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Principais infecções bacterianas da Pele
Profª Dra. Eliane Franchi
Introdução
▪ As infecções cutâneas primárias são 
originadas principalmente por 
bactérias piogênicas dos gêneros 
Staphylococcus e Streptococcus.
▪ Geralmente acomete 7% da
população.
A frequência das 
infecções está 
relacionada à
Predisposição 
genética
Ambiente 
quente e 
úmido
Baixa 
resistência 
imunológica
Falta de 
higiene
Grau de 
patogenicidade
Cocos Gram Positivos causadores de Patologias cutâneas
Familia: Micrococaceae
Staphylococcus aureus
S. epidermidis
Familia: Streptococaceae
Streptococcus pyogenes
Staphylococcus
Cocos arranjados em forma de cachos – catalase positivos
 S. aureus
 S. epidermidis - superfície cutânea e mucosa 
 S. saprophyticus - superfície cutânea e região peri-uretral, 
segunda causa de infecção do trato urinário.
São encontrados comumente no ambiente, sobre a superfície de objetos inanimados (fomites), e
algumas espécies são membros da microbiota normal de indivíduos saudáveis e as vezes são
tornam-se patogênicos ao homem.
Contato: após ao nascimento colonizam a pele e a mucosa,
através do contato com o ambiente ou com indivíduos
portadores
Entrada: Penetram no organismo quando há descontinuidade do 
tecido.
Três espécies possuem importância médica:
Biofilme
Staphylococcus aureus
Multiplicação: A colonização do tecido ocorre por divisão binária. 
Garantem estabilização da infecção e a sobrevivência dos Staphylococcus no tecido e a sua
disseminação para outros locais no organismo.
Fatores de virulência 
Manifestações clínicas
 Superficiais
Foliculite
Furúnculo/Carbúnculo/Furunculose
Hidranite
Hordelo
Impetigo
 Tóxicas 
Síndrome da pele escaldada
Síndrome do choque tóxico
Enterotóxica
 Profundas - Bacteremia
Endocardite
Pneumonia e Empiema
Osteomielite
Artrite
Meningite
 Choque séptico
Foliculite
Superficiais: Foliculite
Superficiais: Furúnculo (glândula sebácea)
Superficiais: Carbúnculo e Furunculose
Superficiais: Hidradenite (glândula suporídara)
Superficiais: Hordéolo
Hordéolo ou Terçol
Superficiais: Impetigo Bolhoso
Impetigo bolhoso
Staphylococcus aureus secreta toxina esfoliatina que degrada a desmogleina, proteína de adesão 
dos epidermócitos. 
Tóxica - Síndrome da Pele escaldada
Esfoliatina dispersa na corrente sanguínea é distribuída para toda a superfície cutânea, 
causando descolamento de extensas áreas da epiderme. 
Tóxica - Síndrome do choque tóxico
Causada pela toxina TSST-1, desenvolvimento de
septicemia são observados sintomas como febre alta,
vômitos, diarréia, mialgia, erupções na pele, insuficiência
cardíaca e renal, hipovôlemia e choque.
Diagnóstico
 Clínico
 Laboratorial
 Cultura Bacteriana: coloração, isolamento e identificação bioquímica.
Coloração de Gram
S. saprophyticusS. epidermidis
Colônias áureas e presença 
de hemolísinas Coagulase positivaCatalase positiva
• Identificação Bioquímica
Kit de teste para análise de 
identificação
Teste da novobiocina: S. epidermidis sensível e S. saprophyticus resistente.
Diagnóstico
Streptococcus
Cocos arranjados em cadeia – catalase negativos
Habitam diferentes tipos de ambiente, alguns fazem parte da microbiota normal, principalmente das
vias aéreas superiores e do TGI. Alguns são patógenos primários outros são classificados como
oportunistas.
