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bancária. 
§ 3º Recusando-se o consignatário a prestar caução, o regulador requererá ao juiz a 
alienação judicial de sua carga na forma dos arts. 879 a 903. 
§ 4º É permitido o levantamento, por alvará, das quantias necessárias ao pagamento das 
despesas da alienação a serem arcadas pelo consignatário, mantendo-se o saldo 
remanescente em depósito judicial até o encerramento da regulação. 
Art. 709. As partes deverão apresentar nos autos os documentos necessários à regulação 
da avaria grossa em prazo razoável a ser fixado pelo regulador. 
Art. 710. O regulador apresentará o regulamento da avaria grossa no prazo de até 12 
(doze) meses, contado da data da entrega dos documentos nos autos pelas partes, 
podendo o prazo ser estendido a critério do juiz. 
§ 1º Oferecido o regulamento da avaria grossa, dele terão vista as partes pelo prazo 
comum de 15 (quinze) dias, e, não havendo impugnação, o regulamento será 
homologado por sentença. 
§ 2º Havendo impugnação ao regulamento, o juiz decidirá no prazo de 10 (dez) dias, 
após a oitiva do regulador. 
Art. 711. Aplicam-se ao regulador de avarias os arts. 156 a 158, no que couber. 
CAPÍTULO XIV 
DA RESTAURAÇÃO DE AUTOS 
Art. 712. Verificado o desaparecimento dos autos, eletrônicos ou não, pode o juiz, de 
ofício, qualquer das partes ou o Ministério Público, se for o caso, promover-lhes a 
restauração. 
Parágrafo único. Havendo autos suplementares, nesses prosseguirá o processo. 
Art. 713. Na petição inicial, declarará a parte o estado do processo ao tempo do 
desaparecimento dos autos, oferecendo: 
I \u2013 certidões dos atos constantes do protocolo de audiências do cartório por onde haja 
corrido o processo; 
II \u2013 cópia das peças que tenha em seu poder; 
III \u2013 qualquer outro documento que facilite a restauração. 
Art. 714. A parte contrária será citada para contestar o pedido no prazo de 5 (cinco) 
dias, cabendo-lhe exibir as cópias, as contrafés e as reproduções dos atos e dos 
documentos que estiverem em seu poder. 
§ 1º Se a parte concordar com a restauração, lavrar-se-á o auto que, assinado pelas 
partes e homologado pelo juiz, suprirá o processo desaparecido. 
§ 2º Se a parte não contestar ou se a concordância for parcial, observar-se-á o 
procedimento comum. 
Art. 715. Se a perda dos autos tiver ocorrido depois da produção das provas em 
audiência, o juiz, se necessário, mandará repeti-las. 
§ 1º Serão reinquiridas as mesmas testemunhas, que, em caso de impossibilidade, 
poderão ser substituídas de ofício ou a requerimento. 
§ 2º Não havendo certidão ou cópia do laudo, far-se-á nova perícia, sempre que possível 
pelo mesmo perito. 
§ 3º Não havendo certidão de documentos, esses serão reconstituídos mediante cópias 
ou, na falta dessas, pelos meios ordinários de prova. 
§ 4º Os serventuários e os auxiliares da justiça não podem eximir-se de depor como 
testemunhas a respeito de atos que tenham praticado ou assistido. 
§ 5º Se o juiz houver proferido sentença da qual ele próprio ou o escrivão possua cópia, 
esta será juntada aos autos e terá a mesma autoridade da original. 
Art. 716. Julgada a restauração, seguirá o processo os seus termos. 
Parágrafo único. Aparecendo os autos originais, neles se prosseguirá, sendo-lhes 
apensados os autos da restauração. 
Art. 717. Se o desaparecimento dos autos tiver ocorrido no tribunal, o processo de 
restauração será distribuído, sempre que possível, ao relator do processo. 
§ 1º A restauração far-se-á no juízo de origem quanto aos atos nele realizados. 
§ 2º Remetidos os autos ao tribunal, nele completar-se-á a restauração e proceder-se-á 
ao julgamento. 
Art. 718. Quem houver dado causa ao desaparecimento dos autos responderá pelas 
custas da restauração e pelos honorários de advogado, sem prejuízo da responsabilidade 
civil ou penal em que incorrer. 
CAPÍTULO XV 
DOS PROCEDIMENTOS DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 719. Quando este Código não estabelecer procedimento especial, regem os 
procedimentos de jurisdição voluntária as disposições constantes desta Seção. 
Art. 720. O procedimento terá início por provocação do interessado, do Ministério 
Público ou da Defensoria Pública, cabendo-lhes formular o pedido devidamente 
instruído com os documentos necessários e com a indicação da providência judicial. 
Art. 721. Serão citados todos os interessados, bem como intimado o Ministério Público, 
nos casos do art. 178, para que se manifestem, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias. 
Art. 722. A Fazenda Pública será sempre ouvida nos casos em que tiver interesse. 
Art. 723. O juiz decidirá o pedido no prazo de 10 (dez) dias. 
Parágrafo único. O juiz não é obrigado a observar critério de legalidade estrita, podendo 
adotar em cada caso a solução que considerar mais conveniente ou oportuna. 
Art. 724. Da sentença caberá apelação. 
Art. 725. Processar-se-á na forma estabelecida nesta Seção o pedido de: 
I \u2013 emancipação; 
II \u2013 sub-rogação; 
III \u2013 alienação, arrendamento ou oneração de bens de crianças ou adolescentes, de 
órfãos e de interditos; 
IV \u2013 alienação, locação e administração da coisa comum; 
V \u2013 alienação de quinhão em coisa comum; 
VI \u2013 extinção de usufruto, quando não decorrer da morte do usufrutuário, do termo da 
sua duração ou da consolidação, e de fideicomisso, quando decorrer de renúncia ou 
quando ocorrer antes do evento que caracterizar a condição resolutória; 
VII \u2013 expedição de alvará judicial; 
VIII \u2013 homologação de autocomposição extrajudicial, de qualquer natureza ou valor. 
Parágrafo único. As normas desta Seção aplicam-se, no que couber, aos procedimentos 
regulados nas seções seguintes. 
Seção II 
Da Notificação e da Interpelação 
Art. 726. Quem tiver interesse em manifestar formalmente sua vontade a outrem sobre 
assunto juridicamente relevante poderá notificar pessoas participantes da mesma relação 
jurídica para dar-lhes ciência de seu propósito. 
§ 1º Se a pretensão for a de dar conhecimento geral ao público, mediante edital, o juiz 
só a deferirá se a tiver por fundada e necessária ao resguardo de direito. 
§ 2º Aplica-se o disposto nesta Seção, no que couber, ao protesto judicial. 
Art. 727. Também poderá o interessado interpelar o requerido, no caso do art. 726, para 
que faça ou deixe de fazer o que o requerente entenda ser de seu direito. 
Art. 728. O requerido será previamente ouvido antes do deferimento da notificação ou 
do respectivo edital: 
I \u2013 se houver suspeita de que o requerente, por meio da notificação ou do edital, 
pretende alcançar fim ilícito; 
II \u2013 se tiver sido requerida a averbação da notificação em registro público. 
Art. 729. Deferida e realizada a notificação ou interpelação, os autos serão entregues ao 
requerente. 
Seção III 
Da Alienação Judicial 
Art. 730. Nos casos expressos em lei, não havendo acordo entre os interessados sobre o 
modo como se deve realizar a alienação do bem, o juiz, de ofício ou a requerimento dos 
interessados ou do depositário, mandará aliená-lo em leilão, observando-se o disposto 
na Seção I deste Capítulo e, no que couber, o disposto nos arts. 879 a 903. 
Seção IV 
Do Divórcio e da Separação Consensuais, da Extinção Consensual de União 
Estável e da Alteração do Regime de Bens do Matrimônio 
Art. 731. A homologação do divórcio ou da separação consensuais, observados os 
requisitos legais, poderá ser requerida em petição assinada por ambos os cônjuges, da 
qual constarão: 
I \u2013 as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns; 
II \u2013 as disposições relativas à pensão alimentícia entre os cônjuges; 
III \u2013 o acordo relativo à guarda dos filhos incapazes e ao regime de visitas; e 
IV \u2013 o valor da contribuição para criar e educar os filhos. 
Parágrafo único. Se os cônjuges não acordarem sobre a partilha dos bens, far-se-á esta 
depois