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Estudo dirigido de Intervenções em Contextos Organizacionais Papel do Psicólogo Organizacional O psicólogo organizacional atua promovendo bem-estar, saúde mental e desempenho no trabalho. Ele analisa o comportamento no ambiente organizacional e contribui em processos como seleção, treinamento, clima, liderança e resolução de conflitos. Seu foco é equilibrar as necessidades da empresa e dos colaboradores. Gestão de Pessoas Gestão de Pessoas é o conjunto de práticas que visa atrair, desenvolver, motivar e reter os colaboradores dentro da organização. Seu objetivo é alinhar os interesses das pessoas com os da empresa, criando um ambiente de trabalho saudável, produtivo e colaborativo. Envolve processos como recrutamento, seleção, treinamento, avaliação de desempenho, desenvolvimento de carreira e clima organizacional. O foco está em valorizar o ser humano como parte essencial para o sucesso do negócio. SUBSISTEMAS DE GESTÃO DE PESSOAS • Planejamento de Pessoal • Recrutamento • Seleção • Cargos e Salários • Gestão de Competências e Desempenho • Gestão de Talentos e Carreiras • Treinamento e Desenvolvimento • Educação Corporativa • Desenvolvimento Organizacional (DO) Planejamento de Pessoal O planejamento de pessoal tem como objetivo prever a quantidade e o perfil de profissionais necessários para atender às demandas da empresa. Um bom planejamento ajuda a reduzir o absenteísmo, que são as faltas frequentes dos colaboradores, e a rotatividade, que é a troca constante de funcionários, evitando prejuízos com treinamentos e perdas de produtividade. • Responsabilidade: Analisar dados internos (turnover, produtividade, absenteísmo) e externos (mercado de trabalho, economia). • Absenteísmo: Refere-se às faltas ou atrasos dos colaboradores. Prejudica a produtividade e sinaliza problemas como desmotivação, clima organizacional ruim ou saúde ocupacional precária. • Rotatividade (turnover): Alta rotatividade implica custos com desligamentos e admissões, além de perda de conhecimento organizacional. O planejamento deve buscar reduzir esses índices. Recrutamento O recrutamento é o processo de atrair candidatos para uma vaga. Ele pode ser interno, quando a empresa busca candidatos entre seus próprios funcionários, ou externo, quando procura no mercado de trabalho. As principais fontes de recrutamento são sites de emprego, redes sociais, indicações, universidades e consultorias. Um recrutamento eficaz atrai pessoas com o perfil adequado e alinhadas à cultura da organização. • Interno: Aproveita talentos já existentes na empresa (promoções, transferências). • Externo: Busca no mercado (sites, redes sociais, consultorias). • Fontes: Mídia digital (LinkedIn, sites de vagas), indicações internas, universidades, bancos de currículos. Tipos de Recrutamento Recrutamento Interno Ocorre quando a empresa busca preencher a vaga por meio de colaboradores que já fazem parte do seu quadro de pessoal. Isso pode ocorrer por meio de promoções, transferências ou aproveitamento de talentos identificados previamente. Entre suas vantagens estão o baixo custo, menor tempo de adaptação e valorização dos funcionários. Como desvantagens, podem surgir conflitos internos, além de limitação na diversidade de ideias. Recrutamento Externo Nesse tipo de recrutamento, a organização busca profissionais no mercado externo. É utilizado quando se deseja trazer novas competências, experiências ou quando não há profissionais disponíveis internamente. As principais vantagens são o acesso a novos talentos e a renovação da equipe, mas ele envolve maior custo, mais tempo de integração e risco de incompatibilidade cultural. Recrutamento Misto É a junção do recrutamento interno com o externo. A empresa abre a vaga simultaneamente para candidatos internos e externos, o que amplia as possibilidades de escolha, combina valorização de talentos internos com inovação externa e favorece a equidade no processo. Fontes de Recrutamento Fontes internas As fontes internas são aquelas ligadas ao ambiente interno da empresa, como o mural de vagas, intranet corporativa, programas de promoção e sucessão e indicações dos gestores. Essas fontes facilitam o acesso de colaboradores às novas oportunidades, estimulam a motivação e o crescimento