entero bactéria
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entero bactéria


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no ovário das aves adultas e a infecção transmitida 
transovaricamente. Alguns ovos infectados podem não eclodir, outros produzem pintos 
infectados que se estressados tornam-se doentes, apresentando diarréia e septicemia. As 
fezes contem grande número de organismos que rapidamente servem como fonte de 
infecção para os outros na incubadora. O chão contaminado é uma importante fonte de 
infecção para outros pintos. Eles podem infectar-se via aérea pela inalação de organismos
Os pintos infectados amontoam-se perto da fonte de calor, não comem, aparentam 
sonolentos, podem apresentar diarréia, morrendo em poucas horas. Meningoencefalite pode 
ser vista em alguns pintos infectados. 
As lesões variam de acordo com o método de infecção. Pintos infectados por via 
respiratória geralmente apresentam áreas caseosas nos pulmões. Áreas caseosas 
semelhantes são observadas nas paredes da moela e músculo cardíaco. As perdas variam 
como os pintos são manejados. O estresse provocado pelo resfriamento, manipulação ou 
transporte pode aumentar, em muito, as perdas. Surtos em faisões tem sido descritos e 
relatados. A S. Gallinarum causa o tifo em perus e galinhas. Sua distribuição é quase 
inteiramente limitada àquelas aves e sua ocorrência é consideravelmente menor do que a S. 
Agona, S. Bareilly, S. Hadar, S. Oranienburg, S. Pullorum, S. Typhimurium, e outros 
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
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sorovares transmitidos pelo alimento em regiões onde a avicultura é intensa. Por ser uma 
infecção tradicionalmente de criações de fundo de quintal a sua incidência tem sido muito 
reduzida pelas mudanças nas práticas de manejo e pela erradicação da S. Pullorum que por 
causa dos antígenos em comum permite a reação cruzada com antígenos da S. Gallinarum
no teste em lâmina.
O organismo é mantido no ovário de aves portadoras e transmitido verticalmente 
para a gema. É também transmitida horizontalmente, através das fezes e ovos quebrados e 
pelo carrapato das aves Argas persicus. O tifo aviário afeta aves adultas. Os sinais clínicos 
são da doença septicêmica aguda, tais como: fraqueza, asas caídas, hiperexcitabilidade, 
paresia e diarréia. Anemia e leucocitose se instalam rapidamente.
 Em muitos casos, as aves são encontradas mortas antes que quaisquer sinais tenham 
sido observados. As lesões consistem em hemorragias no tecido subcutâneo e órgãos 
parenquimatosos, pequenas áreas de necrose múltiplas no fígado, coração e no baço 
aumentado.
A carcaça da ave morta por tifo aviário produz bactérias viáveis no fígado por até 11 
dias e na medula por mais de 25 dias, após a morte. Os organismos também têm sido 
obtidos de larvas de insetos que se alimentam da carcaça.
A S. Typhimurium é causa comum de salmonelose severa nas aves jovens, 
especialmente em regiões onde a pulorose foi controlada. A doença é denominada de 
paratifo e manifesta por enterite, diarréia e septicemia nos casos graves. Artrite em patos 
tem sido relatada. O agente pode localizar-se no ovário e transmitido para o ovo, embora 
muitas infecções são derivadas do alimento.
Nos pombos, as perdas causadas pela S. Typhimurium são muito grandes. A doença 
é observada em pombais que tanto morrem logo após o nascimento ou desenvolvem artrites 
que os impossibilitam de voar. O edema articular é causado pela infecção e pela formação 
de exsudato gelatinoso na cápsula articular. Os pombos adultos não evidenciam a doença, 
mas podem possuir a infecção no ovário. O agente pode ser encontrado na gema em 
desenvolvimento e transmitido verticalmente para o embrião em desenvolvimento
Sorovares exóticos que são transmitidos pelo alimento são freqüentemente isolados 
de frangos e de ovos, embora a contaminação por salmonelas tenha declinado muito. A 
contaminação de carne de frango e transmissão de salmonelas pelo alimento é de grande 
interesse público, pois muitos casos de infecção humana são derivados dessa origem no 
mundo todo.
