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Apostila - Microbiologia - Bacteriologia

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Questões resolvidas

São características gerais das bactérias, exceto:
a) Tipo de Célula: Procariótica.
b) Membrana Celular: Esteróis ausentes, com exceção do Mycoplasma.
c) Parede Celular: Peptideoglicana.
d) Esporos: Endósporos (não para reprodução); alguns esporos assexuais reprodutivos.
e) Metabolismo: Limitado a heterotrófico; aeróbico, anaeróbico facultativo.

Cólera é uma infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina do bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente assintomática, com diarreia leve. Cólera é uma doença de notificação compulsória.
Sobre o assunto é correto afirmar, EXCETO:
(A) A transmissão da Cólera é pela ingesta de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doente ou portador.
(B) Lavar as mãos é uma recomendação importante que a equipe de enfermagem deve dar aos pacientes e familiares.
(C) A Cólera, mesmo na forma mais grave, não pode levar o paciente a óbito.
(D) A Cólera pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras.
(E) Se o quadro grave de Cólera não for tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico.

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Questões resolvidas

São características gerais das bactérias, exceto:
a) Tipo de Célula: Procariótica.
b) Membrana Celular: Esteróis ausentes, com exceção do Mycoplasma.
c) Parede Celular: Peptideoglicana.
d) Esporos: Endósporos (não para reprodução); alguns esporos assexuais reprodutivos.
e) Metabolismo: Limitado a heterotrófico; aeróbico, anaeróbico facultativo.

Cólera é uma infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina do bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente assintomática, com diarreia leve. Cólera é uma doença de notificação compulsória.
Sobre o assunto é correto afirmar, EXCETO:
(A) A transmissão da Cólera é pela ingesta de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doente ou portador.
(B) Lavar as mãos é uma recomendação importante que a equipe de enfermagem deve dar aos pacientes e familiares.
(C) A Cólera, mesmo na forma mais grave, não pode levar o paciente a óbito.
(D) A Cólera pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras.
(E) Se o quadro grave de Cólera não for tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico.

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Bacteriologia | 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR 
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Biologia 
Bacteriologia 
Bacteriologia | 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR ....................................................................................... 5 
1 Roteiro do PDF FOCADO ............................................................................................. 6 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS ........................................................................ 7 
CONCEITO ............................................................................................................................................ 7 
IMPORTÂNCIA ..................................................................................................................................... 7 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................... 7 
ESTRUTURA ......................................................................................................................................... 8 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 11 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 12 
REPRODUÇÃO .................................................................................................................................... 13 
RECOMBINAÇÃO GENÉTICA ................................................................................................................ 13 
METABOLISMO BACTERIANO ............................................................................................................. 14 
CÓLERA ........................................................................................................................... 14 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 14 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 15 
CAUSA ............................................................................................................................................... 15 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 16 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 16 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 17 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 17 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 18 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 19 
GASTROENTERITE BACTERIANA ....................................................................................... 19 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 19 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 20 
AGENTES CAUSADORES ...................................................................................................................... 20 
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR ................................................................................................................. 20 
ENTEROBACTÉRIAS ............................................................................................................................ 21 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 21 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 22 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 22 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 23 
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LEPTOSPIROSE ................................................................................................................ 23 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 23 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 24 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 24 
CARATERÍSTICAS ................................................................................................................................ 25 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 25 
PROFILAXIA ....................................................................................................................................... 25 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 26 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 26 
INFECÇÃO URINÁRIA ....................................................................................................... 27 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 27 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 27 
ENTEROBACTERIAS ............................................................................................................................ 28 
QUALIDADE DAS ÁGUAS E ALIMENTOS ............................................................................................... 29 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 29 
FATORES DE RISCO ............................................................................................................................. 30 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 30 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 30 
TUBERCULOSE ................................................................................................................. 30 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 30 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 31 
TRANSMISSÃO ...................................................................................................................................31 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 32 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 33 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 33 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 34 
HANSENÍASE ................................................................................................................... 35 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 35 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 35 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 36 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 37 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 38 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 38 
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TRATAMENTO .................................................................................................................................... 39 
BOTULISMO .................................................................................................................... 40 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 40 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 40 
FORMAS DA DOENÇA ......................................................................................................................... 41 
BOTULISMO ALIMENTAR ........................................................................................................................................... 41 
BOTULISMO INTESTINAL ........................................................................................................................................... 41 
BOTULISMO DE FERIMENTOS ................................................................................................................................... 42 
BOTULISMO INFANTIL ............................................................................................................................................... 42 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 42 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 42 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 42 
TRATAMENTO ESTÉTICO..................................................................................................................... 43 
SÍFILIS ............................................................................................................................. 43 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 43 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 43 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 44 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 45 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 45 
SÍFILIS PRIMÁRIA ....................................................................................................................................................... 46 
SÍFILIS SECUNDÁRIA .................................................................................................................................................. 46 
SÍFILIS LATENTE ......................................................................................................................................................... 47 
SÍFILIS TERCIÁRIA ....................................................................................................................................................... 47 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 47 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 47 
SÍFILIS CONGÊNITA ............................................................................................................................. 48 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
CONCEITO 
Bactérias são organismos UNICELULARES que não possuem núcleo definido nem 
organelas membranosas (PROCARIOTAS). 
Existem milhares de espécies conhecidas que apresentam formas, habitats e 
metabolismo diferentes. 
 
Diferença entre célula procariota e eucariota 
IMPORTÂNCIA 
RENOVAÇÃO DE NITROGÊNIO NO AMBIENTE. Na natureza, as bactérias participam 
do Ciclo do Nitrogênio, ajudando em diversas etapas. 
PRODUÇÃO DE ALIMENTOS. As bactérias são utilizadas na fabricação de iogurtes, 
queijos e coalhadas, em que se utiliza os lactobacilos. 
PRODUÇÃO DE REMÉDIOS E SUPLEMENTOS. Na indústria farmacêutica, são 
produzidos antibióticos e vitaminas a partir de bactérias. 
DESENVOLVIMENTO DA ENGENHARIA GENÉTICA. É possível usar bactérias 
geneticamente modificadas para produzir proteínas humanas, como hormônio do 
crescimento e insulina. 
BIORREMEDIAÇÃO DE AMBIENTES. É possível introduzir bactérias do gênero 
Pseudomonas em ambientes poluídos para descontaminação. Esse processo recebe o 
nome de biorremediação, pois as bactérias agem oxidando compostos orgânicos nocivos 
e tornando-os inofensivos. 
CLASSIFICAÇÃO 
Eram classificadas no Reino Monera 
A classificação dos TRÊS DOMÍNIOS proposta por Woese, em 1977, divide os seres vivos 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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em três grupos: Archaea (quimiotróficos e procariontes, que não possuem membrana 
nuclear, parede celular sem peptideoglicano), Bacteria e Eukarya (eucariontes). 
 
