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AVALIAÇÃO DE EMPRESAS – VALUATION 
TEMA 01 - MÉTODOS DE AVALIAÇÃO EMPRESARIAL: AVALIAÇÃO COM INDICADORES CONTÁBEIS
Você sabia que é possível estimar o valor atual ou potencial de um determinado ativo, empresa ou projeto, e que a avaliação pode ser usada para uma variedade de propósitos, como decidir quanto pagar por uma ação e até definir o preço do IPO de uma empresa?
Veremos a seguir quais os principais métodos dessa estimação, ou seja, os métodos de Valuation.
IPO = Oferta inicial de ação, quando ela abre o capital
VALUATION 
· O processo de valuation é um conjunto de técnicas e métodos que tem como objetivo estimar o valor presente de um ativo ou empresa.
· Qual é a sua importância?
· Investidores e gestores podem analisar e tomar decisões de investimento.
· Avaliar a performance financeira de uma empresa.
O valuation é um processo que estima o valor intrínseco de uma empresa ou e um ativo financeiro.
O objetivo do processo de valuation: determinar um preço justo para a empresa ou ativo, com base em uma análise de dados financeiros do setor e ambiente macroeconômico 
Risco sistemático: afeta todo o mercado e não pode ser diversificado
Exemplos de fatores que podem causar o risco sistemático:
· crises econômicas
· Mudanças nas políticas econômicas
· Desastres naturais
Risco não sistemático: é especifico de uma empresa ou setor e pode ser mitigado através da diversificação.
Exemplos:
· Problemas financeiro de uma empresa
· Mudanças na gestão
Diferenças principais:
Abrangência: 
· o risco sistemático afeta todos os investimentos, 
· o risco não sistemático é restrito a um ativo ou setor especifico
Mitigação:
· o risco sistemático não pode ser eliminado através da diversificação
· o risco não sistemático pode ser reduzido com uma boa estratégia de diversificação
O Processo de Valuation
Valuation envolve a análise de vários aspectos, como:
· qualidade do negócio, a estrutura financeira da empresa
· desempenho passado e futuro
· riscos envolvidos 
· outros fatores que possa afetar o valor da empresa
Para fazer uma avaliação, é sugerida a utilização de diferentes métodos.
CONCEITOS DE FINANÇAS CORPORATIVAS
Conceitos de finanças corporativas
As finanças corporativas envolvem o gerenciamento do dinheiro de uma empresa, desde a identificação das fontes de financiamento até a alocação de recursos para maximizar o valor da empresa: 
A avaliação da empresa é um processo crítico para investidores e gerentes de finanças corporativas, A avaliação pode ser feita com base em indicadores contábeis.
A grande sacada são as projeções futuras elas têm que ser o mais próximo da realidade possível.
O cálculo correto o valor de uma empresa é fundamental para tomar decisões de investimento e financiamento. Um valor incorreto pode levar a decisões equivocadas e a perda de oportunidades de investimento.
Além disso, o valor correto da empresa é uma medida crítica para a tomada de decisões estratégicas, como fusões e aquisições.
Medidas de Desempenho:
· Preço/Lucro (P/L): preço dividido pelo lucro, esse indicador fornece uma ideia de quanto o investidor está disposto a pagar por cada unidade monetária de lucro da empresa. Por exemplo se for comparar entre duas empresas, o indicador menor é o melhor, tem um indicador de uma empresa que é 5 e de outra é 10, o 5 significa que você vai levar 5 anos para recuperar o capital investido naquela empresa e o outro levaria 10 anos, um PL menor melhor.
· Valor Patrimonial por Ação (VPA): fornece uma estimativa um valor líquido da empresa por ação.
· Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE): quanto maior o ROE melhor a performance da empresa.
· Margem Ebitda: vai fornecer uma ideia de quanto a empresa está ganhando com suas operações.
· Dividend Yield: ele mede a rentabilidade dos dividendos da empresa.
Medidas de Liquidez e de Endividamento
· Liquidez Corrente: vai demonstrar o quanto a empresa tem de Ativo Circulante para cobrir as dívidas do Passivo Circulante em curto prazo.
· Liquidez Seca: bem semelhante a liquidez corrente, porém nesse tipo de liquidez não é considerado o Estoque, porque o estoque é do Ativo Circulante, você tem que ver o quanto você tem agora para liquidar a sua dívida de curto prazo, quanto mais dinheiro você tem melhor é o benefício.
· Liquidez Geral: que indica de forma global todo Ativo na cobertura do Passivo, e não são consideradas de forma geral, tanto as de curto prazo quanto as de longo prazo, para o cálculo é geral.
· Endividamento Geral: vai indicar o quanto a empresa tem captado junto a terceiros quando ela busca emprestado no mercado esses recursos, em relação ao seu Ativo Total em determinado período.
