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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Ordem dos Processos 
nos Tribunais – Parte I
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250430467322
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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DIreITO PrOcessual cIvIl 
Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Remessa Necessária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Jurisprudência Pertinente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Teoria Geral dos Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Requisitos de Admissibilidade Intrínsecos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Cabimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Interesse Recursal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Inexistência de Fato Impeditivo ou Extintivo do Direito de Recorrer . . . . . . . . . 17
Legitimidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Requisitos de Admissibilidade Extrínsecos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Tempestividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Regularidade Formal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Preparo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Recurso Adesivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Recursos em Espécie . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Apelação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Agravo de Instrumento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
 
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
Aline Oliveira
aPreseNTaÇÃOaPreseNTaÇÃO
Olá, futuro(a) servidor(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, mas já fui Assessora no MPRJ. Sou pós-graduada 
em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito 
Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (por exemplo: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, 
Procurador de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). 
Também já fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, 
cuja prova oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível 
SIM ser aprovado/a. Continuo prestando concursos de advocacia pública, ou seja, entendo 
o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a banca examinadora e não o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o seu sucesso. Caro(a) aluno(a), não deixe de fazer muitas questões. Não tem como 
você conseguir a aprovação sem realizar a leitura da lei seca, da jurisprudência e resolver 
o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fique ligado(a) 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
Aline Oliveira
ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS – PARTE IORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS – PARTE I
INTrODuÇÃOINTrODuÇÃO
Encontra previsão a partir do art. 929 do CPC. Traz o procedimento para o julgamento 
de recursos, incidentes recursais e ações de competência originária dos tribunais.
Primeiro os autos são registrados e, posteriormente, distribuídos a um relator. Trata-se 
do teor dos artigos 929 e 930 do CPC.
Registro Distribuição
Art. 929. Os autos serão registrados no pro-
tocolo do tribunal no dia de sua entrada, ca-
bendo à secretaria ordená-los, com imediata 
distribuição.
Parágrafo único. A critério do tribunal, os 
serviços de protocolo poderão ser descen-
tralizados, mediante delegação a ofícios de 
justiça de primeiro grau.
Art. 930. Far-se-áde 15 (quinze) dias.
 Obs.: Mesmo prazo que o da interposição da apelação, lembra?
§ 2º Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar 
contrarrazões.
 Obs.: Respeito ao contraditório e ampla defesa.
§ 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1º e 2º, os autos serão remetidos ao tribunal pelo 
juiz, independentemente de juízo de admissibilidade.
Recebida a apelação no tribunal, o recurso é distribuído imediatamente, cabendo ao 
relator as seguintes opções (art. 1.011 do CPC).
• Decidir monocraticamente:
− Não conhecendo de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impug-
nado especificamente os fundamentos da decisão recorrida (art. 932, III, do CPC);
− Negando provimento a recurso que seja contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal 
Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido 
pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento 
de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de 
demandas repetitivas ou de assunção de competência (art. 932, IV, do CPC);
− Depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dando provimento ao recur-
so se a decisão recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, 
do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo 
Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de 
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recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de de-
mandas repetitivas ou de assunção de competência (art. 932, V, do CPC);
• Se não for o caso de decisão monocrática, elaborará seu voto para julgamento do 
recurso pelo órgão colegiado.
− Nesse caso, o procedimento segue os artigos 934 e 935 do CPC. Destaco o prazo 
mínimo de 5 dias entre a data de publicação da pauta e a da sessão de julgamento 
e a necessidade e permitir a vista dos autos em cartório, como pontos que são 
mais cara de prova.
A apelação possui efeito devolutivo horizontal e vertical. A regra é que a apelação possui 
efeito suspensivo (art. 1.012 do CPC). Entretanto, o próprio CPC retira o efeito suspensivo 
em algumas situações. Não há efeito suspensivo da sentença que homologa divisão ou 
demarcação de terras; condena a pagar alimentos; extingue sem resolução do mérito ou 
julga improcedentes os embargos do executado; julga procedente o pedido de instituição 
de arbitragem; confirma, concede ou revoga tutela provisória; decreta a interdição. Nessas 
hipóteses, admite-se que seja formulado pedido de concessão de efeito suspensivo, na 
forma do art. 1.012, §3º, do CPC.
Exige-se para a concessão do efeito suspensivo nessas hipóteses, a comprovação da 
probabilidade de provimento do recurso (tutela provisória de evidência) ou risco de dano 
grave ou de difícil reparação (tutela provisória de urgência).
Art. 1.013. § 4º Nas hipóteses do § 1º, a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator 
se o apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a 
fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação.
Beleza, professora . Mas eu tenho uma dúvida: é possível o recorrente inovar em ma-Beleza, professora . Mas eu tenho uma dúvida: é possível o recorrente inovar em ma-
téria fática na fase recursal?téria fática na fase recursal?
Via de regra, isso é vedado pelo ordenamento jurídico. Como exceções podemos citar: 
fato novo (surgiu após a prolação da sentença) e fato antigo que não foi alegado por motivo 
de força maior. Nesse sentido, citamos as lições de Jaylton Lopes:
Excepcionalmente, o CPC admite que uma questão não suscitada perante o órgão a quo seja 
levada ao conhecimento do órgão ad quem. Em primeiro lugar, tem-se o fato novo, ou seja, 
aquele superveniente à prolação da sentença. Ora, se o fato surgiu após a prolação da sentença, 
é evidente que não poderia ter sido suscitado antes. Sua admissão decorre dos arts. 493 e 933, 
§§1º e 2º, do CPC. Em segundo lugar, tem-se o fato antigo, mas que por razões de força maior 
não pôde ser suscitado perante o órgão ad quem. Sua admissão decorre do art. 1.014 do CPC 
(“As questões de fato não propostas no juízo inferior poderão ser suscitadas na apelação, se a 
parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior”).
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Somente as partes do processo podem se valer da regra do art. 1.014 do CPC, pois são titulares 
da relação jurídica processual que se desenvolveu perante o órgão a quo. Assim, fica afastada a 
incidência da referida regra em relação à apelação do terceiro prejudicado.
Você já deve ter ouvido falar sobre a teoria da causa madura, não é mesmo? Por meio 
dessa teoria, admite-se que o tribunal, ao julgar a apelação, após ter anulado a sentença, 
julgue o mérito da demanda. Veja que nesse caso, o tribunal não vai anular a sentença e 
remeter o processo para o órgão a quo proferir novo julgamento. Não, o próprio tribunal 
irá julgar o mérito, em obediência ao princípio da celeridade.
Em quais situações isso é possível? Naquelas listadas no art. 1013, §3º, do CPC. Vejamos:
§ 3º Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde 
logo o mérito quando:
I – reformar sentença fundada no art. 485;
II – decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da 
causa de pedir;
III – constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV – decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
Apesar de existir discussão doutrinária sobre a necessidade ou não de requerimento do 
recorrente para a aplicação da teoria da causa madura, o STJ entende que essa aplicação 
INDEPENDE de requerimento do recorrente. AgRg no REsp 1349312/SP.
Além disso, o STJ já concluiu que a teoria da causa madura não fica restrita ao julgamento 
da apelação. No REsp 1215368, o STJ decidiu que pode ser aplicado ao julgamento do agravo 
de instrumento.
aGravO De INsTruMeNTOaGravO De INsTruMeNTO
O recurso agravo de instrumento é cabível contra certas decisões interlocutórias. 
O art. 1.015 do CPC enumera essas decisões e, segundo o STJ, trata-se de um rol de 
taxatividade mitigada.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 
NATUREZA JURÍDICA DO ROL DO ART. 1.015 DO CPC/2015.
IMPUGNAÇÃO IMEDIATA DE DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS NÃO PREVISTAS NOS INCISOS 
DO REFERIDO DISPOSITIVO LEGAL. POSSIBILIDADE. TAXATIVIDADE MITIGADA. EXCEP-
CIONALIDADE DA IMPUGNAÇÃO FORA DAS HIPÓTESES PREVISTAS EM LEI. REQUISITOS.
1. O propósito do presente recurso especial, processado e julgado sob o rito dos recursos 
repetitivos, é definir a natureza jurídica do rol do art. 1.015 do CPC/15 e verificar a 
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possibilidade de sua interpretação extensiva, analógica ou exemplificativa, a fim de 
admitir a interposição de agravo de instrumento contra decisão interlocutória que verse 
sobre hipóteses não expressamente previstas nos incisos do referido dispositivo legal.
2. Ao restringir a recorribilidade das decisões interlocutórias proferidas na fase de 
conhecimento do procedimento comum e dos procedimentos especiais, exceção feita 
ao inventário, pretendeu o legislador salvaguardar apenas as situações que, realmente, 
não podem aguardar rediscussão futura em eventual recurso de apelação.
3. A enunciação, em rol pretensamente exaustivo, das hipóteses em que o agravo de 
instrumento seria cabível revela-se, na esteira da majoritária doutrina e jurisprudência, 
insuficiente e em desconformidade com as normas fundamentais do processo civil, 
na medida em que sobrevivem questões urgentes fora da lista do art.
1.015 do CPC e que tornam inviável a interpretação de que o referido rol seria 
absolutamente taxativo e que deveria ser lido de modo restritivo.
4. A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria taxativo, mas admitiria interpretações 
extensivas ou analógicas, mostra-se igualmente ineficaz para a conferir ao referido 
dispositivo uma interpretação em sintonia com as normas fundamentais do processo 
civil, seja porque ainda remanescerão hipóteses em que não será possível extrair o 
cabimento do agravo das situações enunciadas no rol, seja porque o uso da inter-
pretação extensiva ou da analogia pode desnaturar a essência de institutos jurídicos 
ontologicamente distintos.
5. A tese de que o rol do art. 1.015 do CPC seria meramente exemplificativo, por sua 
vez, resultaria na repristinação do regime recursal das interlocutórias que vigorava no 
CPC/73 e que fora conscientemente modificado pelo legislador do novo CPC, de modo 
que estaria o Poder Judiciário, nessa hipótese, substituindo a atividade e a vontade 
expressamente externada pelo Poder Legislativo.
6. Assim, nos termos do art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, fixa-se a seguinte tese 
jurídica: O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a 
interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente 
da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação.
7. Embora não haja risco de as partes que confiaram na absoluta taxatividade com 
interpretação restritiva serem surpreendidas pela tese jurídica firmada neste recurso 
especial repetitivo, eis que somente se cogitará de preclusão nas hipóteses em que 
o recurso eventualmente interposto pela parte tenha sido admitido pelo Tribunal, 
estabelece-se neste ato um regime de transição que modula os efeitos da presente 
decisão, a fim de que a tese jurídica somente seja aplicável às decisões interlocutórias 
proferidas após a publicação do presente acórdão.
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8. Na hipótese, dá-se provimento em parte ao recurso especial para determinar ao TJ/
MT que, observados os demais pressupostos de admissibilidade, conheça e dê regular 
prosseguimento ao agravo de instrumento no que tange à competência.
9. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp 1704520/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, julgado em 
05/12/2018, DJe 19/12/2018)
Agora que você já sabe o entendimento do STJ, vamos a literalidade do dispositivo 
legal com breves apontamentos para não fugirmos ao nosso propósito que é garantir a 
aprovação na prova da OAB:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
 Obs.: O inciso não restringe a análise, podendo a decisão deferir, indeferir, revogar, 
modificar ou adiar a análise do pedido.2
II – mérito do processo;
EXEMPLO
Julgamento antecipado parcial de mérito.
III – rejeição da alegação de convenção de arbitragem;3 4
IV – incidente de desconsideração da personalidade jurídica;
 Obs.: Não há restrição a apenas decisão que resolve o incidente de desconsideração.
V – rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;5 6
VI – exibição ou posse de documento ou coisa;
VII – exclusão de litisconsorte;
2 Enunciado 70 da I Jornada de Direito Processual Civil.
3 Enunciado 435 do Fórum Permanente de Processualistas Civis – FPPC.
4 Parcela da doutrina (ex.: Jaylton Lopes) defende que decisão que nega a validade ou eficácia a um negócio jurídico pro-
cessual pode ser impugnada por agravo de instrumento, com fundamento nesse inciso, por se tratar de hipótese seme-
lhante. Como exemplo, o autor cita decisão que nega a validade de negócio jurídico processual que admite a distribuição 
convencional do ônus da prova.
5 Parcela da doutrina (ex.: Daniel Assumpção) defende que é cabível agravo de instrumento quando há indeferimento da 
impugnação à gratuidade de justiça.
6 Agravo de instrumento terá efeito suspensivo automático, na forma do art. 101,§1º, do CPC.
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 Obs.: Se o magistrado indeferir o pedido de exclusão não caberá agravo de instrumento. 
REsp 1724453 SP.
VIII – rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
 Obs.: O legislador trouxe uma limitação nesse inciso. Se for deferimento do pedido de 
limitação não caberá agravo de instrumento.
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;7
X – concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;8 9
XI – redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º;
 Obs.: Inciso amplo. 10
XII – (VETADO);
XIII – outros casos expressamente referidos em lei.
EXEMPLO
Decisão que resolve o pedido de distinguishing. Fundamento legal: art. 1.037, §13, I, do CPC.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas 
na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e 
no processo de inventário.
 Obs.: Também estão inseridas as decisões interlocutórias proferidas na recuperação 
judicial e na falência. 11
Sobre o inciso VI do art. 1.015 do CPC, faz-se oportuno mencionar os ensinamentos de 
Jaylton Lopes:
Quando o pedido de exibição é formulado em face da parte ex adversa, instaura-se um incidente 
processual (arts. 396 a 400 do CPC), o qual é resolvido por decisão interlocutória. É exatamente 
essa decisão a referida art. 1.015, VI, do CPC. Por outro lado, quando o pedido é formulado 
contra terceiro, instaura-se um processo incidental, cujo provimento jurisdicional final será uma 
sentença. Consequentemente, o recurso cabível será a apelação. Contudo, para a Terceira Turma do 
7 Se for amicus curiae lembrar que o art. 138 do CPC dispõe que a decisão que solicita e que admite a participação dele é 
irrecorrível. Além disso, o STF, na ADI 4711, concluiu que também é irrecorrível a decisão que indefere o pedido de ingresso 
desse terceiro (amicus curiae).
8 É aplicável também ao cumprimento de sentença. O cumprimento de sentença é a execução fundada em título executivo 
JUDICIAL. Já os embargos à execução representam a execução fundada em título executivo EXTRAJUDICIAL.
9 Enunciado 71 da I Jornada de Direito Processual CivilCJF.
10 Enunciado 72 da I Jornada de Direito Processual Civil CJF.
11 Enunciado 69 da I Jornada de Direito Processual Civil CJF e art.189 da Lei n. 11.101/2005.
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Superior Tribunal de Justiça, ainda que se trate de decisão que resolva ação incidental de exibição 
instaurada em face de terceiro, tal pronunciamento judicial será uma decisão interlocutória, e, 
por conseguinte, desafiará recurso de agravo de instrumento.
Não temos como estudar agravo de instrumento e não mencionar a jurisprudência, 
especialmente por conta da decisão do STJ no sentido de que o rol do art. 1.015 do CPC é 
de taxatividade mitigada. Por isso, listamos aqui algumas dessas decisões que podem ser 
objeto de cobrança na sua prova. Recomendo, em sua primeira leitura da aula, que você 
leia atentamente todas as ementas colacionadas abaixo. Posteriormente, você pode ler 
apenas as partes resumidas ao lado do julgado e recorrer à leitura das ementas em caso 
de dúvida ou se você não recordar do conteúdo já estudado.
• REsp 1752049-PR – Art. 1.015, I, do CPC/15, abrange também a decisão interlocutória 
que impõe ao credor fiduciário o dever de arcar com as despesas relacionadas ao 
depósito do bem em pátio de terceiro.
JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CONCEITO DE “DECISÃO 
INTERLOCUTÓRIA QUE VERSA SOBRE TUTELA PROVISÓRIA” PARA FINS DE RECORRIBILIDADE 
IMEDIATA COM BASE NO ART. 1.015, I, DO CPC/15. ABRANGÊNCIA. CONCEITO QUE 
COMPREENDE O EXAME DOS PRESSUPOSTOS AUTORIZADORES, A DISCIPLINA SOBRE O 
MODO E PRAZO PARA CUMPRIMENTO, A ADEQUAÇÃO DAS TÉCNICAS DE EFETIVAÇÃO E 
A NECESSIDADE OU A DISPENSA DE GARANTIAS. EXTENSÃO PARA A HIPÓTESE EM QUE 
SE IMPÔS AO BENEFICIÁRIO O DEVER DE ARCAR COM AS DESPESAS DE ESTADIA DO BEM 
IMÓVEL EM PÁTIO DE TERCEIRO. IMPOSSIBILIDADE.
1. Ação proposta em 18/02/2014. Recurso especial interposto em 27/11/2017 e 
atribuído à Relatora em 13/07/2018.
2. O propósito recursal é definir se o conceito de “decisões interlocutórias que versarem 
sobre tutelas provisórias”, previsto no art. 1.015, I, do CPC/15, abrange também a 
decisão interlocutória que impõe ao credor fiduciário o dever de arcar com as despesas 
relacionadas ao depósito do bem em pátio de terceiro.
3. O conceito de “decisão interlocutória que versa sobre tutela provisória” abrange 
as decisões que examinam a presença ou não dos pressupostos que justificam 
o deferimento, indeferimento, revogação ou alteração da tutela provisória e, 
também, as decisões que dizem respeito ao prazo e ao modo de cumprimento da 
tutela, a adequação, suficiência, proporcionalidade ou razoabilidade da técnica 
de efetiva da tutela provisória e, ainda, a necessidade ou dispensa de garantias 
para a concessão, revogação ou alteração da tutela provisória.
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4. Na hipótese, a decisão interlocutória que impõe ao beneficiário o dever de arcar com 
as despesas da estadia do bem móvel objeto da apreensão em pátio de terceiro não 
se relaciona de forma indissociável com a tutela provisória, mas, sim, diz respeito a 
aspectos externos e dissociados do conceito elementar desse instituto, relacionando-se 
com a executoriedade, operacionalização ou implementação fática da medida.
5. Recurso especial conhecido e desprovido.
(REsp n. 1.752.049/PR, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
12/3/2019, DJe de 15/3/2019.)
• REsp 1679909-RS – Apesar de não previsto expressamente no rol do art. 1.015 do 
CPC/2015, cabe agravo de instrumento da decisão interlocutória relacionada à 
definição de competência (inciso III do art. 1.015 do CPC/2015).
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO IMEDIATA DAS NORMAS PROCESSUAIS. 
TEMPUS REGIT ACTUM. RECURSO CABÍVEL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO N. 1 DO STJ. 
EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA COM FUNDAMENTO NO CPC/1973. DECISÃO SOB A ÉGIDE 
DO CPC/2015. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO PELA CORTE DE ORIGEM. 
DIREITO PROCESSUAL ADQUIRIDO. RECURSO CABÍVEL. NORMA PROCESSUAL DE REGÊNCIA. 
MARCO DE DEFINIÇÃO. PUBLICAÇÃO DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. RECURSO CABÍVEL. 
AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA OU EXTENSIVA DO INCISO III 
DO ART. 1.015 DO CPC/2015.
1. É pacífico nesta Corte Superior o entendimento de que as normas de caráter 
processual têm aplicação imediata aos processos em curso, não podendo ser aplicadas 
retroativamente (tempus regit actum), tendo o princípio sido positivado no art. 14 
do novo CPC, devendo-se respeitar, não obstante, o direito adquirido, o ato jurídico 
perfeito e a coisa julgada.
2. No que toca ao recurso cabível e à forma de sua interposição, o STJ consolidou o 
entendimento de que, em regra, a lei regente é aquela vigente à data da publicação da 
decisão impugnada, ocasião em que o sucumbente tem a ciência da exata compreensão 
dos fundamentos do provimento jurisdicional que pretende combater. Enunciado 
Administrativo n. 1 do STJ.
3. No presente caso, os recorrentes opuseram exceção de incompetência com 
fundamento no Código revogado, tendo o incidente sido resolvido, de forma contrária 
à pretensão dos autores, já sob a égide do novo Código de Processo Civil, em seguida 
interposto agravo de instrumento não conhecido pelo Tribunal a quo.
4. A publicação da decisão interlocutória que dirimir a exceptio será o marco de 
definição da norma processual de regência do recurso a ser interposto, evitando-se, 
assim, qualquer tipo de tumulto processual.
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5. Apesar de não previsto expressamente no rol do art. 1.015 do CPC/2015, a 
decisão interlocutória relacionada à definição de competência continua desafiando 
recurso de agravo de instrumento, por uma interpretação analógica ou extensiva 
da norma contida no inciso III do art. 1.015 do CPC/2015, já que ambas possuem 
a mesma ratio, qual seja, afastar o juízo incompetente para a causa, permitindo 
que o juízo natural e adequado julgue a demanda.
6. Recurso Especial provido.
(REsp n. 1.679.909/RS, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado 
em 14/11/2017, DJe de 1/2/2018.)
• RMS 58578-SP – É cabível mandado de segurança quando há dúvida razoável sobre 
o cabimento de agravo de instrumento. O caso concreto versava sobre decisão 
interlocutória que examinava competência.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL 
CIVIL. DECISÃO JUDICIAL QUE AFASTA A COMPETÊNCIA DAS VARAS DA FAZENDA PÚBLICA. 
RECURSO CABÍVEL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DÚVIDA RAZOÁVEL. CABIMENTO 
DO MANDAMUS. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. INEXISTÊNCIA. 
INVIABILIDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. A doutrina e a jurisprudência majoritárias admitem o manejo do mandado de segurança 
contra ato judicial, pelomenos em relação às seguintes hipóteses excepcionais: a) 
decisão judicial teratológica; b) decisão judicial contra a qual não caiba recurso; c) para 
imprimir efeito suspensivo a recurso desprovido de tal efeito; e d) quando impetrado 
por terceiro prejudicado por decisão judicial.
2. No caso em apreço, o mandado de segurança foi impetrado contra ato judicial 
que afastou a competência das Varas de Fazenda Pública para processar e julgar a 
ação de usucapião, por entender não ter sido comprovado que o imóvel situa-se em 
área de terras públicas a ensejar interesse do Estado. Assim, diante da existência de 
dúvida razoável sobre o cabimento de agravo de instrumento, na vigência do Código 
de Processo Civil de 2015, contra decisão interlocutória que examina competência 
– considerando a existência de entendimentos divergentes no âmbito desta Corte 
de Justiça e da afetação de recurso especial representativo de controvérsia para 
discussão desse tema –, entende-se adequada a impetração do mandamus.
3. O mandado de segurança visa proteger direito líquido e certo ameaçado ou violado 
por ato ilegal ou abusivo de autoridade, o qual deve ser demonstrado, de plano, pelo 
impetrante, na petição inicial, por meio da juntada de documentos inequívocos – a 
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chamada prova pré-constituída –, inexistindo, pois, espaço, na via mandamental, para 
dilação probatória.
4. Na hipótese, é forçoso reconhecer a inexistência de comprovação pelo impetrante 
do alegado direito líquido e certo. Isso, porque, com a inicial do mandamus, não junta 
nenhum documento que demonstre a alegação trazida, quanto à natureza pública 
da área discutida na ação de usucapião, a ensejar a competência da Vara de Fazenda 
Pública para processar e julgar a aludida ação. Argumenta, outrossim, a existência de 
ação discriminatória, porém não traz aos autos nenhuma informação que corrobore 
sua afirmação. Além disso, salienta o impetrante, na petição do presente recurso 
ordinário, que a referida ação discriminatória foi supervenientemente sentenciada, 
com o reconhecimento de que o imóvel usucapiendo encontra-se inserido em área 
devoluta. Contudo, também não traz aos autos elementos que confirmem o alegado. 
Desse modo, diante da ausência de prova pré-constituída, não está demonstrado o 
direito líquido e certo alegado pelo impetrante para o deslocamento da competência 
para a Vara de Fazenda Pública.
5. Recurso ordinário a que se nega provimento.
(RMS n. 58.578/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 18/10/2018, 
DJe de 25/10/2018.)
• EREsp 1730436-SP – É cabível agravo de instrumento para impugnar decisão que 
define a competência.
JURISPRUDÊNCIA
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO 
SOBRE COMPETÊNCIA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO. INTELIGÊNCIA DO ART. 
1.015 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL 2015. JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL 
REPETITIVO N. 1.704.520/MT PELA CORTE ESPECIAL. TAXATIVIDADE MITIGADA. DISSÍDIO 
JURISPRUDENCIAL DEMONSTRADO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA ACOLHIDOS.
1. “O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição 
de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do 
julgamento da questão no recurso de apelação” (RESP REPETITIVO 1.704.520/MT, Rel. 
Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, julgado em 05/12/2018, DJe 19/12/2018).
2. Nessa linha, é cabível o agravo de instrumento para impugnar decisão que define 
a competência, que é o caso dos autos.
3. Embargos de divergência acolhidos para, cassando o acórdão embargado, conhecer 
parcialmente do recurso especial e, nessa parte, dar-lhe provimento, a fim de cassar o 
acórdão recorrido e determinar ao Tribunal a quo que, preenchidos os demais requisitos 
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de admissibilidade, conheça do agravo de instrumento interposto, decidindo a questão 
da competência como entender de direito.
(EREsp n. 1.730.436/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 
18/8/2021, DJe de 3/9/2021.)
• REsp 1738756-MG – Quando a prescrição e decadência forem analisadas em decisão 
interlocutória caberá agravo de instrumento.
JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. 
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE REJEITA A ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO ARGUIDA PELO 
RÉU. RECORRIBILIDADE IMEDIATA POR AGRAVO DE INSTRUMENTO. POSSIBILIDADE. 
CABIMENTO DO RECURSO COM BASE NO ART. 1.015, II, DO CPC/2015. PRESCRIÇÃO E 
DECADÊNCIA. QUESTÕES DE MÉRITO, SEJA NO ACOLHIMENTO, SEJA NA REJEIÇÃO.
1. Ação proposta em 27/10/2007. Recurso especial interposto em 26/09/2017 e 
atribuído à Relatora em 08/05/2018.
2. O propósito recursal consiste em definir se a decisão interlocutória que afasta a 
alegação de prescrição é recorrível, de imediato, por meio de agravo de instrumento 
interposto com fundamento no art. 1.015, II, do CPC/2015.
3. O CPC/2015 colocou fim às discussões que existiam no CPC/73 acerca da existência de 
conteúdo meritório nas decisões que afastam a alegação de prescrição e de decadência, 
estabelecendo o art. 487, II, do novo Código, que haverá resolução de mérito quando 
se decidir sobre a ocorrência da prescrição ou da decadência, o que abrange tanto o 
reconhecimento, quanto a rejeição da alegação.
4. Embora a ocorrência ou não da prescrição ou da decadência possam ser apreciadas 
somente na sentença, não há óbice para que essas questões sejam examinadas 
por intermédio de decisões interlocutórias, hipótese em que caberá agravo de 
instrumento com base no art. 1.015, II, do CPC/2015, sob pena de formação de 
coisa julgada material sobre a questão. Precedente.