ESTRUTURA 
A célula da bactéria é formada basicamente por: 
• material genético, 
• citoplasma, 
• ribossomos, 
• membrana plasmática, 
• parede celular e, em alguns casos, cápsula. 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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Estrutura da célula bacteriana 
 
Não possuem núcleo definido, e seu material genético está concentrado em uma 
região que não é envolta por membrana 
 Podem ser observadas moléculas circulares de DNA pequenas — chamadas de 
PLASMÍDEOS —, as quais se replicam independentemente. 
 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIASwww.focusconcursos.com.br | 10 
Estão ausentes também as organelas celulares envolvidas por membranas. 
RIBOSSOMOS estão presentes nesse tipo celular, entretanto são diferentes daqueles 
observados nas células eucariontes, apresentando-se menores e com diferenças em relação 
ao conteúdo proteico e RNA 
As células bacterianas são dotadas de PAREDE CELULAR, uma estrutura localizada 
externamente à membrana plasmática. A função da parede celular é garantir a manutenção 
do formato da célula e protegê-la 
 
Muitas espécies de bactérias contam com FLAGELOS (locomoção). Essas estruturas podem 
ocorrer em toda a superfície da célula ou estarem concentradas nas extremidades. 
Podem apresentar também as chamadas FÍMBRIAS, que são estruturas filamentosas, 
semelhantes à pelos, utilizadas por esses organismos para se aderir ao substrato 
 
Outro apêndice encontrado nas bactérias são os PILI, que são estruturas que mantêm as 
células unidas durante a transferência de DNA. Alguns autores trazem pili e fímbria como 
sinônimos, indicando como pili sexuais os apêndices relacionados com a transferência de material 
genético. 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CLASSIFICAÇÃO 
• Quanto à forma: 
COCOS: bactérias que apresentam formato esférico. Podem ocorrer isoladas ou em 
agrupamentos. Diplococos (aos pares); Cadeia (estreptococos); Cacho (estafilococos). 
BACILOS: bactérias que apresentam formato de bastão. 
ESPIRILOS: bactérias com formato helicoidal e rígidas. 
ESPIROQUETAS: bactérias com formato helicoidal e flexíveis. 
VIBRIÃO: bactérias que apresentam formato de vírgula 
 
• Quanto à coloração de GRAM: 
Quando submetida à coloração de Gram, a parede celular das bactérias pode 
adquirir coloração violeta ou vermelha. As bactérias coradas de violeta são chamadas de 
GRAM-POSITIVAS e se caracterizam por apresentar uma parede celular mais simples e 
rica em peptideoglicano. As bactérias GRAM-NEGATIVAS, por sua vez, coram-se em 
vermelho e apresentam uma estrutura mais complexa, com menos peptideoglicano 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CARACTERÍSTICAS 
Bactérias são menores que as células eucariontes. Enquanto as bactérias apresentam, 
normalmente, um diâmetro compreendido entre 1 µm e 5 µm, as células eucariontes 
possuem diâmetro entre 10 µm e 100 µm. 
 
Diferença de tamanho das bactérias e células eucariotas 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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REPRODUÇÃO 
A maioria das bactérias se reproduz por DIVISÃO BINÁRIA, um processo assexuado 
em que uma bactéria se divide em duas. As células-filhas são geneticamente iguais, sendo 
chamadas de clones. O processo é relativamente rápido (+/-20 minutos). 
 
Outro modo de reprodução é através da ESPORULAÇÃO, que acontece em condições 
adversas como falta de água e nutrientes, calor extremo, entre outras. Nesse caso, a célula 
sofre um espessamento do envoltório e interrompe o metabolismo, formando assim um 
esporo chamado endósporo. Esse endósporo é capaz de viver em completa inatividade por 
anos. 
 
RECOMBINAÇÃO GENÉTICA 
Por não realizar reprodução sexuada, obtém variabilidade genética de três formas: 
• CONJUGAÇÃO: duas bactérias se unem, e uma bactéria doa DNA para outra. 
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CÓLERA 
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• TRANSFORMAÇÃO: bactérias incorporam fragmentos de DNA que estão livres 
no meio. 
• TRANSDUÇÃO: bacteriófagos (vírus que infectam bactérias) carregam genes de 
uma bactéria para outra. 
 
METABOLISMO BACTERIANO 
BACTÉRIAS FOTOAUTOTRÓFICAS: são as bactérias capazes de produzir o próprio 
alimento pela fotossíntese, usando o gás carbônico (fonte de carbono) e a luz (fonte de 
energia). Ex. cianobactérias 
BACTÉRIAS FOTOHETEROTRÓFICAS: utilizam apenas a luz como fonte de energia, mas 
não são capazes de sintetizar moléculas orgânicas (não fazem fotossíntese), tendo que 
absorver do meio o seu alimento. Ex. bactérias anaeróbias. 
BACTÉRIAS QUIMIOAUTOTRÓFICAS: usam como fonte de energia as reações de 
oxidação de compostos inorgânicos, produzindo assim o próprio alimento através de 
quimiossíntese. Ex. Nitrobacter e Nitrossomonas que participam do Ciclo do Nitrogênio. 
BACTÉRIAS QUIMIOHETEROTRÓFICAS: as fontes de energia e também de carbono 
usadas são moléculas orgânicas que elas absorvem através do alimento. Ex. bactérias 
saprofágicas, que atuam como decompositoras de matéria orgânica morta (animais e 
vegetais mortos) e as parasitas que provocam doenças. 
CÓLERA 
CONCEITO 
A cólera é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Vibrio cholerae. Sua 
principal característica está relacionada com os problemas associados ao intestino delgado, 
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CÓLERA 
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tal qual a diarreia. 
 
AGENTE CAUSADOR 
O Vibrio cholerae é uma bactéria Gram-negativa altamente móvel, com forma de 
vírgula, com um único flagelo polar 
 Existem centenas de sorogrupos que incluem cepas patogênicas e não patogênicas. 
Até recentemente, a doença era causada por apenas dois desses sorotipos, Inaba e Ogawa, 
e dois biótipos, o clássico e El Tor, do sorogrupo O1 toxigênico. 
CAUSA 
A cólera é causada pela AÇÃO DA TOXINA liberada por dois sorogrupos específicos 
da bactéria Vibrio cholerae (sorogrupos O1 e O139). A toxina se liga às paredes intestinais, 
alterando o fluxo normal de sódio e cloreto do organismo. 
 
Bacteriologia | 
CÓLERA 
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EPIDEMIOLOGIA 
A cólera é uma doença que já foi diagnosticada na antiguidade. Os surtos de cólera 
têm diminuído cada vez mais no mundo. 
No entanto, países menos favorecidos (principalmente dos continentes africano e 
asiático) ainda sofrem com a doença, o que leva à morte de milhares de pessoas. Por outro 
lado, em países desenvolvidos a cólera é considerada uma doença rara. 
Nos últimos 200 anos, o mundo vivenciou 7 grandes PANDEMIAS de cólera, que juntas 
foram responsáveis por milhões de mortes. 
 A chamada 7ª pandemia de cólera iniciou-se na Indonésia em 1961 e persiste até os 
dias hoje. Segundo o Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo inteiro, a cólera 
ainda é responsável por cerca de 5 milhões de infecções e 100 mil mortes por ano. 
 