O grupo da S. Arizonae contem 2 sorovares (18:Z4 , Z23 e 18:Z4, Z23-) que causa 
enterite ou septicemia in perus. Esses sorovares são freqüentemente designados Arizona 
7:1,2,6 e 7:1,7,8 respectivamente. Elas diferem das outras salmonelas, principalmente por 
ser fermentadora de lactose (lenta). A doença que elas causam é de importância econômica, 
sendo conhecida como arizonose e bem semelhante àquelas causadas por outras 
salmonelas. Por poder se localizar no ovário, ela pode ser verticalmente transmitida. A
forma crônica da doença é caracterizada por sinais nervosos e por formação de catarata.
IMUNIDADE
Há uma crença geral de que a imunidade celular é mais importante que a humoral na 
resistência da salmonelose sistêmica. Salmonelas são parasitos intracelulares facultativos 
que possuem uma sobrevivência aumentada dentro de fagócitos. Elas são resistentes à 
degradação pelas enzimas lisossomiais, podendo sobreviver e multiplicar-se no ambiente 
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ácido dos fagos-lisossomos. A imunidade celular dos macrófagos do hospedeiro para o 
patógeno não é sorovar específico.
Vacinas vivas são mais efetivas do que bacterinas na simulação da resposta imune 
celular. Vacinas vivas podem persistir nos tecido, após a resposta protetora celular ter 
acontecido.
Sorovares como a S. Dublin que prontamente estão aptas a estabelecer o estado de 
portador ao mesmo tempo estão associadas com altos níveis de imunidade protetora. 
Essa imunidade protetora pode ser comprometida se o animal está estressado ou 
imunossuprimido. 
Terneiros vacinados com cepa atenuada (S. Typhimurium) desenvolvem (DHT) 
hipersensibilidade retardada e grande inibição da migração de macrófagos. Ambos 
fenômenos estão correlacionados com a imunidade celular, estando associados a aumentada 
proteção contra o desafio experimental.
O LPS mostrou ser capaz de elicitar uma resposta de hipersensibilidade retardada 
semelhante aquela elicitada pela imunização com doses subletais de organismos vivos. 
Entretanto o antígeno deve ser incorporado em lipossomas para efeito de hipersensibilidade 
retardada ocorrer.
Estudos da principal proteína da membrana externa da S. Typhimurium mostrou que 
ela deve ser misturada com o LPS para induzir a síntese de anticorpos protetores.
Anticorpos humorais são direcionados contra o antígeno da cadeia O do LPS e 
contra a proteína da membrana externa. Anticorpos O são aglutinantes se eles são do 
isotipo IgM. Eles podem instigar bacteriólise pela fixação do complemento.
Anticorpos para a proteína de membrana embora não sorovar específico podem 
atuar como opsoninas (ação protetora).
Anticorpos para o core do glicolipidio (2 ceto-3 deoxioctonato-lipidio A) do LPS 
são efetivos na neutralização do efeito endotóxico do LPS da salmonela. Este efeito pode 
ser expresso em todas as infecções por bactérias Gram negativas no qual o mesmo core 
glicolipídio esteja envolvido.
A resposta imune local da mucosa entérica aos antígenos de salmonela tem sido 
observada, mas a natureza e o papel dessas respostas na proteção local da mucosa requer 
muito mais estudo. Anticorpos têm sido detectados nas secreções jejunais seguindo a 
administração oral de S. Typhimurium inativadas pelo calor. Bezerros vacinados eliminam 
poucas S. Typhimurium em comparação ao desafio com os animais-controle.
Uma grande variedade de vacinas contra a S. abortusovis tem sido descritas. 
Vacinas inativadas parecem dar proteção limitada, pois falham em estimular uma adequada 
resposta celular. Entretanto, a via intradérmica pode ser utilizada para estimular a resposta 
celular protetora com bacterina. Ao contrário, a bacterina da S. abortus-equi tem