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DIREITO PROCESSUAL 
DO TRABALHO
Dissídio Individual, Procedimentos, 
Petição Inicial e Pedidos
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250523135781
GUSTAVO DEITOS
Professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Analista Judiciário do 
Tribunal Superior do Trabalho (Gabinete de Ministro). 
Outras convocações: Técnico Judiciário do TRT-SC (7° lugar) e Analista Judiciário do 
TRF da 3ª Região. Aprovado em 8° lugar para Analista Judiciário do TRT-MS.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Dissídios Individuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Procedimentos Comum (Ordinário) e Sumaríssimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1. Procedimento Ordinário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2. Procedimento Sumaríssimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.3. Principais Diferenças: Ordinário x Sumaríssimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
2.4. Procedimento Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3. Petição Inicial e Pedidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.1. Requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.2. Emenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
3.3. Aditamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.4. Desistência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.5. Indeferimento da Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
 
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
aPreseNtaÇÃoaPreseNtaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran Cursos Online! Espero encontrá-lo(a) muito bem! Neste 
curso, apresento-lhe várias aulas autossuficientes de direito processual do trabalho com 
o objetivo de lhe disponibilizar, de forma prática e completa, o substrato de conteúdo 
necessário para ter o melhor desempenho possível na prova.
Esta aula, assim como as demais aulas em PDF, foi elaborada de modo que você possa 
tê-la como fonte autossuficiente de estudo, isto é, como um material de estudo completo 
e capaz de possibilitar um aprendizado tão integral quanto outros meios de estudo.
A preferência por aulas em PDF e/ou vídeos pertence a cada aluno(a), que, individualmente, 
deve avaliar suas facilidades e necessidades a fim de encontrar seus meios de estudo ideais. 
Dessa forma, o(a) aluno(a) pode optar pelo estudo com aulas em PDF e vídeos, ou somente 
com um ou outro meio.
Aqueles que preferem estudar somente com materiais em PDF terão o privilégio de 
contar com as aulas em PDF autossuficientes do nosso curso, a exemplo deste material. De 
qualquer forma, nada impede que as aulas em PDF sejam utilizadas como fonte de estudos 
de forma aliada com as aulas em vídeo do Gran Cursos Online. Tudo depende, unicamente, 
da preferência de um.
Nesta aula, estudaremos especialmente os seguintes tópicos de Direito Processual 
do Trabalho:
• Dissídio individual;
• Procedimentos (ordinário e sumaríssimo);
• Petição inicial;
• Pedidos.
O material é acompanhado de exercícios selecionados e reunidos de modo a abranger 
todos os pontos importantes da aula, a fim de que seu conhecimento seja ainda mais 
solidificado. O número de exercícios é determinado de acordo com dois parâmetros: 
complexidade do conteúdo e número de questões de concursos existentes. Por resultado, o 
número de exercícios disponibilizados é determinado de modo que seu conhecimento sobre 
os temas seja efetivamente testado e fixado, mas sem que haja uma repetição obsoleta.
Nosso curso possibilita a avaliação de cada aula em PDF de forma fácil e rápida. Considero 
o resultado das avaliações extremamente importante para a continuidade da produção e 
edição de aulas, como fonte fidedigna e transparente de informações quanto à qualidade 
do material.
Peço-lhe que fique à vontade para avaliar as aulas do curso, demonstrando seu grau 
de satisfação relativamente aos materiais. Seu feedback é importantíssimo para nós. Caso 
você tenha ficado com dúvidas sobre pontos deste material ou tenha constatado algum 
 
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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problema, por favor, entre em contato comigo pelo Fórum de Dúvidas antes de realizar 
sua avaliação. Procuro sempre fazer todo o possível para sanar eventuais dúvidas ou corrigir 
quaisquer problemas nas aulas.
Cordialmente, torço para que a presente aula seja de profunda valia para você e sua 
prova, uma vezou de regras jurídicas, tenham somente uma instância ordinária, 
isto é, apenas uma instância em que as matérias de fato possam ser discutidas.
Muito embora o raciocínio jurídico de Bezerra Leite tenha robusto embasamento, com 
ele não compactua grande parte da doutrina e da jurisprudência.
O TST já tem entendimento predominante no sentido de que a Súmula n. 640 do STF 
não se aplica às ações trabalhistas. Veja:
JURISPRUDÊNCIA
I – AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO 
NA VIGÊNCIA DA LEI 13.015/2014. DECISÃO DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO DO 
RECURSO ORDINÁRIO. RITO SUMÁRIO. RECORRIBILIDADE DA DECISÃO PROFERIDA 
EM PRIMEIRO GRAU.
I – O Tribunal Regional não conheceu do recurso ordinário interposto pela Reclamada 
por tratar-se de causa de alçada.
II – O entendimento do Supremo Tribunal Federal é de que, mesmo nos dissídios 
de alçada, faz-se necessário o prévio esgotamento das instâncias ordinárias para o 
cabimento do recurso extraordinário. Assim, a Súmula 640 do STF não se aplica às 
causas trabalhistas. Nesse sentido o decidido no RE n. 638224 SP em que foi Relator 
o Exmo. Sr. Ministro Celso de Mello.
III – Evidenciada possível violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal.
IV – Agravo de instrumento de que se conhece e a que se dá provimento, para determinar 
o processamento do recurso de revista, observando-se o disposto na Resolução 
Administrativa no 928/2003.
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II – RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI 
13.015/2014. DECISÃO DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. 
RITO SUMÁRIO. RECORRIBILIDADE DA DECISÃO PROFERIDA EM PRIMEIRO GRAU.
I – Segundo o art. 2º, § 4º, da Lei 5.584/70, não cabe recurso contra decisão proferida 
em dissídio de alçada, assim entendido aquele cujo valor da causa não excede a dois 
salários mínimos, salvo quando versar sobre matéria constitucional, o que é o caso 
dos autos em que se discute coisa julgada.
II – O entendimento do Supremo Tribunal Federal é de que, mesmo nos dissídios de 
alçada, faz-se necessário o prévio esgotamento das instâncias ordinárias para o 
cabimento do recurso extraordinário. Assim, a Súmula 640 do STF não se aplica às 
causas trabalhistas. Nesse sentido o decidido no RE n. 638224 SP em que foi Relator 
o Exmo. Sr. Ministro Celso de Mello.
III – Caracterizada a violação do art. 5º, LV, da Constituição da República.
IV – Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento.
(TST – RR: 118841420135110010, Data de Julgamento: 03/05/2017, Data de Publicação: 
DEJT 05/05/2017)
Esse entendimento, como visto, foi firmado de modo a alinhar a jurisprudência do TST 
à do STF, que se posiciona em igual sentido.
Portanto, temos a seguinte conclusão: no rito ordinário, são cabíveis os mesmos 
recursos dos demais procedimentos, mas esses recursos têm fundamentação vinculada, 
pois só podem versar sobre matéria constitucional.
Para esclarecer:
É possível a interposição de recurso ordinário 
no procedimento sumário?
Sim, desde que sua fundamentação seja afeta a 
matéria constitucional.
É possível a interposição de recurso de revista 
no procedimento sumário?
Sim, desde que sua fundamentação seja afeta a 
matéria constitucional, e sejam atendidos os demais 
pressupostos intrínsecos de admissibilidade desse 
recurso (divergência jurisprudencial, dialeticidade etc.).
É possível a interposição de embargos à SDI 
no procedimento sumário?
Sim, desde que sua fundamentação seja afeta a 
matéria constitucional, e sejam atendidos os demais 
pressupostos intrínsecos de admissibilidade desse 
recurso (divergência jurisprudencial dentro do TST, 
dialeticidade etc.).
O recurso extraordinário será cabível nas mesmas hipóteses em que é interposto nos demais 
procedimentos, já que esse recurso tem fundamentação naturalmente vinculada à matéria 
constitucional, em todos os ramos do Poder Judiciário e em todos os procedimentos existentes.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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3 . PetIÇÃo INIcIal e PeDIDos3 . PetIÇÃo INIcIal e PeDIDos
Agora, abordaremos as características e requisitos da petição inicial que forma a 
chamada reclamação trabalhista. Desde já, alerto que os requisitos da petição inicial estão 
em dispositivo próprio da CLT. Somente alguns elementos acessórios, como a emenda à 
petição inicial, é que precisam de aplicabilidade subsidiária do CPC.
3 .1 . reQuIsItos3 .1 . reQuIsItos
Os requisitos da petição inicial trabalhista (reclamação trabalhista) estão no art. 840, 
§ 1º, da CLT, que sofreu relevantes alterações em decorrência da Reforma Trabalhista.
Este artigo diz respeito ao procedimento ordinário. No entanto, os mesmos requisitos 
são observados no rito sumaríssimo, somente com algumas breves peculiaridades.
Em busca de maior otimização e sistematização do seu estudo, comentarei especificamente 
cada dispositivo referente aos requisitos da inicial:
Art. 840 – A reclamação poderá ser escrita ou verbal.
§ 1º Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a 
breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado 
e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante.
A Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) adicionou ao § 1º algumas características 
que os pedidos da reclamação devem ter: certo determinado e valorado.
Já era pacífico na jurisprudência que o pedido deveria ser certo e determinado, por 
aplicação subsidiária do CPC. A maior novidade foi a necessidade de valor em cada pedido, 
que, até então, só era um requisito da reclamação do rito sumaríssimo.
Agora, portanto, é obrigatória a indicação de valor aos pedidos do rito sumaríssimo e, 
também, do rito ordinário.
Essa é uma importantíssima alteração da Reforma Trabalhista, que tem tudo para ser 
explorada em provas.
Uma característica importantíssima, que existia desde antes da Reforma, é a 
desnecessidade de indicação da fundamentação legal dos pedidos. Sim! A petição inicial 
trabalhista dispensa a exposição dos fundamentos.
É suficiente que a reclamação tenha um título com os fatos e outro com os pedidos. No 
processo do trabalho, tem muita força o princípio iura novit curia (o juiz conhece a lei), em 
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razão da alta repetição dos pedidos apresentados e em razão do fato de a fundamentação 
legal dos pedidos ser esparsa na Constituição e na CLT.
Mas calma: o fato de a lei não obrigar a indicação do fundamento legal não significa 
que essa seja a melhor estratégia para o advogado. Há alguns pedidos que, por terem uma 
natureza inédita ou um contexto inédito, só são melhor esclarecidos ao juiz a partir da 
indicação do fundamento.Esse fundamento pode estar na lei ou em outras fontes do direito do trabalho, 
como normas coletivas, contratos individuais, usos e costumes, jurisprudência com força 
vinculante ou semivinculante (súmulas, acórdãos de recursos repetitivos etc.), dentre outras.
EXEMPLO
Convenção coletiva de trabalho assegura aos trabalhadores da categoria adicional de 100% 
para horas extras. Logo, a indicação do fundamento (que nesse caso é convencional, e não 
legal) é imprescindível para que o juiz saiba do que se trata.
Ademais, é importante considerar o que diz o art. 376 do CPC:
A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-lhe-á o 
teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
Tendo em vista que este dispositivo é mais recente que a CLT, é de se entender que a 
CLT, nesse ponto, possui lacuna ontológica. É possível que o juiz do trabalho não conheça 
disposições de convenções, acordos, leis estaduais, leis municipais ou costumes, razão pela 
qual a parte precisará indicá-las.
Isso, porém, não é requisito essencial da petição inicial trabalhista. É, contudo, um 
elemento importante para vencer o processo (para efeitos de apreciação do mérito da 
reclamação).
Por fim, veja, detalhadamente e com associação prática, os requisitos da petição inicial 
trabalhista:
REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL TRABALHISTA
1) Designação do juízo: (Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho da Vara do Trabalho de...)
2) Qualificação das partes:
Nome, endereço e dados pessoais que individualizem a pessoa (é 
comum a indicação de CTPS, RG e CPF, embora não seja obrigatório 
no processo do trabalho).
3) Breve exposição dos fatos:
Todos os fatos que ensejaram o dissídio devem ser narrados. 
Embora o dispositivo fale que a exposição dos fatos deve ser 
“breve”, ela deve ocorrer de modo a tornar claro ao juiz que o 
reclamante possui o direito que é pedido na reclamação. Portanto, 
o sentido de “breve” é de sucinto/conciso/não prolixo, de forma 
limitada ao essencial para a demonstração do direito reclamado.
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REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL TRABALHISTA
4)
Pedido certo, determinado e 
com valor:
Sobre a certeza e a determinação, já tratamos no título anterior 
da aula. O valor deve acompanhar todos os pedidos de natureza 
pecuniária, a fim de limitar a condenação do juiz. O pedido de 
condenação ao pagamento de horas extras, por exemplo, deve 
ter valor determinado (como R$ 5.000,00). Contudo, um pedido 
de anotação do vínculo de emprego na CTPS, por exemplo, por 
não ter caráter pecuniário (não envolver dinheiro), não precisa 
ter um valor.
5)
Data e assinatura do reclamante 
ou de seu representante:
Se o reclamante tiver advogado, bastará que o advogado assine 
a petição. Se o reclamante estiver ajuizando sua reclamação sem 
advogado, ele mesmo é quem deverá assinar a peça da reclamação, 
que pode ser elaborada por ele próprio ou por servidor da Vara 
do Trabalho.
 Obs.: Pedido com valor determinado é diferente de pedido liquidado. Equivocadamente, 
alguns dizem que os pedidos na reclamação trabalhista devem ser “líquidos” (com 
valor exato), o que não é verdade. Os pedidos devem, no mínimo, ter um valor 
estimado, que não precisa ser o valor final. É este o entendimento prevalecente 
do TST, ilustrado pelo precedente abaixo citado:
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. PROCESSO SOB A ÉGIDE DA LEI 
13.015/2014 E DA LEI 13.467/2017. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS VALORES 
INDICADOS NA PETIÇÃO INICIAL. ART. 840, § 1º DA CLT. A presente controvérsia diz 
respeito à limitação da condenação nas hipóteses em que a parte autora atribui valo-
res às parcelas pleiteadas judicialmente. No Processo do Trabalho, é apta a petição 
inicial que contém os requisitos do art. 840 da CLT, não se aplicando neste ramo espe-
cializado o rigor da lei processual civil (art. 319 do CPC/15), pois é a própria CLT quem 
disciplina a matéria, norteando-se pela simplicidade. Nessa linha, antes da vigência da 
Lei 13.467/2017, o pedido exordial deveria conter apenas a designação do juiz a quem 
fosse dirigida, a qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos 
fatos de que resultasse o dissídio, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou 
de seu representante. Com a nova redação do art. 840 da CLT, implementada pela Lei 
13.467/2017, a petição inicial, no procedimento comum, passou a conter os seguintes 
requisitos: designação do juízo; qualificação das partes; breve exposição dos fatos de 
que resulte o dissídio; o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação 
de seu valor; data; e assinatura do reclamante ou de seu representante. Contudo, 
com suporte nos princípios da finalidade social e da efetividade social do processo, 
assim como nos princípios da simplicidade e da informalidade, a leitura do § 1º do 
art. 840 da CLT deve se realizar para além dos aspectos gramatical e lógico-formal, 
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buscando por uma interpretação sistemática e teleológica o verdadeiro sentido, 
finalidade e alcance do preceito normativo em comento, sob pena de, ao se entender 
pela exigência de um rigorismo aritmético na fixação dos valores dos pedidos (e, por 
consequência, do valor da causa), afrontarem-se os princípios da reparação inte-
gral do dano, da irrenunciabilidade dos direitos e, por fim, do acesso à Justiça. Isso 
porque as particularidades inerentes ao objeto de certos pedidos constantes na ação 
trabalhista exigem, para a apuração do real valor do crédito vindicado pelo obreiro, 
a verificação de documentos que se encontram na posse do empregador – além de 
produção de outras provas, inclusive pericial e testemunhal -, bem como a realização 
de cálculos complexos. A esse respeito, vale dizer que o contrato de trabalho acarreta 
diversificadas obrigações, o que conduz a pedidos também múltiplos e com causas de 
pedir distintas, de difícil ou impossível prévia quantificação. Inclusive há numerosas 
parcelas que geram efeitos monetários conexos em outras verbas pleiteadas, com 
repercussões financeiras intrincadas e de cálculo meticuloso. Assim, a imposição do 
art. 840, § 1º, da CLT, após alterações da Lei 13.467/2017, deve ser interpretada como 
uma exigência somente de que a parte autora realize uma estimativa preliminar do 
crédito que entende ser devido e que será apurado de forma mais detalhada na fase 
de liquidação, conforme art. 879 da CLT. De par com isso, a Instrução Normativa n. 
41 do TST, no § 2º do art. 12, dispõe que: “Art. 12. Os arts. 840 e 844, §§ 2º, 3º e 5º, 
da, com as redações dadas pela Lei n. 13.467, de 13 de julho de 2017, não retroagi-
rão, aplicando-se, exclusivamente, às ações ajuizadas a partir de 11 de novembro de 
2017. (...) § 2º Para fim do que dispõe o art. 840, §§ 1º e 2º, da, o valor da causa será 
estimado, observando-se, no que couber, o disposto nos arts. 291 a 293 do Código 
de Processo Civil. “ Logo, na medida em que os valores delimitados na petição inicial 
não vinculam, de forma absoluta, a condenação, revelando-se como mera estimativa 
dos créditos pretendidos pelo Autor, não há que sefalar em limitação da liquidação 
aos valores indicados na peça exordial. Julgados desta Corte. Agravo de instrumento 
desprovido (AIRR-228-34.2018.5.09.0562, 3ª Turma, Relator Ministro Mauricio Godi-
nho Delgado, DEJT 01/07/2022).
No entanto, se a parte, espontaneamente, apresentar valores líquidos de cada pedido, 
com exatidão rigorosa, acompanhada inclusive de cálculos trabalhistas, esse valor limitará 
a condenação judicial, de acordo com entendimento prevalecente da SDI-I do TST. Veja:
JURISPRUDÊNCIA
RECURSO DE EMBARGOS. REGÊNCIA DA LEI N. 13.015/2014. JULGAMENTO “ULTRA 
PETITA”. LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AO VALOR ATRIBUÍDO AO PEDIDO NA PETI-
ÇÃO INICIAL.
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1. A Quarta Turma considerou que o requerimento, na petição inicial, de “pagamento de 
432 horas ‘in itinere’ no valor de R$ 3.802,00 (fl. 11 – numeração eletrônica) “ traduziu 
“ mera estimativa, tendo o magistrado feito a adequação de acordo com as provas do 
processo”, razão pela qual não reputou violados os arts. 141 e 492 do CPC.
2. Todavia, esta Corte Superior adota firme entendimento no sentido de que a parte 
autora, ao formular pedidos com valores líquidos na petição inicial, sem registrar 
qualquer ressalva, limita a condenação a tais parâmetros, por expressa dicção do art. 
492 do CPC. Precedentes. Recurso de embargos conhecido e provido
e) ARR-10472-61.2015.5.18.0211, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, 
Relator Ministro Walmir Oliveira da Costa, DEJT 29/05/2020).
EXEMPLO
Se um pedido de horas extraordinárias, na petição inicial, tiver o valor de R$ 2.000,00, a título 
de estimativa, o juiz poderá condenar a parte contrária a pagar o valor constatado como 
devido ao longo do processo, ainda que superior, se a estimativa se mostrar razoável. Contudo, 
se o reclamante postular adicional noturno em valor exato de R$ 1.157,82, acompanhado de 
cálculos trabalhistas, o reclamante receberá, no máximo, tal valor, já que se antecipou à sua 
liquidação, na forma do entendimento da SDI-I do TST.
§ 2º Se verbal, a reclamação será reduzida a termo, em duas vias datadas e assinadas pelo escrivão 
ou secretário, observado, no que couber, o disposto no § 1º deste artigo.
A reclamação trabalhista pode ser ajuizada verbalmente pelo reclamante, diretamente 
na Vara do Trabalho. Os fatos narrados pelo reclamante serão reproduzidos em termo escrito 
elaborado por servidor da Vara, e por ele protocolados no sistema do PJ-e. Neste caso, 
trata-se do clássico jus postulandi (reclamante ajuizando sua reclamação sem advogado).
Não existe, no ordenamento jurídico, balizamentos para a atuação do servidor ao 
formular, em termo escrito, a reclamação trabalhista apresentada verbalmente. Não há 
uma limitação de forma, valor ou natureza de causa que possa ser proposta em reclamação 
confeccionada por servidor da Vara. Não há, também, uma limitação quanto ao poder de 
orientação que o servidor possa dar ao reclamante.
Portanto, essa função é exercida com uma grande margem de discricionariedade do 
servidor, que deve, em qualquer caso, atender às orientações do seu superior hierárquico 
(Diretor de Secretaria).
A reclamação confeccionada pelo servidor atenderá exatamente aos mesmos requisitos 
do § 1º, como se fosse apresentada por um advogado. Logo, o servidor inevitavelmente fará 
vezes de advogado, e isso é um pressuposto indispensável para que o jus postulandi funcione.
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
Por fim, é importante saber desta regra: nos fóruns onde houver mais de uma Vara do 
Trabalho (Ex.: São Paulo), a reclamação verbal do reclamante será primeiramente distribuída 
para alguma dessas Varas. A Vara que, em razão da distribuição, ficar encarregada de reduzir 
a termo a reclamação verbal deverá exercer esse papel.
Nesse caso, o reclamante terá o prazo de 5 dias para comparecer a essa Vara para reduzir 
a termo sua reclamação verbal. Se faltar a tal compromisso, o reclamante ficará proibido 
de ajuizar reclamações trabalhistas pelo prazo de 6 meses. É a regra do art. 731 da CLT:
Aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamação verbal, não se apresentar, no prazo 
estabelecido no parágrafo único do art. 786, à Junta ou Juízo para fazê-lo tomar por termo, 
incorrerá na pena de perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a 
Justiça do Trabalho.
Ademais, o art. 786 da CLT diz:
Art. 786: A reclamação verbal será distribuída antes de sua redução a termo.
Parágrafo único. Distribuída a reclamação verbal, o reclamante deverá, salvo motivo de força 
maior, apresentar-se no prazo de 5 (cinco) dias, ao cartório ou à secretaria, para reduzi-la a 
termo, sob a pena estabelecida no art. 731.
O nome dado a esta sanção (punição) processual é perempção.
3 .2 . eMeNDa3 .2 . eMeNDa
§ 3º Os pedidos que não atendam ao disposto no § 1º deste artigo serão julgados extintos sem 
resolução do mérito.
Neste ponto, instaurou-se a seguinte divergência: cabe emenda à petição inicial no 
processo do trabalho?
O artigo, por si só, parece determinar que a extinção sem mérito é uma consequência 
imediata do não atendimento dos requisitos, vedando, desse modo, a emenda.
Alguns magistrados aplicam, subsidiariamente, o art. 321 do CPC:
O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 [requisitos 
da petição inicial] ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento 
de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
A Súmula 263 do TST, com redação anterior à Reforma (logo, anterior à alteração), 
autoriza a emenda à inicial no processo do trabalho. Veja:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 263 do TST
Salvo nas hipóteses do art. 330 do CPC de 2015 (art. 295 do CPC de 1973), o indeferimento 
da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de documento indispensável à 
propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, somente é cabível se, após 
intimada para suprir a irregularidade em 15 (quinze) dias, mediante indicação precisa 
do que deve ser corrigido ou completado, a parte não o fizer (art. 321 do CPC de 2015).
A Instrução Normativa n. 39 do TST, que trata dos dispositivos do CPC aplicáveis ao 
processo do trabalho, nada fala sobre este artigo.
Portanto, o que deve ser levado para as provas, por enquanto, é que o não atendimento 
dos requisitos do art. 840, § 1º, da CLT implicará extinção do processo sem resolução 
do mérito. Todavia, se você perceber que a única alternativa plausível está em consonânciacom o teor da Súmula 263 do TST, recomendo que a assinale.
3 .3 . aDItaMeNto3 .3 . aDItaMeNto
A diferença entre aditamento e emenda é um tanto quanto sutil. A emenda é normalmente 
mencionada diante de necessidade de correção de vício/defeito. Já o aditamento é relacionado 
normalmente com o acréscimo de elementos não integrantes da petição inicial, não 
necessariamente para corrigir defeitos.
A CLT nada dispõe acerca do aditamento. O CPC, por sua vez, tem norma pertinente. A 
jurisprudência também não é tão pacífica quanto à possibilidade de aditamento.
A norma que grande parte da doutrina aponta como aplicável, relativamente ao 
aditamento, é o art. 329 do CPC:
Art. 329. O autor poderá:
I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu;
II – até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento 
do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo 
mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Este artigo, se aplicado ao processo do trabalho, necessita de adaptações, especialmente 
porque o processo do trabalho não comporta a fase de saneamento.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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Segundo Carlos Henrique Bezerra Leite e Sérgio Pinto Martins, o art. 329 do CPC ganha 
aplicabilidade à seara processual trabalhista da seguinte forma:
1) Se o aditamento ocorre antes da audiência, ou na 
audiência, mas antes da apresentação da defesa: pode 
ocorrer mesmo sem o consentimento do reclamado; mas, 
se for feito na audiência, esta deverá ser adiada, em 
respeito à regra do quinquídio legal (entre a notificação da 
reclamação e a audiência deve haver espaço de 5 dias, para 
o reclamado poder trabalhar em sua defesa). 
2) Depois de a defesa ser apresentada no PJ-e 
ou na audiência, o aditamento só poderá 
ocorrer com o consentimento do reclamado. 
Sem tal consentimento, a petição inicial ficará 
da forma como está, e eventual pedido novo 
deverá ser deduzido em outro processo. 
3 .4 . DesIstÊNcIa3 .4 . DesIstÊNcIa
A desistência da reclamação trabalhista ganhou maior balizamento na própria CLT 
após alteração da Reforma Trabalhista. Portanto, este tema é de grande importância para 
sua prova.
A desistência da reclamação pode ocorrer a qualquer momento, desde que antes da 
sentença de primeiro grau (art. 485, § 5º, CPC). No entanto, as condições para a efetivação 
da desistência dependem do momento em que ela é pedida.
O art. 841, § 3º, da CLT, incluído pela Lei n. 13.467/2017, dispõe:
Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o consentimento 
do reclamado, desistir da ação.
Quando o reclamante pede desistência antes do oferecimento da defesa pelo reclamado, 
o juiz poderá, apenas com isso, homologar o pedido de desistência, por sentença, sem 
necessidade de consentimento do reclamado.
Contudo, se o reclamado já houver oferecido a contestação, deverá este, necessariamente, 
expor sua concordância ou discordância com o pedido de desistência apresentado pelo recla-
mante. Se concordar, o juiz poderá homologar o pedido; se discordar, o processo continuará.
De acordo com o art. 847, parágrafo único, da CLT (inserido pela Reforma), a parte 
poderá apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até a 
audiência. Se não a apresentar pelo sistema do PJ-e, o reclamado deverá oferecer sua 
defesa de forma oral em audiência, pelo prazo de 20 minutos.
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Portanto, o reclamado tem o direito de apresentar sua defesa, se quiser, apenas no dia 
da audiência. Todavia, se apresentá-la antes, terá o direito de discordar de eventual pedido 
de desistência formulado pelo reclamante.
3 .5 . INDeFerIMeNto Da PetIÇÃo INIcIal3 .5 . INDeFerIMeNto Da PetIÇÃo INIcIal
As hipóteses de indeferimento da petição inicial estão no rol do art. 330 do CPC:
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I – for inepta;
II – a parte for manifestamente ilegítima;
III – o autor carecer de interesse processual;
IV – não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. [no nosso caso, as do art. 840, § 1º, do CPC]
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
I – lhe faltar pedido ou causa de pedir;
II – o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico;
III – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
IV – contiver pedidos incompatíveis entre si.
A possibilidade de indeferimento (propriamente dito) da petição inicial no processo do 
trabalho é prevista na Súmula 263 do TST, citada anteriormente. Como disposto nesta 
súmula, antes de o juiz indeferir a petição inicial, deverá ele dar oportunidade à parte para 
corrigir o problema.
Esta regra também está no art. 317 do CPC:
Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte oportunidade 
para, se possível, corrigir o vício.
Trata-se do princípio processual da primazia da solução do mérito.
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RESUMORESUMO
DISSÍDIO INDIVIDUAL: envolvem direitos de trabalhadores individualmente determinados. 
Podem ser simples ou plúrimos.
• Simples: Abrange os direitos de um único trabalhador. É a reclamação trabalhista 
clássica, em que um trabalhador reivindica direitos seus que foram violados.
• Plúrimos: Abrange os direitos de mais de um trabalhador. Dois ou mais trabalhadores 
poderão deduzir seus pedidos numa mesma reclamação trabalhista quando preenchidos 
os requisitos legais para isso.
PROCEDIMENTOS: O procedimento, também chamado de rito, consiste no conjunto 
de regras que determinam a forma como o processo tramitará. No processo do trabalho, o 
procedimento será ordinário ou sumaríssimo basicamente em razão do valor dado à causa.
• Procedimento ordinário: quando o valor da causa for maior que 40 salários mínimos.
− O prazo legal para que a notificação inicial ocorra é de 48 horas, contadas do pro-
tocolo da reclamação trabalhista. Nesta notificação, deverá constar a data da 
audiência inicial (audiência de conciliação). Essa audiência deve ser marcada com 
respeito ao prazo mínimo de 5 dias.
− No procedimento ordinário, existem três audiências: Audiência de Conciliação; de 
Instrução; e a de Julgamento (ou de Encerramento).
 ◦ Audiência de Conciliação: Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação. Não 
havendo conciliação, a reclamação é lida na íntegra, salvo se as partes dispensa-
rem essa leitura. O reclamado apresentará defesa de forma oral, em 20 minutos, 
se ainda não a tiver oferecido de forma escrita no sistema.
 ◦ Audiência de Instrução: nesta audiência, o juiz atuará em busca da produção de 
provas emque possa se basear para proferir futura sentença, caso as partes não 
cheguem a um acordo antes dela. É necessária a presença de ambas as partes 
sob pena de confissão ficta.
 ◦ Resumo do procedimento da audiência de instrução: depoimento pessoal do 
reclamante e do reclamado; produção de provas; razões finais orais (10 min 
cada parte); e, renovação proposta conciliação pelo juiz.
 ◦ Audiência de Julgamento: esta audiência não acontece com a presença das 
partes. Ela é apenas lançada no processo para efeitos de publicação da sen-
tença definitiva.
• Procedimento Sumaríssimo: o procedimento para quando o valor da causa for de 
até 40 salários mínimos.
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− Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a 
Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
− Somente dissídios individuais submetem-se ao rito sumaríssimo, nunca os coletivos.
− Neste rito o pedido deve ser certo, determinado e deve ter um valor específico.
− No procedimento sumaríssimo, as únicas formas de notificação possíveis são via 
correios (via postal com aviso de recebimento) e Oficial de Justiça.
− O rito sumaríssimo, por ter uma única audiência e ser apreciado em pauta mais 
breve, tem por principal característica a celeridade.
− A apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de 15 (quinze) dias 
do seu ajuizamento.
• Rito sumário: são aquelas cujo valor não supere dois salários mínimos. No procedimento 
sumário, a ata de audiência poderá ser redigida sem a transcrição dos depoimentos das 
partes e das testemunhas. Bastará que conste parágrafo que transmita a conclusão do 
juiz acerca dos fatos narrados, na qual seja demonstrada a direção do convencimento 
do magistrado.
PETIÇÃO INICIAL: a chamada reclamação trabalhista.
• A reclamação poderá ser escrita ou verbal, os pedidos da reclamação devem ser 
certos determinados e valorados.
• Requisitos básicos: designação do juízo; qualificação das partes; breve exposição dos 
fatos; pedido certo, determinado e com valor; e data e assinatura do reclamante ou 
de seu representante.
• A diferença entre aditamento e emenda é um tanto quanto sutil. A emenda é 
normalmente mencionada diante de necessidade de correção de vício/defeito. Já 
o aditamento é relacionado normalmente com o acréscimo de elementos não 
integrantes da petição inicial, não necessariamente para corrigir defeitos.
• A desistência da reclamação pode ocorrer a qualquer momento, desde que antes 
da sentença de primeiro grau.
• A possibilidade de indeferimento (propriamente dito) da petição inicial no processo 
do trabalho é prevista na Súmula 263 do TST.
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
ATÉ 40 
Salários 
Mínimos: 
 
