Nutrição e Saúde
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da lactação. Nutrizes com obesidade pré-gestacional e que apresentam ganho de peso 
excessivo durante a gestação apresentam risco aumentado de não iniciar a lactação, de apresentar retardo da 
lactogênese e de interromper o aleitamento materno mais precocemente que nutrizes eutróficas (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
Em países desenvolvidos, o volume de leite não esteve relacionado com o peso e altura, gordura 
corporal ou consumo energético materno. Em países em desenvolvimento, são contraditórias as evidências 
se mulheres mais magras produzem menos leite do que as que têm maior peso para a altura. Quanto ao 
consumo de macronutrientes, o que se sabe até o momento é que não interfere em sua concentração no leite 
humano, mas a deficiência de alguns micronutrientes pode afetar seu teor no leite materno com subsequente 
depleção nutricional do lactente. Porém, embora o conteúdo de gordura da dieta materna afete o teor 
de gordura do leite materno, o teor de ácidos graxos do leite, como o ácido docosahexanoico e o ácido 
araquidônico, pode variar de acordo com a dieta materna (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
Quanto às recomendações nutricionais das nutrizes, segue abaixo as principais recomendações:
Energia: o requerimento de energia durante a lactação é definido como o nível de energia dietética que 
permita a produção de leite consistente com boa saúde para a mulher e para a criança, equilíbrio e promova 
peso e composição corporal adequados. As necessidades energéticas da nutriz serão influenciadas pela 
duração e intensidade da amamentação e estado nutricional da nutriz (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 
2009).
O valor energético total da dieta (VET) da nutriz adulta deverá incluir o gasto energético (GE), que 
considera a taxa de metabolismo basal (TMB) e o nível de atividade física (NAF), adicionado do acréscimo 
para a lactação e subtraindo a energia necessária para a perda de peso. O adicional energético estimado para 
o primeiro e segundo semestre de lactação respectivamente é de 675 Kcal/dia e 460 Kcal/dia (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
VET = GE (TMB x NAF) + adicional energético para a lactação \u2013 energia para a perda de peso
Proteína: os requerimentos de proteína durante a lactação foram determinados pelo método fatorial, 
que considera a taxa média de produção de leite em mulheres bem nutridas e a concentração média de 
proteína e nitrogênio não proteico do leite humano. O consumo seguro de proteína que deverá ser adicionado 
durante a lactação é de 19 g/dia no primeiro semestre e 12,5 g/dia no segundo semestre (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
Vitaminas e Minerais:
- Vitamina A: nutrizes devem aumentar seu consumo para compensar as perdas pelo aleitamento 
materno, pois o teor de vitamina A do leite está diretamente relacionado com a dieta e reserva hepática 
materna. O incremento na necessidade basal e no consumo seguro durante a lactação é de 180 e 350 
mgRE, respectivamente. No segundo semestre de lactação, a necessidade diminui (ACCIOLY; LACERDA; 
AQUINO, 2009).
- Vitamina D: pequena quantidade é transferida para o leite humano. O grau de exposição ao sol da 
nutriz também influenciará o teor desta vitamina no leite (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
Nutrição e saúde 66SUMÁRIO
- Vitamina K: é requerida para proteger o lactente de hemorragias nos primeiros dias de vida. 
Recomenda-se a suplementação do neonato com 1,0 a 2,0 mg desta vitamina imediatamente após o parto, 
pois o leite materno, mesmo com a ingestão materna adequada, não satisfaz plenamente as necessidades do 
lactente (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
- Vitamina C: o leite humano contem 5 a 6 mg/dL de vitamina C. Valores que podem estar mais 
elevados com o aumento da ingestão materna (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
- Riboflavina: o leite humano contém cerca de 0,04 mg/dL de riboflavina. Valor que pode variar 
conforme a dieta materna.
- Folato: a alta incidência de anemia megaloblástica por deficiência de folato em nutrizes sugere 
que, durante a lactação, ocorra a depleção das reservas maternas deste nutriente (ACCIOLY; LACERDA; 
AQUINO, 2009).
- Vitamina B6: a quantidade de vitamina B6 no leite varia conforme a dieta materna e responde 
rapidamente às variações na ingestão. Apenas 1 % da ingestão materna é transferida para o leite (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
- Vitamina B12: a concentração de vitamina B12 no leite de mulheres como dieta mista varia de 0,03 
a 0,32 mg/dL e também depende da ingestão e reserva materna (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
- Cálcio: não há evidências de que a mulher ou a adolescente lactante devam aumentar seu consumo 
de cálcio em quantidades superiores àquelas que não estejam em fase de lactação (ACCIOLY; LACERDA; 
AQUINO, 2009).
4 RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA O PRÉ-ESCOLAR E ESCOLAR
A etapa de nutrição nas fases pré-escolar e escolar caracteriza-se por ser de período de crescimento 
estável com menores necessidades para o crescimento que as etapas anteriores e posteriores da infância. O 
grau de maturidade alcançado pela maioria dos órgãos e sistema equipara-se ao do adulto, como graus de 
variabilidade individual (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
Denomina-se pré-escolar a criança na faixa etária entre 1 e 6 anos (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 
2009). Na fase pré-escolar, a velocidade de crescimento e o ganho de peso são menores que no 2º ano de 
vida. O apetite mostra-se bastante alternante, ou seja, as crianças podem ter muito apetite pela manhã ou em 
determinado período do dia e total anorexia em outros. Convém destacar a importância do desjejum que, 
idealmente, seria uma das principais refeições, devendo contribuir com 20 a 25 % da ingestão diária total de 
energia (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
A faixa etária escolar compreende crianças de 6 a 10 anos de idade e caracteriza-se por maior 
atividade física e ritmo de crescimento constante, com ganho mais acentuado de peso próximo ao estirão. A 
necessidade de um equilíbrio alimentar que responda a demanda nutritiva é importante em qualquer época 
da vida, mas é maior em períodos de crescimento nos quais o organismo mostra-se mais sensível frente a 
qualquer desequilíbrio (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
A saúde, na idade pré-escolar e escolar, se refletirá definitivamente na adolescência e na vida 
adulta, sendo fundamental que sejam atendidas as exigências nutricionais nestas faixas etárias (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
Energia: a RDA 1989 apresenta as calorias por quilograma recomendadas por faixa etária (VITOLO, 
2008).
Proteínas: abaixo segue um quadro com o consumo seguro de proteínas para pré-escolares e escolares.
Idade (anos) Consumo seguro de proteína (g/Kg/dia)
1 1,14
1,5 1,03
2 0,97
3 0,90
4 0,86
5 0,85
Nutrição e saúde 67SUMÁRIO
6 0,89
7 0,91
8 0,92
9 0,92
10 0,91
Fonte: FAO/OMS (2007).
Carboidratos: a faixa aceitável de distribuição dos carboidratos na dieta é de 45 a 65 % do valor 
energético total. Em relação ao consumo de sacarose a OMS sugere um valor máximo de 10 % (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
Fibras: abaixo segue um quadro com a recomendação do consumo de fibras para pré-escolares e 
escolares.
Idade (anos) Meninos Meninas
1 \u2013 3 19 19
4 \u2013 8 25 25
9 \u2013 13 31 26
14 \u2013 18 38 26
Fonte: IOM (2005).
Vitaminas e Minerais: seguir as DRIs, segundo idade e gênero. Em linhas gerais pré-escolares e 
escolares que apresentam uma boa alimentação não necessitam de suplementação de vitaminas e minerais, 
exceto ferro (ACCIOLY; LACERDA; AQUINO, 2009).
5 RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA OS ADOLESCENTES
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a adolescência é o período de transição entre a 
infância e a idade adulta. Cronologicamente a adolescência envolve indivíduos entre os 10 e os 19 anos, 11 
meses e 29 dias de idade. É caracterizada pela etapa evolutiva de crescimento e de desenvolvimento intensos, 
com aumento
daiana
daiana fez um comentário
excelente conteúdo!
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Daniella
Daniella fez um comentário
Muito bom!
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Nanda
Nanda fez um comentário
show de bola
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