).
Referência:
FREITAS. Rotinas em Ginecologia. 6 ed. p. 135.
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44ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Normas (American Academy of Pediatrics, 1996 AAP 1996 e European Association of
Urology, 2012 EAU 2012) recomendam que a orquiopexia em pacientes saudáveis
seja realizada em torno de 12-18 meses de idade, já que é improvável que o TND
desça depois de 12 meses de idade.
A cirurgia pode ser realizada mais precocemente se uma hérnia sintomática estiver
presente. O risco de anestesia geral, após seis meses de idade, é aceitavelmente
baixo em hospitais com anestesiologistas pediátricos. Além da evidência de que o
posicionamento escrotal precoce pode afetar o risco de malignidade e infertilidade,
o tratamento do TND também reduz o risco de torção, facilita o exame testicular,
melhora a função endócrina do testículo e cria um escroto de aparência normal.
A abordagem operatória para TND depende de o testículo ser palpável. É importante
reexaminar o paciente sob anestesia, porque até 18% dos testículos não palpáveis
podem tornar-se palpáveis no exame com o paciente anestesiado. Os testículos não
descidos palpáveis, uni ou bilaterais, são tratados de forma semelhante. A biópsia
rotineira do testículo no momento da cirurgia não é recomendável, mas pode
fornecer informação prognóstica sobre a fertilidade.
Para o TND palpável unilateral, que é diagnosticado após a puberdade, a conduta
preferida é a orquipexia. Caso a orquiopexia difícil e o testículo contralateral normal,
ou se o TND for anormalmente menos consistente e pequeno, deve ser realizada
orquiectomia. Da mesma forma, a orquiectomia é o tratamento de escolha para o
TND intra-abdominal pós-púbere unilateral, por conta do risco de câncer
aumentado. A orquiectomia laparoscópica é ideal nesse cenário. Em casos raros,
como, por exemplo, homens pós-púberes com risco anestésico significativo ou
homens com idade superior a 50 anos, a observação é uma alternativa aceitável à
cirurgia.
Referência:
Ashcraft: cirurgia pediátrica / George W. Holcomb, J. Patrick Murphy, Daniel J. Ostlie,
tradução Adriana de Siqueira. [et. al.] -- 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
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45ª QUESTÃO
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Respostacomentada:
A incidência de infecção associada ao abortamento é muito variável. No
abortamento espontâneo ou na interrupção médica da gravidez, a infecção não é
frequente (menos de 0,4%). No entanto, procedimentos inseguros de interrupção da
gravidez continuam a ocorrer em todo o mundo e têm uma taxa muito maior de
morbidade e mortalidade. Mulheres com risco particular de infecção incluem
aquelas com história de abortamento inseguro, instrumentação uterina ou
sangramento vaginal prolongado. O abortamento infectado é um diagnóstico clínico
feito em pacientes que apresentam sinais e sintomas de infecção uterina. Os sinais
e sintomas mais comuns incluem: Dor pélvica e/ou abdominal, sensibilidade uterina,
secreção vaginal purulenta, sangramento vaginal, febre e colo uterino entreaberto.
Referências:
FERNANDES, Cesar E. Febrasgo – Tratado de Obstetrícia. [Digite o Local da
Editora]: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788595154858. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154858/. Acesso em: 09
out. 2023.
MINISTÉRIO, D.; SAÚDE. MANUAL DE GESTAÇÃO DE ALTO RISCO BRASÍLIA -DF 2022
VERSÃO PRELIMINAR. [s.l: s.n.]. Disponível em:
. Acesso em 01 set.
2023.
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46ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A síndrome de Turner (45,X0) é uma alteração genética exclusiva do sexo feminino,
e suas manifestações típicas incluem:
Baixa estatura.
Pescoço alado.
Tórax em escudo.
Edema em mãos e pés ao nascimento.
Cardiopatia congênita (especialmente coarctação de aorta).
Ausência de características sexuais secundárias na adolescência.
As demais síndromes apresentam características distintas:
Síndrome de Patau (trissomia 13): holoprosencefalia, microftalmia, polidactilia,
malformações graves do SNC.
Síndrome de Edwards (trissomia 18): punho cerrado com sobreposição dos
dedos, esterno curto e micrognatia.
Síndrome de Down (trissomia 21): face achatada, prega palmar única,
hipertonia inicial e cardiopatia (canal AV).
Síndrome de Klinefelter (47,XXY): ocorre em meninos, com hipogonadismo,
ginecomastia e infertilidade — não compatível com o sexo da paciente.
Referências:
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6. ed. Barueri: Manole,
2024. E-book. p.v2-307. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 28
agosto. 2025.
Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Triagem Neonatal – Teste do Pezinho.
Brasília: MS; 2021.
OMIM – Online Mendelian Inheritance in Man. Johns Hopkins University; acesso em
2025.
Zatz M. Genética Médica – dos genes à clínica. 2ª ed. Manole; 2023.
 