SUMARÍSSIMO. 
ACIMA de 40 
Salários Mínimos 
(causas de maior 
valor): 
 
ORDINÁRIO. 
Juiz propõe a conciliação. 
Não havendo conciliação, a reclamação é lida 
na íntegra, salvo se as partes, mutuamente, 
dispensarem essa leitura, caso em que essa 
etapa não ocorrerá. 
O reclamado apresentará defesa de forma 
oral, em 20 minutos, se ainda não a tiver 
oferecido de forma escrita no sistema do PJe. 
AUDIÊNCIA 
DE 
INSTRUÇÃO 
NECESSÁRIA 
presença de 
AMBAS as 
partes 
sob PENA CONFISSÃO 
FICTA 
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AUDIÊNCIAS 
 RITO ORDINÁRIO: 
1ª AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO. 
2ª AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO. 
3ª 
AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO 
(ou de Encerramento). 
RITO ORDINÁRIO 
NECESSÁRIO: 
União. 
Estados e DF. 
Municípios. 
Autarquias: 
Federais, estaduais, 
distritais e 
municipais. 
Fundações públicas 
de direito público: 
Federais, estaduais, 
distritais e 
municipais. 
Associações pública. (consórcios públicos 
de direito público.) 
RITO 
SUMARÍSSIMO: 
• Pressupostos 
Processuais. 
Pedido CERTO e 
DETERMINADO. 
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A
R
Q
U
IV
A
M
EN
TO
 
1) O reclamante não fornecer o correto endereço do reclamado, 
para sua regular notificação (a notificação por edital é proibida). 
2) O reclamante deduzir pedidos incertos. 
3) O reclamante deduzir pedidos indeterminados. 
4) O reclamante não atribuir valor específico aos pedidos. 
PROCEDIMENTO DA AUDIÊNCIA ÚNICA 
• 1º Juiz propõe a conciliação. 
• 2º Não havendo conciliação, a reclamação é lida na íntegra, salvo se as 
partes, mutuamente, dispensarem essa leitura, caso em que essa etapa 
não ocorrerá. 
• 3º O reclamado apresentará defesa de forma oral, em 20 minutos, se 
ainda não a tiver oferecido de forma escrita no sistema do PJ-e. 
• 4º Depoimento pessoal (interrogatório) do reclamante e do reclamado. 
• Obs.: Após o depoimento, as partes podem, se quiserem, retirar-se, 
desde que o advogado da parte retirante fique na audiência até o fim. 
• 5º Produção das demais provas (testemunhas, peritos, técnicos etc.). 
• Obs.: No procedimento sumaríssimo, existe regra especial permitindo 
somente até DUAS testemunhas para cada parte (número diferente do 
rito ordinário). 
• 6º Razões finais, pelo tempo de 10 minutos para cada parte. 
• 7º Renovação da proposta de conciliação pelo juiz. 
• 8º Julgamento. 
PRINCÍPIOS 
DO DIREITO 
PROCESSUAL: 
Inquisitivo. 
Da 
Imediatidade 
ou Imediação. 
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IT
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M
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ÍS
SI
M
O
: 
Deferimento de intimação de testemunha faltante 
 (art. 852-H, § 3°). 
Deferimento de prova técnica (art. 852-H, § 4°). 
Absoluta impossibilidade de manifestação sobre 
documentos apresentados na audiência (art. 852-H, § 1°). 
Força maior (art. 849 da CLT – aplicável ao sumaríssimo). 
Relatório 
• FACULTATIVO. 
Fundamentação 
• OBRIGATÓRIA. 
Dispositivo 
• OBRIGATÓRIO. 
ORDINÁRIO: 
3 
SUMARÍSSIMO: 
2 
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ORDINÁRIO 
1ª Falta 
 
INTIMAÇÃO 
 
Independentemente 
de convite. 
2ª Falta 
 
CONDUÇÃO 
COERCITIVA 
 
Pode ser 
imediata ou no 
dia da nova 
audiência 
designada. 
SUMARÍSSIMO 
1ª Falta 
 
INTIMAÇÃO 
 
Se a parte 
comprovar que 
convidou a 
testemunha. 
2ª Falta 
 
CONDUÇÃO 
COERCITIVA 
 
Deve ser 
IMEDIATA. 
ORDINÁRIO: 
• Correios. 
• Oficial de 
Justiça. 
• Edital. 
SUMARÍSSIMO: 
• Correios. 
• Oficial de 
Justiça. 
ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
15 DIAS. 
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ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
30 DIAS. 
ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
Comum de 
5 dias. 
1) Se o aditamento ocorre antes da audiência, ou na 
audiência, mas antes da apresentação da defesa: pode 
ocorrer mesmo sem o consentimento do reclamado; mas, 
se for feito na audiência, esta deverá ser adiada, em 
respeito à regra do quinquídio legal (entre a notificação da 
reclamação e a audiência deve haver espaço de 5 dias, para 
o reclamado poder trabalhar em sua defesa). 
2) Depois de a defesa ser apresentada no PJ-e 
ou na audiência, o aditamento só poderá 
ocorrer com o consentimento do reclamado. 
Sem tal consentimento, a petição inicial ficará 
da forma como está, e eventual pedido novo 
deverá ser deduzido em outro processo. 
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2023) É corretor 
afirmar, nos termos da CLT, que, no procedimento sumaríssimo:
a) estão incluídas as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica 
e fundacional.
b) a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de dez dias do seu ajuizamento.
c) são permitidos os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário 
mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
d) as testemunhas, até o máximo de três para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
e) somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova 
técnica, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito.
002. 002. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO/PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Josias está 
estudando para um concurso e ao se deparar com o procedimento sumaríssimo na Justiça 
do Trabalho encontrou características próprias que deverão ser observadas pelas partes. 
Com base na legislação federal vigente:
a) se o reclamado não for encontrado, a citação poderá ser feita por edital, em observância 
ao princípio da efetividade da prestação jurisdicional.
b) na petição inicial, os pedidos não precisam ser certos ou determinados, protestando o 
reclamante pela liquidação dos pedidos em fase de execução de sentença.
c) da sentença proferida, não caberá nenhum recurso, salvo se for matéria constitucional.
d) mesmo que o valor objeto do pedido for até 40 vezes o salário mínimo, não podem ser 
parte a Administração Pública Direta, autárquica e fundacional, devendo obrigatoriamente 
o reclamante optar pela reclamação sob o rito ordinário.
e) a testemunha que, convidada, não comparecer à audiência e após comprovação de seu 
convite for intimada e novamente não comparecer, acarretará à parte que a convidou a 
desistência de sua oitiva, uma vez que não existe a possibilidade de condução coercitiva.
003. 003. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO/RO E AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Hélio 
está estudando sobre o procedimento sumaríssimo no processo do trabalho e se deparou 
com as seguintes afirmativas:
I – Tal procedimento será adotado nos dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data de seu ajuizamento, não podendo ser utilizado nas 
ações em que é parte a Administração pública direta, autárquica e fundacional.
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II – Todos os meios de citação previstos poderão ser utilizados, inclusive citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
III – Somente é cabível o recurso de revista nas causas que adotarem tal procedimento por 
contrariedade à súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou à 
súmula vinculante do STF e por violação direta da Constituição Federal.
De acordo com a CLT, está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II.
e) I.
004. 004. (FUMARC/TRT – 3ª REGIÃO/MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Sobre 
o procedimento sumaríssimo, é INCORRETO afirmar:
a) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
b) Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no 
prazo máximo de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa.
c) O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
d) Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar 
de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua 
imediata condução coercitiva.
e) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que 
requeridas previamente.
005. 005. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes:
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
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Gustavo Deitosd) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
006. 006. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO/RO E AC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022/
ADAPTADA) Lídia prestou serviços como empregada doméstica, e foi dispensada sem justa 
causa, tendo direito a receber o valor de R$ 10.000,00 a título de verbas rescisórias, as quais 
não foram pagas. Seu marido Heitor, empregado celetista da Prefeitura Municipal de sua ci-
dade, também foi dispensado e tem a intenção de ingressar com uma reclamação trabalhista 
para pleitear diferenças de horas extras e de 13º salários, que supõe totalizar R$ 20.000,00. 
Por fim, a vizinha deles, Rafaela, era secretária da Empresa de Vigilância Virtual Ltda., que 
encerrou suas atividades, deixando de pagar seus empregados e encontra-se em local incerto 
e não sabido, deixando-a credora do valor de R$ 25.000,00. De acordo com a CLT, poderão 
optar pelo procedimento sumaríssimo na interposição de reclamação trabalhista:
a) Lídia, e Rafaela.
b) Lídia, apenas.
c) Heitor e Rafaela, apenas.
d) Rafaela, apenas.
e) Lídia e Heitor, apenas.
007. 007. (FGV/TRT – 13ª REGIÃO/PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Vanessa 
trabalha como mecânica numa oficina localizada em Conde/PB. Em setembro de 2022, 
Vanessa foi dispensada sem justa causa e não recebeu seus direitos. Então, a ex-empregada 
procurou um advogado para ajuizar uma reclamação trabalhista cobrando os valores devidos, 
que foram quantificados em R$ 5.500,00.
Considerando o caso retratado e as normas da CLT, assinale a opção que indica o procedimento 
que a ação de Vanessa deverá observar.
a) Procedimento comum ordinário.
b) Procedimento sumaríssimo.
c) Procedimento sumário.
d) O procedimento será escolhido livremente por Vanessa.
e) Procedimento especial consignatório.
008. 008. (FGV/TRT – 13ª REGIÃO/PB/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Vanessa 
trabalha como mecânica numa loja localizada em Conde/PB. Em setembro de 2022, Vanessa 
foi dispensada sem justa causa e não recebeu nenhum de seus direitos. Então, a ex-em-
pregada procurou um advogado para ajuizar reclamação trabalhista cobrando os valores 
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devidos pela saída e horas extras sonegadas ao longo do pacto laboral, que foram quan-
tificados em R$ 36.360,00. Considerando o caso retratado e as normas da CLT, assinale a 
opção que indica o procedimento que a ação de Vanessa deverá observar e a quantidade 
de testemunhas que cada parte poderá ouvir em juízo.
a) Procedimento comum ordinário, com até três testemunhas para cada parte.
b) Procedimento sumaríssimo, com até duas testemunhas para cada parte.
c) Procedimento sumário, com até três testemunhas para cada parte.
d) Procedimento especial consignatório, com até duas testemunhas para cada parte.
e) O procedimento será escolhido livremente por Vanessa, com uma testemunha para cada parte.
009. 009. (FCC/TRT – 22ª REGIÃO/PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Os 
pedidos formulados na reclamação trabalhista ajuizada por Nilo em face da empresa 
LimpaLimpa Serviços de Limpeza Ltda. totalizam valor equivalente a 30 salários mínimos. 
Considerando essa situação, tendo em vista a legislação consolidada:
a) será designada audiência inicial para tentativa de conciliação e, somente se as partes 
não se conciliarem, o juiz designará audiência de instrução.
b) os pedidos deverão ser certos ou determinados e indicarão o valor correspondente.
c) na audiência de instrução poderão ser ouvidas até o máximo de três testemunhas.
d) as partes serão intimadas da sentença no prazo de 5 dias após sua prolação.
e) as testemunhas deverão ser intimadas para comparecimento à audiência de instrução 
e o seu não comparecimento implicará em condução coercitiva.
010. 010. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO/PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Sobre 
o procedimento sumaríssimo, considere:
I – As demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional 
estão excluídas do procedimento sumaríssimo, salvo quando o objeto da ação for relativo 
à existência ou não de vínculo empregatício.
II – Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário-mínimo vigente na 
data da prolação da sentença da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
III – Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo, o pedido deverá ser 
certo ou determinado e indicará o valor correspondente; não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; e, a apreciação 
da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quarenta e cinco dias do seu ajuizamento, 
podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário 
da Vara do Trabalho.
IV – O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
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excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
V – Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação 
e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, já que após 
a produção probatória, estará precluso o direito à conciliação.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e II.
b) II e V.
c) IV.
d) I, III e IV.
e) III e V.
011. 011. (FUNDATEC/PREFEITURA DE ESTEIO – RS/ADVOGADO/2022) Sobre o procedimento 
sumaríssimo, à luz do disposto na CLT, assinale a alternativa correta.
a) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo o pedido deverá ser certo 
e determinado, dispensando-se, contudo, a indicação do valor correspondente.
b) Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação 
e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em qualquer 
fase da audiência.
c) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo, a citação por edital 
observará o rito do Código de Processo Civil.
d) Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conci-
liação e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, 
até a contestação.
e) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que 
requeridas previamente.
012. 012. (FUNDATEC/CEASA-RS/ANALISTA/ADVOGADO/2022) No processo do trabalho, o 
procedimento sumaríssimo:
a) É utilizado para as causas cujo valor da causa não exceda a dois salários mínimos.
b) Comporta pedido determinado ou genérico, mas é necessário indicar o valor correspondente.
c) Admite citação por edital.
d) Não admite conciliação.
e) Não pode ser utilizado em demandas nas quais atue como parte a administração pública 
direta, autárquica e fundacional.
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013. 013. (INSTITUTO AOCP/CÂMARA DE TERESINA – PI/ASSESSOR JURÍDICO LEGISLATIVO/2021) 
José ingressou com uma ação trabalhista que tramitou perante a Vara do Trabalho de Teresina 
pelo procedimento sumaríssimo. Quanto ao mencionado rito, assinale a alternativa correta.
a) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo vigente 
na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
b) Ficam excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
Pública direta, autárquica e fundacional.
c) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento dependentemente de intimação.
d) As partes serão intimadas da sentença posteriormente à audiência em que prolatada
e) As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de dez dias.
014. 014. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2016) Quanto aos procedimentos ordinário e 
sumaríssimo previstos na Consolidação das Leis do Trabalho:
a) no sumaríssimo cada parte poderá ouvir até duas testemunhas.
b) no ordinário as testemunhas devem ser arroladas em 5 dias, sob pena de preclusão.
c) apenas no ordinário é possível a prova pericial, com adiamento da audiência para a sua realização.
d) no ordinário cada parte poderá ouvir até cinco testemunhas.
e) no sumaríssimo as testemunhas devem ser arroladas em 48 horas, sob pena de preclusão.
015. 015. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2016) Zeus ajuizou 
reclamação trabalhista em face de seu empregador que tramita pelo rito sumaríssimo, 
convidando verbalmente as suas testemunhas. Ocorre que, na audiência designada, as 
testemunhas não compareceram e não houve nenhuma comprovação sobre o convite feito 
às mesmas. No caso:
a) as testemunhas deverão ser intimadas em razão do princípio da busca da verdade real, 
impondo-se o adiamento da audiência.
b) a audiência prosseguirá porque somente será deferida intimação de testemunha que, 
comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
c) a audiência será adiada para outra data e as testemunhas deverão comparecer 
espontaneamente, sob pena de pagamento de multa, além da preclusão da prova.
d) no rito sumaríssimo não cabe condução coercitiva de testemunhas ou adiamento de 
audiência por tal motivo, mas para garantir a paridade de tratamento, deverá o juiz encerrar 
a instrução processual sem ouvir testemunhas da reclamada.
e) as testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente uma vez que não se pode tolerar 
o descumprimento do dever cívico de colaboração com a Justiça.
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016. 016. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2016) Hercules 
ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Deuses da Paixão S/A, pretendendo o 
pagamento de indenização por dano moral e adicional de insalubridade. O valor da somatória 
dos dois pedidos não ultrapassa 40 vezes o salário mínimo na data do ajuizamento. Para 
tentar provar suas alegações, o reclamante pretende ouvir cinco testemunhas, bem como 
requerer a prova pericial. Nessa situação, em relação à matéria de provas:
a) poderá ouvir somente duas testemunhas e deve ser realizada a prova pericial.
b) poderá ouvir três testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em razão do 
rito processual.
c) todas as cinco testemunhas podem ser ouvidas e deve ser realizada a prova pericial.
d) somente poderá ouvir duas testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em 
razão do rito processual.
e) poderá ouvir três testemunhas desde que a reclamada também traga três testemunhas 
e deve ser realizada a prova pericial.
017. 017. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Cibele 
ajuizou reclamação trabalhista escrita requerendo a condenação da Empresa X em horas 
extras, equiparação salarial e adicional de insalubridade. Na petição inicial constou a 
designação do juízo, a qualificação das partes, mas sem indicação do CNPJ da Reclamada, 
a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido a ser liquidado em fase de 
execução, uma vez que o valor depende da produção de provas, a data e a assinatura do 
advogado de Cibele. Deu o valor da causa de R$ 60.000,00. Nesse caso, e de acordo com a 
legislação vigente, a petição inicial:
a) não atende aos requisitos legais, uma vez que é obrigatória a indicação da qualificação 
das partes, inclusive com o número de seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.
b) atende aos requisitos legais, uma vez que somente no procedimento sumaríssimo os 
pedidos devem ser certos e determinados.
c) não atende aos requisitos legais, uma vez que o pedido deve ser certo, determinado e 
com indicação de seu valor.
d) atende aos requisitos legais somente no tocante às horas extras e equiparação salarial, 
uma vez que o adicional de insalubridade para ser deferido e fixado, depende de produção 
de prova pericial, não podendo ser liquidado de imediato.
e) atende aos requisitos legais somente no tocante à equiparação salarial, uma vez que as 
horas extras dependem de prova a ser produzida em instrução processual para delimitar o seu 
montante, não podendo liquidadas de imediato, e o adicional de insalubridade, igualmente, 
depende de prova pericial para fixação do grau em que se enquadra, se deferido.
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018. 018. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Sobre 
audiência e procedimento:
a) os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na 
data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo, exceto 
nas demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional, 
cujo valor da ação não poderá exceder a sessenta salários mínimos.
b) no procedimento ordinário, a reclamação escrita deverá conter a designação do juízo, 
a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, 
que poderá ser certo, determinado e com ou sem indicação de valor, a data e a assinatura 
do reclamante ou de seu representante.
c) oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento de seu advogado, desistir da ação.
d) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente, não sendo 
necessário ser empregado da empresa.
e) no procedimento ordinário e sumaríssimo, as testemunhas, até o máximo de duas para 
cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentementede intimação.
019. 019. (FCC/TRT – 6ª REGIÃO/PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Conforme 
previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, em relação aos dissídios individuais 
trabalhistas que tramitam pelo rito sumaríssimo:
a) o valor da causa não pode exceder a vinte vezes o salário mínimo nacional vigente na 
data da primeira audiência.
b) incumbe ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado, devendo ser 
feita a citação por edital, se não houver essa indicação.
c) serão decididos, em cinco dias, todos os incidentes e exceções que possam interferir no 
prosseguimento da audiência e do processo, sendo que as demais questões serão resolvidas 
na sentença.
d) estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
pública direta, autárquica e fundacional.
e) as testemunhas, até o máximo de três para cada parte, como regra, serão intimadas 
para comparecer em audiência.
020. 020. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) O Processo Judiciário do Trabalho 
estipula alguns ritos ou procedimentos próprios com regras diferenciadas para a sua 
condução. Conforme previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, o limite legal 
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do número de testemunhas para cada parte para os dissídios individuais que tramitam pelo 
rito sumaríssimo, rito ordinário e inquérito para apuração de falta grave, é respectivamente:
a) duas, três e cinco.
b) duas, três e seis.
c) duas, cinco e seis.
d) três, cinco e cinco.
e) três, seis e duas.
021. 021. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO/MS/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) O trabalhador Ulisses ingressou com dissídio individual em face da empresa 
Delta Produtos e Games Digitais, reivindicando o pagamento de horas extraordinárias e a 
comissão de um mês que não foi paga, atribuindo à causa o valor de 10 salários mínimos. 
A legislação processual trabalhista autoriza que o reclamante possa convidar, como 
testemunhas, até:
a) 2 no total.
b) 3 no total.
c) 2 para cada pedido.
d) 3 para cada pedido.
e) 5 no total.
022. 022. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO/MS/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Com 
relação ao procedimento sumaríssimo, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que:
a) os dissídios individuais, cujo valor não exceda a 60 vezes o salário mínimo vigente na data 
do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
b) o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
c) estão incluídas no procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
pública direta, autárquica e fundacional.
d) sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á a parte contrária 
em até 5 dias, a critério do juiz.
e) em nenhuma hipótese admitir-se-á a realização de prova técnica, incumbindo ao juiz, 
quando sua realização for necessária, converter o rito para o procedimento ordinário.
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Gustavo Deitos
023. 023. (FCC/TRT – 11ª REGIÃO/AM E RR/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) Considere as seguintes hipóteses:
I – Na reclamação trabalhista Z o valor da causa é R$ 15.000,00 e as partes são Carolina e 
o Município S.
II – Na reclamação trabalhista Q o valor da causa é R$ 30.000,00 e as partes são Felícia e a 
empresa privada W.
III – Na reclamação trabalhista S o valor da causa é R$ 32.000,00 e as partes são Ana Clara 
e fundação pública Q.
IV – Na reclamação trabalhista W o valor da causa é R$ 35.000,00 e as partes são Marcela 
e autarquia municipal L.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, NÃO estão submetidas ao procedimento 
sumaríssimo APENAS:
a) as reclamações trabalhistas III e IV.
b) a reclamação trabalhista I.
c) a reclamação trabalhista II.
d) as reclamações trabalhistas II e III.
e) as reclamações trabalhistas I, III e IV.
024. 024. (FGV/OAB/2013) José ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Libertação 
Ltda., valendo-se do procedimento sumaríssimo. Contudo, José não liquidou os pedidos.
De acordo com a CLT, o juiz deve:
a) conceder prazo de 10 dias para que José sane o vício.
b) enviar os autos ao calculista da Vara, que liquidará o pedido.
c) arquivar a reclamação trabalhista e condenar o autor em custas.
d) prosseguir na reclamação e enfrentar o assunto caso provocado pela ré.
025. 025. (FGV/OAB/2018) Juca ajuizou ação trabalhista em face da sua ex-empregadora, 
empresa privada do ramo de mineração.
Paulo também ajuizou ação, mas em face de seu ex-empregador, uma empresa de pres-
tação de serviços, e do Município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para quem prestou 
serviços, requerendo a responsabilização subsidiária. Os respectivos advogados atribuíram 
o valor correspondente a 20 salários mínimos à causa de Juca e de 15 salários mínimos à 
causa de Paulo.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
a) A causa de Juca correrá sob o procedimento sumaríssimo e a de Paulo, sob o ordinário.
b) Ambas as causas correrão sob o procedimento sumaríssimo.
c) Ambas as causas correrão sob o procedimento ordinário.
d) A causa de Juca correrá sob o procedimento ordinário e a de Paulo, sob o sumaríssimo.
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Gustavo Deitos
026. 026. (FGV/OAB/2013) Seu escritório foi contratado pela empresa Alumínio Brilhante Ltda. 
para assisti-la juridicamente em uma audiência. Você foi designado(a) para a audiência. 
Forneceram-lhe cópia da defesa e dos documentos, e afirmaram que tudo já havia sido 
juntado aos autos do processo eletrônico. Na hora da audiência, tendo sido aberta esta, 
bem como os autos eletrônicos do processo, o juiz constatou que a defesa não estava nos 
autos, mas apenas os documentos.
Diante disso, o juiz facultou-lhe a opção de apresentar defesa. Nos exatos termos previstos 
na CLT, você deverá:
a) entregar a cópia escrita que está em sua posse.
b) aduzir defesa oral em 20 minutos.
c) requerer o adiamento da audiência para posterior entrega da defesa.
d) requerer a digitalização da sua defesa para a juntada no processo.
027. 027. (FGV/OAB/2016) Em audiência trabalhista sob o rito sumaríssimo, o advogado da ré 
aduziu que suas testemunhas estavam ausentes. Sem apresentar qualquer justificativa 
ou comprovante de comunicação às testemunhas, requereu o adiamento do feito. Diante 
disso, estando presentes as testemunhas do autor, o juiz indagou do advogado do autor 
se ele concordava ou não com o adiamento, requerendo justificativa.
Sobre o casorelatado, na qualidade de advogado do autor, assinale a afirmativa correta.
a) Deve concordar com o adiamento, já que ausentes as testemunhas, essas poderão ser 
intimadas para comparecimento na próxima audiência.
b) Deve se opor ao adiamento, requerendo o prosseguimento do feito, pois, não havendo 
comprovação do convite às testemunhas, a audiência não poderá ser adiada para intimação 
das mesmas.
c) Deve se opor ao adiamento imediato, requerendo a oitiva de suas testemunhas e protestar 
por depoimentos pessoais para, na próxima audiência, serem ouvidas as testemunhas da ré.
d) Deve concordar com o adiamento, pois a lei não exige justificativa ou comprovação de 
convite às testemunhas.
028. 028. (FGV/OAB/2015) Em sede de reclamação trabalhista sob o rito sumaríssimo, as 
testemunhas do autor não compareceram à audiência, apesar de convidadas verbalmente 
por ele. Na audiência, nada foi comprovado acerca da alegação do convite às testemunhas.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
a) A audiência deverá prosseguir, pois não cabe a intimação das testemunhas, uma vez que 
não foi comprovado o convite a elas.
b) As testemunhas deverão ser intimadas porque a busca da verdade real é um princípio 
que deve sempre prevalecer.
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c) As testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente, porque não se admite que 
descumpram seu dever de cidadania.
d) O feito deverá ser adiado para novo comparecimento espontâneo das testemunhas.
029. 029. (FGV/OAB/2015) Antônio é assistente administrativo na sociedade empresária Setler 
Conservação Ltda., que presta serviços terceirizados à União. Ele está com o seu contrato 
em vigor, mas não recebeu o ticket refeição dos últimos doze meses, o que alcança o valor 
de R$ 2.400,00 (R$ 200,00 em cada mês). Em razão dessa irregularidade, estimulada pela 
ausência de fiscalização por parte da União, Antônio pretende cobrar o ticket por meio 
de reclamação trabalhista contra a empregadora e o tomador dos serviços, objetivando 
garantir deste a responsabilidade subsidiária, na forma da Súmula 331 do TST.
Diante da hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) A ação deverá seguir o procedimento ordinário, vez que há litisconsórcio passivo, sendo, 
em razão disso, obrigatório o rito comum.
b) A ação deverá seguir o procedimento sumaríssimo, uma vez que o valor do pedido é 
inferior a 40 salários mínimos.
c) A ação tramitará pelo rito ordinário porque um dos réus é ente público.
d) O autor poderá optar pelo procedimento que lhe seja mais vantajoso.
030. 030. (FGV/OAB/2013) Paulo ajuizou reclamação trabalhista pelo rito sumaríssimo em face 
da sua empregadora Carregada Ltda. Arrolou suas testemunhas na petição inicial e pediu 
a notificação das mesmas, solicitação que foi indeferida. Na audiência, o advogado de 
Paulo requereu o adiamento pela ausência das testemunhas, dizendo que protestava pelo 
indeferimento da notificação e por isso não convidou espontaneamente as testemunhas. 
O requerimento foi indeferido pelo juiz, que prosseguiu com a audiência.
Sobre a decisão do juiz, a partir da hipótese apresentada, assinale a opção correta.
a) A decisão foi equivocada, devendo ser deferido o adiamento, pois o prosseguimento do 
feito poderia gerar a nulidade por cerceamento de defesa.
b) A decisão foi correta, já que o procedimento sumaríssimo não contempla a oitiva de 
testemunhas.
c) A decisão foi correta, pois o procedimento sumaríssimo não admite a intimação de 
testemunhas.
d) A decisão foi correta, pois no procedimento sumaríssimo as testemunhas deverão 
comparecer à audiência independentemente de intimação. Em caso de ausência e mediante 
comprovação de convite, as testemunhas serão intimadas.
031. 031. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP/PROCURADOR/2017) O 
procedimento sumaríssimo trabalhista não se aplica às demandas em que:
a) é parte a Administração Pública direta, autárquica ou fundacional.
b) é parte a Administração Pública autárquica e fundacional, exclusivamente.
c) são partes a Administração Pública ou os sindicatos da categoria profissional.
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d) há pedido expresso do reclamante para que seja observado o rito comum.
e) o empregador figura como autor.
032. 032. (FUNDATEC/AL-RS/PROCURADOR/2018) Quanto ao procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Ficam submetidos os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário 
mínimo vigente na data da prolação da sentença.
b) Ficam submetidos os dissídios individuais e coletivos cujo valor não exceda a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
c) Estão excluídas as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica 
e fundacional.
d) Se necessário a citação por edital, o juiz determinará o prazo que variará entre 20 (vinte) e 
60 (sessenta) dias, fluindo da data da publicação única ou, havendo mais de uma, da primeira.
e) As testemunhas, até o máximo de três para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
033. 033. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
A reclamação trabalhista poderá ser verbal ou escrita e, nesse último caso, o pedido deverá 
ser certo, determinado e contar com a indicação de seu valor.
034. 034. (CESPE/PGE-SE/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Empregado de empresa de serviços 
gerais e conservação que prestava serviços para uma autarquia ajuizou reclamação trabalhista 
em desfavor desta e de sua empregadora, pleiteando o pagamento de horas extras e dando 
à causa o valor equivalente a trinta e oito salários mínimos.
Considerando-se a legislação pertinente e o rito processual trabalhista, é correto afirmar 
que, nessa situação hipotética:
a) a demanda deverá, necessariamente, atender ao procedimento ordinário.
b) cada uma das partes poderá requerer a oitiva de até seis testemunhas.
c) em razão da obrigatoriedade de recurso no caso de a autarquia ser vencida na demanda, 
o magistrado não poderá tentar a conciliação.
d) a demanda deverá, necessariamente, atender ao procedimento sumaríssimo.
e) caso a petição inicial não apresente os pedidos liquidados, o processo será arquivado, 
com condenação ao pagamento de custas.
035. 035. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/DIREITO/2017) A respeito do Direito Processual do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
Nos dissídios individuais, a petição inicial, também conhecida como reclamação, pode 
ser escrita ou verbal, sendo que, quando verbal, deverá ser reduzida a termo pelo órgão 
auxiliar onde foi apresentada, adotando‐se, após, os demais procedimentos para as re-
clamações escritas.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavoque foi elaborada com muita atenção, zelo e consideração ao seu esforço, 
que, para nós, é sagrado.
Caso fique com alguma dúvida após a leitura da aula, por favor, envie-a para mim por 
meio do Fórum de Dúvidas, pois vou respondê-la pessoalmente e o mais rápido possível. 
Será um grande prazer verificar sua dúvida com atenção, zelo, profundidade e o grande 
respeito que você merece.
Bons estudos!
Seja imparável!
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DISSÍDIO INDIVIDUAL, PROCEDIMENTOS, DISSÍDIO INDIVIDUAL, PROCEDIMENTOS, 
PETIÇÃO INICIAL E PEDIDOSPETIÇÃO INICIAL E PEDIDOS
1 . DIssÍDIos INDIVIDuaIs1 . DIssÍDIos INDIVIDuaIs
Os dissídios trabalhistas podem ser individuais ou coletivos.
 Obs.: Nesta aula, nosso enfoque será direcionado aos dissídios individuais, uma vez que 
teremos uma aula própria para tratar especificamente dos dissídios coletivos.
DISSÍDIOS 
INDIVIDUAIS
Envolvem direitos de trabalhadores individualmente determinados. Podem ser 
simples ou plúrimos.
Dissídio individual 
simples
Abrange os direitos de um único trabalhador. É a reclamação 
trabalhista clássica, em que um trabalhador reivindica 
direitos seus que foram violados.
Dissídio individual 
plúrimo
Abrange os direitos de mais de um trabalhador. Dois ou 
mais trabalhadores poderão deduzir seus pedidos numa 
mesma reclamação trabalhista quando preenchidos os 
requisitos legais para isso. Os requisitos estão no art. 842 
da CLT: “Sendo várias as reclamações e havendo identidade 
de matéria, poderão ser acumuladas num só processo, 
se se tratar de empregados da mesma empresa ou 
estabelecimento.”
- Em essência, o dissídio individual plúrimo consiste em 
litisconsórcio ativo.
 Obs.: Na aula sobre Partes e Procuradores, trabalhamos também a figura do Litisconsórcio, 
e lá esmiuçamos a reclamação trabalhista individual plúrima (litisconsórcio ativo 
facultativo) e seus requisitos.
DISSÍDIOS 
COLETIVOS
são ajuizados por pessoas específicas (sindicatos, federações, confederações 
sindicais) para discutir direitos pertencentes a uma categoria profissional, 
profissional diferenciada ou categoria econômica. Trabalharemos essa espécie 
de dissídio trabalhista em aula especificamente direcionada a ela.
2. PROCEDIMENTOS COMUM (ORDINÁRIO) E SUMARÍSSIMO2. PROCEDIMENTOS COMUM (ORDINÁRIO) E SUMARÍSSIMO
O procedimento, também chamado de rito, consiste no conjunto de regras que 
determinam a forma como o processo tramitará. No processo do trabalho, o procedimento 
será ordinário ou sumaríssimo basicamente em razão do valor dado à causa.
O procedimento será ordinário quando o valor da causa for maior que 40 salários mínimos.
Será sumaríssimo o procedimento quando o valor da causa for de até 40 salários mínimos.
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VALOR DA CAUSA RITO
ATÉ 40 Salários-Mínimos. SUMARÍSSIMO.
ACIMA de 40 Salários-Mínimos (causas de maior valor). ORDINÁRIO.
ATÉ 40 
Salários 
Mínimos: 
 
SUMARÍSSIMO. 
ACIMA de 40 
Salários Mínimos 
(causas de maior 
valor): 
 
ORDINÁRIO. 
2.1. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO2.1. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Após o protocolo da petição inicial, o rito ordinário começará a ser observado a partir 
da notificação inicial ao reclamado. O regramento dessa fase encontra-se no art. 841 da 
CLT, a seguir comentado:
Art. 841. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta 
e oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao 
mesmo tempo, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, 
depois de 5 (cinco) dias.
O prazo legal para que a notificação inicial ocorra é de 48 horas, contadas do protocolo 
da reclamação trabalhista. As notificações, embora sejam feitas por Correio, por Oficial de 
Justiça ou por Edital, sempre contêm o nome do Diretor de Secretaria da Vara.
Nesta notificação, deverá constar a data da audiência inicial (audiência de conciliação). 
Essa audiência deve ser marcada com respeito ao prazo mínimo de 5 dias entre o recebimento 
da notificação pelo reclamado e a data escolhida para a audiência.
Se a audiência ocorrer em prazo inferior a 5 dias da notificação, ela será nula. A ideia 
disso é dar ao reclamado tempo suficiente para estruturar sua defesa. Essa regra é chamada 
de quinquídio legal.
§ 1º A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços 
ao seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital, inserto no jornal 
oficial ou no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou Juízo.
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Este parágrafo não engloba todas as formas de notificação inicial, pois existe, ainda, a 
possibilidade de notificação por meio de Oficial de Justiça.
A ordem prioritária de notificação é a seguinte:
1) Por Correios:
Envia-se ao reclamado a notificação por via postal, com aviso de 
recebimento (AR).
2)
Por Oficial de 
Justiça:
Esta é a forma de notificação usual para os casos em que o reclamado 
não é encontrado no endereço fornecido pelo reclamante, ou, ainda, 
quando o endereço do reclamado, embora correto, não é servido pelos 
serviços dos Correios. Esta última hipótese é comum nas situações em 
que o reclamado tem endereço às margens de rodovias, ou em regiões 
interioranas isoladas.
3) Por Edital:
Quando a notificação pelos Correios e por Oficial de Justiça forem 
frustradas, em razão de o reclamado não ser encontrado ou recusar o 
recebimento da notificação, será publicado um edital, no Diário Eletrônico 
da Justiça do Trabalho, com a notificação. O CPC ainda traz como hipótese 
de notificação por edital o fato de ser ignorado, incerto ou inacessível o 
lugar em que se encontrar o citando (art. 256, inciso II). Trata-se de uma 
forma ficta de obter a ciência do reclamado, embora seja possível, ainda 
que muito remotamente, que o reclamado de fato leia o edital e tome 
ciência do inteiro teor da notificação.
§ 2º O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do 
parágrafo anterior.
É muito raro acontecer na prática, mas é possível que o reclamado esteja junto ao 
reclamante no momento da apresentação da reclamação na Vara. Isso pode acontecer, 
por exemplo, quando ambos vão à Vara buscando ajuda de servidor para conciliarem. Não 
havendo conciliação, é perfeitamente possível que o trabalhador apresente sua reclamação 
verbal, para redução à termo.
Se o reclamado não estiver junto ao reclamante no momento da apresentação da recla-
mação, a notificação será feita pelas formas acima estudadas (como quase sempre acontece).
§ 3º Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento do reclamado, desistir da ação.
A regra deste parágrafoDeitos
036. 036. (FEPESE/CELESC/ADVOGADO/2018) Assinale a alternativa correta acerca do dissídio 
individual.
a) A reclamação verbal será reduzida a termo, em duas vias datadas e assinadas pelo autor 
da ação.
b) No dissídio individual, somente será possível a reclamação verbal quando o pedido for 
inferior a dez salários mínimos.
c) Protocolada e distribuída a reclamação, escrita ou verbal, ainda que eletronicamente, a 
qualquer tempo poderá o autor dela desistir sem o consentimento do reclamado.
d) Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas 
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
e) A reclamação, quando escrita, deverá conter a designação do juízo, a qualificação das 
partes, o dissídio, o pedido, dispensada a indicação de valor, a data e a assinatura do 
reclamante ou de seu representante.
037. 037. (IMA/PREFEITURA DE PENALVA/MA/ADVOGADO/2017) De acordo com a CLT, qual o 
prazo máximo para a apreciação da reclamação enquadrada no procedimento sumaríssimo?
a) 10 (dez) dias do seu ajuizamento.
b) 15 (quinze) dias do seu ajuizamento.
c) 20 (vinte) dias do seu ajuizamento.
d) 30 (trinta) dias do seu ajuizamento.
038. 038. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/DIREITO/2018) Com base na Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), julgue o item seguinte acerca do processo do trabalho.
Os dissídios individuais submetidos ao rito sumaríssimo devem ser apreciados em até quinze 
dias, contados de seu ajuizamento.
039. 039. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO/ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédio moral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
Basta que, na reclamação trabalhista, os pedidos de Carla tenham sido formulados de 
modo certo, determinado e com valor correspondente para que o dissídio tramite pelo 
procedimento sumaríssimo.
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040. 040. (FAFIPA/FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA/PR/ADVOGADO/2017) O procedimento sumaríssimo 
está previsto nos artigos 852-A a 852-I da CLT. Desse modo, com base na literalidade da 
lei, marque a alternativa CORRETA.
a) O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
b) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo vigente 
na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
c) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo se fará citação por edital, 
quando o autor não lograr êxito em encontrar o endereço do reclamado.
d) As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em duas audiências, 
sendo uma de conciliação e outra de instrução e julgamento, sob a direção de juiz presidente 
ou substituto, que poderá ser convocado para atuar simultaneamente com o titular.
041. 041. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ADVOGADO/2017) Um auxiliar administrativo pretende 
ajuizar uma reclamatória trabalhista em face da empresa Zartech Tecnologias S/A, sua 
empregadora, pleiteando o pagamento de horas extras, adicional de insalubridade e outras 
indenizações, totalizando o valor de trinta salários mínimos vigente na data do ajuizamento 
da reclamação. Diante disso, a qual procedimento processual ficará submetida a ação, 
bem como qual é o momento da produção de provas e quantas testemunhas esse auxiliar 
poderá arrolar?
a) Procedimento sumaríssimo, com todas as provas produzidas em audiência e no máximo 
três testemunhas.
b) Procedimento ordinário, com parte das provas produzidas em audiência e até duas 
testemunhas.
c) Procedimento sumário, com provas produzidas nos autos e até três testemunhas.
d) Procedimento ordinário, com provas produzidas em audiência e até duas testemunhas.
e) Procedimento sumaríssimo, com todas as provas produzidas em audiência e até duas 
testemunhas.
042. 042. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
No processo do trabalho, o indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada 
de documento indispensável à propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, 
somente é cabível se, após intimada para suprir a irregularidade em 15 dias, mediante 
indicação precisa do que deve ser corrigido ou completado, a parte não o fizer.
043. 043. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
Se o reclamado não apresentar sua defesa no sistema do processo judicial eletrônico até a 
data da audiência, optando por oferecer defesa oral por vinte minutos, o reclamante, antes 
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da defesa, poderá requerer o aditamento da reclamação trabalhista, o qual não dependerá 
de concordância do reclamado para ser deferido.
044. 044. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
Se a reclamação trabalhista não atender aos requisitos formais estabelecidos na CLT, como 
a indicação de valor a cada pedido deduzido, ela será extinta sem resolução do mérito.
045. 045. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até 
a audiência. Se não a apresentar pelo sistema do processo judicial eletrônico, o reclamado 
deverá oferecer sua defesa de forma oral em audiência, pelo prazo de vinte minutos.
046. 046. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
No procedimento sumaríssimo, o prazo para as partes manifestarem-se sobre o laudo 
pericial é sucessivo de cinco dias.
047. 047. (INÉDITA/2015) O réu, em sede de reclamação trabalhista, ajuizada em 20/04/2018, 
apresentou defesa no processo eletrônico, a qual não foi oferecida sob sigilo. Feito o pregão, 
logo após a abertura da audiência, a parte autora manifestou interesse em desistir da ação.
Sobre a desistência da ação pela parte autora, assinale a afirmativa correta.
a) O juiz deverá, imediatamente, homologar a desistência.
b) Não é possível desistir da ação após a propositura desta.
c) Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento do reclamado, desistir da ação.
d) O oferecimento da defesa pelo réu em nada se relaciona à questão da desistência de 
pedidos ou da demanda.
048. 048. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE/MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
Na reclamação trabalhista feita por escrito, o pedido deverá ser certo, determinado e com 
indicação do valor, sob pena de ser julgado extinto sem resolução do mérito.
049. 049. (CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITOE LEGISLAÇÃO/2017) No 
que se refere aos procedimentos, à reclamação, à prescrição e à competência na justiça do 
trabalho, julgue o item que se segue.
Em procedimento sumaríssimo, apenas se admite o ajuizamento de reclamação trabalhista 
contra um estado da Federação se o valor do dissídio individual não exceder a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da ação.
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050. 050. (CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO/2016) Julgue o seguinte item, relativos 
aos procedimentos adotados em dissídios individuais da justiça do trabalho.
Estado da Federação pode figurar no polo passivo de demanda individual trabalhista de rito 
sumaríssimo; nesse caso, se for deferida prova pericial, a fazenda estadual será intimada 
a manifestar-se sobre o laudo no prazo dobrado de dez dias.
051. 051. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO 
– ÁREA V/2014) A respeito dos vícios do ato processual e do procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
É comum, no âmbito laboral, a utilização, pelas partes, do chamado protesto nos autos, em 
que o litigante já registra na ata de audiência a nulidade relativa ou absoluta, visando evitar 
a convalidação do ato. Entretanto, caso o juiz não conceda a palavra para consignação dos 
protestos, deverá a parte arguir a nulidade nas razões finais.
052. 052. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO 
– ÁREA V/2014) A respeito dos vícios do ato processual e do procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
O procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho aplica-se às ações plúrimas, desde 
que o valor total dos pedidos para cada reclamante não exceda a quarenta vezes o valor 
do salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
053. 053. (CESPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) Julgue os itens subsequentes, relativos ao 
procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho.
Não é cabível a citação por edital no procedimento sumaríssimo.
054. 054. (CESPE/EBC/ANALISTA/ADVOCACIA/2011) Com relação aos procedimentos ordinário 
e sumaríssimo, julgue o item que se segue.
No procedimento sumaríssimo, o magistrado está dispensado do relatório no tocante à 
sentença.
055. 055. (CESPE/SERPRO/ANALISTA/ADVOCACIA/2010) Quanto ao procedimento sumaríssimo, 
julgue o item a seguir.
A ausência de pedido certo e determinado e da indicação correta do endereço do reclamado 
é causa para o arquivamento da reclamação trabalhista, assim como a condenação do 
reclamante em custas sobre o valor da causa.
056. 056. (CESPE/TRT – 21ª REGIÃO/RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) Julgue 
os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, 
proceder-se-á a citação por edital.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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057. 057. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/PRIMEIRA FASE/2025) José Luiz ajuizou 
reclamação trabalhista em face de Lojas Internacionais Ltda., pleiteando verbas resilitórias 
e horas extras.
No dia da audiência, apesar de regularmente notificado, José Luiz injustificadamente não 
compareceu. Seu advogado, presente, requereu a dispensa de custas pela gratuidade de 
justiça, o que foi deferido pelo Juiz, com a concordância do réu e do respectivo advogado, 
também presentes na audiência.
Ação idêntica foi ajuizada um mês após o fato, e, de novo, José Luiz injustificadamente não 
compareceu, sendo que, dessa vez, uma hora após a audiência, ele compareceu à sala de 
audiência e disse ao Juiz e ao secretário da audiência que dormira demais, perdendo a hora, 
e, por isso, atrasou-se e não chegou no horário. Foi juntada certidão do fato ao processo, 
no qual, novamente, foi acolhido o seu requerimento de gratuidade de justiça.
As duas ações anteriormente ajuizadas foram extintas sem resolução do mérito. Agora, 
você foi procurado por José Luiz para, como advogado(a), ajuizar outra ação idêntica.
Sobre as consequências das ausências de José Luiz para o ajuizamento de outra demanda, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ocorrerá a confissão do autor.
b) Não há penalidade, já que José Luiz, em ambas as situações, foi dispensado do pagamento 
das custas.
c) José Luiz incorrerá na pena da perempção, perdendo, pelo prazo de seis meses, o direito 
de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
d) José Luiz poderá reclamar imediatamente, mas, independentemente, da prescrição 
parcial quinquenal, será descontado do prazo da sua reclamação o período de seis meses.
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GABARITOGABARITO
1. e
2. d
3. b
4. e
5. b
6. b
7. b
8. b
9. b
10. c
11. b
12. e
13. b
14. a
15. b
16. a
17. c
18. d
19. d
20. b
21. a
22. b
23. e
24. c
25. a
26. b
27. b
28. a
29. c
30. d
31. a
32. c
33. C
34. a
35. C
36. d
37. b
38. C
39. E
40. a
41. e
42. C
43. C
44. C
45. C
46. E
47. c
48. C
49. E
50. E
51. E
52. E
53. C
54. C
55. C
56. E
57. c
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2023) É corretor 
afirmar, nos termos da CLT, que, no procedimento sumaríssimo:
a) estão incluídas as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica 
e fundacional.
b) a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de dez dias do seu ajuizamento.
c) são permitidos os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário 
mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
d) as testemunhas, até o máximo de três para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
e) somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova 
técnica, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito.
a) Errada. O art. 852-A, parágrafo único, da CLT exclui tais entes do procedimento sumaríssimo.
b) Errada. O prazo é de 15 dias (art. 852-B, III, CLT).
c) Errada. São os de até quarenta salários mínimos (art. 852-A, caput, CLT).
d) Errada. O limite é de duas testemunhas (art. 852-H, § 2º, CLT).
e) Certa. É a regra literal do art. 852-H, § 4º, da CLT.
Letra e.
002. 002. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO/PR/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREAJUDICIÁRIA/2022) Josias está 
estudando para um concurso e ao se deparar com o procedimento sumaríssimo na Justiça 
do Trabalho encontrou características próprias que deverão ser observadas pelas partes. 
Com base na legislação federal vigente:
a) se o reclamado não for encontrado, a citação poderá ser feita por edital, em observância 
ao princípio da efetividade da prestação jurisdicional.
b) na petição inicial, os pedidos não precisam ser certos ou determinados, protestando o 
reclamante pela liquidação dos pedidos em fase de execução de sentença.
c) da sentença proferida, não caberá nenhum recurso, salvo se for matéria constitucional.
d) mesmo que o valor objeto do pedido for até 40 vezes o salário mínimo, não podem ser 
parte a Administração Pública Direta, autárquica e fundacional, devendo obrigatoriamente 
o reclamante optar pela reclamação sob o rito ordinário.
e) a testemunha que, convidada, não comparecer à audiência e após comprovação de seu 
convite for intimada e novamente não comparecer, acarretará à parte que a convidou a 
desistência de sua oitiva, uma vez que não existe a possibilidade de condução coercitiva.
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a) Errada. No rito sumaríssimo, é proibida a citação por edital (art. 852-B, II, CLT).
b) Errada. O pedido deve ter indicação do valor (art. 852-B, I, CLT).
c) Errada. Tal restrição só se aplica ao rito sumário. No rito sumaríssimo, cabem recursos, 
embora com fundamentação mais restrita (art. 896, § 9º, CLT).
d) Certa. O art. 852-A, parágrafo único, da CLT exclui tais entes do procedimento sumaríssimo.
e) Errada. Há possibilidade de condução coercitiva (art. 852-H, § 3º, CLT).
Letra d.
003. 003. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO/RO E AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Hélio 
está estudando sobre o procedimento sumaríssimo no processo do trabalho e se deparou 
com as seguintes afirmativas:
I – Tal procedimento será adotado nos dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data de seu ajuizamento, não podendo ser utilizado nas 
ações em que é parte a Administração pública direta, autárquica e fundacional.
II – Todos os meios de citação previstos poderão ser utilizados, inclusive citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
III – Somente é cabível o recurso de revista nas causas que adotarem tal procedimento por 
contrariedade à súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou à 
súmula vinculante do STF e por violação direta da Constituição Federal.
De acordo com a CLT, está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II.
e) I.
I – Certo. O item reproduz as regras do art. 852-A, caput e parágrafo único, da CLT.
II – Errado. No rito sumaríssimo, é proibida a citação por edital (art. 852-B, II, CLT).
III – Certo. É a regra do art. 896, § 9º, da CLT.
Letra b.
004. 004. (FUMARC/TRT – 3ª REGIÃO/MG/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Sobre 
o procedimento sumaríssimo, é INCORRETO afirmar:
a) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
b) Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no 
prazo máximo de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa.
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c) O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
d) Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar 
de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua 
imediata condução coercitiva.
e) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que 
requeridas previamente.
A letra “e” é a única incorreta, porque inverte terminologia constante do art. 852-H, caput, 
da CLT. As demais alternativas consistem em reproduções literais de dispositivos da CLT 
sobre o rito sumaríssimo.
Letra e.
005. 005. (CEBRASPE/PGE-ES/PROCURADOR DO ESTADO/2023) No rito ordinário de uma ação 
trabalhista normal, cada uma das partes:
a) só poderá indicar duas testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento independentemente de intimação.
b) não poderá indicar mais de três testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento independentemente de intimação.
c) poderá indicar até cinco testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
d) poderá indicar até dez testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução e 
julgamento após a devida intimação.
e) não poderá indicar mais de seis testemunhas, que comparecerão à audiência de instrução 
e julgamento após a devida intimação.
A questão limitou-se a cobrar o número máximo de testemunhas do rito ordinário: três 
(art. 821 da CLT).
Letra b.
006. 006. (FCC/TRT – 14ª REGIÃO/RO E AC/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022/
ADAPTADA) Lídia prestou serviços como empregada doméstica, e foi dispensada sem justa 
causa, tendo direito a receber o valor de R$ 10.000,00 a título de verbas rescisórias, as 
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quais não foram pagas. Seu marido Heitor, empregado celetista da Prefeitura Municipal 
de sua cidade, também foi dispensado e tem a intenção de ingressar com uma reclamação 
trabalhista para pleitear diferenças de horas extras e de 13º salários, que supõe totalizar 
R$ 20.000,00. Por fim, a vizinha deles, Rafaela, era secretária da Empresa de Vigilância 
Virtual Ltda., que encerrou suas atividades, deixando de pagar seus empregados e en-
contra-se em local incerto e não sabido, deixando-a credora do valor de R$ 25.000,00. 
De acordo com a CLT, poderão optar pelo procedimento sumaríssimo na interposição de 
reclamação trabalhista:
a) Lídia, e Rafaela.
b) Lídia, apenas.
c) Heitor e Rafaela, apenas.
d) Rafaela, apenas.
e) Lídia e Heitor, apenas.
Heitor não pode se valer do rito sumaríssimo, pois demanda contra Município (art. 852-A, 
parágrafo único, CLT). Rafaela, igualmente, não poderá se valer desse rito, porque a incerteza 
e o desconhecimento do paradeiro da reclamada demandam citação por edital, vedada no 
rito sumaríssimo (art. 852-B, II, CLT). A questão original tinha a letra “a” construída de forma 
diversa, mas este professor optou por alterá-la para tornar a questão mais difícil e testar 
seu conhecimento, especialmente quanto à pegadinha do item III (vedação da citação por 
edital no ritosumaríssimo).
Letra b.
007. 007. (FGV/TRT – 13ª REGIÃO/PB/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Vanessa 
trabalha como mecânica numa oficina localizada em Conde/PB. Em setembro de 2022, 
Vanessa foi dispensada sem justa causa e não recebeu seus direitos. Então, a ex-empregada 
procurou um advogado para ajuizar uma reclamação trabalhista cobrando os valores devidos, 
que foram quantificados em R$ 5.500,00.
Considerando o caso retratado e as normas da CLT, assinale a opção que indica o procedimento 
que a ação de Vanessa deverá observar.
a) Procedimento comum ordinário.
b) Procedimento sumaríssimo.
c) Procedimento sumário.
d) O procedimento será escolhido livremente por Vanessa.
e) Procedimento especial consignatório.
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A ação tem valor enquadrado no limite do art. 852-A da CLT: 40 salários mínimos. Ademais, 
o reclamado não integra a Administração Pública direta, autárquica ou fundacional.
Letra b.
008. 008. (FGV/TRT – 13ª REGIÃO/PB/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2022) Vanessa 
trabalha como mecânica numa loja localizada em Conde/PB. Em setembro de 2022, Vanessa 
foi dispensada sem justa causa e não recebeu nenhum de seus direitos. Então, a ex-em-
pregada procurou um advogado para ajuizar reclamação trabalhista cobrando os valores 
devidos pela saída e horas extras sonegadas ao longo do pacto laboral, que foram quan-
tificados em R$ 36.360,00. Considerando o caso retratado e as normas da CLT, assinale a 
opção que indica o procedimento que a ação de Vanessa deverá observar e a quantidade 
de testemunhas que cada parte poderá ouvir em juízo.
a) Procedimento comum ordinário, com até três testemunhas para cada parte.
b) Procedimento sumaríssimo, com até duas testemunhas para cada parte.
c) Procedimento sumário, com até três testemunhas para cada parte.
d) Procedimento especial consignatório, com até duas testemunhas para cada parte.
e) O procedimento será escolhido livremente por Vanessa, com uma testemunha para cada 
parte.
A ação tem valor enquadrado no limite do art. 852-A da CLT: 40 salários mínimos. Ademais, 
o reclamado não integra a Administração Pública direta, autárquica ou fundacional. Ainda, 
o limite de duas testemunhas é previsto no art. 852-H, § 2º, da CLT.
Letra b.
009. 009. (FCC/TRT – 22ª REGIÃO/PI/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Os 
pedidos formulados na reclamação trabalhista ajuizada por Nilo em face da empresa 
LimpaLimpa Serviços de Limpeza Ltda. totalizam valor equivalente a 30 salários mínimos. 
Considerando essa situação, tendo em vista a legislação consolidada:
a) será designada audiência inicial para tentativa de conciliação e, somente se as partes 
não se conciliarem, o juiz designará audiência de instrução.
b) os pedidos deverão ser certos ou determinados e indicarão o valor correspondente.
c) na audiência de instrução poderão ser ouvidas até o máximo de três testemunhas.
d) as partes serão intimadas da sentença no prazo de 5 dias após sua prolação.
e) as testemunhas deverão ser intimadas para comparecimento à audiência de instrução 
e o seu não comparecimento implicará em condução coercitiva.
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A ação deve tramitar pelo rito sumaríssimo, dado seu valor e a qualificação do reclamado. 
Apenas a letra “b” apresenta regra especial do rito sumaríssimo (art. 852-B, I, CLT), e a letra 
“d” seria incorreta até mesmo se a ação tramitasse pelo rito ordinário, porque, enquanto no 
rito sumaríssimo a sentença deve, em tese, ser prolatada em audiência (embora na prática 
isso não ocorra), e no rito ordinário, no prazo de 30 dias. As demais alternativas narram 
regras do rito ordinário.
Letra b.
010. 010. (FCC/TRT – 9ª REGIÃO/PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2022) Sobre 
o procedimento sumaríssimo, considere:
I – As demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional 
estão excluídas do procedimento sumaríssimo, salvo quando o objeto da ação for relativo 
à existência ou não de vínculo empregatício.
II – Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário-mínimo vigente na 
data da prolação da sentença da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
III – Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo, o pedido deverá ser 
certo ou determinado e indicará o valor correspondente; não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; e, a apreciação 
da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quarenta e cinco dias do seu ajuizamento, 
podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário 
da Vara do Trabalho.
IV – O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
V – Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação 
e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, já que após 
a produção probatória, estará precluso o direito à conciliação.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e II.
b) II e V.
c) IV.
d) I, III e IV.
e) III e V.
I – Errado. Tal exceção não existe no parágrafo único do art. 852-A da CLT.
II – Errado. Tal valor deve ser considerado na data do ajuizamento da ação (art. 852-A, 
caput, CLT).
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III – Errado. O erro está no prazo para sua apreciação (15 dias).
IV – Certo. É a regra do art. 852-D da CLT.
V – Errado. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da 
conciliação e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, 
em qualquer fase da audiência (art. 852-E da CLT).
Letra c.
011. 011. (FUNDATEC/PREFEITURA DE ESTEIO – RS/ADVOGADO/2022) Sobre o procedimento 
sumaríssimo, à luz do disposto na CLT, assinale a alternativa correta.
a) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo o pedido deverá ser certo 
e determinado, dispensando-se, contudo, a indicação do valor correspondente.
b) Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação 
e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em qualquer 
fase da audiência.
c) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo, a citação por edital 
observará o rito do Código de Processo Civil.
d) Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação 
e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, até a 
contestação.e) Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que 
requeridas previamente.
a) Errada. A indicação de valor em cada pedido é condição, também, no procedimento 
sumaríssimo (art. 852-B, I, CLT).
b) Certa. É a regra literal do art. 852-E da CLT.
c) Errada. É proibida a citação por edital no procedimento sumaríssimo (art. 852-B, II, CLT).
d) Errada. Tal providência é cabível em qualquer fase da audiência e do processo (art. 852-
E da CLT).
e) Errada. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, ainda 
que não requeridas previamente (art. 852-H da CLT).
Letra b.
012. 012. (FUNDATEC/CEASA-RS/ANALISTA/ADVOGADO/2022) No processo do trabalho, o 
procedimento sumaríssimo:
a) É utilizado para as causas cujo valor da causa não exceda a dois salários mínimos.
b) Comporta pedido determinado ou genérico, mas é necessário indicar o valor correspondente.
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c) Admite citação por edital.
d) Não admite conciliação.
e) Não pode ser utilizado em demandas nas quais atue como parte a administração pública 
direta, autárquica e fundacional.
a) Errada. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo 
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento 
sumaríssimo (art. 852-A da CLT).
b) Errada. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo, o pedido deverá 
ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente (art. 852-B, I, CLT).
c) Errada. É proibida a citação por edital no procedimento sumaríssimo (art. 852-B, II, CLT).
d) Errada. A conciliação é admitida (art. 852-E da CLT).
e) Certa. É a regra do parágrafo único do art. 852-A da CLT.
Letra e.
013. 013. (INSTITUTO AOCP/CÂMARA DE TERESINA – PI/ASSESSOR JURÍDICO LEGISLATIVO/2021) 
José ingressou com uma ação trabalhista que tramitou perante a Vara do Trabalho de Teresina 
pelo procedimento sumaríssimo. Quanto ao mencionado rito, assinale a alternativa correta.
a) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo vigente 
na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
b) Ficam excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
Pública direta, autárquica e fundacional.
c) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento dependentemente de intimação.
d) As partes serão intimadas da sentença posteriormente à audiência em que prolatada
e) As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de dez dias.
a) Errada. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo 
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento 
sumaríssimo (art. 852-A da CLT).
b) Certa. É a regra do parágrafo único do art. 852-A da CLT.
c) Errada. As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência 
de instrução e julgamento independentemente de intimação (art. 852-H, § 2º, CLT).
d) Errada. As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada 
(art. 852-I, § 3º, CLT).
e) Errada. As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de 
cinco dias (art. 852-H, § 6º, CLT).
Letra b.
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014. 014. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/2016) Quanto aos procedimentos ordinário e 
sumaríssimo previstos na Consolidação das Leis do Trabalho:
a) no sumaríssimo cada parte poderá ouvir até duas testemunhas.
b) no ordinário as testemunhas devem ser arroladas em 5 dias, sob pena de preclusão.
c) apenas no ordinário é possível a prova pericial, com adiamento da audiência para a sua 
realização.
d) no ordinário cada parte poderá ouvir até cinco testemunhas.
e) no sumaríssimo as testemunhas devem ser arroladas em 48 horas, sob pena de preclusão.
As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação (art. 852-H, § 2º, CLT). Ademais:
somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova técnica, 
incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito (art. 852-H, § 4º, CLT).
Letra a.
015. 015. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2016) Zeus ajuizou 
reclamação trabalhista em face de seu empregador que tramita pelo rito sumaríssimo, 
convidando verbalmente as suas testemunhas. Ocorre que, na audiência designada, as 
testemunhas não compareceram e não houve nenhuma comprovação sobre o convite feito 
às mesmas. No caso:
a) as testemunhas deverão ser intimadas em razão do princípio da busca da verdade real, 
impondo-se o adiamento da audiência.
b) a audiência prosseguirá porque somente será deferida intimação de testemunha que, 
comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
c) a audiência será adiada para outra data e as testemunhas deverão comparecer 
espontaneamente, sob pena de pagamento de multa, além da preclusão da prova.
d) no rito sumaríssimo não cabe condução coercitiva de testemunhas ou adiamento de 
audiência por tal motivo, mas para garantir a paridade de tratamento, deverá o juiz encerrar 
a instrução processual sem ouvir testemunhas da reclamada.
e) as testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente uma vez que não se pode tolerar 
o descumprimento do dever cívico de colaboração com a Justiça.
Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de 
comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua 
imediata condução coercitiva (art. 852-H, § 3º, CLT).
Letra b.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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016. 016. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2016) Hercules 
ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Deuses da Paixão S/A, pretendendo o 
pagamento de indenização por dano moral e adicional de insalubridade. O valor da somatória 
dos dois pedidos não ultrapassa 40 vezes o salário mínimo na data do ajuizamento. Para 
tentar provar suas alegações, o reclamante pretende ouvir cinco testemunhas, bem como 
requerer a prova pericial. Nessa situação, em relação à matéria de provas:
a) poderá ouvir somente duas testemunhas e deve ser realizada a prova pericial.
b) poderá ouvir três testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em razão do 
rito processual.
c) todas as cinco testemunhas podem ser ouvidas e deve ser realizada a prova pericial.
d) somente poderá ouvir duas testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em 
razão do rito processual.
e) poderá ouvir três testemunhas desde que a reclamada também traga trêstestemunhas 
e deve ser realizada a prova pericial.
As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação (art. 852-H, § 2º, CLT). Ademais:
Somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova técnica, 
incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito (art. 852-H, 
§ 4º, CLT).
Letra a.
017. 017. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/SP/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Cibele 
ajuizou reclamação trabalhista escrita requerendo a condenação da Empresa X em horas 
extras, equiparação salarial e adicional de insalubridade. Na petição inicial constou a 
designação do juízo, a qualificação das partes, mas sem indicação do CNPJ da Reclamada, 
a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido a ser liquidado em fase de 
execução, uma vez que o valor depende da produção de provas, a data e a assinatura do 
advogado de Cibele. Deu o valor da causa de R$ 60.000,00. Nesse caso, e de acordo com a 
legislação vigente, a petição inicial:
a) não atende aos requisitos legais, uma vez que é obrigatória a indicação da qualificação 
das partes, inclusive com o número de seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.
b) atende aos requisitos legais, uma vez que somente no procedimento sumaríssimo os 
pedidos devem ser certos e determinados.
c) não atende aos requisitos legais, uma vez que o pedido deve ser certo, determinado e 
com indicação de seu valor.
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d) atende aos requisitos legais somente no tocante às horas extras e equiparação salarial, 
uma vez que o adicional de insalubridade para ser deferido e fixado, depende de produção 
de prova pericial, não podendo ser liquidado de imediato.
e) atende aos requisitos legais somente no tocante à equiparação salarial, uma vez que as 
horas extras dependem de prova a ser produzida em instrução processual para delimitar o seu 
montante, não podendo liquidadas de imediato, e o adicional de insalubridade, igualmente, 
depende de prova pericial para fixação do grau em que se enquadra, se deferido.
A alternativa envolve os requisitos da petição inicial (art. 840, § 1º, da CLT) e busca avaliar 
se o candidato sabe quais são os requisitos obrigatórios, cujo não preenchimento prejudica 
a validade da reclamação trabalhista. Como dissemos em aula, a indicação do número do 
CNPJ é facultativa, isto é, não é requisito da petição inicial trabalhista, embora facilite 
muito a individualização da pessoa jurídica envolvida. Por outro lado, a indicação do valor, 
a partir da entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, é obrigatória.
O gabarito restringiu-se a cobrar a alteração da Reforma no art. 840, § 1º, da CLT.
Letra c.
018. 018. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Sobre 
audiência e procedimento:
a) os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na 
data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo, exceto 
nas demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional, 
cujo valor da ação não poderá exceder a sessenta salários mínimos.
b) no procedimento ordinário, a reclamação escrita deverá conter a designação do juízo, 
a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, 
que poderá ser certo, determinado e com ou sem indicação de valor, a data e a assinatura 
do reclamante ou de seu representante.
c) oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento de seu advogado, desistir da ação.
d) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto 
que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente, não sendo 
necessário ser empregado da empresa.
e) no procedimento ordinário e sumaríssimo, as testemunhas, até o máximo de duas para 
cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente 
de intimação.
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a) Errada. A Administração Direta, autárquica ou fundacional estará sempre excluída do 
rito sumaríssimo, independentemente do valor da causa.
b) Errada. Deverá, sim, haver indicação do valor de cada pedido de natureza pecuniária.
c) Errada. Após a contestação, o reclamante só poderá desistir com o consentimento do 
reclamado, na verdade.
d) Certa. É a regra do art. 843, §§ 1º e 3º, da CLT, com especial atenção ao § 3º, que é 
novidade da Reforma. Esse assunto não foi tratado nesta aula, mas foi na aula sobre as 
Partes e Procuradores e na aula sobre as audiências.
e) Errada. No ordinário, o limite é de 3 testemunhas para cada parte. No sumaríssimo, é de 2.
Letra d.
019. 019. (FCC/TRT – 6ª REGIÃO/PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Conforme 
previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, em relação aos dissídios individuais 
trabalhistas que tramitam pelo rito sumaríssimo:
a) o valor da causa não pode exceder a vinte vezes o salário mínimo nacional vigente na 
data da primeira audiência.
b) incumbe ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado, devendo ser 
feita a citação por edital, se não houver essa indicação.
c) serão decididos, em cinco dias, todos os incidentes e exceções que possam interferir no 
prosseguimento da audiência e do processo, sendo que as demais questões serão resolvidas 
na sentença.
d) estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
pública direta, autárquica e fundacional.
e) as testemunhas, até o máximo de três para cada parte, como regra, serão intimadas 
para comparecer em audiência.
a) Errada. O valor que não pode ser excedido é de 40 salários mínimos, e na data do 
ajuizamento, na verdade.
b) Errada. A citação por edital é proibida no rito sumaríssimo.
c) Errada. Todos os incidentes e exceções que possam interferir no prosseguimento da 
audiência e do processo deverão ser resolvidos de plano, isto é, imediatamente. As outras 
questões, de fato, serão resolvidas na sentença (art. 852-G da CLT).
d) Certa. É a regra do art. 852-A, parágrafo único, da CLT.
e) Errada. No rito sumaríssimo, o limite máximo de testemunhas é de duas para cada parte, 
e deverão comparecer independentemente de intimação (art. 852-H, § 2º, CLT).
Letra d.
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020. 020. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) O Processo Judiciário do Trabalho 
estipula alguns ritos ou procedimentos próprios com regras diferenciadas para a sua 
condução. Conforme previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, o limite legal 
do número de testemunhas para cada parte para os dissídios individuais que tramitampelo 
rito sumaríssimo, rito ordinário e inquérito para apuração de falta grave, é respectivamente:
a) duas, três e cinco.
b) duas, três e seis.
c) duas, cinco e seis.
d) três, cinco e cinco.
e) três, seis e duas.
Tais limites estão nos artigos 852-B, § 2º, e 821 da CLT.
Letra b.
021. 021. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO/MS/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) O trabalhador Ulisses ingressou com dissídio individual em face da empresa 
Delta Produtos e Games Digitais, reivindicando o pagamento de horas extraordinárias e a 
comissão de um mês que não foi paga, atribuindo à causa o valor de 10 salários mínimos. 
A legislação processual trabalhista autoriza que o reclamante possa convidar, como 
testemunhas, até:
a) 2 no total.
b) 3 no total.
c) 2 para cada pedido.
d) 3 para cada pedido.
e) 5 no total.
O limite máximo, de duas testemunhas para cada parte, aplica-se de maneira global a 
todos os pedidos (duas no total, portanto).
Letra a.
022. 022. (FCC/TRT – 24ª REGIÃO/MS/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Com 
relação ao procedimento sumaríssimo, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que:
a) os dissídios individuais, cujo valor não exceda a 60 vezes o salário mínimo vigente na data 
do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
b) o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
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excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
c) estão incluídas no procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
pública direta, autárquica e fundacional.
d) sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á a parte contrária 
em até 5 dias, a critério do juiz.
e) em nenhuma hipótese admitir-se-á a realização de prova técnica, incumbindo ao juiz, 
quando sua realização for necessária, converter o rito para o procedimento ordinário.
a) Errada. O limite é de 40 salários mínimos.
b) Certa. É a regra literal do art. 852-D da CLT:
O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerado 
o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, 
impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de 
experiência comum ou técnica.
c) Errada. Tais pessoas jurídicas estão excluídas do rito sumaríssimo (art. 852-A, parágrafo 
único, CLT).
d) Errada. A parte deverá manifestar-se imediatamente sobre os documentos da parte 
contrária, somente podendo ter prazo para isso se, no momento, for absolutamente 
impossível manifestar-se sobre a integralidade dos documentos (art. 852-H, § 1º, CLT).
e) Errada. A prova técnica é admissível no caso de imposição legal (como adicional de 
insalubridade/periculosidade) ou quando a prova do fato, por natureza, exigir a análise técnica 
(como doença ocupacional). Nestes casos, a audiência pode ser cindida para realização de 
perícia (art. 852-H, § 4º, CLT).
Letra b.
023. 023. (FCC/TRT – 11ª REGIÃO/AM E RR/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017) Considere as seguintes hipóteses:
I – Na reclamação trabalhista Z o valor da causa é R$ 15.000,00 e as partes são Carolina e 
o Município S.
II – Na reclamação trabalhista Q o valor da causa é R$ 30.000,00 e as partes são Felícia e a 
empresa privada W.
III – Na reclamação trabalhista S o valor da causa é R$ 32.000,00 e as partes são Ana Clara 
e fundação pública Q.
IV – Na reclamação trabalhista W o valor da causa é R$ 35.000,00 e as partes são Marcela 
e autarquia municipal L.
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De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, NÃO estão submetidas ao procedimento 
sumaríssimo APENAS:
a) as reclamações trabalhistas III e IV.
b) a reclamação trabalhista I.
c) a reclamação trabalhista II.
d) as reclamações trabalhistas II e III.
e) as reclamações trabalhistas I, III e IV.
Reclamação n. I: não se submete ao rito sumaríssimo, porque o reclamado é Município, ente 
da Administração Pública Direta, independentemente do valor dado à causa.
Reclamação II: submete-se, sim, ao rito sumaríssimo, pois o valor da causa é inferior a 40 
salários mínimos e a reclamada é pessoa jurídica de direito privado.
Reclamação III: não se submete ao rito sumaríssimo, porque o reclamado é fundação pública 
(Administração Pública Fundacional), independentemente do valor dado à causa.
Reclamação IV: não se submete ao rito sumaríssimo, porque o reclamado é autarquia 
municipal (Administração Pública Autárquica), independentemente do valor dado à causa.
Letra e.
024. 024. (FGV/OAB/2013) José ajuizou reclamação trabalhista contra a empresa Libertação 
Ltda., valendo-se do procedimento sumaríssimo. Contudo, José não liquidou os pedidos.
De acordo com a CLT, o juiz deve:
a) conceder prazo de 10 dias para que José sane o vício.
b) enviar os autos ao calculista da Vara, que liquidará o pedido.
c) arquivar a reclamação trabalhista e condenar o autor em custas.
d) prosseguir na reclamação e enfrentar o assunto caso provocado pela ré.
Conforme o art. 852-B, inciso I, da CLT, nas reclamações do rito sumaríssimo o pedido 
deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente. Ademais, conforme o 
§ 1º deste artigo:
O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no 
arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa.
Letra c.
025. 025. (FGV/OAB/2018) Juca ajuizou ação trabalhista em face da sua ex-empregadora, 
empresa privada do ramo de mineração.
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Paulo também ajuizou ação, mas em face de seu ex-empregador, uma empresa de prestação 
de serviços, e do Município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para quem prestou serviços, 
requerendo a responsabilização subsidiária. Os respectivos advogados atribuíram o valor 
correspondente a 20 salários mínimos à causa de Juca e de 15 salários mínimos à causa 
de Paulo.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
a) A causa de Juca correrá sob o procedimento sumaríssimo e a de Paulo, sob o ordinário.
b) Ambas as causas correrão sob o procedimento sumaríssimo.
c) Ambas as causas correrão sob o procedimento ordinário.
d) A causa de Juca correrá sob o procedimento ordinário e a de Paulo, sob o sumaríssimo.
A causa de Juca teve valor inferior a 40 salários mínimos e foi ajuizada contra pessoa jurídica 
de direito privado. Logo, o rito em que sua reclamação se enquadrará será o sumaríssimo.
Por outro lado, a causa dePaulo, embora tenha valor igualmente inferior a 40 salários 
mínimos, envolve ente público da Administração Direta no polo passivo. Portanto, o rito 
da reclamação de Paulo será o ordinário, porque o art. 852-A, parágrafo único, exclui do 
rito sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica 
e fundacional.
Letra a.
026. 026. (FGV/OAB/2013) Seu escritório foi contratado pela empresa Alumínio Brilhante Ltda. 
para assisti-la juridicamente em uma audiência. Você foi designado(a) para a audiência. 
Forneceram-lhe cópia da defesa e dos documentos, e afirmaram que tudo já havia sido 
juntado aos autos do processo eletrônico. Na hora da audiência, tendo sido aberta esta, 
bem como os autos eletrônicos do processo, o juiz constatou que a defesa não estava nos 
autos, mas apenas os documentos.
Diante disso, o juiz facultou-lhe a opção de apresentar defesa. Nos exatos termos previstos 
na CLT, você deverá:
a) entregar a cópia escrita que está em sua posse.
b) aduzir defesa oral em 20 minutos.
c) requerer o adiamento da audiência para posterior entrega da defesa.
d) requerer a digitalização da sua defesa para a juntada no processo.
Conforme o art. 847 da CLT:
Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da 
reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as partes.
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Portanto, não sendo a defesa apresentada no sistema do PJ-e até o momento da audiência, 
a forma oral, em 20 minutos, será a única possível para impedir a revelia.
Letra b.
027. 027. (FGV/OAB/2016) Em audiência trabalhista sob o rito sumaríssimo, o advogado da ré 
aduziu que suas testemunhas estavam ausentes. Sem apresentar qualquer justificativa 
ou comprovante de comunicação às testemunhas, requereu o adiamento do feito. Diante 
disso, estando presentes as testemunhas do autor, o juiz indagou do advogado do autor 
se ele concordava ou não com o adiamento, requerendo justificativa.
Sobre o caso relatado, na qualidade de advogado do autor, assinale a afirmativa correta.
a) Deve concordar com o adiamento, já que ausentes as testemunhas, essas poderão ser 
intimadas para comparecimento na próxima audiência.
b) Deve se opor ao adiamento, requerendo o prosseguimento do feito, pois, não havendo 
comprovação do convite às testemunhas, a audiência não poderá ser adiada para intimação 
das mesmas.
c) Deve se opor ao adiamento imediato, requerendo a oitiva de suas testemunhas e protestar 
por depoimentos pessoais para, na próxima audiência, serem ouvidas as testemunhas da ré.
d) Deve concordar com o adiamento, pois a lei não exige justificativa ou comprovação de 
convite às testemunhas.
No rito sumaríssimo, só será deferida a intimação da testemunha cujo convite houver sido 
comprovado pela parte que a convidou (art. 852-H, § 3º). Portanto, o advogado deve estar 
atento a este detalhe, para aproveitar a falha do adversário em prol de melhor resultado 
em seu processo.
Letra b.
028. 028. (FGV/OAB/2015) Em sede de reclamação trabalhista sob o rito sumaríssimo, as 
testemunhas do autor não compareceram à audiência, apesar de convidadas verbalmente 
por ele. Na audiência, nada foi comprovado acerca da alegação do convite às testemunhas.
Diante disso, assinale a afirmativa correta.
a) A audiência deverá prosseguir, pois não cabe a intimação das testemunhas, uma vez que 
não foi comprovado o convite a elas.
b) As testemunhas deverão ser intimadas porque a busca da verdade real é um princípio 
que deve sempre prevalecer.
c) As testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente, porque não se admite que 
descumpram seu dever de cidadania.
d) O feito deverá ser adiado para novo comparecimento espontâneo das testemunhas.
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No rito sumaríssimo, só será deferida a intimação da testemunha cujo convite houver sido 
comprovado pela parte que a convidou (art. 852-H, § 3º). Portanto, a audiência deverá 
prosseguir, sem interrupção para intimação de testemunhas.
Letra a.
029. 029. (FGV/OAB/2015) Antônio é assistente administrativo na sociedade empresária Setler 
Conservação Ltda., que presta serviços terceirizados à União. Ele está com o seu contrato 
em vigor, mas não recebeu o ticket refeição dos últimos doze meses, o que alcança o valor 
de R$ 2.400,00 (R$ 200,00 em cada mês). Em razão dessa irregularidade, estimulada pela 
ausência de fiscalização por parte da União, Antônio pretende cobrar o ticket por meio 
de reclamação trabalhista contra a empregadora e o tomador dos serviços, objetivando 
garantir deste a responsabilidade subsidiária, na forma da Súmula 331 do TST.
Diante da hipótese, assinale a afirmativa correta.
a) A ação deverá seguir o procedimento ordinário, vez que há litisconsórcio passivo, sendo, 
em razão disso, obrigatório o rito comum.
b) A ação deverá seguir o procedimento sumaríssimo, uma vez que o valor do pedido é 
inferior a 40 salários mínimos.
c) A ação tramitará pelo rito ordinário porque um dos réus é ente público.
d) O autor poderá optar pelo procedimento que lhe seja mais vantajoso.
A causa de Antônio, embora tenha valor igualmente inferior a 40 salários mínimos, envolve 
ente público da Administração Direta no polo passivo. Portanto, o rito da reclamação de 
Antônio será o ordinário, porque o art. 852-A, parágrafo único, exclui do rito sumaríssimo 
as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
Letra c.
030. 030. (FGV/OAB/2013) Paulo ajuizou reclamação trabalhista pelo rito sumaríssimo em face 
da sua empregadora Carregada Ltda. Arrolou suas testemunhas na petição inicial e pediu 
a notificação das mesmas, solicitação que foi indeferida. Na audiência, o advogado de 
Paulo requereu o adiamento pela ausência das testemunhas, dizendo que protestava pelo 
indeferimento da notificação e por isso não convidou espontaneamente as testemunhas. 
O requerimento foi indeferido pelo juiz, que prosseguiu com a audiência.
Sobre a decisão do juiz, a partir da hipótese apresentada, assinale a opção correta.
a) A decisão foi equivocada, devendo ser deferido o adiamento, pois o prosseguimento do 
feito poderia gerar a nulidade por cerceamento de defesa.
b) A decisão foi correta, já que o procedimento sumaríssimo não contempla a oitiva de 
testemunhas.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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c) A decisão foi correta, pois o procedimento sumaríssimo não admite a intimação de testemunhas.
d) A decisão foi correta, pois no procedimento sumaríssimo as testemunhas deverão 
comparecer à audiência independentemente de intimação. Em caso de ausência e mediante 
comprovação de convite, as testemunhas serão intimadas.
Em nenhum dos ritos a intimação da testemunha ocorre antes da audiência. No rito ordinário, 
a intimação ocorre se elafaltar à audiência. No sumaríssimo, a intimação é possível quando, 
além de ela faltar em audiência, tiver comprovadamente sido convidada pela parte. Portanto, 
a decisão judicial está correta.
Letra d.
031. 031. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP/PROCURADOR/2017) O 
procedimento sumaríssimo trabalhista não se aplica às demandas em que:
a) é parte a Administração Pública direta, autárquica ou fundacional.
b) é parte a Administração Pública autárquica e fundacional, exclusivamente.
c) são partes a Administração Pública ou os sindicatos da categoria profissional.
d) há pedido expresso do reclamante para que seja observado o rito comum.
e) o empregador figura como autor.
Conforme o art. 852-A, parágrafo único, da CLT:
Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
Pública direta, autárquica e fundacional.
Letra a.
032. 032. (FUNDATEC/AL-RS/PROCURADOR/2018) Quanto ao procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Ficam submetidos os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário 
mínimo vigente na data da prolação da sentença.
b) Ficam submetidos os dissídios individuais e coletivos cujo valor não exceda a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
c) Estão excluídas as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica 
e fundacional.
d) Se necessário a citação por edital, o juiz determinará o prazo que variará entre 20 (vinte) e 
60 (sessenta) dias, fluindo da data da publicação única ou, havendo mais de uma, da primeira.
e) As testemunhas, até o máximo de três para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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a) Errada. O valor dos 40 salários mínimos é aferido de acordo com a data do ajuizamento 
da reclamação.
b) Errada. O rito sumaríssimo somente se aplica a dissídios individuais.
c) Certa. É a regra do art. 852-A, parágrafo único, da CLT.
d) Errada. É vedada a citação por edital no rito sumaríssimo.
e) Errada. No rito sumaríssimo, o limite máximo de testemunhas para cada parte é de duas.
Letra c.
033. 033. (QUADRIX/CRM-PR/ADVOGADO/2018) Com relação aos procedimentos nos dissídios 
individuais trabalhistas, julgue o item seguinte.
A reclamação trabalhista poderá ser verbal ou escrita e, nesse último caso, o pedido deverá 
ser certo, determinado e contar com a indicação de seu valor.
Essa é a mais nova regra incluída à redação do art. 840, § 1º, da CLT pela Reforma Trabalhista.
Certo.
034. 034. (CESPE/PGE-SE/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Empregado de empresa de serviços 
gerais e conservação que prestava serviços para uma autarquia ajuizou reclamação trabalhista 
em desfavor desta e de sua empregadora, pleiteando o pagamento de horas extras e dando 
à causa o valor equivalente a trinta e oito salários mínimos.
Considerando-se a legislação pertinente e o rito processual trabalhista, é correto afirmar 
que, nessa situação hipotética:
a) a demanda deverá, necessariamente, atender ao procedimento ordinário.
b) cada uma das partes poderá requerer a oitiva de até seis testemunhas.
c) em razão da obrigatoriedade de recurso no caso de a autarquia ser vencida na demanda, 
o magistrado não poderá tentar a conciliação.
d) a demanda deverá, necessariamente, atender ao procedimento sumaríssimo.
e) caso a petição inicial não apresente os pedidos liquidados, o processo será arquivado, 
com condenação ao pagamento de custas.
Outra questão envolvendo a exclusão da Administração Direita, autárquica e fundacional 
do rito sumaríssimo. Como uma das reclamadas seria uma autarquia, independentemente 
do valor da causa, o rito será ordinário.
Letra a.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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035. 035. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR/DIREITO/2017) A respeito do Direito Processual do 
Trabalho, julgue o item que se segue.
Nos dissídios individuais, a petição inicial, também conhecida como reclamação, pode ser 
escrita ou verbal, sendo que, quando verbal, deverá ser reduzida a termo pelo órgão auxiliar 
onde foi apresentada, adotando‐se, após, os demais procedimentos para as reclamações 
escritas.
Conforme o art. 840, § 2º, da CLT:
Se verbal, a reclamação será reduzida a termo, em duas vias datadas e assinadas pelo escrivão 
ou secretário, observado, no que couber, o disposto no § 1º deste artigo.
O servidor da Vara do Trabalho reduzirá a termo escrito a reclamação verbal do reclamante. 
Esse termo deverá ter os mesmos requisitos da reclamação (petição) escrita.
Certo.
036. 036. (FEPESE/CELESC/ADVOGADO/2018) Assinale a alternativa correta acerca do dissídio 
individual.
a) A reclamação verbal será reduzida a termo, em duas vias datadas e assinadas pelo autor 
da ação.
b) No dissídio individual, somente será possível a reclamação verbal quando o pedido for 
inferior a dez salários mínimos.
c) Protocolada e distribuída a reclamação, escrita ou verbal, ainda que eletronicamente, a 
qualquer tempo poderá o autor dela desistir sem o consentimento do reclamado.
d) Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas 
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
e) A reclamação, quando escrita, deverá conter a designação do juízo, a qualificação das 
partes, o dissídio, o pedido, dispensada a indicação de valor, a data e a assinatura do 
reclamante ou de seu representante.
a) Errada. A lei prevê que a assinatura será do secretário/escrivão (Diretor de Secretaria). 
Na prática, o reclamante também deve assinar. A questão restringiu-se ao texto literal da 
lei (art. 840, § 2º, CLT).
b) Errada. Não existe nenhuma limitação de valor para o oferecimento de reclamação verbal 
para redução a termo.
c) Errada. Após a apresentação da defesa, o reclamante só poderá desistir da reclamação 
com o consentimento do reclamado. Antes da defesa, o reclamante poderá, sim, desistir 
da reclamação sem tal anuência.
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d) Certa. É a regra do art. 842 da CLT.
e) Errada. Em lugar de “dissídio”, a lei fala em “breve exposição dos fatos” dos quais o dissídio 
tenha sido originado. Ademais, a lei, agora, exige a indicação de valor a cada pedido de 
natureza pecuniária.
Letra d.
037. 037. (IMA/PREFEITURA DE PENALVA/MA/ADVOGADO/2017) De acordo com a CLT, qual o 
prazo máximo para a apreciação da reclamação enquadrada no procedimento sumaríssimo?
a) 10 (dez) dias do seu ajuizamento.
b) 15 (quinze) dias do seu ajuizamento.
c) 20 (vinte) dias do seu ajuizamento.
d) 30 (trinta) dias do seu ajuizamento.
Conforme o art. 852-B, inciso III, da CLT, a reclamação do rito sumaríssimo terá apreciação 
no prazo máximo de quinze diasdo seu ajuizamento.
Letra b.
038. 038. (QUADRIX/SEDF/PROFESSOR SUBSTITUTO/DIREITO/2018) Com base na Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT), julgue o item seguinte acerca do processo do trabalho.
Os dissídios individuais submetidos ao rito sumaríssimo devem ser apreciados em até quinze 
dias, contados de seu ajuizamento.
Conforme o art. 852-B, inciso III, da CLT, a reclamação do rito sumaríssimo terá apreciação 
no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento.
Certo.
039. 039. (CESPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO/ÁREA JURÍDICA/2018) Carla Lopes ajuizou 
reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, Supermercados Onofre, que, há seis 
meses, demitiu três de seus dezoito empregados, entre eles, Carla. Em sua petição inicial, 
ela requereu valores devidos em razão de verbas rescisórias pagas a menor, adicional de 
insalubridade nunca pago ao longo do contrato de trabalho e danos morais decorrentes 
de assédio moral. Nessa reclamatória, foi atribuído como valor da causa o importe de 
cinquenta mil reais.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que segue.
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Basta que, na reclamação trabalhista, os pedidos de Carla tenham sido formulados de 
modo certo, determinado e com valor correspondente para que o dissídio tramite pelo 
procedimento sumaríssimo.
Está correto afirmar que os pedidos devem ser certos, determinados e com valor. Todavia, 
essas circunstâncias não são “bastantes” (suficientes) para que a reclamação tramite sob 
o rito sumaríssimo. É necessário, ainda, que a reclamação tenha valor inferior a 40 salários 
mínimos na época do ajuizamento.
Errado.
040. 040. (FAFIPA/FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA/PR/ADVOGADO/2017) O procedimento sumaríssimo 
está previsto nos artigos 852-A a 852-I da CLT. Desse modo, com base na literalidade da 
lei, marque a alternativa CORRETA.
a) O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor 
às regras de experiência comum ou técnica.
b) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo vigente 
na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
c) Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo se fará citação por edital, 
quando o autor não lograr êxito em encontrar o endereço do reclamado.
d) As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em duas audiências, 
sendo uma de conciliação e outra de instrução e julgamento, sob a direção de juiz presidente 
ou substituto, que poderá ser convocado para atuar simultaneamente com o titular.
a) Certa. É a regra literal do art. 852-D da CLT:
O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerado 
o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, 
impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de 
experiência comum ou técnica.
b) Errada. O erro está no limite, que na verdade é de 40 salários mínimos.
c) Errada. A citação por edital é proibida no rito sumaríssimo.
d) Errada. A audiência, no rito sumaríssimo, é una.
Letra a.
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041. 041. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/ADVOGADO/2017) Um auxiliar administrativo pretende 
ajuizar uma reclamatória trabalhista em face da empresa Zartech Tecnologias S/A, sua 
empregadora, pleiteando o pagamento de horas extras, adicional de insalubridade e outras 
indenizações, totalizando o valor de trinta salários mínimos vigente na data do ajuizamento 
da reclamação. Diante disso, a qual procedimento processual ficará submetida a ação, 
bem como qual é o momento da produção de provas e quantas testemunhas esse auxiliar 
poderá arrolar?
a) Procedimento sumaríssimo, com todas as provas produzidas em audiência e no máximo 
três testemunhas.
b) Procedimento ordinário, com parte das provas produzidas em audiência e até duas 
testemunhas.
c) Procedimento sumário, com provas produzidas nos autos e até três testemunhas.
d) Procedimento ordinário, com provas produzidas em audiência e até duas testemunhas.
e) Procedimento sumaríssimo, com todas as provas produzidas em audiência e até duas 
testemunhas.
Como o valor da causa é inferior a 40 salários mínimos e a reclamada é pessoa jurídica de 
direito privado, o rito é sumaríssimo. Nesse rito, o limite máximo de testemunhas é de 2 
para cada parte, no total, e todas as provas serão, em regra, produzidas em audiência, 
mesmo que não tenham sido requeridas antes dela (art. 852-H, caput, CLT).
Letra e.
042. 042. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
No processo do trabalho, o indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada 
de documento indispensável à propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, 
somente é cabível se, após intimada para suprir a irregularidade em 15 dias, mediante 
indicação precisa do que deve ser corrigido ou completado, a parte não o fizer.
É o texto literal da Súmula 263 do TST, que abarca a circunstância do indeferimento da 
petição inicial trabalhista. Lembre-se: se a tendência do examinador for, evidentemente, de 
cobrar o texto literal da súmula, será recomendável assinalar a alternativa que corresponder 
a ela, mesmo que a Reforma pareça, em primeira análise, ter criado regra distinta.
Certo.
043. 043. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
Se o reclamado não apresentar sua defesa no sistema do processo judicial eletrônico até a 
data da audiência, optando por oferecer defesa oral por vinte minutos, o reclamante, antes 
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da defesa, poderá requerer o aditamento da reclamação trabalhista, o qual não dependerá 
de concordância do reclamado para ser deferido.
É exatamente o contexto que decorre da adaptação do aditamento ao processo do trabalho. 
Carlos Henrique Bezerra Leite defende essa forma de tramitação do aditamento, e é seguido 
por grande parte da jurisprudência.
Certo.
044. 044. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
Se a reclamação trabalhista não atender aos requisitos formais estabelecidos na CLT, como 
a indicação de valor a cada pedido deduzido, ela será extinta sem resolução do mérito.
Lembre-se: quando a tendência do examinador for cobrar o texto da Reforma, será 
recomendável levá-la em conta para assinalar o gabarito. Neste caso, o item sob julgamento 
está em direta conformidade com o art. 840, § 3º, da CLT).
Certo.
045. 045. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
A parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema do processo judicial eletrônico até 
a audiência.é importantíssima, pois foi inserida pela Reforma Trabalhista. O 
estudo deste parágrafo ocorrerá no subtítulo n. 3.4. desta aula, destinado especialmente 
à desistência da reclamação trabalhista.
Após a notificação inicial, via de regra, ocorrerá a audiência inicial. Diz-se que ela é inicial 
porque, no procedimento ordinário, existem três audiências:
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1ª auDIÊNcIa: auDIÊNcIa De coNcIlIaÇÃo
Nesta, o juiz ouvirá das partes eventuais propostas de acordo e, em caso de intransigência 
ou injustiça da proposta, o juiz fará sua proposta de conciliação. É o que diz o art. 846 da CLT:
Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação.
Se a conciliação não ocorrer, mesmo após tentativas válidas do juiz, o reclamado deverá 
apresentar sua defesa de forma oral, em 20 minutos, caso ainda não tenha protocolado 
defesa escrita no PJ-e. É o que dispõe o art. 847 da CLT:
Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da 
reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as partes.
Na prática, a leitura da reclamação nunca ocorre. No texto da lei, por sua vez, o 
procedimento é, sucessivamente, o seguinte:
Juiz propõe a conciliação. 
Não havendo conciliação, a reclamação é lida 
na íntegra, salvo se as partes, mutuamente, 
dispensarem essa leitura, caso em que essa 
etapa não ocorrerá. 
O reclamado apresentará defesa de forma 
oral, em 20 minutos, se ainda não a tiver 
oferecido de forma escrita no sistema do PJe. 
2ª auDIÊNcIa: auDIÊNcIa De INstruÇÃo
Nesta audiência, o juiz atuará em busca da produção de provas em que possa se basear 
para proferir futura sentença, caso as partes não cheguem a um acordo antes dela.
No momento em que a audiência de instrução se inicia, a defesa do reclamado já foi 
oferecida, seja de forma escrita, seja de forma oral, pois o momento mais tardio para 
apresentar defesa é na primeira audiência, de forma oral. Portanto, a audiência de instrução 
iniciar-se-á já com a busca da prova. É o que dispõe o art. 848 da CLT:
Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, podendo o presidente, ex officio ou a 
requerimento de qualquer juiz temporário, interrogar os litigantes.
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 Obs.: Esse “interrogatório”, atualmente, é o depoimento pessoal do reclamante e do 
reclamado. Àquilo que a CLT chama de “interrogatório” aplicam-se as regras do CPC 
relativas ao depoimento pessoal. Estudaremos esse meio de prova na aula sobre 
provas, mas desde já adianto que o depoimento pessoal tem por principal objetivo 
obter-se a confissão da parte, por meio de afirmações que vão contra alegações 
dela em suas peças juntadas aos autos.
É necessário que ambas as partes estejam presentes na audiência de instrução, sob pena 
de confissão ficta. Estudaremos melhor esse fenômeno na aula sobre as audiências, mas 
já adianto, também, que a confissão ficta consiste na presunção de veracidade de todas as 
fundamentações da parte contrária na audiência de instrução. Nesse caso, a consequência 
é idêntica para o reclamante e para o reclamado (ao contrário da ausência na audiência 
inicial, que causa revelia para um e arquivamento para outro).
AUDIÊNCIA 
DE 
INSTRUÇÃO 
NECESSÁRIA 
presença de 
AMBAS as 
partes 
sob PENA CONFISSÃO 
FICTA 
Após o depoimento pessoal (interrogatório) das partes, qualquer delas poderá retirar-
se da audiência, desde que seu advogado nela permaneça. Imagine uma hipótese em que 
a parte está com tempo curtíssimo, por ter um voo marcado para as 15:00, e a audiência 
inicia-se às 14:00. Nesse caso, ela deve comparecer sob pena de confissão ficta, mas 
poderá retirar-se após seu depoimento pessoal, ou após a dispensa de seu depoimento 
(interrogatório). É a regra do art. 848, § 1º, da CLT:
Findo o interrogatório, poderá qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instrução com 
o seu representante.
Conforme o art. 848, § 2º, da CLT:
Serão, a seguir, ouvidas as testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver.
Este rol de produção probatória em audiência é aberto. Caso devam ser analisados 
outros elementos probatórios em audiência, eles serão analisados. Às vezes, alguma parte 
pretende que, em audiência, seja visto um vídeo, ou ouvido um áudio, por exemplo.
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É muito rara a oitiva de peritos e assistentes técnicos em audiência. Geralmente, a 
atuação destes sujeitos encerra-se em laudos e esclarecimentos escritos. A lei, contudo, 
prevê a possibilidade de eles serem ouvidos na audiência de instrução.
No procedimento ordinário (ora em estudo), o número máximo de testemunhas é 
de TRÊS para cada parte (art. 821 da CLT). Este número é diferente no sumaríssimo e no 
inquérito judicial para apuração de falta grave. No inquérito, o limite é de seis para cada parte.
De modo geral, a produção de toda e qualquer prova deve ocorrer na audiência de instrução. 
Caso alguma, por sua natureza, não possa ser produzida em audiência (como expedição 
de ofícios a outras entidades para fornecimento de informações, requisição de imagens 
de câmeras de segurança, dentre outras), pelo menos o requerimento dessa prova deve 
ser feito, no mais tardar, na audiência de instrução.
Após a audiência de instrução, as partes não mais poderão produzir quaisquer provas.
Veja o que diz o art. 850 da CLT:
Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação, 
e não se realizando esta, será proferida a decisão.
Após a produção de todas as provas necessárias (testemunhas, peritos etc.), as partes 
poderão sustentar suas razões finais, por no máximo 10 minutos cada uma. As razões finais 
servem para esclarecer pontos abordados por diferentes provas, de modo que a parte que 
está arrazoando possa mostrar ao juiz a melhor forma de interpretar uma prova ou um 
conjunto de provas produzidas.
DICA
É um grande erro repetir alegações da petição inicial ou da 
contestação nas razões finais, sem uma correlação com as 
provas produzidas .
Na prática, muitas vezes, os juízes permitem que as razões finais sejam oferecidas de 
forma escrita, por meio de petições nos autos, após a audiência. Pela lei, as razões finais 
devem ser orais em audiência, o que dá expressão ao princípio da oralidade.
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DIreIto ProcessualSe não a apresentar pelo sistema do processo judicial eletrônico, o reclamado 
deverá oferecer sua defesa de forma oral em audiência, pelo prazo de vinte minutos.
São, respectivamente, as regras dos artigos 847, parágrafo único, e caput do mesmo artigo, 
da CLT.
Certo.
046. 046. (INÉDITA/2015) Julgue o item subsequente:
No procedimento sumaríssimo, o prazo para as partes manifestarem-se sobre o laudo 
pericial é sucessivo de cinco dias.
O prazo, embora realmente seja de cinco dias, é comum, correndo no mesmo espaço de 
tempo para ambas as partes.
Errado.
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047. 047. (INÉDITA/2015) O réu, em sede de reclamação trabalhista, ajuizada em 20/04/2018, 
apresentou defesa no processo eletrônico, a qual não foi oferecida sob sigilo. Feito o pregão, 
logo após a abertura da audiência, a parte autora manifestou interesse em desistir da ação.
Sobre a desistência da ação pela parte autora, assinale a afirmativa correta.
a) O juiz deverá, imediatamente, homologar a desistência.
b) Não é possível desistir da ação após a propositura desta.
c) Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento do reclamado, desistir da ação.
d) O oferecimento da defesa pelo réu em nada se relaciona à questão da desistência de 
pedidos ou da demanda.
Após a contestação, o reclamante só poderá desistir com o consentimento do reclamado. 
Ademais, a regra cobrada pela alternativa correta reproduz a literalidade da nova regra do 
art. 841, § 3º, da CLT:
Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o consentimento 
do reclamado, desistir da ação.
Letra c.
048. 048. (CESPE/PGM/CAMPO GRANDE/MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) De acordo com 
a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativos ao jus postulandi, à 
reclamação e às provas no processo do trabalho.
Na reclamação trabalhista feita por escrito, o pedido deverá ser certo, determinado e com 
indicação do valor, sob pena de ser julgado extinto sem resolução do mérito.
A ausência de pedido certo, determinado e devidamente valorado acarreta a extinção sem 
resolução do mérito, por falta de pressuposto processual. É a regra do art. 840, § 1º, da 
CLT, aplicável principalmente ao procedimento ordinário:
Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a 
breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado 
e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante.
O § 3º do mesmo artigo dispõe:
Os pedidos que não atendam ao disposto no § 1º deste artigo serão julgados extintos sem 
resolução do mérito.
Certo.
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
049. 049. (CESPE/SEDF/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL/DIREITO E LEGISLAÇÃO/2017) No 
que se refere aos procedimentos, à reclamação, à prescrição e à competência na justiça do 
trabalho, julgue o item que se segue.
Em procedimento sumaríssimo, apenas se admite o ajuizamento de reclamação trabalhista 
contra um estado da Federação se o valor do dissídio individual não exceder a quarenta 
vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da ação.
A participação de um Estado federado afasta, de forma absoluta, a possibilidade de 
tramitação do feito em procedimento sumaríssimo. A regra do art. 852-A, parágrafo único, 
é imperativa neste sentido. Não há condição que permita a participação de ente público 
em procedimento sumaríssimo.
Errado.
050. 050. (CESPE/PGE-AM/PROCURADOR DO ESTADO/2016) Julgue o seguinte item, relativos 
aos procedimentos adotados em dissídios individuais da justiça do trabalho.
Estado da Federação pode figurar no polo passivo de demanda individual trabalhista de rito 
sumaríssimo; nesse caso, se for deferida prova pericial, a fazenda estadual será intimada 
a manifestar-se sobre o laudo no prazo dobrado de dez dias.
A participação de um Estado federado afasta, de forma absoluta, a possibilidade de 
tramitação do feito em procedimento sumaríssimo. A regra do art. 852-A, parágrafo único, 
é imperativa neste sentido. Não há condição que permita a participação de ente público 
em procedimento sumaríssimo.
Errado.
051. 051. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO 
– ÁREA V/2014) A respeito dos vícios do ato processual e do procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
É comum, no âmbito laboral, a utilização, pelas partes, do chamado protesto nos autos, em 
que o litigante já registra na ata de audiência a nulidade relativa ou absoluta, visando evitar 
a convalidação do ato. Entretanto, caso o juiz não conceda a palavra para consignação dos 
protestos, deverá a parte arguir a nulidade nas razões finais.
Professor, este é exatamente o entendimento que você citou em aula . como posso ter Professor, este é exatamente o entendimento que você citou em aula . como posso ter 
errado a questão?errado a questão?
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Querido(a) aluno(a), as nulidades absolutas não se sujeitam a convalidação. Portanto, se 
as partes “esquecerem” de registrar seus protestos em face de uma nulidade absoluta, 
esta não se convalidará, e poderá ser suscitada em qualquer tempo e grau de jurisdição. 
O entendimento citado em aula (registro de protestos com renovação em razões finais) 
restringe-se às nulidades relativas, que se sujeitam a convalidação em caso de ausência 
de impugnação imediata. É a regra do art. 795 da CLT:
As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão 
argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.
Errado.
052. 052. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO 
– ÁREA V/2014) A respeito dos vícios do ato processual e do procedimento sumaríssimo no 
processo do trabalho, julgue o item que se seguem.
O procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho aplica-se às ações plúrimas, desde 
que o valor total dos pedidos para cada reclamante não exceda a quarenta vezes o valor 
do salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
O limite de valor do procedimento sumaríssimo (40 salários mínimos) deve ser considerado de 
forma global. O valor da causa é o fator objetivo determinante do procedimento processual 
a ser adotado, e independe do número de litigantes. Logo, havendo cinco litisconsortes 
cujos créditos, somados, totalizem montante maior que 40 salários mínimos, deverá ser 
observado o rito ordinário.
Errado.
053. 053. (CESPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) Julgue os itens subsequentes, relativos ao 
procedimento sumaríssimo na justiça do trabalho.
Não é cabível a citação por edital no procedimento sumaríssimo.
Trata-seda regra do art. 852-B, inciso II, da CLT:
Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo (...) não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
Certo.
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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054. 054. (CESPE/EBC/ANALISTA/ADVOCACIA/2011) Com relação aos procedimentos ordinário 
e sumaríssimo, julgue o item que se segue.
No procedimento sumaríssimo, o magistrado está dispensado do relatório no tocante à sentença.
De fato, o relatório é facultativo (dispensado) no procedimento sumaríssimo. É a regra do 
art. 852-I, caput:
A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo, com resumo dos fatos relevantes 
ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
Certo.
055. 055. (CESPE/SERPRO/ANALISTA/ADVOCACIA/2010) Quanto ao procedimento sumaríssimo, 
julgue o item a seguir.
A ausência de pedido certo e determinado e da indicação correta do endereço do reclamado 
é causa para o arquivamento da reclamação trabalhista, assim como a condenação do 
reclamante em custas sobre o valor da causa.
Conforme o art. 852-B, § 1º, da CLT:
O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no 
arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa.
Os incisos I e II, a que se refere tal parágrafo, tratam justamente dos seguintes requisitos 
da petição inicial no procedimento sumaríssimo:
I – o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente;
II – não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço 
do reclamado.
Certo.
056. 056. (CESPE/TRT – 21ª REGIÃO/RN/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) Julgue 
os itens seguintes, considerando o procedimento ordinário e o sumaríssimo.
No procedimento sumaríssimo, caso o reclamado esteja em local incerto e não sabido, 
proceder-se-á a citação por edital.
É vedada a citação por edital no procedimento sumaríssimo. Trata-se da regra do art. 852-
B, inciso II, da CLT:
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo (...) não se fará citação por edital, 
incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado.
Errado.
057. 057. (FGV/OAB/EXAME DA ORDEM UNIFICADO XLIII/PRIMEIRA FASE/2025) José Luiz ajuizou 
reclamação trabalhista em face de Lojas Internacionais Ltda., pleiteando verbas resilitórias 
e horas extras.
No dia da audiência, apesar de regularmente notificado, José Luiz injustificadamente não 
compareceu. Seu advogado, presente, requereu a dispensa de custas pela gratuidade de 
justiça, o que foi deferido pelo Juiz, com a concordância do réu e do respectivo advogado, 
também presentes na audiência.
Ação idêntica foi ajuizada um mês após o fato, e, de novo, José Luiz injustificadamente não 
compareceu, sendo que, dessa vez, uma hora após a audiência, ele compareceu à sala de 
audiência e disse ao Juiz e ao secretário da audiência que dormira demais, perdendo a hora, 
e, por isso, atrasou-se e não chegou no horário. Foi juntada certidão do fato ao processo, 
no qual, novamente, foi acolhido o seu requerimento de gratuidade de justiça.
As duas ações anteriormente ajuizadas foram extintas sem resolução do mérito. Agora, 
você foi procurado por José Luiz para, como advogado(a), ajuizar outra ação idêntica.
Sobre as consequências das ausências de José Luiz para o ajuizamento de outra demanda, 
assinale a afirmativa correta.
a) Ocorrerá a confissão do autor.
b) Não há penalidade, já que José Luiz, em ambas as situações, foi dispensado do pagamento 
das custas.
c) José Luiz incorrerá na pena da perempção, perdendo, pelo prazo de seis meses, o direito 
de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
d) José Luiz poderá reclamar imediatamente, mas, independentemente, da prescrição 
parcial quinquenal, será descontado do prazo da sua reclamação o período de seis meses.
A situação atrai a aplicação do art. 732, que prevê a pena de perempção de seis meses a 
quem causa o arquivamento de sua ação por duas oportunidades.
Letra c.
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	Sumário
	Apresentação
	Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos
	1. Dissídios Individuais
	2. Procedimentos Comum (Ordinário) e Sumaríssimo
	2.1. Procedimento Ordinário
	2.2. Procedimento Sumaríssimo
	2.3. Principais Diferenças: Ordinário x Sumaríssimo
	2.4. Procedimento Sumário
	3. Petição Inicial e Pedidos
	3.1. Requisitos
	3.2. Emenda
	3.3. Aditamento
	3.4. Desistência
	3.5. Indeferimento da Petição Inicial
	Resumo
	Mapas Mentais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito ComentadoDo trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
Após as razões finais orais (ou após a dispensa delas), o juiz deve propor, novamente, a 
conciliação, com vista a todas as dificuldades do processo, que, a partir da produção das 
provas, tornam-se mais evidentes e admissíveis pelas partes.
Há doutrinadores que defendem que as razões finais consistem no momento processual 
adequado para a renovação de protestos realizados em audiência. É o chamado “protesto 
antipreclusivo”. Explico.
Os chamados “protestos” são insurgências levantadas pelas partes no curso de uma 
audiência com o fim de evitar a convalidação de uma nulidade relativa. Trata-se de uma 
forma de impugnar, imediatamente, alguma medida adotada pelo juiz, ou o indeferimento 
de alguma medida solicitada pela parte. Dessa forma, em grau recursal, poderá a parte 
seguramente apoiar-se na nulidade de algum ato do juiz para reverter uma situação 
processual desfavorável.
Os protestos antipreclusivos possuem um fundamento remoto na CLT, em seu art. 795:
As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão 
argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.
Embora a CLT não preveja a figura do protesto nos autos, ela exige que as nulidades 
relativas sejam arguidas no primeiro momento em que a parte prejudicada tiver a palavra 
em audiência ou nos autos.
Entendimento do professor: as nulidades relativas, que se sujeitam à preclusão 
(convalidação), devem ser renovadas em razões finais pelo fato de as razões finais serem 
uma etapa processual expressamente prevista em lei. Os simples protestos em ata de 
audiência não configuram uma fase propriamente dita da audiência. Logo, a alegação da 
nulidade deve ser registrada numa etapa formal da audiência (razões finais), mesmo que 
de forma escrita, se o juiz deferir seu oferecimento desta forma.
 Obs.: As nulidades absolutas (como incompetência material do órgão) não precluem, razão 
pela qual, mesmo que a parte deixe de protestá-las, poderá alegá-las em qualquer 
tempo e grau de jurisdição.
EXEMPLO
A parte autora requer a oitiva de uma testemunha. O juiz indefere o requerimento, com 
fundamento na desnecessidade de novas provas para o fato. A parte autora, neste momento, 
poderá registrar em ata de audiência o seu protesto, de modo que, no futuro, poderá 
fundamentar eventual recurso em “cerceamento de defesa” ou outra razão pertinente.
Os protestos antipreclusivos, para muitos doutrinadores, devem ser renovados nas 
razões finais, quer orais, quer escritas.
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
DICA
a banca jamais chegaria ao ponto de cobrar a matéria 
de “protesto antipreclusivo em razões finais” se ela não 
conhecesse este posicionamento (de que os protestos 
deveriam ser renovados em razões finais). Portanto, se a 
banca abordar diretamente este entendimento, considere-o 
como válido. Afinal de contas, se a banca não conhecesse 
este entendimento, ela não o mencionaria .
Como a audiência de instrução, no procedimento ordinário, é separada da de conciliação, 
é muito comum que essa tentativa ocorra no início da audiência de instrução. Contudo, 
trabalhamos aqui com o esquema legal, que é cobrado em provas.
Ponto de discussão: A doutrina e a jurisprudência são divergentes acerca do número mínimo 
de tentativas de conciliação por parte do juiz na audiência trabalhista. É quase unânime que 
toda audiência trabalhista deve comportar proposta de acordo, isto é, pelo menos uma.
Uma considerável parte da doutrina e da jurisprudência entende que é obrigatória a 
formulação de proposta de conciliação, no mínimo, duas vezes. Como vimos, a lei obriga que 
uma proposta ocorra na abertura, antes da defesa, e outra ocorra após as razões finais, o 
que totaliza duas propostas.
Discute-se: se houver apenas uma proposta, o processo será nulo da audiência em diante? 
Ou uma só proposta, na abertura ou no final, seria suficiente? Não há uma tendência que 
se possa apontar como majoritária. A discussão é equilibrada.
AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO
Resumidamente, a Audiência de Instrução tem a seguinte sucessão cronológica:
1)
Depoimento pessoal (interrogatório) do reclamante e do reclamado.
 Obs.: Após o depoimento, as partes podem, se quiserem, retirar-se, desde que o advogado 
da parte retirante fique na audiência até o fim.
2)
Produção das demais provas (testemunhas, peritos, técnicos etc.).
 Obs.: até 3 testemunhas para cada parte.
3) Razões finais, pelo tempo de 10 minutos para cada parte.
4) Renovação da proposta de conciliação pelo juiz.
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
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3ª AUDIÊNCIA: AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO (OU DE ENCERRAMENTO)
Esta audiência, na realidade, não acontece com a presença das partes. Ela é apenas 
lançada no processo para efeitos de publicação da sentença definitiva.
Cabe citar novamente o art. 850 da CLT:
Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação, 
e não se realizando esta, será proferida a decisão.
Quando for designada a audiência de encerramento/julgamento, não haverá nenhuma 
oitiva das partes, mas somente publicação da decisão judicial. Logo, trata-se de uma 
audiência “fictícia”, a grosso modo.
AUDIÊNCIAS 
 RITO ORDINÁRIO: 
1ª AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO. 
2ª AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO. 
3ª 
AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO 
(ou de Encerramento). 
2 .2 . ProceDIMeNto suMarÍssIMo2 .2 . ProceDIMeNto suMarÍssIMo
O procedimento sumaríssimo tem peculiaridades em seção própria da CLT, composto pelos 
Artigos 852-A a 852-I. Os atos processuais e as audiências do procedimento sumaríssimo 
observarão as regras normais do procedimento ordinário, com exceção daquelas que forem 
incompatíveis com as peculiaridades dos referidos artigos.
De modo a abordar de forma sistemática os dispositivos específicos do procedimento 
sumaríssimo, farei comentários individualizados a cada um deles, com vistas à otimização 
do seu estudo.
Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo 
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a 
Administração Pública direta, autárquica e fundacional.
Você viu anteriormente que o procedimento (ordinário ou sumaríssimo) é definido em 
razão do valor da causa. Para ser do rito sumaríssimo, o processo deve envolver causa cujo 
valor não exceda a 40 salários mínimos, no valor da época do ajuizamento da ação. Essa 
é a regra geral.
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Veja que ocaput diz: “os dissídios INDIVIDUAIS”. Portanto, somente dissídios individuais 
submetem-se ao rito sumaríssimo, nunca os coletivos.
Entretanto, há pessoas específicas que, quando integrarem um dos polos do processo, 
tornarão necessário que o processo siga o rito ordinário.
RITO ORDINÁRIO 
NECESSÁRIO: 
União. 
Estados e DF. 
Municípios. 
Autarquias: 
Federais, estaduais, 
distritais e 
municipais. 
Fundações públicas 
de direito público: 
Federais, estaduais, 
distritais e 
municipais. 
Associações pública. (consórcios públicos 
de direito público.) 
Todas as pessoas citadas acima compõem a Administração Pública direta, autárquica 
ou fundacional, como diz o parágrafo único.
EXEMPLO
Valdete, auxiliar de limpeza, pretende ajuizar ação trabalhista contra sua ex-empregadora, 
a empresa Loucura Limpezas & Terceirização Ltda. Essa empresa prestou serviços à União, 
colocando à sua disposição auxiliares de limpeza, incluindo Valdete, para conservar-se a 
limpeza da Vara do Trabalho e da Vara Federal de determinada cidade. Valdete, em sua ação, 
pretende cobrar suas verbas rescisórias da empresa Loucura Limpezas & Terceirização Ltda., 
mas pretende, ainda, o reconhecimento de responsabilidade subsidiária da União pelo 
pagamento das verbas. Valdete, ao ajuizar a ação, dá à causa o valor de R$ 10.000,00.
Como a União integrará um dos polos da ação, o procedimento será ordinário, mesmo que 
o valor da causa seja inferior a 40 salários mínimos.
Isso cai muito em provas!
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Gustavo Deitos
Muitas questões de concursos tentam confundir o candidato, dizendo que o rito sumaríssimo 
não seria aplicável às empresas públicas e às sociedades de economia mista, por integrarem 
a Administração Pública indireta. Todavia, o art. 852-A, parágrafo único, é específico: os 
excluídos desse rito são os da Administração Pública Direta, autárquica e fundacional. As 
empresas estatais (empresas públicas e sociedades de economia mista) são como quaisquer 
das outras empresas do setor privado para esses efeitos.
Logo, o rito sumaríssimo é, sim, aplicável às empresas públicas e às sociedades de 
economia mista!
Inclusive, não há relevância alguma, para definição do rito procedimental, se a empresa 
pública ou a sociedade de economia mista presta serviços públicos ou atua em regime 
concorrencial. Todas elas submetem-se ao rito sumaríssimo se o valor da causa não exceder 
a 40 (quarenta) salários mínimos.
Nesse sentido, existe jurisprudência recente do Tribunal Superior do Trabalho:
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. LEI N. 13.467/2017. MINISTÉRIO 
PÚBLICO DO TRABALHO. APLICABILIDADE DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. EMPRESA 
PÚBLICA PRESTADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS EM REGIME NÃO CONCORRENCIAL. 
EBSERH. SENTIDO E ALCANCE DO ART. 852-A, PARÁGRAFO ÚNICO, DA CLT.
1 – Há transcendência jurídica quando se constata em exame preliminar discussão a 
respeito de questão nova, ou em vias de construção jurisprudencial, na interpretação 
da legislação trabalhista.
2 – O art. 852-A, parágrafo único, da CLT estabelece critério objetivo e pessoal para 
a restrição do acesso ao procedimento sumaríssimo. A opção legislativa norteou-se, 
exatamente, pela classificação da parte como ente público (Administração Pública 
direta) ou como entidade constituída como autarquia ou fundação pública. Logo, em 
face dessas pessoas, não pode o processo tramitar sob o rito sumaríssimo.
3 – A controvérsia justifica-se pelo fato de determinadas empresas públicas e sociedades 
de economia mista, como a EBSERH (empresa pública, com personalidade jurídica de 
direito privado, embora prestadora exclusivamente de serviços públicos em regime não 
concorrencial), terem direito a prerrogativas processuais próprias da Fazenda Pública, 
tais como o pagamento de débitos mediante o regime constitucional dos precatórios 
(art. 100 da Constituição Federal), o prazo dobrado para manifestarem-se nos autos 
(art. 183, § 1º, do CPC) e a intimação pessoal (art. 183, caput, do CPC). A atribuição 
de tais prerrogativas, todavia, não se baseia no mesmo critério que define as pessoas 
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sujeitas ao rito sumaríssimo. Essas prerrogativas dizem respeito, primordialmente, à 
forma de satisfação da obrigação e ao exercício de faculdades processuais nos autos. 
Por outro lado, a submissão ao rito sumaríssimo, no processo do trabalho, tem o 
potencial de restringir os meios de prova (art. 852-G, § 4º, CLT), a estrutura da 
decisão judicial (art. 852-I da CLT) e a fundamentação de recursos de natureza 
extraordinária (art. 896, § 9º, CLT e Súmula 442 do TST). Dessa forma, a interpretação 
de regra proibitiva de sujeição a tal rito deve ter resultado estático: nem extensivo, 
nem restritivo.
4 – Logo, em razão de o resultado interpretativo estático ser o mais adequado à 
controvérsia, o enunciado normativo do parágrafo único do art. 852-A da CLT deve ser 
compreendido de forma fiel a seu texto: é vedada a participação, no procedimento 
sumaríssimo, de entes públicos, autarquias e fundações públicas (de direito público ou 
de direito privado, já que o dispositivo não as distingue). Por conseguinte, a EBSERH, 
empresa pública, pode submeter-se ao rito sumaríssimo, quando o valor da causa, 
ao tempo do ajuizamento da ação, não exceder a quarenta salários mínimos (art. 
852-A, caput, CLT).
5 – Agravo de instrumento a que se nega provimento (AIRR-748-34.2020.5.13.0005, 
6ª Turma, Relatora Ministra Katia Magalhaes Arruda, DEJT 27/10/2023).
Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: (...)
Neste artigo, impõem-se alguns pressupostos processuais específicos ao rito 
sumaríssimo. Veja quais são:
I – o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente.
O legislador provavelmente usou “certo ou determinado” como adjetivos de igual sentido, 
neste caso. Tecnicamente, o pedido deve ser certo e determinado.
• PEDIDO CERTO: é o pedido explícito/expresso na reclamação trabalhista.
EXEMPLO
Pedido de condenação ao pagamento de horas extras é um pedido certo, enquanto 
“contraprestação por trabalho em tempo superior à carga horária normal” é um pedido incerto.
• PEDIDO DETERMINADO: é o pedido que, além de explícito, possui uma dimensão 
material especificada.
EXEMPLO
Condenação ao pagamento de trezentas horas extras laboradas.
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Por isso, o binômio certeza-determinação deve ser observado. O pedido, além de certo, 
deve ser determinado.
DICA
certeza: horas extras .
Determinação: trezentas .
Tendo em vista que o texto da lei diz “certo ou determinado”, considere correta eventual 
afirmação em prova que utilize o elemento alternativo “ou”.
Além de certo edeterminado, o pedido deve ter um valor específico. Esse requisito 
existe desde que o procedimento sumaríssimo foi criado pela Lei n. 9.957/2000. Toda a 
história de exigência de valor que surgiu a partir da Reforma Trabalhista só diz respeito ao 
rito ordinário, que, até antes da Reforma, não exigia a atribuição de valores aos pedidos. 
Trataremos disso com maior profundidade no título próprio desta aula.
RITO 
SUMARÍSSIMO: 
• Pressupostos 
Processuais. 
Pedido CERTO e 
DETERMINADO. 
II – não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço 
do reclamado;
No procedimento sumaríssimo, as únicas formas de notificação possíveis são:
• 1) Correios (via postal com aviso de recebimento);
• 2) Oficial de Justiça.
O rito sumaríssimo, por ter uma única audiência e ser apreciado em pauta mais 
breve, tem por principal característica a celeridade. Uma notificação por edital atrasaria 
consideravelmente o processo. Veja: o art. 257, inciso III, do CPC exige que seja dado um 
prazo mínimo de 20 e máximo de 60 dias para que o notificado por edital “leia” o edital. 
Somente após esse prazo é que o notificado será considerado ciente do teor da notificação. 
Logo, haveria contradição ao princípio da celeridade, o que fez o legislador proibir a citação 
por edital no rito sumaríssimo.
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III – a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, 
podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da 
Junta de Conciliação e Julgamento [Vara do Trabalho].
Eis aqui outro elemento característico do princípio da celeridade. Sempre que possível, 
a reclamação trabalhista que tramita sob o rito sumaríssimo deve ser apreciada no prazo 
máximo de 15 dias.
Em algumas Varas, pelo número de processos, é impossível que a apreciação ocorra 
neste prazo. A lei ordena que sejam apreciadas no prazo máximo de 15 dias, mas essa norma 
deve ser interpretada de maneira programática, tendo-se em vista a atual dificuldade de 
criação de Varas e de contratação de servidores.
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS ESPECÍFICOS AO RITO SUMARÍSSIMO
PEDIDO CERTO É o pedido explícito/expresso na reclamação trabalhista.
PEDIDO DETERMINADO
É o pedido que, além de explícito, possui uma dimensão material 
especificada.
- Além de certo e determinado, o pedido deve ter um valor específico.
- Não pode ser feita citação por edital. No procedimento sumaríssimo, as únicas formas de 
notificação possíveis são:
1) Correios (via postal com aviso de recebimento);
2) Oficial de Justiça.
- A apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de 15 (quinze) dias do seu ajuizamento.
§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos incisos I e II deste artigo importará 
no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa.
Tal “arquivamento” é em essência extinção do processo sem resolução do mérito, por 
falta de pressuposto processual. Essa consequência ocorrerá quando:
A
R
Q
U
IV
A
M
EN
TO
 
1) O reclamante não fornecer o correto endereço do reclamado, 
para sua regular notificação (a notificação por edital é proibida). 
2) O reclamante deduzir pedidos incertos. 
3) O reclamante deduzir pedidos indeterminados. 
4) O reclamante não atribuir valor específico aos pedidos. 
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§ 2º As partes e advogados comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso 
do processo, reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado, 
na ausência de comunicação.
A correção/atualização do endereço é total responsabilidade da parte e do advogado. 
Tão logo a pessoa mude de endereço, deverá proceder à atualização no processo.
Art. 852-C. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em audiência 
única, sob a direção de juiz presidente ou substituto, que poderá ser convocado para atuar 
simultaneamente com o titular.
Aqui está a regra da audiência única. Todas aquelas etapas de conciliação, instrução 
(testemunhas, peritos, técnicos etc.) e julgamento são programadas para ocorrerem 
num único evento. Trata-se de uma concentração de todas aquelas fases que elencamos 
anteriormente. Veja como ficará a sequência dessa audiência:
PROCEDIMENTO DA AUDIÊNCIA ÚNICA 
• 1º Juiz propõe a conciliação. 
• 2º Não havendo conciliação, a reclamação é lida na íntegra, salvo se as 
partes, mutuamente, dispensarem essa leitura, caso em que essa etapa 
não ocorrerá. 
• 3º O reclamado apresentará defesa de forma oral, em 20 minutos, se 
ainda não a tiver oferecido de forma escrita no sistema do PJ-e. 
• 4º Depoimento pessoal (interrogatório) do reclamante e do reclamado. 
• Obs.: Após o depoimento, as partes podem, se quiserem, retirar-se, 
desde que o advogado da parte retirante fique na audiência até o fim. 
• 5º Produção das demais provas (testemunhas, peritos, técnicos etc.). 
• Obs.: No procedimento sumaríssimo, existe regra especial permitindo 
somente até DUAS testemunhas para cada parte (número diferente do 
rito ordinário). 
• 6º Razões finais, pelo tempo de 10 minutos para cada parte. 
• 7º Renovação da proposta de conciliação pelo juiz. 
• 8º Julgamento. 
Na prática, a prolação da sentença ( julgamento) também ocorre a distância, e não na 
própria audiência. Pelo texto da lei, o julgamento deveria ocorrer na audiência, e é isso 
o que pode ser cobrado em provas.
Art. 852-D. O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, 
considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar 
excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às 
regras de experiência comum ou técnica.
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Neste artigo, encontramos expressão de dois princípios do direito processual:
PRINCÍPIOS 
DO DIREITO 
PROCESSUAL: 
Inquisitivo. 
Da 
Imediatidade 
ou Imediação. 
• Princípio Inquisitivo: O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as 
provas a serem produzidas, considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo 
limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou protelatórias.
− O poder do juiz para aceitar ou rejeitar meios de prova oferecidos pelas partes 
encontra-se dentro da essência do princípio inquisitivo. Poeticamente, “o juiz é 
quem tem a caneta em mãos”, após as partes colocarem a lide à sua disposição.
− Como a audiência do rito sumaríssimo é una, a parte que tiver seu meio de prova 
indeferido será prejudicada, e poderá, em grau de recurso, suscitar nulidade da 
audiência por cerceamento de defesa, provando que aquele meio de prova não 
era excessivo,nem pertinente, tampouco protelatório.
− Se o TRT acolher essa preliminar de nulidade, o processo voltará à Vara de origem 
para realização de nova audiência.
• Princípio da Imediatidade ou Imediação: O juiz dirigirá o processo com liberdade para 
apreciar as provas e dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica.
− É característica clássica do princípio da imediatidade/imediação que o juiz tenha 
contato direto com a prova produzida, analisando-a/apreciando-a.
− O direito processual do trabalho trabalha com o direito do trabalho como objeto 
material. O direito do trabalho é muito próximo da rotina comum de todas as 
pessoas. Por isso, o juiz não só pode como deve dar especial valor às regras de 
experiência comum ou técnica.
EXEMPLO
Artur, motorista de ônibus profissional, postula o pagamento de supressão de intervalo, 
alegando que a empresa (XS Transportes Coletivos) o obrigava a aguardar que todos os 
passageiros se retirassem do ônibus antes de poder fazer sua refeição de parada. Para 
comprovar essa alegação, Artur leva como testemunha colega seu de profissão, Hugo, que 
também litiga contra a referida empresa. Hugo confirma a tese sustentada por Artur em 
sua reclamação.
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O juiz do trabalho, por se deslocar de ônibus todo final de semana para ir à sua casa, inclusive 
com ônibus da mesma empresa em algumas oportunidades, sabe que é usual entre os 
motoristas não aguardar ninguém se retirar do ônibus. Na realidade, é usual que eles parem 
o ônibus, comuniquem o tempo de parada e, imediatamente, vão fazer suas refeições.
Logo, o juiz poderá dar especial valor a esta regra de experiência comum para apreciar a 
prova testemunhal coletada.
Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da 
conciliação e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em 
qualquer fase da audiência.
No rito sumaríssimo, o único momento obrigatório para tentativa de conciliação por 
parte do juiz é no início da audiência. Nos demais momentos, até o final da audiência, o 
juiz terá a obrigação de persuadir a solução amigável (conciliatória) do processo, mas não 
será obrigado a formular proposta de acordo.
Art. 852-F. Na ata de audiência serão registrados resumidamente os atos essenciais, as 
afirmações fundamentais das partes e as informações úteis à solução da causa trazidas pela 
prova testemunhal.
Em razão de o rito sumaríssimo ter sido criado à luz do propósito de se ter maior 
celeridade e simplicidade, a ata de audiência nesse rito deve se afastar da prolixidade.
Na ata, deverão ser registrados o resumo dos atos essenciais (como rejeição de proposta 
de conciliação do juiz), das afirmações fundamentais das partes (como a afirmação de já ter 
recebido parte do valor postulado) e as informações relevantes trazidas pelas testemunhas 
(somente as realmente pertinentes à solução do processo).
Art. 852-G. Serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no 
prosseguimento da audiência e do processo. As demais questões serão decididas na sentença.
Se algum incidente ou exceção for suscitado na audiência e, em caso de acolhimento, 
tiver o poder de impedir o prosseguimento do processo ou da audiência, esse incidente/
exceção deve ser decidido, de imediato, para evitar que toda a audiência ocorra em vão, 
recaindo em nulidade.
EXEMPLOS
Suspeição ou impedimento do juiz.
Incompetência absoluta da Justiça do Trabalho.
Pessoa presente não é a parte envolvida no processo.
Preposto inapto a atuar nessa posição (não tem conhecimento dos fatos).
Falta de pressuposto processual (como ausência de valor nos pedidos).
Inépcia da petição inicial.
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Outras questões, por não impedirem, por si só, o prosseguimento do processo ou da 
audiência, podem ser resolvidas somente na sentença.
EXEMPLOS DE QUESTÕES QUE SOMENTE PODEM SER RESOLVIDAS NA SENTENÇA:
Irregularidade de representação (basta juntar procuração ou substabelecimento regular).
Ausência de documento importante para o mérito.
Falsidade de documento.
Na prática, mesmo que determinada questão processual possa, em tese, interferir no 
prosseguimento do processo ou da audiência, ela acaba sendo resolvida somente em 
sentença se demandar análise mais complexa. Exemplo disso é a alegação de falta de 
interesse processual (interesse de agir), cuja comprovação pode demandar análise de todo 
o mérito da ação.
Conforme o art. 488 do CPC, o juiz deve, sempre que possível, resolver o mérito quando 
a decisão for favorável à parte que aproveitaria eventual pronunciamento de extinção sem 
resolução do mérito. Essa regra é conhecida como decorrência do Princípio da Primazia 
da Solução do Mérito.
EXEMPLO
Aprendendo na prática: Se, após tomar conhecimento de todo o mérito na audiência, o 
juiz verificar que o autor não tinha interesse processual para ajuizar a demanda e também 
decidir que, no mérito, o reclamante não teria razão mesmo que tivesse tal interesse, deverá 
ele julgar o mérito do processo em favor da parte contrária, que aproveitaria eventual 
extinção sem mérito decorrente da falta de interesse processual do reclamante.
Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, ainda 
que não requeridas previamente.
Eis aqui outra expressão do Princípio da Concentração dos Atos Processuais, que é 
até mais notório no rito sumaríssimo. A audiência una é aqui referida como de instrução e 
julgamento, pois todas essas fases, em tese, ocorrem nessa audiência.
Não existe necessidade de as partes especificarem previamente as provas que 
gostariam de produzir em audiência ou nos autos. O tradicional texto da petição inicial 
“protesta por todos os meios de prova em direito admitidos” é, tecnicamente, desnecessário 
no rito sumaríssimo. Basta que as partes levem à audiência eventuais testemunhas e 
documentos. É claro que nada impede a juntada anterior desses documentos aos autos.
§ 1º Sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a 
parte contrária, sem interrupção da audiência, salvo absoluta impossibilidade, a critério do juiz.
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Inclusive, se uma das partes tiver juntado documentos aos autos ou os tiver apresentado 
em audiência, a parte contrária deverá se manifestar de imediato na audiência sobre esses 
documentos, sob pena de preclusão (perda da faculdade de se manifestar sobre eles).
Esse dever de manifestação imediata só será flexibilizado se o juiz reconhecer que é 
absolutamente impossível a análise ponderada da integralidade do documento. Imagine que 
uma das partes apresenta, no dia da audiência, um documentode mil páginas. É evidente 
que a outra parte precisará de prazo para manifestar-se sobre ele, se quiser.
§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de 
instrução e julgamento independentemente de intimação.
§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de 
comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua imediata 
condução coercitiva.
No rito sumaríssimo, permitem-se, no máximo DUAS testemunhas para cada parte. 
Essa é a diferença mais explorada em provas acerca da comparação dos ritos ordinário e 
sumaríssimo! Outra diferença é que, no sumaríssimo, a testemunha só será intimada se a 
parte comprovar que ela foi, de fato, convidada para a audiência.
 Obs.: A título de conhecimento, alerto que algumas questões de concurso já consideraram 
correto que essa “comprovação de convite” deve ser feita de forma documental, 
embora a lei não exija expressamente esta espécie de prova. Um registro de conversa 
por aplicativos ou mensagens já seria, em tese, uma prova documental.
Se a testemunha, depois de intimada (se foi comprovadamente convidada), não 
comparecer à audiência, o juiz poderá ordenar que ela, imediatamente, seja conduzida 
coercitivamente à audiência para depor.
§ 4º Somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova 
técnica, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito.
§ 5º (VETADO)
§ 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias.
O deferimento de prova técnica é algo que implica cisão (fracionamento) da audiência. 
Por isso, a prova técnica (como perícia ou prova técnica simplificada) só poderá ser deferida 
nos seguintes casos:
CASOS EM QUE A 
PROVA TÉCNICA 
PODE SER DEFERIDA:
Quando a lei expressamente exige a prova técnica para aferição de determinada 
matéria (Ex.: insalubridade e periculosidade – art. 195, § 2º, CLT).
Quando a prova do fato exigir avaliação técnica (Ex.: doença ocupacional, que 
assim é configurada diante da comprovação de que as patologias do empregado 
têm relação com as atribuições do emprego; logo, um perito médico deve avaliar 
o nexo causal entre a doença e as atribuições do empregado).
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O perito deve ser nomeado ainda na audiência, com prazo para entrega do laudo.
No caso de deferimento de prova técnica, depois que ela for produzida e juntada aos autos 
do processo, as partes terão o prazo comum de 5 dias para manifestarem-se sobre o laudo 
pericial. O prazo é comum porque ambas as partes terão a faculdade de manifestação ao 
mesmo tempo (no mesmo período de tempo universal), por 5 dias, sob pena de preclusão.
§ 7º Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no prazo 
máximo de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa.
O § 7º trata da hipótese de interrupção da audiência una do rito sumaríssimo. A interrupção 
da audiência poderá acontecer por diferentes causas. Na CLT, podemos identificar as 
seguintes causas de interrupção da audiência una do rito sumaríssimo:
IN
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Deferimento de intimação de testemunha faltante 
 (art. 852-H, § 3°). 
Deferimento de prova técnica (art. 852-H, § 4°). 
Absoluta impossibilidade de manifestação sobre 
documentos apresentados na audiência (art. 852-H, § 1°). 
Força maior (art. 849 da CLT – aplicável ao sumaríssimo). 
Ocorrida qualquer causa de interrupção da audiência, ela deverá continuar no prazo de 
30 dias. O período de demora pode ser maior que esse, se houver motivo justificado pelo 
juiz. O mais frequente motivo é a intensidade do movimento processual da Vara.
Art. 852-I. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo, com resumo dos fatos 
relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
§ 1º O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos 
fins sociais da lei e as exigências do bem comum.
§ 2º (VETADO)
§ 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.
Vimos em uma de nossas aulas que a sentença do juiz possui três elementos básicos: 
relatório, fundamentação e dispositivo. No rito sumaríssimo, essa teoria muda!
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No rito sumaríssimo, o relatório é dispensado. No entanto, isso não significa que o 
relatório seja “proibido”. Ele apenas é dispensado. O juiz tem a faculdade de fazer, ou não, 
o relatório.
Elementos da sentença proferida em rito sumaríssimo:
Relatório 
• FACULTATIVO. 
Fundamentação 
• OBRIGATÓRIA. 
Dispositivo 
• OBRIGATÓRIO. 
2.3. PRINCIPAIS DIFERENÇAS: ORDINÁRIO X SUMARÍSSIMO2.3. PRINCIPAIS DIFERENÇAS: ORDINÁRIO X SUMARÍSSIMO
 Obs.: Nesta aula, trataremos somente das principais diferenças entre os dois ritos no 
primeiro grau de jurisdição (Vara do Trabalho). Quanto às diferenças existentes na 
fase recursal, as estudaremos nas aulas pertinentes ao sistema recursal trabalhista.
Número máximo de testemunhas POR PARTE:
ORDINÁRIO: 
3 
SUMARÍSSIMO: 
2 
Convocação de testemunhas faltantes:
ORDINÁRIO 
1ª Falta 
 
INTIMAÇÃO 
 
Independentemente 
de convite. 
2ª Falta 
 
CONDUÇÃO 
COERCITIVA 
 
Pode ser 
imediata ou no 
dia da nova 
audiência 
designada. 
SUMARÍSSIMO 
1ª Falta 
 
INTIMAÇÃO 
 
Se a parte 
comprovar que 
convidou a 
testemunha. 
2ª Falta 
 
CONDUÇÃO 
COERCITIVA 
 
Deve ser 
IMEDIATA. 
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Forma das notificações:
ORDINÁRIO: 
• Correios. 
• Oficial de 
Justiça. 
• Edital. 
SUMARÍSSIMO: 
• Correios. 
• Oficial de 
Justiça. 
Prazo para apreciação da reclamação:
ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
15 DIAS. 
Prazo para continuação de audiência interrompida:
ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
30 DIAS. 
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Prazo para manifestação sobre o laudo pericial:
ORDINÁRIO: 
Sem prazo 
legal. 
SUMARÍSSIMO: 
Comum de 
5 dias. 
Esquematizo em formato de tabela para facilitar a memorização:
ATO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO
Número máximo de 
testemunhas POR 
PARTE:
3 2
Convocação de 
testemunhas 
faltantes:
1ª Falta 1ª Falta
INTIMAÇÃO
Independentemente de convite.INTIMAÇÃO
Se a parte comprovar que 
convidou a testemunha.
2ª Falta 2ª Falta
CONDUÇÃO COERCITIVA
Pode ser imediata ou no dia da 
nova audiência designada.
CONDUÇÃO COERCITIVA
Deve ser IMEDIATA.
Forma das 
notificações:
- Correios.
-Oficial de Justiça.
- Edital.
- Correios.
-Oficial de Justiça.
Prazo para apreciação 
da reclamação:
Sem prazo legal. 15 dias.
Prazo para 
continuação 
de audiência 
interrompida:
Sem prazo legal. 30 dias.
Prazo para 
manifestação sobre o 
laudo pericial:
Sem prazo legal.
Comum de
5 dias.
2.4. PROCEDIMENTO SUMÁRIO2.4. PROCEDIMENTO SUMÁRIO
O processo do trabalho, além dos procedimentos ordinário e sumaríssimo, possui um 
procedimento peculiar: o sumário.
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As reclamações trabalhistas enquadradas no rito sumário são aquelas cujo valor não 
supere dois salários mínimos. Na prática, são pouquíssimas as reclamações cujos valores 
enquadrem-se nesta limitação.
O procedimento sumário é regido, em geral, pelas regras do procedimento ordinário, 
mas com algumas mudanças específicas consubstanciadas em regras especiais. Tais regras 
especiais estão na Lei n. 5.584/70, no art. 2º, §§ 3º e 4º:
§ 3º Quando o valor fixado para a causa, na forma deste artigo, não exceder de 2 (duas) vezes o 
salário-mínimo vigente na sede do Juízo, será dispensável o resumo dos depoimentos, devendo 
constar da Ata a conclusão da Junta quanto à matéria de fato.
No procedimento sumário, a ata de audiência poderá ser redigida sem a transcrição dos 
depoimentos das partes e das testemunhas. Bastará que conste parágrafo que transmita 
a conclusão do juiz acerca dos fatos narrados, na qual seja demonstrada a direção do 
convencimento do magistrado.
Veja que o procedimento sumário foi concebido para ser rápido de todas as formas 
possíveis, inclusive na audiência.
§ 4º Salvo se versarem sobre matéria constitucional, nenhum recurso caberá das sentenças 
proferidas nos dissídios da alçada a que se refere o parágrafo anterior, considerado, para esse 
fim, o valor do salário mínimo à data do ajuizamento da ação.
Este parágrafo traz um ponto importantíssimo. No procedimento sumário, não se admite 
recurso ordinário de forma livre, como nos demais procedimentos. Como regra geral, o 
procedimento sumário não admite a interposição de recursos. É por isso que os dissídios 
trabalhistas enquadrados nesse procedimento são chamados de dissídios de alçada, eis 
que são de exclusiva alçada (competência) das Varas do Trabalho.
A recorribilidade das sentenças proferidas em rito sumário é uma exceção: somente 
quando o fundamento for de ordem constitucional (Constituição Federal). Adiante, 
esclarecerei melhor este ponto.
Grande parte da doutrina já questionou – e alguns ainda questionam – a (in)constitucio-
nalidade da restrição do § 4º, que impede a interposição de recursos que não versem sobre 
matéria constitucional. Outro fundamento invocado para acusar a inconstitucionalidade 
do dispositivo era a vinculação do rito ao salário mínimo (dois salários mínimos), coisa que 
também ocorre nos demais ritos.
Os doutrinadores contrários ao § 4º sustentavam que ele não teria sido recepcionado 
pela Constituição Federal de 1988. Todavia, para acalmar os ânimos (ou não), o TST editou 
a Súmula 356:
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DIreIto Processual Do trabalho 
Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 356 do TST
O art. 2º, § 4º, da Lei n. 5.584, de 26.06.1970, foi recepcionado pela CF/1988, sendo 
lícita a fixação do valor da alçada com base no salário mínimo.
O TST esclareceu que o referido dispositivo foi recepcionado pela Constituição de 1988. 
Logo, o artigo é constitucional, por estar em conformidade com o novo arcabouço.
Cabe ressaltar que há corrente doutrinária – minoritária, embora valiosa – que considera 
que o procedimento sumário de que trata a citada lei foi absorvido pelo sumaríssimo, incluído 
à CLT pela Lei 9.957/2000. Contudo, não é essa a posição adotada pela jurisprudência atual. 
A razão determinante para tal predominância, fundada precipuamente na Lei de Introdução 
às Normas do Direito Brasileiro, é muito bem explicitada por Bezerra Leite:
(...) o novo procedimento sumaríssimo não extinguiu o procedimento sumário previsto na Lei 
5.584/70, uma vez que, a par de não ter havido revogação expressa na lei nova, inexiste qualquer 
incompatibilidade entre os dois textos legais da qual se possa inferir a revogação tácita da 
norma mais antiga.
O STF prevê o cabimento de recurso extraordinário para as causas de alçada, não fazendo 
nenhuma diferença explícita quanto aos ramos do Poder Judiciário. Nesse sentido é o teor 
da Súmula n. 640 do STF:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 640 do STF
É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de primeiro grau nas 
causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível e criminal.
Ademais, esse também é o entendimento de Bezerra Leite:
Defendemos o cabimento do recurso extraordinário da sentença proferida por juiz de Vara do 
Trabalho em procedimento sumário (§ 4º do art. 2º da Lei 5.584/70) que violar direta e literalmente 
norma da Constituição Federal.
Muito embora alguns estudiosos questionem a constitucionalidade do procedimento 
sumário, com base no princípio do duplo grau de jurisdição, é fato que a atual Constituição não 
elevou o duplo grau de jurisdição à categoria de princípio, tampouco de direito fundamental dos 
sujeitos processuais. Nesse sentido, nada melhor que citar o entendimento de Bezerra Leite:
Há, inclusive, dúvida sobre a constitucionalidade do art. 2º, § 2º, da Lei n. 5.584/70, por suposta 
violação ao princípio do duplo grau de jurisdição. (...) A rigor, o nosso ordenamento permite 
a existência de causas decididas em única instância. Aliás, a própria Constituição Federal 
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Dissídio Individual, Procedimentos, Petição Inicial e Pedidos 
Gustavo Deitos
assim estabelece no seu art. 102, III, ao dispor que compete ao STF julgar, mediante recurso 
extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Ora, se é possível a existência 
de causas decididas em única instância é porque nelas não há o duplo grau de jurisdição, máxime 
se considerarmos que o STF, em sede de recurso extraordinário, não funciona como instância 
revisora. (grifos do professor)
Caro(a) aluno(a), é importante considerarmos, agora, o conteúdo do art. 102, inciso 
III, da CF/88:
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe:
III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, 
quando a decisão recorrida:
A Constituição admite que o recurso extraordinário ao STF seja interposto em face de 
decisão proferida em única instância. Portanto, a CF/88 admite que determinadas ações, em 
razão de peculiaridades

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