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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: O objeto da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é a própria norma, pois disciplina a sua elaboração e vigência, a sua aplicação no tempo e no espaço, as suas fontes etc. Contem normas de direito, podendo ser considerada um Código de Normas, por ter a lei como tema central. Dirige-se a todos os ramos do direito, salvo naquilo que for regulado de forma diferente na legislação específica. Assim, o dispositivo que manda aplicar a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito aos casos omissos (art. 4o) aplica-se a todo o ordenamento jurídico, exceto ao direito penal e ao direito tributário, que contém normas específicas a esse respeito. O direito penal admite a analogia somente in bonam partem. E o Código Tributário Nacional admite a analogia como critério de hermenêutica, com a ressalva de que não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei (art. 108, § 1o). Quando o art. 3o da Lei de Introdução prescreve que ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece, está se referindo à lei em geral. Tal regra aplica-se a todo o ordenamento.
Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, avalie as afirmações a seguir, quanto ao efeito:
I. Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, incluindo o negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
II. Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual não se equiparam, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
III. Progressivo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se equipara, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo, porém não o negócio jurídico sob condição suspensiva.
IV. Adjacente, por isto atingindo os fatos pendentes, ainda que se caracterizem como coisa julgada, ato jurídico perfeito ou direito adquirido.
IV
II e III
I e II
I
III e IV

Leia os textos a seguir: TEXTO I Os direitos da personalidade são, em suma, aquelas qualidades que se agregam ao homem, sendo intransmissíveis, irrenunciáveis, extrapatrimoniais e vitalícios, comuns da própria existência da pessoa e cuja norma jurídica permite sua defesa contra qualquer ameaça. O direito objetivo autoriza a defesa dos direitos da personalidade, que, por sua vez, são direitos subjetivos da pessoa de usar e dispor daquilo que lhe é próprio, ou seja, um poder da vontade do sujeito somado ao dever jurídico de respeitar aquele poder por parte de outrem. TEXTO II Os direitos da personalidade são, normalmente, definidos como o direito irrenunciável e intransmissível de que todo indivíduo tem de controlar o uso de seu corpo, nome, imagem, aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos de sua identidade. Pode ser entendido, então, como direitos atinentes à promoção da pessoa na defesa de sua essencialidade e dignidade. Porém, o reconhecimento dos direitos da personalidade como categoria de direito subjetivo é recente. Até o século XIX, existia uma teoria negativista que refutava os direitos da personalidade.
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir.
I. Os direitos da personalidade são todos os direitos necessários para realização da personalidade e para sua inserção nas relações jurídicas.
II. A personalidade consiste no conjunto de caracteres próprios da pessoa.
III. Os Direitos da personalidade são indisponíveis, ou seja, ninguém pode usá-los como bem entender.
IV. Os direitos da personalidade são inatos ao ser humano e assegurados desde a formação do nascituro.
II, III e IV
I e II
I, II, III e IV
II e III
I.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: O objeto da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é a própria norma, pois disciplina a sua elaboração e vigência, a sua aplicação no tempo e no espaço, as suas fontes etc. Contem normas de direito, podendo ser considerada um Código de Normas, por ter a lei como tema central. Dirige-se a todos os ramos do direito, salvo naquilo que for regulado de forma diferente na legislação específica. Assim, o dispositivo que manda aplicar a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito aos casos omissos (art. 4o) aplica-se a todo o ordenamento jurídico, exceto ao direito penal e ao direito tributário, que contém normas específicas a esse respeito. O direito penal admite a analogia somente in bonam partem. E o Código Tributário Nacional admite a analogia como critério de hermenêutica, com a ressalva de que não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei (art. 108, § 1o). Quando o art. 3o da Lei de Introdução prescreve que ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece, está se referindo à lei em geral. Tal regra aplica-se a todo o ordenamento.
Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, avalie as afirmações a seguir, quanto ao efeito:
I. Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, incluindo o negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
II. Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual não se equiparam, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
III. Progressivo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se equipara, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo, porém não o negócio jurídico sob condição suspensiva.
IV. Adjacente, por isto atingindo os fatos pendentes, ainda que se caracterizem como coisa julgada, ato jurídico perfeito ou direito adquirido.
IV
II e III
I e II
I
III e IV

