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30/11/25, 4:08 p.m. E04M16U02PPU1 Unidade 1 Exame físico e neurológico A apresentação do paciente A observação do paciente inicia-se quando ele entra no ambiente que será realiza- da a consulta. A observação da marcha é muito importante e pode trazer informa- ções relevantes ao examinador. Dentre as informações relevantes ao examinador quanto a observação, destacamos algumas que são bem características: Marcha parética Indica perda de força em um dos lados do corpo; Marcha atáxica Indica incoordenação motora e/ou desequilíbrio; Marcha em bloco Indicando distúrbios na modulação do movimento, como a rigidez e a bradicinesia do Parkinson; Estas alterações na marcha serão melhores descritas adiante, quando abordaremos exame da motricidade. Ao mesmo tempo, observar a postura é importante para pensar em patologias da coluna vertebral. Posturas antálgicas ou deformidades ou mesmo fraqueza muscular podem indicar a necessidade de um exame neurológico mais detalhado (Vale et al., 2018). A avaliação da face também nos orienta em alguns casos. Além das paralisias faciais, fácies em máscara do Parkinson e fácies depressiva podem ser observadas em estágios bem iniciais da consulta médica. Exame dos nervos cranianos Lembre-se! Se na apresentação do paciente foi percebido um desvio da rima da boca, nesta fase deve ser examinada a face quanto à simetria, à presença de sulcos, outros desvios, alterações de sensibilidade. Ao pedir para o paciente franzir a fronte, fechar os olhos, assobiar ou sorrir, estaremos avaliando a função motora do nervo facial(VII) comfirmando a suspeita inicial ou percebendo uma variação da normalidade que é própria do paciente. Para sintetizar e facilitar exame dos nervos cranianos, listamos abaixo sugestões de como examinar melhor cada um dos nervos, em disposição crânio-caudal (Campbell, 2014) Quadro 01 Exame dos nervos cranianos Nervo Funções principais Teste https://pmmb.unasus.unb.br/mod/ppuunasus/view.php?id=1622&layout=showoutsidenewtalb 1/430/11/25, 4:08 p.m. E04M16U02PPU1 Testar o reconhecimento de cheiros com I Olfatório Olfato paciente de olhos fechados. Acuidade visual, exame Óptico Visão de fundo de olho e campimetria Movimento dos olhos e Movimentação Controle parassimpático III Oculomotor extrínseca do pálpebras olho e a do tamanho da pupila reatividade pupilar Movimentação extrínseca IV Troclear Movimento ocular do olho e a reatividade pupilar Movimento Reflexo V Trigêmeo Tato facial córneo-palpebral dos músculos mastigatórios Movimentação extrínseca VI Abducente Movimento ocularr do olho e a reatividade pupilar Movimento da expressão facial Gustação Franzir a testa, fechar os VII Facial dos 2/3 anteriores da língua olhos e sorrir VIII Acuidade auditiva Teste Audição e equilíbrio Vestíbulococlear de Romberg Movimento dos músculos da orofaringe Controle parassimpático das glândulas IX salivares Gustação 1/3 posterior da Elevação do palato mole Glossofaríngeo língua Detecção de alterações na PA na aorta Controle parassimpático visceral X Vago Nocicepção visceral Movimento dos Reflexo do vômito músculos da orofaringe Movimento dos múscuos da garganta e XI Acessório Elevar os ombros pescoço XII Hipoglosso Movimentação da língua Inspeção da língua Fonte: Campbell (2014) 2/430/11/25, 4:08 p.m. E04M16U02PPU1 Olfatório: podemos utilizar substâncias de odor característico, mas não-irritativas, como cravo, vinagre e álcool para testar o reconhecimento de cheiros com o paciente de olhos fechados. Na prática diária, o café pode ser um teste interessante, já que é bastante disponível. Óptico: acuidade visual, exame de fundo de olho e campimetria por confrontação avaliam este nervo. A acuidade visual pode ser grosseiramente testada através do teste de snellen. Para um melhor entendimento veja webaula aborda a avaliação da acuidade visual por meio do Teste de Snellen aplicado em crianças e adolescentes. Universidade Federal de Minas Gerais, 2018. Disponível em: clicando aqui. Para um melhor entendimento veja o vídeo sobre procedimentos e materiais necessários para a realização do exame de oftalmoscopia direta. Universidade Federal de Minas Gerais, 2015. Disponível em: clicando aqui. (https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/2039) Para um melhor entendimento veja vídeo explica o método para diagnosticar defeitos no campo visual, como Hemianopsias, Quadrantopsias e Escotomas significativos, além das indicações e técnicas de confrontação. Universidade Federal de Minas Gerais, 2015. Disponível em: clicando aqui. https://pmmb.unasus.unb.br/mod/ppuunasus/view.php?id=1622&layout=showoutsidenewtalb 3/430/11/25, 4:08 p.m. E04M16U02PPU1 Oculomotor, troclear e abducente: devemos examinar a movimentação extrínseca do olho e a reatividade pupilar. Lesões no nervos cranianos III, IV e VI costumam se ma- nifestar pela queixa de diplopia ou visão dupla. Na maioria dos casos, exame das pupilas em repouso, a reatividade à luz e a movimentação da mirada para cima, baixo, direita e esquerda são suficientes para indicar anormalidades. Trigêmeo: além da sensibilidade geral da face, trigêmeo pode ser testado tocando a conjuntiva (nunca centro da córnea) com a ponta de um algodão. Assim, desencadeia-se reflexo córneo-palpebral, fazendo o paciente piscar. nervo trigêmeo é responsável pela via aferente (conduzir a sensibilidade) e o nervo facial responsável pela eferência (fechar a pálpebra) desse reflexo. Facial: em repouso, observar desvios e a simetria de sulcos da face. Sempre pedir para o paciente franzir a testa, fechar os olhos e sorrir. Lesões centrais geralmente vão acometeros músculos faciais inferiores. franzir da testa e fechamento dos olhos costumamser poupados nas lesões centrais porque esses músculos recebem eferência dosdois hemisférios cerebrais. O acometimento do nervo facial também pode cursar comolho seco pela falta de lacrimejamento, seja perda auditiva de condução e seja perda doreflexo estapédico (que se manifesta como desconforto auditivo para sons mais altos). Vestíbulo-coclear: uma forma simples de testar a função deste nervo é produzir sons discretos em cada lado da cabeça, com doente de olhos fechados, e questionar diferenças. Ao exame "desarmado", o arrastar de dedos próximo ao ouvido ou atritar de cabelos produz som suficiente, que pode ser facilmente repetido do outro lado. Um diapasão vibrando, por sua vez, pode enriquecer exame ao diferenciar as hipoacusias por condução ou sensibilidade. Glossofaríngeo, vago e hipoglosso: à inspeção da orofaringe, podemos identificar fraqueza muscular na elevação do palato mole ao pedir para paciente dizer "ah" e ausência ou debilidade no reflexo do vômito ao estimular à porção posterior da língua do paciente, assim já avaliamos a função dos nervos glossofaríngeo e vago respectivamente. Pedindo para paciente protrair a língua, observando a presença ou a ausência de desvios, vamos avaliar a função do nervo hipoglosso. Acessório: devemos observar atrofias musculares nos esternocleidomastóideos e nos trapézios, além de pedir para paciente elevar os ombros. A fraqueza no movimento pode indicar disfunção desse nervo. https://pmmb.unasus.unb.br/mod/ppuunasus/view.php?id=1622&layout=showoutsidenewtab 4/4