O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista
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O Congresso da Virada e os 30 Anos da Revista


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assisletrtes socialS, fol nôtáiel aconribuiÇão de FloF§láb FêrÍnsndeq octaüo &inni c Evaldo vlcira: Mar doÇcntes do outsas áÍ6§s tambémvitalizaram ouhas pós-gaduaçõos 
- 
foi o caso de Mlriam Limoeiro, na pUó-nL 
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( Congilss_o 
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entretanto, já na trd( . .-. conservadorismo esüava deslôcadci.( ii;l :S:q::n:l!:i-f-ta àÁbsss pol oi qó in{ica que_as impticaçÕesdo rrrl " HS,J::t oo grovimprrs dqs tr.a,§qlhadores naprimeisá aJtaá" au.rér"ã;;;-d;ô;"*;( ' :::,::11":'í:i^::i^n"i:i:-1,u.+ta*ü e +e,§.'-;.r*õ;;; praricamcnre todos
' os.níçis,da sociedade bras,eirq. É i"yunâo 
"* "oriá à ";;jí;üffiff;#;;
:' ' ::*10::f:::1Íjtlt:,':lmais.as suas expre-ssõss na vida universirária; que
\ 670
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" ü*^1r- i;,, ) fii*r:}.;-'":.,:;*';':;;.:;;"''í;::"
( podgmos avaliarmelhoratgurnasdaquetqs imptdil. l::"-'-.".,Tltt;:
r 'se na'trniversidade, margrado os gorpes que a dirádura lhedesferiu (cf.' Nêtto, 2009, p. 53:112); gestaie unraprouiar,náiica ,,cultura de esdueidai, já.rra( 
, fcfllimgtade dos anos-re7,, a.rilâ"";,üffi; #il*cia sobre o serviço{ ;: social'é mdito mediâtizada e.ió vai se expriôità ios fiii"i-s ,ras.da déêada\ I : ütd""bid;s,ünàip*hsti"r"i,rol,iiii*"n*oi'dod.ecênio! oe*e't u, uma§poucas contribuições (oriundas especialmente da pos_giaiIüàiiàô)t' i 3yl remam na contracorrentu do consei.vàdorirLo. É nos anos 19g0.qüê esta{ I d:::i#{gca - aliás; mui,u;.ar"r"n"iiãr, p* or, 
""ilil;;;;t ! exempro ê enre muitos, vicente Fareiros e Marilda lu*uroto _ ganha forga
, a e, d-e fato, vai conqSrltar, no plang l{fal, a t 
"g"mo*a na produção intele*uall' ) dos assistentes sociais brasiliiros, rruuoruauluià-ur*rialmente no ma.rco da(i
SerV. Soc. Soc. sâo pauio, n 10O 66G§7g, out/doa 2OOS
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t 964 na hora do naufrágio e responsabilizando por ele tão somente a caserna e,
assim, lavando as mãos em face do "regime militad'33 
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garantiràm àburguesia
a hegemonia na transição democrática que se realizou no curso da "Nova Re-
púLrlicn". As resultantes são conhecidas: as grandes mobilizações populares clos
anos 1980 acabaram neutralizadâs.- sejapela derrota da campanha por eleições
diretas p{tr a Presidência da República em 1985, seja, no processo consrirrinte,
pela articulação do "Centrão". O Ímpeto democratizante, no entanto, persistiu
até 1 989, quando, à falta de uma solução confiável, o grande capital patrocinou.
a chegada de Collor de Mello ao governo. Esta aventura política, se serviu à.
ggandq burguesia para barrar a alternativa democrático-popular (representada,
no segundo turno, pela qaqdidatura de Lui? Inácio Lula da Silva), revelou-se
desastrosa e,.cóntra ela desença(earam-se novas manifestações do massa. No
breve irrterregno que se seguiu ao impeachmenÍ de Collor de Mello (com Itamar
Franco à frente do Executivo federal), a grande burguesia mostrôu novamente
sua capacidade dê articulação g aJcançou enfim uma solução adequada a seus
intcresses 
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os dois goverpo§ {q Fernandq Henrique Cardqsg, nos quais, sob
o cornando explícito do capital..fi4anceiro..especulativo, iuiçiqr-l*i u,ir4posi-
ção ao país do receituário noolibe.ral A_@(1989).
Conformou-§e, então, a origntação macpoeSo;rômiq4'.gqe q pugessor do:Íipríncipe
da sociologi4 brasileiro" appngs.rysis.aprofundando. ;
' Todas essas. mudanças'inscrevem=se no.quadro de transformações eco-
n ,\, tp nômico;sociais"e;ideopolítioas dosúltimos 35 anos.ll{nelusrn,profundàs,alte.
U).,n- rações na dinâmica:,rnacrospópicatdo modo deprodução eapitalista.e de todas
,{_ .\. suas as formações sociais.'Envolvem a crise do Estado de Bem-Estar Social,
" 
".i II'" da social-dernocracia e do 'lsocialismq real?1 (assini como de .sua legitimação
.'í_t,'{,,/ ideal, o rnan<ismo-leninismo de.exlração stêlinista).. Deqv41n na constituiçãoí/ do discurso ideológico das tep:ias daflpós-modernidade?'.