Leia os textos a seguir: TEXTO I Os direitos da personalidade são, em suma, aquelas qualidades que se agregam ao homem, sendo intransmissíveis, irrenunciáveis, extrapatrimoniais e vitalícios, comuns da própria existência da pessoa e cuja norma jurídica permite sua defesa contra qualquer ameaça. O direito objetivo autoriza a defesa dos direitos da personalidade, que, por sua vez, são direitos subjetivos da pessoa de usar e dispor daquilo que lhe é próprio, ou seja, um poder da vontade do sujeito somado ao dever jurídico de respeitar aquele poder por parte de outrem. TEXTO II Os direitos da personalidade são, normalmente, definidos como o direito irrenunciável e intransmissível de que todo indivíduo tem de controlar o uso de seu corpo, nome, imagem, aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos de sua identidade. Pode ser entendido, então, como direitos atinentes à promoção da pessoa na defesa de sua essencialidade e dignidade. Porém, o reconhecimento dos direitos da personalidade como categoria de direito subjetivo é recente. Até o século XIX, existia uma teoria negativista que refutava os direitos da personalidade.
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir.
I. Os direitos da personalidade são todos os direitos necessários para realização da personalidade e para sua inserção nas relações jurídicas.
II. A personalidade consiste no conjunto de caracteres próprios da pessoa.
III. Os Direitos da personalidade são indisponíveis, ou seja, ninguém pode usá-los como bem entender.
IV. Os direitos da personalidade são inatos ao ser humano e assegurados desde a formação do nascituro.
II, III e IV
I e II
I, II, III e IV
II e III
I.

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Resultados 
DENIFER FRANCISCA RAFAEL — 2a tentativa 
Estatísticas da avaliação 
 
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4 de 4 pontos 
4 
De 4 pontos 
Tempo para esta tentativa: 24 minutos 59 segundos 
24 minutos 59 segundos24:59 
Tempo para esta tentativa 
Você usou todas as tentativas para esta avaliação. 
Resultados: Tentativa 1 
Pontos: 3 de 4 
Pontuação: 75% 
(pontuação Maior é mantida): 
Resultados: Tentativa 2 
Pontos: 4 de 4 
Pontuação: 100% 
(pontuação Maior é mantida): (pontuação Maior) 
Suas respostas: 
Instruções 
Leia o case para responder às perguntas. 
Case 
Direitos Fundamentais 
 
Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em 
todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, 
daí seu caráter inviolável, intemporal e universal (dimensão 
jusnaturalista-universalista). 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O primeiro código de leis escrito de que se tem notícias, foi o 
Código de Hamurabi, que foi gravado em uma stela de basalto negro 
por volta do século XVIII a.C, que hoje se encontra no museu do 
Louvre, em Paris. 
 
O Código de Hamurabi defendia a vida e o direito de propriedade, e 
contemplava a honra, a dignidade, a família e a supremacia das 
leis em relação aos governantes. Esse código contém dispositivos 
que continuam aceitos até hoje, tais como a Teoria da imprevisão, 
que fundava-se no princípio de talião: olho por olho, dente por 
dente. Depois deste primeiro código, instituições sociais 
(religião e a democracia) contribuíram para humanizar os sistemas 
legais. 
 
Mais tarde com a junção dos princípios religiosos do cristianismo 
com os ideais libertários da Revolução Francesa, deram origem à 
Declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada em Paris em 
10/12/1948. Representou a primeira tentativa da humanidade de 
estabelecer parâmetros humanitários válidos universalmente para 
todos os homens, independentes de raça, sexo, poder, língua, 
crença etc., e foi adotada e proclamada pela Resolução n. 217 da 
Organização das Nações Unidas, e o Brasil, nesta mesma data, 
assinou esta declaração. Os Direitos Humanos são conquistas da 
civilização, uma sociedade é civilizada se seus Direitos Humanos 
são protegidos e respeitados. 
 
