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100_questoes_direito_empresarial_completas

Conjunto de 100 questões de Direito Empresarial com explicações completas. Aborda conceito de empresário (mnemônico CHICA), nome e registro empresarial, escrituração e balanço, tipos societários (SNC, SLU, LTDA), responsabilidade dos sócios, reorganizações, trespasse, preposto, ME/EPP e desconsideração.

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100 QUESTÕES DE DIREITO EMPRESARIAL - COM
EXPLICAÇÕES COMPLETAS
1. Conceito de empresário (art. 966 CC)
Empresário é quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens
ou serviços.
2. Requisitos para ser empresário — CHICA
A sigla CHICA ajuda a lembrar: Capacidade, Habitualidade, Intenção de lucro, Com organização, Atividade
econômica.
3. Nome empresarial: firma ou denominação
Firma usa o nome civil do empresário ou dos sócios; denominação utiliza uma expressão que remete ao objeto
social da empresa.
4. Atos de registro: matrícula, autenticação, arquivamento
Matrícula do empresário, autenticação dos livros e arquivamento de documentos societários na Junta Comercial são
etapas essenciais para dar publicidade e validade a atos empresariais.
5. Balanço patrimonial / escrituração
Demonstração contábil obrigatória que mostra a situação financeira e patrimonial da empresa; a escrituração
mercantil é exigida para controle e transparência.
6. Empresário regular e irregular
Empresário regular é o registrado na Junta Comercial; empresário irregular exerce a atividade sem registro, mas
continua sendo empresário e pode sofrer implicações legais e de publicidade.
7. Capacidade para exercer atividade empresária
Exige-se plena capacidade civil. Menores não emancipados não podem exercer a atividade empresarial por conta
própria; emancipados podem.
8. Empresário rural e registro facultativo
O empresário rural não é obrigado a registrar-se, mas pode fazê-lo; se optar pelo registro, equipara-se, sob certos
aspectos, ao empresário urbano.
9. Estabelecimento empresarial (conceito e elementos)
O estabelecimento é o conjunto de bens organizados para o exercício da empresa — inclui elemento corpóreo
(máquinas), incorpóreos (marca, clientela), instalações e pessoal.
10. Tipos societários iniciais (SNC, SLU, LTDA)
SNC (sociedade em nome coletivo) tem responsabilidade ilimitada dos sócios; SLU (sociedade limitada unipessoal)
é limitada a 1 sócio com responsabilidade limitada; LTDA é sociedade limitada com quotas e responsabilidade dos
sócios limitada ao capital (com ressalvas).
11. Atividade empresária — produção/circulação + organização
Para ser atividade empresária, além da produção ou circulação, precisa haver organização dos fatores de produção
(capital, trabalho, técnica) e habitualidade.
12. Profissional intelectual como empresário (exceção)
Regra: o profissional intelectual (médico, advogado, engenheiro) não é empresário. Exceção: quando organiza a
atividade sob forma empresarial (por exemplo, clínica ou escritório estruturado como empresa).
13. Registro do empresário individual (documentos / local)
O registro do empresário individual é realizado na Junta Comercial, com apresentação de documentos pessoais,
comprovante de endereço e indicação da atividade econômica.
14. Sociedade simples x sociedade empresária
A distinção se dá pela atividade: sociedade simples presta serviços de caráter intelectual ou científico; sociedade
empresária exerce atividade econômica organizada. Registro e regime jurídico variam conforme a qualificação.
15. Responsabilidade dos sócios na SNC
Na sociedade em nome coletivo, a responsabilidade dos sócios é solidária, ilimitada e subsidiária: cada sócio
responde por todas as obrigações da sociedade com seu patrimônio pessoal.
16. Transformação, incorporação, fusão e cisão
São operações de reorganização societária: transformação (muda o tipo jurídico), incorporação (uma absorve
outra), fusão (duas ou mais se unem em uma só) e cisão (separa-se patrimônio em novas sociedades). Requerem
registros específicos e publicidade.
17. Trespasse (venda do estabelecimento)
Trespasse é a venda do estabelecimento empresarial. Há necessidade de comunicação aos credores e observância
de formalidades para garantir direitos e responsabilidade sobre dívidas.
18. Preposto (gerente, viajante comercial etc.)
Preposto é quem atua em nome e por conta do empresário, sem poderes societários; o empresário responde pelos
atos praticados pelo preposto no exercício de suas funções.
19. ME e EPP — critérios e benefícios
Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP) têm critérios de faturamento (ex.: limites anuais — valores
variáveis por legislação) e recebem tratamento diferenciado em leis e regimes tributários simplificados como o
Simples Nacional.