· Grau de Aplicações Financeiras: no caso vai ser a parcela do disponível que a empresa tem, que é aplicada pela empresa no mercado financeiro em relação ao Patrimonio Liquido.
· Grau de Imobilidade: indicador nível de imobilizado da empresa.
CÁCULO DO EBITDA
Margem Ebitda	Comment by andreia moreno: 
· A margem EBITDA mede a rentabilidade operacional da empresa.
· Ela é calculada dividindo o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) pela receita líquida.
· Esse indicador fornece uma ideia de quanto a empresa está ganhando em suas operações.
O cálculo do EBITDA segue a partir da Receita Liquida na seguinte sequência:
(+) Receita Líquida (A)
(-) Custo do Produtos Vendidos
(-) Despesas da Atividade (com vendas, comissões, administrativas e outras diretamente ligadas à operação)
(=) Lucro da Atividade (ou EBIT)
(+) Depreciação e Amortização
(+) EBITDA (B)
Margem EBITDA (B/A)
Não se pode confundir: o DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) com o Demonstrativo do EBITA
DRE: trimestral, anual
Questão:
Uma dada empresa tem as seguintes informações, despesas operacionais de 100,00; depreciação de 50,00; receita liquida de 1.800,00 e um lucro da atividade de 400,00 qual o valor da margem EBITDA?
A – 30%
B – 22,22%
C – 25%
D – 15%
Resolução:
O cálculo da Margem EBITDA é:
Margem EBITDA = EBTIDA /Receita Líquida
EBITDA = Lucro da Atividade + Depreciação
Observação: a informação das despesas operacionais, já estão inseridas no resultado da receita líquida.
EBTIDA = 400+ 50 = 450
Margem EBITDA = 450/1.800= 0,25 ou 25%
Logo a alternativa correta é a letra C = 25%
Reflexão:
· Você foi convidado a auxiliar o Sr. Alberto que possui aplicações financeiras em cinco tipos de ações. Ele tem se informado muito a respeito do setor de varejo. Sr. Alberto pretende diversificar ainda mais seu portfólio para minimizar o risco não sistemático.
· Sr. Alberto sabe da importância dos cálculos e análises de alguns indicadores da tomada de decisão. Por isso, fez a coleta de dados junto aos informes contábeis divulgados pela companhia XYZ S.A
Dados da empresa XYZ S.A.
· A empresa XYZ em um lucro líquido de R$ 50 milhões, patrimônio líquido de R$ 300 milhões, receita líquida de R$ 500 milhões, EBITDA de R$ 75 milhões, 30 milhões de ações em circulação, e em média, paga dividendo de R$ 1 por ação.
· Com base nesses dados, como está o desempenho dessa empresa em comparação com outras?
· Para avaliar ações de uma empresa é importante calcular alguns indicadores contábeis, como:
· P/L (Preço lucro líquido por ação)
· VPA (Valor Patrimonial da Ação, você vai comparar o Patrimonio Liquido da empresa com a quantidade de ações)
· ROE (Retorno operacional sobre o Patrimonio Liquido lucro) 
· Margem EBITDA (lucro antes dos impostos, das taxas, da depreciação e da amortização)
· Dividend Yield (rentabilidade do dividendo pago)
Norte para a resolução
· P/L: preço da ação/LPA = R$10 / (R$50 milhões/30 milhões) =6,02
· VPA: patrimônio líquido/ações em circulação = R$ 300 milhões / 30 milhões = R$ 10 por ação.
· ROE: lucro líquido/patrimônio líquido = R$ 50 milhões/R$ 300 milhões = 16,7%.
· Margem EBITDA: EBITDA/receita líquida = R$ 75 milhões/ R$ 500 milhões = 15%
· Dividend Yeild: dividendo por ação /preço da ação = R$ 1 / R$ 10 = 10,0%
Com base nessas informações, um investidor pode avaliar se a empresa XYZ está subvalorizada ou sobrevalorizada em relaçãoao mercado e tomar decisões de investimento.
TEMA 02 - CUSTO DE CAPITAL E O MODELO DO CAPM
Você sabia que o custo de capital é o custo total de financiamento de uma empresa, que inclui tanto as fontes de financiamento da dívida quanto de capital próprio? E que é o custo que a empresa incorre para obter o dinheiro necessário para financiar seus projetos e operações?
Veremos a seguir quais são os principais tipos de custo de capital e os métodos de estimação.
