O Assitente Social Como Trabalhador Assalariado
9 pág.

O Assitente Social Como Trabalhador Assalariado


DisciplinaServiço Social29.202 materiais110.842 seguidores
Pré-visualização6 páginas
desgaste Íisico e mental notrabalho profrssionali é um tema novo. pouco debatido.topoucoconhecidop.ros"*;;';;;#ilil#,1.*."J[:TffJl;iJ,Tll;
acúmulo nâ literatura profissional.
o que se observa com maior frequência 
- 
certanlerte em função da cenrra_Iidade da classe openiria na produção capitalista c dos inúrn.ro, estudos sobre osimpactos da reestruturação produtiva nar rclações e conaiçoe, rle kabalho destaclasse __ é o assistenre social analisar.(" irdig;;:;; ;ento à exploração e ao dcs_gaste a que são submetidos os trabarhadores ãsnahrío,ros, mas estàbelecendo comestes uma reração de exterioridade c de não pertencimento enquanto um segmentodesta rnesma classe.
verifica-se a mesma tendência no dcbate sobre a saúde do trabalhador. Denrodo geral, as pesquisas e análises sobre trabalho e ,*0., ou mais propriamente
sobrc o adoecimento dos trabalhadores ae.o.r.nt. Uas'condições em que realizaseu trabalho. são rclações 
.oroblematizadat u pu.ti, ã sua incidência na classetrabaihador4 nâo incluído aí
sen d o quas c inexi stcntes 
., Jff fi :[ :Hli:ffiffi,:,# fi n :lnJü:::profissionais que sofrem e adoecem a ounir oo."a,oiu"o de seu trabalho e da vio_lação de seus direitos.
Então esta ó waprimeira.ponttnção importante e que remete ao próprioreconhecimento do assisteÍr,ô sociar como trabarhador assarariado e as cilicurr,adespara aprofundar a análise do conjunto de impricações decorrentes dessa reração no
3- TihLlo do scminririo fuiual dc scniço socid orgmiado pclâ codÊz FditoÍa, cm maío dc 201l.
426 
Serv. Soc. soc., São pauto, Â lo7, p. 4ZG43I. iullsel 201 t
estágio atuar do capitarisnro contemporáneo. dianle dos ímpactos sobre o trabarho.os trabalhadores e scus direitos.
Portanto, problematizar a rriolação dos próprios direitos 
.os assistentes sociais,na relação com a vioração dos direitos rros trabalhadores, requer a definição de umaagenda de questões específicas conectada ás lutas gerais da classe trabalhadora nolempo prcsente. Exige uma pauta mais ampliadalque inclui a organização e aslutas sirdicais e traba,rhistas, nlas tarnbém o enfrentamer:to ctas dinrensões compre_
xas envolvidas nos processos e relações de trabalho nos quais os assistentes sociaisestão irrseridos.
os dilernas da alienação sâo indissociáveis do trabarho assarariado e incicremno exerclcio profissional do assistente sociar de difere'tes rnodos, dependendo dequem são seus cmpregadores _ o Estado, a empresa privada, as ONCs, as entida-dLs Íilantrópicas, os organismo, d, ,"pr.r"ntuçao 
*inir" _ e da organização egestão dos processos e relações de trabarho nos diferentes espaços sócio-ocupacio-
nais onde realizam sua atividadc.
sc o serviço social foi regulamentado'istoricamente como .,.orof ssão ,berar,,,
o seu exercício se realiza'mediatizado por instituições púbricas e pri*adas, tensio-
nado pelas contradiçôes que eliavessam us oluss"sso"iar;;;;r:;;; ;il,e pela condição de trabarhador assalariado, cuja atividade é submetida a normaspróprias que regulam as relaç:6ss de trabalho.
Portanto, na asseíiva- reflexão de Iamamoto (2009a), fazcr a passagem daaná'lise da instituiçâo serviço Social para a probrern atização do processamento§oncreto e cotidiano do trabalho do assistente sooiar, em suas múrtipras dimensôes.
agrega um complexo de novas determinaçôes e mediações que pôem ,rn ,.f.uo 
^contradições entre a direção social que o assistente socif ,..,.rã.]*il;;; ,;
Taballo e as exigências impostas peros empregadores aos rmbarhadores assalaria-dos' "Ern outros termos, estaberece-se u t.iraã entre projeto ético-porítico e arie-
nação do trabalho, indissooiável do estatuto assalariado,, llamamoto, 2009a, p. 3 9).
