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em que ele deveria ter sido 
intimado. 
§ 2º A nulidade só pode ser decretada após a intimação do Ministério Público, que se 
manifestará sobre a existência ou a inexistência de prejuízo. 
Art. 280. As citações e as intimações serão nulas quando feitas sem observância das 
prescrições legais. 
Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que 
dele dependam, todavia, a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras que 
dela sejam independentes. 
Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e ordenará as 
providências necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados. 
§ 1º O ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte. 
§ 2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da 
nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não 
possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se 
observarem as prescrições legais. 
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte 
prejuízo à defesa de qualquer parte. 
TÍTULO IV 
DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO 
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser distribuídos onde 
houver mais de um juiz. 
Art. 285. A distribuição, que poderá ser eletrônica, será alternada e aleatória, 
obedecendo-se rigorosa igualdade. 
Parágrafo único. A lista de distribuição deverá ser publicada no Diário de Justiça. 
Art. 286. Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: 
I \u2013 quando se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada; 
II \u2013 quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o 
pedido, ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente 
alterados os réus da demanda; 
III \u2013 quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3º, ao juízo prevento. 
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de 
ampliação objetiva do processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva 
anotação pelo distribuidor. 
Art. 287. A petição inicial deve vir acompanhada de procuração, que conterá os 
endereços do advogado, eletrônico e não eletrônico. 
Parágrafo único. Dispensa-se a juntada da procuração: 
I \u2013 no caso previsto no art. 104; 
II \u2013 se a parte estiver representada pela Defensoria Pública; 
III \u2013 se a representação decorrer diretamente de norma prevista na Constituição Federal 
ou em lei. 
Art. 288. O juiz, de ofício ou a requerimento do interessado, corrigirá o erro ou 
compensará a falta de distribuição. 
Art. 289. A distribuição poderá ser fiscalizada pela parte, por seu procurador, pelo 
Ministério Público e pela Defensoria Pública. 
Art. 290. Será cancelada a distribuição do feito se a parte, intimada na pessoa de seu 
advogado, não realizar o pagamento das custas e despesas de ingresso em 15 (quinze) 
dias. 
TÍTULO V 
DO VALOR DA CAUSA 
Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo 
econômico imediatamente aferível. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
I \u2013 na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos 
juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da 
ação; 
II \u2013 na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a modificação, 
a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte 
controvertida; 
III \u2013 na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor; 
IV \u2013 na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação da área 
ou do bem objeto do pedido; 
V \u2013 na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido; 
VI \u2013 na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos 
valores de todos eles; 
VII \u2013 na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII \u2013 na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. 
§ 1º Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de 
umas e outras. 
§ 2º O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação 
for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo 
inferior, será igual à soma das prestações. 
§ 3º O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que 
não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico 
perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas 
correspondentes. 
Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à 
causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o 
caso, a complementação das custas. 
LIVRO V 
DA TUTELA PROVISÓRIA 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. 
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser 
concedida em caráter antecedente ou incidental. 
Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de 
custas. 
Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, 
a qualquer tempo, ser revogada ou modificada. 
Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a 
eficácia durante o período de suspensão do processo. 
Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efetivação 
da tutela provisória. 
Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas referentes ao 
cumprimento provisório da sentença, no que couber. 
Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o 
juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso. 
Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao 
juízo competente para conhecer do pedido principal. 
Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de 
tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional 
competente para apreciar o mérito. 
TÍTULO II 
DA TUTELA DE URGÊNCIA 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem 
a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
§ 1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução 
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, 
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder 
oferecê-la. 
§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia. 
§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver 
perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão. 
Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto, 
sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer 
outra medida idônea para asseguração do direito. 
Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo 
prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se: 
I \u2013 a sentença lhe for desfavorável; 
II \u2013 obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios 
necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias; 
III \u2013 ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese