Manual de Cuidados Paliativos ANCP
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Manual de Cuidados Paliativos ANCP


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quando forem portadores de doença rapidamente progressiva.
O Anexo 2 é composto por uma ficha médica ambulatorial para ser usada na 
primeira consulta, em frente e verso.
O Anexo 3 é uma sugestão de ficha de prontuário domiciliar, com base no plano 
de cuidados que deve ser renovado a cada visita. O verso da ficha é usado para texto 
livre, caso o profissional julgue necessário.
As fichas estão acessíveis para download no site da ANCP: www.paliativo.org.br.
Referências
1. ANDERSON, F. et al. Palliative Performance Scale (PPS): a new tool. J Palliat Care, v. 12, n. 1, 
p. 5 e 11, 199\ufffd.
2. BRUERA, E. et al. The Edmonton Symptom Assessment System (ESAS): a simple method of the 
assessment of palliative care patients. Journal of Palliative Care, v. \ufffd, p. \ufffd-9, 1991.
3. BRUERA, E.; MACDONALD, S. Audit methods: the Edmonton Symptom Assessment. In: 
HIGGINSON, I. ed. Clinical audit in palliative care. Oxford: Radcliffe Medical Press, p. \ufffd1-\ufffd\ufffd, 1993.
4. CAPITAL HEALTH. Guidelines for using Edmonton Symptom Assessment System (ESAS). Capital 
Health, PDF, 2001.
5. CHANG, V. T.; HWANG, S. S.; FEUERRMAN, M. Validation of the Edmonton Symptom Assessment 
Scale. Cancer, v. 88, n. 9, p. 21\ufffd4-\ufffd1, 2000.
\ufffd. HEAD, B.; RITCHIE, C. S.; SMOOT, T. N. Prognostication in hospice care: can the palliative 
performance scale help? Journal of Palliative Medicine, v. 8, n. 3, p. 492-502, 2005.
\ufffd. LAU, F. et al. Using the Palliative Performance Scale to provide meaningful survival estimates. 
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8. MORITA, T. et al. Validity of the Palliative Performance Scale from a performance scale from a 
survival perspective. J Pain Symptom Manage, v. 18, n. 1, p. 2-3, 1999. [letter].
9. O\u2019TOOLE, D. M.; GOLDEN, A. M. Evaluating cancer patients for rehabilitation potential. West J 
Med, v. 155, p. 384-\ufffd, 1991.
10. SCHAG, C. C.; HEINRICH, R. L.; GANZ, P. A. Karnofsky performance status revisited: reliability, 
validity, and guidelines. J Clin Oncology, v. 2, p. 18\ufffd-93, 1984.
45
11. VICTORIA HOSPICE SOCIETY. Palliative Performance Scale (PPS), 2004.
12. VIRIK, K.; GLARE, P. Validation of the Palliative Performance Scale for inpatients admitted to a 
palliative care unit in Sydney, Australia. J Pain Symptom Manage, v. 23, n. \ufffd, p. 455-\ufffd, 2002.
4\ufffd
Manual de Cuidados Paliativos da ANCP
Anexo 1
FICHA DE ENCAMINHAMENTO CUIDADOS PALIATIVOS
NOME:
Idade: Sexo: Nº prontuário:
Serviço:
Médico: CRM:
Diagnóstico principal \u2013 época:
Diagnósticos secundários:
1.
2.
3.
4.
5.
\ufffd.
Tratamentos realizados:
Necessidades, sintomas e cuidados especiais:
Medicamentos em uso:
Encaminhar o familiar com esta ficha ao 12º andar, Ala Par \u2013 Cuidados Paliativos
4\ufffd
Anexo 2
SERVIÇO DE CUIDADOS PALIATIVOS FICHA DE ATENDIMENTO AMBULATORIAL
NOME: Idade: 
Karnofsky:
Encaminhamento:
Acompanhante: Data:
Diagnóstico principal: Data:
Diagnósticos secundários:
Outros diagnósticos:
Motivo da consulta:
Tratamento realizado:
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Anexo 3
SERVIÇO DE CUIDADOS PALIATIVOS: VISITA MÉDICA DOMICILIAR:
DATA:
NOME:
Cuidador:
Diagnósticos: PPS:
1
2
3
4
5
\ufffd
Avaliação:
ESAS: Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton Medicamentos:
Sem dor = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 1.