. 
Essa é uma segtnda qtrcstão a ser pontuadae que remele ao debate do as_
sistente social como trabalhador assalariado e a qucstaà da aut.nomia r"tativldesse profissional.
O trabalho profissional, na perspectiva do projeto ético_politico, exige um
sujeito profissionar quarificado capazderealizar um trabalho complexo, social ecoletivo, que tenha competência para propor, negociar conr os empregadorcsprivados ou públicos, defender projetos que ampriã. direitr.rs das crasses subar_
Scry. Soc Soc. Sâo pado. ÍL 107. p.4ZO43l.i\n./seLZOlt
ternas! seu campo de trabarho e sua autonomia técnica, atribuições e prerrogativas
profissionais.
lsto supõe muito mais do que apenas arcalização de rotinas institucionais,
cumprimento de tarefas burocráticas ou a simples reiteração do instituído. Envot_
ve o assistente social como intelectual capaz de rcalizar a apreensão crítica da
realidade e do trabalho no contexto dos interesses sociais e da correração de forças
políticas que o teusionam; a construgão de estraÍégias coretivas e de alianças po-
líticas que possam reforçar direitos nas diferentes áreas de atuação (saúde. previ-
dêrcia, Assistência sociar, Judiciário, organizações enrpr.esariais, oNCs etc.), na
perspectiva de ampliar o protagonismo das classes subalternas na esfera pública_
Exige, portanto, um coúecimento mais'amplo sobre os processos de trabalho,
os mcios de que dispõem o profissional para realizar sua atividade, a matéria sobre
a qual recai a sua intervenção, e também um conhecimento mais profundo sobre o
stjeito vivo responsável por esse tratralho, que é o próprio profissional.
Mas quem é o assiste,te sociar hoje? euern é a força de trabalho ern ação, o
elemento 
'ivo e suhjetivo do processo de trabarho proíissionar, rlos termos de Ma,*( l e68)?
como.iá.bservado, ainda que o serviço sociar teúa sido recoúecido como
"prolissão libera.l" nos estatutos legais e éticos que definem a autonomia teórico-mc-
todológica, técniÇa e ético-política na condução do exercício profissional, o traba-
lho do assistente social é tensionado pela relação de compra e venda da sua força
de trabalho especializada, A condição de trabalhador assarariado 
-- 
seja nas insti-
tuiçõe-s públicas ou nos espaços empresariais c priva.dos ,.sern fins lucrativos,,, [a;:
com que os profissionais não disponham nem tenham controle.sobÍe todas as con-
dições e os meios de trabalho postos à sua disposição no espaço institucionar.
São os empregadores que fornecem instrumentos e meios para o de.senvol-
vimento das tarefas profissionais, são as instituiçôes empregadoras que têrn o
poder de definir as demandas e as condições em que deve ser exercida a atividade
profissional: o contrato de trabalho, ajoruada, o salário, a intensidade, as netas
de produtividade.
Esses organismos empregadores, estatais ou privados, definem também a
maléria (objeto) sobre a qual recai a ação proflssional, ou seja, as dirnensões,
expressões ou recortcs da questão social a serem trabalhadas, as funções e atri-
buições profissionais, além de oferec-erem o suporte material para o dcsenvolvi-
mento do trabalho 
- 
recursos humanos, técnicos, institucionais e financeiros 
-,
decorrendo daí tanto as possibilidades como os lirnites à materialização do proje-
to profissional.
os demais meios de trabarho 
- 
conhecimentos e habiridades profissionais
- 
são propriedade do as.sistente social, nras cujas possibilidades de pleno desen-
volvimento também são condicionadas porum conjunto de determinações que, ,,ão
sendo externas ao trabalho, incidern diretamente no cotidiano profissional e na
atividade do sujeito vivo, e que vão desde o recorte de classe, gênero, raç4 etnia,
passando pelos traços de subalternidade da proflssão, sua herança cultural católica,
sntre outros.
Ao mesnro tempo, para arém das dimensões objetivas que conferem rnateria-
lidade ao tàzer profissional, é preciso considerar também as dimensões subjetivas,
ou sei4 identificar "o modo pelo qual o profissional incorpora na sua consciência
o significado do seu trahalho, as representaçôes que faz da profissão, asjustificati-
vas gue.qlabora para legitimar a sua atividade 
- 
que oÍientamra direção social que
inrprime ao seu exercício profissional,' @aichelis,