Grau B
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Grau B


DisciplinaDireito Tributário I25.368 materiais284.678 seguidores
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do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. 
Art. 131. São pessoalmente responsáveis: (Mesma lógica do 130). 
 I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos com inobservância do disposto no artigo 191;
 I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos; 
 II - o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão do legado ou da meação;
 III - o espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.
 Art. 132 (operações societárias). A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão, transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas.
 Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente, ou seu espólio, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual.
INCORPORAÇÃO: A( maior) + B (menor) = A (B deixa de existir);
FUSÃO: A + B = C (sadia + perdigão = BR FOODs);
TRANSFORMAÇÃO: A LTDA -> A S/A
E, embora o código não fale, há também: 
CISÃO: A = A1 + A2
Ex.: A1 =comércio, A2 = transporte. Dívida de A será assim dividida = dívida de IPVA vai para A2 e dívida de IPTU vai para A1. Ambos irão responder solidariamente. 
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
Obrigação tributária é toda obrigação surgida quando se consuma um fato imponível previsto na legislação tributária. É considerado como um vínculo que une o credor (ativo) e o devedor (passivo) para o pagamento de alguma dívida. Também pode ser considerada como obrigação tributária a própria prestação que o devedor tem que cumprir. Sendo assim, ocorrido o fato gerador, sempre decorrente de lei, nasce a obrigação tributária (nascimento compulsório). O artigo 113 prevê que:
 
 Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
 	 §1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
 	 §2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
 	§3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
As obrigações tributárias são de dois tipos:
\u2022 Obrigação tributária principal: é a obrigação de pagar o tributo devido (pecuniária). A principal relaciona-se com o DAR (pagar) valor.
\u2022 Obrigação tributária acessória: consiste em ação ou omissão que propicia ou facilita a ação do fisco, como por exemplo a obrigação de emitir nota fiscal (ação), e a de não rasurar os livros fiscais da empresa (omissão). São chamadas também de prestações Negativas ou Positivas). A obrigação acessória consiste em FAZER algo. Ex.: IPVA, obrigação principal é pagar o tributo, obrigação acessória é emplacar o carro.
Constitui-se por quatro elementos:
\u2022 Lei: ato que cria ou institui o tributo, determina aumento de alíquotas, outorga isenções, vedações, não incidência, define o fato gerador e tudo mais que for desta obrigação e estrutura-se pela hipótese, o mandamento e a sanção;
\u2022 Fato Gerador: elemento nuclear da obrigação tributária ou sua própria natureza juridica, sem o qual não há que se falar em obrigação;
\u2022 Sujeito Ativo: é o lado credor da obrigação fiscal;
\u2022 Sujeito Passivo: é lado devedor da relação obrigacional tributária;
A obrigação tributária difere da obrigação civil em muitos aspectos, alguns deles, pois não se pode deixar de pagar o tributo em razão de descumprimento da contra prestação. 
Diferentemente do civil, a obrigação acessória pode existir, mesmo que a principal seja extinta. Ex.: mesmo que não precise pagar imposto sobre livro, é necessário que as livrarias emitam nota fiscal.
O credor (estado) não pode obrigar o contribuinte a cumprir a obrigação. Desta forma, recai multa e se transforma em obrigação por quantia certa.
\u2022 CREDOR = sempre estado \u2013 mas por lei, o Estado pode obrigar alguém a fazer o trabalho dele. Ex.: para fiscalizar imposto de renda, ao invés de analisar contribuinte por contribuinte, pega a empresa, e pede para a empresa entregar o contracheque de todos funcionários.
Apesar de o Estado ser credor, ele pode denegar a cobrança do imposto para outro órgão. Ex.: ITR é federal, mas a união pode celebrar um convenio com o município para este receber o imposto, cobrar, fiscalizar, etc.
\u2022 DEVEDOR = contribuinte, pessoa física ou jurídica;
\u2022 RESPONSÁVEL = auxilia na arrecadação (é o papel do terceiro), ex.: as empresas que recolhem o imposto de renda direto do contracheque dos funcionários.
DEVEDOR E RESPONSÁVEL são devedores solidários e o CREDOR pode cobrar qualquer um deles. Ex.: quando faz empréstimo no banco tem que pagar IOF, mas não se gera uma guia de IOF, é o banco quem repassa ao Estado. Ou seja, o banco é responsável pelo recolhimento deste imposto. 
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
O Código Tributário Nacional trata da responsabilidade tributária nos artigos 128 a 138, dividindo-a em \u201cresponsabilidade dos sucessores\u201d, \u201cresponsabilidade de terceiros\u201d e, finalmente, \u201cresponsabilidade por infrações\u201d. No primeiro dos artigos supramencionados, o referido diploma normativo esclarece que: 
"A lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação" (art. 128, CTN).
Como se depreende do texto legal acima transcrito, faz-se necessária uma lei \u2013 mais especificamente, uma lei ordinária \u2013 para estabelecer a responsabilização tributária de terceiros, já que, de acordo com o princípio da legalidade, \u201cninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei\u201d (art. 5º, II, CF). Nesse sentido, explica Hugo de Brito Machado que: \u201cdenomina-se responsável o sujeito passivo da obrigação tributária que, sem revestir a condição de contribuinte, tem seu vínculo com a obrigação decorrente de dispositivo expresso da lei\u201d. O mesmo autor esclarece que a referida vinculação não é pessoal e direta \u2013 pois tal configuraria a condição de contribuinte, e não de mero sujeito passivo indireto. 
Assim, pode a lei nomear um terceiro, vinculado ao fato gerador da obrigação, para atribuir-lhe a responsabilidade de maneira exclusiva \u2013 caso em que aquele atuará como substituto tributário \u2013 ou meramente supletiva (solidária ou subsidiária).
Tipos de responsabilidade tributária: 
Responsabilidade da pessoa jurídica.
A figura da pessoa jurídica surgiu nas grandes navegações, quando surgiram as primeiras companhias marítimas, originou-se como uma ideia para não envolver o patrimônio pessoal dos comerciantes com o da sociedade. Surgiu então para não confundir o patrimônio pessoal com o do sócio, no entanto hoje é utilizado também para diminuir a carga tributária. 
A pessoa jurídica (sociedade) tem autonomia patrimonial. 
O nascimento da pessoa jurídica pressupõe a existência de contrato/estatuto registrado no órgão competente \u2013 que se faz na junta comercial ou no caso de sociedade de pessoas no registro de pessoa jurídica. 
Na sociedade de pessoas a figura do sócio é muito importante. Ex: médicos, advogados, etc. O tipo societário nesses casos é o S.S. (sociedade simples),