CAPÍTULO 5 Liderança, Gestão da Mão de Obra e dos Equipamentos2
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CAPÍTULO 5 Liderança, Gestão da Mão de Obra e dos Equipamentos2


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o principal 
mensurador da produtividade. O indicador está relacionado com o esforço humano para 
produzir determinada tarefa, avaliado em Homens x hora (Hh) pela quantidade de 
serviço realizado: 
 
 
 É importante observar que quanto maior o índice RUP, pior a produtividade. Ou 
seja, o interessante é ter um índice RUP cada vez mais baixo. Observemos o exemplo 
apresentado por SOUZA (2006): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SOUZA (2006) argumenta que, para que se possa comparar RUP de obras 
diferentes, é necessário padronizar o critério de cálculo. E para padronizar o critério de 
cálculo do RUP, é necessário considerar 4 aspectos: 
 
 
 
 
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Com relação a \u201cQuem incluir\u201d o índice RUP pode ser dividido em: 
\uf0b7 RUPOF \u2013 envolve somente a quantidade de horas dos oficiais (profissionais) 
envolvidos. No caso de um serviço de elevação de alvenaria, seriam somente as 
horas dos pedreiros que estão assentando tijolos. 
\uf0b7 RUPdir \u2013 envolve a quantidade de horas dos oficiais (profissionais) e dos ajudantes 
diretamente envolvidos com a produção. No caso de um serviço de elevação de 
alvenaria, seriam as horas dos pedreiros que estão assentando tijolos e dos 
serventes (ajudantes) que estão transportando tijolos e massa para os pedreiros. 
\uf0b7 RUPglob \u2013 envolve a quantidade de horas de trabalho de todos os envolvidos no 
processo. No caso de um serviço de elevação de alvenaria, seriam as horas dos 
pedreiros que estão assentando tijolos, dos serventes (ajudantes) que estão 
transportando tijolos e massa para os pedreiros e dos serventes (ajudantes) que 
estão produzindo a argamassa de assentamento, lá na betoneira. 
Já com relação a \u201cQuais horas considerar\u201d, para que o índice represente, 
efetivamente, a produtividade nos momentos de trabalho, as horas consideradas devem 
ser aquelas em que o trabalhador está disponível para o trabalho. Por exemplo: devem 
ser descontados os atrasos e momentos em que o trabalhador necessitou sair mais cedo. 
Já os atrasos por erros administrativos (falta de material e equipamento) não devem ser 
descontados, pois estes devem prejudicar o RUP, indicando que ocorre algum problema 
na obra/serviço. 
Com relação ao \u201cO que contemplar\u201d, convenciona-se considerar como quantidade de 
serviço o valor líquido do serviço executado. Por exemplo: em um serviço de elevação de 
alvenaria, o valor líquido é a área, descontados todos os vãos. 
Falando da questão \u201ca que período se refere\u201d, a sugestão é considerar indicadores 
RUP diários, semanais ou a cada ciclo de serviço. Por exemplo: no caso da montagem de 
formas de um pavimento, o ciclo seria a montagem total do pavimento. Podem-se 
considerar também períodos de tempo acumulados. 
Souza (2006, pág. 41) apresenta uma tabela demonstrando o cálculo das RUP\u2019s diária 
e acumuladas em um serviço de alvenaria. 
 
 
 
 
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 A evolução da RUP pode também ser apresentada através de um gráfico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Torna-se importante ressaltar que a RUP pode se influenciar por diversos fatores, 
como por exemplo: 
\uf0b7 Condições climáticas. 
\uf0b7 Projeto de arquitetura. 
\uf0b7 Existência de frentes de trabalho. 
\uf0b7 Forma de transporte (guincho, grua, carrinhos). 
\uf0b7 Paletização e existência de kits. 
\uf0b7 Postura do pessoal e sindicatos. 
Portanto, ao se comparar RUP\u2019s de obras diferentes, deve-se lembrar de avaliar os 
demais aspectos, e não apenas o número puro. 
 