· Segundo Assaf Neto (2017), o custo de capital pode ser entendido como a taxa de desconto, selecionada pelos investidores (financeiros) de uma empresa, para cálculo do valor presente dos fluxos futuros esperados de benefícios de caixa. Ainda de acordo com o autor, é a taxa de retorno mínima que justifica um investimento (TMA =Taxa Mínima de Atratividade)
· Assim, o investidor aceitará aplicar seus recursos em algum ativo específico, se não houver no mercado alternativa melhor.
Custo de Capital
· O custo de capital é usado para avaliar a viabilidade financeira de novos projetos ou investimentos, bem como para tomar decisões sobre a estrutura de capital da empresa.
· É calculado como base nas taxas de juros e nas taxas de retorno esperadas dos investidores de dívida e de capital próprio, ponderadas pelo peso de cada fonte de financiamento no capital total da empresa.
· Portanto o custo de capital representa o custo médio ponderado dos fundos necessários para financiar as atividades da empresa.
· O custo de capital também é conhecido como custo de oportunidade, ou seja, a oportunidade que foi deixada de lado quando o investidor optou por colocar seus recursos na empresa analisada.
· Quanto uma empresa gera um retorno superior ao seu custo de capital em suas decisões de investimento tem-se a geração do valor econômico.
Importância do custo de capital
· O custo de capital é a base para a tomada de decisões de investimento. Ao determinar o custo de capital, os gestores podem avaliar a viabilidade financeira de novos projetos e decidir se devem ou não avançar com eles. Além disso, fornece uma medida do risco envolvido em um investimento.
· Em resumo o custo de capital é uma medida crítica do custo de financiamento de uma empresa, que é usado para avaliar a viabilidade financeira de projetos e tomar decisões de investimento. É uma medida importante tanto para os gestores de empresas quanto para os investidores, pois fornece uma medida de risco envolvido em um investimento e ajuda a determinar se o retorno esperado justifica o risco assumindo.
Custo de capital de terceiros e custo de capital próprio
· O custo de capital pode ser dividido em dois componentes principais: 
- O custo da dívida 
- O custo do capital próprio
· O custo da dívida é a taxa de juros que a empresa paga sobre suas dívidas, baseado no risco de crédito da empresa e nas taxas de juros do mercado.
· O custo do capital próprio é o retorno esperado pelos acionistas da empresa, que reflete o risco e a volatilidade dos retornos esperados.
· O custo de capital é calculado para cada componente da estrutura de financiamento (estrutura de capital) da empresa.
· Custo de capital de terceiros (Ki), calculado de forma explicita das dividas onerosas mantidas.
· Custo de capital próprio (Ke) representa a remuneração mínima exigida pelos acionistas.
· Custo total de capital ou Weighted Average Cost of Capital (WACC), calculado como uma média ponderada dos custos das várias fontes de financiamento.
· O custo do capital de terceiros ou custo da dívida é um custo explícito, ou seja, é a taxa de juros cobrada pelas instituições financeiras ao emprestarem recursos as empresas.
O custo de capital de terceiros é determinado, basicamente, por meio da seguinte expressão:
Ki = RF + spread da empresa – benefício fiscal
· Ki = custo do capital de terceiros
· RF = taxa livre de risco
· Spread = spread de risco de inadimplência, geralmente, determinado por empresas de rating especializadas em classificação de risco.
Benefício fiscal = se referem à economia de impostos proporcionada pelos juros da dívida, dedutíveis para fins de apuração do tributo, como a dedução do imposto de renda (IR/CSLL) sobre os encargos financeiros apropriados.
Exemplo:
A companhia ABC tem uma classificação A e um custo de 1,6% acima da taxa livre de risco (spread de inadimplência=1,6%). Com uma taxa efetiva de título público igual a 7,5% a.a. como aproximação da taxa livre de risco, o custo da dívida antes do benefício fiscal é:
· Custo da dívida (Ki) = (RF + Spread da empresa) x (1 – IR)
· Ki (antes/IR) = 7,5% + 1,6% = 9,1%
Se considerar uma alíquota de imposto de Renda (IS) igual a 34%, o custo da dívida após o benefício fiscal atinge:
· Ki (líquido/IR) = 9,1% x (1-0,34) =6,0 a.a.
É importante lembrar que apenas as empresas que produzem lucros tributáveis no exercício podem usufruir de benefício fiscal. No caso de resultados negativos, não se deve exclui o IR do custo da dívida, ou seja, considerar o custo de capital antes do IR.
Custo de Capital Próprio
· O custo de capital próprio é a taxa de retorno que os acionistas exigem para investir em uma empresa. É calculado com base em uma série de fatores, como a taxa livre de risco, o prêmio de risco e o beta.
· O custo de capital próprio (Ke) é uma medida implícita, que mostra as expectativas de retorno dos recursos próprios investidos na empresa, é calculada com base em taxas de juros de mercado e no risco.