5. Provido o recurso especial pela violação à lei federal, fica prejudicado o exame da 
questão sob a ótica da divergência jurisprudencial.
6. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp n. 1.738.756/MG, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
19/2/2019, DJe de 22/2/2019.)
• REsp 1798975-SP – É cabível agravo de instrumento contra decisão interlocutória 
que fixa a data da separação de fato do casal para efeitos da partilha dos bens.
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JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS POSTERIOR-
MENTE ADITADA PARA AÇÃO DE DIVÓRCIO E PARTILHA DE BENS. NEGATIVA DE PRESTA-
ÇÃO JURISDICIONAL E OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE FIXA 
DATA DA SEPARAÇÃO DE FATO DO CASAL PARA FINS DE PARTILHA. RECORRIBILIDADE 
IMEDIATA COM BASE NO ART. 1.015, II, DO CPC/15. POSSIBILIDADE. QUESTÃO QUE 
DIZ RESPEITO AO MÉRITO DA CONTROVÉRSIA. PRETENSÃO DE PARTILHA DE BENS QUE 
PRESSUPÕE A DEFINIÇÃO DA DATA DA SEPARAÇÃO, QUE A COMPÕE DE MODO INDISSO-
CIÁVEL. ACÓRDÃO QUE, A DESPEITO DE NÃO CONHECER DO AGRAVO DE INSTRUMENTO,PRONUNCIA-SE SOBRE O MÉRITO RECURSAL. NECESSIDADE DE ENFRENTAMENTO 
DA TESE DE CERCEAMENTO DE DEFESA. AFIRMAÇÃO DA PARTE NA PETIÇÃO INICIAL, 
QUANTO À DATA DA SEPARAÇÃO DE FATO, QUE DEVE SER EXAMINADA EM CONJUNTO 
COM AS DEMAIS PROVAS ALEGADAMENTE PRODUZIDAS E QUE NÃO FORAM CONSIDE-
RADAS, PREJUDICADO O EXAME ACERCA DO EXATO MOMENTO EM QUE SE CONFIGU-
ROU A SEPARAÇÃO.
1. Ação cautelar proposta em 29/04/2016 e aditada em 24/06/2016.
Recurso especial interposto em 06/11/2017 e atribuído à Relatora em 22/10/2018.
2. O propósito recursal consiste em definir: (i) se houve omissão relevante no acórdão 
recorrido; (ii) se cabe agravo de instrumento, com base no art. 1.015, II, do CPC/15, 
contra a decisão interlocutória que fixa a data da separação de fato do casal para 
efeitos da partilha dos bens; (iii) se houve cerceamento de defesa em razão de não 
terem sido consideradas as demais provas produzidas sobre a data da separação de 
fato; (iv) se há elementos fático-probatórios que demonstram que as partes conviveram 
como casadas após a data estipulada judicialmente.
3. Não há que se falar em omissão quando o acórdão que resolve os embargos de 
declaração, a despeito de rejeitá-los, efetivamente sana a eventual insuficiência de 
fundamentação havida no acórdão que não conheceu do agravo de instrumento.
4. O CPC/15 passou a admitir, expressamente, a possibilidade de serem proferidas 
decisões parciais de mérito, reconhecendo a possibilidade de pedidos cumulados ou 
de parcelas de pedidos suscetíveis de fracionamento estarem aptos para julgamento 
em momentos processuais distintos, seja porque sobre eles não existe controvérsia, 
seja porque sobre eles não há necessidade de mais aprofundada dilação probatória, 
com aptidão, em ambas as hipóteses, para a formação de coisa julgada material.
5. Na hipótese, a decisão que fixou a data da separação de fato do casal para fins 
de partilha de bens versa sobre o mérito do processo, na medida em que se refere 
a um diferente fragmento de um mesmo pedido e de um mesmo objeto litigioso 
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– a partilha de bens das partes –, especialmente porque a pretensão de partilha 
de bens deduzida em juízo pressupõe a exata definição “do quê” se partilha, o que 
somente se pode delimitar a partir do exame dos bens suscetíveis de divisão em 
um determinado lapso temporal.
6. O acórdão que, a despeito de não conhecer do agravo de instrumento, ingressa 
no mérito da questão controvertida e se pronuncia sobre o acerto da decisão 
proferida em 1º grau, é suscetível de exame no âmbito do recurso especial, devendo, 
na hipótese, a afirmação da parte que sugere que a separação teria ocorrido em 
determinada data ser examinada em conjunto com as demais provas produzidas que 
sugerem a fixação de data distinta, dada a inegável repercussão que essa definição 
trará à partilha de bens.
7. Recurso especial conhecido e parcialmente provido, para determinar o retorno do 
processo ao TJ/SP para que que seja julgado o mérito da questão controvertida não 
apenas com base na afirmação do recorrente, mas também a partir dos demais fatos 
e provas produzidas pelas partes.
(REsp n. 1.798.975/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
2/4/2019, DJe de 4/4/2019.)
• REsp 1680168-SP – Decisão que julga procedente, na primeira fase, a ação de 
exigir contas é atacada por agravo de instrumento, caso não encerre o processo.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS (CPC/2015, ART. 550, 
§ 5º). DECISÃO QUE, NA PRIMEIRA FASE, JULGA PROCEDENTE A EXIGÊNCIA DE CONTAS. 
RECURSO CABÍVEL. MANEJO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO (CPC, ART. 1.015, II). DÚVIDA 
FUNDADA. FUNGIBILIDADE RECURSAL. APLICAÇÃO. RECURSO PROVIDO.
1. Havendo dúvida fundada e objetiva acerca do recurso cabível e inexistindo ainda 
pronunciamento judicial definitivo acerca do tema, deve ser aplicado o princípio 
da fungibilidade recursal.
2. Na hipótese, a matéria é ainda bastante controvertida tanto na doutrina como na 
jurisprudência, pois trata-se de definir, à luz do Código de Processo Civil de 2015, qual 
o recurso cabível contra a decisão que julga procedente, na primeira fase, a ação de 
exigir contas (arts. 550 e 551), condenando o réu a prestar as contas exigidas.
3. Não acarretando a decisão o encerramento do processo, o recurso cabível será o 
agravo de instrumento (CPC/2015, arts. 550, § 5º, e 1.015, II). No caso contrário, ou 
seja, se a decisão produz a extinção do processo, sem ou com resolução de mérito 
(arts. 485 e 487), aí sim haverá sentença e o recurso cabível será a apelação.
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4. Recurso especial provido.
(REsp n. 1.680.168/SP, relator Ministro Marco Buzzi, relator para acórdão Ministro Raul 
Araújo, Quarta Turma, julgado em 9/4/2019, DJe de 10/6/2019.)
• REsp 1821793-RJ – Decisão interlocutória, em segunda fase, da ação de prestação 
de contas que defere a produção de prova pericial contábil, nomeia perito e defere 
prazo para apresentação de documentos, formulação de quesitos e nomeação 
de assistentes não é impugnável por agravo de instrumento.
JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA PROFERIDA EM SEGUNDA 
FASE DE AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. CONTEÚDO NÃO ABRANGIDO PELO ART. 
1.015, INCISOS, DO CPC/15. ATIVIDADES JURISDICIONAIS DESENVOLVIDAS NAS DUAS 
FASES DA AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. NATUREZA JURÍDICA COGNITIVA. FASE 
DE LIQUIDAÇÃO OU DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE SOMENTE SE INICIA APÓS A 
PROLAÇÃO DA SENTENÇA PROFERIDA NA SEGUNDA FASE DA AÇÃO. NECESSIDADE DE 
PRÉVIO ACERTAMENTO DA RELAÇÃO JURÍDICA DE DIREITO MATERIAL, SEJA QUANTO AO 
DEVER DE PRESTAR OU DE EXIGIR CONTAS, SEJA QUANTO A APURAÇÃO DE CRÉDITO, 
DÉBITO E EXISTÊNCIA DE SALDO. INAPLICABILIDADE DO REGIME RECURSAL PREVISTO 
NO ART. 1.015, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC/15. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA 
RECORRIBILIDADE DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA IMPUGNADA. INAPLICABILIDADE DA 
TESE DA TAXATIVIDADE MITIGADA.
1. Recurso especial interposto em 05/09/2018 e atribuído à Relatora em 18/07/2019.
2. O propósito recursal é definir se a decisão interlocutória que, na segunda fase da 
ação de prestação de contas, defere a produção de prova pericial contábil, nomeia 
perito e defere prazo para apresentação de documentos, formulação de quesitos e 
nomeação de assistentes, é imediatamente recorrível por agravo de instrumento com 
fundamento no art. 1.015, parágrafo único, do CPC/15.
3. A ação de prestação de contas é de rito especial e possui estrutura procedimental 
diferenciada, em que a primeira fase visa discutir a existência ou não do direito de 
exigir ou de prestar contas e a segunda fase julga a própria prestação das contas a 
partir das receitas, despesas e eventual saldo, de modo que a atividade jurisdicional 
desenvolvida em ambas as fases possui natureza jurídica cognitiva própria da fase de 
conhecimento, tendo em vista a necessidade de acertamento da relação jurídica de 
direito material que vincula as partes.
4. A fase de cumprimento da sentença e, eventualmente, de liquidação da sentença na 
ação de prestação de contas apenas pode ser deflagrada após a prolação dasentença 
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proferida na segunda fase dessa ação, oportunidade em que a cognição acerca do 
dever de prestar ou de exigir e a apuração de créditos, débitos e existência de saldo 
estarão definitivamente julgadas, viabilizando, se necessário, a liquidação da sentença 
condenatória e a cobrança do valor apurado sob a forma de cumprimento da sentença.
5. Na hipótese, a decisão interlocutória que, na segunda fase da ação de prestação 
contas, defere a produção de prova pericial contábil, nomeia perito e defere 
prazo para apresentação de documentos, formulação de quesitos e nomeação 
de assistentes, não se submete ao regime recursal estabelecido para as fases de 
liquidação e cumprimento da sentença (art. 1.015, parágrafo único, do CPC/15), mas, 
sim, aplica-se o regime recursal aplicável à fase de conhecimento (art. 1.015, caput e 
incisos, CPC/15), que não admite a recorribilidade imediata da decisão interlocutória 
com o referido conteúdo, não se aplicando, ademais, a tese da taxatividade mitigada 
por se tratar de decisão interlocutória publicada anteriormente a publicação do 
acórdão que fixou a tese e modulou os seus efeitos.
6. Recurso especial conhecido e desprovido.
(REsp n. 1.821.793/RJ, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
20/8/2019, DJe de 22/8/2019.)
• AgInt no AREsp 1411485-SP – Decisão que fixa ponto controvertido e que defere 
produção probatória não é impugnável por agravo de instrumento.
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA 
COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESCABIMENTO CONTRA 
DECISÃO QUE, NO CASO, FIXOU PONTO CONTROVERTIDO E DEFERIU A PRODUÇÃO DE 
PROVAS. INEXISTÊNCIA DE DECISÃO PARCIAL DE MÉRITO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 356, 
I E II, § 5º, C/C O ART. 1.015, II, DO CPC/2015. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO § 4º 
DO ART. 1.021 DO NCPC. NÃO CABIMENTO. RECURSO DESPROVIDO.
1. A jurisprudência desta Corte já assentou o entendimento de que “é possível ao 
Relator negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente 
ou prejudicado não ofendendo, assim, o princípio da colegialidade. Ademais, com a 
interposição do agravo regimental, fica superada a alegação de nulidade pela violação 
ao referido princípio, ante a devolução da matéria à apreciação pelo Órgão Julgador” 
(AgRg no REsp n. 1.113.982/PB, Relatora a Ministra Laurita Vaz, DJe de 29/8/2014).
2. Consoante dispõe o art. 356, caput, I e II, e § 5º, do CPC/2015, o juiz decidirá 
parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles 
mostrarem-se incontroversos ou estiver em condições de imediato julgamento, nos 
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termos do art. 355, sendo a decisão proferida com base neste artigo impugnável por 
agravo de instrumento.
3. No caso, conforme asseverou o acórdão recorrido, a decisão do Juízo singular 
não ingressou no mérito, justamente porque entendeu pela necessidade de dilação 
probatória, deferindo as provas testemunhal e pericial. Logo, não havendo questão 
incontroversa que possibilitasse a prolação de decisão de mérito, inviável se 
falar, por conseguinte, na impugnação do referido decisum por meio de agravo de 
instrumento, por não estar configurada a hipótese do art. 1.015, II, do CPC/2015.
4. A aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015 não é automática, 
não se tratando de mera decorrência lógica do desprovimento do agravo interno em 
votação unânime. A condenação do agravante ao pagamento da aludida multa, a ser 
analisada em cada caso concreto, em decisão fundamentada, pressupõe que o agravo 
interno mostre-se manifestamente inadmissível ou que sua improcedência seja de tal 
forma evidente que a simples interposição do recurso possa ser tida, de plano, como 
abusiva ou protelatória, o que, contudo, não se verifica na hipótese.
5. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp n. 1.411.485/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, 
julgado em 1/7/2019, DJe de 6/8/2019.)
• REsp 1757123-SP – A decisão interlocutória que versar sobre a arguição de 
impossibilidade jurídica do pedido, seja para acolher a alegação, seja também para 
afastá-la, poderá ser objeto de impugnação imediata por agravo de instrumento 
com base no art. 1.015, II, CPC/15.
JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA DE 
MÉRITO. NECESSIDADE DE EXAME DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM O PEDIDO E DA 
POSSIBILIDADE DE DECOMPOSIÇÃO DO PEDIDO. ASPECTOS DE MÉRITO DO PROCESSO. 
ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. CONDIÇÃO DA AÇÃO AO TEMPO 
DO CPC/73. SUPERAÇÃO LEGAL. ASPECTO DO MÉRITO APÓS O CPC/15. RECORRIBILIDADE 
IMEDIATA DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE AFASTA A ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE 
JURÍDICA DO PEDIDO. ADMISSIBILIDADE. ART. 1.015, II, CPC/15.
1. Ação proposta em 03/04/2017. Recurso especial interposto em 23/02/2018 e 
atribuído à Relatora em 16/08/2018.
2. O propósito recursal é definir se cabe agravo de instrumento, com base no 
art. 1.015, II, do CPC/15, contra a decisão interlocutória que afasta a arguição de 
impossibilidade jurídica do pedido.
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3. Ao admitir expressamente a possibilidade de decisões parciais de mérito quando 
uma parcela de um pedido suscetível de decomposição puder ser solucionada 
antecipadamente, o CPC/15 passou a exigir o exame detalhado dos elementos que 
compõem o pedido, especialmente em virtude da possibilidade de impugnação imediata 
por agravo de instrumento da decisão interlocutória que versar sobre mérito do 
processo (art. 1.015, II, CPC/15).
4. Para o adequado exame do conteúdo do pedido, não basta apenas que se investigue 
a questão sob a ótica da relação jurídica de direito material subjacente e que ampara 
o bem da vida buscado em juízo, mas, ao revés, também é necessário o exame de 
outros aspectos relacionados ao mérito, como, por exemplo, os aspectos temporais 
que permitem identificar a ocorrência de prescrição ou decadência e, ainda, os termos 
inicial e final da relação jurídica de direito material. Precedentes.
5. O enquadramento da possibilidade jurídica do pedido, na vigência do CPC/73, na 
categoria das condições da ação, sempre foi objeto de severas críticas da doutrina 
brasileira, que reconhecia o fenômeno como um aspecto do mérito do processo, 
tendo sido esse o entendimento adotado pelo CPC/15, conforme se depreende de 
sua exposição de motivos e dos dispositivos legais que atualmente versam sobre os 
requisitos de admissibilidade da ação.
6. A possibilidade jurídica do pedido após o CPC/15, pois, compõe uma parcela 
do mérito em discussão no processo, suscetível de decomposição e que pode ser 
examinada em separado dos demais fragmentos que o compõem, de modoque a 
decisão interlocutória que versar sobre essa matéria, seja para acolher a alegação, 
seja também para afastá-la, poderá ser objeto de impugnação imediata por agravo 
de instrumento com base no art. 1.015, II, CPC/15.
7. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp n. 1.757.123/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
13/8/2019, DJe de 15/8/2019.)
• REsp 1827553-RJ – O art. 1.015, I, do CPC se refere não apenas ao núcleo essencial 
da tutela provisória, mas também que se refiram aos aspectos acessórios que 
estão umbilicalmente vinculados a ela. Assim, a decisão interlocutória que majora 
a multa fixada para o caso de descumprimento da ordem judicial é impugnável 
por agravo de instrumento.
JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE NULIDADE DE CONTRATO CUMULADA COM REPETIÇÃO 
DE INDÉBITO E REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE MAJORA A 
MULTA FIXADA PARA A HIPÓTESE DE DESCUMPRIMENTO DA ORDEM JUDICIAL. RENITÊNCIA 
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DA PARTE ADVERSA QUE REVELOU A INSUFICIÊNCIA DA TÉCNICA DE APOIO ADOTADA. 
DECISÃO MODIFICADORA DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA ANTERIORMENTE PROFERIDA, EM 
QUE FOI CONCEDIDA A TUTELA PROVISÓRIA. RECORRIBILIDADE IMEDIATA. DECISÃO QUE 
MAJORA A MULTA FIXADA ANTERIORMENTE VERSA SOBRE TUTELA PROVISÓRIA. AGRAVO 
DE INSTRUMENTO CABÍVEL. ART. 1.015, I, DO CPC/15. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL 
PREJUDICADA.
1. Ação proposta em 29/01/2013. Recurso especial interposto em 08/02/2019 e 
atribuído à Relatora em 30/07/2019.
2. O propósito recursal é definir se a decisão interlocutória que majora a multa 
fixada para a hipótese de descumprimento de decisão interlocutória antecipatória 
de tutela anteriormente proferida também versa sobre tutela provisória e, assim, 
se é recorrível por agravo de instrumento com base no art. 1.015, I, do CPC/15.
3. O conceito de “decisão interlocutória que versa sobre tutela provisória” abrange 
as decisões que examinam a presença ou não dos pressupostos que justificam 
o deferimento, indeferimento, revogação ou alteração da tutela provisória e, 
também, as decisões que dizem respeito ao prazo e ao modo de cumprimento da 
tutela, a adequação, suficiência, proporcionalidade ou razoabilidade da técnica de 
efetivação da tutela provisória e, ainda, a necessidade ou dispensa de garantias 
para a concessão, revogação ou alteração da tutela provisória, motivo pelo qual 
o art. 1.015, I, do CPC/15, deve ser lido e interpretado como uma cláusula de 
cabimento de amplo espectro, de modo a permitir a recorribilidade imediata das 
decisões interlocutórias que digam respeito não apenas ao núcleo essencial da 
tutela provisória, mas também que se refiram aos aspectos acessórios que estão 
umbilicalmente vinculados a ela. Precedente.
4. Hipótese em que, após a prolação da primeira decisão interlocutória que deferiu 
a tutela de urgência sob pena de multa, sobreveio a notícia de descumprimento da 
ordem judicial, motivando a prolação de subsequente decisão interlocutória que, ao 
majorar a multa fixada anteriormente, modificou o conteúdo da primeira decisão e, 
consequentemente, também versou sobre tutela provisória, nos moldes da hipótese 
de cabimento descrita no art. 1.015, I, do CPC/15.
5. Recurso especial conhecido e provido.
(REsp n. 1.827.553/RJ, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
27/8/2019, DJe de 29/8/2019.)
• REsp 1759015-RS – A decisão interlocutória que indefere o pedido de suspensão do 
processo em razão de questão prejudicial externa não equivale à tutela provisória 
de urgência de natureza cautelar. Assim, não cabe agravo de instrumento dessa 
decisão interlocutória.
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JURISPRUDÊNCIA
CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE INDEFERE PEDIDO DE 
SUSPENSÃO DO PROCESSO POR PREJUDICIALIDADE EXTERNA. RECORRIBILIDADE 
IMEDIATA POR AGRAVO DE INSTRUMENTO COM BASE NO ART. 1.015, I, DO CPC/15. 
IMPOSSIBILIDADE. INSTITUTOS JURÍDICOS ONTOLOGICAMENTE DISTINTOS. AUSÊNCIA 
DE CAUTELARIDADE. INEXISTÊNCIA DE RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO. 
SUSPENSÃO POR PREJUDICIALIDADE EXTERNA QUE NÃO SE FUNDA EM URGÊNCIA, MAS 
EM SEGURANÇA JURÍDICA E NO RISCO DE PROLAÇÃO DE DECISÕES CONFLITANTES. 
SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO QUE DEPENDE DA CONCESSÃO DE TUTELA PROVISÓRIA NA 
AÇÃO DE CONHECIMENTO AJUIZADA PELO EXECUTADO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. 
AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO.
1. Recurso especial interposto em 29/05/2018 e atribuído à Relatora em 12/09/2018.
2. O propósito recursal é definir se a decisão interlocutória que indefere o pedido 
de suspensão do processo em razão de questão prejudicial externa equivale à tutela 
provisória de urgência de natureza cautelar e, assim, se é imediatamente recorrível 
por agravo de instrumento com fundamento no art. 1.015, I, do CPC/15.
3. Embora o conceito de “decisão interlocutória que versa sobre tutela provi-
sória” seja bastante amplo e abrangente, não se pode incluir nessa cláusula de 
cabimento do recurso de agravo de instrumento questões relacionadas a insti-
tutos jurídicos ontologicamente distintos, como a suspensão do processo por 
prejudicialidade externa.
4. Da existência de natural relação de prejudicialidade entre a ação de conhecimento 
em que se impugna a existência do título e a ação executiva fundada nesse mesmo 
não decorre a conclusão de que a suspensão do processo executivo em virtude dessa 
prejudicialidade externa esteja fundada em urgência, nem tampouco a decisão que 
versa sobre essa matéria diz respeito à tutela de urgência, na medida em que o valor 
que se pretende tutelar nessa hipótese é a segurança jurídica, a fim de evitar a prolação 
de decisões conflitantes, sem, contudo, descuidar dos princípios constitucionais da 
celeridade e da razoável duração do processo.
5. Cabe ao executado, na ação de conhecimento por ele ajuizada, demonstrar a presença 
dos requisitos processuais para a concessão de tutela provisória que suste a produção 
de efeitos do título em que se funda a execução, sendo essa decisão interlocutória – a 
que conceder ou não a tutela provisória pretendida – que poderá ser impugnada pelo 
agravo de instrumento com base no art. 1.015, I, do CPC/15.
6. Não se conhece do recurso especial interposto pela divergência jurisprudencial 
quando ausente o cotejo analítico entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido.
7. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido.
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(REsp n. 1.759.015/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 
17/9/2019, DJe de 20/9/2019.)
• REsp 1717387-PB – Cabe agravo de instrumento da decisão que indefere ou defere 
o requerimento de distinção passou a ser agravável, na forma do art. 1.037, § 13, 
I, do CPC.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSOESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. ORDEM 
DE SUSPENSÃO DOS PROCESSOS NA ORIGEM. REQUERIMENTO DE DISTINÇÃO. 
INDEFERIMENTO. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. CABIMENTO.
1. Controvérsia em torno do cabimento do recurso de agravo de instrumento contra 
decisão do juízo de primeiro grau indeferitória do pedido de reconsideração da decisão 
de sobrestamento do processo em razão do reconhecimento pelo Superior Tribunal 
de Justiça de matéria repetitiva.
2. O Superior Tribunal de Justiça, na vigência do Código de Processo Civil/73, consolidou 
entendimento de que a decisão que determinava o sobrestamento dos recursos 
extraordinários e recursos especiais repetitivos não selecionados como paradigmas 
era irrecorrível.
3. Com a entrada em vigor, porém, do novo Estatuto Processual, a decisão que indefere 
ou defere o requerimento de distinção passou a ser agravável, conforme expressamente 
previsto pelo art. 1.037, § 13, inciso I, do novo Código de Processo Civil.
4. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp n. 1.717.387/PB, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, 
julgado em 8/10/2019, DJe de 15/10/2019.)
• REsp 1762957-MG – Não cabe agravo de instrumento da decisão cominatória da 
multa do art. 334, §8º, do CPC.
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. HIPÓTESES DE 
CABIMENTO DO RECURSO (ART. 1.015, INCISO II, DO CPC). AUSÊNCIA INJUSTIFICADA A 
AUDIÊNCIA DE CONCILIÇÃO. MULTA POR ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA JUSTIÇA.
1. Controvérsia em torno da recorribilidade, mediante agravo de instrumento, contra 
a decisão cominatória de multa à parte pela ausência injustificada à audiência de 
conciliação.
2. O legislador de 2015, ao reformar o regime processual e recursal, notadamente 
do agravo de instrumento, pretendeu incrementar a celeridade do processo, que, na 
vigência do CPC de 1973, era constantemente obstaculizado pela interposição de um 
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número infindável de agravos de instrumento, dilargando o tempo de andamento dos 
processos e sobrecarregando os Tribunais, Federais e Estaduais.
3. A decisão cominatória da multa do art. 334, §8º, do CPC, à parte que deixa de 
comparecer à audiência de conciliação, sem apresentar justificativa adequada, 
não é agravável, não se inserindo na hipótese prevista no art. 1.015, inciso II, do 
CPC, podendo ser, no futuro, objeto de recurso de apelação, na forma do art. 1.009, 
§1º, do CPC.
4. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
(REsp n. 1.762.957/MG, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, 
julgado em 10/3/2020, DJe de 18/3/2020.)
Você já sabe que o agravo de instrumento deve ser apresentado no prazo de 15 dias 
úteis. Agora eu quero saber a quem esse recurso deve ser dirigido? Para responder essa 
minha pergunta você precisa ler o art. 1.016 do CPC.
Art. 1.016. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por meio 
de petição com os seguintes requisitos:
I – os nomes das partes;
II – a exposição do fato e do direito;
III – as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido;
IV – o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo.
O legislador listou documentos que devem ser apresentados com a petição desse recurso. 
Eles se dividem em obrigatórios e facultativos.
Documentos obrigatórios Documentos facultativos
Art. 1.017. A petição de agravo de instrumento 
será instruída:
I – obrigatoriamente, com cópias da petição 
inicial, da contestação, da petição que ensejou 
a decisão agravada, da própria decisão 
agravada, da certidão da respectiva intimação 
ou outro documento oficial que comprove a 
tempestividade e das procurações outorgadas 
aos advogados do agravante e do agravado;
II – com declaração de inexistência de qualquer 
dos documentos referidos no inciso I, feita 
pelo advogado do agravante, sob pena de sua 
responsabilidade pessoal.
Art. 1.017. III – facultativamente, com outras 
peças que o agravante reputar úteis.
§ 5º Sendo eletrônicos os autos do processo, dispensam-se as peças referidas nos incisos 
I e II do caput, facultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis 
para a compreensão da controvérsia.
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Formas de interposição do agravo
Art. 1.017. § 2º No prazo do recurso, o agravo será interposto por:
I – protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo;
II – protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias;
III – postagem, sob registro, com aviso de recebimento;
IV – transmissão de dados tipo fac-símile, nos termos da lei;
V – outra forma prevista em lei.
Admite-se o juízo de retratação que pode ser parcial ou total.
Art. 1.018. O agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da petição 
do agravo de instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos 
que instruíram o recurso.
§ 1º Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado 
o agravo de instrumento.
§ 2º Não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a providência prevista no caput, no 
prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de instrumento.
§ 3º O descumprimento da exigência de que trata o § 2º, desde que arguido e provado pelo 
agravado, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento.
Recebido o agravo de instrumento, imediatamente ele é distribuído e as consequências 
dependem da situação em que irá se amoldar. Em determinadas hipóteses, o relator 
pode decidir monocraticamente, em outras ele no prazo de 5 dias deverá tomar outras 
providências. Como nosso foco é a OAB não se faz necessário entrar em maiores debates, 
até mesmo para que a aula não se prolongue desnecessariamente.
Art. 1.019. Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não 
for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:
I – poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou 
parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
II – ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando 
não tiver procurador constituído, ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso de recebimento 
dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 (quinze) dias, facultando-lhe juntar 
a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso;
III – determinará a intimação do Ministério Público, preferencialmente por meio eletrônico, quando 
for o caso de sua intervenção, para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 1.020. O relator solicitará dia para julgamento em prazo não superior a 1 (um) mês da 
intimação do agravado.
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RESUMORESUMO
Desta aula de hoje, os pontos mais importantes são:
• Ordem dos processos nos tribunais:
− Traz o procedimento para o julgamento de recursos, incidentes recursais e ações 
de competência originária dos tribunais;
Registro Distribuição
Art. 929. Os autos serão registrados no pro-
tocolo do tribunal no dia de sua entrada, ca-
bendo à secretaria ordená-los, com imediata 
distribuição.
Parágrafo único. A critério do tribunal, os 
serviços de protocolo poderão ser descen-
tralizados, mediante delegação a ofícios de 
justiça de primeiro grau.
Art. 930. Far-se-á a distribuição de acordo 
com o regimento interno do tribunal, obser-
vando-se a alternatividade, o sorteio ele-
trônico e a publicidade – princípio do juízo 
natural, evitando a escolha/direcionamento 
pela parte do juízo competente para julga-
mento da causa.
Parágrafo único. O primeiro recurso protoco-
lado no tribunal tornará prevento o relator 
para eventual recurso subsequente interposto 
no mesmo processo ou em processo conexo.
Após a distribuição, os autos são imediatamente conclusos ao relator que possui prazo de 
30 dias para elaborar o voto, devolver os autos com relatório, à secretaria (art. 931 do CPC).
Art. 932. Incumbe AO RELATOR:
I – dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, 
quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II – apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária 
do tribunal;
III – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente 
os fundamentos da decisão recorrida;
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
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VI – decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal;
VII – determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
VIII – exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 
(cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível.
− Memorize que o CPC (art. 935) exige que entre a data de publicação da pauta e a 
da sessão de julgamento decorrerá, pelo menos, o prazo de 5 (cinco) dias, incluin-
do-se em nova pauta os processos que não tenham sido julgados, salvo aqueles 
cujo julgamento tiver sido expressamente adiado para a primeira sessão seguinte;
Ordem de julgamento (art. 936 do CPC)
1) Preferências legais e regimentais;
2) Aqueles nos quais houver sustentação oral, observada a ordem dos requerimentos;
3) Os requerimentos de preferência apresentados até o início da sessão de julgamento;
4) Aqueles cujo julgamento tenha iniciado em sessão anterior; e
5) Os demais casos.
Sustentação oral
Na sessão de julgamento, depois da exposição da causa pelo relator, o presidente dará a 
palavra, sucessivamente, ao recorrente, ao recorrido e, nos casos de sua intervenção, ao 
membro do Ministério Público, pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada 
um, a fim de sustentarem suas razões. Repare que primeiro quem fala é o recorrente, depois 
o recorrido e, por fim, o MP, quando atuar.
Casos em que a sustentação oral é admitida: no recurso de apelação; no recurso ordinário; no 
recurso especial; no recurso extraordinário; nos embargos de divergência; na ação rescisória, 
no mandado de segurança e na reclamação; no agravo de instrumento interposto contra 
decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência; 
em outras hipóteses previstas em lei ou no regimento interno do tribunal.
Alerta-se que o Jaylton Lopes defende que apesar de o art. 937, VIII, do CPC trazer uma 
restrição a sustentação oral no agravo de instrumento também é possível admitir essa 
sustentação no agravo de instrumento interposto contra decisão parcial de mérito. Trata-
se de entendimento doutrinário também consolidado no Enunciado 61 da I Jornada de 
Direito Processual Civil.
O procurador que desejar proferir sustentação oral poderá requerer, até o início da sessão, 
que o processo seja julgado em primeiro lugar, sem prejuízo das preferências legais.
Nos processos de competência originária – ação rescisória, mandado de segurança e 
reclamação-, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator 
que o extinga.
Admite-se que o advogado que possua domicílio profissional em cidade diversa daquela 
onde está sediado o tribunal realize sustentação oral por meio de videoconferência ou outro 
recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que o requeira 
até o dia anterior ao da sessão.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
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− Quando o vício for sanável, possibilitar-se-á a realização ou renovação do ato 
processual;
Vista dos autos
Quem pode pedir e quando: O relator ou outro juiz que não se considerar habilitado a proferir 
imediatamente seu voto poderá solicitar vista.
Prazo: prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será reincluído em pauta para 
julgamento na sessão seguinte à data da devolução.
Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo juiz 
prorrogação de prazo de no máximo mais 10 (dez) dias, o presidente do órgão fracionário 
os requisitará para julgamento do recurso na sessão ordinária subsequente, com publicação 
da pauta em que for incluído. Nessa hipótese, se aquele que fez o pedido de vista ainda não 
se sentir habilitado a votar, o presidente convocará substituto para proferir voto, na forma 
estabelecida no regimento interno do tribunal.
− Admite-se a alteração do voto até o momento da proclamação do resultado pelo 
presidente, salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído (art. 941, 
§1º, do CPC). No julgamento de apelação ou de agravo de instrumento, a decisão 
será tomada, no órgão colegiado, pelo voto de 3 (três) juízes (art. 942, §2º, do CPC);
− O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante 
do acórdão para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento (art. 943 
do CPC);
Técnica de ampliação do colegiado
Encontra previsão no art. 942 do CPC.
Finalidade: ampliar e amadurecer o debate diante de resultado do julgamento não unânime.
Possibilita que o voto até então vencido seja o votovencedor.
Não é uma nova espécie recursal! Como o próprio nome indica é uma técnica de julgamento.
Não fica restrita as hipóteses de reforma de sentença de mérito REsp 1762236.
Aplicável na apelação (art. 942, caput, do CPC); ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da 
sentença (mesmo que parcial, já que o dispositivo legal não faz essa restrição)12, devendo, nesse caso, 
seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno (art. 942, §3º, I); 
agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito (art. 942, §3º, 
II). Jaylton Lopes critica essa distinção de tratamento pelo legislador em relação à apelação e ao agravo de 
instrumento. Entretanto, acredito que isso não é importante para prova objetiva da OAB. Talvez na prova 
discursiva, se o examinador quiser complicar um pouco mais a sua vida. Leve para a sua prova, especialmente 
a objetiva, que o STJ é em sentido oposto ao do ilustre professor Jaylton Lopes. Para o STJ, deve ser feita uma 
interpretação literal, de modo que a técnica de julgamento ampliado, em agravo de instrumento, exige que 
a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito. REsp 1960580. Atenção: Jaylton Lopes alerta que 
prevalece o entendimento de que esse rol de hipóteses em que é possível a aplicação dessa técnica é taxativo.
Jaylton Lopes defende a possibilidade de utilização da técnica de ampliação do colegiado no mandado de 
segurança, em virtude da ausência de vedação legal. O art. 25 da Lei n. 12.016/2009 não impediria a utilização 
dessa técnica.
12 Enunciado 63 da I Jornada de Direito Processual Civil – CJF.
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Os embargos de declaração podem ser opostos com efeitos modificativos. Admite-se, ainda, que no julgamento 
dos embargos de declaração, um dos julgadores altere o seu entendimento, alterando o seu voto. Nesse caso, 
como os embargos de declaração possuem efeito integrativo, a decisão que era unânime, passou a ser não 
unânime. Com isso, ao resultado final deve ser aplicada a técnica de ampliação do colegiado. REsp 1786158.
O STJ entende que essa técnica deve ser aplicada quando a proclamação do julgamento não unânime 
(hipóteses já listadas) ocorrer na vigência do CPC/2015. Dessa forma, para o STJ é irrelevante a data de 
chegada do processo no tribunal, o que importa é o momento em que ocorrer a proclamação do resultado 
(que deve ser não unânime). REsp 1762236.
Um ponto que o examinador adora cobrar diz respeito às hipóteses em que é vedada a aplicação da técnica 
de ampliação do colegiado. São elas: incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas 
repetitivas; remessa necessária; julgamento não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela 
corte especial.
− Quando há apelação e agravo de instrumento, este último (agravo de instrumento) 
será julgado primeiro;
• Remessa necessária:
− A regra é que sentença proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público; e que julgar 
procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal para produzir 
efeitos deve ser confirmada pelo tribunal (art. 496, I e II, do CPC);
− Dessa forma, mesmo que o ente público não apresente apelação, (i) o magistrado 
deve ordenar a remessa ao Tribunal e (ii) se o juiz não fizer isso, caberá ao presi-
dente do respectivo Tribunal avocar o processo;
− Vejamos as exceções:
Dispensa remessa necessária – Condenação ou proveito econômico obtido na causa for valor 
certo e líquido inferior a:
União e respectivas autarquias 
e fundações de direito público
Estados, o Distrito Federal, as res-
pectivas autarquias e fundações de 
direito público e os Municípios que 
constituam capitais dos Estados
Todos os demais Municípios 
e respectivas autarquias e 
fundações de direito público
1.000 (mil) salários-mínimos 500 (quinhentos) salários-mínimos 100 (cem) salários-mínimos
− Também não se submeterá a remessa necessária quando: a sentença estiver funda-
da em: I – súmula de tribunal superior; II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal 
Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; 
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou 
de assunção de competência; IV – entendimento coincidente com orientação vin-
culante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em 
manifestação, parecer ou súmula administrativa. Trata-se do disposto no art. 496, 
§4º, do CPC que também é um dispositivo queridinho dos examinadores;
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• Teoria geral dos recursos:
− Você precisa entender a diferença entre recurso, ação autônoma de impugnação 
e sucedâneo recursal. Segue um quadro-resumo:
Recurso
Ação autônoma de 
impugnação
Sucedâneo recursal
Mecanismo apto a impugnar 
decisões judiciais dentro do 
mesmo processo.
Finalidade: promover a reforma, 
invalidação, esclarecimento ou 
integração da decisão.
Daniel Amorim enumera como 
características:
– Voluntariedade;
– Expressa previsão em lei 
federal;
– Desenvolvimento no próprio 
processo no qual a decisão 
impugnada foi proferida;
– Manejável pelas partes, tercei-
ros prejudicados e Ministério 
Público;
– Com o objetivo de reformar, 
anular, integrar ou esclarecer 
decisão judicial.
A decisão judicial será impugnada 
por meio de uma NOVA AÇÃO e 
não dentro do mesmo processo 
como ocorre nos recursos.
Classificação residual, ou seja, 
o que não se enquadrar como 
recurso nem como ação autônoma 
de impugnação.
Princípios recursais – Quadro-resumo elaborado com base no livro do professor Jaylton Lopes
Princípio das decisões juridicamente relevantes – Não são todos os pronunciamentos judiciais que são 
recorríveis. Lembre-se que os despachos são irrecorríveis (art. 1.001 do CPC); nem todas as decisões 
interlocutórias se sujeitam à agravo de instrumento (para o STJ – Resp 1704520/MT – o art. 1.015 elenca 
um rol de taxatividade mitigada).
Princípio da taxatividade – Os recursos cabíveis contra a decisão judicial que se almeja questionar devem 
estar previstos em lei em um rol taxativo. Memorize que apenas A LEI pode criar tipos de recursos.
Pode um recurso previsto em lei não ter um nome próprio? Pode. É exatamente o que acontece na lei dos 
juizados especiais, não é? Daí o que o recurso é denominado de recurso inominado, pois o legislador não 
trouxe qual seria o seu nome.
Princípio da singularidade – A regra é que de determinada decisão judicial cabe apenas um recurso por 
vez. Admite-se que a lei crie exceções, como o caso do RE e REsp, por exemplo, que podem ser interpostos 
simultaneamente.
Princípio da fungibilidade – Em determinadas situações, admite-se que um recurso interposto equivo-
cadamente seja recebido como o recurso correto. Como requisitos para que isso seja possível temos: a 
existência de dúvida objetiva quanto ao cabimento do recurso e a observância do prazo previsto na lei para 
a interposição do recurso correto. Esclareça-se que se o advogado cometer erro grosseiro não é admitido 
a alegação desse princípio.
Princípio da proibição da reformatio in pejus – Via de regra, não se admite quea distribuição de acordo 
com o regimento interno do tribunal, obser-
vando-se a alternatividade, o sorteio ele-
trônico e a publicidade – princípio do juízo 
natural, evitando a escolha/direcionamento 
pela parte do juízo competente para julga-
mento da causa.
Parágrafo único. O primeiro recurso protoco-
lado no tribunal tornará prevento o relator 
para eventual recurso subsequente interposto 
no mesmo processo ou em processo conexo.
Após a distribuição, os autos são imediatamente conclusos ao relator que possui prazo de 
30 dias para elaborar o voto, devolver os autos com relatório, à secretaria (art. 931 do CPC).
Você sabe que a regra é que o julgamento realizado pelo tribunal seja feito de forma 
colegiada. Entretanto, para dinamizar e em respeito ao princípio da celeridade o legislador 
elenca atividades que podem ser realizadas pelo relator. Preste atenção e memorize o art. 
932, pois os examinadores gostam de trocar a competência do relator por competência do 
colegiado, deixando a alternativa errada. Fique atento para não cair em pegadinha.
Art. 932. Incumbe AO RELATOR:
I – dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, 
quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II – apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária 
do tribunal;
III – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente 
os fundamentos da decisão recorrida;
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
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c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
VI – decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal;
VII – determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
VIII – exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 
(cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível.
 Obs.: Sempre que a lei trouxer um prazo fique atento, pois examinadores gostam de cobrar 
esses pontos. Outra informação que merece destaque é que esse dispositivo traz o 
princípio da sanabilidade dos vícios processuais e primazia do julgamento de mérito.
Vamos agora analisar o art. 933 do CPC:
Art. 933. Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida ou a 
existência de questão apreciável de ofício ainda não examinada que devam ser considerados no 
julgamento do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.
 Obs.: Jaylton Lopes aponta que esse dispositivo legal está em consonância com o art. 
493 do CPC que dispõe que fatos após a propositura da ação devem ser levados em 
consideração de ofício ou a requerimento da parte pelo juiz no momento da decisão.
§ 1º Se a constatação ocorrer durante a sessão de julgamento, esse será imediatamente suspenso 
a fim de que as partes se manifestem especificamente.
§ 2º Se a constatação se der em vista dos autos, deverá o juiz que a solicitou encaminhá-los ao 
relator, que tomará as providências previstas no caput e, em seguida, solicitará a inclusão do 
feito em pauta para prosseguimento do julgamento, com submissão integral da nova questão 
aos julgadores.
Tenha em mente que nos casos do art. 932, III, IV e V não haverá julgamento pelo colegiado.
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Julgamento pelo relator (art. 932, III, IV e V)
Art. 932. III – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado 
especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a 
decisão recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência.
E o que ocorre quando a decisão tem que ser colegiada? O procedimento está previsto 
no art.934 do CPC. Vejamos:
Art. 934. Em seguida, os autos serão apresentados ao presidente, que designará dia para 
julgamento, ordenando, em todas as hipóteses previstas neste Livro, a publicação da pauta no 
órgão oficial.
Memorize que o CPC (art. 935) exige que entre a data de publicação da pauta e a da 
sessão de julgamento decorrerá, pelo menos, o prazo de 5 (cinco) dias, incluindo-se em nova 
pauta os processos que não tenham sido julgados, salvo aqueles cujo julgamento tiver sido 
expressamente adiado para a primeira sessão seguinte.
Deve ser facultado às partes a vista dos autos em cartório, após a publicação da pauta 
para julgamento (art. 935, §1º, do CPC).
E como fica a ordem de julgamento? Excelente pergunta! Para responder vamos fazer 
um quadro-resumo.
Ordem de julgamento (art. 936 do CPC)
1) Preferências legais e regimentais
2) Aqueles nos quais houver sustentação oral, observada a ordem dos requerimentos;
3) Os requerimentos de preferência apresentados até o início da sessão de julgamento;
4) Aqueles cujo julgamento tenha iniciado em sessão anterior; e
5) Os demais casos.
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E como é a sustentação oral? Bom, a primeira coisa que você precisa saber é que o prazo 
é de 15 minutos para cada. Vamos a mais um quadro-resumo:
Sustentação oral
Na sessão de julgamento, depois da exposição da causa pelo relator, o presidente dará a 
palavra, sucessivamente, ao recorrente, aoa interposição de um 
recurso pela parte acarrete prejuízos para essa parte. Alerto que se ambas as partes recorrerem, admite-se 
o prejuízo com uma nova decisão, mas isso não está relacionado ao recurso da parte que sofreu o prejuízo 
e sim ao provimento do recurso da outra parte.
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Princípios recursais – Quadro-resumo elaborado com base no livro do professor Jaylton Lopes
Jaylton Lopes traz duas exceções a esse princípio vejamos:
“Sem embargo, é possível que o próprio sistema recursal preveja exceções a esse princípio. Vejamos dois 
exemplos: a) possibilidade de o órgão ad quem reconhecer questões de ofício (ex.: coisa julgada, prescrição, 
decadência, etc.) e, com isso, prejudicar ainda mais o recorrente; b) possibilidade de o órgão ad quem, após 
dar provimento ao recurso do réu que pedia a cassação da sentença, julgar o mérito em seu desfavor (art. 
1.013, §3º, do CPC). Para a mitigação do princípio da proibição de reformatio in pejus, é preciso que haja 
previsão legal.”
Princípio da dialeticidade – É necessário que o recorrente realize a impugnação específica no tocante 
aos fundamentos da decisão recorrida. Alerta-se que para o STJ, o simples fato de repetir argumentos já 
levantados no processo não autoriza que o recurso não seja conhecido, sob alegação de violação ao princípio 
da dialeticidade. REsp 1665741.
• Requisito de admissibilidade intrínseco (“CIIL”):
Cabimento: exige previsão legal e tem que ser o recurso correto para impugnar a decisão. Para aplicação do 
princípio da fungibilidade exige-se dúvida objetiva e respeito ao prazo recursal do recurso cabível. E, via de 
regra, cabe apenas um recurso da decisão judicial.
Interesse recursal: relaciona-se com a utilidade e necessidade.
Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer: requisito negativo. Desistência do recurso; 
renúncia ao direito de recorrer e aceitação. Veja o quadro abaixo.
Legitimidade: a parte vencida; o terceiro prejudicado e o Ministério Público.
Desistência do recurso Renúncia ao direito de recorrer Aceitação
O CPC admite a desistência do re-
curso a qualquer tempo, indepen-
dentemente da anuência do recor-
rido ou dos litisconsortes.
O advogado precisa de poderes 
especiais, na forma do art. 105 do 
CPC.
Importante perceber que a desis-
tência do recurso não impede a 
análise de questão cuja repercus-
são geral já tenha sido reconhecida 
e daquela objeto de julgamento de 
recursos extraordinários ou espe-
ciais repetitivos (art. 998 do CPC).
Atenção: não confundir com de-
sistência da ação. A desistência da 
ação pode ser feita até a prolação 
da sentença e, se após a contes-
tação, depende de concordância 
do réu (art. 485, §§4 e 5, do CPC).
Pode ser feito até o transcurso do 
prazo e desde que o recurso ainda 
não tenha sido interposto.
Independe de aceitação da outra 
parte e deve ser expressa.
Exige do advogado poderes espe-
ciais, na forma do art. 105 do CPC.
A aceitação pode ser expressa ou 
tácita – comportamento incompa-
tível – (art. 1.000 do CPC).
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• Requisitos de admissibilidade extrínsecos:
Mnemônico: “TEMPRE”
TEMpestividade: respeito ao prazo legal. Via de regra, 15 dias úteis. Embargos de declaração 5 
dias úteis. O recurso interposto antes do início da contagem do prazo é tempestivo, segundo 
o CPC/2015.
Preparo
Regularidade formal: Requisitos gerais – forma escrita, salvo exceções previstas em lei; 
impugnação específica; congruência; capacidade postulatória (via de regra, por advogado); 
realização do preparo com a comprovação.
− São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos 
interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, 
pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal;
− É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em 
autos eletrônicos;
− A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, im-
plicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a 
supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias;
Não comprovação do pagamento do preparo
Preparo foi realizado, mas esqueceu de 
juntar o comprovante
Preparo não foi realizado
Nesse caso, paga novamente o preparo.
Nesse caso, é necessário o pagamento em 
dobro do preparo.
− Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, 
por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo;
− O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena 
de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, 
intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias;
• Recurso adesivo:
− O recurso independente é um recurso autônomo, ou seja, não depende de compor-
tamento da parte contrária. O recurso subordinado, por sua vez, é aquele que está 
“preso” ao recurso principal. Se o recurso principal tiver um juízo de admissibili-
dade negativo (lembra dos requisitos intrínsecos e extrínsecos que são analisados 
antes de adentrar ao mérito?) ou se houver desistência do recurso (que já vimos 
que não se confunde a desistência da ação, lembra?), o recurso subordinado não 
será conhecido;
− Hipóteses de cabimento de recurso adesivo: apelação, RE e REsp (segundo o CPC). 
Parcela da doutrina cita também o recurso ordinário constitucional quando faz 
as vezes de apelação;
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− Terceiro prejudicado e MP como fiscal da lei não são legitimados para interpor o 
recurso adesivo;
− Quando falamos que o recurso adesivo é subordinado ao recurso principal estamos 
nos referindo à análise dos requisitos de admissibilidade e não do mérito;
• Apelação:
Sentença Decisão interlocutória Despacho
Art. 203. § 1º Ressalvadas as dispo-
sições expressas dos procedimen-
tos especiais, sentença é o pronun-
ciamento por meio do qual o juiz, 
com fundamento nos arts. 485 e 
487, põe fim à fase cognitiva do 
procedimento comum, bem como 
extingue a execução.
Art. 203. § 2º Decisão interlocutó-
ria é todo pronunciamento judicial 
de natureza decisória que não se 
enquadre no § 1º.
Art. 203. § 3º São despachos todos 
os demais pronunciamentos do juiz 
praticados no processo, de ofício ou 
a requerimento da parte.
− Caberá apelação nas seguintes situações:
 ◦ 1) Da sentença cabe apelação;
 ◦ 2) Das questões resolvidas na fase de conhecimento não impugnáveis por agravo 
de instrumento;
 ◦ 3) Das questões previstas no art. 1.015 do CPC quando integrem a sentença;
− A apelação possui efeito devolutivo horizontal e vertical. A regra é que a apelação 
possui efeito suspensivo (art. 1.012 do CPC). Entretanto, o próprio CPC retira o 
efeito suspensivo em algumas situações. Não há efeito suspensivoda sentença 
que homologa divisão ou demarcação de terras; condena a pagar alimentos; extin-
gue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; 
julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; confirma, concede ou 
revoga tutela provisória; decreta a interdição. Nessas hipóteses, admite-se que 
seja formulado pedido de concessão de efeito suspensivo, na forma do art. 1.012, 
§3º, do CPC;
− Exige-se para a concessão do efeito suspensivo nessas hipóteses, a comprovação 
da probabilidade de provimento do recurso (tutela provisória de evidência) ou risco 
de dano grave ou de difícil reparação (tutela provisória de urgência);
− É possível o recorrente inovar em matéria fática na fase recursal? Via de regra, 
isso é vedado pelo ordenamento jurídico. Como exceções podemos citar: fato novo 
(surgiu após a prolação da sentença) e fato antigo que não foi alegado por motivo 
de força maior;
• Teoria da causa madura:
§ 3º Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde 
logo o mérito quando:
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
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I – reformar sentença fundada no art. 485;
II – decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da 
causa de pedir;
III – constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
IV – decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
− Apesar de existir discussão doutrinária sobre a necessidade ou não de requeri-
mento do recorrente para a aplicação da teoria da causa madura, o STJ entende 
que essa aplicação INDEPENDE de requerimento do recorrente;
− Além disso, o STJ já concluiu que a teoria da causa madura não fica restrita ao 
julgamento da apelação. No REsp 1215368, o STJ decidiu que pode ser aplicado 
ao julgamento do agravo de instrumento;
• Agravo de instrumento:
− O recurso agravo de instrumento é cabível contra certas decisões interlocutórias. 
O art. 1.015 do CPC enumera essas decisões e, segundo o STJ, trata-se de um rol 
de taxatividade mitigada;
− Faça a leitura dos dispositivos com breves apontamentos:
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
 Obs.: O inciso não restringe a análise, podendo a decisão deferir, indeferir, revogar, 
modificar ou adiar a análise do pedido.13
II – mérito do processo;
EXEMPLO
Julgamento antecipado parcial de mérito.
III – rejeição da alegação de convenção de arbitragem;14 15
IV – incidente de desconsideração da personalidade jurídica;
 Obs.: Não há restrição a apenas decisão que resolve o incidente de desconsideração.
V – rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;16 17
VI – exibição ou posse de documento ou coisa;
VII – exclusão de litisconsorte;
13 Enunciado 70 da I Jornada de Direito Processual Civil.
14 Enunciado 435 do Fórum Permanente de Processualistas Civis – FPPC.
15 Parcela da doutrina (ex.: Jaylton Lopes) defende que decisão que nega a validade ou eficácia a um negócio jurídico pro-
cessual pode ser impugnada por agravo de instrumento, com fundamento nesse inciso, por se tratar de hipótese seme-
lhante. Como exemplo, o autor cita decisão que nega a validade de negócio jurídico processual que admite a distribuição 
convencional do ônus da prova.
16 Parcela da doutrina (ex.: Daniel Assumpção) defende que é cabível agravo de instrumento quando há indeferimento da 
impugnação à gratuidade de justiça.
17 Agravo de instrumento terá efeito suspensivo automático, na forma do art. 101,§1º, do CPC.
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 Obs.: Se o magistrado indeferir o pedido de exclusão não caberá agravo de instrumento. 
REsp 1724453 SP.
VIII – rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
 Obs.: O legislador trouxe uma limitação nesse inciso. Se for deferimento do pedido de 
limitação não caberá agravo de instrumento.
IX – admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;18
X – concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;19 20
XI – redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º;
 Obs.: Inciso amplo. 21
XII – (VETADO);
XIII – outros casos expressamente referidos em lei.
EXEMPLO
Decisão que resolve o pedido de distinguishing. Fundamento legal: art. 1.037, §13, I, do CPC.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas 
na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e 
no processo de inventário.
 Obs.: Também estão inseridas as decisões interlocutórias proferidas na recuperação 
judicial e na falência. 22
• Jurisprudências:
− REsp 1752049-PR – Art. 1.015, I, do CPC/15, abrange também a decisão interlocu-
tória que impõe ao credor fiduciário o dever de arcar com as despesas relacionadas 
ao depósito do bem em pátio de terceiro;
− REsp 1679909-RS – Apesar de não previsto expressamente no rol do art. 1.015 do 
CPC/2015, cabe agravo de instrumento da decisão interlocutória relacionada à 
definição de competência (inciso III do art. 1.015 do CPC/2015);
18 Se for amicus curiae lembrar que o art. 138 do CPC dispõe que a decisão que solicita e que admite a participação dele é 
irrecorrível. Além disso, o STF, na ADI 4711, concluiu que também é irrecorrível a decisão que indefere o pedido de ingresso 
desse terceiro (amicus curiae).
19 É aplicável também ao cumprimento de sentença. O cumprimento de sentença é a execução fundada em título executivo 
JUDICIAL. Já os embargos à execução representam a execução fundada em título executivo EXTRAJUDICIAL.
20 Enunciado 71 da I Jornada de Direito Processual Civil CJF.
21 Enunciado 72 da I Jornada de Direito Processual Civil CJF.
22 Enunciado 69 da I Jornada de Direito Processual Civil CJF e art.189 da Lei n. 11.101/2005.
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− RMS 58578-SP – É cabível mandado de segurança quando há dúvida razoável sobre 
o cabimento de agravo de instrumento. O caso concreto versava sobre decisão 
interlocutória que examinava competência;
− EREsp 1730436-SP – É cabível agravo de instrumento para impugnar decisão que 
define a competência;
− REsp 1738756-MG – Quando a prescrição e decadência forem analisadas em de-
cisão interlocutória caberá agravo de instrumento;
− REsp 1798975-SP – É cabível agravo de instrumento contra decisão interlocutória 
que fixa a data da separação de fato do casal para efeitos da partilha dos bens;
− REsp 1680168-SP – Decisão que julga procedente, na primeira fase, a ação de 
exigir contas é atacada por agravo de instrumento, caso não encerre o processo;
− REsp 1821793-RJ – Decisão interlocutória, em segunda fase, da ação de prestação 
de contas que defere a produção de prova pericial contábil, nomeia perito e defere 
prazo para apresentaçãode documentos, formulação de quesitos e nomeação de 
assistentes não é impugnável por agravo de instrumento;
− AgInt no AREsp 1411485-SP – Decisão que fixa ponto controvertido e que defere 
produção probatória não é impugnável por agravo de instrumento;
− REsp 1757123-SP – A decisão interlocutória que versar sobre a arguição de im-
possibilidade jurídica do pedido, seja para acolher a alegação, seja também para 
afastá-la, poderá ser objeto de impugnação imediata por agravo de instrumento 
com base no art. 1.015, II, CPC/15;
− REsp 1827553-RJ – O art. 1.015, I, do CPC se refere não apenas ao núcleo essen-
cial da tutela provisória, mas também que se refiram aos aspectos acessórios que 
estão umbilicalmente vinculados a ela. Assim, a decisão interlocutória que majora 
a multa fixada para o caso de descumprimento da ordem judicial é impugnável 
por agravo de instrumento;
− REsp 1759015-RS – A decisão interlocutória que indefere o pedido de suspensão 
do processo em razão de questão prejudicial externa não equivale à tutela pro-
visória de urgência de natureza cautelar. Assim, não cabe agravo de instrumento 
dessa decisão interlocutória;
− REsp 1717387-PB – Cabe agravo de instrumento da decisão que indefere ou de-
fere o requerimento de distinção passou a ser agravável, na forma do art. 1.037, 
§ 13, I, do CPC;
− REsp 1762957-MG – Não cabe agravo de instrumento da decisão cominatória da 
multa do art. 334, §8º, do CPC.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/PROCURADOR/2024) Olga Rios propôs ação 
contra o Estado do Paraná e foi proferida sentença. Trata-se de ação de um particular em 
face de uma pessoa jurídica de direito público, na qual há certas prerrogativas processuais.
Nesse sentido, assinale a opção em que a sentença proferida no processo entre Olga Rios 
e o Estado do Paraná não estaria sujeita ao reexame necessário.
a) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios em caso 
idêntico a acórdão veiculado no Informativo do Superior Tribunal de Justiça.
b) a sentença foi definitiva, condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios e está 
fundada em súmula do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
c) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios a pagar 
R$510.000,00 (quinhentos e dez mil reais).
d) a sentença foi definitiva e julgou procedente o pedido de Olga Rios em embargos à 
execução fiscal contra o Estado do Paraná.
e) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios em caso 
idêntico a entendimento objeto de incidente de resolução de demandas repetitivas em trâmite.
002. 002. (FGV/TJ MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) O Estado de Minas Gerais foi condenado 
no pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000.000,00 claramente 
contra a prova dos autos e, na sentença, o juiz determinou a remessa necessária. O réu 
não apelou.
O Tribunal, de forma correta,
a) conhecerá da remessa necessária.
b) não conhecerá da remessa necessária.
c) conhecerá da remessa necessária se houver, também, apelação voluntária.
d) conhecerá da remessa necessária e determinará ao réu interpor apelação voluntária.
003. 003. (FGV/DPE MS/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2022) Em relação à remessa necessária, 
é correto afirmar que:
a) as fundações de direito público estão excluídas das hipóteses de remessa necessária;
b) não se admite incidente de assunção de competência a partir de remessa necessária;
c) a existência de súmula administrativa do próprio ente público é suficiente para afastar 
a remessa necessária;
d) a sentença que julga parcialmente procedentes os embargos à execução fiscal não 
autoriza a remessa necessária.
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004. 004. (CESPE/CEBRASPE/PGE-RR/PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO/2023) No que 
se refere à ação civil pública, à ação de improbidade administrativa, à reclamação, à ação 
rescisória e aos juizados especiais da fazenda pública, julgue o item subsecutivo.
As sentenças de improcedência em ação civil pública e em ação de improbidade administrativa 
sujeitam-se ao reexame necessário independentemente do valor atribuído à causa.
005. 005. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) Considerando uma demanda hipotética na qual A 
busque a satisfação de seu crédito decorrente de uma obrigação por parte de B, julgue o 
item a seguir.
Na hipótese de B ser o estado do Rio Grande do Norte, a sentença não produzirá efeitos senão 
depois de confirmada pelo tribunal de justiça, exceto se já houver orientação vinculante 
firmada no âmbito administrativo do próprio estado, consolidada em manifestação, parecer 
ou súmula administrativa.
006. 006. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA/ADVOGADO/2019) No que diz respeito ao direito 
processual civil, julgue o item.
Suponha‐se que uma determinada autarquia federal tenha sido condenada, por sentença, 
a pagar valor certo e líquido de seiscentos salários mínimos. Nesse caso, a sentença estará 
sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeitos senão depois de confirmada, 
pelo tribunal, por meio da remessa necessária.
007. 007. (FGV/AGE-MG/PROCURADOR DO ESTADO/2022) No julgamento de um recurso de 
agravo de instrumento, interposto contra decisão que havia julgado parcialmente o mérito 
da causa, após colhidos os três primeiros votos, obteve-se um resultado por maioria, no 
sentido do provimento do recurso, com a reforma da decisão de primeiro grau.
Na sequência, suspendeu-se o julgamento e convocaram-se outros dois julgadores para o 
prosseguimento imediato da sessão. Retomado o julgamento com a presença dos novos 
julgadores, mas antes da colheita de seus votos, o magistrado que proferiu o voto vencido 
alterou seu posicionamento anterior para aderir àquele precedentemente sustentado 
pelos seus pares. Nesse momento, o Presidente do órgão colegiado encerrou a sessão de 
julgamento, afirmando que não haveria mais necessidade da ampliação do colegiado, pois 
agora inexistente a divergência.
Nesse cenário, é correto afirmar que a conduta do presidente do órgão colegiado foi
a) acertada, uma vez que somente incide a técnica de ampliação do colegiado quando o 
julgamento for não unânime, o que não aconteceu.
b) equivocada, uma vez que a revisão do voto vencido, após a convocação dos novos 
julgadores, não afasta a incidência da técnica de ampliação do colegiado.
c) acertada, uma vez que não incide a técnica de ampliação do colegiado em sede de agravo 
de instrumento.
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d) equivocada, uma vez que não poderia permitir a alteração do voto vencido, já que havia 
se encerrado o primeiro julgamento.
e) equivocada, uma vez que na ampliação do colegiado se impõe um novo julgamento, com 
novos julgadores,não podendo se aproveitar os votos anteriores.
008. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE RECIFE-PE/PROCURADOR JUDICIAL/2022) Conforme 
o entendimento do STJ, a utilização da técnica da ampliação do colegiado no agravo de 
instrumento é cabível desde que, por maioria de votos, esse recurso seja
a) improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito e alguma questão 
preliminar.
b) provido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
c) provido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito.
d) improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito.
e) improvido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
009. 009. (FCC/UNICAMP/PROCURADOR DA UNIVERSIDADE ASSISTENTE/2022) No que se refere 
à ordem dos processos no tribunal, incumbe
I – ao relator negar provimento a recurso que for contrário à súmula do Supremo Tribunal 
Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal.
II – ao órgão colegiado a apreciação do pedido de tutela provisória nos recursos e nos 
processos de competência originária do tribunal.
III – ao relator, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao 
recurso, se a decisão recorrida for contrária a acórdão proferido pelo Supremo Tribunal 
Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos.
IV – ao órgão colegiado, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento 
ao recurso, se a decisão recorrida for contrária a entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) II e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
010. 010. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO-PE/ADVOGADO/2023) Quando 
o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão 
a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos 
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previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros 
o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
011. 011. (QUADRIX/ADVOGADO/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/2022) Com 
base no Código de Processo Civil, julgue o item acerca da ordem dos processos nos tribunais.
As decisões monocráticas de provimento ou de desprovimento de recurso pelo relator 
podem fundar-se em jurisprudência dominante do colegiado.
012. 012. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/ADVOGADO/2022) Com 
base no Código de Processo Civil, julgue o item acerca da ordem dos processos nos tribunais.
Os fatos supervenientes ao ajuizamento da ação, ainda que anteriores à sentença, mas que 
não tenham sido objeto de prévia notícia em primeiro grau, poderão ser considerados de 
ofício para julgamento do recurso.
013. 013. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/ADVOGADO/2022) 
Acerca dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, 
julgue o item.
Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida ou a existência 
de questão apreciável, de ofício, ainda não examinada que deva ser considerada no julgamento 
do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo de cinco dias.
014. 014. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO-PE/ADVOGADO/2023) Conforme 
as disposições do Código de Processo Civil a respeito dos processos nos tribunais e dos 
meios de impugnação das decisões judiciais, julgue o item.
Incumbe ao relator apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de 
competência originária do tribunal.
015. 015. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Em apelação cível distribuída ao Tribunal 
de Justiça, o relator, diante da impossibilidade de decidir monocraticamente, elaborou voto 
e relatório, determinando a designação de data para julgamento do recurso.
Julgue o item:
Se, durante a sessão de julgamento, o relator constatar a ocorrência de fato superveniente 
à decisão recorrida, deverá intimar as partes para se manifestarem no prazo de quinze dias.
016. 016. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Havendo questão preliminar a ser 
decidida, esta será submetida a julgamento pela turma julgadora antes do mérito. Caso 
a preliminar seja rejeitada por maioria, o julgador que acolhia a preliminar não poderá se 
pronunciar sobre o mérito.
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017. 017. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) O voto poderá ser alterado até o momento 
da proclamação do resultado pelo presidente, inclusive aquele que já tiver sido proferido 
por juiz afastado ou substituído.
018. 018. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Não publicado o acórdão no prazo de 
quinze dias, contados da data da sessão de julgamento, as notas taquigráficas o substituirão, 
para todos os fins legais, cabendo ao relator lavrar, de imediato, as conclusões e a ementa 
e mandar publicar o acórdão.
019. 019. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Em caso de haver voto vencido, este 
será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão para todos os 
fins legais, inclusive a título de pré-questionamento.
020. 020. (FGV/OAB/41º EXAME/2024/ADAPTADA) Pedro propôs ação de dissolução parcial 
da sociedade Papel Cia. Ltda., em função de atos praticados pelo então administrador 
da sociedade, Paulo. No processo, restou comprovado que Paulo adulterava os balanços 
patrimoniais da sociedade.
Diante desse fato, o juiz proferiu sentença decretando a dissolução parcial da sociedade. 
Em face da sentença, Paulo interpôs o respectivo recurso de apelação. Depois de profe-
ridos os votos, o resultado do julgamento foi pela reforma da decisão, contudo de forma 
não unânime.
O julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros 
julgadores, tendo em vista o resultado não unânime do julgamento, que serão convocados 
nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir 
a possibilidade de inversão do resultado inicial.
021. 021. (FGV/CSJT/II CONCURSO UNIFICADO/JUIZ DO TRABALHO/2023/ADAPTADA) No atual 
microssistema de julgamento de casos repetitivos, a tese firmada permitirá, em outras 
causas, com a mesma base fático-jurídica e identidade essencial ao relator, por decisão 
unipessoal, negar provimento a recurso que for contrário à tese firmada, mas só possibilitará 
dar provimento ao recurso depois de facultada a apresentação de contrarrazões.
022. 022. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
O prazo máximo e improrrogável para vista dos autos será de quinze dias.
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023. 023. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
A vista dos autos pressupõe a inclusão do processo na sessão subsequente para que o voto 
seja proferido, sem a possibilidade de prorrogação.
024. 024. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
Se o vogal não devolver os autos tempestivamente ou se não requerer prorrogação do 
prazo de vista, o presidente requisitará os autos para julgamento do recurso, convocando 
substituto para proferir voto, se aquele que fez o pedido de vista não se sentir habilitado 
a votar.
025. 025. (FGV/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2022/ADAPTADA) No julgamento de uma ação 
rescisória, o Tribunal de Justiça acolheu, por unanimidade, o pedido rescindente e desconstituiu 
a coisa julgada por entender configurada manifesta violação à norma jurídica. E, no juízo 
rescisório, por maioria de votos, foi julgado procedente o pedido.
Haverá ampliação do colegiado, com convocação de novos julgadores para nova sessão de 
julgamento, quando poderá ocorrer a inversão do resultado inicial.
026. 026. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O efeito obstativo é o efeito de 
transferir ao órgão julgador do recurso o conhecimento da matéria impugnada no recurso.
027. 027. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) Cecilia e Raquel debatiam acerca dos efeitos dos 
recursos no processo civil. Cecilia afirmou que o efeito devolutivo é aquele que faz com que 
a matéria impugnada no recurso seja devolvida ao órgão julgador do recurso, delimitando 
a sua extensão e a profundidade.
Raquel, por sua vez, asseverou que o efeito regressivo é o efeito recursal que permite o 
exercício do direito de retratação pelo órgão prolator da decisão recorrida.
a) Cecilia e Raquel estão corretas em suas afirmações.
b) Cecilia está correta em sua afirmação, ao passo que Raquel está incorreta em sua colocação.
c) Cecilia e Raquel estão incorretas em suas afirmações.
d) Cecilia está incorreta em sua afirmação, enquanto Raquel está correta em sua colocação.
e) Cecilia e Raquel estão parcialmente corretas em suas afirmações.
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028. 028. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) Quanto ao efeito suspensivo, salvo 
disposição legal ou decisão judicial em contrário, a interposição de recurso não impede a 
eficácia da decisão.
029. 029. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O princípio da taxatividade não 
impede a criação de recursos não previstos em lei por vontade das partes.
030. 030. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O efeito translativo impede o 
conhecimento de matérias de ordem pública no julgamento do recurso.
031. 031. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O princípio da voluntariedade 
impede a interposição de recursos pelo Ministério Público, ainda que atuando enquanto 
fiscal do ordenamento jurídico.
032. 032. (FGV/TJ AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2024) Tramitando um determinado processo no 
Tribunal, o relator, antes de solicitar a sua inclusão em pauta para o julgamento do recurso 
de apelação ali interposto, tendo verificado que o apelante havia juntado novos documentos, 
proferiu despacho em que determinava a intimação do apelado para que se pronunciasse 
a seu respeito no prazo de quinze dias.
No tocante ao referido pronunciamento, é correto afirmar que é:
a) irrecorrível;
b) impugnável por agravo interno, que deverá ser desprovido;
c) impugnável por agravo interno, que deverá ser provido;
d) impugnável por agravo de instrumento, que deverá ser desprovido;
e) impugnável por agravo de instrumento, que deverá ser provido.
033. 033. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Ao recorrer, é fundamental, para que 
os recorridos se defendam, que o recorrente indique porque quer ver a decisão anulada, 
reformada ou integrada. Caso contrário, os recorridos não têm como, adequadamente, 
postular a manutenção do julgado.
O trecho transcrito versa sobre o princípio recursal denominado dialeticidade.
034. 034. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) João interpôs recurso de apelação 
em face de sentença proferida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Varre-Sai, localizada no 
Estado do Rio de Janeiro. Por esquecimento, embora tenha efetuado tempestivamente o 
preparo do recurso, João não efetuou a juntada da guia de custas e nem da comprovação 
do pagamento no momento da interposição da apelação.
Ao realizar a admissibilidade do recurso, o relator intimou João a efetuar o preparo em 
dobro na forma do Art. 1.007, § 4º, do CPC. Entretanto, João permaneceu inerte. Vinte dias 
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depois de sua intimação para recolhimento em dobro das custas, João protocolou petição 
acompanhada do preparo do recurso, bem como do comprovante de seu recolhimento. O 
relator, todavia, não conheceu o recurso de apelação em razão da deserção.
A decisão do relator foi correta, pois João não comprovou o preparo do recurso nas duas opor-
tunidades que possuía para isso, de modo que o recurso deve ser considerado como deserto.
035. 035. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Quando o recurso principal não é 
conhecido por falta de preparo, o recurso adesivo também não será conhecido, ainda que 
o aderente seja beneficiário da gratuidade de justiça.
036. 036. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Quando o litisconsórcio passivo é 
unitário – e todos os litisconsortes recorrem – a desistência de um ao recurso é subordinada 
ao assentimento dos demais.
037. 037. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Ao exercer o juízo preliminar de 
admissibilidade da apelação, o juiz de primeiro grau dirá os efeitos em que a recebe.
038. 038. (FGV/CGE SC/AUDITOR DO ESTADO/2023/ADAPTADA) Júlia promoveu ação judicial 
indenizatória em face dos pais de Antônio, absolutamente incapaz, pelos danos causados 
por Antônio. Durante a audiência de instrução e julgamento, com a presença de todos os 
advogados das partes, o juiz de direito proferiu sentença julgando improcedente o pedido 
de dano moral e condenando o pai de Antônio ao pagamento de dano material. No que 
tange à mãe de Antônio, todos os pedidos da autora foram julgados improcedentes.
Caso Júlia não ingresse com a apelação, mas o pai de Antônio o faça, ela poderá utilizar do 
recurso adesivo.
039. 039. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/PROCURADOR/2023) Caio intentou demanda em face de 
determinado Município, pleiteando a sua condenação a lhe pagar quantia correspondente 
a novecentos salários mínimos.Ofertada a peça contestatória e produzidas as provas requeridas por ambas as partes, 
o juiz da causa, invocando entendimento firmado em sede de incidente de assunção de 
competência, proferiu sentença em que condenava o ente federativo a pagar a Caio verba 
equivalente a seiscentos salários mínimos.
Depois de transcorridos dezessete dias úteis de sua regular intimação do ato decisório, 
Caio interpôs recurso de apelação, postulando a reforma parcial da sentença para que se 
majorasse a verba condenatória para o patamar pleiteado em sua petição inicial.
Intimado para responder ao apelo do autor, o ente político municipal ofertou, vinte e cinco 
dias depois de sua regular intimação, contrarrazões recursais, além de protocolizar, no 
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mesmo dia, apelação adesiva, na qual pugnou pela reforma integral da sentença, a fim de 
que se julgasse improcedente o pleito autoral.
Nenhum recurso de apelação deve ser conhecido.
040. 040. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/ANALISTA PROCESSUAL/2023/ADAPTADA) Proferida 
sentença condenatória parcial de mérito contra a Fazenda Pública, o feito foi remetido 
ao Tribunal por força da remessa necessária, já que não houve interposição de recursos 
voluntários. Após seu recebimento, o autor interpôs apelação, pela via adesiva, para que o 
efeito devolutivo do reexame necessário fosse integral.
Nesse cenário, é correto afirmar que o recurso de apelação não será admitido, uma vez que 
não cabe recurso adesivo à remessa necessária.
041. 041. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) Joana 
interpôs recurso especial em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado Alfa. O 
recurso foi instruído com a guia de recolhimento das custas, porém sem o respectivo 
comprovante de pagamento.
No Superior Tribunal de Justiça, o Ministro-Relator determinou a Joana que efetuasse o 
recolhimento das custas em dobro, sob pena de não conhecimento do recurso.
Em tal caso, o preparo fora regularmente realizado, eis que a guia de recolhimento de custas, 
isoladamente, é documento idôneo para comprovação de tal requisito de admissibilidade.
042. 042. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) É ônus do 
recorrido alegar e comprovar a ausência de preparo, não sendo cabível a iniciativa de ofício 
do Relator.
043. 043. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) A intimação 
para recolhimento em dobro somente se aplica para as hipóteses de recolhimento parcial.
044. 044. (FGV/TJ AP/JUIZ ESTADUAL/2022/ADAPTADA) Publicada sentença em que houve 
sucumbência recíproca, pois os pedidos de ressarcimento de dano material e reparação 
pelo dano moral foram parcialmente concedidos, ambas as partes apelaram de forma 
independente. O recurso da parte autora pretendia apenas a majoração da condenação 
fixada pelo juiz pelo dano material. Todavia, após ser surpreendido com o recurso da 
parte ré, que pretendia unicamente a redução da condenação fixada pelo dano moral, o 
autor interpõe, no prazo das contrarrazões, apelação pela via adesiva, buscando agora a 
integralidade também da verba pretendida a título de dano moral, que não fora objeto do 
recurso anterior.
Nesse cenário, esse recurso adesivo deve ser admitido, pois a apelação interposta pela via 
independente foi parcial, não abrangendo a parte da sentença que se referia ao dano moral.
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045. 045. (FGV/TJDFT/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2022/ADAPTADA) André intentou 
ação de cobrança de obrigação contratual em face de Carlos, tendo formulado o pedido de 
condenação deste ao pagamento da quantia de cinquenta mil reais.
Encerrada a instrução probatória, o juiz da causa, concluindo que os fatos constitutivos do 
direito afirmado na petição inicial restaram parcialmente comprovados, proferiu sentença 
em que condenava o réu a pagar ao autor a quantia de dez mil reais.
Inconformado, André interpôs recurso de apelação, pleiteando a reforma parcial da sentença 
para que se acolhesse integralmente o seu pedido, com a condenação de Carlos a lhe pagar 
a importância de cinquenta mil reais.
Intimado para responder ao recurso do réu, Carlos apresentou as suas contrarrazões e, 
também, interpôs apelo adesivo, em cujas razões pugnou pela rejeição total do pleito de 
cobrança de André.
Remetidos os autos ao órgão ad quem, André, uma semana antes do julgamento dos recursos 
pelo órgão fracionário, protocolizou petição em que desistia de sua apelação.
Nenhum dos recursos de apelação poderá ser conhecido pelo tribunal.
046. 046. (FGV/PGE SC/PROCURADOR DO ESTADO/2022/ADAPTADA) Depois de pagar verba 
indenizatória aos familiares de um paciente morto em razão de erro médico ocorrido em 
hospital de sua rede, o Estado-membro, visando a exercer o seu direito de regresso, ajuizou 
ação em face dos dois servidores públicos responsáveis, os médicos Caio e Tício. O ente 
federativo, atuando em juízo através de sua Procuradoria-Geral, pediu a condenação de 
ambos os servidores a lhe pagar, solidariamente, a verba de duzentos mil reais, precisamente 
a quantia que havia despendido a título de indenização em favor dos parentes da vítima.
Instaurado o processo eletrônico e proferido o juízo positivo de admissibilidade da demanda, 
os réus, depois de validamente citados, apresentaram peças contestatórias, o que fizeram 
através de advogados diferentes, integrantes de escritórios distintos.
Encerrada a fase instrutória, o juiz da causa julgou parcialmente procedente o pedido, 
condenando os réus a pagar ao autor, em regime de solidariedade, a importância de cem 
mil reais.
Inconformado com a sentença, Caio interpôs recurso de apelação depois de transcorridos 
dezoito dias úteis de sua intimação, tendo Tício feito o mesmo, porém vinte e cinco dias 
úteis após a respectiva intimação.
Intimado para responder aos apelos dos réus, o Estado não só ofertou, vinte dias depois 
de sua intimação pessoal, as suas contrarrazões recursais, como também protocolizou, no 
mesmo dia, apelo adesivo, no qual pleiteou a majoração da condenação de Caio e Tício para 
o patamar que havia requerido na petição inicial, isto é, duzentos mil reais.
Os três recursos de apelação devem ser conhecidos.
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047. 047. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024) Intentada uma ação em face da operadora do plano 
de saúde, pleiteou o autor a condenação da ré a custear os medicamentos necessários para o 
tratamento da enfermidade de que padecia, além de lhe pagar verba reparatória dos danos 
morais sofridos em razão da recusa da cobertura. Na petição inicial se formulou, também, 
requerimento de tutela provisória, no sentido de que imediatamente se determinasse à 
demandada que arcasse com os custos dos medicamentos.
Apreciando a peça exordial,o juiz da causa procedeu ao juízo positivo de admissibilidade da 
demanda, ordenando a citação da ré. Quanto ao pleito de tutela provisória, o magistrado 
afirmou que o apreciaria somente depois da vinda aos autos da contestação.
Ofertada a resposta, o juiz, entendendo que o processo já se encontrava suficientemente 
instruído, proferiu sentença de mérito, acolhendo na íntegra o pleito formulado na inicial 
para condenar a ré a custear os medicamentos e a pagar ao autor a quantia por ele pleiteada, 
a título de reparação de danos morais.
E, em um capítulo específico da sentença, foi concedida a tutela provisória vindicada na 
peça vestibular.
Agiu equivocadamente o juiz ao deferir a tutela provisória na sentença, haja vista a vedação 
legal nesse sentido.
048. 048. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/PROCURADOR/2023) João ajuizou ação pleiteando a 
condenação de uma pessoa jurídica ao pagamento de verbas pecuniárias, tendo também 
requerido, em sua petição inicial, a desconsideração da personalidade jurídica da empresa 
demandada, a fim de que os bens particulares de seus sócios fossem diretamente submetidos 
a uma futura constrição.
Sem suspender o processo, o juiz da causa determinou a citação da pessoa jurídica e 
dos sócios.
Após concluída a fase instrutória, foi proferida sentença em que se acolheu a pretensão autoral 
em face da pessoa jurídica, indeferindo-se, todavia, a desconsideração da personalidade 
jurídica pretendida.
O autor poderá interpor apelação para se insurgir contra o pronunciamento que indeferiu 
a desconsideração da personalidade jurídica.
049. 049. (FGV/TJ MS/JUIZ ESTADUAL/2023) Determinado condomínio edilício, constatando 
que um apartamento se encontrava em débito no tocante às contribuições extraordinárias 
aprovadas em assembleia geral, documentalmente comprovadas, relativamente aos quatro 
últimos meses, ajuizou ação de cobrança em face do titular da unidade.
Pleiteou o condomínio, em sua petição inicial, a condenação do réu a pagar o débito apurado, 
com os consectários da mora.
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Apreciando a peça exordial, o juiz da causa determinou a intimação da parte autora para 
que a emendasse, de modo a alterar a ação de conhecimento para de execução.
Tendo o demandante ponderado que a sua inicial não padecia de nenhum defeito, o juiz, 
concluindo pela ausência de interesse de agir, indeferiu-a, extinguindo o feito sem resolução 
do mérito. Inconformado, o autor interpôs recurso de apelação.
Comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao 
órgão ad quem, o qual deverá dar provimento ao apelo.
050. 050. (FGV/TJ RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2023) Caio, adolescente de 15 anos de idade, 
devidamente representado por seu pai, ajuizou ação em que pleiteava a condenação de 
Tício a lhe pagar verba reparatória de danos morais.
O autor deduziu a sua pretensão assistido pelo órgão da Defensoria Pública e requereu a 
concessão do benefício da gratuidade de justiça, o qual foi deferido pelo juiz.
Concluída a instrução probatória, e ofertada a promoção conclusiva do Ministério Público, 
que intervinha no feito em razão da incapacidade do autor, o juiz proferiu sentença em que 
julgava improcedente o pleito indenizatório.
O defensor público protocolizou recurso de apelação trinta dias úteis depois de sua intimação 
pessoal, havendo o Ministério Público adotado igual iniciativa, embora tenha interposto o 
seu recurso de apelação vinte dias úteis depois de sua intimação pessoal. Ambas as peças 
recursais foram devidamente fundamentadas.
Nenhum dos dois recursos de apelação deve ser conhecido, diante da intempestividade de 
um e outro.
051. 051. (FGV/OAB/41º EXAME/2024) Pedro propôs ação de dissolução parcial da sociedade 
Papel Cia. Ltda., em função de atos praticados pelo então administrador da sociedade, 
Paulo. No processo, restou comprovado que Paulo adulterava os balanços patrimoniais da 
sociedade. Diante desse fato, o juiz proferiu sentença decretando a dissolução parcial da 
sociedade. Em face da sentença, Paulo interpôs o respectivo recurso de apelação. Depois 
de proferidos os votos, o resultado do julgamento foi pela reforma da decisão, contudo 
de forma não unânime. Sobre a hipótese narrada, na qualidade de advogado de Pedro, 
assinale a afirmativa correta.
a) São cabíveis embargos infringentes, pois o acórdão não unânime reformou a sentença 
de mérito proferida em primeiro grau.
b) O julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros 
julgadores, tendo em vista o resultado não unânime do julgamento, que serão convocados 
nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir 
a possibilidade de inversão do resultado inicial.
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c) Na hipótese de novo julgamento, é vedado às partes e aos eventuais terceiros o direito 
de sustentar oralmente suas razões perante os julgadores novamente.
d) A técnica de julgamento nos casos de resultados não unânimes se aplica, igualmente, à 
ação rescisória, ao agravo de instrumento, ao incidente de resolução de demandas repetitivas, 
ao incidente de assunção de competência e à remessa necessária.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. a
3. c
4. E
5. C
6. E
7. b
8. c
9. a
10. C
11. E
12. E
13. C
14. C
15. E
16. E
17. E
18. E
19. C
20. C
21. C
22. E
23. E
24. C
25. E
26. E
27. a
28. C
29. E
30. E
31. E
32. a
33. C
34. C
35. C
36. E
37. E
38. C
39. C
40. C
41. E
42. E
43. E
44. E
45. C
46. E
47. E
48. C
49. C
50. E
51. b
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ/PROCURADOR/2024) Olga Rios propôs ação 
contra o Estado do Paraná e foi proferida sentença. Trata-se de ação de um particular em 
face de uma pessoa jurídica de direito público, na qual há certas prerrogativas processuais.
Nesse sentido, assinale a opção em que a sentença proferida no processo entre Olga Rios 
e o Estado do Paraná não estaria sujeita ao reexame necessário.
a) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios em caso 
idêntico a acórdão veiculado no Informativo do Superior Tribunal de Justiça.
b) a sentença foi definitiva, condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios e está 
fundada em súmula do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.c) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios a pagar 
R$510.000,00 (quinhentos e dez mil reais).
d) a sentença foi definitiva e julgou procedente o pedido de Olga Rios em embargos à 
execução fiscal contra o Estado do Paraná.
e) a sentença foi definitiva e condenou o Estado do Paraná em favor de Olga Rios em caso 
idêntico a entendimento objeto de incidente de resolução de demandas repetitivas em 
trâmite.
Antes de examinarmos cada uma das alternativas, vamos ler o art. 496 do Código de 
Processo Civil:
seção III seção III 
Da remessa NecessáriaDa remessa Necessária
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença:
I – proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público;
II – que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal.
§ 1º Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a 
remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.
§ 2º Em qualquer dos casos referidos no § 1º, o tribunal julgará a remessa necessária.
§ 3º Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido 
na causa for de valor certo e líquido inferior a:
I – 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito 
público;
II – 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias 
e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados;
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III – 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e 
fundações de direito público.
§ 4º Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:
I – súmula de tribunal superior;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do 
próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. (Grifo nosso)
a) Errada. Com fundamento no art. 496, §4º, inciso II, do Código de Processo Civil. Exige-se 
que o acórdão seja em julgamento de recursos repetitivos.
b) Errada. Com fundamento no art. 496, §4º, inciso I, do Código de Processo Civil. Exige-se 
que a súmula seja de tribunal superior, o que não ocorreu no caso.
c) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 496, §3º do Código de 
Processo Civil.
d) Errada. Com fundamento no art. 496, inciso II, do Código de Processo Civil. Da leitura do 
dispositivo, percebe-se que estaria sujeita ao reexame necessário.
e) Errada. Com fundamento no art. 496, §4º, inciso III, do Código de Processo Civil. Entendo 
que o erro da alternativa “e” está na parte que alega que o IRDR está em trâmite. O CPC 
fala em entendimento firmado em IRDR.
Letra c.
002. 002. (FGV/TJ MG/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) O Estado de Minas Gerais foi condenado 
no pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2.000.000,00 claramente 
contra a prova dos autos e, na sentença, o juiz determinou a remessa necessária. O réu 
não apelou.
O Tribunal, de forma correta,
a) conhecerá da remessa necessária.
b) não conhecerá da remessa necessária.
c) conhecerá da remessa necessária se houver, também, apelação voluntária.
d) conhecerá da remessa necessária e determinará ao réu interpor apelação voluntária.
Novamente uma questão que exigiu o conhecimento do art. 496 do Código de Processo Civil
a) Certa. Sendo este o nosso gabarito, de acordo com o art. 496, inciso I e §3º, inciso II do 
Código de Processo Civil.
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença:
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I – proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público;
§ 3º Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido 
na causa for de valor certo e líquido inferior a:
II – 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias 
e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados.
b) Errada. De acordo com o art. 496, §3º do Código de Processo Civil. Como vimos, deve ser 
conhecida a remessa necessária.
c) Errada. De acordo com o art. 496, §1º do Código de Processo Civil. Exige-se a ausência 
de interposição de apelação voluntária no prazo legal para que seja possível a remessa 
necessária.
§ 1º Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a 
remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.
d) Errada. De acordo com o art. 496, §1º do Código de Processo Civil. Não há necessidade 
de interposição de apelação voluntária. Como vimos, na verdade, exige-se a ausência de 
interposição de apelação voluntária no prazo legal.
§ 1º Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a 
remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.
Letra a.
003. 003. (FGV/DPE MS/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO/2022) Em relação à remessa necessária, 
é correto afirmar que:
a) as fundações de direito público estão excluídas das hipóteses de remessa necessária;
b) não se admite incidente de assunção de competência a partir de remessa necessária;
c) a existência de súmula administrativa do próprio ente público é suficiente para afastar 
a remessa necessária;
d) a sentença que julga parcialmente procedentes os embargos à execução fiscal não 
autoriza a remessa necessária.
Para resolvermos a questão, além de precisarmos ler o art. 496, necessitamos da leitura 
do art. 947, ambos do Código de Processo Civil:
seção III seção III 
Da remessa NecessáriaDa remessa Necessária
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença:
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I – proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público;
II – que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal.
§ 1º Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a 
remessa dos autos ao tribunal, e,se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.
§ 2º Em qualquer dos casos referidos no § 1º, o tribunal julgará a remessa necessária.
§ 3º Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido 
na causa for de valor certo e líquido inferior a:
I – 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito 
público;
II – 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias 
e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados;
III – 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e 
fundações de direito público.
§ 4º Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:
I – súmula de tribunal superior;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do 
próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. (Grifo nosso)
Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa 
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com 
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
§ 1º Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a 
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a 
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que 
o regimento indicar.
§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência 
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
§ 3º O acórdão proferido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos 
fracionários, exceto se houver revisão de tese.
§ 4º Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante questão de direito a respeito 
da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas 
do tribunal.
a) Errada. De acordo com o art. 496, inciso I, do Código de Processo Civil. Elas não estão 
excluídas.
b) Errada. De acordo com o art. 947, do Código de Processo Civil. Na verdade, admite-se 
IAC da remessa necessária.
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c) Certa. Sendo este o nosso gabarito. O fundamento está no art. 496, §4º, do Código de 
Processo Civil.
d) Errada. De acordo com o art. 496, caput, do Código de Processo Civil. Vimos que autoriza 
sim! Esse é o erro da alternativa.
Letra c.
004. 004. (CESPE/CEBRASPE/PGE-RR/PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO/2023) No que 
se refere à ação civil pública, à ação de improbidade administrativa, à reclamação, à ação 
rescisória e aos juizados especiais da fazenda pública, julgue o item subsecutivo.
As sentenças de improcedência em ação civil pública e em ação de improbidade administrativa 
sujeitam-se ao reexame necessário independentemente do valor atribuído à causa.
Para resolver esta questão, necessário se faz ler o art. 17-C da Lei n. 8.429, de 02 de junho 
de 1992, a Lei de Improbidade Administrativa. Precisamos ler, também, o art. 19 da Lei n. 
4.717, de 29 de junho de 1965. Vejamos:
Lei n. 8.429/1992
Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de observar o 
disposto no art. 489 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil): (Incluído 
pela Lei n. 14.230, de 2021)
§ 3º Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta Lei. (Incluído pela Lei n. 
14.230, de 2021) (Lei de Improbidade)
Lei n. 4.717/1965. 
Art. 19. A sentença que concluir pela carência ou pela improcedência da ação está sujeita ao 
duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal; da 
que julgar a ação procedente caberá apelação, com efeito suspensivo. (Redação dada pela Lei 
n. 6.014, de 1973) (Lei de Ação Civil Pública)
Assim, como não é cabível na improbidade administrativa, a assertiva está errada.
 Obs.: Sei que não abordamos expressamente isso na nossa aula, mas trouxe aqui na parte 
de questões para que você fixe o conteúdo. Em algumas situações farei dessa forma, 
de modo que a aula fique a mais completa possível e na tentativa de que ela não 
fique tão extensa e cansativa.
Errado.
005. 005. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) Considerando uma demanda hipotética na qual A 
busque a satisfação de seu crédito decorrente de uma obrigação por parte de B, julgue o 
item a seguir.
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Na hipótese de B ser o estado do Rio Grande do Norte, a sentença não produzirá efeitos senão 
depois de confirmada pelo tribunal de justiça, exceto se já houver orientação vinculante 
firmada no âmbito administrativo do próprio estado, consolidada em manifestação, parecer 
ou súmula administrativa.
Questão que poderia ter sido mais bem elaborada.
se não foi bem elaborada trouxe para nossa aula por qual motivo, professora?se não foi bem elaborada trouxe para nossa aula por qual motivo, professora?
Para que você tenha em mente que é provável que na sua prova você tenha que ter essa 
visão crítica e responder questão com a alternativa “menos errada”.
Qual a polêmica dessa questão? Ela dá a entender que há apenas uma exceção. E não é isso 
que temos no CPC. O CPC lista várias exceções. Nesse caso específico, a banca considerou 
uma questão incompleta como CORRETA.
Para resolvermos a questão, precisarmos ler o art. 496 do Código de Processo Civil:
seção III seção III 
Da remessa NecessáriaDa remessa Necessária
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença:
§ 4º Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:
I – súmula de tribunal superior;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do 
próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. (Grifo nosso)
A assertiva, portanto, está certa de acordo com o art. 496, §4º, inciso IV, do Código de 
Processo Civil.
Gabarito da banca examinadora: Certa.
Gabarito da professora: anulável.
Certo.
006. 006. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA/ADVOGADO/2019) No que diz respeito ao direito 
processual civil, julgue o item.
Suponha‐se que uma determinada autarquia federal tenha sido condenada, por sentença, 
a pagar valor certo e líquido de seiscentos salários mínimos. Nesse caso, a sentença estará 
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sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeitos senão depois de confirmada, 
pelo tribunal, por meio da remessa necessária.
Para resolvermos a questão, precisarmos ler o art. 496 do Código de Processo Civil:
seção III seção III 
Da remessa NecessáriaDa remessa Necessária
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de 
confirmada pelo tribunal, a sentença:
I – proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público;
§ 3º Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido 
na causa for de valor certo e líquido inferior a:
I – 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito 
público.
Vejamos um quadro-resumo para auxiliar a sua fixação desse conteúdo importante e que 
é muito exigido pelos examinadores.
Dispensa remessa necessária – Condenação ou proveito econômico obtido na causa for valor 
certo e líquido inferior a:
União e respectivas autarquias 
e fundações de direito público
Estados, o Distrito Federal, as res-
pectivas autarquias e fundações de 
direito público e os Municípios que 
constituam capitais dos Estados
Todos os demais Municí-
pios e respectivas autar-
quias e fundações de di-
reito público
1.000 (mil) salários-mínimos 500 (quinhentos) salários-mínimos 100 (cem) salários-mínimos
Como é possível constatar pela leitura do texto legal, a assertiva está errada.
Errado.
007. 007. (FGV/AGE-MG/PROCURADOR DO ESTADO/2022) No julgamento de um recurso de 
agravo de instrumento, interposto contra decisão que havia julgado parcialmente o mérito 
da causa, após colhidos os três primeiros votos, obteve-se um resultado por maioria, no 
sentido do provimento do recurso, com a reforma da decisão de primeiro grau.
Na sequência, suspendeu-se o julgamento e convocaram-se outros dois julgadores para o 
prosseguimento imediato da sessão. Retomado o julgamento com a presença dos novos 
julgadores, mas antes da colheita de seus votos, o magistrado que proferiu o voto vencido 
alterou seu posicionamento anterior para aderir àquele precedentemente sustentado 
pelos seus pares. Nesse momento, o Presidente do órgão colegiado encerrou a sessão de 
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julgamento, afirmando que não haveria mais necessidade da ampliação do colegiado, pois 
agora inexistente a divergência.
Nesse cenário, é correto afirmar que a conduta do presidente do órgão colegiado foi
a) acertada, uma vez que somente incide a técnica de ampliação do colegiado quando o 
julgamento for não unânime, o que não aconteceu.
b) equivocada, uma vez que a revisão do voto vencido, após a convocação dos novos 
julgadores, não afasta a incidência da técnica de ampliação do colegiado.
c) acertada, uma vez que não incide a técnica de ampliação do colegiado em sede de agravo 
de instrumento.
d) equivocada, uma vez que não poderia permitir a alteração do voto vencido, já que havia 
se encerrado o primeiro julgamento.
e) equivocada, uma vez que na ampliação do colegiado se impõe um novo julgamento, com 
novos julgadores, não podendo se aproveitar os votos anteriores.
Para resolver esta questão, necessário se faz ler o Código de Processo Civil, mormente, no 
art. 942:
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se 
os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento 
do julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial. (Grifo nosso)
Como acréscimo, vamos trazer o entendimento do VIII Fórum Permanente de Processualistas 
Civis – FPPC:
Enunciado 599-FFPC: A revisão do voto, após a ampliação do colegiado, não afasta a aplicação 
da técnica de julgamento do art. 942.
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Por meio da leitura do dispositivo legal e do entendimento acima consignado, fica patente que 
foi uma conduta equivocada, pois, pelo princípio da economia processual, são aproveitados 
os votos já proferidos e não é feito um novo julgamento com novos julgadores. Com isso, 
a alternativa B se amolda a esta linha de raciocínio.
a) Errada. Acertada, uma vez que somente incide a técnica de ampliação do colegiado 
quando o julgamento for não unânime, o que não aconteceu.
c) Errada. Acertada, uma vez que não incide a técnica de ampliação do colegiado em 
sede de agravo de instrumento.
d) Errada. Equivocada, uma vez que não poderia permitir a alteração do voto vencido, 
já que havia se encerrado o primeiro julgamento.
e) Errada. Equivocada, uma vez que na ampliação do colegiado se impõe um novo julgamento, 
com novos julgadores, não podendo se aproveitar os votos anteriores.
Letra b.
008. 008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE RECIFE-PE/PROCURADOR JUDICIAL/2022) Conforme 
o entendimento do STJ, a utilização da técnica da ampliação do colegiado no agravo de 
instrumento é cabível desde que, por maioria de votos, esse recurso seja
a) improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito e alguma questão 
preliminar.
b) provido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
c) provido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito.
d) improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito.
e) improvido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
Vamos ler este artigo do Código de Processo Civil até enjoar (rs) e você aprender:
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmenterecorrido e, nos casos de sua intervenção, ao 
membro do Ministério Público, pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada 
um, a fim de sustentarem suas razões. Repare que primeiro quem fala é o recorrente, depois 
o recorrido e, por fim, o MP, quando atuar.
Casos em que a sustentação oral é admitida: no recurso de apelação; no recurso ordinário; no 
recurso especial; no recurso extraordinário; nos embargos de divergência; na ação rescisória, 
no mandado de segurança e na reclamação; no agravo de instrumento interposto contra 
decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência; 
em outras hipóteses previstas em lei ou no regimento interno do tribunal.
Alerta-se que o Jaylton Lopes defende que apesar de o art. 937, VIII, do CPC trazer uma 
restrição a sustentação oral no agravo de instrumento também é possível admitir essa 
sustentação no agravo de instrumento interposto contra decisão parcial de mérito. Trata-
se de entendimento doutrinário também consolidado no Enunciado 61 da I Jornada de 
Direito Processual Civil.
O procurador que desejar proferir sustentação oral poderá requerer, até o início da sessão, 
que o processo seja julgado em primeiro lugar, sem prejuízo das preferências legais.
Nos processos de competência originária – ação rescisória, mandado de segurança e 
reclamação-, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator 
que o extinga.
Admite-se que o advogado que possua domicílio profissional em cidade diversa daquela 
onde está sediado o tribunal realize sustentação oral por meio de videoconferência ou outro 
recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que o requeira 
até o dia anterior ao da sessão.
As questões preliminares devem ser decididas antes do mérito e se o mérito for 
incompatível com a decisão, o tribunal não irá conhecê-lo (art.938 do CPC).
O CPC traz o princípio da sanabilidade dos vícios processuais, conforme já mencionamos. 
Dessa forma, ao verificar um vício sanável, inclusive aquele que possa ser conhecido de 
ofício, o relator determinará a realização ou a renovação do ato processual, no próprio 
tribunal ou em primeiro grau de jurisdição, intimadas as partes (art. 938, §1º, do CPC). Uma 
vez sanado o vício, o julgamento irá prosseguir.
O próprio art. 938, §1º, do CPC não faz diferenciação entre vício decorrente de nulidade 
relativa ou nulidade absoluta, vícios que podem ser conhecidos de ofício ou os que exigem 
provocação da parte interessada. Quando o vício for sanável, possibilitar-se-á a realização 
ou renovação do ato processual.
E o que acontece se for constatada a necessidade de produção de prova? Reconhecida 
a necessidade de produção de prova, o relator converterá o julgamento em diligência, 
que se realizará no tribunal ou em primeiro grau de jurisdição, decidindo-se o recurso após 
a conclusão da instrução (art. 938, §3º, do CPC).
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Tá certo, professora . Mas e se o relator, equivocadamente, não determinar a realização Tá certo, professora . Mas e se o relator, equivocadamente, não determinar a realização 
ou a renovação do ato processual ou não converter o julgamento em diligência?ou a renovação do ato processual ou não converter o julgamento em diligência?
Nesse caso, essas providências poderão ser determinadas pelo órgão competente para 
julgamento do recurso (art. 938, §4º, do CPC).
E o que acontece quando a preliminar é rejeitada ou a apreciação do mérito for com ela 
incompatível? Aí o art. 939 do CPC traz o procedimento a ser seguido. Vejamos:
Art. 939. Se a preliminar for rejeitada ou se a apreciação do mérito for com ela compatível, 
seguir-se-ão a discussão e o julgamento da matéria principal, sobre a qual deverão se pronunciar 
os juízes vencidos na preliminar.
E a vista dos autos, serve para que? Em quais hipóteses pode ser solicitada? Vamos 
analisar isso no quadro-resumo.
Vista dos autos
Quem pode pedir e quando: o relator ou outro juiz que não se considerar habilitado a proferir 
imediatamente seu voto poderá solicitar vista.
Prazo: prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será reincluído em pauta para 
julgamento na sessão seguinte à data da devolução.
Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo juiz 
prorrogação de prazo de no máximo mais 10 (dez) dias, o presidente do órgão fracionário 
os requisitará para julgamento do recurso na sessão ordinária subsequente, com publicação 
da pauta em que for incluído. Nessa hipótese, se aquele que fez o pedido de vista ainda não 
se sentir habilitado a votar, o presidente convocará substituto para proferir voto, na forma 
estabelecida no regimento interno do tribunal.
Quem anuncia o resultado do julgamento? O presidente. Quem vai redigir o acórdão? 
Depende! Regra: o relator. Exceção: quando o relator for vencido, quem vai redigir é o autor 
do primeiro voto vencedor (art. 941 do CPC).
Admite-se a alteração do voto até o momento da proclamação do resultado pelo 
presidente, salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído (art. 941, §1º, do 
CPC). No julgamento de apelação ou de agravo de instrumento, a decisão será tomada, no 
órgão colegiado, pelo voto de 3 (três) juízes (art. 942, §2º, do CPC).
O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento (art. 943 do CPC).
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Vamos analisar agora a técnica de ampliação do colegiado que encontra previsão no 
art. 942 do CPC.
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se 
os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento 
do julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
Agora que já leu o dispositivo legal, vamos para um quadro-resumo:
Técnica de ampliação do colegiado
Encontra previsão no art. 942 do CPC.
Finalidade: ampliar e amadurecer o debate diante de resultado do julgamento não unânime.
Possibilita que o votosuas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se 
os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento 
do julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
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II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
De acordo o Superior Tribunal de Justiça, a título de exemplo, é aplicável a técnica de 
julgamento estendido ou de ampliação do colegiado na hipótese de parcial provimento a 
agravo de instrumento contra decisão que julgou a primeira fase da ação de exigir contas:
JURISPRUDÊNCIA
Para que seja aplicável a técnica de ampliação do colegiado no julgamento não unânime 
de agravo de instrumento, é imprescindível que haja reforma de decisão que julgar 
parcialmente o mérito. Nesse sentido é o art. 942, § 3º, II, do CPC:
Art. 942. (...) § 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, 
ao julgamento não unânime proferido em: (...) II – agravo de instrumento, quando 
houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
A decisão interlocutória que julga a primeira fase da ação de exigir contas possui conteúdo 
meritório e o conceito de “julgar parcialmente o mérito” diz respeito amplamente às 
decisões interlocutórias que versam sobre o mérito do processo.
Por essa razão, uma vez reformada, por maioria, a decisão interlocutória que julgou 
parcialmente procedente a primeira fase da ação de exigir contas, há a necessidade de 
ampliação do colegiado. STJ. 3ª Turma. REsp 2.105.946-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, 
julgado em 11/6/2024 (Info 816). (Grifo nosso)
Assim, de acordo com este entendimento, o recurso será provido, e a decisão agravada 
tenha julgado parcialmente o mérito. Portanto, nosso gabarito é o da letra C.
a) Errada. Improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito e alguma 
questão preliminar.
b) Errada. Provido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
d) Errada. Improvido, e a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito.
e) Errada. Improvido, e a decisão agravada tenha ou não julgado questão de mérito.
Letra c.
009. 009. (FCC/UNICAMP/PROCURADOR DA UNIVERSIDADE ASSISTENTE/2022) No que se refere 
à ordem dos processos no tribunal, incumbe
I – ao relator negar provimento a recurso que for contrário à súmula do Supremo Tribunal 
Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal.
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II – ao órgão colegiado a apreciação do pedido de tutela provisória nos recursos e nos 
processos de competência originária do tribunal.
III – ao relator, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao 
recurso, se a decisão recorrida for contrária a acórdão proferido pelo Supremo Tribunal 
Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos.
IV – ao órgão colegiado, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento 
ao recurso, se a decisão recorrida for contrária a entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) II e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
Antes de comentarmos as assertivas, vamos ler o art. 932 do Código de Processo Civil:
Art. 932. Incumbe ao relator:
I – dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, 
quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II – apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária 
do tribunal;
III – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente 
os fundamentos da decisão recorrida;
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
VI – decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal;
VII – determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
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VIII – exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 
5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação 
exigível. (Grifo nosso)
I – Certa. De acordo com o art. 932, inciso V, alínea “a” do Código de Processo Civil.
II – Errada. De acordo com o art. 932, inciso II, do Código de Processo Civil. A competência 
é do relator.
III – Certa. De acordo com o art. 932, inciso V, alínea “b” do Código de Processo Civil.
IV – Errada. De acordo com o art. 932, inciso V, alínea “c” do Código de Processo Civil. A 
competência é do relator.
Como apenas as assertivas I e III estão corretas, nosso gabarito é o da Letra A.
Lembra que alertamos esse tipo de pegadinha no decorrer de nossa aula? Fique atento e 
não caia nesse tipo de troca que o examinador faz.
Letra a.
010. 010. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO-PE/ADVOGADO/2023) Quando 
o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão 
a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos 
previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial,assegurado às partes e a eventuais terceiros 
o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
Estamos, mais uma vez, diante deste importante dispositivo que possui bastante incidência 
nas provas, qual seja, o art. 942 do Código de Processo Civil. Vamos lê-lo novamente, pois 
só a repetição nos conduz à excelência:
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se 
os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento 
do julgamento.
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não 
unânime proferido em:
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I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
A técnica de ampliação de julgamento, ampliação de quórum, técnica de julgamento 
estendido ou regra de ampliação do colegiado deu lugar ao extinto instituto dos embargos 
infringentes do Código de Processo Civil de 1973. Como se pode verificar, por meio da 
leitura do texto legal, tal procedimento é aplicável à apelação. Desta forma, a assertiva 
em questão está certa.
Certo.
011. 011. (QUADRIX/ADVOGADO/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/2022) 
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item acerca da ordem dos processos nos 
tribunais.
As decisões monocráticas de provimento ou de desprovimento de recurso pelo relator 
podem fundar-se em jurisprudência dominante do colegiado.
Para deslindar a questão, necessário se faz ler o art. 932 do Código de Processo Civil.
Art. 932. Incumbe ao relator:
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência.
Como se pode perceber, a assertiva está errada, pois não se coaduna com o texto legal. As 
hipóteses não são tão amplas como a assertiva leva a crer, mas apenas aquelas elencadas 
nos incisos IV e V do art. 932 do Código de Processo Civil.
Errado.
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012. 012. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/ADVOGADO/2022) 
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item acerca da ordem dos processos nos 
tribunais.
Os fatos supervenientes ao ajuizamento da ação, ainda que anteriores à sentença, mas que 
não tenham sido objeto de prévia notícia em primeiro grau, poderão ser considerados de 
ofício para julgamento do recurso.
Para o deslinde da questão, necessária é a leitura do art. 933 do Código de Processo Civil:
Art. 933. Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida ou a 
existência de questão apreciável de ofício ainda não examinada que devam ser considerados no 
julgamento do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 1º Se a constatação ocorrer durante a sessão de julgamento, esse será imediatamente suspenso 
a fim de que as partes se manifestem especificamente.
§ 2º Se a constatação se der em vista dos autos, deverá o juiz que a solicitou encaminhá-los ao 
relator, que tomará as providências previstas no caput e, em seguida, solicitará a inclusão do 
feito em pauta para prosseguimento do julgamento, com submissão integral da nova questão 
aos julgadores. (Grifo nosso)
Repare que esse artigo menciona fato superveniente à decisão recorrida e o enunciado 
fala em fato superveniente ao ajuizamento da ação.
Excepcionalmente, as questões fáticas podem ser suscitadas inicialmente em fase recursal. 
Para que isso seja possível, faz-se necessário que a parte comprove que deixou de fazê-lo 
por motivo de força maior. É o teor do art. 1.014 do CPC. Vejamos:
Art. 1.014. As questões de fato não propostas no juízo inferior poderão ser suscitadas na apelação, 
se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior.
Daí, constata-se que a alternativa está errada porque houve a troca de fato superveniente 
à decisão recorrida por fato superveniente ao ajuizamento da ação.
Sobre a questão da iniciativa da parte ou reconhecimento de ofício, citamos o entendimento 
de Daniel Amorim:
Para Daniel Amorim Assumpção Neves, em sua obra Novo Código de Processo Civil (3ª ed., Rio de 
Janeiro: Forense, 2016. E-book), “a constatação do relator poderá ocorrer de ofício ou de forma 
provocada por qualquer uma das partes, hipótese em que o contraditório se aperfeiçoará com 
a intimação da parte contrária”. 23
Errado.
23 Albiero e Oliveira: Alegar fato superveniente em sede recursal (conjur.com.br)
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013. 013. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-MS/ADVOGADO/2022) 
Acerca dos processos nos tribunais e dos meios de impugnação das decisões judiciais, 
julgue o item.
Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida ou a existência 
de questão apreciável, de ofício, ainda não examinada que deva ser considerada no julgamento 
do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo de cinco dias.
Mais uma questão que cobrou o conhecimento do art. 933 do CPC. Já vimos que o prazo 
é de 5 dias.
A alternativa reflete o teor do dispositivo legal, já colacionado naquestão anterior.
Certo.
014. 014. (QUADRIX/CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO-PE/ADVOGADO/2023) Conforme 
as disposições do Código de Processo Civil a respeito dos processos nos tribunais e dos 
meios de impugnação das decisões judiciais, julgue o item.
Incumbe ao relator apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de 
competência originária do tribunal.
Para resolvermos a questão, é necessário fazer a leitura do art. 932 do Código de Processo Civil:
Art. 932. Incumbe ao relator:
I – dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, 
quando for o caso, homologar autocomposição das partes;
II – apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência 
originária do tribunal;
III – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente 
os fundamentos da decisão recorrida;
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
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c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
VI – decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal;
VII – determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso;
VIII – exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal.
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 
5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação 
exigível. (Grifo nosso)
Esta questão ficou bem fácil de visualizar a resposta, pois esta facilmente identificada pelo 
texto legal. Trata-se da literalidade do art. 932, II, do CPC.
Portanto, a assertiva está certa.
Certo.
015. 015. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Em apelação cível distribuída ao Tribunal 
de Justiça, o relator, diante da impossibilidade de decidir monocraticamente, elaborou voto 
e relatório, determinando a designação de data para julgamento do recurso.
Julgue o item:
Se, durante a sessão de julgamento, o relator constatar a ocorrência de fato superveniente 
à decisão recorrida, deverá intimar as partes para se manifestarem no prazo de quinze dias.
O examinador trocou o prazo. Já vimos que o prazo é de 5 dias, na forma do art. 933 do CPC.
Art. 933. Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida ou a 
existência de questão apreciável de ofício ainda não examinada que devam ser considerados no 
julgamento do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.
Errado.
016. 016. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Havendo questão preliminar a ser 
decidida, esta será submetida a julgamento pela turma julgadora antes do mérito. Caso 
a preliminar seja rejeitada por maioria, o julgador que acolhia a preliminar não poderá se 
pronunciar sobre o mérito.
O julgador que acolhe a preliminar deve se pronunciar sobre o mérito na forma do art. 939 
do CPC. Vejamos:
Art. 938. A questão preliminar suscitada no julgamento será decidida antes do mérito, deste 
não se conhecendo caso seja incompatível com a decisão.
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§ 1º Constatada a ocorrência de vício sanável, inclusive aquele que possa ser conhecido de ofício, 
o relator determinará a realização ou a renovação do ato processual, no próprio tribunal ou em 
primeiro grau de jurisdição, intimadas as partes.
§ 2º Cumprida a diligência de que trata o § 1º, o relator, sempre que possível, prosseguirá no 
julgamento do recurso.
§ 3º Reconhecida a necessidade de produção de prova, o relator converterá o julgamento em 
diligência, que se realizará no tribunal ou em primeiro grau de jurisdição, decidindo-se o recurso 
após a conclusão da instrução.
§ 4º Quando não determinadas pelo relator, as providências indicadas nos §§ 1º e 3º poderão 
ser determinadas pelo órgão competente para julgamento do recurso.
Art. 939. Se a preliminar for rejeitada ou se a apreciação do mérito for com ela compatível, 
seguir-se-ão a discussão e o julgamento da matéria principal, sobre a qual deverão se 
pronunciar os juízes vencidos na preliminar.
A parte final da alternativa foi o erro da questão.
Errado.
017. 017. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) O voto poderá ser alterado até o momento 
da proclamação do resultado pelo presidente, inclusive aquele que já tiver sido proferido 
por juiz afastado ou substituído.
O voto proferido por juiz afastado ou substituído não pode ser alterado, já que se trata de 
exceção prevista no art. 941,§1º, do CPC.
Art. 941. Proferidos os votos, o presidente anunciará o resultado do julgamento, designando 
para redigir o acórdão o relator ou, se vencido este, o autor do primeiro voto vencedor.
§ 1º O voto poderá ser alterado até o momento da proclamação do resultado pelo presidente, 
salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído.
§ 2º No julgamento de apelação ou de agravo de instrumento, a decisão será tomada, no órgão 
colegiado, pelo voto de 3 (três) juízes.
§ 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.
Errado.
018. 018. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Não publicado o acórdão no prazo de 
quinze dias, contados da data da sessão de julgamento, as notas taquigráficas o substituirão, 
para todos os fins legais, cabendo ao relator lavrar, de imediato, as conclusões e a ementa 
e mandar publicar o acórdão.
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Essa questão possui dois erros. O primeiro deles é o prazo. Você sabe que os examinadores 
adoram cobrar prazos. Vamos a leitura do dispositivo legal:
Art. 944. Não publicado o acórdão no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data da sessão de 
julgamento, as notas taquigráficas o substituirão, para todos os fins legais, independentemente 
de revisão.
Parágrafo único. No caso do caput, o presidente do tribunal lavrará, de imediato, as conclusões 
e a ementa e mandará publicar o acórdão.
Como já destacamos no dispositivoo outro erro diz respeito a competência para lavrar de 
imediato as conclusões e a ementa. A alternativa fala em “relator”, mas o CPC dispõe que 
cabe ao presidente do tribunal. Memorize!
Errado.
019. 019. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024/ADAPTADA) Em caso de haver voto vencido, este 
será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão para todos os 
fins legais, inclusive a título de pré-questionamento.
Questão que cobrou a literalidade do art. 941, §3º, do CPC.
§ 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.
Certo.
020. 020. (FGV/OAB/41º EXAME/2024/ADAPTADA) Pedro propôs ação de dissolução parcial 
da sociedade Papel Cia. Ltda., em função de atos praticados pelo então administrador 
da sociedade, Paulo. No processo, restou comprovado que Paulo adulterava os balanços 
patrimoniais da sociedade.
Diante desse fato, o juiz proferiu sentença decretando a dissolução parcial da sociedade. Em 
face da sentença, Paulo interpôs o respectivo recurso de apelação. Depois de proferidos os 
votos, o resultado do julgamento foi pela reforma da decisão, contudo de forma não unânime.
O julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros 
julgadores, tendo em vista o resultado não unânime do julgamento, que serão convocados 
nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir 
a possibilidade de inversão do resultado inicial.
A questão trouxe um caso concreto em que deve ser aplicado o art. 942 do CPC. Pela sua 
literalidade, constata-se que a questão está CORRETA.
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Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
Certo.
021. 021. (FGV/CSJT/II CONCURSO UNIFICADO/JUIZ DO TRABALHO/2023/ADAPTADA) No atual 
microssistema de julgamento de casos repetitivos, a tese firmada permitirá, em outras 
causas, com a mesma base fático-jurídica e identidade essencial ao relator, por decisão 
unipessoal, negar provimento a recurso que for contrário à tese firmada, mas só possibilitará 
dar provimento ao recurso depois de facultada a apresentação de contrarrazões.
Mais uma questão que cobrou o conhecimento do art. 932 e das incumbências do relator.
O art. 932, IV, b e c permite ao relator negar provimento a recurso contrário à tese firmada.
Já em relação ao provimento do recurso, o art. 932, V, exige que seja facultada a apresentação 
de contrarrazões. Vejamos:
Art. 932. Incumbe ao relator:
IV – negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça 
em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça 
em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência.
Diante do exposto, a alternativa é CORRETA.
Certo.
022. 022. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
O prazo máximo e improrrogável para vista dos autos será de quinze dias.
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Houve troca em relação ao prazo. O prazo máximo é de 10 dias. Além disso, admite-se 
pedido de prorrogação do prazo.
Art. 940. O relator ou outro juiz que não se considerar habilitado a proferir imediatamente 
seu voto poderá solicitar vista pelo prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será 
reincluído em pauta para julgamento na sessão seguinte à data da devolução.
§ 1º Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo juiz 
prorrogação de prazo de no máximo mais 10 (dez) dias, o presidente do órgão fracionário os 
requisitará para julgamento do recurso na sessão ordinária subsequente, com publicação da 
pauta em que for incluído.
Errado.
023. 023. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
A vista dos autos pressupõe a inclusão do processo na sessão subsequente para que o voto 
seja proferido, sem a possibilidade de prorrogação.
O que possibilita a inclusão na sessão subsequente é a não devolução tempestiva dos autos 
ou a ausência de pedido de prorrogação do prazo máximo.
Art. 940. O relator ou outro juiz que não se considerar habilitado a proferir imediatamente 
seu voto poderá solicitar vista pelo prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será 
reincluído em pauta para julgamento na sessão seguinte à data da devolução.
§ 1º Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo juiz 
prorrogação de prazo de no máximo mais 10 (dez) dias, o presidente do órgão fracionário os 
requisitará para julgamento do recurso na sessão ordinária subsequente, com publicação da 
pauta em que for incluído.
Errado.
024. 024. (FGV/TJ GO/JUIZ ESTADUAL/2023) No julgamento de apelação cível, após o relator 
proferir seu voto, tendo sido acompanhado pelo primeiro vogal, o segundo vogal pediu vista 
dos autos, pois considerou que não estava habilitado a proferir seu voto imediatamente, 
demandando uma análise mais detalhada do caso concreto.
Se o vogal não devolver os autos tempestivamente ou se não requerer prorrogação do 
prazo de vista, o presidente requisitará os autos para julgamento do recurso, convocando 
substituto para proferir voto, se aquele que fez o pedido de vista não se sentir habilitado 
a votar.
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É exatamente o disposto no art. 940, §1º e §2º, do CPC.
Art. 940. O relatorou outro juiz que não se considerar habilitado a proferir imediatamente 
seu voto poderá solicitar vista pelo prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será 
reincluído em pauta para julgamento na sessão seguinte à data da devolução.
§ 1º Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo juiz 
prorrogação de prazo de no máximo mais 10 (dez) dias, o presidente do órgão fracionário os 
requisitará para julgamento do recurso na sessão ordinária subsequente, com publicação da 
pauta em que for incluído.
§ 2º Quando requisitar os autos na forma do § 1º, se aquele que fez o pedido de vista ainda 
não se sentir habilitado a votar, o presidente convocará substituto para proferir voto, na forma 
estabelecida no regimento interno do tribunal.
Certo.
025. 025. (FGV/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/2022/ADAPTADA) No julgamento de uma ação 
rescisória, o Tribunal de Justiça acolheu, por unanimidade, o pedido rescindente e desconstituiu 
a coisa julgada por entender configurada manifesta violação à norma jurídica. E, no juízo 
rescisório, por maioria de votos, foi julgado procedente o pedido.
Haverá ampliação do colegiado, com convocação de novos julgadores para nova sessão de 
julgamento, quando poderá ocorrer a inversão do resultado inicial.
Quando o julgamento é unânime não há ampliação do colegiado.
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
Errado.
026. 026. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O efeito obstativo é o efeito de 
transferir ao órgão julgador do recurso o conhecimento da matéria impugnada no recurso.
O conceito, na verdade, é do efeito devolutivo. Veja a tabela-resumo:
Efeitos dos recursos – Tabela-resumo elaborada com base no livro de Jaylton Lopes
Efeito obstativo
Impede a formação de coisa julgada material. É um efeito comum a todos os recursos.
Efeito devolutivo
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Efeitos dos recursos – Tabela-resumo elaborada com base no livro de Jaylton Lopes
Devolutivo horizontal Devolutivo vertical
O recurso transfere ao órgão ad quem aquele 
tópico da decisão que foi impugnado pela 
parte recorrente.
Admite a análise, no exame da matéria 
impugnada, de todos os fundamentos 
apresentados pelas partes no processo. 
Relaciona-se, portanto, a profundidade. É o 
teor do art. 1.013, §1, do CPC.
Efeito suspensivo
Pode decorrer de previsão legal ou de decisão judicial.
Regra é que o recurso não tem efeito suspensivo automático, na forma do art. 995, caput, 
do CPC.
Requisitos para a concessão do efeito suspensivo estão enumerados no art. 995, parágrafo 
único, do CPC. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, (i) 
se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível 
reparação – periculum in mora, e (ii) ficar demonstrada a probabilidade de provimento do 
recurso – fumus boni iuris.
Via de regra, a apelação possui efeito suspensivo automático. Exceções: I – homologa divisão 
ou demarcação de terras; II – condena a pagar alimentos; III – extingue sem resolução do 
mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; IV – julga procedente o pedido de 
instituição de arbitragem; V – confirma, concede ou revoga tutela provisória; VI – decreta a 
interdição. Nesse caso, a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante 
demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a fundamentação, 
houver risco de dano grave ou de difícil reparação (art. 1.012, §4, do CPC).
Também tem efeito suspensivo automático RE e REsp contra acórdão proferido em IRDR 
(art. 987, §1, do CPC).
Efeito regressivo
Segundo Jaylton Lopes, “é a possibilidade de o órgão a quo reconsiderar a decisão proferida, 
ou seja, exercer juízo de retratação. Tal efeito é encontrado nos seguintes recursos: a) 
apelação contra sentença de indeferimento da petição inicial (art. 331 do CPC); b) apelação 
contra sentença de improcedência liminar do pedido (art. 332, §3º, do CPC); c) apelação 
contra sentença que extingue o processo sem resolução do mérito (art. 485, §7º, do CPC). “
Efeito translativo
É um efeito mais amplo, pois permite que todas as questões que, mesmo que não tenham 
sido suscitadas, possam ser reconhecidas de ofício pelo magistrado. Fica restrito, entretanto, 
ao fato de que essa questão esteja relacionada ao capítulo impugnado.
Efeito expansivo
Se divide em efeito expansivo subjetivo (quando uma pessoa que não recorreu é atingido 
pelos efeitos do recurso) e objetivo (quando outros atos processuais são atingidos pelo 
julgamento do recurso).
Efeito substitutivo
Encontra previsão no art. 1.008 do CPC. Vejamos:
Art. 1.008. O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que 
tiver sido objeto de recurso.
Errado.
027. 027. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) Cecilia e Raquel debatiam acerca dos efeitos dos 
recursos no processo civil. Cecilia afirmou que o efeito devolutivo é aquele que faz com que 
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a matéria impugnada no recurso seja devolvida ao órgão julgador do recurso, delimitando 
a sua extensão e a profundidade.
Raquel, por sua vez, asseverou que o efeito regressivo é o efeito recursal que permite o 
exercício do direito de retratação pelo órgão prolator da decisão recorrida.
a) Cecilia e Raquel estão corretas em suas afirmações.
b) Cecilia está correta em sua afirmação, ao passo que Raquel está incorreta em sua colocação.
c) Cecilia e Raquel estão incorretas em suas afirmações.
d) Cecilia está incorreta em sua afirmação, enquanto Raquel está correta em sua colocação.
e) Cecilia e Raquel estão parcialmente corretas em suas afirmações.
Cecília abordou corretamente sobre o efeito devolutivo e Raquel sobre o efeito regressivo. 
Para que você relembre sobre os efeitos, releia a tabela mencionada na questão anterior.
Letra a.
028. 028. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) Quanto ao efeito suspensivo, salvo 
disposição legal ou decisão judicial em contrário, a interposição de recurso não impede a 
eficácia da decisão.
A regra é que o recurso não tem efeito suspensivo automático podendo ser conferido por 
decisão judicial ou por previsão legal.
Art. 995. Os recursos não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal ou decisão judicial 
em sentido diverso.
Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, se da 
imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, 
e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.
Certo.
029. 029. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O princípio da taxatividade não 
impede a criação de recursos não previstos em lei por vontade das partes.
Os recursos cabíveis contra a decisão judicial que se almeja questionar devem estar previstos 
em lei emum rol taxativo. Memorize que apenas A LEI pode criar tipos de recursos.
Pode um recurso previsto em lei não ter um nome próprio? Pode. É exatamente o que 
acontece na lei dos juizados especiais, não é? Daí o que o recurso é denominado de recurso 
inominado, pois o legislador não trouxe qual seria o seu nome.
Errado.
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030. 030. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O efeito translativo impede o 
conhecimento de matérias de ordem pública no julgamento do recurso.
Esse efeito permite que todas as questões que, mesmo que não tenham sido suscitadas, 
possam ser reconhecidas de ofício pelo magistrado. Fica restrito, entretanto, ao fato de 
que essa questão esteja relacionada ao capítulo impugnado.
Errado.
031. 031. (FGV/TJ RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024/ADAPTADA) O princípio da voluntariedade 
impede a interposição de recursos pelo Ministério Público, ainda que atuando enquanto 
fiscal do ordenamento jurídico.
O erro está em mencionar que esse princípio impede a interposição de recursos pelo MP. O CPC 
admite a interposição no art. 966. Não importa se o MP é parte ou fiscal da ordem jurídica.
Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo 
Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação 
jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa 
discutir em juízo como substituto processual.
Errado.
032. 032. (FGV/TJ AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2024) Tramitando um determinado processo no 
Tribunal, o relator, antes de solicitar a sua inclusão em pauta para o julgamento do recurso 
de apelação ali interposto, tendo verificado que o apelante havia juntado novos documentos, 
proferiu despacho em que determinava a intimação do apelado para que se pronunciasse 
a seu respeito no prazo de quinze dias.
No tocante ao referido pronunciamento, é correto afirmar que é:
a) irrecorrível;
b) impugnável por agravo interno, que deverá ser desprovido;
c) impugnável por agravo interno, que deverá ser provido;
d) impugnável por agravo de instrumento, que deverá ser desprovido;
e) impugnável por agravo de instrumento, que deverá ser provido.
Questão simples e que exigia o conhecimento de que dos despachos não cabe recurso.
Encontra fundamento legal no art. 1.001 do CPC.
Art. 1.001. Dos despachos não cabe recurso.
Dessa forma, a única alternativa correta é a letra A.
Letra a.
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033. 033. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Ao recorrer, é fundamental, para que 
os recorridos se defendam, que o recorrente indique porque quer ver a decisão anulada, 
reformada ou integrada. Caso contrário, os recorridos não têm como, adequadamente, 
postular a manutenção do julgado.
O trecho transcrito versa sobre o princípio recursal denominado dialeticidade.
É necessário que o recorrente realize a impugnação específica no tocante aos fundamentos 
da decisão recorrida. Alerta-se que para o STJ, o simples fato de repetir argumentos já 
levantados no processo não autoriza que o recurso não seja conhecido, sob alegação de 
violação ao princípio da dialeticidade. REsp 1665741.
A alternativa, portanto, está correta.
Certo.
034. 034. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) João interpôs recurso de apelação 
em face de sentença proferida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Varre-Sai, localizada no 
Estado do Rio de Janeiro. Por esquecimento, embora tenha efetuado tempestivamente o 
preparo do recurso, João não efetuou a juntada da guia de custas e nem da comprovação 
do pagamento no momento da interposição da apelação.
Ao realizar a admissibilidade do recurso, o relator intimou João a efetuar o preparo em 
dobro na forma do Art. 1.007, § 4º, do CPC. Entretanto, João permaneceu inerte. Vinte dias 
depois de sua intimação para recolhimento em dobro das custas, João protocolou petição 
acompanhada do preparo do recurso, bem como do comprovante de seu recolhimento. O 
relator, todavia, não conheceu o recurso de apelação em razão da deserção.
A decisão do relator foi correta, pois João não comprovou o preparo do recurso nas duas opor-
tunidades que possuía para isso, de modo que o recurso deve ser considerado como deserto.
O CPC prevê dois momentos para comprovação de preparo: interposição do recurso e após 
a intimação recolhimento em dobro.
Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela 
legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena 
de deserção.
§ 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do 
preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, 
para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
Como se manteve inerte, o recurso é deserto.
Certo.
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035. 035. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Quando o recurso principal não é 
conhecido por falta de preparo, o recurso adesivo também não será conhecido, ainda que 
o aderente seja beneficiário da gratuidade de justiça.
Isso ocorre porque o recurso adesivo é um recurso subordinado. Quando o recurso principal 
não é conhecido, o recurso adesivo também não será.
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das 
exigências legais.
§ 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
§ 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas 
regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição 
legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I – será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de 
que a parte dispõe para responder;
II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III – não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado 
inadmissível.
Certo.
036. 036. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Quando o litisconsórcio passivo é 
unitário – e todos os litisconsortes recorrem – a desistência de um ao recurso é subordinada 
ao assentimento dos demais.
Não se exige a anuência dos litisconsortes. O fundamento legal é o art. 998 do CPC.
Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, 
desistir do recurso.
Parágrafo único. A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão 
geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou 
especiais repetitivos.
Errado.
037. 037. (FGV/ENAM/MAGISTRATURA/2024/ADAPTADA) Ao exercer o juízo preliminar deadmissibilidade da apelação, o juiz de primeiro grau dirá os efeitos em que a recebe.
O juízo de admissibilidade não é exercido pelo juiz de 1º grau.
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:
I – os nomes e a qualificação das partes;
II – a exposição do fato e do direito;
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III – as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade;
IV – o pedido de nova decisão.
§ 1º O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar 
contrarrazões.
§ 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1º e 2º, os autos serão remetidos ao tribunal 
pelo juiz, independentemente de juízo de admissibilidade.
Errado.
038. 038. (FGV/CGE SC/AUDITOR DO ESTADO/2023/ADAPTADA) Júlia promoveu ação judicial 
indenizatória em face dos pais de Antônio, absolutamente incapaz, pelos danos causados 
por Antônio. Durante a audiência de instrução e julgamento, com a presença de todos os 
advogados das partes, o juiz de direito proferiu sentença julgando improcedente o pedido 
de dano moral e condenando o pai de Antônio ao pagamento de dano material. No que 
tange à mãe de Antônio, todos os pedidos da autora foram julgados improcedentes.
Caso Júlia não ingresse com a apelação, mas o pai de Antônio o faça, ela poderá utilizar do 
recurso adesivo.
De início, cumpre destacar que houve sucumbência recíproca (apenas o dano material 
foi concedido). O recurso adesivo é cabível diante de sucumbência recíproca. Vejamos o 
dispositivo legal que fundamenta isso:
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das 
exigências legais.
 Obs.: Recurso independente.
§ 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
 Obs.: Exigência de sucumbência recíproca. Terceiro prejudicado e MP como fiscal da lei 
não são legitimados para interpor o recurso adesivo.
Dessa forma, correta está a questão.
Certo.
039. 039. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/PROCURADOR/2023) Caio intentou demanda em face de 
determinado Município, pleiteando a sua condenação a lhe pagar quantia correspondente 
a novecentos salários mínimos.
Ofertada a peça contestatória e produzidas as provas requeridas por ambas as partes, 
o juiz da causa, invocando entendimento firmado em sede de incidente de assunção de 
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competência, proferiu sentença em que condenava o ente federativo a pagar a Caio verba 
equivalente a seiscentos salários mínimos.
Depois de transcorridos dezessete dias úteis de sua regular intimação do ato decisório, 
Caio interpôs recurso de apelação, postulando a reforma parcial da sentença para que se 
majorasse a verba condenatória para o patamar pleiteado em sua petição inicial.
Intimado para responder ao apelo do autor, o ente político municipal ofertou, vinte e cinco 
dias depois de sua regular intimação, contrarrazões recursais, além de protocolizar, no 
mesmo dia, apelação adesiva, na qual pugnou pela reforma integral da sentença, a fim de 
que se julgasse improcedente o pleito autoral.
Nenhum recurso de apelação deve ser conhecido.
Primeiro ponto que você deve ter em mente é que a apelação de Caio foi intempestiva, já 
que desrespeitou o prazo de 15 dias úteis. Não deve, assim, ser conhecida.
Art. 1.003, § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
A apelação adesiva, por sua vez, também não deve ser conhecida, pois é um recurso 
subordinado.
Certo.
040. 040. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/ANALISTA PROCESSUAL/2023/ADAPTADA) Proferida 
sentença condenatória parcial de mérito contra a Fazenda Pública, o feito foi remetido 
ao Tribunal por força da remessa necessária, já que não houve interposição de recursos 
voluntários. Após seu recebimento, o autor interpôs apelação, pela via adesiva, para que o 
efeito devolutivo do reexame necessário fosse integral.
Nesse cenário, é correto afirmar que o recurso de apelação não será admitido, uma vez que 
não cabe recurso adesivo à remessa necessária.
De fato, não é cabível recurso adesivo à remessa necessária. Veja que o art. 997, §2º, II, traz 
como hipóteses de cabimento: apelação, RE e REsp.
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das 
exigências legais.
§ 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
§ 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas 
regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição 
legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
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I – será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de 
que a parte dispõe para responder;
II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III – não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado 
inadmissível.
Certo.
041. 041. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) Joana 
interpôs recurso especial em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado Alfa. O 
recurso foi instruído com a guia de recolhimento das custas, porém sem o respectivo 
comprovante de pagamento.
No Superior Tribunal de Justiça, o Ministro-Relator determinou a Joana que efetuasse o 
recolhimento das custas em dobro, sob pena de não conhecimento do recurso.
Em tal caso, o preparo fora regularmente realizado, eis que a guia de recolhimento de custas, 
isoladamente, é documento idôneo para comprovação de tal requisito de admissibilidade.
A guia de recolhimento de custas não é suficiente para comprovar o preparo.
Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela 
legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena 
de deserção.
§ 1º São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos 
pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e 
respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará 
deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 
5 (cinco) dias.
§ 3º É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos 
eletrônicos.
§ 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do 
preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado,para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
§ 5º É vedada a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de 
remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4º.
§ 6º Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, por decisão 
irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo.
§ 7º O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena de deserção, 
cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para 
sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.
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042. 042. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) É ônus do 
recorrido alegar e comprovar a ausência de preparo, não sendo cabível a iniciativa de ofício 
do Relator.
Pode ser reconhecido de ofício pelo relator.
Errado.
043. 043. (FGV/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2023/ADAPTADA) A intimação 
para recolhimento em dobro somente se aplica para as hipóteses de recolhimento parcial.
Exige-se a intimação para o recolhimento em dobro. A insuficiência parcial do § 4º não 
autoriza a complementação.
2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção 
se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 5º É vedada a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de 
remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4º.
Errado.
044. 044. (FGV/TJ AP/JUIZ ESTADUAL/2022/ADAPTADA) Publicada sentença em que houve 
sucumbência recíproca, pois os pedidos de ressarcimento de dano material e reparação 
pelo dano moral foram parcialmente concedidos, ambas as partes apelaram de forma 
independente. O recurso da parte autora pretendia apenas a majoração da condenação 
fixada pelo juiz pelo dano material. Todavia, após ser surpreendido com o recurso da 
parte ré, que pretendia unicamente a redução da condenação fixada pelo dano moral, o 
autor interpõe, no prazo das contrarrazões, apelação pela via adesiva, buscando agora a 
integralidade também da verba pretendida a título de dano moral, que não fora objeto do 
recurso anterior.
Nesse cenário, esse recurso adesivo deve ser admitido, pois a apelação interposta pela via 
independente foi parcial, não abrangendo a parte da sentença que se referia ao dano moral.
Como já houve a interposição de apelação voluntária temos a chamada preclusão consumativa. 
O recurso adesivo não serve para complementação de recurso já interposto.
Errado.
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
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045. 045. (FGV/TJDFT/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2022/ADAPTADA) André intentou 
ação de cobrança de obrigação contratual em face de Carlos, tendo formulado o pedido de 
condenação deste ao pagamento da quantia de cinquenta mil reais.
Encerrada a instrução probatória, o juiz da causa, concluindo que os fatos constitutivos do 
direito afirmado na petição inicial restaram parcialmente comprovados, proferiu sentença 
em que condenava o réu a pagar ao autor a quantia de dez mil reais.
Inconformado, André interpôs recurso de apelação, pleiteando a reforma parcial da sentença 
para que se acolhesse integralmente o seu pedido, com a condenação de Carlos a lhe pagar 
a importância de cinquenta mil reais.
Intimado para responder ao recurso do réu, Carlos apresentou as suas contrarrazões e, 
também, interpôs apelo adesivo, em cujas razões pugnou pela rejeição total do pleito de 
cobrança de André.
Remetidos os autos ao órgão ad quem, André, uma semana antes do julgamento dos recursos 
pelo órgão fracionário, protocolizou petição em que desistia de sua apelação.
Nenhum dos recursos de apelação poderá ser conhecido pelo tribunal.
Como houve a desistência do recurso principal, o recurso adesivo (recurso subordinado) 
também não será conhecido.
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das 
exigências legais.
§ 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
§ 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas 
regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição 
legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I – será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de 
que a parte dispõe para responder;
II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III – não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado 
inadmissível.
Certo.
046. 046. (FGV/PGE SC/PROCURADOR DO ESTADO/2022/ADAPTADA) Depois de pagar verba 
indenizatória aos familiares de um paciente morto em razão de erro médico ocorrido em 
hospital de sua rede, o Estado-membro, visando a exercer o seu direito de regresso, ajuizou 
ação em face dos dois servidores públicos responsáveis, os médicos Caio e Tício. O ente 
federativo, atuando em juízo através de sua Procuradoria-Geral, pediu a condenação de 
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ambos os servidores a lhe pagar, solidariamente, a verba de duzentos mil reais, precisamente 
a quantia que havia despendido a título de indenização em favor dos parentes da vítima.
Instaurado o processo eletrônico e proferido o juízo positivo de admissibilidade da demanda, 
os réus, depois de validamente citados, apresentaram peças contestatórias, o que fizeram 
através de advogados diferentes, integrantes de escritórios distintos.
Encerrada a fase instrutória, o juiz da causa julgou parcialmente procedente o pedido, condenando 
os réus a pagar ao autor, em regime de solidariedade, a importância de cem mil reais.
Inconformado com a sentença, Caio interpôs recurso de apelação depois de transcorridos 
dezoito dias úteis de sua intimação, tendo Tício feito o mesmo, porém vinte e cinco dias 
úteis após a respectiva intimação.
Intimado para responder aos apelos dos réus, o Estado não só ofertou, vinte dias depois 
de sua intimação pessoal, as suas contrarrazões recursais, como também protocolizou, no 
mesmo dia, apelo adesivo, no qual pleiteou a majoração da condenação de Caio e Tício para 
o patamar que havia requerido na petição inicial, isto é, duzentos mil reais.
Os três recursos de apelação devem ser conhecidos.
Questão com pegadinha. A primeira coisa que deve ter chamado a sua atenção foi o fato 
de serem escritórios distintos, não é mesmo? Aí você logo lembrou que o prazo, nessa 
hipótese, é contado em dobro.
Ocorre que o enunciado também alertou que é processo eletrônico. E no processo eletrônico 
não temos essa contagem diferenciada quando há escritórios distintos. Vejamos:Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo 
ou tribunal, independentemente de requerimento.
§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa 
por apenas um deles.
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos.
Dito isso, você já sabe que o prazo será de 15 dias úteis, né? Ocorre que esse prazo não 
foi respeitado. Dessa forma, tanto os recursos principais quanto o adesivo não devem 
ser conhecidos.
Errado.
047. 047. (FGV/TJ SC/JUIZ ESTADUAL/2024) Intentada uma ação em face da operadora do plano 
de saúde, pleiteou o autor a condenação da ré a custear os medicamentos necessários para o 
tratamento da enfermidade de que padecia, além de lhe pagar verba reparatória dos danos 
morais sofridos em razão da recusa da cobertura. Na petição inicial se formulou, também, 
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requerimento de tutela provisória, no sentido de que imediatamente se determinasse à 
demandada que arcasse com os custos dos medicamentos.
Apreciando a peça exordial, o juiz da causa procedeu ao juízo positivo de admissibilidade da 
demanda, ordenando a citação da ré. Quanto ao pleito de tutela provisória, o magistrado 
afirmou que o apreciaria somente depois da vinda aos autos da contestação.
Ofertada a resposta, o juiz, entendendo que o processo já se encontrava suficientemente 
instruído, proferiu sentença de mérito, acolhendo na íntegra o pleito formulado na inicial 
para condenar a ré a custear os medicamentos e a pagar ao autor a quantia por ele pleiteada, 
a título de reparação de danos morais.
E, em um capítulo específico da sentença, foi concedida a tutela provisória vindicada na 
peça vestibular.
Agiu equivocadamente o juiz ao deferir a tutela provisória na sentença, haja vista a vedação 
legal nesse sentido.
Não há vedação legal nesse sentido. A tutela provisória pode ser concedida a qualquer 
momento. Dessa decisão, inclusive, caberá apelação.
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
§ 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar 
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar 
de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
§ 2º Se as questões referidas no § 1º forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente será 
intimado para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se a respeito delas.
§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas 
no art. 1.015 integrarem capítulo da sentença.
Errado.
048. 048. (FGV/PREFEITURA DE NITERÓI/PROCURADOR/2023) João ajuizou ação pleiteando a 
condenação de uma pessoa jurídica ao pagamento de verbas pecuniárias, tendo também 
requerido, em sua petição inicial, a desconsideração da personalidade jurídica da empresa 
demandada, a fim de que os bens particulares de seus sócios fossem diretamente submetidos 
a uma futura constrição.
Sem suspender o processo, o juiz da causa determinou a citação da pessoa jurídica e 
dos sócios.
Após concluída a fase instrutória, foi proferida sentença em que se acolheu a pretensão autoral 
em face da pessoa jurídica, indeferindo-se, todavia, a desconsideração da personalidade 
jurídica pretendida.
O autor poderá interpor apelação para se insurgir contra o pronunciamento que indeferiu 
a desconsideração da personalidade jurídica.
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Considerando que o indeferimento da desconsideração da personalidade jurídica se deu 
na sentença, caberá apelação.
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
Certo.
049. 049. (FGV/TJ MS/JUIZ ESTADUAL/2023) Determinado condomínio edilício, constatando 
que um apartamento se encontrava em débito no tocante às contribuições extraordinárias 
aprovadas em assembleia geral, documentalmente comprovadas, relativamente aos quatro 
últimos meses, ajuizou ação de cobrança em face do titular da unidade.
Pleiteou o condomínio, em sua petição inicial, a condenação do réu a pagar o débito apurado, 
com os consectários da mora.
Apreciando a peça exordial, o juiz da causa determinou a intimação da parte autora para 
que a emendasse, de modo a alterar a ação de conhecimento para de execução.
Tendo o demandante ponderado que a sua inicial não padecia de nenhum defeito, o juiz, 
concluindo pela ausência de interesse de agir, indeferiu-a, extinguindo o feito sem resolução 
do mérito. Inconformado, o autor interpôs recurso de apelação.
Comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao 
órgão ad quem, o qual deverá dar provimento ao apelo.
Vimos que na apelação há o chamado juízo de retratação que permite ao magistrado se 
retratar no prazo de 5 dias.
O tribunal deverá dar provimento ao apelo, pois a existência de título executivo extrajudicial 
não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento (art. 785 do CPC).
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
I – indeferir a petição inicial.
§ 7º Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz 
terá 5 (cinco) dias para retratar-se.
Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo 
de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial.
Certo.
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050. 050. (FGV/TJ RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2023) Caio, adolescente de 15 anos de idade, 
devidamente representado por seu pai, ajuizou ação em que pleiteava a condenação de 
Tício a lhe pagar verba reparatória de danos morais.
O autor deduziu a sua pretensão assistido pelo órgão da Defensoria Pública e requereu a 
concessão do benefício da gratuidade de justiça, o qual foi deferido pelo juiz.
Concluída a instrução probatória, e ofertada a promoção conclusiva do Ministério Público, 
que intervinha no feito em razão da incapacidade do autor, o juiz proferiu sentença em que 
julgava improcedente o pleito indenizatório.
O defensor público protocolizou recurso de apelação trinta dias úteis depois de sua intimação 
pessoal, havendo o Ministério Público adotado igual iniciativa, embora tenha interposto o 
seu recurso de apelação vinte dias úteis depois de sua intimação pessoal. Ambas as peças 
recursais foram devidamente fundamentadas.
Nenhum dos dois recursos de apelação deve ser conhecido, diante da intempestividade de 
um e outro.
Tanto a defensoria quanto o ministério público possuem prazos em dobro. Não há que se 
falar, portanto, em intempestividade. Vejamos os dispositivos legais:
Art. 180. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que terá 
início a partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, § 1º.Art. 186. A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.
Art. 1.003. § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
Errado.
051. 051. (FGV/OAB/41º EXAME/2024) Pedro propôs ação de dissolução parcial da sociedade 
Papel Cia. Ltda., em função de atos praticados pelo então administrador da sociedade, 
Paulo. No processo, restou comprovado que Paulo adulterava os balanços patrimoniais da 
sociedade. Diante desse fato, o juiz proferiu sentença decretando a dissolução parcial da 
sociedade. Em face da sentença, Paulo interpôs o respectivo recurso de apelação. Depois 
de proferidos os votos, o resultado do julgamento foi pela reforma da decisão, contudo 
de forma não unânime. Sobre a hipótese narrada, na qualidade de advogado de Pedro, 
assinale a afirmativa correta.
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a) São cabíveis embargos infringentes, pois o acórdão não unânime reformou a sentença 
de mérito proferida em primeiro grau.
b) O julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros 
julgadores, tendo em vista o resultado não unânime do julgamento, que serão convocados 
nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir 
a possibilidade de inversão do resultado inicial.
c) Na hipótese de novo julgamento, é vedado às partes e aos eventuais terceiros o direito 
de sustentar oralmente suas razões perante os julgadores novamente.
d) A técnica de julgamento nos casos de resultados não unânimes se aplica, igualmente, à 
ação rescisória, ao agravo de instrumento, ao incidente de resolução de demandas repetitivas, 
ao incidente de assunção de competência e à remessa necessária.
a) Errada. Não são cabíveis embargos infringentes.
Art. 994. São cabíveis os seguintes recursos:
I – apelação;
II – agravo de instrumento;
III – agravo interno;
IV – embargos de declaração;
V – recurso ordinário;
VI – recurso especial;
VII – recurso extraordinário;
VIII – agravo em recurso especial ou extraordinário;
IX – embargos de divergência.
b) Certa. Trata-se do disposto no art. 942 do CPC. Vejamos:
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
c) Errada. É assegurado o direito de sustentação oral, na forma do art. 942 do CPC.
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento 
em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos 
termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a 
possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o 
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
d) Errada. Não se aplica ao incidente de resolução de demandas repetitivas, ao incidente 
de assunção de competência e à remessa necessária.
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Art. 942. § 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento 
não unânime proferido em:
I – ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu 
prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;
II – agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I – do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II – da remessa necessária;
III – não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
Letra b.
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	Sumário
	Apresentação
	Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I
	Introdução
	Remessa Necessária
	Jurisprudência Pertinente
	Teoria Geral dos Recursos
	Requisitos de Admissibilidade Intrínsecos
	Cabimento
	Interesse Recursal
	Inexistência de Fato Impeditivo ou Extintivo do Direito de Recorrer
	Legitimidade
	Requisitos de Admissibilidade Extrínsecos
	Tempestividade
	Regularidade Formal
	Preparo
	Recurso Adesivo
	Recursos em Espécie
	Apelação
	Agravo de Instrumento
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoaté então vencido seja o voto vencedor.
Não é uma nova espécie recursal! Como o próprio nome indica é uma técnica de julgamento.
Não fica restrita as hipóteses de reforma de sentença de mérito REsp 1762236.
Aplicável na apelação (art. 942, caput, do CPC); ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da 
sentença (mesmo que parcial, já que o dispositivo legal não faz essa restrição)1, devendo, nesse caso, 
seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno (art. 942, §3º, I); 
agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito (art. 942, §3º, 
II). Jaylton Lopes critica essa distinção de tratamento pelo legislador em relação à apelação e ao agravo de 
instrumento. Entretanto, acredito que isso não é importante para prova objetiva da OAB. Talvez na prova 
discursiva, se o examinador quiser complicar um pouco mais a sua vida. Leve para a sua prova, especialmente 
a objetiva, que o STJ é em sentido oposto ao do ilustre professor Jaylton Lopes. Para o STJ, deve ser feita 
uma interpretação literal, de modo que a técnica de julgamento ampliado, em agravo de instrumento, exige 
que a decisão agravada tenha julgado parcialmente o mérito. REsp 1960580.
1 Enunciado 63 da I Jornada de Direito Processual Civil – CJF.
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Atenção: Jaylton Lopes alerta que prevalece o entendimento de que esse rol de hipóteses em que é possível 
a aplicação dessa técnica é taxativo.
Jaylton Lopes defende a possibilidade de utilização da técnica de ampliação do colegiado no mandado de 
segurança, em virtude da ausência de vedação legal. O art. 25 da Lei n. 12.016/2009 não impediria a utilização 
dessa técnica.
Os embargos de declaração podem ser opostos com efeitos modificativos. Admite-se, ainda, que no julgamento 
dos embargos de declaração, um dos julgadores altere o seu entendimento, alterando o seu voto. Nesse caso, 
como os embargos de declaração possuem efeito integrativo, a decisão que era unânime, passou a ser não 
unânime. Com isso, ao resultado final deve ser aplicada a técnica de ampliação do colegiado. REsp 1786158.
O STJ entende que essa técnica deve ser aplicada quando a proclamação do julgamento não unânime 
(hipóteses já listadas) ocorrer na vigência do CPC/2015. Dessa forma, para o STJ é irrelevante a data de 
chegada do processo no tribunal, o que importa é o momento em que ocorrer a proclamação do resultado 
(que deve ser não unânime). REsp 1762236.
Um ponto que o examinador adora cobrar diz respeito às hipóteses em que é vedada a aplicação da técnica 
de ampliação do colegiado. São elas: incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas 
repetitivas; remessa necessária; julgamento não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela 
corte especial.
Entendi, professora, mas tenho outra dúvida. Como fica a ordem de julgamento quando Entendi, professora, mas tenho outra dúvida. Como fica a ordem de julgamento quando 
há apelação e agravo de instrumento?há apelação e agravo de instrumento?
Nesse caso, o agravo de instrumento será julgado primeiro. Isso ocorre pelo fato de o 
julgamento do agravo de instrumento ter a chance de acarretar a perda do objeto da apelação.
Art. 946. O agravo de instrumento será julgado antes da apelação interposta no mesmo processo.
Parágrafo único. Se ambos os recursos de que trata o caput houverem de ser julgados na mesma 
sessão, terá precedência o agravo de instrumento.
reMessa NecessÁrIareMessa NecessÁrIa
O reexame necessário ou remessa necessária encontra previsão no art. 496 do CPC/2015, 
cuja leitura integral recomendo, desde já.
Você deve ter em mente que a regra é que sentença proferida contra a União, os Estados, 
o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público; 
e que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal para produzir 
efeitos deve ser confirmada pelo tribunal (art. 496, I e II, do CPC).
Dessa forma, mesmo que o ente público não apresente apelação, (i) o magistrado deve 
ordenar a remessa ao Tribunal e (ii) se o juiz não fizer isso, caberá ao presidente do respectivo 
Tribunal avocar o processo. É o teor do art. 496, §1º, do CPC.
Entretanto, o CPC/2015 elenca algumas situações com fundamento no valor da condenação 
ou do proveito econômico e dispensa a remessa necessária. Você deve memorizar esses 
valores, pois são muito cobrados em prova.
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Dispensa remessa necessária – Condenação ou proveito econômico obtido na causa for valor 
certo e líquido inferior a:
União e respectivas autarquias 
e fundações de direito público
Estados, o Distrito Federal, as res-
pectivas autarquias e fundações de 
direito público e os Municípios que 
constituam capitais dos Estados
Todos os demais Municí-
pios e respectivas autar-
quias e fundações de di-
reito público
1.000 (mil) salários-mínimos 500 (quinhentos) salários-mínimos 100 (cem) salários-mínimos
Também não se submeterá a remessa necessária quando: a sentença estiver fundada 
em: I – súmula de tribunal superior; II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou 
pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; III – entendimento 
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; 
IV – entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
Trata-se do disposto no art. 496, §4º, do CPC que também é um dispositivo queridinho dos 
examinadores.
JurIsPruDÊNcIa PerTINeNTeJurIsPruDÊNcIa PerTINeNTe
O § 3º do art. 941 do CPC/2015 prevê que:
§ 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão 
para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.
Há nulidade do acórdão e do julgamento caso o § 3º do art. 941 do CPC seja descumprido? 
Há nulidade se o voto vencido não tiver sido juntado ao acórdão?
• Haverá nulidade do acórdão;
• Não haverá nulidade do julgamento (salvo se o resultado proclamado não refletir a 
vontade da maioria).
Em suma: haverá nulidade do acórdão que não contenha a totalidade dos votos declarados; 
por outro lado, não haverá nulidade do julgamento se o resultado proclamado refletir, com 
exatidão, a conjunção dos votos proferidos pelos membros do colegiado.
Fontes: STJ. 3ª Turma. REsp 1729143-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 12/02/2019 
(Info 642).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Em caso de descumprimento do § 3º do art. 941 
do CPC, haverá nulidade do acórdão, mas não do julgamento. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/09/2024
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Ordem dos Processosnos Tribunais – Parte I 
Aline Oliveira
TeOrIa Geral DOs recursOsTeOrIa Geral DOs recursOs
São meios de impugnação de decisão judicial: recursos, sucedâneos recursais e ações 
autônomas de impugnação.
Recurso Ação autônoma de impugnação Sucedâneo recursal
Mecanismo apto a impugnar 
decisões judiciais dentro do mesmo 
processo.
Finalidade: promover a reforma, 
invalidação, esclarecimento ou 
integração da decisão.
Daniel Amorim enumera como 
características:
– Voluntariedade;
– Expressa previsão em lei federal;
– Desenvolvimento no próprio 
processo no qual a decisão 
impugnada foi proferida;
– Manejável pelas partes, terceiros 
prejudicados e Ministério Público;
– Com o objetivo de reformar, 
anular, integrar ou esclarecer 
decisão judicial.
A decisão judicial será impugnada 
por meio de uma NOVA AÇÃO e não 
dentro do mesmo processo como 
ocorre nos recursos.
Classificação residual, ou seja, 
o que não se enquadrar como 
recurso nem como ação autônoma 
de impugnação.
Vamos analisar agora a classificação dos recursos. Não acredito que isso seja cobrado 
pelos examinadores, mas apresento uma tabela-resumo, por precaução, destacando que 
ela foi elaborada com base no livro do professor Jaylton Lopes.
Classificação dos recursos – Tabela-resumo elaborada, conforme ensinamentos de Jaylton Lopes
Quanto à finalidade
Recurso de reforma Recurso de invalidação Recurso de esclarecimento
Almeja reformar a decisão. Possui 
como causa de pedir um error in 
judicando (conteúdo da decisão)
Almeja invalidar a decisão judicial. 
Possui como causa de pedir error in 
procedendo (defeito formal).
Regra geral: cabe ao órgão prolator 
da decisão recorrida corrigir o erro 
formal e proferir nova decisão.
Exceção: quando o próprio órgão 
recursal invalida a decisão e profere 
uma nova. Ex.: art. 1.013, §3º, IV, 
do CPC. Faça a leitura!
Utilizado quando estamos diante 
de uma decisão judicial com 
omissão, obscuridade, contradição 
ou erro material.
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Quanto ao órgão jurisdicional competente
Recurso devolutivo Recurso não devolutivo Recurso misto
Também denominado de recurso 
reiterativo.
Ocorre quando temos um órgão 
jurisdicional proferindo uma 
decisão que será devolvida para a 
análise de outro órgão jurisdicional.
Também denominado de recurso 
iterativo.
Quando o próprio órgão prolator da 
decisão recorrida é o competente 
para julgar o recurso. Ex.: embargos 
de declaração.
Aquela em que há a possibilidade 
do juízo de retratação pelo órgão 
prolator da decisão. Ex.: agravo de 
instrumento.
Quanto à extensão da questão impugnada
Recurso total Recurso parcial
Quando o recurso abrange toda a decisão recorrida. 
Cumpre destacar que Jaylton Lopes traz os 
ensinamentos de Barbosa Moreira, de modo que o 
recurso seria total, se abarcasse todo o conteúdo 
impugnável e não necessariamente toda a decisão 
recorrida. Discussão doutrinária que não acredito ser 
relevante para prova da OAB, mas pontuei aqui para 
que você saiba que ela existe rs
Quando o recurso engloba apenas parcela do conteúdo 
da decisão recorrida.
Quanto à fundamentação da impugnação
Recurso de fundamentação livre Recurso de fundamentação vinculada
Quando não há causa de pedir recursal tipificada 
na lei. O recorrente pode impugnar livremente a 
decisão judicial.
Quando há causa de pedir recursal tipificada na lei.
Exemplo: RE, REsp, embargos de declaração.
Para que lá na frente você entenda os recursos em espécie, faz-se necessário tratarmos, 
de forma resumida, sobre os princípios recursais. Novamente, utilizamos as lições de Jaylton 
Lopes, como base para a elaboração desse quadro-resumo.
Princípios recursais – Quadro-resumo elaborado com base no livro do professor Jaylton Lopes
Princípio das decisões juridicamente relevantes – Não são todos os pronunciamentos judiciais que são 
recorríveis. Lembre-se que os despachos são irrecorríveis (art. 1.001 do CPC); nem todas as decisões inter-
locutórias se sujeitam à agravo de instrumento (para o STJ – Resp 1704520/MT – o art. 1.015 elenca um rol 
de taxatividade mitigada).
Princípio da taxatividade – Os recursos cabíveis contra a decisão judicial que se almeja questionar devem 
estar previstos em lei em um rol taxativo. Memorize que apenas A LEI pode criar tipos de recursos.
Pode um recurso previsto em lei não ter um nome próprio? Pode. É exatamente o que acontece na lei dos 
juizados especiais, não é? Daí o que o recurso é denominado de recurso inominado, pois o legislador não 
trouxe qual seria o seu nome.
Princípio da singularidade – A regra é que de determinada decisão judicial cabe apenas um recurso por 
vez. Admite-se que a lei crie exceções, como o caso do RE e REsp, por exemplo, que podem ser interpostos 
simultaneamente.
Princípio da fungibilidade – Em determinadas situações, admite-se que um recurso interposto equivo-
cadamente seja recebido como o recurso correto. Como requisitos para que isso seja possível temos: a 
existência de dúvida objetiva quanto ao cabimento do recurso e a observância do prazo previsto na lei para 
a interposição do recurso correto. Esclareça-se que se o advogado cometer erro grosseiro não é admitido 
a alegação desse princípio.
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Princípios recursais – Quadro-resumo elaborado com base no livro do professor Jaylton Lopes
Princípio da proibição da reformatio in pejus – Via de regra, não se admite que a interposição de um 
recurso pela parte acarrete prejuízos para essa parte. Alerto que se ambas as partes recorrerem, admite-se 
o prejuízo com uma nova decisão, mas isso não está relacionado ao recurso da parte que sofreu o prejuízo 
e sim ao provimento do recurso da outra parte.
Jaylton Lopes traz duas exceções a esse princípio vejamos:
“Sem embargo, é possível que o próprio sistema recursal preveja exceções a esse princípio. Vejamos dois 
exemplos: a) possibilidade de o órgão ad quem reconhecer questões de ofício (ex.: coisa julgada, prescrição, 
decadência etc.) e, com isso, prejudicar ainda mais o recorrente; b) possibilidade de o órgão ad quem, após 
dar provimento ao recurso do réu que pedia a cassação da sentença, julgar o mérito em seu desfavor (art. 
1.013, §3º, do CPC). Para a mitigação do princípio da proibição de reformatio in pejus, é preciso que haja 
previsão legal.”
Princípio da dialeticidade – É necessário que o recorrente realize a impugnação específica no tocante 
aos fundamentos da decisão recorrida. Alerta-se que para o STJ, o simples fato de repetir argumentos já 
levantados no processo não autoriza que o recurso não seja conhecido, sob alegação de violação ao princípio 
da dialeticidade. REsp 1665741.
É importante tratarmos brevemente sobre os requisitos de admissibilidade dos recursos. 
Trata-se da análise que será feita do recurso antes de o julgador adentrar ao exame do 
mérito recursal.
No exame do juízo de admissibilidade, examina-se se os requisitos intrínsecos e extrínsecos 
estão preenchidos, na forma que a lei exige e de modo a possibilitar o exame do conteúdo 
do recurso.
Se os pressupostos de admissibilidade do recurso estiverem preenchidos, passa-se 
a análise do mérito do recurso. Entretanto, se os pressupostos de admissibilidade não 
estiverem preenchidos, o recursoserá inadmitido, ou seja, os julgadores não vão analisar 
se o recurso deve ser provido ou não. Não se entra na análise sobre o mérito do recurso 
quando falta algum dos pressupostos de admissibilidade.
Vamos estudar agora um pouco sobre cada um desses requisitos de admissibilidade. Esse 
estudo, mesmo que de forma concisa, se faz necessário para que lá na parte de recursos 
em espécie você assimile melhor o conteúdo.
reQuIsITOs De aDMIssIBIlIDaDe INTrÍNsecOsreQuIsITOs De aDMIssIBIlIDaDe INTrÍNsecOs
São considerados requisitos de admissibilidade intrínsecos: cabimento; legitimidade; 
interesse recursal; inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer.
DICA
Para facilitar a sua memorização, sugiro o seguinte 
mnemônico: cIIl .
Cabimento
Interesse recursal
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Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de 
recorrer
Legitimidade
caBIMeNTOcaBIMeNTO
O recurso para ser cabível, em primeiro lugar, deve ter previsão legal. Além disso, 
o recorrente deve se valer do recurso correto para impugnar a decisão judicial que ele 
almejar recorrer.
Já vimos que o princípio da fungibilidade para ser aplicado exige que haja dúvida 
objetiva e que o recurso seja interposto dentro do prazo legal para a interposição do recurso 
considerado como correto.
O advogado, portanto, deve estar atento às normas legais, bem como ao entendimento 
dos tribunais superiores sobre esse tópico de cabimento recursal.
Além disso, você não deve esquecer que, via de regra, apenas cabe um recurso contra 
aquela determinada decisão judicial. Entretanto, como já vimos, exceções legais podem 
admitir o cabimento de mais de um recurso contra uma mesma decisão. Por exemplo: RE 
(envolvendo questão constitucional) e REsp (envolvendo questão infraconstitucional).
INTeresse recursalINTeresse recursal
O interesse recursal está relacionado à utilidade e à necessidade. Nesse ponto, lembramos 
sobre aquela classificação de recurso total e recurso parcial por Barbosa Moreira.
De fato, não há como se admitir que a parte recorra de parcela da decisão se essa 
impugnação não lhe será útil ou necessária.
EXEMPLO
Imagine agora uma seguinte situação: João deve a Maria um valor de R$ 10.000,00, motivo 
pelo qual Maria ajuizou uma ação de cobrança em face de João. Ocorre que o magistrado 
extinguiu o processo sem resolução do mérito, com fundamento no art. 485, I, do CPC 
(indeferimento da petição inicial). João tem interesse recursal? Pode ser considerado que ele 
tenha interesse recursal sim. Veja que João pode ter interesse em obter uma sentença que 
resolva o mérito. Lembra do princípio da primazia do julgamento de mérito? É um exemplo 
de uma aplicação prática.
Ainda sobre interesse recursal, Jaylton Lopes elenca algumas hipóteses em que a 
modificação de fundamentos da decisão pode trazer um benefício ao recorrente, autorizando, 
dessa forma, a interposição do recurso cabível. São elas: embargos de declaração (para 
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suprir omissão, obscuridade, contradição ou erro material da fundamentação); questão 
prejudicial (mesmo com a decisão favorável, pode haver interesse para recorrer, evitando 
a coisa julgada material sobre a fundamentação que analisou a questão prejudicial); coisa 
julgada secundum eventum probationis (há interesse recursal na mudança de fundamentação 
de improcedência por insuficiência de provas para improcedência por ausência de direito 
do autor).
INeXIsTÊNcIa De FaTO IMPeDITIvO Ou eXTINTIvO DO DIreITO De recOrrerINeXIsTÊNcIa De FaTO IMPeDITIvO Ou eXTINTIvO DO DIreITO De recOrrer
Aqui temos os chamados requisitos negativos de admissibilidade do recurso. Mas por 
que negativos? Simples! Se presente algum desses requisitos que vamos ver agora, o recurso 
não será admitido. São os requisitos negativos: desistência do recurso; renúncia ao direito 
de recorrer e aceitação.
Desistência do recurso Renúncia ao direito de recorrer Aceitação
O CPC admite a desistência 
do recurso a qualquer tempo, 
independentemente da anuência 
do recorrido ou dos litisconsortes.
O advogado precisa de poderes 
especiais, na forma do art. 105 
do CPC.
Importante perceber que a 
desistência do recurso não 
impede a análise de questão cuja 
repercussão geral já tenha sido 
reconhecida e daquela objeto 
de julgamento de recursos 
extraordinários ou especiais 
repetitivos (art. 998 do CPC).
Atenção: não confundir com 
desistência da ação. A desistência 
da ação pode ser feita até a 
prolação da sentença e, se após 
a contestação, depende de 
concordância do réu (art. 485, §§4 
e 5, do CPC).
Pode ser feito até o transcurso do 
prazo e desde que o recurso ainda 
não tenha sido interposto.
Independe de aceitação da outra 
parte e deve ser expressa.
Exige do advogado poderes 
especiais, na forma do art. 105 
do CPC.
A aceitação pode ser expressa 
ou tácita – comportamento 
incompatível – (art. 1.000 do CPC).
leGITIMIDaDeleGITIMIDaDe
O CPC traz um rol amplo de legitimados a interposição de recursos. São eles: a parte 
vencida; o terceiro prejudicado e o Ministério Público.
Sobre o tema citamos o que nos ensina Jaylton Lopes:
Ao utilizar o termo parte, o CPC não está restringindo a legitimidade recursal às partes originárias 
da demanda. Há casos em que um terceiro, até então estranho à relação processual, ingressa 
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no processo e adquire a qualidade de parte. É o que ocorre, por exemplo, com o assistente, 
denunciado à lide, chamado ao processo etc. Especificamente em relação ao assistente simples, 
não se pode perder de vista que, por ser parte coadjuvante (auxiliar, adesiva, contingente ou 
adjunta), fica a mercê da vontade do assistido. Assim, se o assistido renunciar ao direito de 
recorrer, por exemplo, o assistente simples não mais terá legitimidade recursal.
No tocante ao recurso interposto por terceiro estranho à relação processual, não basta apenas 
interesse no resultado favorável a uma das partes. É preciso que haja um interesse jurídico, 
consubstanciado na possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação 
judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto 
processual (art. 996, parágrafo único, do CPC).
reQuIsITOs De aDMIssIBIlIDaDe eXTrÍNsecOsreQuIsITOs De aDMIssIBIlIDaDe eXTrÍNsecOs
São considerados requisitos de admissibilidade extrínsecos: tempestividade; regularidade 
formal e preparo.
Tem algum mnemônico, professora?Tem algum mnemônico, professora?
DICA
veja se esse aqui te ajuda: TeMPre .
TEMpestividade
Preparo
Regularidade formal
Agora vamos analisar, resumidamente, cada um deles!
TeMPesTIvIDaDeTeMPesTIvIDaDe
O prazo legal deve ser respeitado, sob pena de o recurso não ser conhecido, em virtude 
da preclusão temporal.O CPC/2015 unificou a maioria dos prazos recursais para 15 dias. A 
exceção é o recurso de embargos de declaração que possui prazo de 5 dias.
Art. 1.003. § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
Lembre-se de que o prazo é contado em dias úteis.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.
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E como é feita a contagem dos prazos? Aí fazemos menção ao art. 1.003 do CPC.
Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a 
sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são 
intimados da decisão.
§ 1º Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for 
proferida a decisão.
§ 2º Aplica-se o disposto no art. 231, incisos I a VI, ao prazo de interposição de recurso pelo réu 
contra decisão proferida anteriormente à citação.
§ 3º No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada em cartório ou conforme 
as normas de organização judiciária, ressalvado o disposto em regra especial.
§ 4º Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será considerada como 
data de interposição a data de postagem.
§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-
lhes é de 15 (quinze) dias.
§ 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso, 
e, se não o fizer, o tribunal determinará a correção do vício formal, ou poderá desconsiderá-lo 
caso a informação já conste do processo eletrônico. (Redação dada pela Lei n. 14.939, de 2024)
Antes do CPC/2015 havia discussão sobre a tempestividade de recurso interposto antes 
do início da contagem do prazo recursal. O art. 218, §4º, do CPC prevê que é tempestivo 
esse recurso.
reGularIDaDe FOrMalreGularIDaDe FOrMal
Jaylton Lopes elenca os seguintes requisitos formais: forma escrita, salvo exceções 
previstas em lei; impugnação específica; congruência; capacidade postulatória (via de regra, 
por advogado); realização do preparo com a comprovação. Esses são os requisitos gerais. A 
legislação pode trazer requisitos específicos para cada recurso (ex.: agravo de instrumento 
– juntada de peças obrigatórias).
PreParOPreParO
No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela 
legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob 
pena de deserção (art. 1.007 do CPC).
Dispensa de preparo pela parte específica: são dispensados de preparo, inclusive 
porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, 
pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos 
que gozam de isenção legal. Memorize essas partes que possuem a dispensa do preparo. 
Costuma ser cobrado pelo examinador.
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Dispensa de preparo no processo eletrônico: é dispensado o recolhimento do porte 
de remessa e de retorno no processo em autos eletrônicos.
O que acontece se houver preparo insuficiente? Será dado prazo de 5 dias para a 
complementação. Se não fizer, o recurso será considerado deserto, não sendo admitido 
por ausência do preenchimento do requisito chamado de preparo.
Art. 1007. § 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, 
implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no 
prazo de 5 (cinco) dias.
E se a parte não juntar na interposição do recurso o comprovante do preparo? Será 
oportunizado a chance de realizar o pagamento em dobro do valor devido. Ressalta-se que 
não há chance para complementação, se o recorrente fizer o recolhimento a menor.
Art. 1.007. § 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento 
do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, 
para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
§ 5º É vedada a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de 
remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4º.
Jaylton Lopes esclarece que se (i) não houve o pagamento do preparo, deve a parte 
pagar em dobro, mas que se (ii) houve o pagamento, mas não foi juntada a comprovação, 
deverá a parte apenas efetuar novo pagamento.
Sistematizando:
Não comprovação do pagamento do preparo
Preparo foi realizado, mas esqueceu de jun-
tar o comprovante
Preparo não foi realizado
Nesse caso, paga novamente o preparo.
Nesse caso, é necessário o pagamento em 
dobro do preparo.
E se a parte não efetuou o pagamento por um motivo justo? Deverá provar isso e o 
relator pode fixar prazo de 5 dias para que ela efetue o preparo.
Art. 1.007. § 6º Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, 
por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo.
Agora imagine que o relator tenha dúvida quanto ao recolhimento por conta de erro no 
preenchimento da guia. Qual o procedimento a ser realizado?
Art. 1.007, § 7º O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da 
pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar 
o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.
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Realizada essa análise inicial sobre a admissibilidade dos recursos, se os requisitos 
intrínsecos e extrínsecos estiverem presentes, passa-se a análise do mérito. Aí sim o recurso 
– uma vez admitido – será acolhido (quando for dado provimento ao recurso) ou rejeitado 
(quando for negado provimento ao recurso).
Chegou o momento de resumirmos quais são os efeitos dos recursos. Novamente, algo 
que não costuma ser exigido pelo examinador, mas que é importante para que você entenda 
a fase recursal como um todo e até mesmo para a sua vida prática, após a tão sonhada 
aprovação na OAB. Vamos lá...
Efeitos dos recursos – Tabela-resumo elaborada com base no livro de Jaylton Lopes
Efeito obstativo
Impede a formação de coisa julgada material. É um efeito comum a todos os recursos.
Efeito devolutivo
Devolutivo horizontal Devolutivo vertical
O recurso transfere ao órgão ad quem aquele tópico 
da decisão que foi impugnado pela parte recorrente.
Admite a análise, no exame da matéria impugnada, 
de todos os fundamentos apresentados pelas partes 
no processo. Relaciona-se, portanto, a profundidade. 
É o teor do art. 1.013, §1º, do CPC.
Efeito suspensivo
Pode decorrer de previsão legal ou de decisão judicial.Regra é que o recurso não tem efeito suspensivo automático, na forma do art. 995, caput, do CPC.
Requisitos para a concessão do efeito suspensivo estão enumerados no art. 995, parágrafo único, do CPC. 
A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator, (i) se da imediata produção de 
seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação – periculum in mora, e (ii) ficar 
demonstrada a probabilidade de provimento do recurso – fumus boni iuris.
Via de regra, a apelação possui efeito suspensivo automático. Exceções: I – homologa divisão ou demarcação 
de terras; II – condena a pagar alimentos; III – extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os 
embargos do executado; IV – julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; V – confirma, concede 
ou revoga tutela provisória; VI – decreta a interdição. Nesse caso, a eficácia da sentença poderá ser suspensa 
pelo relator se o apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se, sendo relevante a 
fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação (art. 1.012, §4º, do CPC).
Também tem efeito suspensivo automático RE e REsp contra acórdão proferido em IRDR (art. 987, §1º, do CPC).
Efeito regressivo
Segundo Jaylton Lopes, “é a possibilidade de o órgão a quo reconsiderar a decisão proferida, ou seja, 
exercer juízo de retratação. Tal efeito é encontrado nos seguintes recursos: a) apelação contra sentença de 
indeferimento da petição inicial (art. 331 do CPC); b) apelação contra sentença de improcedência liminar 
do pedido (art. 332, §3º, do CPC); c) apelação contra sentença que extingue o processo sem resolução do 
mérito (art. 485, §7º, do CPC)”.
Efeito translativo
É um efeito mais amplo, pois permite que todas as questões que, mesmo que não tenham sido suscitadas, 
possam ser reconhecidas de ofício pelo magistrado. Fica restrito, entretanto, ao fato de que essa questão 
esteja relacionada ao capítulo impugnado.
Efeito expansivo
Se divide em efeito expansivo subjetivo (quando uma pessoa que não recorreu é atingido pelos efeitos do 
recurso) e objetivo (quando outros atos processuais são atingidos pelo julgamento do recurso).
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Ordem dos Processos nos Tribunais – Parte I 
Aline Oliveira
Efeitos dos recursos – Tabela-resumo elaborada com base no livro de Jaylton Lopes
Efeito substitutivo
Encontra previsão no art. 1.008 do CPC. Vejamos:
Art. 1.008. O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto 
de recurso.
Último ponto antes de entrarmos no estudo dos recursos em espécie diz respeito ao 
recurso adesivo. Vamos lá...
recursO aDesIvOrecursO aDesIvO
Temos duas espécies de recurso: recurso independente e recurso subordinado. O recurso 
independente é um recurso autônomo, ou seja, não depende de comportamento da parte 
contrária. O recurso subordinado, por sua vez, é aquele que está “preso” ao recurso principal.
como assim preso, professora?como assim preso, professora?
Significa que se o recurso principal tiver um juízo de admissibilidade negativo (lembra 
dos requisitos intrínsecos e extrínsecos que são analisados antes de adentrar ao mérito?) 
ou se houver desistência do recurso (que já vimos que não se confunde a desistência da 
ação, lembra?), o recurso subordinado não será conhecido.
Após essa explicação, pelo que você deve se recordar da faculdade, recurso adesivo é uma 
espécie de recurso subordinado. Dessa forma, imagine que A está litigando contra B e houve 
uma sentença que considerou tanto A quanto B, reciprocamente, vencidos e vencedores. É 
o que chamamos de sucumbência recíproca. Ocorre que A – mesmo parcialmente derrotado 
– não recorreu da sentença. Já o B, por sua vez, recorreu. Nesse momento, quando A viu 
que o B interpôs apelação da sentença proferida, decide que no prazo de apresentação das 
contrarrazões de apelação quer recorrer. Isso é possível? Sim. Aqui temos o recurso adesivo.
Já vimos que cabe recurso adesivo de apelação, mas quais são as demais hipóteses? 
Recurso extraordinário e recurso especial, na forma do art. 997, §2º, II, do CPC.
Jaylton Lopes acrescenta que parcela da doutrina defende a possibilidade de recurso 
adesivo quando o recurso ordinário constitucional fizer as vezes da apelação.
Para prova objetiva, acho mais fácil o examinador se ater ao texto legal, mencionando, 
dessa forma: apelação, recurso extraordinário e recurso especial.
Vamos agora para a leitura do dispositivo legal pertinente:
Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das 
exigências legais.
 Obs.: Recurso independente.
§ 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
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 Obs.: Exigência de sucumbência recíproca. Terceiro prejudicado e MP como fiscal da lei 
não são legitimados para interpor o recurso adesivo.
§ 2º O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas 
regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição 
legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I – será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de 
que a parte dispõe para responder;
II – será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III – não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado 
inadmissível.
Jaylton Lopes chama atenção para a ausência de previsão legal na lei dos juizados 
especiais. Vejamos:
Por ausência de previsão legal, não é cabível recurso adesivo no âmbito dos Juizados Especiais 
Cíveis, salvo no caso de recurso extraordinário contra acórdão de turma (ou colégio) recursal. 
Também não é cabível recurso adesivo em remessa necessária, pois, conforme já estudado, a 
remessa necessária não é recurso, além de lhe faltar voluntariedade.
Da leitura do art. 997 do CPC, você percebeu a qual órgão deve ser direcionado recurso 
adesivo (aquele perante o qual o recurso independente foi interposto) e o prazo (o mesmo 
para a apresentação de contrarrazões). Novamente recorremos às lições de Jaylton Lopes:
Há entre recurso adesivo e contrarrazões total independência. Isso significa que o recorrido 
pode: a) apresentar apenas contrarrazões; b) apenas recorrer adesivamente; c) apresentar 
contrarrazões e recorrer adesivamente; d) não apresentar absolutamente nada.
Eventual prerrogativa processual conferida ao recorrente do recurso principal (ex.: prazo em 
dobro para a fazenda pública) não se estende ao recorrente do recurso adesivo.
Quanto ao interesse recursal, é oportuno mencionar o que nos ensina Jaylton Lopes:
O interesse recursal se revela, em primeiro lugar, com a sucumbência da parte. A sucumbência 
recíproca, aliás, é conditio sine qua non para o manejo do recurso adesivo. Além disso, é preciso 
que a matéria discutida no recurso adesivo não chegue naturalmente ao tribunal pelo efeito 
devolutivo do recurso independente (principal).
Com efeito, as questões conhecíveis de ofício relacionadas ao capítulo impugnado pelo recorrente 
principal (efeito translativo do recurso) não precisam ser veiculadas pelo recorrido por meio do 
recursoadesivo. Para tais matérias, carecerá o recorrido de interesse recursal para o recurso 
adesivo. Diferente é a hipótese em que o recorrido pretenda arguir matéria conhecível de ofício 
relacionada a capítulo que não foi objeto do recurso independente (principal), as quais ficarão 
acobertadas pelo manto da coisa julgada, caso não haja interposição de recurso (...).
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Quando falamos que o recurso adesivo é subordinado ao recurso principal estamos nos 
referindo à análise dos requisitos de admissibilidade e não do mérito.
E o recurso adesivo cruzado, já ouviu falar? Se ainda não, verá agora rs Vamos citar, 
novamente, um trecho do livro do professor Jaylton Lopes:
O recurso adesivo, como dito, deve ser da mesma espécie do recurso independente. Ocorre que 
é possível que o interesse recursal de uma das partes somente surja em momento posterior ao 
prazo para a interposição do recurso. É o que ocorre com os recursos especial e extraordinário.
Exemplo: Tício, em recurso de apelação, requer a reforma da sentença em razão da equivocada 
interpretação dada pelo juiz sentenciante à lei federal e à Constituição. O tribunal dá provimento 
ao recurso tão somente em razão do primeiro fundamento (equívoco na interpretação da lei 
federal), afastando qualquer violação à Constituição. Mévio (recorrido), por ser vencido na 
apelação, interpõe recurso especial (art. 105,III, “a”, da CF, para discutir a aplicação da lei federal. 
Tício, por ter sido vencedor, não possui interesse recursal, já que o seu pedido foi acolhido na 
apelação. Contudo, caso Mévio obtenha julgamento favorável no recurso especial, nascerá para 
Tício interesse recursal para fins de interposição de recurso extraordinário, a fim de que o Supremo 
Tribunal Federal examine a questão referente à interpretação da Constituição.
Para esse caso, a doutrina admite a interposição de recurso adesivo condicionado (ou recurso 
extraordinário adesivo cruzado). Há duas peculiaridades nessa forma de recorrer adesivamente. 
Em primeiro lugar, o recurso adesivo (recurso extraordinário) será de espécie recursal diversa do 
recurso principal (recurso especial). Em segundo lugar, o julgamento do recurso adesivo (recurso 
extraordinário) ficará condicionado ao provimento do recurso principal (recurso especial) pelo 
Superior Tribunal de Justiça.
recursOs eM esPÉcIerecursOs eM esPÉcIe
Antes de iniciarmos a análise de cada um dos recursos, é importante lembrar que os 
prazos que veremos são contados em dias úteis, com fundamento no art. 219 do CPC. 
Aproveite e já marque esse artigo no seu vade mecum, pois na hora da prova prática você 
terá que mencioná-lo.
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.
Outra coisa que você deve ter em mente é que temos pessoas que possuem a prerrogativa 
do prazo em dobro. São eles: MP (art. 180 do CPC); advocacia pública (art.183 do CPC); defen-
soria pública (art. 186 do CPC); litisconsortes com procuradores diferentes e de escritórios 
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de advocacia distintos (art. 229 do CPC). Ressalta-se, ainda, que se o processo for eletrônico 
não se aplica o prazo em dobro no caso de litisconsortes com advogados diferentes (art. 229, 
§2º, do CPC). Além disso, quando a lei trouxer um prazo próprio não teremos a contagem em 
dobro, já que ao fixar o prazo o legislador levou em consideração as peculiaridades do ente 
envolvido. Exemplo: prazo de contestação na ação popular que é de 20 dias prorrogáveis por 
mais 20 dias, a requerimento do interessado, na forma do art. 7º, IV, da Lei n. 4.717/1965.
Por fim, tenha em mente que o CPC/2015 unificou os prazos recursais, de modo que a 
regra é o prazo ser de 15 dias, salvo os embargos de declaração que possuem o prazo de 
apenas 5 dias. Ah, e como já vimos, esses prazos são contados em dias ÚTEIS.
Art. 1.003. § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
Vamos agora analisar cada um dos recursos... Tenha em mente que irei trazer na aula 
os pontos mais importantes exatamente para que ela não fique extensa demais.
aPelaÇÃOaPelaÇÃO
Em relação ao cabimento desse recurso não temos como não mencionar o art. 1.009 do CPC.
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
§ 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar 
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar 
de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
§ 2º Se as questões referidas no § 1º forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente será 
intimado para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se a respeito delas.
§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no 
art. 1.015 integrarem capítulo da sentença.
Bom, para entender esse dispositivo legal, você precisa se recordar o conceito de sentença.
Sentença Decisão interlocutória Despacho
Art. 203. § 1º Ressalvadas as dis-
posições expressas dos procedi-
mentos especiais, sentença é o 
pronunciamento por meio do qual 
o juiz, com fundamento nos arts. 
485 e 487, põe fim à fase cogniti-
va do procedimento comum, bem 
como extingue a execução.
Art. 203. § 2º Decisão interlocu-
tória é todo pronunciamento ju-
dicial de natureza decisória que 
não se enquadre no § 1º.
Art. 203. § 3º São despachos to-
dos os demais pronunciamentos 
do juiz praticados no processo, de 
ofício ou a requerimento da parte.
Tendo como base o conceito de sentença, você percebe que se o magistrado se pronunciar 
com fundamento no art. 485 ou 487 do CPC, mas não colocar fim a fase cognitiva do 
procedimento comum ou não extinguir a execução, o recurso cabível NÃO SERÁ a apelação.
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Para exemplificar essa situação, Jaylton Lopes cita o julgamento antecipado parcial do 
mérito que deve ser impugnado por agravo de instrumento, na forma do art. 356, §5º, do CPC.
Resumindo – caberá apelação nas seguintes situações:
1. Da sentença cabe apelação;
2. Das questões resolvidas na fase de conhecimento não impugnáveis por agravo de 
instrumento;
3. Das questões previstas no art. 1.015 do CPC quando integrem a sentença.
No tocante à regularidade formal, cumpre destacar os requisitos listados no art. 
1.010 do CPC.
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:
I – os nomes e a qualificação das partes;
II – a exposição do fato e do direito;
III – as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade;
IV – o pedido de nova decisão.
§ 1º O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo

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