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ser proposta: 
I \u2013 pelo espólio do sócio falecido, quando a totalidade dos sucessores não ingressar na 
sociedade; 
II \u2013 pelos sucessores, após concluída a partilha do sócio falecido; 
III \u2013 pela sociedade, se os sócios sobreviventes não admitirem o ingresso do espólio ou 
dos sucessores do falecido na sociedade, quando esse direito decorrer do contrato social; 
IV \u2013 pelo sócio que exerceu o direito de retirada ou recesso, se não tiver sido 
providenciada, pelos demais sócios, a alteração contratual consensual formalizando o 
desligamento, depois de transcorridos 10 (dez) dias do exercício do direito; 
V \u2013 pela sociedade, nos casos em que a lei não autoriza a exclusão extrajudicial; ou 
VI \u2013 pelo sócio excluído. 
Parágrafo único. O cônjuge ou companheiro do sócio cujo casamento, união estável ou 
convivência terminou poderá requerer a apuração de seus haveres na sociedade, que 
serão pagos à conta da quota social titulada por este sócio. 
Art. 601. Os sócios e a sociedade serão citados para, no prazo de 15 (quinze) dias, 
concordar com o pedido ou apresentar contestação. 
Parágrafo único. A sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará 
sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada. 
Art. 602. A sociedade poderá formular pedido de indenização compensável com o valor 
dos haveres a apurar. 
Art. 603. Havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o 
juiz a decretará, passando-se imediatamente à fase de liquidação. 
§ 1º Na hipótese prevista no caput, não haverá condenação em honorários advocatícios 
de nenhuma das partes, e as custas serão rateadas segundo a participação das partes no 
capital social. 
§ 2º Havendo contestação, observar-se-á o procedimento comum, mas a liquidação da 
sentença seguirá o disposto neste Capítulo. 
Art. 604. Para apuração dos haveres, o juiz: 
I \u2013 fixará a data da resolução da sociedade; 
II \u2013 definirá o critério de apuração dos haveres à vista do disposto no contrato social; e 
III \u2013 nomeará o perito. 
§ 1º O juiz determinará à sociedade ou aos sócios que nela permanecerem que 
depositem em juízo a parte incontroversa dos haveres devidos. 
§ 2º O depósito poderá ser, desde logo, levantando pelo ex-sócio, pelo espólio ou pelos 
sucessores. 
§ 3º Se o contrato social estabelecer o pagamento dos haveres, será observado o que 
nele se dispôs no depósito judicial da parte incontroversa. 
Art. 605. A data da resolução da sociedade será: 
I \u2013 no caso de falecimento do sócio, a do óbito; 
II \u2013 na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, 
da notificação do sócio retirante; 
III \u2013 no recesso, o dia do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio 
dissidente; 
IV \u2013 na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão 
judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade; e 
V \u2013 na exclusão extrajudicial, a data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver 
deliberado. 
Art. 606. Em caso de omissão do contrato social, o juiz definirá, como critério de 
apuração de haveres, o valor patrimonial apurado em balanço de determinação, 
tomando-se por referência a data da resolução e avaliando-se bens e direitos do ativo, 
tangíveis e intangíveis, a preço de saída, além do passivo também a ser apurado de igual 
forma. 
Parágrafo único. Em todos os casos em que seja necessária a realização de perícia, a 
nomeação do perito recairá preferencialmente sobre especialista em avaliação de 
sociedades. 
Art. 607. A data da resolução e o critério de apuração de haveres podem ser revistos 
pelo juiz, a pedido da parte, a qualquer tempo antes do início da perícia. 
Art. 608. Até a data da resolução, integram o valor devido ao ex-sócio, ao espólio ou 
aos sucessores a participação nos lucros ou os juros sobre o capital próprio declarados 
pela sociedade e, se for o caso, a remuneração como administrador. 
Parágrafo único. Após a data da resolução, o ex-sócio, o espólio ou os sucessores terão 
direito apenas à correção monetária dos valores apurados e aos juros contratuais ou 
legais. 
Art. 609. Uma vez apurados, os haveres do sócio retirante serão pagos conforme 
disciplinar o contrato social e, no silêncio deste, nos termos do § 2º do art. 1.031 da Lei 
nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
CAPÍTULO VI 
DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 610. Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário 
judicial. 
§ 1º Se todos forem capazes e concordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos por 
escritura pública, a qual constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, bem 
como para levantamento de importância depositada em instituições financeiras. 
§ 2º O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas 
estiverem assistidas por advogado ou por defensor público, cuja qualificação e 
assinatura constarão do ato notarial. 
Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 (dois) 
meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses 
subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de 
parte. 
Art. 612. O juiz decidirá todas as questões de direito desde que os fatos relevantes 
estejam provados por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que 
dependerem de outras provas. 
Art. 613. Até que o inventariante preste o compromisso, continuará o espólio na posse 
do administrador provisório. 
Art. 614. O administrador provisório representa ativa e passivamente o espólio, é 
obrigado a trazer ao acervo os frutos que desde a abertura da sucessão percebeu, tem 
direito ao reembolso das despesas necessárias e úteis que fez e responde pelo dano a 
que, por dolo ou culpa, der causa. 
Seção II 
Da Legitimidade para Requerer o Inventário 
Art. 615. O requerimento de inventário e de partilha incumbe a quem estiver na posse e 
na administração do espólio, no prazo estabelecido no art. 611. 
Parágrafo único. O requerimento será instruído com a certidão de óbito do autor da 
herança. 
Art. 616. Têm, contudo, legitimidade concorrente: 
I \u2013 o cônjuge ou companheiro supérstite; 
II \u2013 o herdeiro; 
III \u2013 o legatário; 
IV \u2013 o testamenteiro; 
V \u2013 o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
VI \u2013 o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; 
VII \u2013 o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; 
VIII \u2013 a Fazenda Pública, quando tiver interesse; 
IX \u2013 o administrador judicial da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança 
ou do cônjuge ou companheiro supérstite. 
Seção III 
Do Inventariante e das Primeiras Declarações 
Art. 617. O juiz nomeará inventariante na seguinte ordem: 
I \u2013 o cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que estivesse convivendo com o 
outro ao tempo da morte deste; 
II \u2013 o herdeiro que se achar na posse e na administração do espólio, se não houver 
cônjuge ou companheiro sobrevivente ou se estes não puderem ser nomeados; 
III \u2013 qualquer herdeiro, quando nenhum deles estiver na posse e na administração do 
espólio; 
IV \u2013 o herdeiro menor, por seu representante legal; 
V \u2013 o testamenteiro, se lhe tiver sido confiada a administração do espólio ou se toda a 
herança estiver distribuída em legados; 
VI \u2013 o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
VII \u2013 o inventariante judicial, se houver; 
VIII \u2013 pessoa estranha idônea, quando não houver inventariante judicial. 
Parágrafo único. O inventariante, intimado da nomeação, prestará, dentro de 5 (cinco) 
dias, o compromisso de bem e fielmente desempenhar a função. 
Art. 618. Incumbe ao inventariante: 
I \u2013 representar o espólio ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, observando-se, 
quanto ao dativo, o