GESTÃO DOS EQUIPAMENTOS 
 Os equipamentos (conjunto de máquinas e ferramentas) usados na construção 
civil envolvem uma quantidade representativa de recursos financeiros. Segundo 
CARDOSO, (2007) a gestão dos equipamentos envolve custos: 
\uf0b7 Diretos (aquisição ou locação). 
\uf0b7 Custos relativos à montagem e desmontagem dos equipamentos. 
\uf0b7 Custos de transporte. 
\uf0b7 Custos de mão de obra para operação. 
\uf0b7 Custos de operação (energia, combustíveis, lubrificação). 
\uf0b7 Manutenção (peças de reposição, desgaste natural) 
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Por esse motivo, a reflexão sobre a forma de utilização e as decisões relativas ao 
planejamento das despesas ligadas ao uso de equipamentos se tornam tão relevantes. 
A grande dúvida quanto à forma de administração dos gastos relativos aos 
equipamentos na maioria das empresas relaciona-se à aquisição ou locação dos 
equipamentos. Por falta de controle da previsão dos gastos ou simplesmente pela 
facilidade operacional, a maioria das empresas opta pela locação. Contudo, dependendo 
do volume e da taxa a se utilizar, a aquisição passa a ser a escolha mais econômica. 
Adquirir um equipamento significa preocupar-se também com sua manutenção 
pois grande parte dos problemas que daí surgem decorre de seu mau uso. Logo, quem 
trabalha com equipamento próprio deve ter em seu planejamento de obra verba e tempo 
destinados à: 
\uf0b7 Treinamento/capacitação de pessoal \u2013 o operador de equipamentos deve 
estar preparado para, além de simplesmente fazê-los funcionar, auxiliar 
nos processos que assegurem seu bom estado, como: verificação do nível 
de óleo, combustível, indicadores dos painéis, nível de água, freios, entre 
outros itens. Além disso, um bom operador conhece o funcionamento e os 
ruídos do equipamento, facilitando o trabalho do mecânico . 
\uf0b7 Manutenção preditiva \u2013 é aquela realizada a partir do checklist, preenchido 
pelo operador. Muitas vezes, as informações do fabricante, quanto à data 
de troca de peças, não são tão assertivas quanto à efetiva avaliação do seu 
desgaste natural, verificado diariamente pelo próprio operador. Essa 
avaliação pode antecipar uma manutenção periódica ou mesmo postergar. 
\uf0b7 Manutenção preventiva (que é mais barata que a corretiva) \u2013 troca de 
peças, verificação dos fluidos, combustíveis e do estado geral do 
equipamento em períodos pré-determinados. 
\uf0b7 Manutenção corretiva \u2013 é a forma mais cara de manutenção, pois a 
máquina parada, acarreta paralisação do serviço que dela depende. As 
peças devem ser adquiridas em um pequeno espaço de tempo e a urgência 
impede um bom planejamento do trabalho. 
[Segundo José Eduardo Paccola em GIRIBOLA (2013), engenheiro mecânico e 
consultor na ZDP Consultoria, o gasto ao longo de toda a vida útil de um equipamento 
será de 0,8 a 1,5 vezes o valor do equipamento.???????????? Veja se poderá ficar 
assim: Apoiando-se em GIRIBOLA (2013), José E... P...*, afirma que o 
gasto...(*engenheiro... em nota de rodapé) 
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Conforme CARDOSO (2007), os equipamentos podem ser classificados de acordo 
com a função ou com a mobilidade. [Observando?????] Tendo como critério a função, 
podem-se dividir os equipamentos nos seguintes grupos: 
\uf0b7 Equipamentos de produção \u2013 produzem movimentação de terra (1) 
(tratores, escavadeiras, moto-scrapers, bob cats, pás, cavadeiras), 
fundações (2) (bate - estacas, estacas ? hélice contínua, escavadeira de 
tubulões), formas de madeira (serras, desengrosso, serrote), de 
armaduras (máquina de corte, de dobra, turquesas), de concreto (3) 
(betoneiras, silos, misturadeiras, masseiras, bombas de lançamento de 
concreto, réguas para acabamento manual, desempenadeiras, helicóptero 
nivelador), de alvenaria (réguas, colheres), de revestimento de argamassa 
(máquina de lançamento de argamassa, desempenadeira, colher) entre 
outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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\uf0b7 Equipamentos de suporte provisório \u2013 são equipamentos montados 
para suportar cargas durante um pequeno intervalo de tempo, como 
escoramentos (1), caixas