A Constituição Federal de 1988, espelhou-se na Declaração 
Universal dos Direitos Humanos da ONU. Os cidadãos tem que 
participar e vigiar os Direitos Humanos, não delegando apenas ao 
Estado a proteção e aplicação desses direitos. 
 
 
DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 
 
A Constituição Federal de 1988, trouxe em seu Título II, os 
Direitos e Garantias Fundamentais, subdivididos em cinco 
capítulos: 
 
a- Direitos individuais e coletivos: são os direitos ligados ao 
conceito de pessoa humana e à sua personalidade, tais como à vida, 
à igualdade, à dignidade, à segurança, à honra, à liberdade e à 
propriedade. Estão previstos no artigo 5º e seus incisos; 
 
b- Direitos sociais: o Estado Social de Direito deve garantir as 
liberdades positivas aos indivíduos. Esses direitos são referentes 
à educação, saúde, trabalho, previdência social, lazer, segurança, 
proteção à maternidade e à infância e assistência aos 
desamparados. Sua finalidade é a melhoria das condições de vida 
dos menos favorecidos, concretizando assim, a igualdade social. 
Estão elencados a partir do artigo 6º; 
 
c- Direitos de nacionalidade: nacionalidade, significa, o vínculo 
jurídico político que liga um indivíduo a um certo e determinado 
Estado, fazendo com que este indivíduo se torne um componente do 
povo, capacitando-o a exigir sua proteção e em contra partida, o 
Estado sujeita-o a cumprir deveres impostos a todos; 
 
d- Direitos políticos: permitem ao indivíduo, através de direitos 
públicos subjetivos, exercer sua cidadania, participando de forma 
ativa dos negócios políticos do Estado. Esta elencado no artigo 
14; 
 
e- Direitos relacionados à existência , organização e a 
participação em partidos políticos: garante a autonomia e a 
liberdade plena dos partidos políticos como instrumentos 
necessários e importantes na preservação do Estado democrático de 
Direito. Esta elencado no artigo 17. 
 
Todo ser humano já nasce com direitos e garantias, não podendo 
estes ser considerados como uma concessão do Estado, pois, alguns 
estes direitos são criados pelos ordenamentos jurídicos, outros 
são criados através de certa manifestação de vontade, e outros 
apenas são reconhecidos nas cartas legislativas. 
 
As pessoas devem exigir que a sociedade e todas as demais pessoas 
respeitem sua dignidade e garantam os meios de atendimento das 
suas necessidades básicas. 
 
Os direitos humanos têm uma posição bidimensional, pois por um 
lado tem um ideal a atingir, que é a conciliação entre os direitos 
do indivíduo e os da sociedade; e por outro lado, assegurar um 
campo legítimo para a democracia. 
 
Os Direitos Fundamentais, ou Liberdades Públicas ou Direitos 
Humanos é definido como conjunto de direitos e garantias do ser 
humano institucionalização, cuja finalidade principal é o respeito 
a sua dignidade, com proteção ao poder estatal e a garantia das 
condições mínimas de vida e desenvolvimento do ser humano, ou 
seja, visa garantir ao ser humano, o respeito à vida, à liberdade, 
à igualdade e a dignidade, para o pleno desenvolvimento de sua 
personalidade. Esta proteção deve ser reconhecida pelos 
ordenamentos jurídicos nacionais e internacionais de maneira 
positiva. 
 