· O modelo Capital Asset Pricing Model (CAPM) em tradução livre, Modelo de Precificação de Ativos de Capital, é um modelo de precificação de ativos que relaciona o retorno esperado de um ativo com o risco de mercado e o risco específico do ativo.
Modelo de Precificação de Ativos de Capital (CAPM)
O modelo de Precificação de Ativos de Capital relaciona o retorno esperado de um ativo com o risco de mercado e o risco especifico do ativo. O modelo é baseado em duas premissas:
I. Os investidores são avessos ao risco e exigem um retorno adicional para assumir riscos adicionais.
II. O retorno esperado de um ativo é composto pelo retorno livre de risco e pelo prêmio de risco de mercado.
Formulação do método CAPM
O calculo EBITDA segue a partir da Receita Líquida, na seguinte sequência:
Onde:
Ke = custo de capital próprio
RF = taxa de juro livre de risco
B = coeficiente beta de ação
RM = retorno da carteira de mercado
RM – RF = prêmio pelo risco de mercado
B x (RM -RF) = prêmio pelo risco do ativo
Como observado na fórmula, o custo de capital próprio é a taxa livre de risco, mais o prêmio de risco de mercado. No modelo CAPM, é possível observar o risco sistemático.
Questão:
O coeficiente Beta (B) é uma medida de sensibilidade do retorno de uma ação em relação ao retorno do mercado, que mede o risco sistemático da ação e reflete como responde às variações do mercado.
A empresa ABC tem um beta (B) 1,5. Isso significa que se o mercado variar:
a. Em 1%, a ABC sobe, em média, 15%
b. Em -1%, a ABC sobe em média, 15% 
c. Em -1%, a ABC sobe, em média, 1,5%
d. Em 1%, a ABC sobre em média, 1,5%
Resposta correta: 
d. Em 1%, a ABC sobre em média, 1,5%
Reflexão:
· Você foi convidado(a) a auxiliar o Sr. Alberto a identificar o retorno mínimo exigido para a decisão de aplicação em ações, da empresa AYZ.
· Sr. Alberto sabe da importância dos cálculos do Modelo de Precificação de Ativos de Capital (CAPM). Por isso, fez a coleta de dados junto ao mercado relacionado a companhia AYZ S.A.
Dados da AYZ S.A.:
· As ações da empresa AYZ apresentam um coeficiente beta de 1,6, ou seja, seu risco sistemático é 60% maior que o risco de mercado. A taxa livre de risco utilizada foi a taxa de retorno de um título pré-fixado de 10% a.a.
· A expectativa das principais corretoras e bancos de investimento é de que o índice de mercado (IBOV) apresente um desempenho de 15% a.a.
Formula:
Ke = CAPM = RF + B x (RM – RF)
Onde:
Ke = custo de capital próprio
RF = taxa de juro livre de risco
B = coeficiente beta de ação
RM = retorno da carteira de mercado
RM – RF = prêmio pelo risco de mercado
B x (RM -RF) = prêmio pelo riscodo ativo
Qual o retorno esperado dessa ação?
Resolução:
Ke = CAPM = Rf + B x (Rm – Rf)
Ke = 10% + 1,6 x (15% - 10%)
Ke = 10% + 1,6 x (5%)
Ke = 10% + 8%
Ke = 18% 
O retorno esperado deve ser, no mínimo, igual a 18% ao ano, o que representa o custo do capital próprio da indústria AYZ.
Essa Taxa pode ser utilizada como a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) para os investidores.
TEMA 03 - MÉTODOS DE VALUATION: POR MÚLTIPLOS, DIVIDENDOS DESCONTADO E POR FLUXO DE CAIXA DESCONTADO
MÉTODOS DE VALUATION: por múltiplos I
Você sabia que é possível estimar o valor da empresa? Assim, torna-se necessário compreender os meios de fazer tal avaliação. Uma das abordagens mais comuns para a realização da valuation é por meio do uso de múltiplos. Esse método é recomendado para empresas de capital fechado, pois há poucas informações disponíveis. Já para outros tipos de empresas, outros métodos parecem ser mais atraentes, como os métodos por dividendo e fluxo de caixa descontado.
Veremos, a seguir, quais os principais métodos dessa estimação, ou seja, os métodos de valuation!
Valuation por múltiplos I
O processo de valuation é um conjunto de técnicas e métodos, que tem como objetivo estimar o valor presente de um ativo ou empresa.
Qual a sua importância?
Investidores e gestores podem analisar e tomar decisões de investimento.
Avaliar a performance financeira de uma empresa.
· Preço/Lucro (P/L): esse indicador é um dos múltiplos mais utilizados no mercado.
