O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista
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O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista


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documentado(cf' Bandeira,lg73;correa, rgiT;parker,|g77; GBSpari 
,2002a),raestá ronge,poràm, de significar que .,o golpe começ;;* Washington,,. ,, ,,
Emrealidade, o gorpe do r"de abrir foi o desfecho J" 
"onf.ontoi de crassese de.Iuta§ sociais que, notadamente a partir de 1961, tensÍonaram 
. ;.;;ã;;
l].frr,trtl ese agudizaram sob o governo do presidenre Goularr. T#;;^,?iI-:tos'e luras tiúam por subsrraro oesgoraÍnento do padrão o" u"u,,rLilffi;consolidado desde o segundo govemo de vargas (r9ii*4),;;iu'u"u orn*r"uda economia do paÍs : ex-auria+e o qú" utgurr'",iá;;;*r._r_ opo, ..rrbr_
tituição de importações,,(Tavares,'1972i,. ó;mo escrevi há anos,
-----.:---
,", thiff lii:§: síntcse histórica ds porlção nortc-EmeÍicon! cm face dr Arnérics Larina é rornccida
l ii#llJ§,',i:il:;;.::'*J:lY:1"-L1l' o":noT Íl?r,r, n. ooontina, vcr conadcp (r e84),Ig,lllll, i,T;IjX l,#:I,jt::::i;; iil-,;í, ;, "*;1 ffií:ãffi:,,.,1J:,,ff li:lJfffl;i#,H,:i}::[1i;f,'::i: HiÍ',-l.l ii*Ít r;"ü: dí;,;:ix:T ; ilj?jii;:,1,",Ii:llfr ;;ffi , jli:I*::l:::1,:"*{"i;ji';ffi ;;.T;?t1?Ji;fffi ;l?li:;il#..ffi,Í.flil':,ffi :r::1fi ::::';trt,::::*:iililffi ;;ffi:H:'ffi];:Hl1lJ,";a rcuc oP§oenEr, vcr Dlngcr (Z0Or. Üma viafo n"AU"" A"rra, - 'v s'Hssr§ uv vunc àul para t lepÊ8§ão
e lnformrçõcr pc'nincnar-oo-"r*.- 
.ã sár-: t P(occ'§or é fornccida por coggiola (200I)e lnformaçõcr pcrrincntêl comr
n * .rarcccm cmsadci ctal.(2106).
I ftffi#ff"::ixY::::iaffi:i-JJ' drrcgrmcrrutar:rrdocm abrl do re64 nemscmprç irnpltcou urn rllúarncnb ruromático com ocl;;;";;i nortc-ámêrlcsnos, cf. Mzéntiní (199g).
l1:;ilffi HH,ffiTy3r"Tg*1"^n*;ffi'ffi ;ffi il:ff;X:,ffi ,"*do rcglmc do úrili"f., *r" ourar,rrúHrrtiirãii
652 §arv. Soa Soc. Sào Paulo, n. 10O p. BõGB7g. out /dcz.2OO9. SoÍv. Soc. SÕc, S[o paulo, ru 1OO, 060.O78, osf ,/d6z-ZOOI 653
a industrializaçã.o restring#a passa a ceder o lugar à índustrializaçclo pesada,
implicando um novo padrdo de acumuração. o niodero de oesenvolvimenro
emergente supunha um crescimento acelerado da capacidade produtiva do setor
de bens de produção e do setor de ben.s duráveis de consumo e, notadamente, um
financiamento que desbordava os clisponibiliclades do capital privado (nacional) e
estrangeirojá investidos no paÍs; sinrultaneâmente, esta expansão acaliretava..uma
desaceleração do crescimento, ainda que se mantivesse a mesma taxa de investi_
mento público, uma yez que a digestiio da nova capacidadc produüG criada nos
depadamentos de bens de produçiio c de bens de consumo capitalista provocaria
'rn 
Çorte signifrcativo no invcsüimento privado,' (cardoso de Mello, 19d6, p. l z I y.
Em suma, na entrada.dos anos sc$§entu, a dinâmica endógena do capitalismo no
Brasil, alçando-se a unr padrilo cliÍcrcncial de acurnulação, punha na ordem dodia a redefinição dos c.§queÍnÍrs de rcumulação (o, logo, fontes.alternatiyas de
financiamento) e u inrinênclu do urna crise. (Netto, 2009, p.20)
4). Fnvorccidas pela sensibilidade do govemo Goulart às demandas
forçrs democrdticas jogavam num redirecír)nâmento da orientação
.,,
com o reforço do paper econômico-intervenüvo do Estado na plasmagem de
um amplo e vigoroso mercado intemo.
Mesmo que uma prataforma como esüa não conÍigurasse um projeto so-
cialista (ainda que socialistas e comunistas fossem u"tr", impoÍantfssimos
no campo das forças democráticas), as suas consequências eram inequívocas:
ameaçavam a forma que a dominação burguesa adquirira na nos§a sociedade,forma na qual eflcientes.dispos!.:i+e: oper-avam a evicção da massa do povodos centros decisórios. À bulguegi.g 
-- 
no inüerior da quat havia segmentos
vacilantes, em alguma medida propensos a um alinham"oto no *pã demo-
crático 
- 
estava posto o dilema: ou era se dispuntra a negociar com as forçasdemocráticas o redirecionamento da orientação macroeconômica (e, portanto,
reconhecia a legitimidade do protagonismo polÍtico-social das classes e carnadas
subalternas), ou reafirmava a- sua dominação de crasse, recorrendo à solução
{e força para eguacionar os impasses 
""onô*i"o, contornando as demaüdasdemocrático.populares.