As principais características dos direitos fundamentais são: 
 
a- Historicidade: os direitos são criados em um contexto 
histórico, e quando colocados na Constituição se tornam Direitos 
Fundamentais; 
 
b- Imprescritibilidade: os Direitos Fundamentais não prescrevem, 
ou seja, não se perdem com o decurso do tempo. São permanentes; 
 
c- Irrenunciabilidade: os Direitos Fundamentais não podem ser 
renunciados de maneira alguma; 
 
d- Inviolabilidade: os direitos de outrem não podem ser 
desrespeitados por nenhuma autoridade ou lei infraconstitucional, 
sob pena de responsabilização civil, penal ou administrativa; 
 
e- Universalidade: os Direitos Fundamentais são dirigidos a todo 
ser humano em geral sem restrições, independente de sua raça, 
credo, nacionalidade ou convicção política; 
 
f- Concorrência: podem ser exercidos vários Direitos Fundamentais 
ao mesmo tempo; 
 
g- Efetividade: o Poder Público deve atuar para garantis a 
efetivação dos Direitos e Garantias Fundamentais, usando quando 
necessário meios coercitivos; 
 
h- Interdependência: não pode se chocar com os Direitos 
Fundamentais, as previsões constitucionais e infraconstitucionais, 
devendo se relacionarem para atingir seus objetivos; 
 
i- Complementaridade: os Direitos Fundamentais devem ser 
interpretados de forma conjunta, com o objetivo de sua realização 
absoluta. 
 
Os Direitos Fundamentais são uma criação de todo um contexto 
histórico-cultural da sociedade. 
 
 
AS SUCESSIVAS GERAÇÕES DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 
Vários autores baseados na ordem histórico-cronológica estabelecem 
assim, as sucessivas gerações dos Direitos Fundamentais que são: 
 
a- Os direitos da primeira geração ou primeira dimensão inspirados 
nas doutrinas iluministas e jusnaturalistas dos séculos XVII e 
XVIII: seriam os Direitos da Liberdade, liberdades estas 
religiosas, políticas, civis clássicas como o direito à vida, à 
segurança, à propriedade, à igualdade formal (perante a lei), as 
liberdades de expressão coletiva, etc. São os primeiros direitos a 
constarem do instrumento normativo constitucional, a saber, os 
direitos civis e políticos. Os direitos de liberdade têm por 
titular o indivíduo, traduzem-se como faculdades ou atributos da 
pessoa e ostentam uma subjetividade que é seu traço mais 
característico, sendo, portanto, os direitos de resistência ou de 
oposição perante o Estado, ou seja, limitam a ação doEstado. 
 
b- Segunda geração ou segunda dimensão: seriam os Direitos da 
Igualdade, no qual estão à proteção do trabalho contra o 
desemprego, direito à educação contra o analfabetismo, direito à 
saúde, cultura, etc. Essa geração dominou o século XX, são os 
direitos sociais, culturais, econômicos e os direitos coletivos. 
São direitos objetivos, pois conduzem os indivíduos sem condições 
de ascender aos conteúdos dos direitos através de mecanismos e da 
intervenção do Esatdo. Pedem a igualdade material, através da 
intervenção positiva do Estado, para sua concretização. Vinculam-
se às chamadas “liberdades positivas”, exigindo uma conduta 
positiva do Estado, pela busca do bem-estar social. 
 
c- Terceira geração ou terceira dimensão, que foram desenvolvidos 
no século XX: seriam os Direitos da Fraternidade, no qual está o 
direito a um meio ambiente equilibrado, uma saudável qualidade de 
vida, progresso, etc.Essa geração é dotada de um alto teor de 
humanismo e universalidade, pois não se destinavam somente à 
proteção dos interesses dos indivíduos, de um grupo ou de um 
momento. Refletiam sobre os temas referentes ao desenvolvimento, à 
paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao patrimônio comum da 
humanidade. 
 
d- Quarta geração ou quarta dimensão, que surgiu dentro da última 
década, por causa do avançado grã de desenvolvimento tecnológico: 
seriam os Direitos da Responsabilidade, tais como a promoção e 
manutenção da paz, à democracia, à informação, à autodeterminação 
dos povos, promoção da ética da vida defendida pela bioética, 
direitos difusos, ao direito ao pluralismo etc. A globalização 
política na esfera da normatividade jurídica foi quem introduziu 
os direitos desta quarta geração, que correspondem à derradeira 
fase de institucionalização do Estado social. Está ligado a 
pesquisa genética, com a necessidade de impor um controle na 
manipulação do genótipo dos seres, especialmente o homem. 
 