P = valor de mercado de uma empresa negociada na Bolsa de Valores 
L = lucro líquido anual, divulgado pela companhia
· O cálculo pode ser feito dividindo o valor de mercado da empresa pelo lucro líquido total dos últimos doze meses, ou dividindo a cotação da ação pelo lucro por ação dos últimos doze meses.
Exemplo:
· Sabe-se que o capital da empresa está representado por 150 milhões de ações ordinárias (BBBX3). Na data da análise, as ações ordinárias fecharam a R$ 42,00.
O valor de mercado é calculado multiplicando-se o preço de fechamento pela quantidade de ações 
P = R$ 42,00 x 150.000.000 (ações ON) = R$ 6.300 milhões 
Em 202x, o lucro líquido anual da empresa BBB foi de R$ 300 milhões
Agora, calcularemos o P/L da BBB em 202X:
P/L = 6.300 = 21x
300
O resultado é um P/L de 21x. Outra forma de calcular seria dividindo o preço da ação (42,00) pelo lucro líquido por ação (2 = 150 milhões / 300 milhões), logo 42/2 = 21x
· O P/L é utilizado como uma métrica de retorno, ou seja, uma indicação do tempo que o investidor levará par ter seu dinheiro de volta ao comprar ações da AYZ. Quanto mais alto o P/L, mais cara será a ação e mais tempo o investidor levará para obter retorno. Nesse momento, o P/L indica que o investimento na empresa AYZ levará 21 anos para retornar ao investidor.
Valuation por múltiplos II
Enterprise Value Versus EBITDA ( Ev/Ebitda)
Esse múltiplo, denominado EV/EBITA, é considerado mais abrangente e confiável por muitos analistas financeiros. Ao utilizar essa métrica, é possível obter uma visão mais precisa do valor de uma empresa e tomar decisões de investimento.
Exemplo:
· Quantidade de ações ON da empresa AAZ: 1.500.070.000
· Preço da ação: R$ 25,00
· Valor de Mercado = (25,00 x 1.500.070.000) = R$ 37,50 bilhões
· Dívida líquida: R$ 685,3 milhões
· EV = Valor de mercado + Dívida líquida = R$ 38,18 bilhões
· EBITDA da Empresa AAZ é de R$ 5,87 bilhões
· EV/EBITDA = R$ 38,18 bilhões / R$ 5,87 bilhões = 6,5
Portanto, o EV/EBITDA da Empresa AAZ é 6,5, isso significa que, em média, os investidores estão dispostos a pagar 6,5 vezes o EBITDA da empresa para possuir suas ações. Esse múltiplo é, frequentemente, usado como uma medida de avaliação para comparar a empresa em questão com outras.
· Preço / Valor patrimonial (P/VPA)
Esse é um método simples de valuation, que compara a cotação das ações no mercado ao seu valor contábil, ou seja, ao valor do Patrimônio Líquido. É útil para entender qual é o prêmio que o mercado está atribuindo à empresa acima de seu patrimônio.
Exemplo:
· Quantidade de ações ON: 5,28 bilhões
· Patrimônio Líquido: R$ 180,00 bilhões
· Preço (Cotação): 43,50
· Valor Patrimonial: R$ 180,00 bilhões / 5,28 bilhões = R$ 34,09
· Para calcular o P/VPA basta dividir a cotação em um determinado dia pelo VPA
· P/VPA = 43,50 / 34,09 = 1,2760 ou 127,6%
· Conclusão: no caso da empresa em questão, o P/VPA foi de 1,2760 ou 127,6%. Assim, o valor de mercado supera o PL em 27,6%
Preço / Fluxo de Caixa (P/CF)
· O múltiplo Preço /Fluxo de Caixa (P/CF) é uma medida utilizada na análise de investimento que relaciona o preço de mercado de uma ação ao seu fluxo de caixa operacional. É um indicador importante para avaliar se o preço da ação está relativamente alto ou baixo, em relação ao fluxo de caixa gerado pela empresa.
Exemplo:
· Quantidade de ações ON: 2 bilhões e fluxo de caixa operacional: R$ 10 bilhões
· CF = 10/ 2 = 5,00
· Preço da ação (P) = 50,00
· P/CF = 50,00 = 10x
 5,00
· Isso significa que o mercado está disposto a pagar dez vezes o fluxo de caixa operacional gerado pela empresa.
Métodos de Valuation: dividendo descontado e fórmula Gordon
O modelo de Valuation por dividendos descontados (DDM, do inglês, discounted dividend model) é um modelo de avaliação de empresas que leva em consideração o fluxo de caixa futuro esperado, por meio dos dividendos que a empresa pagará aos acionistas.
Esse modelo é especialmente útil para empresas que possuem uma politica de dividendos estável e previsível, como as empresas de serviços públicos.