Classificação
• Beta – hemolíticos: fazem hemólise total (S. pyogenes; S. agalactiae)
• Alfa – hemolíticos: fazem hemólise parcial (S. pneumoniae)
• Gama – hemolíticos: não fazem hemólise (S. faecalis; S. viridans)
S. Viridans - cárie
S. Agalactiae - Febre pós-puerperal
Meningite em neonatos
Classificação de Lancefied
• Em 1933, Rebecca Lancefield, utilizou diferenças
antigênicas.
• Os antígenos (polissacarídeo e carboidrato) estão
localizados na parede celular (grupos: A, B, C, E, F, G
– importância médica).
• Nos grupos D e N estes antígenos são ácidos
teicóicos, localizando-se entre a parede e a
membrana celular.
Beta
Padrão de hemólise 
(Brow - 1919)
Streptococcus pyogenes
Beta - hemolíticos
Contato: vive na pele e mucosa de indivíduos saudáveis e pode ser transmitido por contato
direto, aerossóis ou fômites contaminados.
Entrada: Penetram no organismo quando há descontinuidade do tecido.
Cápsula – Mimetismo antigênico (ác. Hialurônico)
inibe a fagocitose
Fatores de virulência 
Parede celular
Membrana citoplasmática
Exotoxinas
(Superantígenos)
Proteína M – adesão a fibronectina; inibe ação de 
anticorpos; promove o consumo de complemento 
(C3b)
Proteína F – adesão a faringe
Enzimas
Estreptoquinase
Hialuronidase
DNAse
Estreptolisinas S e O
C5a-peptidase
Manifestações clínicas
◼ Superficiais
◼ Profundas
◼ Tóxicas 
Superficiais: Piodermite ou Impetigo
Diagnóstico diferencial
Superficiais: Erisipela
Infecção da camada dérmica da pele. A doença apresenta-se como pápula avermelhadas com
bordas elevadas, que pode progredir para a destruição total do tecido, com necrose local e
disseminação via hematogênica.
Manifestações clínicas progressivas da infecção causada 
por S. pyogenes
Superficiais e subcutâneas
Celulite
MiositeFascite necrozante
Escarlatina
Toxina eritrogênica 
rash cutâneo
Escarlatina
Clínico
Laboratorial
◼ Bacteriológico: coloração, isolamento e identificação enzimática e bioquímica.
◼ Sorológico: pesquisa de anticorpos contra a estreptolisa O (ASLO)
Amostra biológica
Pus
Impetigo
Faringite
Fasciite necrozante
Saliva ou secreção oronasal Faringite
LCR meningite
Sangue Bacteremia
Escarro Pneumonia
Diagnóstico
Infecções Fúngicas de Pele
Introdução micologia
• Micologia ou micetologia é a ciência que estuda os fungos.
• Sinonímia: cogumelos, micetos, mofo, bolor, sphongos.
• Classificação: Reino Fungi (1969)
• São eucariontes;
• Nutrição: Heterotróficos por absorção (digestão externa);
• Saprófitas (sapros=podre, phagein=comer);
• Importância:
• Industria alimentícia:
• fabricação de queijos: Penicillium roqueforti (queijo roquefort) e o Penicillium
camembertii (queijo camembert.)
• Fabricação de fermento, cerveja,: levedura Saccharomyces cerevisae
• Produção de vinho: Saccharomyces ellipsoideus
• Gastronomia: Agaricus campestris (champignon)
• Medicamentos: antibiótico Penicilina, descoberta por Alexander Fleming do fungo do
gênero Penicillium (1929)
• Médica: fungos causadores de micoses, doenças respiratórias, infecções oportunistas
e alergias.
▪ A parede da célula fúngica é composta
basicamente por:
▪ Quitina (principal componente)- polissacarídeo
composto por longas cadeias de N-acetilglicosamina.
▪ β-glicano - polímero de D-glicose - local de atuação
do fármaco antifúngico caspofungina.
▪ A membrana celular dos fungos contém
ergosterol (célula humana contém
colesterol):
▪ A ação seletiva dos ergosterois: anfotericina B, o fluconazol e o
cetoconazol.
▪ Armazenam glicogênio.