As três gerações que exprimem os ideais de Liberdade (direitos 
individuais e políticos), Igualdade (direitos sociais, econômicos 
e culturais) e Fraternidade (direitos da solidariedade 
internacional), compõem atualmente os Direitos Fundamentais. 
 
Os Direitos Fundamentais, atualmente, são reconhecidos 
mundialmente, por meio de pactos, tratados, declarações e outros 
instrumentos de caráter internacional. Esses Direitos fundamentais 
nascem com o indivíduo. E por essa razão, a Declaração Universal 
dos Direitos do Homem (ONU-1948), diz que os direitos são 
proclamados, ou seja, eles pré existem a todas as instituições 
políticas e sociais, não podendo ser retirados ou restringidos 
pelas instituições governamentais, que por outro lado devem 
proteger tais direitos de qualquer ofensa. 
 
 
DIFERENCIAÇÃO ENTRE OS DIREITOS FUNDAMENTAIS E GARANTIAS 
FUNDAMENTAIS 
 
As expressões direitos do homem e direitos fundamentais são 
frequentemente utilizadas como sinônimos. Os direitos do homem são 
direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses 
direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter 
inviolável, intemporal e universal (dimensão jusnaturalista-
universalista). 
 
Os direitos fundamentais são os direitos do homem jurídico-
institucionalizadamente garantidos. Seriam os direitos 
objetivamente vigentes em uma ordem jurídica concreta, ou seja, 
são os enunciados constitucionais de cunho declaratório, cujo 
objetivo consistiria em reconhecer, no plano jurídico, a 
existência de uma prerrogativa fundamental do cidadão. A livre 
expressão (art. 5º, inciso IX), a intimidade e a honra ((art. 5º, 
inciso X) e a propriedade e defesa do consumidor são direitos 
fundamentais, que cumprem a função de direitos de defesa dos 
cidadãos sob um a dupla perspectiva: 
 
a- Constituem, num plano jurídico-objetivo, normas de competência 
para os poderes públicos, proibindo, as ingerências destes na 
esfera jurídico-individual; 
 
b- Implicam, num plano jurídico-subjetivo, o poder de exercer de 
modo positivo os direitos fundamentais (liberdade positiva) e de 
exigir dos poderes públicos, omissões, para evitar agressões 
lesivas por parte dos mesmos (liberdade negativa). 
 
As garantias fundamentais seriam os enunciados de conteúdo 
assecuratório, cujo propósito consiste em fornecer mecanismos ou 
instrumentos, para a proteção, reparação ou reingresso em eventual 
direito fundamental violado. São remédios jurídicos, tais como o 
direito de resposta (art. 5º, inciso V), a indenização prevista, o 
Hábeas Corpus e Hábeas Data, são garantias. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 12. ed. São 
Paulo: Malheiros, 2002. 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado Federal, 1988. 
 
CANOTILHO, J.J. Gomes. Direito Constitucional. 6. ed. Coimbra: 
Almedina, 1993. 
 
HESSE, Konrad. A força normativa da constituição. Porto Alegre: 
Sérgio Antônio Fabris Editor, 1991. 
 
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 
8. ed. São Paulo: Malheiros, 1996. 
 
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 
1999. 
 
NETO, Diogo de Figueiredo Moreira. Sociedade, Estado e 
Administração Pública. Rio de Janeiro: Top Books, 1996. 
 
REALE, Miguel. Filosofia do direito. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 
1986. 
 
SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 
3. ed. São Paulo: Malheiros, 1992. 
 
