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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS dario lima de andrade RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Estágio Curricular Obrigatório Ii Barreirinha/AM 2025 DARIO LIMA DE ANDRADE RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Estágio Curricular Obrigatório Ii Relatório apresentado à universidade Pitágoras Unopar anhanguera, como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de estágio curricular obrigatório II, do curso de licenciatura em artes visuais. Barreirinha/AM 2025 SUMÁRIO 1 RELATO DA INTERAÇÃO COM ORIENTADOR 6 2 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 8 3 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR 9 4 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA 11 5 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO DA ESCOLA 13 6 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ESTRUTURA ESCOLAR 15 7 RELATO DA OBSERVAÇÃO EM SALA DE AULA 17 8 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DA EQUIPE PEDAGÓGICA 19 9 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 21 10 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 23 11 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 25 12 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 27 13 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 30 14 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 32 15 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 34 16 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 35 17 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR 37 18 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 39 19 RELATO DA OBSERVAÇÃO 41 20 PLANOS DE AULA 43 21 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR 45 22 RELATO DA REGÊNCIA 47 23 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA 50 24 PLANO DE AÇÃO 53 25 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR 55 26 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 57 CONSIDERAÇÕES FINAIS 58 REFERÊNCIAS 60 Público Público Público INTRODUÇÃO O presente relatório tem como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas durante o Estágio Curricular Obrigatório II do curso de Artes Visuais, realizado no semestre de 2025, conforme o Plano de Trabalho estabelecido pela universidade. Este estágio teve como finalidade proporcionar uma vivência prática no ambiente escolar, possibilitando ao acadêmico uma aproximação concreta com a realidade educacional, os processos de ensino-aprendizagem e a gestão pedagógica da escola. As atividades foram desenvolvidas na escola municipal Bom Jesus, localizada no interior de barreirinha amazonas, durante o período de 04/08/25 - 08/11/25. As observações, análises e interações foram realizadas com a equipe diretiva, professores, coordenadores pedagógicos e alunos, permitindo uma visão ampla do funcionamento da instituição escolar. O estágio foi estruturado em etapas distintas, que envolveram desde a análise de documentos institucionais (como o Projeto Político-Pedagógico, Regimento Escolar, Planos de Aula e Materiais Didáticos) até a observação de aulas, rotinas pedagógicas e reuniões administrativas. Além disso, foi realizada uma proposta de atividade interdisciplinar fundamentada nos Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, contribuindo para uma prática docente contextualizada e atualizada. O contato com os professores e com o ambiente escolar permitiu identificar os principais desafios e potencialidades da prática pedagógica em Artes Visuais, reforçando a importância do papel do educador como mediador cultural e promotor de um ensino crítico e reflexivo. A atuação durante o estágio foi acompanhada por uma professora orientadora da universidade e uma supervisora da escola, que contribuíram significativamente para o processo formativo. Dessa forma, este relatório visa registrar as vivências, reflexões e aprendizados construídos ao longo do estágio, evidenciando os resultados obtidos e sua relevância para a formação pessoal, acadêmica e profissional do estagiário. 1 RELATO DA INTERAÇÃO COM ORIENTADOR Questionário elaborado com base nas interações com o(a) orientador(a): 1. Quais são os principais objetivos do Estágio Curricular Obrigatório II no curso de Artes Visuais? 2. Qual deve ser a postura ética do estagiário(a) durante o período de observação e atuação na escola? 3. Como registrar de forma adequada e reflexiva as experiências vivenciadas no campo de estágio? 4. Quais aspectos devem ser observados com maior atenção na prática docente do professor regente? 5. De que forma o estágio contribui para a formação crítica e pedagógica do futuro professor de Artes Visuais? 6. Qual a importância da interdisciplinaridade no contexto do ensino de Artes? 7. Como articular os conteúdos estudados no curso com as realidades encontradas nas escolas? 8. Quais estratégias são recomendadas para lidar com os desafios enfrentados no ambiente escolar? 9. De que maneira o relatório final deve ser estruturado para refletir as experiências do estágio? 10. Qual é o papel do(a) orientador(a) no acompanhamento do estágio e na formação do estagiário? Durante o desenvolvimento do Estágio Curricular Obrigatório II, a interação com professora orientadora da universidade foi essencial para o planejamento, acompanhamento e execução das atividades propostas. A orientação iniciou-se com a apresentação do plano de estágio, no qual foram esclarecidos os objetivos, as etapas a serem cumpridas, os prazos e os critérios de avaliação do relatório final. A comunicação com a orientadora ocorreu de forma periódica, por meio de encontros virtuais, e por mensagens em plataformas digitais (como e-mail e aplicativos de mensagem), o que possibilitou um acompanhamento contínuo e eficaz. Nessas interações, foi possível tirar dúvidas, receber sugestões, corrigir encaminhamentos e refletir sobre os registros realizados em campo. a orientadora destacou a importância da observação crítica da realidade escolar, do contato respeitoso com os profissionais da educação e da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso de Artes Visuais. Também incentivou a elaboração de registros reflexivos e detalhados, além de estimular a construção de uma postura ética, propositiva e investigativa por parte do estagiário. Esse processo de orientação contribuiu significativamente para o amadurecimento acadêmico e profissional, fortalecendo a compreensão da articulação entre teoria e prática e possibilitando uma formação mais sólida e consciente para o exercício futuro da docência em Artes Visuais. 2 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS Durante o desenvolvimento do Estágio Curricular Obrigatório II, foram realizadas leituras orientadas que possibilitaram uma compreensão mais ampla sobre o papel do professor de Artes Visuais na escola, a importância do estágio como componente formativo e a articulação entre teoria e prática no ensino da arte. Uma das leituras fundamentais foi o texto “O Estágio e a Formação Docente”, de Tardif (2002), que destaca o estágio como espaço de construção do saber profissional, ressaltando que o conhecimento docente é constituído por meio da experiência, das interações e das práticas refletidas. Essa perspectiva foi essencial para compreender o estágio não apenas como uma etapa obrigatória do curso, mas como um processo de aprendizado vivo e dialógico. Outro texto importante foi “Ensino de Arte: Propostas para uma prática interdisciplinar”, de Barbosa (2010), que apresenta propostas pedagógicas voltadas para uma abordagem crítica da arte, valorizando o contexto sociocultural dos estudantes e a mediação ativa do professor. A leitura favoreceu a compreensão da arte como linguagem, expressão e conhecimento, possibilitando uma visão mais ampla e engajada da prática docente. Também foi estudado o documento oficial “Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – Arte”, que orienta os conteúdos e competências esperadas para o ensino de Arte nas etapas da Educação Básica. A leiturateórica fosse mais breve, para garantir mais tempo à atividade prática e à socialização dos trabalhos. Já no plano sobre identidade cultural, sugeriu incluir exemplos de produções locais, como grafites presentes nos arredores da escola ou em bairros vizinhos, o que poderia tornar o conteúdo ainda mais próximo da realidade dos alunos. Aceitei as sugestões com entusiasmo, compreendendo o quanto o olhar de um profissional com experiência em sala de aula contribui para a melhoria da prática pedagógica. Ajustei os planos conforme discutido, mantendo o espírito original das propostas, mas otimizando o tempo de aula e fortalecendo os vínculos com a realidade dos estudantes. Além dos aspectos didáticos, a conversa com a professora também foi uma oportunidade para discutir sobre o cotidiano da docência, os desafios enfrentados em sala de aula e as estratégias que ele costuma utilizar para promover o engajamento dos alunos. Foi uma troca enriquecedora, que ampliou minha visão sobre a prática docente e reforçou a importância do planejamento colaborativo. Concluo que a apresentação dos planos de aula ao professor regente foi um momento fundamental no processo de formação docente. Além de validar os conteúdos e metodologias propostos, possibilitou a troca de experiências, a escuta ativa e o aprimoramento das propostas. Essa etapa fortaleceu minha segurança para a regência e consolidou a percepção de que o diálogo entre estagiário e professor titular é essencial para o sucesso da experiência formativa. 22 RELATO DA REGÊNCIA A regência foi realizada no período compreendido entre os dias 13 e 17 de maio, nas turmas do 7º e 9º anos do Ensino Fundamental da Escola Municipal Bom Jesus, localizada no município de Barreirinha Amazonas. As aulas ocorreram sob orientação da professora regente da disciplina de Artes Visuais, com base nos planos de aula previamente apresentados e aprovados. A proposta para o 7º ano foi uma aula sobre o tema “As Cores e Suas Sensações”, que buscou explorar como diferentes tonalidades e combinações cromáticas podem expressar sentimentos, estados de espírito e atmosferas. Já para o 9º ano, a temática foi “Identidade Cultural e Representações Visuais”, com o objetivo de estimular os alunos a refletirem sobre símbolos culturais presentes em seu cotidiano e traduzi-los em uma produção artística autoral. 1 Início da Regência No primeiro dia, fiz uma breve apresentação aos alunos, reforçando meu papel como estagiário e explicando os objetivos das aulas. A receptividade foi positiva, com os estudantes demonstrando curiosidade sobre os temas propostos. Dei início ao trabalho com o 7º ano, contextualizando o uso das cores na arte ao longo da história e promovendo uma breve dinâmica: cada aluno deveria escolher uma cor e associá-la a um sentimento ou lembrança pessoal. A atividade serviu como abertura para discussões sensíveis, e os alunos participaram com entusiasmo. Com o 9º ano, iniciei com um bate-papo informal sobre elementos culturais do bairro e da cidade, seguido da exibição de imagens de manifestações culturais, como o Festival de Parintins, grafites urbanos e artesanato indígena. Os alunos foram incentivados a pensar sobre como esses elementos fazem parte da construção de sua identidade. Posteriormente, iniciamos a produção de cartazes com colagens, desenhos e palavras que representassem suas vivências culturais. 