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A cooperação técnica e financeira na América do Sul

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Institucional do 
MERCOSUL 
FONPLATA – Fundo Financeiro para o Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata 
IIRSA – Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana 
MERCOSUL – Mercado Comum do Sul 
OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico 
PEB – Política Externa Brasileira 
PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
UNASUL – União das Nações Sul-Americanas 
 
6 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 8 
1 A COOPERAÇÃO SUL-SUL PARA O DESENVOLVIMENTO EM ÂMBITO REGIONAL: 
CONCEITOS E TEORIAS ................................................................................................................ 11 
1.1 Conceitos de cooperação, desenvolvimento e cooperação para o desenvolvimento ...... 11 
1.2 Conceitos de Ajuda Oficial ao Desenvolvimento, Cooperação Internacional para o 
Desenvolvimento e Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento .............................................. 13 
1.3 Históricos da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e da Cooperação Sul-
Sul para o Desenvolvimento ........................................................................................................... 14 
1.3.1 Histórico da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento ................................. 15 
1.3.2 Histórico da Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento .......................................... 17 
1.4 Motivações para a cooperação para o desenvolvimento .................................................. 20 
1.5 O Brasil e sua relação com a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a 
Cooperação Sul-Sul para o Desenvolvimento ............................................................................... 22 
1.5.1 Complementaridade e instrumentalidade da cooperação Sul-Sul ................................. 22 
1.5.2 Agência Brasileira de Cooperação: histórico, composição e desafios atuais ................ 24 
1.5.3 Histórico da cooperação internacional brasileira .......................................................... 28 
1.6 Modalidades da cooperação internacional ........................................................................ 30 
1.7 A Cooperação Técnica e a Cooperação Financeira entre países em desenvolvimento . 34 
1.7.1 Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento ............................................... 34 
1.7.2 Cooperação Financeira entre Países em Desenvolvimento ........................................... 36 
2 A COOPERAÇÃO BRASILEIRA NA AMÉRICA DO SUL: A PRÁTICA ENTRE 1995 E 
2010 ....................................................................................................................................................... 38 
2.1 A Cooperação Internacional para o Desenvolvimento prestada pelo Brasil na América do Sul 
entre 1995 e 2010: dados acerca da cooperação técnica entre países em desenvolvimento e da 
cooperação financeira entre países em desenvolvimento .................................................................. 39 
2.1.1 A Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento brasileira na América do Sul entre 
1995 e 2010 ................................................................................................................................... 39 
7 
 
2.1.2 A Cooperação Financeira entre Países em Desenvolvimento brasileira na América do Sul 
entre 1995 e 2010 .......................................................................................................................... 47 
2.1.2.1 Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA)........ 48 
2.1.3 Os bancos e fundos financeiros formadores do Comitê de Coordenação Técnica da 
Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana ....................................... 57 
2.1.3.1 Fundo Financeiro para o Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata 
(FONPLATA) ............................................................................................................................ 57 
2.1.3.2 Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ....................................................... 58 
2.1.3.3 Corporação Andina de Fomento (CAF) ........................................................................ 59 
2.1.4 Bancos e fundos não pertencentes ao Comitê de Coordenação Técnica da Iniciativa para a 
Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana .................................................................. 60 
2.1.4.1 Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do MERCOSUL 
(FOCEM) .................................................................................................................................. 60 
2.1.4.2 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ........................... 62 
2.2 A Política Externa Brasileira do período e o processo de integração regional............................ 63 
2.3 Hegemonia consensual como ponte teórica entre a cooperação regional e a política externa 
brasileira/processo de integração ................................................................................................... 74 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................. 81 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 84 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
A diplomacia presidencial ativa do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva 
(2003-2010), trouxe consigo uma atenção especial aos temas da agenda de política exterior 
nacional. Um dos temas que se destacaram foi o da chamada cooperação Sul-Sul, na qual se 
recrudesciam os diálogos com outros países em desenvolvimento, numa diplomacia de caráter 
mais pragmático que do período anterior. Porém, a cooperação sul-sul é frequentemente 
utilizada de forma genérica e abrangente, incluindo-se diversas formas de relações entre 
Estados nacionais e especialistas no tema delimitaram melhor esse caráter amplo, para um 
melhor entendimento. Entra aí, então, a cooperação para o desenvolvimento. 
Tratar, entretanto, de forma isolada o fenômeno da cooperação para o 
desenvolvimento – seja em sua modalidade tradicional Norte-Sul, seja na relativamente 
recente Sul-Sul – pode ser problemático. O discurso em torno da cooperação para o 
desenvolvimento é, em sua essência, altruísta e moralmente louvável; contudo, a alocação de 
recursos materiais e humanos para o empreendimento de projetos, atividades e transferências 
de capital para bancos de fomento causam um desvio de recursos públicos para o exterior que 
seria impossível compreender sem o contexto das diretrizes de política exterior. Na região sul-
americana, em especial, o fenômeno da integração regional abarca, de certo modo, a 
cooperação para o desenvolvimento. 
Nesse sentido, o presente trabalho buscará responder à pergunta: “O fenômeno da 
cooperação para o desenvolvimento, em âmbito regional, reflete em que medida as diretrizes 
de política exterior e o processo de integração regional em curso no continente sul-
americano?”. A justificativa em torno da região sul-americana é por ela possuir especial 
atenção do Itamaraty a partir de meados dos anos 1980 e, também, em função dos processos 
de integração regional em que o Brasil se encontra como protagonista – Mercado Comum do 
Sul (MERCOSUL) e União das Nações Sul-Americanas (UNASUL). A justificativa em torno 
do escopo temporal reside no fato de ser uma fase macroeconômica e politicamente estável, 
gerando uma análise

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