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Sim. A conduta pode ser enquadrada no crime previsto no artigo 154-A do Código Penal. Quando o criminoso utiliza técnicas de phishing para enganar a vítima e induzi-la a instalar um programa malicioso ou liberar acesso ao computador, ele pratica uma forma de engenharia social que permite burlar os mecanismos de segurança do dispositivo. Ainda que a vítima, enganada, clique no link ou execute o arquivo, essa “autorização” não é válida, pois foi obtida por meio de fraude. Ao instalar o código malicioso, o agente cria uma porta de entrada que lhe permite acessar, manipular ou obter informações do computador sem permissão legítima. Esse procedimento equivale à violação indevida de mecanismo de segurança, requisito exigido pelo art. 154-A do Código Penal. Portanto, o acesso é considerado invasão, mesmo quando não há rompimento técnico direto de senhas ou barreiras digitais, pois a fraude substitui essa violação. Assim, o comportamento atende aos elementos do tipo penal e pode ser punido como invasão de dispositivo informático.