Valuation por dividendo descontado
P0 = valor de aquisição (intrínseco) da ação
Dn = dividendo previsto de receber ao final do período (na data da venda da ação)
Pn = preço de venda da ação no final do período
K = taxa de desconto, que representa o retorno esperado pelo investidor na aplicação
· O valor obtido é interpretado como o preço máximo que um investidor pagaria por este título, para um investimento por prazo determinado, considerando os rendimentos esperados e taxa de retorno exigida
Modelo de crescimento: fórmula de Gordon
· A formulação de distribuição indeterminada de dividendos pressupõe que os fluxos de caixa não sofram alterações ao longo dos anos. No entanto, é comum, prever um crescimento periódico no valor dos dividendos, que variam a determinada taxa constante “g”.
· Para avaliar o valor de uma ação com crescimento perpétuo, é aplicado o modelo de Gordon.
Onde:
D = dividendo esperado
K = taxa de desconto
g = taxa de crescimento
P0 = D1 = 5,0 .= 5,0 = 71,43
 (k – g) (0,10-0,03) (0,07)
Assim cada ação da empresa valeria R$ 71,43, de acordo com esse método de valuation.
Questão:
Suponha que m investidor tenha previsto a distribuição de dividendos correntes de R$1,20 e R$ 2,50 ao final dos próximos dois anos, respectivamente. Suponha, ainda que o valor previsto de venda da ação, ao final do segundo ano, seja de R$ 30,00 por ação com uma taxa de retorno mínima desejada de 15% ao ano.
Qual seria o preço máximo que o investidor estaria disposto a pagar por essa ação hoje?
P0 = Dn + Pn .
	(1+k)n 		(1+k)n
P0 = 1,20 + 2,50 + 30,00 .
 (1+0,15)		(1+0,15)2	 (1+0,15)2 
P0 = 1,20 + 2,50 + 30,00 .
 (1,15)		(1,15)2	 	 (1,15)2 
P0 = 1,0434 + 1,8903 + 22,6813 = 25,62 por ação
Assim, desejando auferir um retorno equivalente anual de 15%, o preço máximo que o investidor pagaria por esta ação, hoje, considerando os benefícios esperados da aplicação e a taxa de retorno exigida, é de R$ 25,62 por ação.
Métodos de Valuation: Fluxo de Caixa descontado
Reflexão
 
Você está convidado a auxiliar o Sr. Alberto, que gostaria de fazer aplicações financeiras em ações da empresa MANA S.A. Ele tem se informado muito a respeito do método de determinação do valor intrínseco da ação, pelo método de valuation do fluxo de caixa dos dividendos descontados.
Sr. Alberto sabe da importância dos cálculos e analises de alguns indicadores antesda tomada de decisão. Por isso, fez a coleta de dados junto ao mercado de informações dos dividendos projetados por ação, da empresa MANA S.A.
O mercado projetou, para os próximos dois anos, mesmo tempo que o Sr. Alberto pretende ficar posicionado no ativo, os dividendos de R$ 0,50/ ação, ao final de cada um dos próximos dois semestres, e de R$ 0,75/ação, ao final do terceiro e quarto semestre.
A taxa de retorno, exigida pelo Sr. Alberto (taxa de atratividade), é de 16% a.a., ou 8% a.s.
Assim, auxilie o Sr. Alberto, determinando o valor previsto de venda da ação ao final do segundo ano (quarto semestre), de forma que o investidor seja remunerado na taxa de atratividade de 8% a.s. Sabe-se que a ação está negociada, atualmente, no mercado por R$ 15,00/ação.
Norte da resolução:
O valor de negociação a ação deve ser o valor presente do fluxo futuro esperado de rendimentos. Assim, para uma taxa de desconto de 8% a.s., tem-se:
Se o investidor pagar, hoje, R$ 15,00 pela ação, receber os dividendos previstos e vender o papel por R$ 17,64 ao final de dois anos, aufere uma rentabilidade efetiva de 8% a.s.
A taxa de retorno requerida pelos acionistas, ao investirem seus recursos no empreendimento, é considerada como o custo do capital próprio de uma empresa.
Ao levantar recursos no mercado acionário, ou mesmo ao reter parte de seus lucros, a empresa deve aplica-los em projetos (ativos) que demonstrem viabilidade econômica, de modo que o retorno produzido posso remunerar seus acionistas em nível equivalente às suas expectativas.
Dessa forma, a remuneração mínima exigida pelos acionistas se constitui, em última análise, no custo do capital próprio de uma empresa.
TEMA 04 - MÉTODOS DE VALUATION: FLUXO DE CAIXA DESCONTADO (DCF)
Valuation por Fluxo de Caixa Descontado
Você sabia que é possível estimular o valor da empresa? Assim, torna-se necessário compreender os meios e fazer tal avaliação. O valuation é um processo utilizado para avaliar empresas ou ativos e determinar seu valor justo. Entre as diversas abordagens possíveis para realizar o valuation, destaca-se o método por fluxo de caixa descontado.
Veremos, a seguir, quais os principais métodos dessa estimação, ou seja, os métodos de valuation por fluxo de caixa descontado.
O método de Valuation por Fluxo de Caixa Descontado (DCF) é amplamente utilizado por analista de investimentos e empresas, a fim de avaliar o valor de uma empresa. Tem como base a premissa de que o valor de uma empresa está intimamente relacionado com o fluxo de caixa que gerará no futuro.
O modelo DCF parte do principio de que o valor presente de um fluxo de caixa futuro é igual à soma dos valores presentes de cada fluxo de caixa individual, descontados a uma taxa de juros que represente o custo de capital da empresa.
A fórmula utilizada para determinar o valor presente é a seguinte:
Onde: 
VPe = valor presente da empresa
Cfi= fluxo de caixa no período i
r = taxa de desconto
 
Para calcular o valor de uma empresa usando o modelo DCF, é necessário seguir alguns passos:
· Previsão de Fluxo de Caixa: o primeiro passo para aplicar o método DCF é projetar o fluxo de caixa futuro da empresa. Para isso, são utilizados modelos financeiros que levam em consideração diversos fatores, como receitas, custos, investimentos e depreciação.
A. Método da continuidade
B. Método do consenso
C. Método dos investimentos
· Determinação da taxa de desconto: a taxa de desconto deve refletir o custo de capital da empresa e levar em conta fatores como o risco do negócio, a taxa de juros do mercado e o custo de capital próprio e de terceiros.
· Calculo do valor presente: após a determinação dos fluxos de caixa futuros e da taxa de desconto a ser aplicada, é possível calcular o valor presente de cada fluxo de caixa. Esse valor corresponde ao valor atual da empresa, ou seja, o valor justo que a empresa deve ter no momento da avaliação.
Fluxo de Caixa Disponível da Empresa (FCDE)
A abordagem mais utilizada na prática para calcular o valor da empresa, é a do Fluxo de Caixa Descontado para a Empresa (FCDE), onde o valor presente dos fluxos de caixa futuros é descontado pelo custo total de capital (WACC), incluindo tanto os custos de capital próprio quanto os custos de terceiros. Essa abordagem leva em consideração todos os resultados de natureza operacional e considera o valor econômico tanto do patrimônio líquido quanto das dívidas (passivo).
Vo = patrimônio líquido + passivos 
Determinada empresa comercial AAZ, apresentou a seguinte projeção para os próximos cinco anos:
Projeção de Fluxo de Caixa da Empresa AAZ
Para uma taxa de custo de capital total (WACC) de 12% a.a. considerada adequada para o risco dos fluxos de caixa, o valor explícito da empresa é:
Valor Empresa (Vo)= 17 + 20 + 34 + 402 + 50 . 
			(1+0,12) (1+0,12)2	(1+0,12)3 (1+0,12)4 (1+0,12)5	
Vo = 17 + 20 + 34 + 402 + 50 . 
 (1,12) (1,12)2 (1,12)3 (1,12)4 (1,12)5
 Vo = 17 + 20 + 34 + 402 + 50 . 
	(1,12) 1,254 1,405 1,574 1,762
Vo = 15,18 + 15,94 + 24,20 + 26,69 + 28,37 = 110,39
Se o preço atual da empresa AAZ for inferior a R$ 110,39 milhões, a empresa estará subvalorizada e pode ser uma boa oportunidade de compra.
O valor da empresa foi calculado com base nos cinco anos explícitos de projeção, mas é importante destacar que a empresa não perde todo seu valor após esse período, De fato, a empresa tem um valor residual, já que deve continuar operando por um tempo determinado após o período de previsão. É por isso que a próxima etapa da avaliação consiste no cálculo do valor residual, que representa o valor presente dos fluxos de caixa da empresa (FCDE) previstos para depois do período explícito.
Isso significa que o valor residual é calculado com base nas projeções de fluxo de caixa da empresa para o futuro, considerando seu desempenho e perspectivas de crescimento a longo prazo. 
Este exemplo mostra como o modelo DCF pode ser usado para estimar o valor presente dos fluxos de caixa futuros da empresa e determinar seu valor. É importante lembrar que este modelo tem suas limitações e que os fluxos de caixa futuros são incertos e podem ser influenciados por diversos fatores, como a economia, a concorrência e as decisões da empresa. Por isso, é importante realizar uma analise cuidadosa antes de tomar decisões de investimento, com base apenas no modelo FCDE.
