Farmacologia dos anestesicos gerais
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Farmacologia dos anestesicos gerais


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glutamato. São 
necessárias outras pesquisas para elucidar os mecanismos de 
ação dos anestésicos gerais. Uma vez descobertos, no entanto, 
esses mecanismos podem esclarecer questões mais profundas, 
como a geração da própria consciência.
\ufffd Leituras Sugeridas
Campagna JA, Miller KW, Forman SA. The mechanisms of volatile 
anesthetic actions. N Engl J Med 2003;348:2110–2124. (Revisão 
do mecanismo de ação dos anestésicos gerais.)
Eger EI. Uptake and distribution. In: Miller RD, ed. Anesthesia. Phi-
ladelphia: Churchill Livingstone; 2000:74–95. (Revisão da farma-
cocinética e da captação dos anestésicos inalatórios.)
Rudolph U, Antkowiak B. Molecular and neuronal substrates for 
general anesthetics. Nat Rev Neurosci 2004;5:709–720. (Revisão 
sucinta com bons diagramas.)
Various authors. Molecular and basic mechanisms of anaesthesia. 
In: Hopkins PM, Lambert DG, Urban BW, eds. Brit J Anesth
2002;89:1–183. (Compilação de revisões detalhadas de todas as 
principais teorias atuais sobre o mecanismo de ação dos anesté-
sicos gerais.)
Wiklund RA, Rosenbaum SH. Anesthesiology. N Engl J Med 1997; 
37:1132–1151, 1215–1219. (Revisão em duas partes de muitos 
aspectos da prática moderna de anestesiologia.)
Winter PM, Miller JN. Anesthesiology. Sci Am 1985;252:124–131. 
(Esse artigo sobre a abordagem clínica do anestesiologista é exce-
lente.)
236 | Capítulo Quinze
Abreviaturas e Símbolos
Apêndice A
PI = pressão parcial inspiradaPE = pressão parcial expiradaPalv = pressão parcial alveolarPart = pressão parcial arterialPtecido = pressão parcial em um tecidoPvênula = pressão parcial em uma vênulaPRVM = pressão parcial venosa mistaPsolvente = pressão parcial em um solventePSNC = pressão parcial no sistema nervoso cen-tral
PGRV = pressão parcial no grupo ricamente vas-cularizado
\ufffd(óleo/gás) = coeficiente de partição que define a 
solubilidade de um gás em um solvente 
lipofílico como óleo
\ufffd(sangue/gás) = coeficiente de partição que define a solu-
bilidade de um gás no sangue
\ufffd(tecido/gás) = coeficiente de partição que define a solu-
bilidade de um gás em um tecido
\ufffd(tecido/sangue) = coeficiente de partição que descreve a 
razão entre a solubilidade no tecido e no 
sangue
 = \ufffd(tecido/gás)/\ufffd(sangue/gás)
\ufffd = constante de tempo para equilíbrio de 
63%
\ufffd{Palv \ufffd PI} = constante de tempo para equilíbrio de 63% entre Palv e PI
\ufffd{Ptecido \ufffd Palv} = constante de tempo para equilíbrio de 63% entre Ptecido e Palv
[A] = concentração do gás A, em termos de 
Lgás/Lsolvente ou mol/LsolventeSNC = sistema nervoso central
GRV = grupo ricamente vascularizado (inclui 
SNC, fígado, rim)
GM = grupo muscular (inclui músculo, pele)
GA = grupo adiposo (inclui tecido adiposo)
GPV = grupo pouco vascularizado (inclui osso, 
cartilagem, ligamentos, tendões)
CRF = capacidade residual funcional do pul-
mão
Valv = ventilação alveolarDC = débito cardíaco
Q = taxa de perfusão
Voltecido = volume de tecidoCAM = concentração alveolar mínima (ou 
média)
P50 = pressão parcial alveolar suficiente para imobilidade em 50% dos pacientes \ufffd
CAM
PA50 = pressão parcial alveolar suficiente para causar analgesia em 50% dos pacientes
PL50 = pressão parcial alveolar suficiente para causar morte em 50% dos pacientes
CE50 = concentração de agonista necessária para ativar 50% dos canais
Farmacologia dos Anestésicos Gerais | 237
Equações
Apêndice B
Concentrações de Gás
Em uma mistura gasosa ideal: [A]mistura = nA/V = PA/RT{em termos de mol/L} 
Em solução (Lei de Henry):
[A]solução = Psolvente \ufffd \ufffd(solvente/gás) {em termos de Lgás/Lsolvente} = Psolvente \ufffd \ufffd(solvente/gás)/24,5 {em termos de mol/Lsolvente}{onde nA = moles do gás A, V = volume total, PA = pressão parcial de A, R = constante universal dos gases, T = tempera-
tura em Kelvins}
Regra de Meyer-Overton
CAM \ufffd 1,3/\ufffd(óleo/gás)
Lei de Fick para Difusão Através de Membrana
Taxa de difusão = D \ufffd (A/l) \ufffd \ufffdP
{onde D = constante de difusão; A = área de superfície; l = 
espessura; \ufffdP = diferença de pressão parcial}
Taxa de Absorção Capilar Alveolar
Taxa de absorção = ([A]art – [A]RVM) \ufffd DC {em Lgás/min} Taxa de absorção = \ufffd(sangue/gás) \ufffd (Part – PRVM) \ufffd DC{onde DC = débito cardíaco}
Constantes de Tempo de Equilíbrio 
(para equilíbrio de 63%)
\ufffd = Capacidade Volumétrica/Velocidade de Fluxo
\ufffd{Ptecido \ufffd Palv} \ufffd \ufffd{Ptecido \ufffd Part}= Capacidade Volumétrica do Tecido/Fluxo Sangüíneo no Tecido
= \ufffd(tecido/sangue) \ufffd Volume de Tecido/Fluxo Sangüíneo no 
Tecido
\ufffd{Pencéfalo \ufffd Part} = \ufffd(encéfalo/sangue) \ufffd Volume do encé-falo/Fluxo sangüíneo encefálico
Precipiente = Pfluxo [1 – e–(t/\ufffd)]
Capacidade Volumétrica
Capacidade Volumétrica = ([A]compartimento \ufffd Volume do compartimento)/[A]meio {em equilíbrio}= \ufffd(compartimento/meio) \ufffd Volume do Compartimento
Pressão Parcial Venosa Mista
PVenosa = 0,75 PGRV + 0,18 PGM + 0,055 PGA + 0,015 PGPV
238 | Capítulo Quinze
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