Metodologia do Trabalho Científico - Cleber Cristiano Prodanov, Ernani Cesar de Freitas
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Metodologia do Trabalho Científico - Cleber Cristiano Prodanov, Ernani Cesar de Freitas


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- resumo do conteúdo da obra: apresenta os pontos essenciais do texto e o 
ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom 
etc.). 
- a referência completa da obra (autor, título, edição, local, editora, data e 
número de páginas);
- o conteúdo da obra (o que ela contém).
Metodologia do Trabalho Científico 155
Capasumário principalvoltar avançarsumário capítulo
5.1.3 trabalho científico e monografia
O tema monografia designa um tipo especial de trabalho científico. Conforme 
Severino (2007, p. 200), \u201cconsidera-se monografia aquele trabalho que reduz sua 
abordagem a um único assunto, a um único problema, com um tratamento especificado.\u201d
Por isso, o uso desse termo para designar uma série de trabalhos escolares, 
ainda que resultantes de investigação científica, testemunha a incorreta generalização 
do conceito. 
Os trabalhos científicos serão monográficos uma vez que satisfaçam à 
exigência da especificação, ou seja, na razão direta de um tratamento estruturado 
de um único tema, devidamente especificado e delimitado. O trabalho monográfico 
caracteriza-se mais pela unicidade e delimitação do tema e pela profundidade do 
tratamento do que por sua eventual extensão, generalidade ou seu valor didático.
No momento, são abordadas aquelas formas de trabalho exigidas dos alunos 
durante os cursos de graduação e mesmo de pós-graduação, mas como parte das 
atividades do processo didático, integrantes do processo de escolaridade. É a esses 
trabalhos que devem ser aplicadas as diretrizes metodológicas, técnicas e lógicas de 
que tratamos até o momento. Tais são os assim chamados \u201ctrabalhos de pesquisa\u201d, 
\u201ctrabalhos de aproveitamento\u201d, os relatórios de estudo, os roteiros de seminários, os 
resumos de capítulos ou de livros e as resenhas ou recensões bibliográficas. 
Esses trabalhos são exigíveis e exigidos durante os cursos de graduação, 
como parte do próprio processo didático, ao contrário das dissertações, das teses e 
dos ensaios, que, embora possam ser trabalhos acadêmicos, são resultados de uma 
pesquisa ampla, profunda, rigorosa, autônoma e pessoal. 
5.1.4 trabalho de Conclusão de Curso (tCC)
O Trabalho de Conclusão de Curso é parte integrante da atividade curricular 
de muitos cursos de graduação e pós-graduação (lato sensu), constituindo, assim, 
uma iniciativa adequada e de extrema importância para o processo de aprendizagem 
dos alunos. Para a grande maioria, ele representa a primeira experiência de 
realização de uma pesquisa. \u201cComo vivência de produção do conhecimento, contribui 
significativamente para uma boa aprendizagem.\u201d (SEVERINO, 2007, p. 202).
Deve ser entendido e praticado como um trabalho científico; as diretrizes 
para a sua concepção e posterior realização são as que estão apresentadas no 
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capítulo quatro (4). Mas, contando com um orientador, o acadêmico terá também um 
acompanhamento personalizado e direto na condução de suas atividades de pesquisa.
Pode ser um trabalho teórico, documental ou de campo. Quaisquer que sejam 
as perspectivas de abordagem, a atividade visa a articular e consolidar o processo 
formativo do aluno pela construção do conhecimento científico em sua área.
Embora o TCC tenha regulamentações específicas nas diversas instituições 
de ensino, em alguns casos, é prevista também a sua apresentação para uma banca 
examinadora, como forma de sua avaliação final.
O texto final do trabalho tem estrutura e apresentação de acordo com os 
padrões gerais de todo trabalho científico, complementadas por eventuais diretrizes 
específicas definidas pela própria instituição do curso.
