Nutrição e Saúde
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Nutrição e Saúde


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de Saúde, 2006.
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Nutrição e saúde 131SUMÁRIO
O PAPEL DO PAI E DA FAMÍLIA NA AMAMENTAÇÃO: \u201cQUEM TEM PEITO DÁ 
LEITE, QUEM NÃO TEM DÁ FORÇA\u201d
Thaísa Fávero
Simone Morelo Dal Bosco
O nascimento de um filho é um evento que modifica a vida do casal, em especial à da mãe. A resposta 
da mulher a estas mudanças é influenciada pelo apoio que ela recebe daqueles que a rodeiam, principalmente 
do pai do bebê (DUNKEL-SCHETTER, 1996). Os primeiros dez dias após o parto, o pai possui extrema 
importância, para que haja o aleitamento exclusivo, devido às dificuldades que podem ocorrer durante a 
amamentação e serem realçadas com a falta de apoio do companheiro (OMS, 2001).
A amamentação não é, totalmente, instintiva no ser humano, muitas vezes tem que ser aprendida 
para ser prolongada de maneira correta, e na maioria das vezes a nutriz precisa de reforço e apoio constantes 
(OMS/UNICEF, 1989). Pois é sabido que o aleitamento materno é influenciado por fatores sociopsicoculturais. 
Dentre todas as pessoas próximas, a presença do pai é o suporte de maior relevância para a amamentação no 
ponto de vista da nutriz. Percebe-se que o pai influi na decisão da mulher de amamentar e contribui para a 
sua continuidade (MARQUES, 2010). Porém, para que haja sucesso no aleitamento não é necessária somente 
a presença do pai e sim, sua atitude (SCOTT, 1999).
A figura paterna é muito importante durante toda a gestação e amamentação, porém, muitas vezes, 
é vista só como suporte financeiro, isto aumenta a dificuldade de criar o vínculo pai-filho. Reafirmamos que 
é importante a presença do pai no momento da amamentação, pois o apoio paterno deixa a mãe encorajada, 
favorecendo o sucesso do aleitamento materno (PONTES; ALEXANDRINO; OSÓRIO, 2010).
Tem sido cada vez mais comum ver pais e familiares em consultas de pré-natal, acompanhando as 
gestantes. Também, muitos pais querem estar presente na sala de parto, o pai está deixando de ser apenas 
um espectador e provedor, passando a se envolver com assuntos que diziam respeito só às mulheres 
(ARAÚJO, 1997). Além do que, estar presente na hora do parto é uma forma de os homens também se 
sentirem responsáveis pelo processo de geração de vida, que se passa no corpo da mulher (BERTSCH et al., 
1990). É garantido por lei, sancionada em 07 de abril de 2005, (Lei nº 11.108), o direito do pai de acompanhar 
todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2005).
Além do marido, a mãe da nutriz também é importante para o sucesso da amamentação, pois 
ela surge como modelo de referência (MACHADO; NAKANO; SHIMO, 1998). O fato da nutriz ter sido 
amamentada por sua mãe, também é um fator que influencia muito para a amamentação ocorrer (SAYERS et 
al., 1995). Assim como, ter o conhecimento sobre os benefícios nutricionais e imunológicos do leite materno 
(MACHADO, 1995).
Envolvendo a família na lactação, percebe-se que esta é responsável pelas maiores interferências 
sobre os cuidados com o bebê, com destaque para os mitos repassados de geração para geração, de maneira 
a incentivar ou mesmo desestimular o aleitamento materno (BARREIRA; MACHADO, 2004).
O apoio e elogios dos pais na hora da amamentação, além de encorajar a gestante, auxiliam na 
produção de ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite. É considerado, pelas nutrizes, atitudes 
encorajadoras e assistências dos pais, homens com condutas de apoio à amamentação. Contudo, é necessário 
orientar, incentivar e desenvolver uma participação do pai e outros familiares, em palestras de aleitamento 
materno, mostrar exemplos, envolvê-los nas orientações e nos grupos de aleitamento materno, para assim 
haver um incentivo maior na hora da amamentação, vinda dos pais e familiares (PAVILL, 2002; INGRAM; 
JOHNSON, 2004; COSTA, 2007).
O papel do pai é de extrema importância para que a mãe consiga amamentar. O pai precisa 
passar segurança, e o auxílio nas tarefas com o bebê, revelam que a mãe pode sentir-se mais segura, e, 
consequentemente, toda a família viverá melhor esta fase.
Nutrição e saúde 132SUMÁRIO
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, L. D. S. de. Querer/poder amamentar. Uma questão de representação? Londrina: UEL, 1997.
BARREIRA, Sandra Mara C.; MACHADO, Maria de Fátima A. S. Amamentação: com-preendendo a influência do 
familiar. Acta Sci Health Sci. v. 26, n. 1, p. 11-20, 2004.
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doulas. Journal of Psychosomatic Obstetrics and Gynaecology, 2:251-260. 1990.
BRASIL. Lei n. 11.108, de 7 de abril de 2005. Altera a Lei n. 8080, de 19 de Setembro de 1990, para garantir às 
parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito 
do Sistema Único de Saúde - SUS. Diário Oficial da União. Brasília, 2005.
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PONTES, C. M.; ALEXANDRINO, A. C.; OSÓRIO, M. M. Participação do pai
daiana
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Nanda
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