Fonte: https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-
Fundamentais 
 
 
 
Resultados para pergunta 1. 
1 
1 / 1 ponto 
Leia o texto a seguir: 
 
Quando se vai disciplinar uma determinada ordem de interesse 
social, a autoridade competente não caminha sem um roteiro 
predelineado, sem planejamento, sem definição prévia de 
propósitos. O ponto de partida para a composição de um ato 
legislativo deve ser o da seleção dos valores e princípios que se 
quer consagrar, que se deseja infundir no ordenamento jurídico. 
Ciência que é, o Direito possui princípios estratificados pelo 
tempo e outros que vão se formando – in fieri. São os princípios 
que dão consistência ao edifício do Direito, enquanto os valores 
dão-lhe sentido. A qualidade da lei depende, entre outros fatores, 
dos princípios escolhidos pelo legislador. O fundamental, tanto na 
vida como no Direito, são os princípios, porque deles tudo 
decorre. Se os princípios não forem justos, a obra legislativa não 
poderá ser justa. 
 
Fonte: NADER, Paulo. Curso de direito civil, parte geral. vol. 1, 
10. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2016. 
 
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a 
seguir. 
 
I. A boa-fé objetiva sugere a verificação da vontade aparente das 
partes em um contrato. 
II. Não é possível uma pessoa agir com boa-fé subjetiva, carente 
de boa-fé objetiva. 
III. Por se tratar de regra de conduta, a boa-fé objetiva da parte 
é analisada externamente. 
IV. A boa-fé objetiva impõe deveres laterais aos negócios 
jurídicos, ainda que não haja previsão expressa das partes. 
 
(Adaptado da prova Cespe, 2009, TRF, 2ª Região, Juiz). 
 
 
 
É correto apenas o que se afirma em: 
 
 
I 
, Não selecionado 
 
III e IV 
, Não selecionado 
 
I, III e IV 
 
I e II 
, Não selecionado 
 
II e III 
, Não selecionado 
Resultados para pergunta 2. 
2 
1 / 1 ponto 
Leia o texto a seguir: 
 
 
 
O objeto da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é a 
própria norma, pois disciplina a sua elaboração e vigência, a sua 
aplicação no tempo e no espaço, as suas fontes etc. Contem normas 
de direito, podendo ser considerada um Código de Normas, por ter a 
lei como tema central. Dirige-se a todos os ramos do direito, 
salvo naquilo que for regulado de forma diferente na legislação 
específica. Assim, o dispositivo que manda aplicar a analogia, os 
costumes e os princípios gerais de direito aos casos omissos(art. 
4o) aplica-se a todo o ordenamento jurídico, exceto ao direito 
penal e ao direito tributário, que contém normas específicas a 
esse respeito. O direito penal admite a analogia somente in bonam 
partem. E o Código Tributário Nacional admite a analogia como 
critério de hermenêutica, com a ressalva de que não poderá ́
resultar na exigência de tributo não previsto em lei (art. 108, § 
1o). Quando o art. 3o da Lei de Introdução prescreve que ninguém 
se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece, está se 
referindo à lei em geral. Tal regra aplica-se a todo o 
ordenamento. 
 
Fonte: GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil: parte geral. 23. 
ed. São Paulo: Saraiva, 2017. – (Coleção sinopses jurídicas; v. 
1). p. 25. 
 
 
 
 
Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, 
avalie as afirmações a seguir, quanto ao efeito: 
 
I. Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo 
respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito 
adquirido, incluindo o negócio jurídico sujeito a termo ou sob 
condição suspensiva. 
II. Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo 
respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito 
adquirido, ao qual não se equiparam, para fins de direito 
intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição 
suspensiva. 
III. Progressivo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas 
devendo respeitar a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o 
direito adquirido, ao qual se equipara, para fins de direito 
intertemporal, o negócio jurídico sujeito a termo, porém não o 
negócio jurídico sob condição suspensiva. 
IV. Adjacente, por isto atingindo os fatos pendentes, ainda que se 
caracterizem como coisa julgada, ato jurídico perfeito ou direito 
adquirido. 
 
Adaptado da prova: FCC 2016/PGE-MT/Procurador. 
 
