Nutrição e Saúde
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como uma boa opção para a avaliação 
nutricional dos RNs pré-termos.
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2 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL GESTANTES
O estado nutricional da mulher, antes e durante a gestação, é crítico para a saúde e sobrevivência 
dela e de seu filho. As medidas utilizadas na avaliação do estado nutricional materno, principalmente os 
indicadores antropométricos, são essenciais para identificar mulheres em risco de complicações gestacionais 
e de dar à luz a crianças com baixo peso (NACIF; VIEBIG, 2007).
A aferição das medidas antropométricas é vital na avaliação nutricional da gestante. Através de alguns 
métodos já bem estabelecidos, é possível classificar o estado nutricional da gestante de acordo com a IG. Em 
relação ao ganho de peso na gestação, espera-se que no primeiro trimestre possa haver tanto manutenção 
do peso corporal, quanto o ganho de 2 Kg ou até a perda de 3 kg, sem causar comprometimento à saúde da 
mãe e do bebê. No segundo e terceiro trimestre a recomendação de ganho de peso baseia-se no IMC pré-
gestacional. É importante salientar que os pontos de corte do IMC para gestantes são diferentes daqueles 
preconizados para a população adulta em geral. A tabela abaixo mostra o ganho de peso recomendado pela 
IOM com base no IMC pré-gestacional (DAL BOSCO, 2010).
IMC Pré-Gestacional Ganho de Peso (g/semana) Ganho Total (Kg)
Baixo peso (<19,8) 500 a partir do 2° trimestre 12,5 a 18
Normalidade (19,8 a 26) 400 a partir do 2° trimestre 11,5 a 16
Sobrepeso (>26 a 29) 300 a partir do 2° trimestre 7 a 11,5
Obesidade (>29) 200 a partir do 2° trimestre 7 a 9,1
Fonte: adaptado de IOM (1992).
Mais recentemente Luke et al. (2003) definiram para cada estado nutricional e para cada semana 
gestacional, a faixa de ganho de peso recomendada para gestantes gemelares, conforme se observa na tabela 
abaixo:
Idade Gestacional Baixo Peso Eutrofia Sobrepeso
0 a 20 semanas 0,57 a 0,79 0,45 a 0,68 0,34 a 0,45
20 a 28 semanas 0,68 a 0,79 0,57 a 0,79 0,34 a 0,57
> 28 semanas 0,57 0,45 0,34
Já a tabela proposta por Atalah, Castillo e castro (1997), avalia o ganho de peso de acordo com a IG, 
baseado no cálculo do IMC atual da gestante. Esta curva é atualmente utilizada e indicada pelo Ministério da 
Saúde como ferramenta de avaliação do estado nutricional da gestante.
Nutrição e saúde 76SUMÁRIO
Curva de Atalah:
3 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL NUTRIZ
Durante a lactação, assim como em outros momentos fisiológicos, o estado nutricional deve ser 
avaliado segundo indicadores antropométricos, dietéticos, bioquímicos, clínicos e funcionais. Ainda que 
uma importante limitação seja a ausência de padrões de referência para este momento fisiológico (ACCIOLY; 
LACERDA; AQUINO, 2009).
A perda de peso após o parto é geralmente maior nos primeiros três meses e naquelas que amamentam 
ao seio exclusivamente. A taxa média de perda de peso esperada durante a lactação é de 0,5 a 1 Kg/mês. 
Estudos mostram que nutrizes com sobrepeso podem perder até 2 Kg/mês sem prejuízos no volume de 
leite produzido e no crescimento da criança, não sendo recomendadas perdas superiores a este valor. Dietas 
com redução de 500 Kcal/dia associadas a exercícios físicos proporcionam perda de peso e de massa gorda, 
sem efeitos no volume e composição do leite bem como velocidade de crescimento (ACCIOLY; LACERDA; 
AQUINO, 2009).
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A perda de peso segura recomendada durante a lactação encontra-se na tabela abaixo:
IMC Meta Perda de Peso Recomendada
< 18,5 (baixo peso) Alcance de um IMC saudável (eutrofia) ------
\u226518,5 e <25 (eutrofia) Manutenção do peso dentro da faixa de 
eutrofia 
------
\u226525 e <30 (sobrepeso) Perda de peso até atingir IMC dentro da 
faixa de eutrofia
0,5 a 1 Kg/mês
\u226530 (obesidade) Perda de peso até atingir IMC dentro da 
faixa de eutrofia
0,5 a 2 Kg/mês
4 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL NO PRÉ-ESCOLAR E ESCOLAR
A criança se apresenta em constante crescimento e desenvolvimento. O crescimento infantil é um 
processo dinâmico que se realiza ao longo do tempo e que deve ser observado e quantificado mediante 
múltiplas medidas, em várias ocasiões, seguindo orientação conforme a idade, o gênero e a fase de 
crescimento (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
Peso: é uma medida de relevância em pediatria devido à fácil obtenção e pela alta sensibilidade 
durante os agravos nutricionais agudos e crônicos (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
Estatura: essa medida reflete o estado nutricional atual e pregresso, e sofre alteração e recuperação 
mais lentas (WEFFORT; LAMOUNIER, 2009).
Perímetro Cefálico (PC) e Torácico (PT): o perímetro cefálico é uma medida bem utilizada em pediatria 
no rastreio de microcefalia, macrocefalia ou hidrocefalia. Em termos de avaliação nutricional esta medida 
só tem valor quando associada ao perímetro torácico como indicador de proporção (PT/PC). Ao nascer, a 
criança apresenta PT e PC praticamente idênticos (PT/PC = 1). De seis meses até os cinco anos, esta relação 
deve ser superior a 1 (PT/PC >1). Quando a relação é inferior a um pode-se suspeitar de uma desnutrição 
energético-proteica (DAL BOSCO, 2010).
Perímetro Braquial: a avaliação nutricional baseada no perímetro braquial é útil como instrumento 
de triagem de crianças de 1 a 5 anos, quando não é viável a aferição do peso e estatura (DAL BOSCO, 2010).
Circunferência Abdominal: na infância e na adolescência os riscos associados ao excesso de gordura 
abdominal ainda estão pouco definidos. Nos casos de obesidade encontrou-se correlação com morbidades 
como hiperinsulinemia de jejum e o aumento das lipoproteínas plasmáticas (WEFFORT; LAMOUNIER, 
2009).
Situações Especiais: para crianças com paralisia cerebral e síndrome de down, deve-se utilizar as curvas 
de crescimento específicas para essas populações, visto que atendem suas peculiaridades e especificidades.
5 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL ADOLESCENTES
A adolescência é uma fase que se caracteriza por mudanças, entre elas o estirão de crescimento e as 
alterações na composição corporal. Todas acontecem associadas ao processo de maturação sexual, sendo 
que a idade cronológica dos acontecimentos pode variara entre os indivíduos, visto depender de processos 
genéticos, hormonais e ambientais (PRIORE et al, 2010).
Nesta fase há aumento de quase todos os órgãos e segmentos corporais, sendo que aproximadamente 
20 % da estatura e 50% do peso do adulto são ganhos nesse período (PRIORE et al, 2010).
Os indicadores utilizados para avaliar o estado nutricional de adolescentes são os mesmos que para 
as crianças, porém os critérios de aplicação e interpretação dos dados são mais complexos. Adolescentes 
da mesma idade e sexo podem se encontrar em diferentes estágios de maturação sexual, o que torna difícil 
a elaboração e utilização de referenciais que privilegiam a grande variação individual quanto à época de 
aparecimento dos acontecimentos pubertários (NANCIF; VIEBIG, 2007).
Na adolescência, o IMC é mais adequado do que o peso/altura e peso/idade, pois parece refletir 
melhor as mudanças da forma corporal. O perímetro braquial e as dobras cutâneas, como a do tríceps, 
podem ser medidas complementares, permitindo melhor avaliação da gordura corporal. Os passos para 
o diagnóstico individual são: avaliar o adolescente, considerando sua idade em anos e o sexo; proceder 
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à avaliação do IMC em percentis e avaliar o estágio de maturação sexual, segundo os critérios de Tanner 
(1962) (NACIF; VIEBIG, 2007).
A tabela abaixo mostra as possibilidades para a classificação do estado nutricional de acordo com os 
percentis do IMC.
Frisancho, 1990 OMS, 1995 SISVAN, 2004
<5 Baixo peso <5 Baixo peso <3 Déficit
5 \u2013 15 Risco para baixo peso 5 \u2013 85 Eutrofia 3 \u2013 10 Risco de déficit
15 \u2013 85 Eutrofia 85 \u2013 95 Sobrepeso 10 \u2013 85 Normalidade
85 \u2013 95 Sobrepeso \u226595 Obesidade 85
daiana
daiana fez um comentário
excelente conteúdo!
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Daniella
Daniella fez um comentário
Muito bom!
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Nanda
Nanda fez um comentário
show de bola
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