TRANSMISSÃO 
A cólera é transmitida por meio de alimentos mal lavados, malcozidos (sobretudo 
mariscos), água não tratada (doença de veiculação hídrica). Por isso, ela está intimamente 
relacionada com a falta de saneamento básico do local. 
 
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CÓLERA 
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Os assentamentos humanos, onde as condições de higiene são desfavoráveis para o 
ser humano, além da escassez de água potável favorecem o surgimento dos surtos. As 
pessoas infectadas podem transmitir às outras por meio das fezes 
 
 
O período de incubação é de aproximadamente cinco dias. Vencendo a acidez 
estomacal, multiplica-se no intestino delgado de forma bastante rápida e, em razão de seus 
sintomas, pode causar desidratação, perda de sais minerais e diminuição acentuada da 
pressão sanguínea em curto espaço de tempo, com possibilidades de causar a morte das 
pessoas afetadas. 
SINTOMAS 
• Diarreia intensa 
• Desidratação 
• Boca e pele seca 
• Sede excessiva 
• Perda de peso 
• Fraqueza 
• Taquicardia 
• Pressão baixa 
• Náuseas e vômitos 
• Cólicas abdominais 
• Câimbras musculares 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da cólera é feita através de isolamento do V. cholerae na cultura de 
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CÓLERA 
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fezes (COPROCULTURA). Tratamento precisa iniciar antes da confirmação. 
 
A confirmação do diagnóstico é mais importante do ponto de vista de vigilância 
epidemiológica do que para o tratamento do paciente. 
 
TRATAMENTO 
• Beber bastante líquido 
• Se alimentar bem 
• Fazer reposição de sais minerais(soro caseiro, isotônicos...) 
• Tomar suplementos de zinco 
• Usar antibióticos 
• Não usar antidiarreicos 
 
 
 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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PREVENÇÃO 
Melhoria do sistema de esgoto, água e alimentação relacionados com as condições e 
hábitos de higiene. 
 Existe VACINA contra a cólera, administrada por via oral. Porém, essa vacina 
protege o indivíduo durante um curto período de tempo, de aproximadamente 6 meses 
 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
CONCEITO 
A gastroenterite é uma INFLAMAÇÃO DO TRATO DIGESTIVO que resulta em 
vômitos e/ou diarreia e, às vezes, é acompanhada por febre ou cólicas abdominais 
É geralmente causada por uma infecção viral, bacteriana ou parasítica 
 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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CARACTERÍSTICAS 
Gastroenterite bacteriana tem muitas causas, pode variar de leve a grave, e geralmente 
se manifesta com sintomas de vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Geralmente é 
AUTOLIMITADA, mas o manejo inadequado de uma infecção aguda pode levar a um curso 
prolongado. 
 
A gastroenterite pode ser causada também pela ingestão de toxinas químicas e 
medicamentos. EXEMPLO: toxinas podem ser encontradas em plantas, como cogumelos 
venenosos ou em alguns tipos de frutos do mar exóticos. Antibióticos, quimioterápicos 
 
AGENTES CAUSADORES 
As bactérias que causam gastroenterite com mais frequência incluem: 
• Campylobacter 
• Clostridioides difficile 
• Escherichia coli (E. coli) 
• Salmonella 
• Shigella 
• Estafilococos (causadores de intoxicação alimentar por estafilococos) 
• Yersinia 
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR 
As bactérias podem crescer em muitos tipos de alimentos expostos e sem 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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refrigeração 
Staphylococcus em alimentos contaminados podem secretar uma TOXINA que causa 
vômito e diarreia súbitos. A gastroenterite contraída da comida contendo microrganismos 
ou toxinas bacterianas é, às vezes, chamada de intoxicação alimentar 
ENTEROBACTÉRIAS 
A Escherichia coli (E. coli) compreende um grupo de bactérias Gram-negativas que 
residem normalmente no intestino de pessoas saudáveis (enterobactérias), mas algumas 
cepas podem causar infecção no trato digestivo, trato urinário ou muitas outras partes do 
corpo 
 
TRANSMISSÃO 
Se espalham pela ROTA ORAL-FECAL; ingerir água ou comida contaminada com 
fezes, contato pessoa a pessoa, ou exposição direta a fezes contaminadas. 
Crianças são particularmente vulneráveis a gastroenterite por conta da falta de 
imunidade. O risco é maior em países em desenvolvimento onde a transmissão é 
aumentada por causa da falta de higiene, condições de moradia lotadas, e nutrição pobre. 
 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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DIAGNÓSTICO 
• Geralmente é clínico 
• Pode ser utilizado exame laboratorial para confirmação diagnóstica: EPF (exame 
parasitológico de fezes) para afastar parasitose, Coprocultura e outros 
indiretos para afastar complicações 
 
TRATAMENTO 
• Líquidos e soluções de reidratação 
• Em casos raros, antibióticos para determinadas infecções 
• Em casos raros, medicamentos que limitam os vômitos ou a diarreia (não 
indicado em virtude da possibilidade de ser a toxina da bactéria e a não 
eliminação prejudica o tratamento) 
• Os PROBIÓTICOS são organismos, como as bactérias, que são naturalmente 
encontradas no organismo e promovem o crescimento de bactérias benignas. 
• Eles também são encontrados em alimentos e podem ser tomados na forma 
de suplementos. 
 
Bacteriologia | 
LEPTOSPIROSE 
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PREVENÇÃO 
• Melhoria nos hábitos de higiene 
• Evitar automedicação 
• Melhoria de condições sanitárias 
 
LEPTOSPIROSE 
CONCEITO 
A Leptospirose é o nome genérico de um grupo de doenças infecciosas causadas por 
bactérias espiroquetas do gênero Leptospira. 
 
Leptospira interrogans é o nome do agente etiológico do conjunto 
de ZOONOSES conhecidas como leptospirose, que ocorrem em áreas rurais e urbanas de 
regiões temperadas e subtropicais do mundo. 
Ampla distribuição entre os países da Ásia, Oceania, Índia, América Latina e Caribe, 
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LEPTOSPIROSE 
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por isso representa um grande problema de saúde pública em todo o mundo. 
AGENTE CAUSADOR 
Leptospira interrogans é uma espiroqueta móvel (flagelo), de 6 a 20 μm de 
comprimento e 0,25 μm de largura, cujo corpo celular é enrolado helicoidalmente sobre si 
mesmo 
Tem uma morfologia muito particular, na qual suas extremidades em forma de 
gancho dão a ela uma forma que alguns autores compararam com um ponto de 
interrogação. 
 