interno. Fontes externas Já as fontes externas incluem os sites de empregos, redes sociais profissionais como o LinkedIn, agências de recrutamento, feiras de estágio e emprego, universidades e escolas técnicas, além das indicações de colaboradores e anúncios em mídias digitais ou impressas. A escolha da fonte mais adequada depende do tipo de vaga, urgência, orçamento e perfil do profissional desejado. Seleção A seleção busca identificar o candidato mais adequado para ocupar a vaga. Pode seguir modelos tradicionais, baseados em currículo e entrevistas, ou o modelo por competências, que avalia comportamentos e atitudes importantes para o desempenho no cargo. Entre as técnicas utilizadas estão testes psicológicos, dinâmicas de grupo e entrevistas. A entrevista por competências é baseada em situações reais já vividas pelo candidato, ajudando a prever como ele agirá no futuro. • Função: Escolher o candidato ideal. • Modelos: Tradicional (currículo) e por competências (comportamentos). • Técnicas: Testes, dinâmicas, entrevistas. • Entrevista por competência: Foca no que a pessoa já fez (experiência real). Modelos de Seleção Existem diferentes modelos de seleção, que variam de acordo com os objetivos da organização, o nível da vaga e os recursos disponíveis: Modelo Tradicional É baseado principalmente na análise de currículo e entrevistas presenciais. Foca nos conhecimentos técnicos, experiências passadas e formação acadêmica. Apesar de ainda ser bastante utilizado, pode não captar aspectos comportamentais com precisão. Modelo por Competências Baseia-se no mapeamento das competências essenciais para o cargo e na análise de evidências concretas de que o candidato já demonstrou essas competências no passado. É mais estratégico, pois foca no comportamento real e na capacidade de entrega do profissional. Modelo Estratégico (ou por alinhamento cultural) Neste modelo, além da competência, considera-se o alinhamento com os valores, missão e visão da empresa. Visa a longo prazo, procurando colaboradores com maior potencial de engajamento e retenção. Técnicas de Seleção A seleção pode utilizar várias técnicas combinadas, de forma a tornar o processo mais seguro e eficiente: • Análise de currículo: primeira triagem com base na experiência, formação e histórico profissional. • Testes psicológicos: avaliam aspectos de personalidade, raciocínio lógico, inteligência emocional, etc. • Testes de conhecimento ou técnicos: mensuram habilidades específicas exigidas para o cargo. • Dinâmicas de grupo: observam o comportamento dos candidatos em situações simuladas de trabalho em equipe. • Entrevistas individuais ou coletivas: principal ferramenta da seleção, podendo ser estruturadas, semiestruturadas ou livres. • Provas situacionais (role play): simulam atividades práticas do cargo, observando tomada de decisão e atitude. • Painel de entrevistas: entrevista realizada por mais de um avaliador (como RH e gestor da área), enriquecendo a análise do perfil. Cargos e Salários A área de cargos e salários organiza as funções dentro da empresa, definindo responsabilidades e remuneração justa para cada posição. Um dos principais conceitos usados é o de competência, que combina conhecimento, habilidade e atitude (CHA). Essa estrutura ajuda a garantir equilíbrio interno e competitividade com o mercado. • Importância: Organiza funções, responsabilidades e remuneração de forma justa. • Papel: Garantir equidade interna e competitividade externa. • Responsabilidade: Analisar, descrever eavaliar cargos, definindo faixas salariais. • Competências (conceito): Conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA) que impactam diretamente na performance de um colaborador em determinado cargo. Salário Efetivo O que é? É o valor total acordado entre empregador e empregado pelo trabalho prestado. Ele pode incluir: • Salário base (fixo) • Adicionais legais (periculosidade, insalubridade, noturno) • Comissões • Gratificações • Bonificações • Horas extras • Premiações (se forem habituais) Salário Líquido O que é? • É o valor que o trabalhador efetivamente recebe “no bolso” após os descontos obrigatórios, como: • INSS (Previdência Social) • IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte, se aplicável) • Contribuições sindicais (se houver) • Descontos