 
 
É correto apenas o que se afirma em: 
 
 
IV 
, Não selecionado 
 
II e III 
, Não selecionado 
 
I e II 
, Não selecionado 
 
I 
 
III e IV 
, Não selecionado 
Resultados para pergunta 3. 
3 
1 / 1 ponto 
Leia o texto a seguir: 
Princípio vem do latim principium e tem significado variado, este 
pode ser entendido como o começo de tudo, é o nascedouro das 
coisas e seres, é o que vem antes, início, origem, ponto de 
partida, regra a seguir, La Norma Primaria. Por outro lado, quando 
se fala em princípio no Direito, ou seja, como norma jurídica, 
este tem a finalidade de organizar o sistema agindo como liame, 
como ligação do conhecimento jurídico com a finalidade de atingir 
os fins desejados. 
Desta forma, também são normas jurídicas só que com hierarquia 
superior e escrita anteriormente as normas comuns, e estas são 
subordinadas aos princípios. 
Em relação ao posicionamento vigente acerca dos contratos, sob a 
ótica do Código Civil de 2002, avalie as afirmações a seguir. 
I. O princípio da função social do contrato limita-se a 
regulamentar os efeitos do contrato perante a sociedade, tendo 
eficácia externa. 
II. Conforme dispõe a norma civil, o princípio da boa-fé incidirá 
no contrato, de forma restrita, sobre as fases de cumprimento e 
após a conclusão. 
III. O princípio da liberdade de contratar é limitado pela função 
social e também pelos princípios da lealdade e da moralidade. 
IV. O princípio da boa-fé prevê a possibilidade de resolução 
judicial do contrato, sema possibilidade de se pleitear a revisão, 
nos casos de onerosidade excessiva superveniente. 
É correto apenas o que se afirma em: 
 
III e IV 
, Não selecionado 
 
I. 
, Não selecionado 
 
I e II. 
, Não selecionado 
 
IV. 
, Não selecionado 
 
III. 
Resultados para pergunta 4. 
4 
1 / 1 ponto 
Leia os textos a seguir: 
 
 
 
TEXTO I 
 
Os direitos da personalidade são, em suma, aquelas qualidades que 
se agregam ao homem, sendo intransmissíveis, irrenunciáveis, 
extrapatrimoniais e vitalícios, comuns da própria existência da 
pessoa e cuja norma jurídica permite sua defesa contra qualquer 
ameaça. O direito objetivo autoriza a defesa dos direitos da 
personalidade, que, por sua vez, são direitos subjetivos da pessoa 
de usar e dispor daquilo que lhe é próprio, ou seja, um poder da 
vontade do sujeito somado ao dever jurídico de respeitar aquele 
poder por parte de outrem. 
 
 
 
TEXTO II 
 
Os direitos da personalidade são, normalmente, definidos como o 
direito irrenunciável e intransmissível de que todo indivíduo tem 
de controlar o uso de seu corpo, nome, imagem, aparência ou 
quaisquer outros aspectos constitutivos de sua identidade. Pode 
ser entendido, então, como direitos atinentes à promoção da pessoa 
na defesa de sua essencialidade e dignidade. Porém, o 
reconhecimento dos direitos da personalidade como categoria de 
direito subjetivo é recente. Até o século XIX, existia uma teoria 
negativista que refutava os direitos da personalidade. 
 
 
 
Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a 
seguir. 
 
 
 
I. Os direitos da personalidade são todos os direitos necessários 
para realização da personalidade e para sua inserção nas relações 
jurídicas. 
 
II. A personalidade consiste no conjunto de caracteres próprios da 
pessoa. 
 
III. Os Direitos da personalidade são indisponíveis, ou seja, 
ninguém pode usá-los como bem entender. 
 
IV. Os direitos da personalidade são inatos ao ser humano e 
assegurados desde a formação do nascituro. 
 
 
 
É correto o que se afirma em 
 
 
 
 
II, III e IV 
, Não selecionado 
 
I e II 
, Não selecionado 
 
I, II, III e IV 
 
II e III 
, Não selecionado 
 
I. 
, Não selecionado

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