20. Desconsideração da personalidade jurídica
A desconsideração permite atingir os bens dos sócios quando há abuso da personalidade jurídica (desvio de
finalidade ou confusão patrimonial), aplicada para evitar fraude e prejuízo a credores.
21. Pequeno empresário (insignificância empresarial)
Refere-se ao empresário com baixa escala e organização reduzida; pode receber regimes simplificados de
tributação e escrituração.
22. Empresário individual x SLU
Empresário individual (EI) responde com seus bens pessoais; SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) cria pessoa
jurídica com responsabilidade limitada ao patrimônio social.
23. Validade do contrato social (requisitos)
Contrato social exige sócios capazes, objeto lícito, forma escrita (em geral) e registro para produzir efeitos perante
terceiros.
24. Sociedade em comum (irregular)
Sociedade que não realizou registro competente; os sócios atuam perante terceiros sem a formalização e, em regra,
respondem ilimitadamente pelas obrigações.
25. Responsabilidade na LTDA
Na sociedade limitada, a regra é que os sócios respondem até o limite da integralização do capital social; exceções
surgem quando o capital não é integralizado ou há abuso.
26. Capital social: conceito e função
Capital social é o aporte dos sócios destinado a constituir o patrimônio da empresa e serve como garantia inicial
para os credores.
27. Ações x quotas: diferenças essenciais
Ações pertencem a S/A e são facilmente negociáveis; quotas pertencem a LTDA e a transferência costuma
depender de regras contratuais, havendo maior limitação.
28. Assembleias e reuniões: quóruns e formalidades
Assembleias e reuniões de sócios/acionistas servem para deliberações; quóruns variam conforme o tema (alteração
contratual, aprovação de contas) e são previstos no contrato/estatuto e na lei.
29. Administração da sociedade limitada
A administração da LTDA pode ser exercida por sócios ou por terceiros indicados; poderes e limitações devem
constar no contrato social.
30. Sociedade Anônima: características gerais
S/A tem capital dividido em ações, possibilidade de capital aberto, órgãos obrigatórios (assembleia, conselho/
diretoria em certos casos) e responsabilidade dos acionistas limitada ao preço das ações.
31. Tipos de ações: ordinárias, preferenciais e nominativas
Ações ordinárias (ON) conferem direito de voto; preferenciais (PN) dão preferência no recebimento de dividendos;
nominativas indicam o titular no registro da companhia.
32. Responsabilidade dos administradores
Administradores devem agir com diligência e lealdade; respondem por atos ilícitos, má gestão ou abuso de poderes,
podendo ser responsabilizados civil e penalmente.
33. Dissolução parcial e total da sociedade
Dissolução parcial ocorre com saída de sócio e continuidade da sociedade; dissolução total implica liquidação e
encerramento das atividades.
34. Recuperação judicial: requisitos para pleitear
Recuperação judicial é medida para reestruturação de empresas em crise; geralmente requer demonstração da
crise, projeto de recuperação e cumprimento de requisitos legais (ex.: exercício por determinado período).
35. Recuperação extrajudicial
Instrumento de renegociação de dívidas diretamente com credores, com posterior homologação judicial,
aplicando-se quóruns específicos e abrangendo créditos aderentes ao acordo.
36. (omitido - falência pedido was excluded per user)
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37. Ordem de classificação dos créditos (genérico sem falar em falência)
Em procedimentos coletivos e reestruturações, existem prioridades legais parasatisfação de créditos — por
exemplo créditos trabalhistas têm regime próprio em muitos sistemas e créditos garantidos têm preferência.
38. Competência do juízo universal (procedimentos coletivos)
Em processos que envolvem a massa patrimonial, há concentração de ações e execuções no juízo pertinente para
assegurar tratamento uniforme e evitar decisões conflitantes.
39. Contratos empresariais principais (representação, comissão, agência, franquia)
Contratos típicos do direito empresarial incluem representação comercial, comissão mercantil, agência, distribuição
e franquia, cada qual com características e riscos próprios.
40. Títulos de crédito: princípios fundamentais
Princípios dos títulos de crédito: cartularidade, literalidade, autonomia e abstração — norteiam circulação e
garantias dos títulos.
41. Contrato de sociedade: natureza contratual
O contrato social é um instrumento plurilateral que formaliza a associação de pessoas para o exercício da atividade
empresária, definindo direitos e obrigações.
42. Sociedade em conta de participação (SCP)
Forma sem personalidade jurídica, com sócio ostensivo (aparece perante terceiros) e sócio participante (investidor
oculto); usada para negócios específicos.