E tbdas essas diversas ofdehs dê transfôrmaçõe§ * que não são meros
compotrentes aleatórios de um côqiunto desordenado, mas ôonstitutivos bastante
articulados de uma totâlidade histórÍca especÍfica, que não pôsso probleüiatizar
33. Recorde-§a a formação da aulodosignada Frontc Liberul, a posição do figuras como Josd §arncy,
Antônio Cârlos Mrgalhiles, Marco Msciel e, aÍ. 
- 
sêm contar com tr§ rÁpidas conversõcs &quot;democráticas&quot;
de grandes emprc§&ios, como Âutônlo Etmírio dp Moraic or dc frgurar mclores, como.A8f Domingos e
Jos6 Papa J.únior. :.
34. Apontei dgurnas delas h6 rnos.c crcio quc ainda rão v6lidas ss hipórcses quc cntío sugeri (cf,
Nçtto, 1996).
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nestâ oportunidade 
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rebateram e rebatern no Brasil. E seria espantoso se o
nosso ServiçoSocial permanecesse imperrneável a elas:
O que importa assinalar, por agora, é que o elenco das implicações derivadas
do III Congresso operou no universo do Serviço Social no Brasil pelo menos
até a entrada do presente século. A partin dos primeiros anos da década atual, .
as mudanças ocorrentes no país colocam problemas e alternativas que parecem
deixar para trás o seu legado
A mai,s óbvia dessas mudanças diz respeito ao quadro das organizações
sindical-irartidfuias qm tomo.das quais (ou rnesmo no interior das quais) gravita-
rag\os mais ativos segmentos Ca vanguarda dos assistentes soci4is. Aconversão
da CUT e do PT em zelosas institgições de apoio à ordem (çf. as excelenÍes
análiseq de Tbmolo, 2002 e Iasi, 2006) põe dilemas, dolorosos, à vanguarda
profissional;.os dilemas nãq se referem apenas ao &quot;senso de responsabilidade&quot;
que q grande capital iecoúece, admira e aplaude na gestão petisià-no Exe-
cutivo gu$trl 
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çsfçrcrn-se ainda ao preço pot{tlco das alianças'necessárias
parp preserv&quot;ar os Êspaços institucionais obtidos e das renilncias a prineílios e
propostds feiios, óom a eloquéncia própria ilos radicalismos àe ocasião, num
passado muito recente.ls'
.i.'
,t . p*, ,n* do.óbvio há muito mais -:: por exempio, a,reóic-lag-tim teórica e
metodológicei;qüe,ênvolveu foitententê a.intelectualidade aczrdêmibil no,írttimo
qu+rto de,século.,Da.mesma fôima como,.na sequência do III C<ingre§so&quot;e do
prôõbsso que.ele abriu, ém consonâücia côm er mobilização antiditatorial,'sur-
giiuor rapidaminte (de um rn* que.ia do- firnciónalismo.à fenomenologia) no
dõmÍnio da etaboraçflo do Sêrviço,Soàial,inúmêros,rnarxistàs;. com a me.sma
rapidez muitos destes tbrnararn-so habêrmasiaüos, póq-r1nodernos etô. :- tarn-
bém entre nós o pdrmuta dc paradigma§.se opera velozmeúte... Outro exemplo;
as aiterações no sistena o na ostrutura universitáios, efeüvadAs notadamente
a.partir de 1998, derivando, ng4qço da graduação, nqm nítido processo de
barateameniq d4 fo_5qq4gfp--Apg,Stitereção de cursos meramentê comerciais, a
inçtituição de qu4fquernúnima garpgtiq de qu.a-
ü.{$,9) e, no qaso da ã dapesquisa, no mais çqpantpsg g nefasto
fordisrno intelectual:
f qtaro que condicionalismos deste gênero, assoÇiados às circunstâncias
próprips de uma çonjuntura histórica em que o movirnento das çlaqsps traba-
., i
35. Ptcço de quc são cmblomátliú ai fuccntàs Íiailfestaçftis de afeto polÍticó do scnhgr presidentc da
Ripública a.figurar do naipo dê Jôsó §ai.noy o Collor de Mello.. ' I '
Sorv. Soc. Soc- Sâo Paulo, n 100,.66G878, out/dsa 2009Sorv, Soc&quot; §oc, São Paulo, n lOO p. 65G878, out./dea 200§ 673
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lhadoras (e, em especial, de um proletariado que teve fortemente afetada a sua
identidade de cla.sse) mostra-se essencialmente defensivo, reduzem de forma
sensível o potencial e o alcance das tendências mais avançadas do pensamento
e da prática no serviço social. E, ao mesmo tempo, ntrtrem as linhas de força
conservadorâs que sempre sc mantiveram vivas na profissão er ne§te quadro,
ganham novos espâços de desenvolvimento (mesmo que travestidas em envol-
tórios pós-modernos ou ilparentemente inovadores).
Hannah
Hannah fez um comentário
tem como me enviar este documento por email????
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