2 Desenvolvimento das Aulas Durante as aulas subsequentes, mantive uma abordagem participativa, abrindo espaço para que os alunos compartilhassem suas ideias antes de começarem as produções artísticas. No 7º ano, os estudantes trabalharam com lápis de cor, tinta guache e papéis coloridos, criando composições visuais que expressavam emoções como alegria, tristeza, medo, paz e raiva. Incentivei-os a explicarem suas escolhas cromáticas, promovendo uma reflexão visual e emocional ao mesmo tempo. No 9º ano, após a produção dos cartazes, realizamos uma roda de conversa em que os estudantes apresentaram suas obras e comentaram sobre os símbolos escolhidos. Surgiram representações do Boi Garantido e Caprichoso, festas populares, times de futebol, grupos de dança e até elementos religiosos. Fiquei impressionada com a variedade de referências e com a sensibilidade dos alunos ao se expressarem. 3 Desafios Enfrentados Um dos principais desafios foi a gestão do tempo. Em alguns momentos, a empolgação dos alunos nas discussões e produções acabou estendendo o cronograma previsto. Também enfrentei dificuldade com a atenção de alguns estudantes, especialmente no 9º ano, que se dispersavam com facilidade. Nestes casos, recorri a estratégias de retomada do foco, como perguntas direcionadas e divisão em grupos menores para garantir a participação de todos. Outro ponto desafiador foi a diversidade de níveis de habilidade entre os alunos. Enquanto alguns apresentaram facilidade com as atividades práticas, outros demonstraram insegurança para se expressar graficamente. Por isso, adaptei o nível de exigência e busquei valorizar o esforço criativo, independentemente da qualidade técnica do desenho. 4 Avaliação e Encerramento A avaliação foi realizada de forma contínua e qualitativa, observando o envolvimento dos alunos, sua capacidade de se expressar visualmente e de se relacionar com os temas abordados. Ao final das atividades, pedi que cada aluno deixasse um comentário escrito sobre o que mais gostou ou aprendeu na aula, o que serviu também como ferramenta de reflexão e devolutiva. O encerramento da regência foi marcado por um momento de socialização das produções, com a exposição dos trabalhos nas salas e nos murais do corredor. Os alunos se mostraram orgulhosos e valorizados ao verem suas criações expostas, o que reforça a importância do reconhecimento no processo de aprendizagem. 5 Considerações Finais A experiência da regência foi extremamente significativa para minha formação docente. Pude colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso de Artes Visuais, desenvolver habilidades de planejamento, mediação pedagógica e escuta ativa. Enfrentei desafios reais da sala de aula e aprendi a adaptar minhas estratégias conforme as necessidades do grupo. Saio dessa etapa com a certeza de que o trabalho com a arte na escola é essencial para o desenvolvimento sensível, crítico e cultural dos estudantes. A regência me proporcionou segurança, aprendizado e, sobretudo, o desejo de continuar atuando de forma comprometida com uma educação inclusiva e significativa. 23 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA Escola: Escola Municipal Bom Jesus Data: Agosto de 2025 Horário: Das 14h às 16h30 Local: Sala dos Professores Tipo de Reunião: Pedagógica Participantes: Direção escolar, equipe pedagógica (coordenadora e orientadora), professores dos anos finais do Ensino Fundamental e estagiários Secretário da Reunião: alcenira alfaia de carvalho Pauta: 1. Análise dos resultados do primeiro bimestre 2. Avaliação diagnóstica e estratégias de reforço 3. Planejamento de atividades interdisciplinares 4. Implementação da BNCC e competências gerais 5. Participação da escola em eventos culturais 6. Informes gerais 6 1. Abertura A reunião foi iniciada pela diretora da escola, que deu as boas-vindas a todos os presentes e ressaltou a importância do encontro para alinhar ações pedagógicas que promovam a aprendizagem dos estudantes. Destacou-se o compromisso da equipe com a melhoria dos índices educacionais e o fortalecimento da prática docente. 7 2. Análise dos Resultados do Primeiro Bimestre A coordenadora pedagógica apresentou um panorama dos resultados obtidos nas avaliações do primeiro bimestre. Algumas turmas, especialmente os 7º e 9º anos, apresentaram dificuldades significativas em leitura, interpretação textual e resolução de problemas matemáticos. Foram sugeridas intervenções pedagógicas específicas, como grupos de reforço e revisão de conteúdo. 8 3. Avaliação Diagnóstica e Reforço Escolar Foi debatida a aplicação de uma nova avaliação diagnóstica no início do segundo bimestre. A orientadorapropôs que os professores elaborassem instrumentos simples e objetivos, com base nas habilidades essenciais da BNCC. Houve consenso sobre a necessidade de adaptar os horários para a realização de oficinas de reforço, envolvendo diferentes áreas do conhecimento. 9 4. Planejamento de Atividades Interdisciplinares Professores de Artes, História e Língua Portuguesa propuseram a realização de uma sequência didática interdisciplinar com foco na temática da identidade cultural amazônica, visando valorizar a cultura local e desenvolver competências críticas. A atividade será desenvolvida em junho, integrando também produções visuais dos alunos. 10 5. Implementação da BNCC A equipe pedagógica reforçou a importância de alinhar os planos de aula às competências gerais da BNCC, com destaque para a cultura digital, empatia e responsabilidade. A coordenadora sugeriu encontros quinzenais para estudo de trechos da Base e troca de experiências entre os docentes. 11 6. Informes Gerais A diretora informou sobre a próxima reunião com os responsáveis dos alunos, a ser realizada no fim de maio. Também mencionou a abertura de um novo espaço no laboratório de informática, que será reformulado com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Por fim, anunciou a chegada de novos livros paradidáticos adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação. 12 7. Encerramento A reunião foi finalizada com a fala da coordenadora pedagógica, que agradeceu a participação de todos e reforçou a importância da colaboração coletiva para os avanços no processo educativo. A ata foi lida e aprovada por todos os presentes. Nada mais havendo a tratar, eu, Dario Lima de Andrade lavrei a presente ata, que será assinada por mim e pela diretora da escola. 24 PLANO DE AÇÃO Estagiário(a): Dario Lima De Andrade Curso: Artes Visuais – Licenciatura Disciplina de Estágio: Estágio Curricular Obrigatório II Instituição Escolar: Escola Municipal Bom Jesus Período de Realização: Agosto a setembro de 2025 · 1. Objetivo Geral Desenvolver atividades de observação, análise e intervenção pedagógica no ambiente escolar, visando compreender o funcionamento institucional, a organização curricular, as práticas docentes e o processo de ensino-aprendizagem da disciplina de Artes Visuais, de acordo com os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola. · 2. Objetivos Específicos · Observar e compreender as rotinas pedagógicas e administrativas da escola. · Conhecer os documentos norteadores da prática pedagógica, como o PPP, regimento escolar e planos de ensino. · Analisar os materiais didáticos utilizados pelos professores da área de Artes Visuais. · Desenvolver propostas de atividades que abordem os temas contemporâneos transversais da BNCC. · Planejar, apresentar e ministrar aulas com base nas observações realizadas e no diálogo com o professor regente. · Refletir criticamente sobre os processos avaliativos e a atuação pedagógica da equipe escolar. · 3. Atividades Previstas Etapa Atividade Período Estimado Diagnóstico e Observação Observação das aulas, da estrutura e da rotina escolar Março/2025 Análise Documental Leitura e análise do PPP, Regimento Escolar e Plano de Ensino Março/2025 Entrevistas Entrevistas com equipe diretiva, pedagógica e professor regente Março a abril/2025 Planejamento de Intervenção Elaboração dos planos de aula e atividades interdisciplinares Abril/2025 Regência Aplicação das aulas planejadas e desenvolvimento da proposta interdisciplinar Maio/2025 Avaliação e Reflexão Autoavaliação e reflexão sobre o processo de estágio, com base nos registros e devolutivas Maio/2025 · 4. Metodologia As atividades foram conduzidas com base em metodologias qualitativas, privilegiando a observação participante, entrevistas semiestruturadas, análise documental e registros reflexivos. Durante o estágio, buscou-se o diálogo constante com os profissionais da escola, especialmente o professor regente da disciplina, de modo a garantir o alinhamento entre teoria e prática docente. · 5. Resultados Esperados · Compreensão ampliada do cotidiano escolar e da atuação do professor de Artes Visuais. · Produção de planos de aula alinhados à BNCC e ao contexto da escola. · Consolidação de experiências pedagógicas relevantes para a formação docente. · Contribuição efetiva para o processo educativo, a partir da atuação responsável, crítica e propositiva. 25 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR A apresentação do Plano de Ação à direção escolar ocorreu no início das atividades de estágio, como etapa fundamental para alinhar os objetivos, ações previstas e contribuições possíveis no contexto da Escola Municipal Santa maria. O encontro foi agendado previamente com a gestão e aconteceu na sala da direção, contando com a presença do diretor, do coordenador pedagógico e, posteriormente, do professor regente de Artes Visuais. Durante a reunião, apresentei os principais pontos do plano, destacando os objetivos gerais e específicos, as etapas do estágio, a metodologia de observação e análise, e o cronograma de atuação. Ressaltei o compromisso de respeitar a rotina escolar e de manter o diálogo constante com os profissionais envolvidos, buscando contribuir com o processo pedagógico de forma ética e propositiva. A equipe diretiva demonstrou acolhimento, reforçando a importância da parceria entre a universidade e a escola. A diretora elogiou o planejamento detalhado das atividades e se mostrou interessada especialmente na proposta de abordagem dos temas contemporâneos transversais da BNCC, sugerindo que a atividade contemplasse a realidade social da comunidade escolar. A coordenadora pedagógica também contribuiu com sugestões relevantes, como a integração das atividades com projetos já em andamento na escola, como a Mostra Cultural e as rodas de conversa com os alunos. Enfatizou ainda a importância de registrar todas as etapas do processo, para que as experiências vivenciadas sirvam de base para futuras reflexões e ações pedagógicas. Foi destacada a necessidade de flexibilidade, considerando que o calendário escolar poderia sofrer alterações e que situações imprevistas poderiam exigir adaptações no plano original. Concordamos que toda alteração seria comunicada e registrada. Ao final da reunião, a direção autorizou formalmente a execução do Plano de Ação, reafirmando o compromisso da escola em colaborar com a formação dos estagiários. Essa validação institucional foi essencial para garantir segurança e respaldo às atividades planejadas, além de fortalecer o vínculo entre o estagiário e a comunidade escolar. Essa apresentação foi também uma oportunidade significativa de desenvolver habilidades de comunicação, escuta e negociação, fundamentais para a prática docente. O diálogo transparente e respeitoso com a direção escolar reafirmou a relevância do estágio como espaço de construção colaborativa do saber e de inserção crítica no campo da educação. 