Para viabilizar esta segunda alüernaüva, criou-se, especiarmente a partirde 1962, ur:i clima de guenaideológica aberta: os.segmentos rrais ieacionários
da burguesia e serviçais üas êmpresas imperiaristaslnomeadamente as norte.
americanas), associados a setorãs similares drg. F"ü;.-.À;ã;;; ü;;catóIig1 emperifuram-se num ativís*o arrti,i.ao a dililgar q;olto**i*ó,,
estava "subvertendo" à faÍÍúia, os so.§[rmes erc. e ,:anG'àçandà', a..propriedade,,
:::-":T:ia e a inregridade nacionais. e fraq;a mais agressiva da burguesiarmprementou então uma massiva e cadssima (pois que incluindo tgda a clamada
"grande imprensa", emissorus.do rádisc telàqão, edição de riwos c panfletos,palestras e conferêncius 
"tio{_o,o país) cam.panha ia*fOg* qo", ugi,*ao ofantasma do "periso vermslho", buscava *oliuui r opiíao pâúrira,conta ogovernb, caracterizado conio'tepÍblica sindicalista" qri" tolerava o..comunis-
mo" ou mesmo já era,,comunistâ,'.r3
sob tal clima ideorógicci,'a agud izaçãodôs conflitos de orasse 
- 
poten-
ciados pela crise econômica emçrgente ém 1963 _ tomou uma visibilidadedrarnátíca. Enquanto os setores democrático-popurares tiúam 
";ild;;em coústituição, ao franjas rqais reacionárias da burguesia Ê seus associados
ló8lco lnstâuredo culÍo pclaa forçss roaciouírÍas. lt{as há documctrtaçeoiruti o confiívcl iuc dêmoüt. ostivi'no dos aoto* hrrgucrcs, o rcur allocladol fropof.firur, * ;,o*ã" ,*;;i;üffi;tã;
cntÍ. Eulúos aütor\u20aci, f,rüEr (1963), tliâifirss (l98l) i Surlt$g (1986). . ,
ilÕriricrr, de rnbdo a fomenüar um padrão de desrlnvolvimento capitalísta
ervessc mudanças substantivas na sociedade brasileira tr*prd** *
itriclern das reÍonnas dc base,sintetizadas por corbisier, l96g).pAs
de tnl reorienüação envolviam a erradicaçõo do latifúndio, o 
"oq*-;ido do investirnento esrangciro e a penarização {o grande 
"upit"r,
ru ul} ruyesumetrc esrangoror" u-p"o?!: çÍ, do grande capital,
,,' 1.r', ; p'rr,),) 
'3rs'1 sl)'i f?" . §:.4t, L1i;,, ;)"rd. .srrn "ensnio gcral". cf, o tcxto.lorn"íírti"o do#ukon , HJrit* lzool)c rs conolde,raçõcs
r7I) o Srxlré (l 965, p.372-389).
'p1lr rl tó'jí slgniÍicava uma transformaçÍo rcâl,porto guo, no Brasil, o doscnvolvirnonto capi.
gr1 «lo quc ,corrcu nas revoruçúoo burgueear 
"cráraicas'i processou-lc gom d*trulr nr roraçõor
nrcalcur * isto é, no Braril, o capitatirmo dcr onvolvcu.w tcm nforrrros, lncorporanáo c
Serv. Soc. Soc" §to Paulo, n, t00. p. 66(}078, out/dol-2AOg
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Sorv. §oc. Soc- São paulo. n. loo.060ô7g, out/doz 2m9 655
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conseguiram unificaÍ o conjxnto das crasses possuidoras e criaram as condiçõespara o.golpe de força de 10 de abril de lgô4. Instaurava-se a aitadura e, por
meio dela, a burguesia conjurava, substituindo-a por orou, u*u .rise da'suaforma de dominação.
-Apogeu e crise da ditadura
confluíram, assim, a dinâmica interna e o jogo de forças internacional:
sob a liderança das {ran]as mais agressivas da burgiesia *ir., qur conseguiuaglutinar em tomo de si o conjunio da*crasses proprietárias, iirstaurou-se umregime polÍtico que atendia àos interesses burgueses ameaçados pero processode democratização em curso e, iguarmento, aos objetivo, áu 
"on't 
rorroruçãopreventiva animada pelos centros imperialistas.
A ditadura instaurada-em abrtl inaugura um novo cicro polÍtico na domina_
ção burguesa no Brasil: retira-a dos quaÃos jurÍdico-legais àe urna democracia
::rqf (,d como consagrada na constituição cle rga6í econfcre-the â forma,
,na clássica anárise de Frorestan FernandesllgT5), de autocracia bu:.gucsa.
,r:r o regime de abril foi, antes de tudo, um regime burguês por excerêtrcia, A,
'tutela exercida pela cascnra, qüà facilia a sua caracterização como ama dituduramilitar, não deve obscurecer a sua aberta
Hannah
Hannah fez um comentário
tem como me enviar este documento por email????
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