Características morfológicas
Leveduriformes
• As colônias leveduriformes são pastosas ou
cremosas, formadas por microrganismos unicelulares
que cumprem as funções vegetativas e reprodutivas.
Filamentosos (Bolores)
• As colônias filamentosas podem ser algodonosas,
aveludadas ou pulverulentas; são constituídas
fundamentalmente por elementos multicelulares em
forma de tubo — as hifas.
Os fungos podem se desenvolver formando colônias de dois tipos:
Estrutura dos fungos
http://www.dermatologia.net/neo/base/doencas/tineacruris.htm
Ao conjunto de hifas, dá-se o nome de micélio. O micélio que se desenvolve no interior
do substrato, funcionando também como elemento de sustentação e de absorção de nutrientes, é
chamado de micélio vegetativo.
Micélio vegetativo
• Deuteromicetos (não mais aceita):
• São conhecidos como Fungos Anamorfos
ou Imperfeitos;
• Engloba fungos de hifas septadas;
• Se multiplicam apenas por conídios;
• Entre os Deuteromycota se encontra a
maior parte dos fungos de importância
médica.
Classificação dos fungos
Micoses
▪ Superficiais
▪ Cutâneas▪ Subcutâneas 
▪ Sistêmicas
Micoses Superficiais
▪ Os fungos que induzem alterações apenas na camada mais
superficial do extrato córneo,
▪ Normalmente não causam resposta inflamatória no hospedeiro.
▪ Agentes etiológicos: comensais lipofílicos da microbiota normal
da pele que resultam em infecções crônicas porém
assintomáticas.
▪ Sítios:
▪ camadas externas do extrato córneo
▪ superfícies circulares dos bulbos pilosos
Micoses:
▪ Pitiríase Versicolor
▪ Tinea Nigra
▪ Piedra Branca
▪ Piedra Preta
Pitiríase versicolor
(Tinea versicolor; Pano branco; Micose de Praia)
➢Agente Etiológico: Malassezia sp, que faz parte da microbiota normal da pele.
➢ Fatores desencadeantes: locais como sudorese excessiva, pele muito seborréica ou predisposição
genética.
➢ Locais das lesões: pescoço, tronco superior e face.
➢Características das lesões: arredondadas, escamosas, podendo ser mais claras que a pele normal (mais
comum) ou até avermelhadas ou acastanhadas.
➢Patogênese: O fungo possui ácido azelaico que apresenta atividade anti-tirosinase, alterando a
melanogênese.
Dermatite Seborréica
• Causa da dermatite seborréica é desconhecida,
• A oleosidade excessiva e um fungo (Malassezia furfur) presente na pele afetada estão
envolvidos no processo.
• Hormônios androgênicos - maior atividade das glândulas sebáceas - puberdade.
• Nos recém nascidos - androgênio materno.
• A dermatite seborréica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora.
• A doença costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional.
• Couro cabeludo: as infecções são caracterizadas por intensa produção de oleosidade (seborréia),
descamação (caspa) e prurido (coceira).
• Pele: quando atingem a pele, as lesões da dermatite seborréica são avermelhadas e com
descamação gordurosa. As áreas mais atingidas são a face (principalmente o contorno nasal,
supercílios e fronte), pavilhões auriculares e região retroauricular e o centro da região torácica
anterior e posterior.
Manifestações clínicas
Diagnóstico Laboratorial
Exame direto
• Leveduras gemulantes e hifas pequenas, septadas, curvas e raramente ramificadas. 
• As leveduras encontram-se dispostas em cachos.
Cultura micológica
O fungo cresce a 35-37°C, apresenta colônias
lisas,bordas irregulares e com coloração variando de
branco a creme escuro.
Tinea Nigra
Causada por um fungo sapróbio halofílico, Hortae werneckii. Doença geralmente assintomática, caracterizada pela formação de máculas
marrons ou negras com bordas bem definidas. As lesões são comumente encontradas nas palmas das mãos e planta dos pés, raro em
outras áreas do corpo. A hiperqueratose pode ser observada em alguns casos.
Patogenia: o homem se infecta pelo contato direto com os esporos do fungo
presentes em locais com alta concentração de sal.