43. Responsabilidade do sócio participante na SCP
O sócio participante não responde perante terceiros; sua responsabilidade costuma limitar-se ao investimento
realizado, enquanto o sócio ostensivo responde perante terceiros.
44. Empresa, empresário e estabelecimento — distinção
Empresa é atividade econômica organizada; empresário é quem a exerce; estabelecimento é o conjunto de bens
utilizados na atividade.
45. Função social da empresa
Empresa deve cumprir função social, equilibrando interesses dos sócios com os de empregados, consumidores e a
coletividade, em conformidade com princípios constitucionais e legais.
46. Registro da sociedade empresária
A constituição da sociedade empresária só se completa após arquivamento do contrato social na Junta Comercial,
com efeitos de publicidade e oponibilidade.
47. Autonomia patrimonial da pessoa jurídica
A pessoa jurídica tem patrimônio próprio, distinto do dos sócios, salvo quando houver abuso (caso em que se aplica
a desconsideração da personalidade jurídica).
48. Sociedade limitada: natureza híbrida
A LTDA combina características contratuais e corporativas; é regida majoritariamente pelo Código Civil, mas adota
alguns institutos semelhantes às S/A.
49. Sociedade limitada por quotas
O capital social é dividido em quotas, que representam a participação e são registradas no contrato social.
50. Quotas: cessão e transferência
A cessão ou transferência de quotas geralmente depende do consentimento dos demais sócios e da formalização
em alter ação contratual, conforme previsto no contrato.
51. Integralização do capital
Integralização é o ato de efetivar o aporte prometido pelo sócio, que pode ser em dinheiro, bens ou serviços
(observadas restrições legais).
52. Capital social x patrimônio
Capital social é a soma dos aportes dos sócios; patrimônio é o conjunto de bens e direitos efetivamente
pertencentes à sociedade.
53. Sociedade anônima de capital aberto x fechado
Aberta: negocia ações no mercado de capitais; fechada: não possui negociação pública de ações; regras de
governança e divulgação variam.
54. Assembleia geral na S/A
Assembleia geral é o órgão máximo da S/A, com poderes para eleger administradores, aprovar contas e modificar o
estatuto.
55. Conselho de administração e diretoria (S/A)
O conselho de administração estabelece estratégias e políticas; a diretoria executa a gestão cotidiana, observando
limites estabelecidos pelo conselho e estatuto.
56. Lucros e dividendos
Os sócios/acionistas têm direito aos lucros na proporção de suas quotas ou ações, conforme previsto no contrato
social ou estatuto; dividendos são a forma de distribuição.
57. Acordo de sócios
Instrumento particular que organiza direitos políticos e econômicos entre sócios, disciplinando temas como
governança, venda de quotas e cláusulas de saída.
58. Direito de retirada
O sócio pode ter direito de retirada em hipóteses previstas em lei ou no contrato, como modificação do objeto social
ou descumprimento de obrigações.
59. Exclusão de sócio
A exclusão de sócio pode ser prevista contratualmente ou determinada judicialmente por justa causa, como violação
de deveres sociais.
60. Sociedade em comandita simples
Sociedade composta por sócios comanditados (responsabilidade ilimitada) e comanditários (responsabilidade
limitada ao capital investido).
61. Sociedade em comandita por ações
Semelhante à comandita simples, mas o capital é dividido em ações; envolve complexidade híbrida entre S/A e
comandita.
62. Capital autorizado na S/A
Previsão estatutária que permite aos administradores aumentar o capital até certo limite sem nova assembleia,
conforme poderes delegados.
63. Direito de preferência na compra de quotas
Garante aos sócios a prioridade na aquisição de quotas oferecidas por outro sócio, evitando a entrada de terceiros
indesejados.
64. Alteração contratual na LTDA
Alterações do contrato social requerem observância dos quóruns previstos no contrato ou na lei, e registro na Junta
Comercial.
65. Sociedade de fato
Situação em que há atuação societária sem formal constituição; a sociedade de fato é reconhecida pelos atos e
pelos efeitos, gerando responsabilidade entre os intervenientes.
66. Nome empresarial: proteção
O nome empresarial é protegido regionalmente (por Junta Comercial) e seu arquivamento amplia a proteção,
evitando uso por terceiros no mesmo estado/atividade.
67. Alteração de nome empresarial
Alterar o nome empresarial exige a devida alteração contratual ou ato societário e seu arquivamento, com
publicidade legal.
68. Título de crédito: conceito
Documento necessário para o exercício de um direito literal e autônomo, que representa uma obrigação de pagar
quantia ou realizar prestação.
69. Princípio da cartularidade
Determina que o exercício do direito representado pelo título depende da apresentação do documento
(cartularidade).
70. Princípio da literalidade
O título só confere o direito que nele estiver literal e expressamente consignado; não se presume além do que está
escrito.
71. Princípio da autonomia
Cada circulação do título gera obrigações autônomas entre os sucessivos portadores; a responsabilidade do
endossante é independente da do anterior.
72. Nota promissória
Título cambial que representa promessa direta e incondicional de pagamento por parte do emitente ao beneficiário.
73. Letra de câmbio
Ordem de pagamento em que o sacador ordena ao sacado que pague determinada quantia ao tomador ou à sua
ordem.
74. Cheque
Ordem de pagamento à vista emitida contra instituição bancária, com regras próprias de apresentação e prazo.
75. Endosso
Ato pelo qual se transfere o título a outra pessoa, podendo ser em branco ou em preto, com efeitos jurídicos sobre a
cadeia de responsabilidades.
76. Aval
Garantia pessoal prestada por terceiro (avalista) que se responsabiliza pelo pagamento do título, exercendo função
de fiador.
77. Protesto
Ato formal para comprovar a falta de pagamento ou aceitação do título, importante para medidas de cobrança e
prescrição.
78. Duplicata mercantil
Título típico vinculado à venda mercantil que representa crédito decorrente da operação de compra e venda com
prazo.
79. Duplicata de prestação de serviços
Semelhante à duplicata mercantil, mas destinada a créditos oriundos de prestação de serviços.
80. Contrato de representação comercial
Contrato pelo qual o representante promove negócios de terceiros, recebendo comissões, sem assumir risco do
negócio.
81. Contrato de corretagem
O corretor aproxima as partes e recebe comissão pela intermediação, não tendo vínculo de subordinação com o
contratante.
82. Contrato de agência
Agente econômico que promove negócios de forma continuada em nome de outrem, com prerrogativas e ônus
próprios.
83. Contrato de franquia
Franqueadoobtém licença para uso de marca, sistema e know-how do franqueador, observando a Lei de Franquias
e contrato específico.
84. Know-how
Conjunto de conhecimentos técnicos e operacionais transmitidos em contratos como de franquia, representando
valor intangível.
85. Joint venture
Associação temporária entre empresas para projeto comum; pode se dar sem constituição de nova pessoa jurídica.
86. Contrato de distribuição
Distribuidor compra produtos para revenda assumindo riscos de comercialização e estoque, diferenciando-se da
agência.
87. Contrato estimatório (consignação)
Operação em que o consignatário recebe mercadorias para vender, pagando apenas as vendidas, restituindo o
restante ao consignante.
88. Alienação fiduciária de bens
Garantia real em que a propriedade é transferida ao credor fiduciário até a quitação da dívida, conferindo segurança
ao crédito.
89. Registro de marcas no INPI
Procedimento de proteção do sinal distintivo no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, diferente do registro do
nome empresarial.
90. Patente
Proteção conferida a invenções e modelos de utilidade por prazo determinado, garantindo exclusividade de
exploração ao titular.
91. Desenho industrial
Proteção da forma ornamental de um objeto, que confere distintividade e pode ser registrada para exclusividade.
92. Software
Software é protegido por direitos autorais; embora não seja obrigatório, o registro pode facilitar provas de
titularidade.
93. Trade dress (conjunto-imagem)
Conjunto visual que identifica o estabelecimento ou produto (layout, embalagem) e pode ser protegido contra
imitação e concorrência desleal.
94. Concorrência desleal
Práticas empresariais que ferem a ética comercial, como imitação, confusão, divulgação de informações falsas e
desvio de clientela.
95. Segredo empresarial
Informações estratégicas e confidenciais protegidas contra divulgação e uso indevido, com tutela jurídica contra
espionagem e concorrência desleal.
96. Publicidade enganosa
Prática vedada que induz o consumidor em erro; sujeita a sanções administrativas, civis e até penais segundo o
Código de Defesa do Consumidor.
97. Responsabilidade pré-contratual
Dever de agir com boa-fé nas negociações preliminares; abuso nessa fase pode gerar obrigação de indenizar por
perdas e danos.
98. Compliance empresarial
Conjunto de políticas e mecanismos internos destinados a garantir conformidade legal, prevenção de riscos e
integridade nas operações.
99. Holding
Pessoa jurídica constituída para deter participações societárias em outras empresas, com finalidade de
planejamento patrimonial e societário.
100. Grupo econômico
Conjunto de empresas sob controle ou direção comum; o reconhecimento de grupo pode permitir a
responsabilização solidária em certas hipóteses.

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