TRANSMISSÃO 
O contágio se dá pelo contato direto com a urina dos animais infectados ou pela 
exposição à água (enchentes etc.) contaminada pela Leptospira, que penetra no 
organismo através das mucosas e da pele íntegra ou com pequenos ferimentos, e 
dissemina-se na corrente sanguínea. 
Transmitida por animais de diferentes espécies (roedores, suínos, caninos, bovinos) 
para os seres humanos. 
Pode sobreviver indefinidamente nos rins dos animais infectados sem provocar 
nenhum sintoma e, no meio ambiente, por até seis meses depois de ter sido excretado pela 
urina. 
 
Bacteriologia | 
LEPTOSPIROSE 
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CARATERÍSTICAS 
No Brasil, os RATOS URBANOS (ratazanas, ratos de telhado e camundongos) são os 
principais transmissores da doença e o número de casos aumenta na estação das chuvas, 
por causa das enchentes e inundações. 
 Infelizmente, o risco não desaparece depois que o nível das águas baixa, pois a 
bactéria continua ativa nos resíduos úmidos durante bastante tempo. 
 
SINTOMAS 
• A doença pode ser assintomática 
• Quando se instalam, os sintomas são febre alta que começa de repente, mal-
estar, dor muscular (mialgias) especialmente na panturrilha, de cabeça e no 
tórax, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), tosse, cansaço, calafrios, 
náuseas, diarreia, desidratação, exantemas (manchas vermelhas no corpo), 
meningite 
• Icterícia, hemorragias, complicações renais, torpor e coma são sinais da 
forma grave da doença, também conhecida como DOENÇA DE WEIL 
PROFILAXIA 
O antibiótico DOXICICLINA pode prevenir a leptospirose. Ele é administrado por 
via oral uma vez por semana a pessoas que tenham probabilidade de ficar expostas à 
bactéria, por exemplo, pessoas que moram ou viajam para uma área em que esteja 
ocorrendo um surto de leptospirose. 
 
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LEPTOSPIROSE 
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• Observe as medidas básicas de higiene. Embale bem o lixo, ferva a água ou 
coloque algumas gotas de hipoclorito de sódio ou de água sanitária antes de 
beber ou cozinhar; 
• Lave bem os alimentos, especialmente frutas e verduras que serão consumidas 
cruas; 
• Vacine seu animal e mantenha rigorosamente limpas as vasilhas em que são 
servidos alimentos e água; 
• Não deixe as caixas d’água destampadas; 
• Use luvas e botas de borracha se trabalhar em ambientes que possam ser 
reservatórios da Leptospira; 
• Não se automedique, se suspeitar de infecção pela bactéria da leptospirose. 
DIAGNÓSTICO 
Cultura de amostras sangue e de urina ou, às vezes, de uma amostra de líquido 
cefalorraquidiano (obtida por punção lombar). Exames de sangue para detectar material 
genético ou anticorpos contra leptospirose. 
 
Imunocromatografia para detecção de anticorpos 
TRATAMENTO 
• Antibióticos 
• Para a síndrome de Weil, possivelmente transfusões de sangue e hemodiálise 
 
 
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INFECÇÃO URINÁRIA 
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INFECÇÃO URINÁRIA 
CONCEITO 
A infecção urinária é uma infecção causada por microrganismos, 
principalmente bactérias e fungos, que pode ocorrer em qualquer lugar das vias urinárias, 
como uretra, bexiga, ureteres e rins. 
 
CARACTERÍSTICASMulheres também tem maior risco de infecção urinária em comparação aos homens 
por terem uma uretra menor e devido à proximidade da abertura da uretra com o ânus e 
interior da vagina. 
A infecção urinária pode ser classificada de acordo com o local em que a infecção 
ocorre nas vias urinárias em: 
• URETRITE: infecção que envolve apenas a uretra; 
• CISTITE: quando infecção envolve principalmente a bexiga; 
• PIELONEFRITE: quando a infecção afeta principalmente os rins. 
 
Bacteriologia | 
INFECÇÃO URINÁRIA 
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ENTEROBACTERIAS 
As enterobactérias são bactérias GRAM NEGATIVAS de vida livre, não formam 
esporos e tem tamanho intermediário, medindo de 0,3 a 6,0 µm de comprimento e 0,5 µm 
de diâmetro. 
A temperatura ideal para o seu crescimento é de 37°C. Eles são anaeróbicos 
facultativos, ou seja, podem viver em ambientes de oxigênio ou dispensá-los. 
Enterobacteriaceae são grupo complexa e diversa de microrganismos. Eles recebem 
esse nome por sua localização frequente no trato digestivo de mamíferos – incluindo 
humanos – e outros animais, como insetos 
Dentro da classificação e nomenclatura das enterobactérias, podem ser mencionados 
os gêneros mais destacados do grupo: 
• Escherichia, 
• Shigella, 
• Klebsiella, 
• Yersinia, 
• Enterobacter, 
• Serratia, 
• Hafnia, 
• Proteus, 
• Morganella, 
• Providencia, 
• Citrobacter, 
• Edwardsiella 
• Salmonella. 
Em tratos geniturinários relativamente normais, cepas de Escherichia coli com 
fatores de ligação específicos para epitélio transicional da bexiga e ureteres 
representam 75 a 95% dos casos. 
O restante dos patógenos gram-negativos urinários inclui normalmente outras 
Bacteriologia | 
INFECÇÃO URINÁRIA 
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enterobactérias, tipicamente Klebsiella, Proteus mirabilis e, às vezes, Pseudomonas 
aeruginosa. 
Entre as bactérias gram-positivas, Staphylococcus saprophyticus está presente em 5 
a 10% das infecções do trato urinário bacterianas. 
QUALIDADE DAS ÁGUAS E ALIMENTOS 
• COLIFORMES TOTAIS compõem os grupos de bactérias gram-negativas que 
podem ser aeróbicas ou anaeróbicas (isto dependerá do ambiente e da 
bactéria), não originam esporos e fermentam a lactose, produzindo ácido e gás 
à 35/37°C. 
• COLIFORMES FECAIS são também conhecidos como “termotolerantes” por 
suportarem uma temperatura superior à 40°C, convivem em simbiose com 
humanos, bois, gatos, porcos e outros animais de sangue quente. São 
excretados em grande quantidade nas fezes e normalmente não causam 
doenças (quando estão no trato digestivo). Escherichia coli. 
SINTOMAS 
Os sintomas mais comuns de infecção urinária incluem: 
• Necessidade de urinar várias vezes ao dia; 
• Desejo repentino para urinar; 
• Dor e ardor para urinar; 
• Sensação de pressão ou dor na bexiga; 
• Mal estar; 
• Perda de urina na roupa; 
• Urina com mal cheiro. 
 
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TUBERCULOSE 
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FATORES DE RISCO 
• Segurar a urina por muito tempo, falta de hidratação 
• Diabetes e outras doenças de natureza grave 
• Relação sexual, pois o pênis pode ajudar a levar as bactérias para a uretra 
(lembrando que a infecção urinária não é considerada uma doença sexualmente 
transmissível) 
• Higienização precária 
• Gravidez 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da infecção urinária é feito pelo médico por meio da avaliação dos 
sinais e sintomas apresentados pela pessoa. 
EXAMES LABORATORIAIS: EAS (elementos anormais do sedimento), Urocultura + 
Antibiograma. 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
O tratamento da infecção urinária deve ser indicado pelo médico e normalmente 
envolve o uso de antibióticos, como as quinolonas LEVOFLOXACINA ou 
CIPROFLOXACINO, para eliminar o microrganismo causador. 
 