26 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO Eu, Dario Lima de Andrade, RA 5011144701, matriculado no 5° semestre do Curso de Artes Visuais da modalidade a Distância da Universidade Pitágoras UNOPAR Anhanguera, realizei as atividades de estágio curricular obrigatório II na escola Municipal Bom Jesus, cumprindo as atividades e a carga horária previstas no respectivo Plano de Trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio curricular obrigatóriorealizado na Escola Municipal Bom Jesus proporcionou uma rica experiência prática, permitindo a articulação entre a teoria acadêmica e a realidade cotidiana da escola. Através das diversas atividades desenvolvidas — desde a observação da rotina escolar até a regência de aulas — foi possível compreender os desafios e as potencialidades do ambiente educacional, especialmente no contexto da educação básica. O contato com a equipe diretiva, pedagógica e com os alunos permitiu perceber a importância do trabalho coletivo para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. A integração com a equipe foi essencial para que as atividades planejadas pudessem ser adaptadas e alinhadas às necessidades da escola, evidenciando o papel do professor como agente mediador e articulador de saberes. A análise dos documentos institucionais, como o regimento escolar, o Projeto Político Pedagógico (PPP) e o Plano de Trabalho Docente, possibilitou uma visão ampla sobre as diretrizes e a organização da escola, demonstrando como essas ferramentas norteiam a prática pedagógica e contribuem para a construção de um ambiente educativo inclusivo e democrático. A regência das aulas e a aplicação das atividades planejadas foram momentos fundamentais para o desenvolvimento de competências docentes, como o planejamento, a gestão da sala de aula, a avaliação e o relacionamento com os estudantes. O estágio também evidenciou a importância da reflexão contínua sobre a prática, estimulando a busca por estratégias inovadoras e contextualizadas. Além disso, a abordagem dos temas contemporâneos transversais da BNCC revelou-se indispensável para a formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de interagir com a realidade social de forma ética e responsável. Em síntese, o estágio possibilitou um amadurecimento profissional e pessoal, consolidando a vocação para a docência e reafirmando o compromisso com a educação de qualidade. A experiência vivenciada reforça a necessidade do diálogo constante entre teoria e prática e a importância de uma formação contínua, que acompanhe as transformações e demandas do contexto escolar. Por fim, agradeço a todos os profissionais da escola que colaboraram para o desenvolvimento das atividades, assim como à instituição de ensino superior pelo suporte e orientação durante todo o processo. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a Base. Ministério da Educação. Brasília, 2017. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Brasília, 1996. BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica. Conselho Nacional de Educação, 2013. COELHO, J. F. Planejamento e Avaliação na Educação Básica. São Paulo: Cortez, 2015. FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. LIBÂNEO, J. C. Didática. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2013. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no Ensino Superior. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2002. SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Autores Associados, 1991. image1.png image2.pngpermitiu compreender os direitos de aprendizagem dos alunos e o papel da Arte na formação integral, além de contribuir para o reconhecimento das linguagens artísticas – como artes visuais, dança, música e teatro – como fundamentais para o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e do pensamento crítico. Essas leituras dialogaram diretamente com a vivência no campo de estágio, fornecendo subsídios para a análise da prática pedagógica observada e para a construção de uma postura investigativa, ética e reflexiva. Ao relacionar os textos com a realidade escolar, foi possível perceber a importância da formação continuada, do planejamento pedagógico consciente e da valorização da diversidade de expressões artísticas no processo de ensino-aprendizagem. 3 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR O regimento escolar analisado é o documento normativo que estabelece as regras, normas e procedimentos que regem a organização e o funcionamento da instituição de ensino. Ele é fundamental para garantir a ordem, o respeito aos direitos e deveres da comunidade escolar, e o desenvolvimento das atividades pedagógicas de forma harmônica e eficiente. Ao analisar o regimento da escola onde realizei o estágio, observei que o documento é estruturado em capítulos que abordam aspectos diversos, como a organização administrativa, o funcionamento das turmas, a atuação dos profissionais da educação, a participação da comunidade escolar e o processo de avaliação dos estudantes. Um dos pontos que se destaca no regimento é a ênfase na participação democrática da comunidade escolar. O documento prevê a existência de Conselhos Escolares, reuniões periódicas com pais e responsáveis, e mecanismos para que alunos, professores e demais funcionários possam contribuir na construção das normas e na resolução de conflitos internos. Essa característica evidencia o compromisso da escola com a gestão participativa, aspecto valorizado na educação contemporânea. No que diz respeito à organização acadêmica, o regimento define claramente a carga horária mínima exigida para cada etapa de ensino, os critérios para aprovação e recuperação dos alunos, e as diretrizes para o planejamento das atividades pedagógicas. Destaca-se também a atenção dada ao cumprimento dos horários escolares, ao respeito às normas disciplinares e ao uso adequado dos espaços físicos da escola. Outro aspecto relevante é a previsão do regimento para o atendimento às diversidades e necessidades especiais dos estudantes. O documento estabelece que a escola deve promover ações inclusivas, garantir o acesso e a permanência dos alunos com deficiências, e adaptar recursos e metodologias para assegurar uma educação equitativa. Além disso, o regimento aborda a atuação da equipe pedagógica e administrativa, definindo responsabilidades específicas para o diretor, coordenador pedagógico, professores, secretaria e outros profissionais. Essa delimitação contribui para o bom funcionamento da escola, evitando sobreposição de funções e facilitando a comunicação interna. Durante a análise, também foi possível identificar normas relativas à segurança e à disciplina, com orientações claras sobre condutas esperadas, sanções para infrações e procedimentos para garantir o ambiente escolar saudável e seguro. Tais normas são essenciais para a promoção do respeito mútuo e para o desenvolvimento de um clima favorável à aprendizagem. Por fim, ressalto que o regimento escolar está em consonância com as diretrizes legais vigentes, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e demais normativas estaduais e municipais. Isso reforça o compromisso da escola em garantir uma educação de qualidade, alinhada às políticas públicas educacionais. Em suma, a análise do regimento escolar permitiu compreender os princípios e normas que orientam o cotidiano da escola, evidenciando a importância desse documento como instrumento de organização, gestão e garantia dos direitos e deveres de toda a comunidade escolar. 2 4 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA A realização das entrevistas com a equipe diretiva da escola-campo — composta pelo diretor, coordenador pedagógico e secretário escolar — foi de grande importância para a compreensão do funcionamento da instituição em suas dimensões administrativa, pedagógica e organizacional. As conversas possibilitaram uma visão mais ampla sobre os desafios enfrentados pela gestão escolar e a articulação entre os diversos setores da escola. A entrevista com a diretora abordou principalmente a função administrativa e o papel de liderança exercido na gestão escolar. O gestor destacou que seu trabalho vai muito além das funções burocráticas e envolve a mediação de conflitos, a escuta ativa da comunidade escolar e a construção de um ambiente favorável à aprendizagem. Segundo ela, “a escola é um organismo vivo, e cada decisão precisa considerar o bem-estar dos alunos, professores e funcionários”. Também foram mencionadas as dificuldades relacionadas à infraestrutura, ao orçamento limitado e à necessidade constante de diálogo com as famílias e a comunidade. A coordenadora pedagógica, por sua vez, enfatizou o aspecto formativo de sua atuação. A entrevista revelou o esforço da coordenação em promover a formação continuada dos docentes, apoiar a prática pedagógica e garantir a coerência entre o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e as ações desenvolvidas em sala de aula. O acompanhamento dos planejamentos, a mediação de dificuldades pedagógicas e a escuta das demandas dos professores são ações prioritárias em sua rotina. O coordenador afirmou: “Nosso papel é articular, apoiar e provocar a reflexão, sempre visando à qualidade do ensino”. Com o secretário escolar, foi possível compreender o funcionamento administrativo e documental da escola. A entrevista destacou a importância da organização dos registros acadêmicos, como históricos escolares, atas, matrículas e controle de frequência. O profissional ressaltou que, apesar do caráter técnico da função, o atendimento ao público exige sensibilidade, clareza e empatia, especialmente quando se trata de orientar pais e alunos. Também mencionou o desafio da informatização de processos e a necessidade de constante atualização frente às exigências da secretaria de educação. Um aspecto comum nas três entrevistas foi o reconhecimento da importância do trabalho em equipe e da comunicação eficiente entre os setores. A equipe diretiva demonstrou compromisso com uma gestão democrática, buscando sempre o diálogo com os professores e a escuta ativa dos estudantes e familiares. Também foi perceptível o esforço em manter a escola funcionando de maneira organizada, mesmo diante das limitações materiais e humanas. Essas entrevistas contribuíram significativamente para o entendimento das dinâmicas internas da escola, revelando que o trabalho pedagógico só se sustenta plenamente quando há suporte institucional, planejamento colaborativo e uma gestão comprometida com os princípios educacionais e sociais. Como futura docente, essa vivência trouxe reflexões importantes sobre a articulação entre teoria e prática, e a necessidade de compreender a escola como um espaço de múltiplas vozes e responsabilidades compartilhadas 5 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO DA ESCOLA Durante o período de estágio, foi possível realizar uma observação atenta sobre a organização e a supervisão da escola, permitindo compreender como esses elementos sustentam a dinâmica institucional e garantem o