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Questões resolvidas

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CURSO DE 
MEDICINA 
 
NOTA 
FINAL 
Aluno: 
Componente Curricular: Sistemas Orgânicos Integrados III 
Professor: 
Período: 2024.1 Avaliação 
Prática 2 
Data: 
 
 
GABARITO 
 
 
 
1) João, 35 anos, comparece à emergência apresentando falta de ar e chiado no 
peito há duas horas. João relata ter histórico de asma desde a infância, mas não 
estava em tratamento regular recentemente devido à melhora dos sintomas. Ele 
menciona ter tido um resfriado leve nos últimos dias, mas os sintomas respiratórios 
aumentaram significativamente hoje. Ele não apresenta febre, tosse produtiva ou 
sintomas de infecção respiratória superior. 
 
Com base no caso clínico apresentado, qual provável estrutura demonstrada na 
imagem a seguir indicada pela seta: 
 
 
 
d) Cristais de Charcot-Leyden 
 
 
 
QUESTÃO 
1 
QUESTÃO 
2 
QUESTÃO 
3 
QUESTÃO 
4 
QUESTÃO 
5 
QUESTÃO 
6 
QUESTÃO 
7 
QUESTÃO 
8 
QUESTÃO 
 
9 
 
 
D C D D B A C A A 
Comentário: Os cristais de Charcot-Leyden constituem uma proteína pertencente à 
superfamília das galectinas, abundante no citoplasma dos eosinófilos, desempenhando uma 
importante participação na granulogênese. Após a ativação dos eosinófilos, essas proteínas 
têm a capacidade de se autocristalizar rapidamente no ambiente extracelular, dando origem 
aos cristais de Charcot- Leyden. Esses cristais são frequentemente encontrados incorporados 
em acúmulos de muco das vias aéreas superiores e inferiores. Os cristais de Charcot-Leyden 
estão associados à asma persistente desempenhando um papel significativo na indução da 
inflamação nas vias aéreas. 
 
Referência 
 
 JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. 
ISBN 9788580556346. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/. 
 
 
2) A tuberculose é uma doença de caráter infeccioso e transmissível, que afeta 
preferencialmente os pulmões, podendo atingir outros órgãos e sistemas. É 
causada por micobactérias que fazem parte do complexo Mycobacteria tuberculosis. 
Os exames de imagem podem evidenciar a doença ativa ou inativa através de 
alguns achados típicos da tuberculose primária. A imagem abaixo apresenta um 
desses achados, assinale a alternativa que o indica: 
 
 
 
 
c) Complexo de Ranke calcificado. 
 
Resposta comentada: A resposta da questão é a letra C. A tuberculose primária é a infecção inicial pelo 
bacilo, tradicionalmente mais comum em crianças. Tão logo o bacilo aloja-se no pulmão, inicia-se um 
processo inflamatório, cuja expressão radiológica é um nódulo ou consolidação alveolar, havendo rápida 
disseminação aos linfonodos do hilo e eventualmente do mediastino. À associação do nódulo ou 
consolidação pulmonar com linfonodomegalia no hilo pulmonar dá-se o nome de complexo primário. O 
complexo primário é, em geral, assintomático ou oligossintomático, evoluindo para cura espontânea na 
maioria dos casos. Em uma minoria, a doença se desenvolverá. Tanto na radiografia simples como na 
TC, o achado típico da tuberculose primária ativa é de consolidação lobar ou segmentar, mais comum no 
lobo médio ou lobos inferiores (pode acometer virtualmente qualquer lobo), acompanhada de 
linfonodomegalias hilares e/ou mediastinais (estas nem sempre visíveis na radiografia). As 
linfonodomegalias são mais comuns em crianças do que em adultos e podem estar presentes mesmo 
sem haver alterações pulmonares. Geralmente, associam-se à hipodensidade central, sinal que indica 
necrose/liquefação em doença tuberculosa ativa. Outros achados mais raros na tuberculose primária 
incluem disseminação hematogênica (inclusive com disseminação miliar nos pulmões, discutida adiante) 
e derrame pleural. Depois da infecção, pode ser encontrado um pequeno nódulo pulmonar calcificado 
(conhecido como nódulo de Ghon) ou linfonodos hilares e/ou mediastinais calcificados (que, associados 
ao nódulo de Ghon, recebem o nome de complexo de Ranke). Tais alterações são sequelares. Após a 
infecção primária, o paciente pode manter bacilos latentes viáveis por anos e eventualmente desenvolver 
no futuro a forma pós-primária. O "complexo de Ranke calcificado" refere-se à calcificação do granuloma 
e dos linfonodos hilares associados ao complexo de Ranke na tuberculose primária. Isso ocorre como 
parte da resposta imunológica à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis. A calcificação é uma resposta 
tardia à inflamação e pode ser observada em imagens de radiografia de tórax ou tomografia 
computadorizada (TC). Quando o complexo de Ranke se torna calcificado, ele aparece como áreas de 
densidade aumentada nas imagens radiológicas, indicando que houve um processo de cicatrização da 
lesão pulmonar e dos linfonodos. 
 
