O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista
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O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista


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u;i;;';Iô elcmentos eÍepresentantes da burgue.ia nâo monopolista. Trata-seirsls tlue nada tem de misteriqso _: o Estado autocrAti"o o**;;
*tcnder aos interesses do conjuntoda coalizão gorpista 
- 
ere servia
É:brtrcitrunento da sua base de sustentação, o regime respondeu com
H$ill l:,r:ci14{§SrT:1p*ti. o" rsos çã o *ur* J;;;içâ"n. s, dóffii!_õei-slau rg «te dezembro o";i"L"ró:
promovldns pclo regimc ditatorial no campor cf., elrbc multos, Hoffmann
'dir ditndura, cf., ôntÍ! oubot, Thvarcr (1972), Furtedo (1g72 c lggl),
0 974).
E0Ív, Soo:.qoo, Sõo pEulo, n, tOo, p. ô6G678, our,/do& 2OOg
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. . .lU. Lcmtie-ro quc r ditadura b,rrslloira nunca euprüdu côm6t.ra*-.- ^- _ l:lontarlva do dlgtlnSuL-rc das dpicrs *g**;r"i"*rí'J'jl complcl8rtcnto or pÍoccosod clcironis, na
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parlanontor", o.iylq,,ffi ;jTXY*: t* soÍrpÍ\u20ac or cotrdicionou foícmçrÍo. trror",n.oroa"aiü;"" w tn4, arndo 1erar, dvcram um;;ô;;d;T"ffJicou patror! o ,:.... í
Sorv. Soc. Soc., S{o. paulq n. I 00, 6 8G078. out,/der. 2OO9 (659 t
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A implementação do projeto de autorreforma da ditaáura, é preciso enfa-
ü26'lo, decorreu da percepção, por seus estrategistâs, de que a crise do regime
estava avançando rapidamente. se o resultado eleitoral de 1974 foi como que
o accnder de um sinal vermelho, já desde antes o estreitanrento da sua base
de sustentação vinha em crescendo. Notadamente a pârtir de 1969, inúmeras
instituições marcavam sua oposição ao iegime: manifestavam-se cada vez com
maior diarcza organismos como a oAB (ordem dos Advogados do Brasil) e a
ABI (Associação Brasileira de Imprensa). E, também a partir de 1969, p"r.o-
nalidades expressivas da hierarquia católica descolavam-se do regime, com aCNBB (conferência Nacional dos Bispos do Brasil) assumindolrogressiva-
mente uma postura crÍtica E é de subiinharque, também no exteriroç ó,"gimo
experimentava um descrédito que se ampliava visivelmente 
- 
lá fora ecoavam,
cada vez com mais ressonância, as denúncias dos crimes cometidos pelo seu
' inteiramente inepta 
- 
para o seu projeto ponderáveis segmentos da sociedadebrasileira (contando ou não .o* u-*"dirçào ae ,"p."r*Iuç0", porticasy. rxa-
tamente aÍ o regime encontrou as maiores e insuperáveis a'ificuioaaes.
- 
É fato que, desde 196g, a oposição porÍtica ao regime 
- 
manifesrada
de forma discreta e institucionar por via do partido consãntido, o então MDB(Movimento Democrático Brasireiro), e/ou por via de instituições não parti_ 
-._tlárias (oAB, ABI, CNBB) 
- 
caracterizava-sÊ por ser controlada por setoresburgueses. Reprimidos, sirenciados e intimidadós os movimentos operários ede trabalhadores nrrais, assim como os movimento. poputrr., mais gerais,,, a
visibilidade da oposição à dirjadura restringia-se uquá", qouaro. forricos bur-gueses que senotabilizavam fela defesa do Estado de Direito (Tancredo Neves.,
,,,'I:?::_r^y:Ioro, Utisses Guimarães er at.) ouque se descofuru, Jo,"gime para
cuJa mstauração colaboraram (Teotônio vilela, severo Gomes et ar,) ott, wida,apareto repressivo.
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4..' V!, qtlga,.,) ryjt:'ulidades de presúgio'(Arceu Amoroso Lima, Raimundo Faoro et atii).
lll,v1y:: a direção dq oposição. esrava em mãos de franjas burguesas. Ora,
:::g*:.pro;l::sou com relativo êxito os dois primeirüil;#;ã;;;§eu projeto de' autoireforma 
- 
cenhãlirou , ,ipr*êao e golpeo, runau*i"i"'
o PCB e o pCdoB-.'E antevia condições Oe levá-lo udi*ti nãg*ilá;;;,;
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,r!-l oPo-sição 91,f*n1*.burguesas até que um outro personagem fez a sua entrada
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arena po[ticai a classe operária.
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-'rA reinse,rção da classe operária na arena porítica brasileira dá-se a partir das
'* T:X,íT:::gli:,* no cinturão ind,striat de São pauio (o 
"hr*ã;,b.;;
TErn segundo lugar, e ao mesrno tÉmpo, o re$mãffifrã
as forças polÍtico-partidáriajs que poderiam, na contes.tação
dq fundo do seu projeto, problematizar sua impleÀenaçao 
- 
asiim, depois'de
Iiquidar, por volta de 1971, praticamente todos os gflipos da chamada.iesquerda
açmada', o apaÍato r'epressivo conóentrou-se na tentativa de exterminar o pcB(Partido comunista Braçileiro) e o pcdoB (partido coi,nunista do Brasil).r' Em
terceiro lugar, orogime tiúa que conquistarl ê, para tÊnto, a pura eoerção eÍa
; Alc"), mal aberta a segunda metade dos anos 1970 (cf. nuirrro,lôãã"" filr,#;
:.$)::-:r^"1',1r,91J.,"roitaneada_ petos trabathadores do setor meraromecânico
..l ,,t conexo à indústria'automobirÍstisl ; contolada p"r* g;oà"s corporàções!É Ti:r,1y1:1:rtu reinserção operorÍuma viragem no processo político. De
.- :P-1.9o'repôs, no coração *rr*à do Brasil urbano-indushiar e no centro da
-"",# #nân ica polÍtica, o confronto direto entre as duas classes fundamentais a partir
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18. A llquldtgãodschamada 
"erqucrda armadq" Íol ostudadaporoorondcr,op. cit.; cf, ainda srutchuk(1995)' rbnr,o o PcB qurnto o pcdoB forun rcmprc objctoá dr raúa rcprouiva; ccrcr dc um torço dadlrcç[o ccntrrl do pímeiro fol "daraparcclda" tro! aro, l9?e o o partido rcfrou duror gotpcs cntro lg74
o 1976; o regundo, qlo anlmou a gucnilha do Aragüdr, tcvô poÍtc rtr rua dlroglo Énú aleasclrada cÍn
rlozambro dc 1976. sobra a rcpessEo ao pcp, c{. üúnr (1982, p, 246 *.), coçlho (2000, p. 359 ss.) o há
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Hannah
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tem como me enviar este documento por email????
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