TUBERCULOSE 
CONCEITO 
A tuberculose é uma doença infecciosa predominantemente pulmonar causada pela 
bactéria do tipo bacilo chamada Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch). 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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A bactéria foi descoberta por Robert Koch em 1882. 
 
Apesar de também acometer outras partes (forma extrapulmonar), essa doença 
infectocontagiosa geralmente afeta os pulmões (forma pulmonar). 
As formas extrapulmonares normalmente comprometem ossos, intestino, olhos, pele 
e sistema nervoso, por exemplo, e são mais comuns em pessoas com HIV, as quais 
apresentam seu sistema imune comprometido. 
 
SINTOMAS 
A tuberculose afeta, principalmente, os pulmões, desencadeando sintomas como 
tosse, a qual pode ser sem ou com catarro, sudorese noturna, febre vespertina, fadiga, 
perda de peso e dor torácica. 
 Quando afeta outras regiões do corpo, outros sintomas podem surgir a depender do 
órgão afetado. 
TRANSMISSÃO 
A transmissão da tuberculose acontece quando uma pessoa saudável inala gotículas 
com o bacilo de Koch provenientes de uma pessoa doente, que, ao tossir, espirrar ou 
mesmo falar, elimina os bacilos. 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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Nem todas as pessoas que são expostas à bactéria causadora da tuberculose se 
infectam. Fatores como o local onde a exposição ocorreu e o tempo de exposição podem 
afetar a transmissão da doença. 
A infecção pelos bacilos acontece quando eles passam pelo trato respiratório superior 
e atingem os alvéolos pulmonares, pequenas estruturas em forma de saco onde acontecem 
as trocas gasosas. Esses bacilos, então, multiplicam-se e uma parte dissemina-se pelo corpo 
via corrente sanguínea. O sistema imune, assim, tenta controlar a infecção. 
 
 
Quando o sistema imune não é mais capaz de controlar a doença, a tuberculose 
desenvolve-se. De acordo com o Manual Técnico para o Controle da Tuberculose do 
Ministério da Saúde, apenas em torno de 10% das pessoas infectadas adoecem, metade 
delas durante os dois primeiros anos após a infecção e a outra metade ao longo de sua 
vida. 
EPIDEMIOLOGIA 
Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose continua sendo um importante 
problema de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas 
adoecem por tuberculose. A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais. 
 No Brasil são notificados aproximadamente 70 mil casos novos/ano e ocorrem cerca 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. 
DIAGNÓSTICO 
A tuberculose é diagnosticada por meio de exames bacteriológicos e exames de 
imagem, que são considerados exames complementares. 
 
A baciloscopia (coloração para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR)) e a cultura 
para micobactéria são exemplos de exames bacteriológicos que detectam a presença do 
agente causador da tuberculose. O exame de imagem é a radiografia do tórax. 
 
O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento, sendo necessário 
iniciar a medicação logo após a confirmação de um caso de tuberculose. 
PREVENÇÃO 
A vacina que garante essa prevenção é a BCG (Bacillus Calmette-Guérin), que é 
fornecida gratuitamente e deve ser aplicada em crianças ao nascer ou, no máximo, até 
atingirem 4 anos, 11 meses e 29 dias. 
A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a 
meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada). 
 
O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas 
infectantes. Por essa razão, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco 
de transmissão. 
TRATAMENTO 
O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível 
no Sistema Único de Saúde (SUS). 
São utilizados quatro medicamentos para o tratamento dos casos de tuberculose que 
utilizam o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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HANSENÍASE 
CONCEITO 
A hanseníase é uma das doenças mais antigas que conhecemos, sendo que alguns 
registros datam-na em 600 a.C. 
É uma doença crônica e infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada 
Mycobacterium leprae, que afeta pele e nervos periféricos. 
 
AGENTE CAUSADOR 
Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. 
Esse patógeno, identificado pelo médico norueguês Gerhard Henrik Armauer Hansen, 
pertence à ordem Actinomycetales e à família Mycobacteriaceae, e seu tamanho fica em 
torno de 1 µm a 8 µm de comprimento e 0,3 µm de diâmetro 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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SINTOMAS 
A hanseníase é uma doença que afeta pele e nervos periféricos, sendo assim, os seus 
sintomas estão relacionados com o comprometimento dessas áreas. 
Sem dúvida, uma das manifestações mais marcantes dela são as manchas na pele 
que apresentam sensibilidade alterada. 
 
Se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas 
deixadas pela doença, estão: 
• incapacidade de elevar o pé (“pé caído”); 
• incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”); 
• incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo); 
• necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”). 
 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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TRANSMISSÃO 
O bacilo de Hansen se destaca por ser capaz de infectar uma grande quantidade de 
indivíduos, entretanto, poucos dos infectados realmente adoecem, o que significa que 
ele apresenta baixa patogenicidade. 
 
A doença é transmitida, de uma pessoa para outra, quando o doente elimina o 
agente causador, principalmente, por meio das vias aéreas superiores. 
O contato com o doente deve ser direto e prolongado para que ocorra a transmissão. 
 
A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por meio dos pacientes chamados 
de multibacilares, os quais apresentam uma grande carga bacilar. Pacientes 
paucibacilares (com menor carga bacilar) não são considerados uma importante fonte de 
transmissão. Logo no início do tratamento, a pessoa para de transmitir a doença. 
 
 
 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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CLASSIFICAÇÃO 
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia os tipos de hanseníase são: 
• INDETERMINADA: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos 
imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da 
doença. Paucibacilar. 
• TUBERCULOIDE: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo 
comprometido. Paucibacilar. 
• DIMORFA: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem 
estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais 
nervos. Multibacilar. 
• VIRCHOWIANA: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, 
sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, 
comprometimento de órgãos, como nariz e rins. Multibacilar. 
DIAGNÓSTICO 
• É feito basicamente analisando-se a manifestação clínica da doença. 
• O exame denominado baciloscopia do raspado intradérmico é utilizado a fim 
de confirmá-lo. Esse exame visa identificar a presença de bacilos. Vale destacar 
que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente 
apresente sintomas. 
 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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TRATAMENTO 
A hanseníase é uma doença que atualmente possui cura. 
No passado o doente era isolado da sociedade, e a doença, considerada um castigo, 
sendo associada ao pecado e à impureza. Hoje, no entanto, isso mudou e o paciente pode 
seguir seu tratamento em casa. 
 
Desde 1976, em nosso país, o termo lepra (denominação antiga para hanseníase) não 
deve mais ser utilizado. Essa medida foi adotada pelo fato de que o termo carrega uma 
triste história de preconceito. 
O tratamento é feito por meio da POLIQUIMIOTERAPIA (PQT), que consiste na 
associação de vários antimicrobianos. 
Esse tratamento é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e o paciente não 
fica internado. Ele garante a completa cura da doença. 
 
Bacteriologia | 
BOTULISMO 
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BOTULISMO 
CONCEITO 
O BOTULISMO é uma infecção bacteriana (não contagiosa) que provoca um quadro 
de intoxicação grave, causado pelas toxinas da Clostridium botulinum dos tipos A, B, E e, 
em raras ocasiões, pelo tipo F 
 
AGENTE CAUSADOR 
Clostridium botulinum é um bacilo gram-positivo ANAERÓBIO que apresenta 
capacidade de formar esporos e destaca-se por produzir uma neurotoxina poderosa. 
A toxina produzida pela bactéria é responsável por desencadear uma doença chamada 
botulismo, a qual provoca a paralisia de músculos e pode ser fatal. 
A bactéria é encontrada frequentemente no solo, em vegetais, como verduras e frutas, 
em sedimentos aquáticos e em fezes humanas. 
Os esporos produzidos pelo Clostridium botulinum são bastante resistentes, 
destacando-se por serem capazes de sobreviver por mais de 30 anos em meio líquido. 
Além disso, toleram temperaturas de 100 °C por horas. 
 
Bacteriologia | 
BOTULISMO 
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FORMAS DA DOENÇA 
O botulismo não é uma doença contagiosa e pode ser classificada em quatro formas: 
• botulismo alimentar; 
• botulismo intestinal; 
• botulismo por ferimentos; 
• botulismo infantil. 
BOTULISMO ALIMENTAR 
A doença é adquirida quando o indivíduo ingere a toxina da bactéria em alimentos 
contaminados e que foram produzidos ou conservados de forma imprópria. 
Dentre os alimentos mais relacionados com o problema, segundo o Ministério da 
Saúde, temos as conservas vegetais; produtos cárneos cozidos, curados e defumados 
artesanalmente; pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijo; 
e, ocasionalmente, alimentos enlatados industrializados. 
 
BOTULISMO INTESTINAL 
A transmissão acontece quando o paciente ingere os esporos presentes no 
alimento e o agente se fixa e se multiplica no intestino do indivíduo. Nesse local, será 
produzida e absorvida a toxina botulínica. 
 
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BOTULISMO 
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BOTULISMO DE FERIMENTOS 
Uma das formas mais raras de botulismo, a transmissão ocorre quando a bactéria 
contamina lesões, como úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras e ferimentos 
profundos em áreas mal vascularizadas. 
BOTULISMO INFANTIL 
Se trata de uma forma de ocorrência intestinal e que apresenta como principal causa 
a ingestão de mel de abelha nas primeiras semanas do desenvolvimento da criança. 
SINTOMAS 
Tontura, visão dupla, boca seca, aversão à luz, queda da pálpebra e dificuldade para 
urinar e evacuar são os principais. 
Dependendo da quantidade de esporos ingeridos, dificuldades de falar, engolir e se 
locomover podem se manifestar; assim como paralisia dos músculos respiratórios, o que 
muitas vezes é fatal. Além disso, há o risco do paciente desenvolver pneumonia, o que 
também pode levar a óbito. 
TRATAMENTO 
O tratamento do botulismo deve ser feito em UTI e se baseia no uso do soro 
antibotulínico, antibióticos e medidas de suporte ao paciente. 
 
PREVENÇÃO 
• Não adquirir nem ingerir alimentos cuja lata ou tampa se apresentem estufadas 
ou enferrujadas; 
• Não adquirir nem ingerir alimentos cujo conteúdo líquido se apresente turvo; 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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• Não adquirir nem ingerir alimentos cujo vidro se apresente turvo; 
• Só consumir mel de procedência conhecida; 
• Ferver alimentos enlatados antes do consumo, principalmente o palmito, já que 
este é um dos alimentos mais relacionados aos casos de botulismo (a toxina é 
destruída à temperatura de 65 a 80º C por 30 minutos; ou à 100 º C por 5 
minutos). 
TRATAMENTO ESTÉTICO 
A toxina provoca paralisia grave, entretanto, se administrada em pequenas 
quantidades, pode ser usada para fins estéticos e tambémterapêuticos. 
No caso de tratamentos estéticos, o uso da toxina botulínica visa, principalmente, a 
amenizar as linhas de expressão e rugas profundas, bem como reposicionar as 
sobrancelhas. 
 
SÍFILIS 
CONCEITO 
É uma infecção sexualmente transmissível, de evolução lenta e causada por uma 
bactéria chamada Treponema pallidum. Pode tornar-se bastante grave caso não haja o 
tratamento adequado, podendo atingir até mesmo o sistema nervoso 
AGENTE CAUSADOR 
O Treponema pallidum é uma bactéria gram-negativa do grupo das ESPIROQUETAS, 
anaeróbia facultativa e catalase negativa, que possui forma espiral . 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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TRANSMISSÃO 
A sífilis é uma doença transmitida, principalmente, por meio da relação sexual 
desprotegida com uma pessoa que está com a doença. A transmissão ocorre com maior 
frequência em pessoas que apresentam a sífilis primária e secundária. 
 
Se a ferida da sífilis estiver presente na boca, essa doença pode também ser 
transmitida pelo beijo. 
Pode ser transmitida da mãe para a criança no momento do parto ou durante a 
gestação. 
A doença pode ainda ser transmitida por transfusão de sangue, sendo esse último 
caso mais raro, devido à série de testes realizados no sangue recebido na doação. 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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Não existe imunidade contra essa infecção, o que significa que uma pessoa pode 
pegar sífilis quantas vezes for exposta à bactéria. 
SINTOMAS 
• Presença de uma ferida única que não dói, não coça e não apresenta pus, a qual 
surge na região onde a bactéria penetrou no organismo. Essa ferida pode surgir, 
por exemplo, na vagina, no pênis, no ânus ou na boca. 
• Manchas no corpo que não coçam 
• Febre 
• Mal-estar 
• Dor de cabeça 
• Ínguas no corpo 
• Em fases avançadas, a doença pode causar lesões na pele e nos ossos e 
manifestações cardiovasculares e neurológicas. 
CLASSIFICAÇÃO 
A sífilis é uma doença que tem uma evolução caracterizada por períodos de atividade, 
quando é possível observar uma série de manifestações clínicas, e períodos de latência, 
quando sinais e sintomas não podem ser observados 
Estágios: 
1. Sífilis Primária 
2. Sífilis Secundária 
3. Sífilis Latente 
4. Sífilis Terciária 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS PRIMÁRIA 
Surgimento de uma lesão única denominada CANCRO DURO OU 
PROTOSSIFILOMA. Geralmente a ferida aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa 
lesão surge no local onde a bactéria penetrou no organismo, como no pênis, vagina, ânus 
ou boca, e caracteriza-se por ter a base endurecida, apresentar uma secreção serosa e não 
causar dor. 
Essa ferida é rica em bactérias e rapidamente desaparece do organismo sem deixar 
cicatrizes, o que leva a uma sensação de falsa cura. 
 