Fluxo de Caixa Disponível do Acionista (FCDA)
O método do Fluxo de Caixa Disponível do Acionista (FCDA) é uma técnica de avaliação de empresas, que permite aos acionistas determinar o valor justo de seus investimentos, com base no fluxo de caixa gerado pela empresa após o pagamento de todas as despesas e investimentos necessários para manter o negócio em funcionamento.
Esse método considera que o valor da empresa é a soma dos fluxos de caixa futuros que serão gerados, descontados a uma taxa que reflita o risco do investimento.
Valor do Patrimônio Líquido 
Onde: 
FCDA = Fluxo de Caixa Disponível do Acionista
Ke = taxa de desconto (pode ser utilizado o valor do CAPM)
· Assim, pode-se entender que o Fluxo de Caixa Disponível do Acionista é igual ao valor de mercado da companhia.
· Já o Fluxo de Caixa Descontado para a empresa ou firma é o mesmo valor de mercado da companhia adicionado a dívida total. Logo, Fluxo de Caixa Descontado para a empresa ou firma, menos a dívida total, é o Valor de Mercado da Companhia. 
Perpetuidade e a taxa de crescimento “g”
O método de valuation, utilizando a perpetuidade e o crescimento “g” é uma técnica utilizada para avaliar o valor de uma empresa, baseada na premissa de que a empresa terá um fluxo de caixa constante e crescente ao longo do tempo.
A taxa de crescimento “g” é uma taxa empregada em valuation par prever o crescimento futuro dos fluxos de caixa da empresa. Essa taxa pode ser calculada com base em vários fatores, incluindo o histórico de crescimento da empresa, a situação econômica do país, as tendências do mercado,entre outros.
 
PV = Valor presente
FCF = Free Cash Flow (Fluxo de Caixa Disponível)
K = taxa de desconto (custo de capital)
Para calcular esse valor residual, são utilizadas formulações de fluxos de caixa indeterminados, ou seja:
FCFn+1 = fluxo de caixa disponível normalizado previsto para o ano imediatamente seguinte ao final do período explícito
g = taxa de crescimento constante anual dos fluxos de caixa
n= numero de anos do período explicito
A fórmula do valor residual é atualizada por (1+K)n para expressar o resultado no momento atual.
Questão:
É importante destacar que diferentes critérios de apuração do valor residual podem provocar modificações significativas no valor total da empresa. Uma das hipóteses de comportamento dos fluxos de caixa na perpetuidade é de que:
a. K = g 
b. g > 0
c. g = 100k
d. k ≠ g
Resposta correta: 
a. K = g 
· g é nula ou positiva 
· Se K se aproxima muito de g (k=g) os valores tendem ao infinito.
Reflexão:
Você está convidado a auxiliar o Sr. Alberto, que gostaria de fazer aplicações financeiras em ações da empresa Money S.A. Ele tem se informado muito a respeito do método de determinação do valor intrínseco da ação, pelo método de valuation do Fluxo de Caixa Disponível da Empresa (FCDE)
O S. Alberto sabe da importância dos cálculos e análises de alguns indicadores antes da tomada de decisão. Por isso, junto ao mercado, fez a coleta de dados das informações dos fluxos de caixa projetados da empresa.
A empresa Money S.A. obteve os seguintes fluxos de caixa livre, estimados para os próximos 10 anos.
É dado que a taxa de crescimento “g” , após o 10 ano, é de 2% e que o custo de capital seja de 12%
Admitindo o FCDE no ano de 11, deve crescer 10% em relação ao resultado do ano anterior. Também é fato que a empresa consta com um passivo (empréstimo e financiamentos) de 130,0 milhões
Utilizando a fórmula da perpetuidade, temos:
Valor da empresa Explícito (Vexp) = _100__ +_ 120_ + _240__ + ......210
				 (1+0,12) (1+0,12)2 (1+0,12)3 ..... (1+0,12)10
(Vexp) = _100_+_ 120_ + _240__ + ......210 = 854,74
	 (1,12) (1,12)2 (1,12)3 ..... (1,12)10
Valor Residual (Momento atual) 
Valor Empresa (Vo) = 854,74 + 743,76 = 1.598,50
Em suma: 
· Valor explicito = 857,74 milhões
· Valor residual atual (com crescimento) = 743,76 milhões
· Valor total da empresa (Vo) = 1.598,50 milhões
· Valor do passivo (empréstimos e financiamentos) = 130,0 milhões
· Valor do Patrimônio Líquido = 1.468,50
· É importante ressaltar que o cálculo do fator de crescimento “g! deve ser realizado com cautela e baseado em dados confiáveis, pois qualquer imprecisão pode levar a uma estimativa incorreta do valor da empresa.
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