funcionamento pedagógico e administrativo da unidade escolar. Esta análise contemplou aspectos como a estrutura organizacional, o papel dos diferentes setores, os fluxos de comunicação, a supervisão do trabalho docente e a gestão dos processos educativos. A escola apresenta uma organização que se pauta por uma divisão clara de funções e responsabilidades. A equipe diretiva é composta por direção, coordenação pedagógica e secretaria escolar, além dos conselhos e comissões que atuam de forma consultiva e deliberativa.Há uma rotina estabelecida para reuniões pedagógicas, conselhos de classe, formação continuada e planejamento coletivo, o que demonstra uma preocupação com a gestão democrática e participativa. No aspecto físico e funcional, a escola conta com espaços adequados para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e administrativas, ainda que existam desafios relacionados à manutenção da infraestrutura e à escassez de recursos materiais. A organização dos ambientes revela um esforço da equipe em manter a funcionalidade e o acolhimento dos alunos, mesmo com limitações orçamentárias. Em relação à supervisão pedagógica, observou-se que o coordenador pedagógico exerce um papel ativo no acompanhamento do trabalho docente. Realiza visitas às salas de aula, analisa os planos de ensino e promove reuniões de feedback com os professores. Esse acompanhamento é feito de forma colaborativa, valorizando o diálogo e a escuta das dificuldades enfrentadas pelos docentes, sem um caráter fiscalizador. Essa postura evidencia uma concepção formativa de supervisão, voltada para o aprimoramento das práticas pedagógicas. A direção também participa ativamente do cotidiano escolar, mediando conflitos, acompanhando projetos e garantindo o cumprimento do calendário escolar. A supervisão das atividades administrativas, como controle de frequência, lançamento de notas e matrículas, é feita com apoio da secretaria, que mantém atualizados os registros escolares. A organização documental e a clareza nas normas internas são pontos fortes da instituição. Durante as observações, foi possível perceber que há uma cultura de cooperação entre os membros da equipe escolar, o que favorece a fluidez dos processos organizacionais. As decisões são frequentemente discutidas em reuniões, em que professores têm espaço para expressar suas opiniões e propor melhorias. Essa abordagem fortalece o sentimento de pertencimento e responsabilidade coletiva. Outro ponto relevante observado foi o uso da tecnologia na gestão escolar. Ferramentas digitais são utilizadas tanto para comunicação interna quanto para o gerenciamento de dados acadêmicos e administrativos. Apesar das dificuldades de acesso pleno à internet em alguns momentos, a escola busca adaptar-se às exigências contemporâneas, incentivando a formação dos profissionais nessa área. Em síntese, a observação da organização e da supervisão da escola permitiu compreender que uma gestão eficaz envolve planejamento, participação e acompanhamento constante. A estrutura organizacional bem definida, aliada a práticas de supervisão formativas e colaborativas, são fundamentais para a promoção de um ambiente escolar democrático e voltado para a aprendizagem dos estudantes. Essa vivência fortaleceu minha percepção de que o trabalho docente é parte de um todo complexo, que depende da articulação entre os diversos atores da comunidade escolar. 6 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ESTRUTURA ESCOLAR Durante o estágio, um dos momentos mais significativos foi a observação da estrutura escolar, realizada a partir de conversas com a equipe escolar e da análise in loco dos espaços físicos e organizacionais da instituição. Essa atividade teve como objetivo compreender o contexto mais amplo em que se insere a escola, considerando os aspectos estruturais, ambientais, funcionais e simbólicos que influenciam diretamente o processo de ensino e aprendizagem. A escola observada está localizada em um bairro urbano e atende alunos dos anos finais do Ensino Fundamental. Seu entorno é formado por residências, pequenos comércios e algumas instituições públicas, o que facilita o acesso dos estudantes à unidade escolar. A proximidade geográfica com os domicílios favorece o vínculo da comunidade com a escola, refletindo em uma participação razoável das famílias em eventos escolares e reuniões pedagógicas. Fisicamente, a escola possui uma estrutura ampla, embora apresente algumas limitações decorrentes do tempo de construção e da falta de reformas estruturais mais recentes. O prédio é térreo, com acesso adaptado para pessoas com deficiência, incluindo rampas e banheiros acessíveis. Há salas de aula bem distribuídas, com iluminação natural e ventilação adequadas, embora algumas ainda careçam de manutenção em pisos e forros. O mobiliário, em geral, é funcional, mas já mostra sinais de desgaste. Os espaços de convivência, como o pátio central e espaço comunitário, cumprem o papel de promover a socialização dos alunos. No entanto, durante os horários de maior movimento, esses ambientes se tornam insuficientes para o número de estudantes, o que demanda um planejamento cuidadoso das atividades extracurriculares. A biblioteca, embora pequena, é organizada e conta com um acervo diversificado, incluindo livros didáticos, paradidáticos e materiais de pesquisa. Contudo, ainda há a necessidade de atualização do acervo e de maior incentivo ao seu uso regular. A escola dispõe de uma sala de informática equipada com computadores, projetores e acesso limitado à internet. Esse espaço é utilizado por professores e alunos para pesquisas, apresentações e projetos pedagógicos, sendo um recurso importante, especialmente em atividades interdisciplinares. A equipe pedagógica tem buscado estratégias para ampliar o uso das tecnologias, inclusive capacitando os docentes no uso de ferramentas digitais. A cantina e a cozinha seguem os padrões exigidos pelas normas sanitárias, sendo responsáveis pela preparação da merenda escolar. Os alimentos são armazenados em local adequado e as refeições são oferecidas diariamente, respeitando o cardápio elaborado por nutricionistas da rede. A merenda é considerada um aspecto fundamental para muitos alunos, que veem nela um incentivo à frequência escolar. A secretaria escolar é organizada e informatizada, com controle eficiente de dados acadêmicos, matrícula e documentação dos estudantes. Já a sala da direção e da coordenação pedagógica são espaços de planejamento, atendimento aos pais e reuniões com a equipe docente. Nessas salas, foram observadas dinâmicas de escuta e diálogo com os profissionais da educação, reforçando a ideia de uma gestão participativa. Em conversa com os profissionais, foi possível perceber o comprometimento da equipe com a missão da escola, apesar das dificuldades enfrentadas. Muitos destacam a importância de reformas estruturais e maior investimento em tecnologia e materiais pedagógicos. Ainda assim, há um sentimento de pertencimento à escola e de valorização do trabalho coletivo. Em síntese, a observação da estrutura escolar revelou que, mesmo diante de limitações físicas e financeiras, a escola se organiza de modo funcional e acolhedor. O comprometimento da equipe escolar e a busca por melhorias contínuas contribuem para um ambiente propício ao desenvolvimento educacional. Esse olhar atento à estrutura reforça a importância do espaço escolar como um elemento essencial no processo formativo, indo além da dimensão física para alcançar aspectos afetivos, simbólicos e sociais da experiência educativa. 7 RELATO DA OBSERVAÇÃO EM SALA DE AULA Durante o estágio, a observação em sala de aula constituiu uma etapa fundamental para compreender as práticas pedagógicas, a dinâmica entre professor e alunos, bem como o ambiente de aprendizagem propiciado pela escola. Essa atividade permitiu analisar, de forma detalhada, os processos que envolvem o ensino, as estratégias adotadas, as interações sociais e os desafios presentes no cotidiano escolar. As aulas observadas ocorreram principalmente em turmas do Ensino Fundamental II, abrangendo disciplinas como Artes Visuais, Língua Portuguesa e Matemática. A metodologia empregada pelos professores revelou-se diversificada, combinando exposições dialogadas, atividades práticas e uso de recursos audiovisuais. Notou-se um esforço constante em tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, buscando estimular a participação ativa dos estudantes. O ambiente em sala de aula é, em geral, acolhedor e organizado. As carteiras são dispostas de forma tradicional, em filas, o que favorecea atenção direcionada ao professor, porém limita um pouco as atividades em grupos. Alguns professores promoveram rearranjos das carteiras para atividades colaborativas, demonstrando flexibilidade para atender diferentes objetivos pedagógicos. A decoração das salas incluía cartazes temáticos, trabalhos dos alunos e recursos didáticos visuais, contribuindo para um ambiente estimulante e contextualizado. No que diz respeito à interação, observou-se que os professores mantêm uma postura participativa e respeitosa, incentivando os alunos a expressarem suas dúvidas e opiniões. A disciplina é gerida de maneira equilibrada, com regras claras e consequências estabelecidas, o que proporciona um clima de respeito mútuo. Contudo, em algumas turmas, há desafios relacionados à indisciplina e à falta de concentração, especialmente em aulas mais longas ou com conteúdo considerados abstratos pelos estudantes. A diversidade presente na sala de aula, tanto em termos de ritmo de aprendizagem quanto em aspectos socioculturais, é levada em conta pelos docentes. Alguns professores utilizam estratégias de diferenciação pedagógica para atender às necessidades individuais, como a oferta de exercícios complementares ou a adaptação de atividades. Apesar disso, percebe-se que a grande quantidade de alunos por turma dificulta a atenção personalizada, exigindo do professor um constante esforço para equilibrar o atendimento coletivo e individual. Outro ponto relevante foi o uso de tecnologias como recurso pedagógico. Embora não presente em todas as aulas observadas, em algumas delas houve o emprego de projetores, vídeos educativos e softwares que auxiliaram na compreensão dos conteúdos. Essa inserção tecnológica tem potencial para ampliar o engajamento e diversificar as formas de aprendizagem, mas ainda demanda maior capacitação docente e infraestrutura adequada. Durante as observações, também foi possível perceber o impacto das atividades extraclasse, como trabalhos em grupo e projetos interdisciplinares, que incentivam a autonomia, o pensamento crítico e a colaboração entre os alunos. Esses projetos contribuem para o desenvolvimento de competências que vão além do conteúdo tradicional, preparando os estudantes para situações reais e para o exercício da cidadania. Em síntese, a observação em sala de aula evidenciou um ambiente educativo que, apesar dos desafios estruturais e do número elevado de estudantes, busca oferecer um ensino de qualidade por meio de práticas pedagógicas variadas, gestão equilibrada da disciplina e atenção à diversidade. O estágio revelou a importância do papel do professor como mediador do conhecimento e incentivador do protagonismo estudantil, além de ressaltar a necessidade de investimentos contínuos em formação docente e recursos didáticos para aprimorar ainda mais o processo ensino-aprendizagem. 