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GENÉTICA DE PEIXES

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0,1347 (0,04-0,32)
Altura 0,14 (0,04-0,32)
Comprimento de cabeça 0,125 (0,03-0,29)
Fonte: KUNITA et al. (2013) 67
Figura 6 – Medidas corporais tomadas.
Tabela 8 - Médias posteriores e respectivos intervalos de
credibilidade das herdabilidades para as diferentes
características morfométricas.
Avaliação genética de características
morfométricas em tilápias do Nilo
Características Correlação genética Correlação fenotípica
Ganho em peso diário/Peso 0,95 (0,86-0,98) 0,97 (0,95-0,97)
Comprimento total/Peso 0,82 (0,48-0,96) 0,90 (0,88-0,91)
Comprimento total/Ganho em peso diário 0,75 (0,42-0,92) 0,85 (0,83-0,87)
Comprimento padrão/Peso 0,81 (0,42-0,97) 0,88 (0,86-0,89)
Altura/Comprimento padrão 0,66 (0,28-0,89) 0,83 (0,80-0,85)
Fonte: KUNITA et al. (2013) 68
Tabela 9 - Correlações fenotípicas e genéticas, e respectivos intervalos de credibilidade entre as características
morfométricas.
Avaliação genética de características
morfométricas em tilápias do Nilo
Características Correlação genética Correlação fenotípica
Comprimento padrão/Ganho em peso diário 0,69 (0,29-0,91) 0,83 (0,81-0,85)
Comprimento padrão/Comprimento total 0,91 (0,69-0,98) 0,95 (0,94-0,96)
Altura/Peso 0,70 (0,37-0,89) 0,87 (0,84-0,88)
Altura/Ganho em peso diário 0,76 (0,52-0,90) 0,86 (0,83-0,88)
Altura/Comprimento total 0,67 (0,29-0,89) 0,85 (0,82-0,86)
Fonte: KUNITA et al. (2013) 69
Continuação Tabela 9 - Correlações fenotípicas e genéticas, e respectivos intervalos de credibilidade entre as
características morfométricas.
Avaliação genética de características
morfométricas em tilápias do Nilo
Características Correlação genética Correlação fenotípica
Comprimento de cabeça/Peso 0,68 (0,33-0,89) 0,83 (0,80-0,85)
Comprimento de cabeça/Ganho em peso
diário
0,72 (0,44-0,88) 0,82 (0,78-0,84)
Comprimento de cabeça/Comprimento total 0,81 (0,52-0,94) 0,85 (0,82-0,87)
Comprimento de cabeça/Comprimento
padrão
0,67 (0,28-0,91) 0,81 (0,78-0,83)
Comprimento de cabeça/Altura 0,73 (0,46-0,89) 0,82 (0,79-0,84)
Fonte: KUNITA et al. (2013) 70
Continuação Tabela 9 - Correlações fenotípicas e genéticas, e respectivos intervalos de credibilidade entre as
características morfométricas.
Situação atual do programa de 
melhoramento genético no 
Brasil
71
Situação atual do programa de melhoramento 
genético no Brasil
Em 1990 o cultivo de peixes, no 
Brasil, visando abastecimento 
comercial, restaurantes, 
supermercados e fábricas de 
processamento trouxe 
mudanças consideráveis na 
demanda do consumidor, bem 
como trouxe investimentos ao 
setor. Ainda se faz necessário 
estudos genéticos para 
aprimorar e melhorar a 
qualidade do peixe no país. 
EMBRAPA, (2012) 72
Fonte: http://www.uesb.br/
Situação atual do programa de melhoramento 
genético no Brasil
 A EMBRAPA coordena o projeto AQUABRASIL, que tem como objetivo contribuir 
para a modernização das cadeias produtivas da aquicultura no Brasil.
 Uma das metas do projeto, é estabelecer programas de melhoramento genético 
para o desenvolvimento de quatro espécies de interesse para aquicultura:
 Tilápia (O. niloticus);
 Tambaqui (C. macropomum);
 Pintado (P. corruscan);
 E camarão marinho (Litopenaues vannamei). 
 Pressupõem um ganho na taxa de crescimento de 15% a cada geração melhorada 
e a transferência imediata dessas gerações melhoradas para a produção de 
alevinos por parte dos produtores.
HILSDORF; ORFÃO, (2011) 73
Situação atual do programa de melhoramento 
genético no Brasil
No caso dos peixes, são feitos testes de progênie para a obtenção de 
populações monosexo, com técnicas de inversão sexual;
 Essa técnica pode ser de duas formas: 
 Em apenas uma etapa, de modo direto, com o uso de hormônios na ração ou 
na água em que vivem;
 Em duas etapas para a produção de fêmeas ou para a produção de machos 
apenas.