5.1.5 relatório da pesquisa de iniciação científica
Outra significativa experiência de atividade científica, que vem ganhando 
cada vez mais espaço no ensino de graduação, é aquela desenvolvida no âmbito do 
Programa de Iniciação Científica (PIBIC). Inicialmente, lançado pelo Conselho Nacional 
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), hoje é um programa que conta com 
a promoção de outras agências de fomento, particularmente pelas Fundações de Apoio 
à Pesquisa (FAPs) estaduais, diferenciando-se pelo fato de que estão vinculadas a uma 
bolsa, um subsídio financeiro, para que o aluno possa se dedicar mais intensamente à 
investigação, sendo também acompanhadas e avaliadas por comissões especializadas.
No Programa de Iniciação Científica, o graduando ou desenvolve um projeto 
pessoal, sob a supervisão de um orientador, ou então participa do desenvolvimento 
de pesquisa do próprio orientador, cumprindo um programa de trabalho integrado a 
esse projeto.
Em ambos os casos, a atividade deve levar à condução de uma investigação 
cujo resultado será a elaboração de um estudo com a formatação do trabalho científico.
5.1.6 relatórios técnicos de pesquisa
Muitas vezes, no decorrer de sua vida acadêmica, o pesquisador é instado a 
apresentar Relatório de andamento ou de conclusão da pesquisa que vem fazendo ou que 
está concluindo. Trata-se comumente de exigência institucional, oriunda seja de agências 
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de fomento \u2013 no caso de bolsas ou de financiamento de projetos \u2013, seja de órgãos da 
própria instituição a que o pesquisador esteja vinculado. Pode ser solicitado também em 
função de exames de qualificação, no caso de alunos de cursos de pós-graduação.
Os Relatórios de pesquisa, assim como os Relatórios de outras atividades, 
não devem ser confundidos com o Memorial. O Relatório, além de se referir a um 
projeto ou a um período em particular, visa pura e simplesmente a historiar seu 
desenvolvimento, muito mais no sentido de apresentar os caminhos percorridos, de 
descrever as atividades realizadas e de apreciar os resultados \u2013 parciais ou finais 
\u2013 obtidos. Obviamente deve sintetizar suas conclusões e os resultados até então 
conseguidos, sem, no entanto, a necessidade de conter análises e reflexões mais 
desenvolvidas, como é o caso no Memorial.
O Relatório pode iniciar-se com uma retomada dos objetivos do próprio 
projeto, passando, em seguida, à descrição das atividades realizadas e dos resultados 
obtidos. Se couber, como no caso dos Relatórios de andamento, deve ser encerrado 
com a programação das próximas etapas da continuidade da pesquisa. E não basta 
dizer que a pesquisa terá prosseguimento, é preciso detalhar e discriminar as várias 
atividades distribuídas nas várias etapas desse prosseguimento.
Cópias dos produtos parciais \u2013 como transcrições de entrevistas, capítulos 
já elaborados, dados registrados e tabulados \u2013 podem ser anexados ao Relatório, 
no qual devem ter sido sintetizados, não sendo, pois, necessário que tais produtos 
integrem o texto do Relatório em si. 
5.1.7 relatório de estágio
O estágio curricular, também denominado prática profissional, é obrigatório 
para vários cursos e exige um relatório ao seu final. Algumas instituições e cursos o 
adotam como forma de oportunizar a vivência em situações reais.
O relatório de estágio é um documento que contém um relato de experiências 
vivenciadas, ações desenvolvidas, resultados alcançados, análise comparativa da 
teoria com a prática, sugestões de melhoria e outras informações exigidas pelo curso.
Não existe uma forma única para apresentação do relatório. Depende das 
exigências do curso e do orientador. Não havendo norma específica do curso, devemos 
seguir as orientações da ABNT para esse tipo de documento.
A seguir, são destacados alguns elementos que devem estar contidos 
no relatório. Uma parte introdutória, registrando os objetivos do estágio, a área de 
Metodologia do Trabalho
Renan
Renan fez um comentário
olá querida, onde podemos conseguir em pdf. vc pode nos ajudar?
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Evandro
Evandro fez um comentário
Não consigo abrir.Por quê?
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Fábio
Fábio fez um comentário
Obrigado!!
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