Clínico: observação de máculas escuras na pele
Laboratorial: exame direto e cultura micológica
Hifas altamente septadas, ramificadas, sinuosas e
escuras
Cultura polimórfica, mistura de crescimento
leveduriforme e filamentoso de cor escura.
Diagnóstico
Piedras
Piedras são micoses não contagiosa que se manifestam sob a forma de nódulos mucilaginoso ou duro, de
consistência pétrea, nos pêlos e cabelos, de coloração escura ou negra e branca ou amarelado.
Piedra Branca: Trichosporon sp
É doença assintomática e benigna comumente
encontrado produzindo infecção nos pêlos
pubianos e perianais, das axilas, da barba e
bigode. Os nódulos são facilmente destacados ao
toque
Piedra Preta: Piedraia hortae
Infecta frequentemente os pêlos do couro cabeludo.
São observados nódulos endurecidos e de coloração
escura que varia do castanho ao negro. Os nódulos são
firmemente aderidos ao cabelos sendo resistentes ao
toque (não são facilmente removidos). A infecção não
acomete a região que lhe está próxima, é uma doença
benigna crônica de baixo contágio.
Clínico: observação de nódulos nos pêlos e cabelos 
Laboratorial: exame direto e cultura micológica
Piedra Branca - Trichosporon sp Piedra Preta - Piedraia hortae
Diagnóstico
http://www.dermatologia.net/neo/base/doencas/tineacruris.htm
•
- Manter sempre a pele seca, principalmente nas áreas das virilhas, axilas, pés.
- Enxugar bem após o banho.
- Não usar calçados sem meia.
- Usar meias de algodão.
- Usar calçados arejados.
- Cuidado em ambientes coletivos: clubes, vestiários. Não ficar descalço.
- Não compartilhar toalhas, roupas íntimas de outros indivíduos.
- Seguir rigorosamente o tratamento até o seu final, pois a chance de recaída é muito maior se o tratamento for 
interrompido antes do período orientado. 
Os principais cuidados para não adquirir uma micose são:
Micoses Cutâneas
Dermatofitoses
Dermatofitoses
▪ As micoses cutâneas da pele, também chamadas de "tineas”;
▪ Atingem a pele, as unhas e os cabelos;
▪ Apresentam distribuição universal, porém são mais encontrados em países tropicais 
e subtropicais
▪ São infecções causadas por um grupo de fungos que pertencem aos gêneros:
▪ Epidermophyton (pele e unhas),
▪ Microsporum (pele e cabelos)
▪ Trichophyton (pele, cabelo e unhas)
.Forma lesões arredondadas, que coçam e se iniciam
por ponto avermelhado que se abre em anel de
bordas avermelhadas e descamativas com o centro
da lesão tendendo à cura. Na inserção da pele sadia
com a doente pode ser observado lesões vesiculares.
Tinea corporis (herpes circinada) Tinea cruris
Lesões localizadas frequentemente nas regiões
inguinais, ocasionalmente também pode ser
observado nas regiões axilares, intermamária e
interglúteas.
Inicia-se com uma com mais manchas
avermelhadas que tendem a confluir para formar
uma placa única.
Forma áreas avermelhadas e descamativas com
bordas bem limitadas,que se expandem para as
coxas e nádegas, acompanhadas de muita
coceira.
As lesões possuem aspecto de placas eritematosa
que localizam-se preferencialmente na região plantar
ou borda lateral dos pés, causa descamação e
coceira. As lesões interdigitais caracterizam-se pela
intensa maceração, que evoluem para o aparecimento
de fissuras, essa lesão também é chamada de pé de
atleta.
Tinea pedis e manum
Lesões interdigitoplantares e palmares
Tinea corporis Imbricata ou Tokelau
A doença é caracterizada pelo aparecimento de uma
ou várias lesões, com discreto relevo e aparecimento
excêntrico, que evoluem aparecendo círculos
escamosos, concêntricos e de diâmetro variável.