8 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DA EQUIPE PEDAGÓGICA A observação da rotina da equipe pedagógica, especialmente do coordenador pedagógico e da direção escolar, revelou aspectos essenciais do funcionamento organizacional e pedagógico da instituição, destacando o papel estratégico desses profissionais na articulação entre os diversos setores escolares, no suporte aos docentes e no acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. Durante o período de observação, foi possível acompanhar de perto a rotina da coordenadora pedagógica, que se mostrou intensa, multifacetada e altamente demandada. As atividades diárias incluíram o planejamento de reuniões pedagógicas, atendimento individualizado a professores e alunos, análise de planejamentos e registros de avaliação, além da mediação de conflitos entre estudantes e o acompanhamento de projetos pedagógicos em andamento. O papel da coordenação demonstrou-se central na promoção de uma prática pedagógica coerente com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, servindo como elo entre a gestão escolar e o corpo docente. A coordenadora também atuava como formadora, promovendo encontros periódicos com os professores para discutir temas como metodologias ativas, inclusão, avaliação formativa e práticas interdisciplinares. Nesses momentos, observou-se o empenho em construir uma prática colaborativa e reflexiva, incentivando os docentes a partilharem experiências e estratégias de ensino. Os registros dessas formações são organizados em um caderno de ata pedagógica, demonstrando o compromisso com a continuidade e sistematização dos processos educativos. Além disso, a observação evidenciou a preocupação da equipe pedagógica com a escuta ativa dos alunos e famílias. A coordenadora pedagógica frequentemente participava de reuniões com pais ou responsáveis, tratando de questões relacionadas ao desempenho escolar, comportamento ou encaminhamentos para atendimentos externos, como o Serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE) ou apoio psicológico. Essa prática reflete o compromisso da escola com uma educação integral e humanizada. A diretora escolar, por sua vez, tem uma rotina igualmente dinâmica, porém com ênfase na administração geral da escola, abrangendo desde questões estruturais e burocráticas até a representação institucional. Foi possível observar reuniões com representantes da Secretaria Municipal de Educação, análise de demandas administrativas, organização de eventos escolares e resolução de questões disciplinares mais complexas. No entanto, a diretora também demonstrou grande envolvimento com o aspecto pedagógico, participando ativamente de reuniões com a coordenação e dialogando com os professores sobre metas e indicadores de aprendizagem. Durante a observação, chamou a atenção o trabalho articulado entre direção, coordenação e secretaria escolar. A comunicação fluida entre esses setores favorece uma gestão integrada, em que as decisões são tomadas de forma compartilhada, buscando sempre o melhor para o desenvolvimento dos estudantes e a valorização do trabalho docente. A rotina da equipe pedagógica se apoia em uma agenda semanal que organiza compromissos, reuniões, momentos de planejamento e ações emergenciais, contribuindo para uma gestão eficiente do tempo e das prioridades. No geral, a rotina observada mostrou-se exigente e desafiadora, mas também profundamente comprometida com a qualidade do ensino e com o bem-estar da comunidade escolar. Os profissionais demonstraram sensibilidade, conhecimento técnico e disposição para lidar com as múltiplas demandas que surgem diariamente. A atuação da equipe pedagógica ultrapassa o planejamento curricular: ela envolve escuta, mediação, liderança e cuidado com os processos educativos como um todo. Essa experiência de observação permitiu compreender mais profundamente o papel estratégico da equipe pedagógica na construção de um ambiente escolar democrático, inclusivo e eficaz. A prática cotidiana revela que o sucesso de uma escola está fortemente vinculado à atuação comprometida de seus gestores e coordenadores, que, mesmo diante das adversidades, buscam garantir o direito à educação de qualidade para todos os alunos. 9 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) A análise do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola visitada permitiu compreender com maior profundidade os princípios que orientam o trabalho educativo da instituição, bem como os objetivos, metas e ações propostas para garantir uma educação de qualidade, democrática e inclusiva. O PPP é um documento construído coletivamente, que traduz a identidade da escola e serve como guia para todas as suas práticas pedagógicas, administrativas e sociais. No documento analisado, observa-se uma clara preocupação em fundamentar a proposta pedagógica da escola em valores como a cidadania, o respeito à diversidade, a equidade e o compromisso com a aprendizagem significativa dos alunos. O PPP está estruturado em capítulos que abordam desde a caracterização da escola e da comunidade atendida até os princípios pedagógicos adotados, os objetivos institucionais, os projetos em desenvolvimento e o plano de ação para os próximos anos. Um dos pontos dedestaque do documento é o diagnóstico da realidade escolar, que apresenta dados socioeconômicos e culturais da comunidade atendida, apontando os desafios enfrentados, como a vulnerabilidade social de parte dos estudantes, dificuldades de aprendizagem e a evasão escolar. Esse diagnóstico serve como base para o planejamento das ações da escola, reforçando a importância de um trabalho pedagógico comprometido com a transformação da realidade. No que diz respeito à proposta curricular, o PPP evidencia o esforço da escola em desenvolver práticas pedagógicas que valorizem a construção coletiva do conhecimento, a interdisciplinaridade e a autonomia dos alunos. O ensino é concebido como um processo dinâmico e contextualizado, no qual o estudante é sujeito ativo da aprendizagem. As metodologias são diversificadas, incluindo projetos interdisciplinares, rodas de conversa, oficinas, uso de recursos tecnológicos e atividades culturais. A avaliação é descrita como contínua, diagnóstica e formativa, voltada para o desenvolvimento integral do estudante. Outro aspecto importante do PPP é a ênfase na formação continuada dos professores e demais profissionais da escola. O documento prevê encontros periódicos para estudos pedagógicos, trocas de experiências, análise de práticas e reflexão sobre os desafios da docência. Essa formação visa não apenas o aprimoramento técnico, mas também o fortalecimento do trabalho coletivo e o envolvimento com os princípios do projeto pedagógico institucional. Também merece destaque a forma como o PPP aborda a gestão democrática. O texto reconhece a importância da participação da comunidade escolar nas decisões e na construção de um ambiente educacional mais justo e colaborativo. Estão previstas ações que incentivam o envolvimento de pais e responsáveis, como reuniões periódicas, conselhos escolares e eventos integradores. A escola entende que o diálogo com as famílias e a comunidade amplia as possibilidades de aprendizagem e fortalece os vínculos com os alunos. Em relação à inclusão, o PPP demonstra compromisso com a promoção de uma educação que atenda às necessidades de todos os estudantes, respeitando suas especificidades. O documento menciona o trabalho com alunos da Educação Especial, o atendimento especializado, a adaptação de materiais e estratégias de ensino, bem como o envolvimento de toda a equipe pedagógica nesse processo. O respeito às diferenças é apontado como princípio norteador das práticas educativas. A análise do PPP revelou que o documento, mais do que um roteiro técnico, é uma expressão do compromisso coletivo com uma educação pública de qualidade. Sua elaboração contou com a participação de diferentes segmentos da comunidade escolar e está em constante processo de revisão e atualização, a fim de acompanhar as mudanças e demandas do contexto educacional. Conclui-se, portanto, que o Projeto Político Pedagógico da escola é um instrumento fundamental para o planejamento e execução das ações pedagógicas e administrativas. Ele orienta a prática docente, assegura a coerência das propostas educativas e fortalece o vínculo entre escola, família e comunidade. A análise deste documento permitiu perceber a importância da gestão participativa e do planejamento consciente para a efetivação dos direitos educacionais. . 10 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE A análise do Plano de Trabalho Docente (PTD) realizado durante o estágio proporcionou uma visão aprofundada sobre a organização das ações pedagógicas dos professores da escola observada. Esse documento é essencial para a sistematização do ensino, pois serve como instrumento de planejamento, organização e direcionamento das práticas pedagógicas no decorrer do ano letivo. O PTD analisado apresentava uma estrutura clara e bem definida, contendo os seguintes elementos: identificação do professor e da turma, justificativa do plano, objetivos gerais e específicos, conteúdos a serem abordados, metodologias de ensino, recursos didáticos, estratégias de avaliação e cronograma de execução. Essa organização favorece o acompanhamento sistemático do trabalho docente e permite maior articulação entre o que é planejado e o que é executado em sala de aula. A justificativa do plano destacava a importância de um ensino significativo, voltado para a realidade dos alunos, valorizando a diversidade cultural, o respeito às diferenças e o estímulo à autonomia e ao pensamento crítico. O professor demonstrava sensibilidade para os desafios enfrentados pelos estudantes, como dificuldades de aprendizagem, defasagens educacionais e questões socioeconômicas, propondo ações pedagógicas voltadas à superação desses obstáculos. Os objetivos propostos estavam em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com o Projeto Político Pedagógico da escola. Eles visavam ao desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e culturais, promovendo a formação integral dos estudantes. Entre os objetivos específicos, observou-se a ênfase na leitura e interpretação de textos, no pensamento lógico-matemático, na expressão artística e no desenvolvimento da consciência crítica sobre temas sociais. Quanto aos conteúdos, o plano contemplava temas relevantes para a formação dos alunos, distribuídos de forma sequencial e progressiva ao longo dos bimestres. Havia uma preocupação em integrar diferentes áreas do conhecimento e promover a interdisciplinaridade, com temas transversais como meio ambiente, cidadania, diversidade e saúde sendo trabalhados ao longo do ano letivo. As metodologias de ensino descritas no PTD evidenciavam uma abordagem ativa, participativa e centrada no aluno. O professor planejava aulas expositivas dialogadas, trabalhos em grupo, projetos, jogos educativos, oficinas temáticas e o uso de recursos tecnológicos como vídeos, slides, aplicativos e plataformas digitais. Essa diversidade de estratégias visa atender aos diferentes estilos de aprendizagem e tornar o processo de ensino mais dinâmico e inclusivo. O plano também apresentava uma seção dedicada aos recursos didáticos, que incluía livros didáticos e paradidáticos, materiais recicláveis, jogos pedagógicos, cartazes, vídeos e equipamentos como datashow e televisão. A utilização desses materiais estava relacionada ao objetivo de tornar as aulas mais atrativas e contextualizadas. Em relação à avaliação, o professor adotava uma abordagem contínua, diagnóstica e formativa. As estratégias avaliativas incluíam observações em sala, atividades escritas, autoavaliação, participação em debates e apresentações orais. O foco não estava apenas nos resultados, mas no acompanhamento do processo de aprendizagem dos estudantes e na identificação de dificuldades que pudessem ser superadas com intervenções pedagógicas adequadas. O cronograma do plano organizava as ações pedagógicas por bimestre, com previsão de conteúdos, atividades e momentos de avaliação. Essa previsão permitia ao professor um melhor gerenciamento do tempo e garantia que os objetivos fossem alcançados de forma gradativa. De modo geral, o Plano de Trabalho Docente analisado mostrou-se bem elaborado, coerente com os princípios educacionais da escola e alinhado com os documentos normativos como a BNCC. Ele revelou o comprometimento do professor com a prática pedagógica e com o desenvolvimento dos seus alunos, reforçando a importância do planejamento como parte essencial do trabalho docente. A experiência de analisar o PTD foi significativa, pois possibilitou compreender como o planejamento influencia diretamente na qualidade do ensino e na organização do cotidiano escolar. 