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TEORIA E FUNDAMENTOS DA CONSTITUIÇÃO KARL LOEWENSTEIN Karl apresenta uma classificação tríplice, relacionando a Constituição ao seu papel efetivo na sociedade. Esta classificação. Que inclui as Constituições semântica, nominal e normativas, oferece uma perspectiva penetrante sobre a interação entre o texto constitucional e a realidade política. “A história do constitucionalismo não é senão a busca pelo homem político das limitações do poder absoluto exercido pelos detentores do poder.” Karl loewenstein MODELO DE WEIMAR A Constituição de Weimar foi uma das primeiras do mundo a prever direitos sociais, que incluíam normas de proteção ao trabalhador e o direito à educação. Com Weimar. O Estado é chamado a proteger o cidadão, inaugurando o que poderíamos chamar de ‘função social do Estado contemporâneo’. Garantindo a liberdade dos cidadãos, primando pela garantia da livre iniciativa, sobretudo, nas relações de mercado, a Constituição de Weimar projeta, também, a proteção do indivíduo. A VIGÊNCIA E OS CONFLITOS ENTRE AS LEIS Mutações Constitucionais: referem-se aos processos informais e sociais de alteração das Constituições - não de seu texto, mas de sua interpretação e seu significado no âmbito da sociedade. Recepção: é o fenômeno em que a nova constituição mantém em vigor parte da constituição anterior, sendo que este fenômeno tem caráter precário/temporário. A recepção ocorre de forma automática: não precisa ser declarada, não é expressa. Revogação: A revogação expressa ocorre quando uma norma é claramente anulada devido ao esgotamento de seus efeitos. Repristinação: fenômeno jurídico pelo qual normas revogadas voltariam a viger em razão da revogação da norma que as havia revogado. A repristinação só é admitida se for expressa. LINBD Art. 2º. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. VACATIO LEGIS O período de vacância de uma lei consiste no período compreendido entre a data de sua publicação e o início de sua vigência, e tem como finalidade dar amplo conhecimento da lei, para que todos assimilem seu conteúdo antes de sua entrada em vigor. A vocatio legis vem expressa em artigo no final da lei da seguinte forma: “esta lei entra em vigor após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial”. ARTIGO 2º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. O artigo 2º da Constituição Federal prevê que o Judiciário é um Poder da União, que tem independência e harmonia em relação aos demais, Executivo e Legislativo, cuja principal função é aplicar as leis para resolver conflitos e garantir os direitos dos cidadãos. Órgão Função Típica Função Atípica Legislativo Legislação: Fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial do executivo. Natureza executiva: dispõe sobre sua organização, provendo cargos, concedendo férias, licenças a servidores etc; Natureza jurisdicional: o Senado julga o presidente da república nos crimes de responsabilidade (art. 51, 1, CF). Executivo Prática de atos de chefia de estado, chefia de governo e atos de administração. Natureza legislativa: o Presidente da República, por exemplo, adota medida provisória, com força de lei (Art. 62, CF); Natureza jurisdicional: o Executivo julga, apreciando defesas e recursos administrativos. Judiciário Julgar (função judicial) dizendo o direito no caso concreto dirimindo as conditos quando da aplicação da lei Natureza legislativa: elaborar regimentos internos, de seus tribunais (Art. 96, I, “a”, CF); Natureza executiva: administra, por exemplo, ao conceder licenças e férias aos magistrados e serventuários (Art. 96, I, “f”, CF). PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE O poder conferido aos Estados-Membros para se organizarem por meio das suas constituições estaduais. A sua Constituição estadual deve respeitar a Constituição Federal. Por isso, trata-se de um poder de direito, e não de fato (é um poder regulamentado pelo direito, tendo origem nele). O poder decorrente possui é condicionado à Constituição, e possui formas já determinadas nela. É limitado, tendo seus limites na própria Constituição Federal, em três princípios: ° PRINCÍPIOS SENSÍVEIS; ° PRINCÍPIOS EXTENSÍVEIS. ° PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS; CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES São elas: Estabilidade (que podem ser rígidas, flexíveis e semirrígidas), Origem (democráticas ou outorgadas), Modo de elaboração (dogmáticas e históricas), Forma (escritas e não escritas) Conteúdo (que podem ser materiais ou formais). SENTIDOS DA CONSTITUIÇÃO O constitucionalismo pode ser definido em dois sentidos. 1. Sentido Amplo: fato de todo Estado possuir uma Constituição em qualquer época da humanidade, independente do regime político adotado. 2. Sentido Estrito: diz respeito à garantia de direitos e à limitação do poder estatal. https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988