Esses círculos são formados por escamas branco
acinzentadas ou amareladas, secas, com relevo de
ondas.Prurido presente, de intensidade variável. A
doença quando não tratada tende a evoluir
indefinidamente.
Tinea capitis Tonsurante
Uma ou mais lesões aparecem no couro
cabeludo e formam placas de alopecia
(ausência de cabelo aparente), com bordas
definidas, o agente etiológico geralmente
associado é o Microsporum, quando as lesões
são múltiplas sem bordas definidas o agente
incriminado geralmente é o Trichophyton
tonsurante.
Tinea capitis Favosa Tinea Capitis Supurativa 
Secreção de um líquido seroso que
se mistura com o material córneo
descamativo e forma uma crosta
amarelada centrada por um pêlo
causada por T. schoenleinii
A evolução da doença causa intensa
foliculite que leva a um processo
cicatricial no folículo piloso que pode
gerar uma alopecia definitiva.
Aparecimento de uma placa escamosa,
com inflamação intensa, edema, rubor e
secreção purulenta no couro cabeludo,
com perda insidiosa de cabelos.
As gotas de pus saem espontaneamente
ou quando pressionado o orifício piloso.
A lesão é pouco dolorosa, geralmente
não observa adenopatia nem provoca
febre. Ag. etiológico T. mentagrophytes.
Onicomicose subungueal
Onicomicose Qualquer patologia das unhas causadas por fungos
A infecção da borda livre da unha causa um
deslocamento da lâmina superficial, que
evolui nesta região, tornando-se opaca,
esbranquiçada e espessa. O desenvolvimento
da leão rumo a porção proximal pode
comprometer o leito ungueal e a unhavir a
cair.
Onicodistrofia
Evolução da lesão ungueal,
caracterizada pela fragilização e
queda de todas as lâminas
ungueais, persistindo apenas
alguns restos de queratina
aderida ao leito ungueal.
Paroníquia
Quando a micose atinge a pele ao redor
da unha, causa a paroníquia
("unheiro"). O contorno ungueal fica
inflamado, dolorido, inchado e
avermelhado e, por consequência, altera
a formação da unha, que cresce
ondulada. ou deformação da unha.
Diagnóstico
Laboratorial: Exame direto
Cultura micológica
Clínico: observação do aspecto das lesões
Micoses Subcutâneas
Esporotricose
Cromomicose
Micetoma
Esporotricose
Lesão nodular, sem adenopatia. As lesões
podem formar pápulas que pusatulizam e
ulceram ou planas achatadas ou eritemato-
escamosas. Essa forma de esporotricose faz
parte de um conjunto de doenças classificadas
como síndromes verrucosas, cujo diagnóstico
só é realizado por exames laboratoriais para
distinguir a causa da doença.
Forma Cutâneo Localizada Forma Cutâneo-linfática
A lesão inicial ocorre no local do
traumatismo que permitiu a entrada do
fungo, formando um nódulo chamado
cancro de inoculação. Com a evolução da
doença a lesão pode ulcerar e haver
disseminação linfática formando nódulos
indolores ao longo dos vasos linfáticos
que podem amolecer ou ulcerar-se,
estendendo para bem distante da lesão
primária ou permanecer próximo a ela.
Forma Cutânea Disseminada
Essa forma está sempre associada a
algum tipo de imunodepressão ou
doenças associadas. Após a
inoculação através da pele, ocorre a
disseminação por via hematogênica,
com lesões inicialmente subcutaneas,
amolecidas, que com o passar do
tempo ulceram. As lesões de modo
geral são assintomáticas, nas de longa
duração pode ocorrer fraqueza,
caquexia e disfunção local.
Esporotricose: Forma Extracutânea
▪ As formas extracutâneas são raras;
▪Estão sempre associadas a algum tipo de imunodepressão;
▪ A doença pode envolver qualquer tecido ou órgão, resultante da
disseminação hematogênica;
▪ Depois da pele o tecido frequentemente atingido é o ósseo;
▪As lesões podem assumir formas variáveis, como pequenos
granulomas ou lesões gomosas com intensa destruição do tecido.
