Grau A
18 pág.

Grau A


DisciplinaDireito Tributário I25.149 materiais283.476 seguidores
Pré-visualização6 páginas
a lei ordinária se diferencia da lei complementar pelo fato de esta vir taxativamente prevista no texto constitucional, sempre que a Constituição quiser que determinado assunto seja tratado por lei complementar fará menção expressa \u201clei complementar\u201d, quando assim não o fizer estará tratando da lei ordinária.
a.1) Tipicidade tributária.
O tipo tributário gera obrigação de pagar imposto. O tipo penal tem que esclarecer o que pagar, quando pagar, onde, quanto e para quem pagar. Se não tiver alguma essas informações, é inconstitucional.
 
Exceção do princípio da legalidade: 
A intenção é dar dinamismo porque esses impostos regulam o mercado \u2013 então ele altera a alíquota apenas (não pode alterar fato gerador, base de cálculo, etc).
Ex.: começa uma crise nos EUA e para não repercutir na indústria brasileira, diminui-se a alíquota do IOF. 
Ex.: brasileiro está gastado muito dinheiro fora e está desestabilizando a economia. Aumenta-se o IOF do cartão de crédito para estabilizar o Brasil.
Pode então ser feita por decreto. 
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
§ 1º - É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.
Art. 150 § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I. 
O Executivo por meio de decreto pode corrigir a Inflação base de cálculo do IPTU e IPVA. Se a inflação é de 7%, e o decreto atualizar para 6.5%, é constitucional, pois respeitos o limite da inflação. Não poderia ser além do índice.
STJ Súmula nº 160 - 12/06/1996 - DJ 19.06.1996
IPTU - Atualização - Índice Oficial de Correção Monetária
É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária.
IPVA é a mesma coisa, o governo tem uma tabela com o valor dos automóveis (baseada na fipe) e diz qual é a base de cálculo de cada carro. É permitido corrigir a inflação do valor do carro por meio de decreto. 
Os detalhes podem ser tratados pelo poder executivo (nome do sistema que recolhe a tributação), porém os aspectos essenciais não podem ser reguladas pelo poder executivo.
Observação: É inadmissível delegar para o executivo poder que é do legislativo = posicionamento do STF = art. 25 ADCT. O STF, contudo, já admitiu uma delegação ao executivo, desde que haja parâmetros limitando o seu poder.
Ex.: o legislativo institui a lei, e o executivo poderia instituir em qual site o contribuinte entrega a declaração de imposto de renda, por exemplo, pode regulamentar, mas não pode instituir tributo. 
Princípio da isonomia/igualdade - O princípio da isonomia consigna que a lei não deve dar tratamento desigual a contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Está expresso no artigo 150, II da CF dizendo que: "É vedado à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão da ocupação profissional ou função por ele exercida, independente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos."
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
\u201cTodos são iguais perante a lei\u201d= igualdade formal, todos tem que ser tratados da mesma forma. 
\u201cDireito à igualdade\u201d = igualdade material \u2013 tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na proporção de sua desigualdade.
Como saber se uma determinação ofende a igualdade? Identificar o critério de acordo com a finalidade. Ex.: concurso que só pode ser feito por mulheres \u2013 para ser agente carcerária de penitenciária feminina \u2013 a discriminação de sexos não ofende a igualdade, pois atende a uma finalidade específica. 
Ex.: concurso que só pode ser feito por pessoas que tem 32 dentes \u2013 não promove a finalidade para o qual foi instituído \u2013 discriminatórios \u2013 ofende a igualdade.
O princípio da igualdade encontra-se positivado no campo do direito tributário com o disposto no art. 150, II da CF, ao prescrever a vedação de tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibindo qualquer forma de distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. 
Antes da previsão deste princípio no artigo 150, II da Constituição Federal, verificamos a sua presença em várias passagens da Constituição, a começar pelo preâmbulo que aponta a igualdade como valor supremo de nossa sociedade, logo após encontramos o princípio da igualdade no artigo 5°, \u201ccaput\u201d da Carta Magna ao dispor que \u201ctodos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza\u201d, o que faz o art. 150, II é reforçar este princípio maior.
Sabemos que os princípios são vetores de direção das demais normas que compõem o nosso sistema jurídico, estes princípios devem coexistir sem que possamos falar em sobreposição de um em relação a outro. Contudo, o princípio da igualdade, independente das menções expressas no texto constitucional a indicar a sua relevância, é um dos maiores princípios a compor e orientar o nosso sistema jurídico, pois está a assegurar uma política democrática.
Ao falar do princípio da igualdade não podemos de deixar de trazer à colação a célebre frase de um dos maiores juristas de todos os tempos, Rui Barbosa: \u201cA regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade... Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.\u201d
O artigo 150, II ao vedar tratamento desigual para contribuintes que se encontrem em situação equivalente, implicitamente também veda tratamento igual para aqueles que se encontrem em situação de desigualdade, de tal forma a contemplar em sua plenitude o princípio da igualdade. Neste ponto o constituinte adverte que esta desigualdade, a ensejar tratamento desigual, não pode ser considerada no campo da ocupação profissional ou função exercida, assim, uma determinada classe profissional não pode ser tratada de forma diferenciada em relação à outra, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.
Esta preocupação remonta de nossa primeira Constituição de 1824 ao dispor em seu artigo 179, item 15, que \u201cninguém será isento de contribuir com as despesas do Estado na proporção dos seus haveres\u201d. O presente dispositivo constitucional de nossa Carta Constitucional outorgada tinha como finalidade acabar com os privilégios da nobreza e atender aos preceitos da capacidade contributiva.
Segurança Jurídica - O art. 150, inciso III, da Constituição Federal se subdivide em três alíneas, que podem ser interpretadas como irretroatividade, anterioridade de exercício, e antecedência mínima ou nonagesinal. A interpretação dessas três coisas traz segurança jurídica, garantindo a previsibilidade, calculabilidade, estabilidade, e evitando a surpresa ao direito tributário: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado:
Irretroatividade \u2013 editada lei nova, ela não pode retroagir,