Referências: 
Cerri, Giovanni, G. et al. Tratado de Radiologia, Volume 2: Pulmões, Coração e Vasos, Gastrointestinal, 
Uroginecologia. Editora Manole, pág. 101-104, 2017. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520453940/pageid/128 
 
 
3) Paciente 45 anos, deu entrada no PS com relato do médico socorrista de 
desconforto respiratório, arterial 100x50mmHg, frequência respiratória 26irpm, 
frequência cardíaca 112bpm, Resultados de exames laboratoriais Gasometria 
arterial: pH 7,05; Bicarbonato (HCO3−) 8mEq/L; PaCO2 22mmHg; PaO2 88mmHg; 
Saturação O2 97% e BE -12 mmol/L. Bioquímica: Creatinina (Cr) 1,6 mg/dL; Sódio 
(Na+) 140mEq/L; Potássio (K+) 4,2mEq/L e Cloro (Cl−) 102mEq/L. Assinale a 
alternativa CORRETA que descreve o(s) distúrbio(s) apresentado(s) pelo paciente: 
 
(Valores de referencia – pH : 7,38 – 7,42, PaO2 : 80 – 100 mmHg, PaCO2 : 35 – 45 
mmHg, Bic : 22 – 26 mEq/L, BE: -2 a +2, SatO2 - 95 – 98 % 
 
d) Acidose Metabólica com distúrbio simples. 
 
Resposta comentada: pH 7,05 BIC 8 PaCO2 22 
 Acidose metabólica 
 Calculando PaCO2 esperado: 
 PaCO2 esperado = 1,5 . bic + 8 +-2 => 1,5 . 8 + 8 +-2 => 20 +- 2 = 18 a 22 
 Portanto, acidose metabólica simples 
 
Referencia : Hall, John, E. e Michael E. Hall. Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica. Disponível em: Minha 
Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2021. 
 