2 Público Público Público 11 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA A análise dos materiais didáticos utilizados na escola onde foi realizado o estágio curricular revelou informações importantes sobre os recursos pedagógicos empregados pelos professores para mediar o processo de ensino e aprendizagem. Os materiais analisados abrangeram livros didáticos, paradidáticos, cadernos de atividades, apostilas, recursos audiovisuais e materiaisconfeccionados pelos próprios docentes. O principal material didático adotado pela escola foi o livro didático distribuído pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), fornecido pelo Ministério da Educação. Esse livro é utilizado como base nas aulas da disciplina de Artes Visuais e possui uma abordagem interdisciplinar, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), promovendo não apenas o desenvolvimento técnico das habilidades artísticas, mas também o estímulo ao pensamento crítico, à valorização cultural e à formação integral do estudante. O livro didático apresenta uma estrutura clara e didática, com textos explicativos, imagens ilustrativas, atividades práticas e propostas reflexivas que incentivam a participação ativa do aluno. Ele traz conteúdos sobre história da arte, elementos da linguagem visual, técnicas artísticas, movimentos culturais e a produção de artistas brasileiros e internacionais. Os capítulos são organizados de forma sequencial, acompanhando a progressão do conteúdo ao longo do ano letivo. Durante a observação, foi possível perceber que os professores utilizam o livro como guia, mas não se limitam a ele. Muitos adaptam ou ampliam os conteúdos com atividades extras, inclusive aproveitando eventos culturais da comunidade, datas comemorativas e projetos escolares para contextualizar o aprendizado. Essa atitude demonstra flexibilidade pedagógica e compromisso com uma educação significativa e contextualizada. Além do livro didático, foram observados materiais paradidáticos como revistas, folhetos culturais, livros de arte, catálogos de exposições e portfólios de artistas. Esses materiais são frequentemente usados como apoio nas atividades práticas ou como ponto de partida para discussões e pesquisas. Eles oferecem uma abordagem mais rica e plural do conteúdo, trazendo referências estéticas diversas e aproximando os estudantes da produção artística contemporânea. Outro ponto relevante foi a utilização de materiais audiovisuais e tecnológicos. Professores da área de Artes Visuais fazem uso de vídeos documentários, tutoriais, apresentações digitais e recursos de plataformas como o YouTube e o Canva para enriquecer as aulas. Essa prática torna as aulas mais dinâmicas, despertando o interesse dos alunos e ampliando as possibilidades de aprendizado, especialmente em contextos em que o acesso à cultura visual é limitado. A escola também valoriza a produção de materiais didáticos próprios. Professores e alunos confeccionam murais, painéis, cartazes e objetos tridimensionais com materiais recicláveis ou de baixo custo. Essa prática estimula a criatividade, o trabalho colaborativo e o senso de pertencimento dos estudantes, além de contribuir para uma abordagem mais inclusiva e sustentável. Em relação à adequação dos materiais à realidade da escola, observou-se que, embora os livros didáticos atendam de forma geral às exigências curriculares, nem sempre contemplam as especificidades culturais e sociais dos alunos. Por isso, a complementação com materiais locais, produção autoral e integração com o contexto escolar é fundamental para tornar o ensino mais próximo da vivência dos estudantes. Foi notável também o esforço dos professores em adaptar os materiais para atender alunos com diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. Em algumas turmas, por exemplo, eram propostas atividades diferenciadas ou materiais ampliados para alunos com necessidades específicas, demonstrando uma postura inclusiva e atenta à diversidade. Em síntese, a análise dos materiais didáticos revelou um cenário de constante adaptação e enriquecimento dos recursos pedagógicos, por meio do uso de diversas fontes e estratégias. Essa multiplicidade de materiais contribui para a construção de um ambiente de aprendizagem mais estimulante, acessível e significativo, respeitando as diretrizes curriculares, mas também valorizando a autonomia docente e o protagonismo estudantil. 12 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC Tema Transversal: Meio Ambiente e Sustentabilidade Componente Curricular: Artes Visuais Etapa de Ensino: Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) Duração: 3 aulas de 50 minutos Título da Atividade: “Arte que Transforma: Criando com Consciência” · Justificativa A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe a integração de temas contemporâneos transversais como forma de promover uma formação cidadã, crítica e participativa. Entre esses temas, a questão ambiental é urgente e relevante, sendo possível trabalhá-la por meio da arte, utilizando a criatividade como ferramenta para a conscientização ecológica. Esta atividade visa desenvolver nos alunos uma percepção crítica sobre o consumo e o descarte de resíduos sólidos, por meio da criação artística com materiais recicláveis. · Objetivos · Refletir sobre a relação entre arte, consumo e sustentabilidade. · Estimular a criatividade e o pensamento crítico por meio da reutilização de materiais descartáveis. · Promover a sensibilização dos alunos quanto à preservação do meio ambiente. · Desenvolver habilidades técnicas e expressivas no uso de materiais não convencionais na arte. · Desenvolvimento da Atividade Aula 1 – Sensibilização e Discussão Teórica · Exibição de imagens de obras de artistas que trabalham com arte sustentável, como Vik Muniz, Bordalo II e El Anatsui. · Roda de conversa sobre consumo, descarte e reaproveitamento de materiais no cotidiano dos alunos. · Apresentação do desafio: criação de uma escultura ou instalação artística com materiais recicláveis. Aula 2 – Planejamento e Coleta · Orientação para o planejamento da obra: esboços, escolha dos materiais, definição da mensagem. · Organização dos grupos e coleta dos materiais (trazidos pelos alunos ou disponibilizados pela escola). · Início da montagem das produções. Aula 3 – Finalização e Socialização · Conclusão das obras. · Exposição das criações em ambiente escolar. · Roda de conversa para que cada grupo apresente sua obra, explicando o processo de criação, os materiais utilizados e a mensagem transmitida. · Recursos Necessários · Materiais recicláveis diversos: garrafas PET, papelão, tampinhas, embalagens, tecidos. · Tesouras, colas, tintas, pincéis. · Projetor para exibição de vídeos/imagens. · Espaço para exposição dos trabalhos. · Avaliação A avaliação será processual e formativa, considerando: · Participação e envolvimento nas discussões. · Criatividade e originalidade na elaboração das obras. · Capacidade de trabalhar em grupo. · Clareza na exposição da mensagem ecológica. · Reflexão crítica sobre o tema. · Possibilidades de Ampliação A atividade poderá ser ampliada com a criação de um mural coletivo, produção de vídeos documentando o processo, ou parceria com outras disciplinas, como Ciências e Geografia, para aprofundamento dos temas ambientais. 13 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE A entrevista com a professora regente foi realizada no intuito de compreender de forma mais profunda a realidade cotidiana da sala de aula, os desafios enfrentados pelo docente, bem como as estratégias pedagógicas utilizadas no processo de ensino-aprendizagem. A professora entrevistada leciona Artes Visuais no Ensino Fundamental II e possui ampla experiência na rede pública de ensino, o que proporcionou um relato rico e repleto de observações práticas sobre a atuação docente. A entrevista foi conduzida de forma semiestruturada, contemplando questões relacionadas à formação profissional, planejamento de aulas, avaliação, metodologias de ensino, relação com os alunos, e percepção sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A professora iniciou destacando que sua formação em Artes Visuais foi complementada por cursos de capacitação pedagógica, os quais considera fundamentais para lidar com os aspectos educacionais e emocionais dos estudantes. Um dos pontos mais relevantes abordados na conversa foi o planejamento das aulas. a professora mencionou que elabora seus planos semanalmente, levando em consideração os conteúdos previstos no currículo e aadaptação necessária para o contexto específico de sua turma. Ela destacou que, embora exista um plano anual, muitas vezes é necessário flexibilizar as estratégias para atender às diferentes demandas e ritmos de aprendizagem. Quanto às metodologias, a docente afirmou adotar abordagens que priorizam a participação ativa dos alunos, como oficinas práticas, projetos coletivos, estudo de obras artísticas, e uso de tecnologias, sempre que possível. Ressaltou, no entanto, que a limitação de recursos materiais é um dos principais entraves para a implementação de práticas mais diversificadas. Ainda assim, ela procura utilizar materiais acessíveis e recicláveis, estimulando a criatividade e o senso crítico dos estudantes. Sobre a avaliação, o professor explicou que busca ir além das provas escritas, valorizando processos como a participação, a entrega de trabalhos práticos e a evolução individual dos alunos. Ela acredita que a avaliação deve ser contínua e formativa, permitindo ao estudante perceber seu próprio progresso. A relação com os alunos foi descrita como positiva, embora desafiadora. A professora relatou que procura manter um diálogo aberto e respeitoso, compreendendo as dificuldades que os estudantes enfrentam tanto dentro quanto fora da escola. Segundo ela, a afetividade é um aspecto essencial para o processo educativo, especialmente no contexto atual de pós-pandemia, onde muitos alunos ainda apresentam dificuldades de socialização e de concentração. No que se refere à BNCC, a docente demonstrou conhecimento e alinhamento com os princípios propostos pelo documento. Destacou que os campos de experiência e as competências gerais são norteadores importantes, mas que sua aplicação ainda depende de formações contínuas e da autonomia docente para adaptá-las de forma significativa. Enfatizou também a importância dos temas contemporâneos transversais, como meio ambiente, diversidade cultural e ética, que frequentemente são abordados em suas aulas através de atividades reflexivas e práticas. Por fim, a professora compartilhou suas expectativas quanto à formação inicial dos futuros docentes. Acredita que os estágios são fundamentais para que o estudante de licenciatura possa vivenciar os desafios reais da docência, propondo que a aproximação com a prática ocorra desde os primeiros períodos do curso. Ressaltou que, mais do que domínio técnico, é necessário sensibilidade, empatia e compromisso com a educação pública de qualidade. 