por faltas ou atrasos Outros descontos legais ou autorizados (ex.: plano de saúde, vale-transporte) Gestão de Competências e Desempenho Esse subsistema tem como objetivo desenvolver as pessoas e melhorar seus resultados. Avaliações de desempenho são feitas para identificar o que está indo bem e o que precisa melhorar. Com base nisso, são propostas ações de desenvolvimento que alinhem o desempenho dos colaboradores com as metas da organização, promovendo eficiência e crescimento profissional. • Importância: Promove o alinhamento entre o desenvolvimento das pessoas e os objetivos estratégicos. • Papel: Avaliar, desenvolver e monitorar competências. • Responsabilidade: Criar sistemas de avaliação de desempenho justos, com feedbacks construtivos. • Ferramentas utilizadas: Avaliação 360°, feedback contínuo, gestão por objetivos, indicadores de desempenho (KPIs). AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO A Avaliação de Desempenho faz parte do subsistema de Gestão de Competências e Desempenho, dentro da Gestão de Pessoas. Gestão de Talentos e Carreiras A gestão de talentos e carreiras busca reter os profissionais mais qualificados, oferecendo oportunidades de crescimento dentro da empresa. São criados planos de carreira, programas de mentoring e coaching, e políticas de sucessão. Isso estimula a motivação, o comprometimento e reduz o risco de perder talentos para o mercado. • Importância: Garante retenção de talentos e crescimento profissional. • Papel: Promover trajetórias profissionais claras e motivadoras. • Responsabilidade: Oferecer planos de carreira, mentoring, coaching e políticas de sucessão. ▪ A gestão de talentos ajuda na retenção e no engajamento, reduzindo o turnover. Treinamento O treinamento tem a função de capacitar os colaboradores para melhor desempenho. O processo começa com o diagnóstico das necessidades (LNT), seguido da programação (definir conteúdos e métodos), execução (realização das atividades) e avaliação dos resultados (verificar se houve aprendizado e impacto no trabalho). Treinamentos bem planejados ajudam no desenvolvimento individual e coletivo. • Diagnóstico (LNT – Levantamento de Necessidades de Treinamento): Identificar o que precisa ser aprendido. • Programação: Planejar conteúdo, carga horária, métodos. • Execução: Aplicação dos treinamentos (presenciais, online, vivenciais). • Avaliação de resultados: Níveis de Kirkpatrick (Reação, Aprendizado, Comportamento, Resultados). 1- Diagnóstico de Necessidades de Treinamento (DNT ou LNT – Levantamento de Necessidades de Treinamento) O que é? É o ponto de partida para qualquer programa de treinamento. Consiste em identificar quais competências, conhecimentos ou comportamentos precisam ser desenvolvidos nos colaboradores. Como é feito? • Observação direta do trabalho • Avaliações de desempenho • Reclamações de clientes • Entrevistas com líderes e colaboradores • Resultados de testes ou indicadores (produtividade, erros, absenteísmo) Objetivo: Entender quem precisa de treinamento, em que área e por quê. Isso evita desperdício de tempo e recursos. 2- Planejamento/Programação do Treinamento O que é? Depois de saber as necessidades, a empresa deve planejar como o treinamento será realizado, definindo todos os detalhes logísticos, técnicos e pedagógicos. Elementos do planejamento: • Objetivos do treinamento (o que se espera ao final) • Conteúdo a ser abordado • Público-alvo • Carga horária • Metodologia (presencial, online, prático, teórico, gamificado etc.) • Instrutores ou facilitadores • Materiais e recursos necessários • Local, data e horário Objetivo: Garantir que o treinamento seja estruturado, coerente e eficaz, alinhado com os recursos disponíveis. 3- Execução (ou Implementação) do Treinamento O que é? É a realização prática do treinamento, conforme o que foi planejado. Pode acontecer em sala de aula, online, no local de trabalho ou em formato híbrido. Considerações importantes: • Ambiente adequado e motivador • Participação ativa dos colaboradores • Uso de métodos variados (dinâmicas, estudos de caso, simulações, vídeos) • Comunicação clara e interação Objetivo: Transmitir conhecimentos e desenvolver habilidades de forma engajadora e significativa. 