Sem cansaço = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 2.
Sem náusea = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 3.
Sem depressão = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 4.
Sem ansiedade = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 5.
Sem sonolência = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 \ufffd.
Muito bom apetite = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 \ufffd.
Sem falta de ar = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 8.
Melhor sensação = 0 - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - \ufffd - \ufffd - 8 - 9 - 10 
de bem-estar possível
9.
Recomendações:
Retorno: Médico:
PPS: Palliative Performance Scale.
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Comunicação em Cuidados Paliativos
mAriA JúliA PAes dA silvA
moniCA mArtins trovo de ArAúJo
Sentido da comunicação em Cuidados Paliativos
Uma vez que se relacionar é estar com o outro, fazendo uso de habilidades de comu-
nicações verbal e não-verbal para emitir e receber mensagens(12), a comunicação é um 
elemento fundamental na relação humana e um componente essencial do cuidado. O 
emprego adequado de técnicas e estratégias de comunicação interpessoal pelos profis-
sionais da saúde é medida terapêutica comprovadamente eficaz, permitindo ao paciente 
compartilhar medos, dúvidas e sofrimento, contribuindo para a diminuição do estresse 
psicológico e garantindo a manifestação de sua autonomia(2, \ufffd).
Para os pacientes sob Cuidados Paliativos, a comunicação interpessoal e o relaciona-
mento humano são ressignificados, representando a essência do cuidado que sustenta fé 
e esperança nos momentos mais difíceis que são enfrentados(1). 
O paciente sob Cuidados Paliativos deseja ser compreendido como um ser humano 
que sofre porque, além da dor física, possui conflitos existenciais e necessidades que os 
fármacos ou os aparelhos de alta tecnologia não podem suprir. Assim, ademais de com-
partilhar seus medos e anseios relacionando-se com seus pares, ele necessita sentir-se 
cuidado, amparado, confortado e compreendido pelos profissionais da saúde responsáveis 
por ele. Expressões de compaixão e afeto na relação com o paciente trazem a certeza 
de que ele é parte importante de um conjunto, o que ocasiona sensação de proteção e 
consolo, além de paz interior(\ufffd).
Para que essas necessidades sejam atendidas e o cuidado ao fim da vida seja bem-
sucedido, é necessário que os profissionais da saúde resgatem a relação interpessoal em-
pática e compassiva como base para suas ações e condutas. Mais do que habilidades 
técnicas para diagnosticar e tratar, além de informações sobre doença e tratamento, os 
pacientes que vivenciam a terminalidade esperam que a relação com os profissionais da 
saúde seja alicerçada por compaixão, humildade, respeito e empatia. Na prática a imple-
mentação e a sustentação desses conceitos subjetivos é possível com o uso adequado de 
habilidades de comunicação.
O Quadro 1 evidencia o sentido da comunicação interpessoal no cuidado ao final da vida.
O que precisamos entender sobre comunicação?
Independente da área de formação básica ou da categoria profissional, os profissio-
nais da saúde têm como base de seu trabalho as relações humanas e, por isso, precisam 
aprimorar suas habilidades de comunicação. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicó-
logos e outros especialistas que trabalham com seres humanos em situação de doença e 
sofrimento, principalmente com aqueles que vivenciam a terminalidade, necessitam saber 
não apenas o que, mas quando e como falar. Precisam até mesmo saber o momento de 
calar, substituindo a frase por um toque afetivo ou potencializar o efeito de um ansiolí-
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tico com um bom par de ouvidos, estando mais próximo e acessível às reais necessidades 
dos pacientes.
Comunicação interpessoal não se resume à troca de mensagens entre duas ou mais 
pessoas, tampouco à mera transmissão de informações. Trata-se de um processo comple-
xo que envolve percepção, compreensão e transmissão de mensagens por parte de cada 
sujeito envolvido na interação, considerando-se contexto, cultura, valores individuais, 
experiências, interesses e expectativas de cada um(10). 
Todo processo de comunicação é constituído por duas dimensões: verbal e não-verbal. 
A verbal é aquela que ocorre por meio de palavras, com o objetivo de expressar um pen-
samento, clarificar um fato ou validar a compreensão de algo(12). Porém ela é insuficiente 
para caracterizar a complexa