14 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE A participação em uma reunião pedagógica foi uma etapa significativa do estágio, pois permitiu observar de forma direta o funcionamento coletivo da equipe escolar e a articulação entre os diferentes profissionais envolvidos no processo educativo. A reunião aconteceu no turno matutino e contou com a presença da diretora da escola, coordenadores pedagógicos, professores regentes de todas as disciplinas e equipe técnica-administrativa. A pauta da reunião contemplou inicialmente a análise do rendimento escolar dos alunos no primeiro bimestre, com destaque para os índices de reprovação, evasão e desempenho em avaliações internas. a coordenadora pedagógica conduziu a reunião e apresentou dados comparativos em relação ao ano anterior, abrindo espaço para que os professores compartilhassem suas percepções sobre os fatores que influenciaram os resultados. Durante a reunião, foi possível perceber o empenho coletivo em compreender as dificuldades de aprendizagem dos estudantes, sobretudo no que se refere à leitura, escrita e participação em atividades em sala. Os professores demonstraram preocupação com a defasagem de conteúdos acumulada nos anos anteriores, sobretudo em decorrência do ensino remoto emergencial, e discutiram estratégias para estimular o engajamento dos alunos nas aulas presenciais. Outro ponto relevante foi a proposta de ações interdisciplinares, sugeridas pela equipe pedagógica, com o objetivo de tornar o ensino mais significativo e colaborativo. Algumas propostas envolveram a organização de feiras culturais, rodas de conversa temáticas e a utilização de metodologias ativas, como o trabalho por projetos. A direção reforçou a importância do comprometimento coletivo na execução dessas atividades, destacando que o sucesso das ações depende da corresponsabilidade de todos os profissionais. Por fim, foi debatida a importância da escuta ativa às famílias e da promoção de espaços de diálogo mais frequentes com os responsáveis pelos alunos, visando fortalecer o vínculo entre escola e comunidade. A reunião encerrou-se com a elaboração de um cronograma de intervenções pedagógicas para os alunos com baixo rendimento, incluindo reforço escolar e acompanhamento mais próximo por parte da coordenação. Essa experiência permitiu compreender de forma prática como ocorrem os momentos de planejamento coletivo, reflexão crítica e tomada de decisão no ambiente escolar. Além disso, destacou o papel fundamental da gestão participativa e do trabalho em equipe na construção de uma escola mais inclusiva e atenta às necessidades reais dos estudantes. 15 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS Durante o desenvolvimento do Estágio Curricular Obrigatório II, a interação com a professora orientadora da universidade foi essencial para o planejamento, acompanhamento e execução das atividades propostas. A orientação iniciou-se com a apresentação do plano de estágio, no qual foram esclarecidos os objetivos, as etapas a serem cumpridas, os prazos e os critérios de avaliação do relatório final. A comunicação com a orientadora ocorreu de forma periódica, por meio de encontros presenciais e/ou virtuais, e por mensagens em plataformas digitais (como e-mail e aplicativos de mensagem), o que possibilitou um acompanhamento contínuo e eficaz. Nessas interações, foi possível tirar dúvidas, receber sugestões, corrigir encaminhamentos e refletir sobre os registros realizados em campo. A orientadora destacou a importância da observação crítica da realidade escolar, do contato respeitoso com os profissionais da educação e da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso de Artes Visuais. Também incentivou a elaboração de registros reflexivos e detalhados, além de estimular a construção de uma postura ética, propositiva e investigativa por parte do estagiário. Esse processo de orientação contribuiu significativamente para o amadurecimento acadêmico e profissional, fortalecendo a compreensão da articulação entre teoria e prática e possibilitando uma formação mais sólida e consciente para o exercício futuro da docência em Artes Visuais. 16 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2017, estabeleceu parâmetros curriculares obrigatórios para a educação básica em todo o país, sendo implementada gradualmente nas escolas públicas e privadas. Durante o estágio curricular obrigatório, foi possível observar de forma concreta como essa implementação vem sendo conduzida na instituição de ensino acompanhada. A escola visitada é uma instituição pública de ensino fundamental da rede municipal, e a inserção da BNCC ocorreu inicialmente de maneira formal, a partir da reformulação do Projeto Político Pedagógico (PPP) e do currículo escolar. De acordo com a equipe pedagógica, a adequação iniciou-se em 2019 e foi sendo aprofundada nos anos seguintes, com a realização de formações continuadas para os professores, revisão dos planos de ensino e reorganização das práticas avaliativas. Um ponto importante relatado pela coordenação pedagógica é que, embora a BNCC seja uma política de caráter normativo, seu processo de internalização na escola exigiu tempo e diálogo. As formações periódicas foram fundamentais para que os professores compreendessem a estrutura da base, suas competências gerais, os objetivos de aprendizagem por área do conhecimento e ano de escolaridade. Além disso, as formações buscaram mostrar como articular a BNCC comos temas contemporâneos transversais, que também são recomendados pelo documento. Durante as observações em sala de aula e entrevistas com professores, percebeu-se que os docentes têm buscado alinhar suas aulas aos princípios da BNCC, com maior atenção ao desenvolvimento de competências e habilidades, indo além da simples transmissão de conteúdo. Muitos professores relataram utilizar projetos interdisciplinares, metodologias ativas e recursos tecnológicos como formas de atingir os objetivos propostos pela base. Contudo, também foram identificados desafios no processo. Entre eles, destacam-se: a dificuldade de alguns docentes em romper com práticas tradicionais, a carência de tempo para planejamento coletivo e o desconhecimento mais aprofundado sobre a BNCC por parte de alguns membros da equipe. Além disso, há limitações estruturais e pedagógicas que afetam a efetivação plena do documento, como a falta de acesso a materiais didáticos atualizados e a rotatividade de professores. Em termos organizacionais, a BNCC está presente nos planos de ensino dos docentes, nos critérios de avaliação e nas metas da gestão escolar. Há um esforço evidente da equipe diretiva e da supervisão pedagógica em promover a efetivação do documento de forma contextualizada, respeitando as realidades locais e culturais da comunidade escolar. O estágio possibilitou compreender que a implementação da BNCC não se resume à adequação técnica de documentos, mas é um processo complexo de ressignificação das práticas pedagógicas. Ele exige envolvimento coletivo, escuta ativa e abertura para mudança, sendo um processo em constante construção. 17 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR Durante o Estágio Curricular Obrigatório II no curso de Artes Visuais, uma das etapas significativas foi a análise dos instrumentos avaliativos utilizados pelo professor regente. Essa observação permitiu compreender de forma prática como se dá o processo de avaliação da aprendizagem dos estudantes dentro da rotina escolar e como essa avaliação está articulada com os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com o planejamento pedagógico do docente. A análise foi realizada a partir da observação direta em sala de aula, da leitura dos registros avaliativos disponibilizados pelo professor e de uma conversa orientada com o docente responsável, que leciona para turmas do ensino fundamental II. Os instrumentos avaliativos mais utilizados pelo professor incluem: atividades escritas em sala, trabalhos em grupo, produções artísticas individuais, autoavaliações, avaliações diagnósticas e provas objetivas com questões discursivas. No componente curricular de Artes Visuais, observou-se uma ênfase significativa em avaliações processuais, ou seja, aquelas que acompanham o desenvolvimento do aluno ao longo do tempo, considerando não apenas o produto, mas também o processo de criação, envolvimento e reflexão crítica sobre a produção artística. O professor valoriza especialmente as atividades práticas como produções plásticas, releituras de obras e experimentações com diferentes materiais. Além disso, é possível identificar uma tentativa clara de integrar os instrumentos avaliativos às competências específicas da área de Arte previstas pela BNCC. Por exemplo, ao propor uma releitura de uma obra de Tarsila do Amaral, o docente observa a capacidade do estudante de interpretar elementos visuais, relacionar com o contexto histórico e aplicar técnicas aprendidas durante as aulas. A avaliação não se restringe à estética da obra, mas à compreensão, à intenção comunicativa e à expressão subjetiva do aluno. A autoavaliação também foi mencionada pelo professor como uma prática recente, incentivada pela equipe pedagógica. Os alunos são estimulados a refletir sobre seu próprio desempenho, suas dificuldades e seus avanços, promovendo o protagonismo no processo de aprendizagem. Embora ainda esteja em fase de adaptação, essa estratégia tem contribuído para a autonomia dos estudantes. Contudo, ainda há desafios observados. Alguns instrumentos avaliativos, como as provas escritas, por vezes seguem modelos padronizados que não dialogam com a proposta mais formativa da avaliação. Isso revela uma necessidade de aprimoramento contínuo na elaboração de instrumentos que contemplem múltiplas linguagens e competências, especialmente em disciplinas ligadas às expressões artísticas e culturais. Também foi constatada certa limitação de tempo para análises mais detalhadas dos trabalhos artísticos, o que dificulta um retorno individualizado mais frequente. Por fim, destaca-se que a avaliação na disciplina de Artes Visuais, na escola observada, tem buscado se alinhar a uma concepção formativa, diagnóstica e inclusiva, promovendo um olhar mais sensível e ampliado sobre o aprendizado. A análise dos instrumentos utilizados pelo professor evidencia um esforço de equilíbrio entre os aspectos técnicos e expressivos da arte, contribuindo para uma prática pedagógica mais reflexiva e transformadora. 