SÍFILIS SECUNDÁRIA 
Surge após a primária, quando essa última não é tratada. Nessa fase o que se tem é o 
surgimento de várias erupções na pele, as quais não causam coceira. Essas lesões podem 
aparecer em diferentes partes do corpo, incluindo as mãos e os pés. 
 Além das erupções, a pessoa com sífilis pode ter dores de cabeça, mal-estar, febre e 
perceber a presença de ínguas pelo corpo. 
 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS LATENTE 
É um estágio assintomático da infecção, ou seja, que não apresenta manifestação clínica. A 
sífilis latente pode ser classificada em recente ou tardia. A primeira apresenta menos de um ano 
de evolução, enquanto a segunda apresenta mais de um ano de evolução 
SÍFILIS TERCIÁRIA 
Pode demorar até décadas para manifestar-se. É uma forma grave que atinge 
diferentes tecidos do corpo. Nela temos a sífilis cardiovascular e a neurossífilis, em que 
observamos o acometimento, respectivamente, dos sistemas cardiovascular e nervoso. 
 Esse estágio da doença é grave e pode até mesmo levar uma pessoa à morte 
DIAGNÓSTICO 
Os testes não treponêmicos, como o VDRL, detectam anticorpos que não são 
específicos para Treponema pallidum, enquanto os treponêmicos, como o FTA-Abs, 
detectam anticorpos específicos. 
 Sozinhos os testes não treponêmicos não confirmam o diagnóstico de sífilis. 
 
TRATAMENTO 
Doença curável tratada com antibióticos. O antibiótico com melhores resultados no 
tratamento da sífilis é a penicilina benzatina (benzetacil), que apresenta uma taxa de cura 
acima de 95% quando tomada nas doses corretas. 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS CONGÊNITA 
É a sífilis transmitida para a criança durante a gravidez. Essa modalidade da doença 
pode gerar uma série de complicações graves, que envolvem aborto, prematuridade, morte 
ao nascer, má-formação fetal e sequelas, como deficiência mental, cegueira e surdez. 
As manifestações podem ocorrer logo depois do nascimento da criança ou então nos 
seus primeiros anos de vida. 
 
 
 
 
 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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QUESTÃO 01 - Sobre as características gerais e estruturais das bactérias avalie os 
itens: 
A parede celular de algumas bactérias e arqueobactérias contém peptidoglicano, 
que é um heteropolissacarídeo ligado a peptídeos. As bactérias gram-positivas 
diferem das gram-negativas, por apresentarem uma parede espessa de 
peptidoglicano. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A recombinação genética em bactérias pode acontecer a partir dos mecanismos de 
conjugação, transdução e transformação. No mecanismo de transformação, os 
bacteriófagos carregam os genes de uma célula procariótica a outra, enquanto que 
na transdução algumas bactérias são capazes de captar o DNA exógeno, 
incorporando-o ao seu genoma 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 02 - São características gerais das bactérias, exceto: 
A) Tipo de Célula: Procariótica. 
B) Membrana Celular: Esteróis ausentes, com exceção do Mycoplasma. 
C) Parede Celular: Peptideoglicana. 
D)Esporos: Endósporos (não para reprodução); alguns esporos assexuais 
reprodutivos. 
E) Metabolismo: Limitado a heterotrófico; aeróbico, anaeróbico facultativo. 
QUESTÃO 03 - Cólera é uma infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina 
do bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente assintomática, com diarreia 
leve. Cólera é uma doença de notificação compulsória. Sobre o assunto é correto 
afirmar, EXCETO: 
A) A transmissão da Cólera é pela ingesta de água ou alimentos contaminados por 
fezes ou vômitos de doente ou portador. 
B) Lavar as mãos é uma recomendação importante que a equipe de enfermagem deve 
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SÍFILIS 
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dar aos pacientes e familiares. 
C) A Cólera, mesmo na forma mais grave, não pode levar o paciente a óbito. 
D) A Cólera pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com 
ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras 
E) Se o quadro grave de Cólera não for tratado prontamente, pode evoluir para 
desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico. 
QUESTÃO 04 - A cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela 
enterotoxina do Vibrio cholerae O1 ou O139, com manifestações variadas. Sobre 
a cólera, assinale a alternativa correta. 
 O Vibrio cholerae é um bacilo gram positivo, aeróbio ou anaeróbio facultativo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Frequentemente a infecção é assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A febre é uma manifestação frequente. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 05 - Em uma visão global pode ser considerado o principal causador 
de gastrenterites bacterianas em humanos. O cursar da infecção inclui água 
contaminada, leite e carne, sendo os frangos as principais fontes potenciais deste 
micro-organismo. Não consegue se multiplicar em temperaturas abaixo de 30° 
C e é sensível a pHs ácidos. Todavia, pode sobreviver em frutas e vegetais 
prontos para o consumo, por um período de temposuficiente para se apresentar 
como um risco ao consumidor. Após contaminação por este micro-organismo, o 
indivíduo irá apresentar sintomas em cerca de 2 a 5 dias. Os sintomas agudos são 
marcados pela presença de dor abdominal, diarreia líquida (algumas vezes com 
sangue), febre, indisposição, vômito, e os sintomas crônicos por colite, síndrome 
de Guillain-Barré, síndrome de Reiter. De qual microrganismo a questão se 
refere: 
A) Shigella 
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B) Salmonella 
C) Campylobacter 
D) Bacillus 
E) Clostridium 
QUESTÃO 06 - Microrganismos causadores de toxinfecções são em geral 
divididos em dois grupos: 
 
I. Infecções; cepas de Salmonella, Campylobacter jejuni e Escherichia coli 
patogênicas. 
II. Intoxicações; Bacillus cereus, Staphylococcus aureus e Clostridium 
botulinum. 
 
Desta forma, avalie os itens, quanto à informação do processo da doença 
causada ou seus sintomas: 
 
