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Lesão celular e Necrose
Profª Ms. Karine Cardoso dos Santos
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Causas de Lesão Celular
As causas de lesão celular:
violência física de um acidente automobilístico,
anormalidades celulares sutis.
Anormalidades sutis: mutação genética causando perda de uma enzima vital que 
compromete uma função metabólica normal.
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- Privação de Oxigênio
A hipóxia é uma causa extremamente importante e comum de lesão e morte
celulares.
As causas da hipóxia incluem:
a redução do fluxo sanguíneo (isquemia),
a oxigenação inadequada do sangue devido à insuficiência
cardiorrespiratória, e
redução da capacidade de transporte de oxigênio do sangue:
anemia
envenenamento por monóxido de carbono (produzindo a
carboxi-hemoglobina, um composto muito estável que bloqueia o transporte de
oxigênio)
após grave perda sanguínea.
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- Agentes Físicos
Os agentes físicos que causam lesão celular incluem:
trauma mecânico,
extremos de temperatura (queimaduras e frio intenso),
alterações bruscas da pressão atmosférica,
radiação e
choque elétrico.
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-Agentes Químicos Drogas
Substâncias simples, como a glicose ou sal em concentrações hipertônicas, podem
lesar a célula diretamente ou pela perturbação do equilíbrio eletrolítico das células.
Oxigênio em altas concentrações é tóxico.
Quantidades ínfimas de venenos, como:
arsênico,
cianeto ou
sais mercúricos, podem destruir um número suficiente de células,
dentro de minutos a horas, para causar a morte.
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Outras substâncias potencialmente prejudiciais são nossas companheiras diárias:
poluentes do ar e do ambiente,
inseticidas e herbicidas;
riscos industriais e ocupacionais, como o monóxido de carbono e o
asbesto*;
drogas sociais, como o álcool, e
a variedade sempre crescente de drogas terapêuticas.
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*asbesto(ou amianto, fibra mineral abundante na natureza, vem sendo utilizado pelo
homem desde o início da civilização. São fibras que apresentam grande resistência
ao fogo e à abrasão mecânica e química, além de serem um material isolante
acústico e térmico. principais comprometimentos pleuropulmonares são:
derrame pleural,
espessamento pleural circunscrito ou placas pleurais,
espessamento pleural difuso,
atelectasia redonda(colapso do tecido pulmonar com perda de volume),
asbestose,
câncer pulmonar e
mesotelioma maligno de pleura.
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- Agentes Infecciosos
- Reações Imunológicas
O sistema imune exerce função essencial na defesa contra patógenos infecciosos,
mas as reações imunes também podem causar lesão celular.
Reações lesivas aos autoantígenos endógenos são responsáveis por várias doenças
autoimunes.
As reações imunes a muitos agentes externos.
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-Defeitos Genéticos
podem produzir fenótipos clínicos altamente característicos que variam de
malformações congênitas a anemias, exemplos: Síndrome de Down, anemia
falciforme
Os defeitos genéticos causam lesão celular devido à deficiência de proteínas
funcionais, como:
defeitos enzimáticos dos erros inatos do metabolismo ou
acúmulo de DNA danificado ou
de proteínas anormalmente dobradas, ambos disparando a morte
celular quando são irreparáveis.
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- Desequilíbrios Nutricionais
A deficiência proteico-calórica provoca um número impressionante de mortes,
principalmente entre as populações desfavorecidas.
Os problemas nutricionais podem ser autoinfligidos, como na anorexia nervosa
(inanição autoinduzida).
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Excessos nutricionais são também causas importantes de lesão celular.
O excesso de colesterol predispõe à aterosclerose;
a obesidade está associada com o aumento da incidência de várias doenças
importantes, como diabetes e câncer.
Além dos problemas de nutrição deficiente ou excessiva, a composição da dieta
contribui de forma significativa para uma série de doenças.
Necrose
significa morte celular ocorrida em organismo vivo e seguida de autólise.
Quando a agressão é suficiente para interromper as funções vitais, os lisossomos
perdem a capacidade de conter as hidrolases no seu interior e estas saem para o
citosol, são ativadas pela alta concentração de Ca++ no citoplasma e iniciam a
autólise.
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Os lisossomos contêm hidrolases (proteases, lipases, glicosidases, ribonucleases e
desoxirribonucleases) capazes de digerir todos os substratos celulares.
É a partir da ação dessas enzimas que dependem as alterações morfológicas
observadas após a morte celular.
Após necrose são liberadas alarminas (HMGB1, uratos, fosfatos), que são
reconhecidas em receptores celulares e desencadeiam uma reação inflamatória.
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Aspecto morfológico das células necróticas
O aspecto morfológico da necrose resulta:
da desnaturação de proteínas intracelulares e
da digestão enzimática das células lesadas letalmente (células colocadas
imediatamente em fixadores estão mortas, mas não necróticas).
As células necróticas mostram:
eosinofilia aumentada, atribuível, em parte, à perda do RNA citoplasmático e, em
parte, às proteínas citoplasmáticas desnaturadas.
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As enzimas que digerem a célula necrótica são:
derivadas dos lisossomos das próprias células que estão morrendo ou
dos lisossomos dos leucócitos que são recrutados como parte da reação
inflamatória.
Enzimas: peptidases: digerem aminoácidos,
nucleases: digerem ácidos nucleicos,
lipases: digerem lipídios, entre outras.
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A aparência morfológica da necrose, assim como da *necroptose, é o resultado da
desnaturação de proteínas intracelulares e da digestão enzimática da célula lesada
letalmente.
As células necróticas são incapazes de manter a integridade da membrana e seus
conteúdos sempre extravasam, um processo que pode iniciar inflamação no tecido
circundante.