74
Inversão sexual: etapa única
Mais usado na produção de tilápias e de truta arco-íris;
São alimentadas as larvas indiferenciadas por um período de 40 dias;
Para as tilápias a monosexagem de interesse é de machos, com
finalidade de impedir a reprodução precoce e descartar as fêmeas
que crescem mais devagar que os machos. Essa dosagem usualmente
reverte de 90 a 99% das larvas em machos, dependendo do manejo e
das condições ambientais.
Na piscicultura de truta arco-íris, uma das finalidades é a
monosexagem para fêmeas. Se acompanhado o manejo e a técnica
corretamente obtêm-se normalmente 100% de fêmeas revertidas.
GOVERNO DO BRASIL (2004) 75
Inversão sexual: etapa única
GOVERNO DO BRASIL (2004) 76
Inversão sexual: em duas etapas (Fêmeas)
Obter matrizes capazes de produzir linhagens apenas de fêmeas
(XX/XY);
É necessário uma segunda etapa para realização de um teste de
progênie;
Fêmeas normais x machos tratados hormonalmente – cada família é
criada separadamente;
GOVERNO DO BRASIL (2004) 77
Inversão sexual: em duas etapas (Fêmeas)
GOVERNO DO BRASIL (2004) 78
Inversão sexual: em duas etapas (Fêmeas)
GOVERNO DO BRASIL (2004) 79
Inversão sexual: em duas etapas (Machos)
GOVERNO DO BRASIL (2004) 80
Obter matrizes capazes de produzir linhagens monosexo de machos 
(ZW/ZZ);
Produção de linhagens de neofêmeas ZZ
Através do teste de progênie diferencia-se as neofêmas ZZ de fêmeas 
normais.
Situação atual do programa de melhoramento 
genético no Brasil
Possui sêmen disponível, porém 
não no mercado, apenas para 
pesquisas. No mercado 
encontra-se apenas venda de 
alevinos e juvenis.
81
Fonte: http://www.uesb.br/
OBRIGADO!
REFERÊNCIAS
BOMBARDELLI, Robie Allan; SYPERRECK, Mirna Adriane; SANCHES, Eduardo Antônio. Situação atual 
e perspectivas para o consumo, processamento e agregação de valor ao pescado. Arq. ciênc. vet. 
zool. UNIPAR, v. 8, n. 2, p. 181-195, 2005. Disponível em: <http://bases.bireme.br/cgi-
bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=l
nk&exprSearch=444821&indexSearch=ID>. Acesso em: 28 mai. 2015.
CARVALHO, Nilson Luiz. Produção de alimentos com competitividade e tecnologia limpa: 
Tendências recentes no consumo de pescados processados na Amazônia. In: Encontro de negócios 
da aquicultura da Amazônia, V, 2013, Manaus. Palestra. Disponível em: 
<http://www.suframa.gov.br/fiam/arquivos/seminarios-2013-palestras/palestras-s8/3-FIEAM-
2013.pdf >. Acesso em: 27 mai. 2015.
DA SILVA, Luis Mauricio Abdon; SILVA, Sirley Luzia Figueiredo. Fatores de decisão de compra de 
pescado nas feiras de Macapá e Santana-Amapá. 2004. Disponível em: 
<http://www.icmbio.gov.br/cepnor/images/stories/publicacoes/btc/vol04/nota_cientifica02.pdf>. 
Acesso em: 28 mai. 2015.
83
REFERÊNCIAS
EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Cartilha de Genética na Piscicultura:
Importância da variabilidade genética, marcação e coleta para análise de DNA. Brasília, DF, 2012. 34 
p. Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/946425/genetica-
na-piscicultura-importancia-da-variabilidade-genetica-marcacao-e-coleta-para-analise-de-dna>. 
Acesso em: 28 abr. 2015.
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Riscos genéticos da produção de híbridos 
de peixes nativos. Palmas, Tocantins: Embrapa Pesca e Aquicultura, 2014. Folhetos. 64 p. Disponível 
em: <http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/117731/1/CNPASA-Doc3.pdf>. Acesso 
em: 28 abr. 2015.
FERNANDES, Arthur Francisco Araújo et al. Estimativa de herdabilidades e correlações genéticas 
para peso, rendimento de carcaça e características morfométricas de tilápias do Nilo (Oreochromis
niloticus) aos 119 dias de idade média utilizando análises multicaracterísticas. In: Simpósio 
Brasileiro de Melhoramento Animal, IX, 2012, João Pessoa, Pernambuco. Disponível em: