Manual de Cuidados Paliativos ANCP
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Avaliação do paciente sob Cuidados Paliativos
mAriA Goretti sAles mACiel
Introdução
Um dos paradigmas da medicina paliativa no contexto atual é afirmar que a morte 
é parte da vida e fenômeno fisiológico, que, quando inicia seu processo, cursa de forma 
irreversível. O desafio é a boa avaliação do doente, além da identificação de parâmetros 
que apoiem de formas científica e clínica o diagnóstico desse processo.
Cuidados Paliativos e medicina paliativa requerem conhecimento técnico refinado, 
aliado à percepção do ser humano como agente de sua história de vida e determinante 
do seu próprio curso de adoecer e morrer. Valorizam-se as histórias natural da doença 
pessoal de vida e as reações fisiológicas, emocionais e culturais diante do adoecer. Pro-
movem-se uma atenção dirigida para o controle de sintomas e o bem-estar do doente e 
de seu entorno. Os familiares precisam compreender a evolução da doença e da cadeia de 
acontecimentos que levará ao evento final.
É por essa questão que há necessidade de uma prática altamente individualizada. 
Medicina paliativa não é medicina de protocolos clínicos, mas de princípios, e, como tal 
deve partir da prerrogativa de que a melhor ferramenta para a boa paliação de sintomas 
é a avaliação do paciente.
Independentemente da modalidade de atendimento, em regime de internação ou am-
bulatorial, a avaliação do paciente deve conter elementos fundamentais que possibilitem 
a compreender quem é a pessoa doente, o que facilita identificar preferências e dificul-
dades, qual a cronologia da evolução de sua doença e os tratamentos já realizados, as 
necessidades atuais e os sintomas, o exame físico, os medicamentos propostos, as demais 
decisões clínicas e a impressão a respeito da evolução, do prognóstico e das expectativas 
em relação ao tratamento proposto.
As evoluções subsequentes devem registrar o impacto do tratamento proposto, a ava-
liação dos sintomas, o exame físico, os resultados de eventuais exames e as novas propos-
tas, assim como as informações trocadas com o paciente e seus familiares.
A conclusão do caso clínico deve resumir os principais fatos da internação e, quando 
for o caso, estabelecer um plano de cuidados que contemple as necessidades do doente 
nas próximas semanas, até a próxima vista ou consulta. No caso de óbito, deve constar o 
relato sucinto das últimas horas de vida.
Os principais elementos da avaliação