Os microrganismos que causam infecções podem se multiplicar no trato intestinal 
humano 
( ) Certo 
( ) Errado 
Microrganismos que causam intoxicações produzem toxinas, tanto nos alimentos 
como durante a passagem pelo trato intestinal e causam vômito. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Infecções bacterianas causam gastroenterites 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 07 - A Leptospirose é uma zoonose de ampla distribuição, com 
significativo impacto social, econômico e sanitário. Sobre a Leptospirose, 
assinale a alternativa incorreta. 
A) A Leptospirose é uma doença que acomete exclusivamente humanos 
B) A doença é classicamente bifásica, a primeira fase é denominada septicêmica e a 
segunda imune 
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C) A infecção ocorre, na maioria das vezes, de maneira indireta através do contato 
com a água ou solo úmido contaminado, e subsequente penetração da leptospira 
D) A apresentação clínica pode variar desde casos assintomáticos e oligossintomáticos 
até formas graves e fatais 
QUESTÃO 08 - A leptospirose é uma doença endêmica no Brasil, com 
aproximadamente 3.600 casos anuais e letalidade geral de 10% no ser humano. 
Sobre a leptospirose avalie os itens: 
Mais de 200 sorovares de leptospira já foram identificados, dos quais 
o icterohaemorrhagiae e o copenhagi estão relacionados aos casos mais graves em 
seres humanos no Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O microrganismo penetra através da pele com presença de lesões, através da pele 
íntegra imersa em água contaminada por longos períodos de tempo ou através do 
contato com mucosas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A imunidade adquirida pós-infecção é sorovar-específica, o que significa que um 
mesmo indivíduo pode apresentar a doença mais de uma vez, caso o agente 
etiológico em cada episódio seja de um sorovar diferente dos anteriores. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 09 - A infecção urinária pode ser definida como colonização bacteriana 
da urina, resultando em infecção das estruturas do aparelho urinário. Qual das 
classes de antibióticos a seguir é considerada como de primeira escolha para o 
tratamento de ITU? 
A) Aminoglicosídeos. 
B) Penicilina. 
C) Macrolídeos. 
D) Sulfonamida. 
E) Quinolonas. 
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QUESTÃO 10 - A ocorrência de infecção urinária ou bacteriúria aumenta com a 
idade e a incapacidade; e as mulheres são mais susceptíveis a essa condição que 
os homens. Essa infecção é a segunda mais comum no corpo; em pacientes com 
65 anos ou mais, é a causa mais comum de sepse por microrganismos gram-
negativos e está associada à taxa de mortalidade superior a 50%. 
Sobre a infecção urinária, avalie os itens: 
Sexo feminino, diabetes mellitus, gravidez, imunocomprometimento, 
comprometimento cognitivo, imobilidade e esvaziamento incompleto da bexiga são 
fatores de risco para sua ocorrência. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A realização de higiene íntima, no sentido póstero-anterior; o consumo frequente de 
chá e café, e a redução da ingestão hídrica, para evitar incontinência, são algumas 
orientações relacionadas à prevenção da recorrência desse mal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A causa mais comum de recorrências dessa infecção em homens idosos é a prostatite 
bacteriana crônica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 11 - Febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e 
inapetência, acompanhados de tosse com duração de 03 semanas ou mais 
caracterizam clinicamente um caso suspeito de: 
A) pneumonia 
B) tuberculose pulmonar 
C) paracoccidioidomicose 
D) histoplasmose 
QUESTÃO 12 - O Mycobacterium tuberculosis é o agente etiológico da 
Tuberculose, doença infecciosa e transmissível que representa um importante 
problema de saúde pública. Sobre a tuberculose, avalie os itens: 
É uma doença de transmissão por via respiratória, a partir da inalação de aerossóis. 
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( ) Certo 
( ) Errado 
A vacina BCG previne contra todos os tipos de tuberculose. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Todo indivíduo que inalar o bacilo da tuberculose desenvolverá a doença. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Dentre os sinais e sintomas da tuberculose estão: edema, ganho de peso, inapetência 
e hemoptise. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 13 - A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo 
agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente, 
fracamente gram-positivo, que infecta os nervos periféricos e, mais 
especificamente, as células de Schwann. Entre os principais sinais e sintomas da 
hanseníase, está: 
A) aumento nos níveis de glicemia capilar 
B) tosse persistente por mais de 3 semanas. 
C) perda de peso e fragilidade óssea. 
D) pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local. 
QUESTÃO 14 - A Hanseníase é uma doença infecciosa e crônico-degenerativa, 
causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta nervos e pele. Sobre essa 
patologia, analise os itens: 
As paucibacilares se subdividem em indeterminada e tuberculoide, e caracterizam-se 
por serem mais graves. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As multibacilares são mais brandas, subdividindo-se em dimorfa e vivchowiana. 
( ) Certo 
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( ) Errado 
A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando 
espirramos, tossimos ou falamos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O tratamento atual da hanseníase é realizado em hospitais, com muitas internações. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Não causa perda da sensibilidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 15 - Assinale a alternativa incorreta sobre o botulismo. 
A) a intoxicação é causada por neurotoxinas que podem ser letais, causando forte 
envenenamento por meio dos esporos. 
B) seu agente é o Clostridium botulinum. 
C) a bactéria causadora pode também atingir o corpo por meio de ferimentos. 
D) seu agente vive no solo e pode contaminar alimentos manuseados e 
industrializados em condições precárias de higiene. 
E) é doença contagiosa e pode ser transmitida entre pessoas. 
QUESTÃO 16 - O botulismo é considerado uma doença neuroparalítica grave, 
não contagiosa, resultante da ação de toxinas produzidas pela 
bactéria Clostridium botulinum e requer vigilância constante em termos de 
saúde pública. Apresenta-se nas formas de botulismo alimentar, botulismo por 
ferimentos e botulismo intestinal, caracteriza-se por manifestações neurológicas 
e/ou gastrointestinais. Em relação a esse importante agravo, avalie os itens: 
O agente etiológico é um bacilo gram-negativo, anaeróbio e esporulado. Em sua 
forma vegetativa, pode produzir pré-toxina botulínica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Apesar de a toxina botulínica ser letal e apenas uma pequena quantidade causar 
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doença, as toxinas são termolábeis e podem ser destruídas se aquecidas a 80°C por, 
nomínimo, dez minutos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 17 - A bactéria causadora da sífilis, Treponema pallidum, não pode 
ser cultivada. Assim, o diagnóstico dessa doença é realizado por microscopia e 
sorologia. O teste sorológico não treponêmico utilizado para o diagnóstico da 
sífilis é chamado de: 
A) ELISA. 
B) Western blot. 
C) FTA-ABS. 
D) VDRL. 
E) MIC 
QUESTÃO 18 - A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada 
pela bactéria Treponema pallidum. Os sinais e sintomas da sífilis variam de 
acordo com cada estágio da doença, que se divide em: sífilis primária, 
secundária, latente e terciária. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual 
sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação 
ou parto. Quanto aos sinais e sintomas da sífilis de acordo com cada estágio da 
doença, avalie os itens: 
Na sífilis primária, podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, 
incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias. 
 
Na sífilis primária, pode aparecer uma ferida única, no local de entrada da bactéria 
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), entre 10 e 90 
dias após o contágio. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Na sífilis secundária, as manchas desaparecem em algumas semanas, 
independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura. 
( ) Certo 
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( ) Errado 
A sífilis terciária costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, 
ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 01 Errado, Errado | 02 E | 03 C | 04 Errado, Certo, Errado | 05 C | 06 
Certo, Certo, Certo | 07 A | 08 Certo, Certo, Certo | 09 E | 10 Certo, Errado, Certo 
| 11 B | 12 Certo, Errado, Errado, Errado | 13 D | 14 Errado, Errado, Certo, Errado, 
Errado | 15 E | 16 Errado, Certo | 17 D | 18 Errado, Certo, Certo, Certo | 19 | 20 | 
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