* Morte celular depende de uma via de sinalização mediada por quinases denominadas RIPK1 e
RIPK3 e tem como molécula efetora a pseudoquinase
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Alterações morfológicas na lesão celular reversível e necrose.
A, Túbulos renais normais com células epiteliais viáveis.
B, Lesão isquêmica inicial (reversível), mostrando em células ocasionais, bolhas na
superfície, eosinofilia aumentada do citoplasma e tumefação celular.
C, Necrose de células epiteliais, com perda dos núcleos, fragmentação das células e
extravasamento dos conteúdos.
Robbins –e Cotran- Patologia das doenças 
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As células mortas podem ser substituídas por massas fosfolipídicas grandes e
espiraladas, chamadas de figuras de mielina, derivadas das membranas celulares
lesadas.
Os precipitados fosfolipídicos são fagocitados por outras células ou, mais tarde,
degradados em ácidos graxos;
a calcificação desses resíduos de ácidos graxos resulta na geração de sais de
cálcio.
Assim, as células mortas podem finalmente se calcificar.
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Alterações nucleares
aparecem em um dos três padrões, todos devidos à degradação inespecífica do
DNA
- Picnose (observado também na morte celular apoptótica) Caracterizada por
retração nuclear e aumento da basofilia.
A cromatina se condensa em uma massa basofílica sólida e encolhida.
Picnose não caracteriza a morte celular, pois pode ser encontrada em estado
funcional da célula.
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- Cariorrexe, o núcleo picnótico sofre fragmentação. Com o decorrer do tempo (1 ou
2 dias), o núcleo da célula necrótica desaparece totalmente.
- Cariólise ocorre dissolução da cromatina gerando a perda da coloração nuclear
tornando-o pálido ou sem coloração.
O citoplasma torna-se eosinofílico (acidofilia) devido a perda da basofilia
citoplasmática do ácido ribonucléico e desnaturação das proteínas com liberação de
radicais. Ocorre a perda de DNA pela degradação enzimática das endonucleases.
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picnose
cariorrexe
cariólise
Aspecto macroscópico
O tecido necrótico caracteriza-se:
pela cor mais escura: pele,
mais clara: mucosa oral,
brilho diminuído e consistência maior
Microscópico
Núcleo picnótico e hipercorado, cariorrexe e cariólise.
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Necrose de palato
Artigo: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20150131_152537.pdf
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Artigo
Lesões necróticas na disjunção palatina: explicação e prevençãoO suprimento sanguíneo do palato deve ser considerado no planejamento 
Alberto Consolaro*, Valdomiro Rebellato Júnior**, Maria Fernanda M-O. Consolaro***, José 
Antônio Rebouças de Carvalho Júnior
Todo estímulo que levam ás degenerações, quando persistem por longo tempo e com
grande intensidade podem gerar morte celular.
Termos
Anóxia: ausência de oxigênio. Podendo ocorrer no ar- diferença de altitude,
profundidade; sangue arterial ou nos tecidos.
Pode ser causada por insuficiência cardíaca, pneumopatia, anemia, entre outras
causas.
Hipóxia: diminuição de oxigênio disponível para as células, tecidos ou órgãos
podendo gerar anóxia.
Isquemia: diminuição ou suspensão do fluxo sanguíneo em uma região corporal.
Causada por obstrução arterial, vasoconstrição.
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Características morfológicas Características bioquímicas Características fisiológicas
Necrose
Perda da integridade da membrana
Não há formação de vesículas
Desintegração das organelas celulares
Lise total das células
Perda da regulação da 
homeostasia iônica
Digestão aleatória do DNA
Não requer energia
Geralmente iniciada por 
estímulos não fisiológicos
Resposta inflamatória
Afeta grupos de células
Fagocitose por macrófagos 
Apoptose Não há perda da integridade da membrana
Diminuição do volume citoplasmático e 
condensação do núcleo
Agregação e marginalização do núcleo
Aumento da permeabilidade mitocondrial
Fragmentação da célula em corpos
apoptóticos
Processo regulado com
ativação enzimática
Digestão não
aleatória do DNA
Dependente de ATP
Liberação de vários fatores
mitocondriais
Alteração na assimetria da 
membrana plasmática
Geralmente induzida por 
estímulos fisiológicos
Sem resposta inflamatória
Afeta células individuais
Fagocitose por células 
adjacentes ou macrófagos
Alterações na função das membranas e metabolismo
Aumento da concentração de cálcio livre ativam as enzimas fosfolipases que
degradam a membrana por atacarem os fosfolipídios.
Isquemia pode causar: aumento na concentração de cálcio no citoplasma e falta de
ATP para resíntese de novos fosfolipídios.
Radicais livres responsáveis pelo envelhcimento do organismo, estes podem reagir
com os fosfolipídios gerando danos a membrana celular.
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Classificação das necroses
- Necrose por coagulação/ isquémica
- Necrose caseosa ou caseificação
- Necrose liquefativa
- Necrose gangrenosa
gangrena úmida: o tecido necrótico se contamina com bactérias saprófitas,
que digerem o tecido, amolecendo-o.
gangrena seca ocorre, preferencialmente:
nas extremidades de dedos,
de artelhos – osso saliente na articulação do pé com a perna,
e da ponta do nariz,
na maioria das vezes em consequência de lesões vasculares como as que ocorrem
no diabetes melito.
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gangrena gasosa: as bactérias contaminantes pertencem ao gênero Clostridium,
pode haver também produção de gases.
Em órgãos internos pode também haver gangrena quando houver a combinação de
necrose com infecção por agentes bacterianos.
Exemplos: pulmão, vesícula biliar, intestino.
- Necrose fibrinóide: forma especial de necrose geralmente observada nas reações
imunes que envolvem os vasos sanguíneos.

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