Esporotricose - Diagnóstico
Laboratorial: Exame direto – técnica ineficiente, é raro encontrar estruturas fúngicas
Cultura micológica – a partir de biópsias do tecido infectado.
Histopatológico
Sorologia – pesquisa de anticorpos.
Clínico: A observação do aspecto das lesões nem sempre é capaz de identificar a 
doença.
Cromomicose
Patogenia e manifestação clínica
Os fungos são introduzidos na pele por traumatismo, quase
sempre nos membros inferiores. O período de incubação pode
ser de meses ou anos. A lesão primária apresenta aspecto
verrucosa ou como placas planas, estendendo-se ao longo dos
vasos linfáticos que drenam a área. Com a evolução da doença
os nódulos tornam-se semelhantes a uma couve-flor de
coloração negra.
 Infecção micótica crônica, de evolução lenta, que acomete
a pele e o tecido celular subcutâneo, não contagiosa.
 A maioria das lesões são causadas por 5 tipos diferentes
de fungos da família Dematiaceae (fungos que possuem
pigmentos escuros nas paredes das hifas),
 São sapróbios que vivem no solo ou vegetais
 Em raras ocasiões, pode ocorrer elefantíase em
consequência de infecção secundária, obstrução e fibrose
dos canais linfáticos.
 Ag etiológico: Fonsecae pedrosoi, Cladosporium carionii,
Phialophora verrucosa e Rhinocladiella aquaspersa
Diagnóstico
Laboratorial: Exame direto – raspado da lesão, observa-se corpos fumagóides
Cultura micológica – a partir de biópsias do tecido infectado.
Histopatológico
Clínico: A observação do aspecto das lesões nem sempre é capaz de identificar a doença
Micetoma eumicóticos ou eumicetomas
Os micetomas são infecções crônicas, da pele e tecido subcutâneo, que se iniciam com lesões nodulares
que progridem e fistulizam para drenar uma secreção sanguinolenta ou seropurulenta, contendo grão
parasitários (microcôlonias do agente infecioso), com a evolução pode acometar os músculos e ossos.
Vários fungos hialinos e demáceos geofílicos são capazes de formar micetomas, após serem introduzidos na pele e colonizarem o tecido 
subcutâneo. As lesões são localizadas, simples ou multiplas, com tumefação deformante, duras a palpação e pouco doloridas.
Diagnóstico
Laboratorial: Exame direto
Cultura micológica 
Clínico: observação do aspecto das lesões
Micoses Profundas ou Sistêmicas 
◼ Paracoccidioidomicose
◼ Histoplasmose
◼ Criptococose
Paracoccidioidomicose
Doença pulmonar causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis
Epidemiologia
A paracoccidioidomicose está restrita geograficamente a América Central e Sul, sendo o Brasil, a Venezuela
e a Colômbia os países que apresentam maior incidência no número de casos registrados.
Os registros de doença significativa ocorrem na proporção de 9 homens para cada mulher (9:1). Acredita-
se que o hormônio feminino β-estradiol impeça a transformação do fungo filamentoso para a forma
leveduriforme.
Fungo dimórfico
Mata úmida
Chuvas abundantes
Temperatura moderada
Solo ou sobre vegetais
Inalação de conídios
infecciosos dispersos no meio
ambiente ou fragmentos de
hifas
Ecologia e transmissão
Manifestações clínicas
Paracoccidioidomicose Pulmonar 
A doença pulmonar primária geralmente é assintomática, mas pode evoluir para doença
pulmonar progressiva ou para doença disseminada.
• Tosse seca
• Expectoração
• Hemoptise
• Dispnéia progressiva
• Dor esternal
• Febre
• Astenia
Apresentam múltiplas lesões na pele, localizadas preferencialmente na
face, couro cabeludo, tórax e membros superiores. As lesões iniciam-
se por pápulas e nódulos que pustulizam e formam lesões ulcero-
crostosa de tamanho e forma variável.