18 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA A análise da atuação da equipe pedagógica no acompanhamento da disciplina de Artes Visuais foi uma etapa fundamental do Estágio Curricular Obrigatório I, permitindo compreender como o trabalho docente é orientado, supervisionado e apoiado dentro do contexto escolar. Esta observação foi realizada por meio de conversas com a equipe diretiva e pedagógica, com destaque para o coordenador pedagógico, bem como por meio da participação em reuniões pedagógicas e da análise de documentos escolares. A equipe pedagógica da escola observada é composta por uma coordenadora pedagógica, uma vice-diretora e o diretor geral. O coordenador pedagógico é a figura que mais diretamente acompanha as ações dos professores, realizando reuniões semanais com os docentes, orientações sobre o planejamento, acompanhamento de avaliações e intervenções pedagógicas, além de mediar o contato com as famílias quando necessário. Em relação à disciplina de Artes Visuais, foi possível constatar que a coordenador pedagógico demonstra sensibilidade à importância da área, mesmo que, historicamente, ela receba menos atenção que disciplinas consideradas de base (como Língua Portuguesa e Matemática). o coordenador incentiva os professores de Arte a desenvolverem projetos interdisciplinares e a integrarem a proposta da BNCC com foco no desenvolvimento das competências socioemocionais, culturais e criativas dos estudantes. O acompanhamento da disciplina inclui a análise periódica dos planos de aula, a observação dos resultados das avaliações aplicadas, o estímulo à formação continuada dos professores e o suporte para inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas. Além disso, há uma valorização dos projetos artísticos desenvolvidos na escola, que muitas vezes são apresentados em eventos internos, como feiras culturais, exposições e mostras temáticas. Apesar dos avanços, a equipe pedagógica reconhece que ainda enfrenta desafios em relação ao acompanhamento pleno da disciplina de Artes Visuais. Um deles é a sobrecarga de funções atribuídas à coordenação pedagógica, o que limita o tempo disponível para observações de aulas e diálogos mais frequentes com os professores da área. Outro desafio é o preconceito estrutural que ainda minimiza a importância das artes no processo formativo, mesmo diante das diretrizes da BNCC que reforçam sua relevância. Foi observado, também, que o coordenador pedagógico busca estimular práticas avaliativas coerentes com os objetivos da disciplina, propondo momentos de reflexão coletiva sobre o uso de instrumentos mais sensíveis à natureza da Arte. Nesse sentido, a equipe pedagógica atua não apenas como supervisora, mas como parceira no desenvolvimento pedagógico do professor de Artes Visuais, oferecendo sugestões, levantando problemáticas e incentivando a inovação didática. No conjunto, a análise revela que a atuação da equipe pedagógica, embora permeada por desafios institucionais, temse mostrado ativa, atenta e comprometida com a valorização da Arte como componente curricular significativo. Esse acompanhamento contribui diretamente para a construção de uma prática docente mais crítica, autônoma e criativa, o que reflete positivamente na aprendizagem dos estudantes e no fortalecimento da identidade da disciplina no ambiente escolar. 19 RELATO DA OBSERVAÇÃO A observação das aulas durante o Estágio Curricular Obrigatório II teve como objetivo principal compreender a dinâmica pedagógica em sala de aula, com foco na disciplina de Artes Visuais. Essa etapa permitiu uma imersão prática no cotidiano da escola, proporcionando uma visão ampla sobre as metodologias utilizadas, a interação entre professores e estudantes, a gestão do tempo e dos recursos didáticos, bem como o envolvimento dos alunos com os conteúdos trabalhados. As aulas observadas foram ministradas por uma professora regente experiente, com formação específica em Artes Visuais, em turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Durante o período de observação, foram acompanhadas atividades diversificadas, como análise de obras de arte, produção artística com diferentes técnicas (como colagem, desenho e pintura), discussões em grupo e exposições dos trabalhos produzidos pelos alunos. Um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a organização do tempo didático. A professora iniciava as aulas com um breve momento de acolhimento, seguido pela contextualização do tema do dia, que frequentemente dialogava com conteúdo culturais e sociais contemporâneos. Em seguida, havia a apresentação de referências visuais, debates e, por fim, o momento de produção artística. Ao final das aulas, sempre que possível, era realizado um espaço de socialização das criações, promovendo a valorização das expressões individuais e coletivas. A postura da professora foi bastante acolhedora e estimulante. Ela mantinha um olhar atento às necessidades dos alunos, incentivando a participação e a liberdade criativa. Demonstrava domínio técnico e teórico sobre os conteúdos, articulando a prática artística com os objetivos pedagógicos previstos na BNCC. Além disso, fazia uso de recursos variados, como imagens projetadas, materiais recicláveis, livros de arte e vídeos curtos, que enriqueciam o repertório visual dos estudantes. Foi possível observar que os alunos apresentavam bom engajamento nas aulas de Artes Visuais, especialmente quando as propostas dialogavam com seu universo cultural e suas vivências pessoais. Contudo, também foram notadas algumas dificuldades, como a limitação de tempo para aprofundamento dos temas e a escassez de materiais em alguns momentos, o que exigia adaptações constantes por parte da professora. Outro ponto importante observado foi a gestão da sala de aula. o professor adotava uma postura firme, porém respeitosa, promovendo um ambiente de escuta e colaboração. Estimulava a autonomia dos estudantes e buscava mediar os conflitos com empatia. A avaliação era feita de forma processual, considerando o envolvimento, a criatividade, a capacidade de expressão e a evolução individual de cada aluno ao longo do bimestre. No geral, a experiência de observação foi extremamente enriquecedora, permitindo visualizar a prática docente de forma concreta e crítica. As aulas de Artes Visuais observadas evidenciaram o potencial transformador da Arte na formação integral dos estudantes, promovendo a sensibilidade, o pensamento crítico, o respeito à diversidade e a valorização da cultura. 20 PLANOS DE AULA · Plano de Aula 1 Escola: Bom Jesus Turma: 7º ano do Ensino Fundamental Disciplina: Artes Visuais Data: 05/08/2025 Duração: 50 minutos Tema: A cor na arte e suas sensações Habilidade da BNCC: EF69AR04 – Identificar e experimentar diferentes elementos da linguagem visual, como ponto, linha, forma, cor, textura, espaço e volume, em produções bidimensionais e tridimensionais. Objetivos: · Compreender a função expressiva das cores na arte. · Experimentar o uso das cores em composições visuais. · Relacionar cores a sensações e sentimentos. Conteúdo: · Teoria das cores (primárias, secundárias e complementares). · Sensações provocadas pelas cores. · Pintura livre com ênfase na escolha cromática. Metodologia: 1. Apresentação de slides com obras que utilizam cores de forma expressiva (ex: Kandinsky, Van Gogh). 2. Debate em sala sobre as sensações causadas pelas cores nas imagens apresentadas. 3. Proposta prática: os alunos criarão uma pintura livre utilizando cores para representar um sentimento (ex: alegria, tristeza, calma). 4. Socialização das produções e conversa coletiva. Recursos didáticos: Papel A3, tinta guache, pincéis, potes com água, panos, projetor multimídia, slides. Avaliação: A avaliação será processual, considerando a participação na discussão, o envolvimento durante a produção e a adequação entre a escolha das cores e o sentimento representado. · Plano de Aula 2 Escola: Bom Jesus Turma: 9º ano do Ensino Fundamental Disciplina: Artes Visuais Data: 10/08/2025 Duração: 50 minutos Tema: Arte e identidade cultural Habilidade da BNCC: EF89AR02 – Analisar e discutir produções artísticas que expressem identidades culturais locais, regionais e nacionais. Objetivos: · Reconhecer a arte como expressão da identidade cultural. · Valorizar manifestações artísticas regionais e locais. · Produzir uma composição visual inspirada em elementos da própria cultura. Conteúdo: · Arte popular brasileira: Bumba Meu Boi, cordel, xilogravura, grafite. · Identidade e cultura visual. · Representações simbólicas. Metodologia: 1. Exposição oral e visual sobre manifestações culturais brasileiras e regionais (com foco no Boi-Bumbá, arte indígena etc.). 2. Debate sobre identidade e pertencimento. 3. Proposta prática: criação de um cartaz artístico representando um símbolo cultural significativo para o aluno (com uso de colagem, desenho e escrita). 4. Apresentação dos cartazes para a turma. Recursos didáticos: Imagens impressas, vídeos curtos, cartolina, revistas para recorte, cola, tesoura, lápis de cor, giz de cera. Avaliação: A avaliação será diagnóstica e formativa, baseada na participação, no processo de criação e na reflexão do aluno sobre sua produção e os símbolos escolhidos. 21 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR A apresentação dos planos de aula ao professor regente da disciplina de Artes Visuais ocorreu de forma organizada e dialógica, respeitando a metodologia proposta no Plano de Trabalho do Estágio Curricular Obrigatório II. A reunião foi previamente agendada com o professor responsável pela turma, e realizada na sala dos professores da escola, com duração aproximada de 45 minutos. Inicialmente, apresentei ao professor os dois planos de aula elaborados para serem desenvolvidos com os alunos do 7º e 9º ano do Ensino Fundamental. O primeiro plano abordava o tema da cor e suas sensações na arte, com foco em habilidades da BNCC relacionadas à linguagem visual. O segundo plano trazia a temática da identidade cultural, propondo uma atividade prática voltada ao reconhecimento de símbolos culturais por meio da produção artística. Durante a apresentação, expliquei a estrutura de cada plano, destacando os objetivos, conteúdos, metodologia, recursos e critérios avaliativos. A professora demonstrou interesse especial pela proposta de abordar sentimentos por meio das cores, destacando a relevância de se trabalhar aspectos emocionais com os estudantes, especialmente no contexto do pós-pandemia, onde questões socioemocionais tornaram-se ainda mais visíveis em sala de aula. Ao analisar o plano sobre identidade cultural, o professor valorizou a ideia de trazer elementos regionais, como o Boi-Bumbá e a arte indígena, para o centro da prática pedagógica. Ele ressaltou a importância de utilizar esse tipo de conteúdo para reforçar o sentimento de pertencimento dos alunos e incentivar o respeito às diferentes culturas presentes no Brasil. A professora também fez sugestões pontuais de ajustes. Para o plano sobre cores e sentimentos, recomendou que a introdução