 
4) Ana, 55 anos, é encaminhada ao departamento de hematologia devido a 
sintomas de fadiga, fraqueza e dispneia progressiva nas últimas semanas. Ana 
relata uma história médica significativa de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão 
arterial e doença celíaca diagnosticada há 10 anos, para a qual não tem aderido à 
dieta sem glúten de forma rigorosa. Ela nega qualquer cirurgia abdominal prévia. 
Ana menciona que faz uso irregular de suplementos vitamínicos. No exame físico 
Ana parece pálida, e suas mucosas estão visivelmente pálidas. Não há icterícia ou 
linfadenopatia. Seu exame cardiovascular é normal, sem sopros audíveis. Não há 
edema presente nas extremidades. 
Exames complementares: Hemograma completo revela anemia normocítica e 
macrocítica com um hematócrito de 28% e contagem de plaquetas e leucócitos 
dentro da faixa de normalidade. A contagem de reticulócitos é baixa. Os níveis de 
vitamina B12 estão abaixo do normal, enquanto os níveis de ácido fólico estão 
dentro da faixa de referência. O esfregaço de sangue periférico mostra macrocitos e 
neutrófilos hipersegmentados. 
Com base no caso clínico apresentado, analise os achados microscópicos a seguir: 
I- Lâmina com visualização de células com citoplasma hemoglobinizado, núcleo 
imaturo (dessincronia). 
II- Lâmina com visualização de células com brotamento nuclear 
III- Lâmina mostrando células megaloblásticas 
Quais afirmativas estão corretas? 
d) I, II e III 
Resposta Comentada: Aspirado de medula óssea em paciente com anemia 
megaloblástica é possível visualizar megaloblastos. Nos precursores eritróides 
intermediários e tardios, o citoplasma começa a ficar hemoglobinizado (a tonalidade 
rosada do citoplasma em relação aos precursores iniciais); o núcleo não amadurecede forma semelhante e se assemelha ao núcleo dos primeiros precursores. Isso é 
chamado de dessincronia nuclear/citoplasmática e esses precursores eritroides são 
chamados de megaloblastos. Também apresentam células com anormalidades 
nucleares, como brotamento nuclear, também comumente visto na anemia 
megaloblástica. 
Referência 
JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. 
ISBN 9788580556346. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/. 
https://www.pathologyoutlines.com/topic/bonemarrowmegaloblasticanemia.html 
5) Maria de Souza, uma paciente de 30 anos com diagnóstico conhecido de anemia 
falciforme, apresenta-se ao pronto-socorro com queixa de dor intensa no joelho 
direito, iniciada há sete dias. A dor é constante, exacerbada pelo movimento e 
associada a edema moderado. A paciente nega trauma recente, mas relata crises 
álgicas frequentes devido à anemia falciforme. Ao exame, encontra-se afebril 
(37,2°C), apresenta dor à palpação sobre a região distal do fêmur e proximal da 
tíbia, e movimento limitado devido à dor. Paciente foi encaminhada para realização 
de exame de imagem por ressonância magnética, que apresentou linhas de sinal 
anormais serpiginosas irregulares no espaço medular distal do fêmur e proximal da 
tíbia. Assinale a alternativa abaixo que apresenta a manifestação clínica 
correspondente aos achados descritos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Infarto ósseo 
 
Resposta comentada: A resposta da questão é a letra B. As crises vaso oclusivas 
afetam virtualmente todos os pacientes com anemia falciforme, com início na 
infância e recorrências durante toda a vida. Embora possam ocorrer em qualquer 
órgão, os infartos são particularmente comuns na medular óssea e nas epífises. O 
infarto ósseo pode manifestar-se clinicamente com dor, edema e eritema locais ou 
pode ser silencioso, sendo o achado de imagem acidental. Nos casos sintomáticos, 
febre e leucocitose também podem estar presentes, dificultando o diagnostico 
diferencial com processos infecciosos. Infarto ósseo ou osteonecrose ou necrose 
avascular é caracterizado por lesões serpiginosas (lesões de contornos geográficos 
bem definidos) e correspondentes à presença de esclerose. A radiografia é utilizada 
em fase avançada de infarto ósseo, enquanto que a cintilografia óssea e a 
ressonância magnética são utilizados na fase aguda da manifestação. A 
ressonância magnética e um método de imagem bastante sensível para detectar o 
infarto ósseo, podendo identificar anormalidades dentro de poucos dias após o 
evento isquêmico. As áreas de infarto aparecem com alto sinal nas imagens 
ponderadas em T2 ou STIR e não apresentam realce após injeção endovenosa do 
meio de contraste. Com o passar do tempo, essas áreas passam a ter baixo sinal 
em todas as sequencias em razão da fibrose e da esclerose. 
 
Referências: 
Matiko Yanaguizawa, Gustavo Sobreira Taberner, Fabiano Nassar de Castro 
Cardoso, Jamil Natour, Artur da Rocha Correa Fernandes. Diagnóstico por Imagem 
na Avaliação da Anemia Falciforme. Rev Bras Reumatol, v. 48, n.2, p. 102-105, 
mar/abr, 2008. 
Artigo do site radiopaedia sobre infarto ósseo. Disponível em: 
https://radiopaedia.org/cases/multifocal-bone-infarcts-1#image-50089245 
 
 
6) Qual diagnóstico do paciente abaixo. 
 
 
 
Valores de REFERÊNCIA: 
 
LEUCÓCITOS - 5.000 a 10.000 
RELATIVO // ABSOLUTO 
Bastonetes 0 a 6 // 0 a 600 
Segmentados 45 a 65 // 2250 a 6500 
Eosinófilos 1 a 6 //100 a 400 
Basófilos 0 a1 // 0 a 200 
Metamielócito 0 // 0 
Mielócito 0 // 0 
Linfócitos 20 a 39 // 1000 a 3900 
Monócitos 2 a 10 // 100 a 1000 
CONTAGEM DE PLAQUETAS - 140.000 A 450.000/mm³. 
 
a) Leucocitose com Neutrofilia relativa e absoluta com DE e Linfocitopenia relativa. 
 
Resposta Comentada: Segundo a interpretação do hemograma dos valores 
apresentados pelo paciente comparando com os valores de referência, a 
resposta correta é: leucocitose com neutrofilia relativa e absoluta com DE e 
Linfocitopenia relativa. 
 
Referência 
HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia de Hoffbrand. Porto Alegre: 
Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788582714515. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714515/. 
 
 
 
7) O linfoma de Hodgkin é um distúrbio maligno proveniente das células B do centro 
germinativo e caracterizado histologicamente pela presença de células gigantes 
multinucleadas (células de Reed-Sternberg) em um fundo inflamatório misto. 
 
 
 
Qual provável descrição para essas células de Reed-Sternberg? 
 
 
c) O encontro dessas células é obrigatório para fechar o diagnóstico 
 
Resposta comentada: 
O aspecto mais característico é uma célula binucleada com nucléolos grandes e 
eosinófilos, dando o clássico aspecto em olho de coruja. O citoplasma é abundante 
e eosinófilo. Pode haver exemplos tri- ou polinucleados. Só as células de Reed-
Sternberg são consideradas diagnósticas da doença de Hodgkin, ou seja, seu 
encontro é obrigatório para fechar o diagnóstico. 
 
Referência: 
 
HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia de Hoffbrand. Porto Alegre: 
Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788582714515. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714515/. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8) As imagens abaixo apresentam cortes ultrassonográficos demonstrando alguns 
linfonodos. Assinale a alternativa que apresenta a descrição correta referente as 
figuras de A a F. 
 
 
 
 
a) Os linfonodos das figuras A, B, C e D apresentam espessamento cortical, 
afilamento e marginalização do hilo, e ecogenicidade discretamente heterogênea, 
ou seja, características suspeitas de malignidade. 
 
Resposta comentada: A resposta da questão é a letra A. As principais características ultrassonográficas 
encontradas no linfonodo maligno são: forma globosa, ausência do hilo central, hilo afilado ou deslocado 
(hilo excêntrico) por aumento assimétrico do córtex, contorno bocelado (irregular) ou espiculado, 
presença de áreas de necrose central, vascularização desorganizada e periférica, e ecogenicidade 
heterogênea com presença de microcalcificações em alguns tipos de tumores. Já as características 
benignas são: orfologia elíptica, fusiforme, ou ovalada, ecogenicidade homogênea, hilo central e 
hiperecogênico, córtex afilado, contorno regular, liso, bem definido com planos gordurosos adjacentes, e 
pouca vascularização na região hilar, com vasos sanguíneo regulares. 
As figuras evidenciam cortes ultrassonográficos demonstrando linfonodos classificados morfologicamente 
como suspeitos. Os linfonodos A–D apresentam espessamento cortical acentuado, determinando 
substituição e marginalização do hilo gorduroso (asteriscos), além de ecogenicidade heterogênea. Em 
casos mais avançados alguns linfonodos podem apresentar ausência total de seu hilo (E,F). 
 
Referências: 
 
Rafael Dahmer Rocha; André Ricardo Girardi; Renata Reis Pinto; Viviane Aguilera Rolim de Freitas. 
Ultrassonografia axilar e punção aspirativa por agulha fina no estadiamento linfonodal axilar pré-
operatório em pacientes com câncer de mama invasivo. Radiologia Brasileira, v.48, n.6, 2015. 
 
Chammas, MC et al. Linfonodos cervicais: Um Dilema para o Ultrassonografista. Radiol Bras 2004; 37(5): 
357-364. 
 
 
 
 
 
 
 
9) No diagnóstico laboratorial da malária, qual dos métodos citados abaixo é 
amplamente utilizado no Brasil que serve para confirmar o diagnóstico de malária: 
 
a) Gota Espessa positiva. 
 
Resposta Comentada: 
 
A técnica da Gota Espessa é amplamente utilizada no Brasil para confirmar o diagnóstico 
de malária. Neste método, uma gota de sangue do paciente é espalhada em uma lâmina e 
corada, permitindo a visualização dos parasitas da malária sob um microscópio. Esta 
técnica é considerada padrão-ouro para o diagnóstico da malária, pois é sensível o 
suficiente para detectar até mesmo baixas cargas parasitárias. É importante ressaltar que, 
além da Gota Espessa,outros métodos laboratoriais também podem ser utilizados para 
auxiliar no diagnóstico da malária, como a gota espessa corada por imunofluorescência 
(GEFI) e o teste rápido de diagnóstico da malária (TRDM). No entanto, a Gota Espessa 
continua sendo a técnica mais comumente empregada devido à sua confiabilidade e 
disponibilidade, especialmente em áreas endêmicas. 
 
Referência: 
Brasil. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde 2019: Volume Único. 3ª Edição. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 
 
 
10) Carlos, 40 anos, comparece à clínica com lesões cutâneas persistentes em seu 
braço direito há várias semanas. Carlos relata que há cerca de três meses, ele 
notou uma pequena lesão cutânea no braço direito que gradualmente aumentou de 
tamanho e desenvolveu uma aparência ulcerada. Ele vive em uma área endêmica 
para leishmaniose e frequentemente está ao ar livre, especialmente durante a noite. 
Ele teve febre recentemente, mas nega perda de peso ou outros sintomas 
sistêmicos significativos. No exame físico, Carlos apresenta uma úlcera cutânea 
regular, de bordas elevadas e sinais flogísticos locais. 
 
O médico solicitou ultrassonografia do braço direito, testes sorológicos e biópsia da 
lesão cutânea. 
 
Quais possíveis respostas o médico obterá através desses exames: 
 
Resposta Comentada: 
 
Carlos apresenta uma lesão cutânea ulcerada que é típica da leishmaniose cutânea. Os 
exames sorológicos positivos para anticorpos anti-Leishmania ( teste de aglutinação direta, 
imunofluorescência indireta e western-blot), juntamente com a presença de amastigotas 
intracelulares, granulomas de células epitelióides, clareira macrofágica em uma biópsia da 
lesão cutânea, confirmam o diagnóstico. 
Achados ultrassonográficos da celulite: no exame aparece como padrão de edema e de 
paniculite, e pode ter coleções/abscessos associados. O edema é visto como 
hipoecogenicidade da derme, hiperecogenicidade da hipoderme e lâminas líquidas 
compressíveis entre os lóbulos de gordura. A paniculite no exame pode apresentar diferentes 
padrões, de acordo com o acometimento predominante de septos (padrão pedra de calçada ou 
pedra de calçamento) e/ou lóbulos de gordura (padrão nebuloso). 
 
Referência 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação 
Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da 
Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância 
em Saúde. 5ª ed. rev. e atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das 
Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar [recurso eletrônico] / 
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças 
Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2017, p. 189. 
 
DYNAMED. Cutaneous and Mucocutaneous Leishmaniasis. EBSCO Information Services. Disponível 
em: https://www.dynamed.com/condition/cutaneous-and-mucocutaneous-leishmaniasis. 
 
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. E-
book. ISBN 9788595159297. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. 
 
JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. 
ISBN 9788580556346. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/.

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