Forma Tegumentar Forma Mucosa
As lesões na mucosa formam ulceras rasas
de contornos irregulares, no centro observa-
se pontos avermelhados – estomatite
moriforme.
Paracoccidioidomicose
Forma muco-cutâneo
Lesões ulcero-vegetantes
Forma Linfática
O comprometimento dos gânglios linfáticos pode ser observados pela
adenomegalia satélite das lesões bucofaringeas e laríngeas ou
generalizadas abrangendo cadeias de linfonodos internos ou externos.
Os linfonodos aumentam no número e em tamanho e podem
coalescer.
Paracoccidioidomicose
Forma Visceral
Os microrganismos podem via hematogênica colonizar outros órgãos e provocar falência múltipla que
desencadeia a morte do paciente. Os principais órgão afetados são:
▪ Supra-renal
• Tubo digestivo
• Fígado e vias biliares
• SNC
• Ossos e articulações Diagnóstico
Clínico 
Laboratorial
Pus e escarro
Exame Direto
Tinta da china
KOH 40%
Paracoccidioidomicose
Histopatológico Cultivo
Fase leveduriforme (37°C) Fase Filamentosa (25°C)
Testes Imunológicos
ELISA
Histoplasmose
Epidemiologia
Doença pulmonar causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum
Micose sistêmica cosmopolita. Várias epidemias foram documentadas após a exploração de cavernas. As cavernas e as grutas oferecem
condições ideais para a sobrevivência dessa espécie de fungo.
Histoplasmose clássica: Histoplasma capsulatum var. capsulatum
Histoplasmose africana: Histoplasma capsulatum var. duboisii
Ecologia e transmissão
Cavernas 
Grutas
Galinheiros
Ocos de árvores
Construção abandonada
Fezes de morcegos e aves
Inalação de micro e macroconídios do fungo 
na fase filamentosa
Macrófagos alveolares
Regressão/Cura
Regressão/Latência
Progressão/Disseminação
Doença
Manifestações clínicas
Histoplasmose Pulmonar
Dor torácica
Tosse
Febre
Prostração
Astenia
Insuficiência respiratória
Cefaléia
Perda de Peso
Doença geralmente assintomática, a forma aguda é observada quando o indivíduo inala uma quantidade
grande de conídios ou e indivíduos predisponentes (crianças, idosos ou imunossuprimidos).
Doença Crônica: infiltrado bilateral difuso com destruição progressiva do
parênquima pulmonar– Fibrose pulmonar
Forma muco-cutâneo
A histoplasmose acomete geralmente a
pele, orofaringe e regiões periorificiais.
Forma disseminada
Acomete principalmente o fígado, 
medula óssea, baço e o trato 
gastrintestinal. 
Perda de peso progressivo 
Hepatoesplenomegalia 
Histoplasmose
Diagnóstico
Clínico
Laboratorial
Amostra: Escarro, biópsia, Líquor, urina e sangue
Exame Direto
Biópsia - Histopatológico
Giemsa
Cultura
Forma filamentosa (25°C)
Testes imunológicos
Sorologia – pesquisa de anticorpos ou antígenos 
Teste cutâneo - Histoplasmina
Cryptococcus neoformans possui 5 sorotipos (A; B; C; D e AD). Os sorotipos A(grubii), D e AD, pertencem a 
variedade neoformans, os sorotipos B e C a variedade gatti.
Classificação
A cápsula do C. neoformans é composta de mucopolissacarídeo (1mm), extremamente importante na patogênese
porque inibe a fagocitose e a destruição da levedura por macrófagos alveolares. Assim, permite a sobrevivência e
a multiplicação do fungo e consequentemente o estabelecimento da infecção.
neoformans
gatti
Criptococose
Infecção subaguda ou crônica causado pelo Cryptococcus neoformans.
Esse fungo apresenta-se sob a forma de levedura capsulada em temperaturas que variam de 23°- 37°C.
Ecologia e transmissão
Variedade neoformans Variedade gatti
Criptococose
O fator primordial para a infecção é a baixa imunidade, Assim, pacientes HIV +, leucemia, linfomas, transplantados, usuários de
corticosteróide são mais propensos a infecção, entretanto indivíduos saudáveis podem desenvolver meningoencefalite.
Manifestações clínicas - Criptococose 
Pneumonia: Tosse, Febre, Dispnéia , Astenia, 
Insuficiência respiratória
Doença Pulmonar
Frequentemente assintomática, embora seja
detectada num raio x de tórax de rotina.
Encefalite - Neurocriptococose
A meningite criptocócica é a principal manifestação clínica da
criptococose, devido ao elevado tropismo do fungo pelo SNC.
Causada pela disseminação hematogênica da levedura do pulmão
para as meninges.
Forma Cutânea
Lesões disseminadas pelo corpo, que variam no tamanho, forma e número. 
Manifestações clínicas - Criptococose 
Tinta da china – Líquor
Clínico 
Laboratorial
Amostra : 
Escarro, biópsia, Líquor, 
urina e sangue
Diagnóstico
Exame Direto
Biópsia
Histopatológico Cultura
Candidiase - Micose Oportunista
• As leveduras do gênero Candida apresentam distribuição
mundial.
• A maioria das espécies são sapróbias ou parasitas de
superfícies cutâneas, entretanto algumas são comensais do
tubo digestivo.
• A Cândida causa infecções localizadas ou disseminadas em
vários indivíduos debilitados ou com a imunidade baixa.
• O gênero Cândida produz enzimas como proteinases e lipases
que contribuem para a invasão do tecido.
• As infecções são provocadas por modificações nas defesas
do hospedeiro que alteram a homeostasia.
• As infecções de pele e mucosa são devido principalmente a
mudanças na hidratação, pH, concentrações de nutrientes,
alteração da microbiota ou imunossupressão
Manifestações clínicas
Candidíase cutâneo-mucosa
Regiões que apresentam exudação excessiva e
maceração, assim como nas pessoas obesas,diabéticas e
alcoólatras. Os locais frequentemente colonizados são a
região inframamária, axilares, inguinocrurais e nas pregas
suprapúbicas. As lesões caracterizam por eritrema, úmida
com bordas mal-definidas e escamosas.
Onicomicose
Lesões acometem o leito ungueal e a região periungueal. É
observado mudança na coloração da unha e modificações nas
laminas, na região periungueal há intensa resposta inflamatória e
formação de pus. O quadro é extremamente doloroso.
Candidíase oral e Queilite angular
As lesões na candidíase oral iniciam-se com pequenos pontos brancos na mucosa e que
rapidamente se tornam confluentes, formando um placa pseudomembranosa
esbranquiçada firmemente aderida e com fundo eritrematoso
A queilite angular tem inicio por maceração no ângulo de junção do lábio superior com o
inferior. Apresenta uma fissura coberta por uma camada cremosa que tende a
dessecação, formando um crosta.
Vulvovaginites e Balanopostite
A Cândida é responsável por 20-25% dos corrimentos genitais de natureza infecciosa, causando irritação da mucosa e
desconforto. As condições predisponentes parecem estar associadas ao aumento de glicogênio nas células epiteliais da
vagina
Contaminação durante relação sexual, é observado eritrema
pruriginoso que pode evoluir e formar vesículas ou pústulas
com conteúdo branco cremoso
Laboratorial
Diagnóstico
Clínico
Exame Direto
Cultura
Referencias
▪ BROOKS, G. F. et al.. Microbiologia Médica de Jawetz, Melnick e Adelberg . 26. 
ed. Porto Alegre : AMGH, 2014.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580553352/cfi/1!/4/2@1
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▪ TORTORA, G.J., FUNKE, B.R., CASE, C.L. Microbiologia. 10. ed. Porto Alegre: 
ARTMED, 2012. 934p.
▪ MURRAY, P.R. Microbiologia Médica. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2010.
▪ Levinson, Warren. Microbiologia e imunologia médicas. 13. ed. – Porto Alegre : 
AMGH, 2016.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580553352/cfi/1!/4/2@100:0.00

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