 
 
 
 
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47ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O quadro clínico do paciente, que apresenta dor intensa, palidez, ausência de
pulsos, sensação de frieza e parestesia na perna, é característico de oclusão arterial
aguda. Os 6 Ps clássicos desse quadro são: Pain (dor), Pallor (palidez), Pulselessness
(ausência de pulso), Paresthesia (formigamento), Paralysis (paralisia) e
Poikilothermia (perda da capacidade de manter a temperatura corporal normal).
Esses sinais indicam um fluxo sanguíneo comprometido na extremidade, sugerindo
uma emergência vascular que exige intervenção rápida. Trata-se de uma embolia
arterial, e não uma trombose devido ao quadro de início súbito, em que,
provavelmente, um coágulo no sistema arterial causado pela arritmia ocluiu a
artéria principal do membro inferior esquerdo, diferentemente da trombose, que
seria mais provavelmente devida a condições primariamente crônicas (embora não
se descarte condições agudas, elas são menos relevantes nessa entidade) como
hipotensão, hipercoagulabilidade, presença de trauma, neoplasia ou infecção local,
com possível lesão da camada íntima da artéria, ou ainda na presença de
aneurisma.
Referências:
Hirsch, A. T., & Haskal, Z. J. (2006). Accf/AHA 2005 guideline update for the
management of patients with peripheral arterial disease: a report of the American
College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines
(Committee on Peripheral Arterial Disease). Circulation, 113(11), e463-e654.
Esta diretriz aborda o diagnóstico e o manejo de pacientes com doença arterial
periférica, incluindo a oclusão arterial aguda, destacando os sinais clínicos e a
necessidade de tratamento imediato.
Rutherford, R. B., & Baker, J. S. (1995). Vascular Surgery: Basic Principles and
Practice. 3rd edition. W.B. Saunders Company.
Referência clássica na cirurgia vascular, que descreve as causas e os sintomas
típicos da oclusão arterial aguda, incluindo os 6 Ps e a fisiopatologia envolvida.
Criado, F. J., & Sen, D. (2007). Acute Limb Ischemia: Diagnosis and Management.
Current Treatment Options in Cardiovascular Medicine, 9(2), 149-158.
Este artigo discute a oclusão arterial aguda, suas manifestações clínicas, incluindo
os sinais e sintomas característicos (os 6 Ps), e as estratégias terapêuticas.
Kasirajan, V., & Marston, W. (2016). Acute Limb Ischemia. Circulation, 133(1), 69-
75.
Artigo detalhando a apresentação clínica de oclusão arterial aguda, com ênfase nas
manifestações, diagnóstico precoce e estratégias de tratamento.
Faries, P. L., & DeRubertis, B. G. (2005). Acute Ischemia of the Lower Extremity:
Diagnosis and Management. Journal of Vascular Surgery, 41(4), 611-617.
Estudo sobre o manejo da isquemia aguda dos membros inferiores, abordando os
sinais clínicos típicos e as abordagens terapêuticas, especialmente a importância do
diagnóstico precoce.
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48ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Pode se tratar de um caso de oligodramnio ou feto pequeno para idade gestacional
ou restrito, dado à altura do fundo uterino, mas não há informações que suscitem
necessidade de propedêutica de pré-eclâmpsia.
O diagnóstico mais provável é crescimento intrauterino restrito, com ou sem
oligodramnia, e deve-se solicitar de ultrassonografia obstétrica com doppler. Se
confirmado, cardiotocografia para avaliar a vitalidade fetal.
A altura do fundo uterino está menor do que a idade gestacional, não se tratando de
polidramnia nem há parâmetros para diabetes gestacional.
A altura do fundo uterino está pequena e incompatível com a idade gestacional.
A paciente não é obesa, e o fundo uterino remete a feto pequeno ou restrito ou
diminuição do líquido amniótico.
Referências:
ROTINAS EM OBSTETRÍCIA – ARTMED. 7ª ED., PASSOS ET AL. 2017.
MANUAL DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA – SOGIMIG. 5ª EDIÇÃO, 2012.
Feedback:
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49ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O uso de plantas medicinais para cura de doenças se enquadra no nível de
prevenção secundário, pois está relacionado ao tratamento precoce.
Referência:
BRASIL. Decreto 6.040, de 07 de fevereiro de 2007.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm.
ROUQUAYROL, Maria, Z. e ROUQUAYROL, Marcelo Gurgel. Epidemiologia e saúde.
8ª edição. MedBook Editora, 2017, cap.2. Disponível em: Minha Biblioteca
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50ª QUESTÃO
000173.49001b.e61b3c.c782d2.44bbd2.8be1d8.9797a4.93eb9 Página 38 de 95
Resposta comentada:
I. (Incorreta): A TFT não apresentou aumento significativo no período analisado
devido aos limites estreitos do intervalo de confiança. Essa afirmação está incorreta,
pois limites estreitos de intervalo de confiança podem sugerir diferenças
significativas.
II. (Correta): Em 2018, a TFT de fato atingiu seu maior valor. Além disso, o
intervalo de confiança que pode sim sugerir uma alta precisão da estimativa, devido
a visualmente ser estreito em torno dos valores de fertilidade.
III. (Incorreta): A faixa entre 35 e 40 anos apresentou de fato a menor TFI, porém
intervalos de confiança mais amplos podem indicar baixa precisão da estimativa.
Diferente do que é citado na questão,

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