Nutrição e Saúde
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a termo (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
Energia: As necessidades energéticas ofertadas para o RNPT devem girar em torno de 110 e 150 Kcal/
kg/dia (AULER; DEFINO, 2008).
Carboidratos: a glicose é uma importante fonte de energia para o RNPT no início de sua vida, os 
depósitos de glicogênio nesta fase são limitados, pois os RNPT têm dificuldade de produzi-lo. Para a 
adequada oferta calórica na alimentação, recomenda-se que os carboidratos sejam responsáveis por 25 % a 
50 % da oferta calórica (AULER; DEFINO, 2008). O consumo médio de carboidratos de um RNBP fica em 
torno de 10 a 15 g/Kg/dia (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
Proteínas: percebe-se que, em média, essas recomendações variam em torno de 3 a 4g/Kg/dia. Para 
agregação proteica recomenda-se taxas em torno de 3,85 g/Kg/dia, com ingestão energética mínima de 50 a 
60 Kcal/kg/dia (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
Lipídios: os ácidos graxos essenciais têm grande importância no crescimento e desenvolvimento do 
sistema nervoso central e também são de fácil absorção. Os lipídios são fundamentais para o desenvolvimento 
cerebral, necessários para a mielinização e crescimento dos neurônios, para o desenvolvimento das retinas e 
são partes componentes de fosfolipídios da membrana celular. A recomendação para lipídios gira em torno 
de 4,7 g/kg/dia, com variação entre 4 e 9 g/kg/dia (AULER; DELFINO, 2008).
Vitaminas e Minerais: as vitaminas e minerais em geral exercem papel fundamental no crescimento e 
desenvolvimento adequado, visto que o prematuro é privado da deposição de minerais que ocorre no final 
da gestação (AULER; DELFINO, 2008).
A seguir são apresentadas algumas recomendações quanto aos principais micronutrientes:
Zinco e oligoelementos: ocorre deficiência em bebês nascidos com menos de 28 semanas de idade 
gestacional.
Vitaminas A e D: recomenda-se a suplementação a partir dos 10 dias de vida, sendo que em doses de 1.500 
UI (vitamina A) e 400 UI (vitamina D), oferecem boa proteção contra a broncodisplasia pulmonar.
Vitaminas E, Complexo B e C: recomenda-se suplementar a partir da 1° semana de vida, tanto para o uso 
do leite humano, quanto para fórmulas.
Cálcio: 130 a 150 mg/Kg/dia.
Fósforo: 60 a 75 mg/Kg/dia. Considerar que a melhor relação Ca/P é a encontrada no leite materno (2:1).
Sódio: considerar as necessidades aumentadas pela perda urinária.
Fonte: Accioly, Lacerda e Aquino (2009).
2 RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS NA GESTAÇÃO
Na gestação, em especial, o atendimento das recomendações nutricionais maternas tem grande 
influência no ganho ponderal gestacional e bi resultado obstétrico. Os estudos sobre o efeito da nutrição 
na gestação têm sido alvo de pesquisadores e os resultados levaram órgãos internacionais de saúde a 
Nutrição e saúde 64SUMÁRIO
considerar a assistência nutricional pré-natal como componente essencial e indispensável dentro do contexto 
da assistência à gestante (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
A gestação é um período de maior demanda nutricional do ciclo de vida da mulher. Os complexos 
processos que ocorrem no organismo durante a gestação demandam uma oferta maior de energia, proteínas, 
vitaminas e minerais para suprir as necessidades básicas e formar reservas energéticas para a mãe e para o 
feto (DAL BOSCO, 2010). 
Energia: o Institute of Medicine (IOM) 2005 recomenda um cálculo de requerimento energético 
estimado (EER), em que há acréscimo de energia de acordo com a idade gestacional. Para gestantes entre 19 
e 50 anos, temos o seguinte cálculo do EER:
EER = EER pré gestacional + (8Kcal x IG em semanas) + 180 Kcal, onde:
gestacional = 354 \u2013 (6,91 x idade) + PA x (10 x Peso em quilos) + 
(934 x altura em metros) + 25 Kcal.
PA = 1, 0 (sedentária)
PA = 1,16 (pouco ativa)
PA = 1,31 (ativa)
PA = 1,56 (muito ativa)
Fonte: (Dal Bosco, SM; 2010). 
Proteína: a FAO/OMS 1995 recomenda a ingestão de 0,75g por Kg de peso a 1,0g/Kg mais o adicional 
de 6 g diariamente. Para adolescentes, a American Dietetic Association (ADA, 1989) recomenda para as menores 
de 15 anos 1,7 g/Kg/dia e para as maiores de 15 anos 1,5 g/Kg/dia (VITOLO, 2008).
Carboidratos: existe a recomendação de que aproximadamente 55 a 75 % do VET diário seja na forma 
de carboidratos, sendo o limite recomendado para a ingestão de açúcares simples menos de 10 % desses 
valores (DAL BOSCO, 2010). 
Gorduras: o consumo de gorduras deve ficar entre 15 a 30 % do total do VET, sendo menos de 10 % 
na forma de gorduras saturadas. A indicação de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) n-6 é de 13 g/dia e 
de n-3 PUFAs de 1,4 g/dia (DAL BOSCO, 2010). 
Vitaminas e Minerais:
- Cálcio: recomenda-se a ingestão de 1.300 mg/dia de cálcio para gestantes adolescentes e de 1000mg/
dia para gestantes entre 19 e 30 anos (DAL BOSCO, 2010).
- Ácido Fólico: as mulheres em idade fértil devem consumir 400 mg/dia de ácido fólico e mulheres 
grávidas devem consumir 600 mg/dia (VITOLO, 2008). No Brasil, em 2002, a Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (ANVISA) instituiu a adição de 100 mg de ácido fólico para cada 100 gramas de farinha de trigo e 
milho, além de produtos derivados do milho comercializados no Brasil (DAL BOSCO, 2010).
- Ferro: a gestação a termo confere quantidades suficientes de ferro para o feto, mesmo em situações 
de anemia ou desnutrição da mãe, pois a eritropoiese fetal é assegurada, utilizando-se as reservas maternas, 
mesmo que limitadas (VITOLO, 2008). Recomenda-se a ingestão de 27 mg/dia de ferro no segundo e terceiro 
trimestre da gestação, sendo a suplementação medicamentosa uma medida profilática recomendada pela 
OMS. Deve-se concomitantemente recomendar o aumento na ingestão de ferro na dieta juntamente com 
alimentos ricos em vitamina C (DAL BOSCO, 2010).
- Vitamina A: a recomendação de vitamina A para gestantes (770 mg/dia) é muito próxima dos valores 
indicados para mulheres não grávidas (700 mg/dia). Apesar de sua importância na gestação, essa vitamina 
pode ser tóxica quando ingerida em grandes quantidades e parece ser teratogênica quando quantidades 
excessivas são utilizadas nos primeiros meses gestacionais, principalmente se a dose ultrapassar 25.000 UI 
(VITOLO, 2008).
- Vitamina C: recomenda-se a ingestão diária de 85 mg para gestantes entre 19 e 50 anos. A quantidade 
máxima tolerada desta vitamina é de 2 g/dia. Deficiência de vitamina C na gestação já foi associada a parto 
prematuro, pré-eclâmpsia e aumento no risco de infecções (DAL BOSCO, 2010).
- Vitamina D: a recomendação para gestantes não difere daquela recomendada pera mulheres 
não grávidas, que é de 5 mg/dia. Mulheres grávidas ou não, com exposição regular aos raios solares não 
necessitam de suplementação (VITOLO, 2010).
Nutrição e saúde 65SUMÁRIO
- Zinco: a deficiência deste mineral na gestação está relacionada com aborto espontâneo, retardo do 
crescimento intrauterino, prematuridade e pré-eclâmpsia, entre outros. Uma dieta rica em alimentos integrais 
e fitatos, bem como a ingestão elevada de ferro, o tabagismo e o alcoolismo diminuem a concentração 
plasmática materna de zinco, reduzindo sua biodisponibilidade para o feto. Nestes casos, há indicação de 
suplementação de 25 mg/dia de zinco para minimizar o riscos de complicações associadas à carência deste 
mineral (DAL BOSCO, 2010).
3 RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA A NUTRIZ
A mulher que amamenta, denominada nutriz ou lactante, possui necessidades nutricionais específicas 
decorrentes tanto do processo de lactação quanto dos efeitos da gestação, especialmente em relação ao ganho 
de peso durante a gestação (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
A gestação e a lactação constituem dois períodos críticos nos quais há maior exposição a fatores de 
risco para o estabelecimento da obesidade. O ganho de peso durante a gestação tem sido descrito como 
um dos mais importantes determinantes da retenção de peso pós-parto. A obesidade materna pode afetar 
o desempenho
daiana
daiana fez um comentário
excelente conteúdo!
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Daniella
Daniella fez um comentário
Muito bom!
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Nanda
Nanda fez um comentário
show de bola
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