4- Avaliação dos Resultados (ou Avaliação de Reação, Aprendizagem e Impacto) O que é? É a etapa em que a organização verifica se o treinamento foi eficaz, avaliando: • Se os objetivos foram atingidos • Se os participantes realmente aprenderam • Se houve mudança de comportamento no trabalho • Se houve impacto nos resultados organizacionais Níveis de avaliação (modelo de Kirkpatrick): 1. Reação: satisfação dos participantes 2. Aprendizagem: o que foi efetivamente aprendido 3. Comportamento: se houve mudança prática no dia a dia 4. Resultados: impacto nos indicadores da empresa Objetivo: Mensurar o retorno sobre o investimento (ROI) do treinamento e ajustar futuros programas. Educação Corporativa A educação corporativa é uma estratégia de aprendizado contínuo dentro da empresa. Vai além do treinamento pontual, promovendo o desenvolvimento constante das pessoas por meio de universidades corporativas, trilhas de aprendizagem e plataformas digitais. Está alinhada aos objetivos estratégicos da organização. • Importância: Estratégia de longo prazo para aprendizado contínuo. • Papel: Formar cultura de aprendizagem organizacional. • Responsabilidade: Gerar conhecimento alinhado ao negócio. • Inclui universidades corporativas, trilhas de aprendizagem, plataformas LMS, parcerias com instituições de ensino. Características da Educação Corporativa • Estrutura mais robusta (frequentemente com uma Universidade Corporativa) • Evolve formação técnica, comportamental, gerencial e estratégica • Pode incluir cursos internos, parcerias com instituições de ensino, MBA’s corporativos, programas de liderança, etc. • Avalia os impactos no desenvolvimento profissional e nos resultados organizacionais Exemplos de Educação Corporativa • Trilhas de aprendizagem por cargo ou carreira • Programas de desenvolvimento de lideranças • Parcerias com universidades para capacitação contínua • Formação de multiplicadores internos • Cursos online e presenciais integrados ao planejamento estratégico Desenvolvimento Organizacional (DO) O desenvolvimento organizacional é um processo planejado de mudança para melhorar a cultura, o clima e a estrutura da empresa. Envolve o diagnóstico de problemas e a aplicação de intervenções para tornar a organização mais eficiente, saudável e adaptável. O psicólogo pode atuar como facilitador dessas mudanças, apoiando líderes e equipes. • Importância: Melhora a eficácia e a saúde organizacional. • Papel: Conduzir mudanças planejadas e sustentáveis. • Responsabilidade: Diagnosticar problemas, aplicar intervenções (clima, cultura, estrutura, processos). • Envolve: consultoria interna, coaching executivo, gestão de mudança, desenvolvimento da liderança, clima organizacional. Papel do Psicólogo em POT O psicólogoque atua em Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) tem como missão compreender o comportamento humano nas empresas e propor ações para melhorar o ambiente de trabalho. Ele atua em seleção, treinamento, avaliação, clima organizacional, saúde mental, mediação de conflitos e apoio a mudanças. Seu trabalho é guiado pelo compromisso com o bem-estar das pessoas e os resultados da organização, sempre com base em princípios éticos e uso técnico da psicologia. • Promover saúde mental e bem-estar no trabalho. • Aplicar conhecimento psicológico para melhorar práticas de gestão. • Analisar comportamento organizacional, clima, cultura e relações interpessoais. • Realizar processos seletivos, avaliações de desempenho e treinamentos com base científica. • Atuar como facilitador de mudanças organizacionais. • Intervir em conflitos, promover mediação e comunicação assertiva. • Deve seguir o Código de Ética Profissional, garantindo sigilo, respeito, autonomia e uso responsável de instrumentos psicológicos. Percepção, Julgamento e Tomada de Decisão • Percepção é o processo de interpretar estímulos do ambiente com base nos sentidos, emoções e experiências. No trabalho, influencia como vemos colegas, líderes e situações. Nem sempre é objetiva, e pode sofrer distorções. - Experiências anteriores - Expectativas - Motivação - Cultura - Humor/emocionalidade • As simplificações de julgamento são atalhos mentais que usamos para tomar decisões rápidas, mas que nem sempre são corretas. Exemplos incluem o efeito halo (julgar uma pessoa por um único traço), estereótipos (generalizações), projeção (atribuir ao outro algo nosso) e percepção seletiva (ver apenas o que confirma nossas crenças). - Efeito Halo: Julgar a pessoa com base em uma característica (ex: simpatia = competência). - Estereótipos: Generalizações baseadas em grupos sociais. - Projeção: Atribuir aos outros nossos sentimentos ou características. - Percepção seletiva: Ver apenas o que confirma nossas crenças. • Na tomada de decisão, usamos razão e emoção, mas também estamos sujeitos a vieses cognitivos. O viés de confirmação nos faz buscar informações que reforçam o que já pensamos. O viés de ancoragem nos prende à primeira informação recebida. O viés da disponibilidade nos faz julgar com base em memórias fáceis de lembrar. E o viés retrospectivo nos faz pensar que já sabíamos o que ia acontecer, depois que o fato já ocorreu. - Viés de confirmação: Procurar informações que confirmem nossas crenças. - Viés da ancoragem: Influência de uma informação inicial na decisão final. - Viés de disponibilidade: Julgar com base em memórias mais acessíveis. - Viés retrospectivo: Superestimar previsibilidade após o fato acontecer (“eu sabia que ia dar errado”). Entrevista por Competência A entrevista por competência é uma técnica de seleção que busca entender o comportamento passado do candidato diante de situações reais, pois acredita-se que o modo como a pessoa agiu no passado é um bom indicativo de como ela agirá no futuro. Em vez de focar apenas no currículo ou em perguntas genéricas, o entrevistador faz perguntas específicas sobre experiências anteriores, ligadas a competências desejadas para o cargo, como liderança, resolução de problemas, trabalho em equipe ou tomada de decisão. Modelo CAR (Contexto – Ação – Resultado) Na entrevista por competência, utiliza-se o modelo CAR para conduzir e avaliar as respostas do candidato. Esse modelo organiza a resposta em três partes: • C (Contexto): o candidato descreve a situação vivida, onde aconteceu e com quem. • A (Ação): explica exatamente o que ele fez, qual foi sua atitude ou comportamento. • R (Resultado): apresenta os resultados alcançados com a ação tomada. Por exemplo, ao perguntar: “Conte uma situação em que você teve que resolver um conflito no trabalho”, o entrevistador espera que o candidato descreva a situação (contexto), diga o que fez (ação) e quais foram as consequências positivas ou negativas (resultado). O foco está no comportamento demonstrado, e não apenas na opinião ou intenção do candidato. Tipos de Competências Avaliadas Técnicas: específicas da função (ex.: uso de softwares, domínio de línguas, conhecimento de legislação). Comportamentais (soft skills): aplicáveis a diversos cargos e situações, como: • Liderança • Trabalho em equipe • Comunicação • Resolução de problemas • Flexibilidade • Iniciativa • Ética profissional Gestão de Competências e Desenvolvimento A gestão de competências identifica os conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA) que os colaboradores precisam para alcançar os objetivos da empresa. Com base nisso, avalia-se o desempenho e o que precisa ser desenvolvido. O desenvolvimento acontece por meio de treinamentos, feedbacks, coaching e planos de carreira. O objetivo é alinhar o crescimento dos profissionais com os resultados da organização, promovendo um ambiente mais eficiente e preparado para desafios. CHA – Conhecimentos, Habilidades e Atitudes O modelo CHA representa os três elementos que formam uma competência: • Conhecimento é o saber teórico, o que a pessoa sabe (ex: normas, técnicas, conceitos). • Habilidade é o saber fazer, ou seja, a capacidade de aplicar o conhecimento na prática. • Atitude é o querer fazer, ou seja, o comportamento, motivação e iniciativa para agir. Uma pessoa competente é aquela que sabe, sabe fazer e quer fazer bem feito. O modelo CHA é muito usado na gestão de pessoas para definir perfis de cargos, avaliar desempenho e planejar treinamentos. Gestão de Carreira A gestão de carreira é o processo de planejar e acompanhar o crescimento profissional dos colaboradores dentro da organização. Envolve identificar oportunidades de desenvolvimento, oferecer suporte por meio de treinamentos, feedbacks e mentorias, e criar trilhas ou planos de carreira. O objetivo é ajudar o profissional a atingir seu potencial e, ao mesmo tempo, reter talentos e preparar líderes para o futuro. Ela equilibra os interesses do colaborador com as necessidades da empresa. Plano de Carreira O plano de carreira é uma ferramenta da empresa que define os caminhos de crescimento profissional que um colaborador pode seguir. Ele mostra as etapas, requisitos e competências necessárias para subir de cargo ou mudar de área. Pode ser vertical (promoções em uma hierarquia), horizontal (novas funções no mesmo nível) ou em Y, permitindo seguir para uma carreira técnica ou de liderança. O plano de carreira motiva, orienta o desenvolvimento e ajuda na retenção de talentos. Tipos de Carreira Carreira Vertical É a mais tradicional, em que o profissional cresce subindo na hierarquia da empresa, assumindo cargos cada vez mais altos e com mais responsabilidade. Carreira Horizontal O crescimento ocorre com mudanças de função no mesmo nível hierárquico, desenvolvendo novas habilidades e experiências sem necessariamente ter promoção. Carreira em Y Permite que o profissional escolha entre dois caminhos: seguir para cargos de liderança (gestão) ou se aprofundar como especialista técnico, sem precisar virar chefe para crescer. Carreira em W Combina gestão e especialização. O profissional pode atuar como líder, técnico e também como gestor de projetos ou consultor interno, ampliando as possibilidades. Carreira Proteana Focada na autonomia do profissional, que assume o controle da sua carreira, guiado por seus próprios valores, e não apenas pelas oportunidades da empresa. Carreira Portfólio O profissional constrói sua trajetória com base em múltiplas experiências, projetos e habilidades, muitas vezes atuando em mais de uma área ou empresa ao mesmo tempo (como freelancers e consultores). Gestão de Subsistemas A gestão de subsistemas envolve a organização e integração das áreas que compõem a Gestão de Pessoas. Cada subsistema cuida de uma etapaespecífica do ciclo de vida do colaborador na empresa. Os principais são: • Planejamento de Pessoal: prevê necessidades de mão de obra. • Recrutamento e Seleção: atrai e escolhe candidatos com perfil adequado. • Treinamento e Desenvolvimento: capacita e desenvolve competências. • Gestão de Desempenho: avalia resultados e promove melhorias. • Cargos e Salários: estrutura funções e remuneração. • Gestão de Carreira e Talentos: acompanha o crescimento profissional. • Relações Trabalhistas e Clima: cuida do ambiente, normas e vínculos internos. A integração desses subsistemas garante que a empresa tenha pessoas certas, preparadas, motivadas e bem direcionadas, contribuindo para os objetivos organizacionais. Pesquisa de Clima Organizacional A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta que mede a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho. Ela avalia aspectos como relacionamento interpessoal, comunicação, condições físicas, liderança, reconhecimento, motivação e satisfação. O objetivo é identificar pontos fortes e problemas que afetam o desempenho e o bem-estar das pessoas. Com base nos resultados, a empresa pode planejar ações para melhorar o clima, aumentar o engajamento e reduzir conflitos. A participação dos funcionários é fundamental para garantir que as mudanças sejam efetivas e promovam um ambiente mais saudável e produtivo. O que é ROI? ROI é a sigla para Return on Investment, que em português significa Retorno sobre o Investimento. No contexto de gestão de pessoas e treinamentos, o ROI serve para medir quanto a empresa ganhou (ou perdeu) em relação ao quanto foi investido em determinada ação — como um programa de treinamento, desenvolvimento de talentos, contratação de pessoal etc. Em Gestão de Pessoas, o ROI pode ser calculado para: • Treinamentos e capacitações • Programas de integração (onboarding) • Recrutamento e seleção • Desenvolvimento de liderança • Programas de qualidade de vida ou bem-estar Vantagens de calcular o ROI em Gestão de Pessoas: • Justifica o investimento em treinamentos e programas internos • Demonstra o valor estratégico da área de RH • Permite comparar o custo-benefício entre diferentes ações • Ajuda na tomada de decisões baseada em dados Metodologia STAR: S – Situação: qual era o contexto? T – Tarefa: qual era o desafio? A – Ação: o que você fez? R – Resultado: qual foi o resultado da sua ação?