Resumo Direito Constitucional   Aula 01
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Resumo Direito Constitucional Aula 01


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nº 1 de 15 de 
novembro de 1889, alterando a definição constitucional do país. Desta forma, o 
referido decreto possui natureza constitucional (mas não é uma constituição). 
 
3.3. Constituição de 1934 
Buscou a superação da política do Café com Leite, com a tomada do poder por 
Vargas. É uma constituição promulgada, que manteve a federação, a república e o 
presidencialismo. 
 
3.4. Constituição de 1937 
É uma constituição outorgada (imposta), que manteve a federação, a república 
e o presidencialismo. 
Adveio na era Vargas, no Estado Novo, sendo conhecida como Polaca, por 
conta da influência da constituição polonesa de caráter ditatorial. 
 D. Constitucional 
Data: 29/08/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 10 
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3.5. Constituição de 1946 
Surge com a redemocratização do Estado, com a queda de Vargas e a extinção 
do Estado Novo. Manteve o federalismo, a república e o presidencialismo. 
 
3.6. Constituição de 1967 
Entre 1961 e 1963, foi adotado o parlamentarismo, com o fim de evitar que 
João Goulart assumisse o poder, até que o presidencialismo foi escolhido pelo povo 
em plebiscito no início de 1963. 
Em 1964, foi dado o golpe militar, chamado por alguns de revolução, pois 
parcela da população apoiava. 
A Constituição de 1967 é outorgada, mas alguns entendem-na como 
semipromulgada ou semioutorgada, pois promulgada pelo Congresso Nacional, mas 
elaborada de acordo com a vontade dos militares (formalmente promulgada, mas 
materialmente imposta). 
Em 1969, a EC nº 1 alterou basicamente toda a Constituição, sendo entendida 
como uma constituição nova pela doutrina majoritária. A partir daí, a Constituição 
Brasileira passou a ser chamada de Constituição de 67/69. 
 
3.7. Constituição de 1988 
É uma constituição promulgada, amplamente democrática, permanecendo a 
república, a federação e o presidencialismo. 
 
4. Concepções da Constituição 
São várias as concepções distintas e serão abordadas as mais comuns em 
provas. 
 
4.1. Concepção jurídica ou positivista (Hans Kelsen) 
A constituição é uma lei fundamental do Estado. Para Kelsen, constituição e lei 
são ontologicamente (essencialmente) iguais, sendo a diferença a hierarquia entre 
elas, remetendo-se à teoria escalonada ou do escalonamento da ordem jurídica. 
Por esta teoria, a norma jurídica é valida se estiver de acordo com a norma 
superior. A Constituição é valida por haver uma norma hipotética fundamental acima 
 D. Constitucional 
Data: 29/08/2011 
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dela, que não é a dignidade da pessoa humana, nem os direitos fundamentais, pois 
não pode ser valorativa. 
A norma hipotética fundamental não é direito posto, é direito pressuposto. 
Direito posto é o direito escrito, enquanto pressuposto é decorrente da lógica. Desta 
forma, a norma hipotética fundamental é uma ordem: cumpra-se a constituição, 
independentemente do que ela diga. 
A constituição é chamada de jurídico-positiva, enquanto que a norma 
hipotética fundamental é chamada de constituição lógico-jurídica na concepção 
positivista. 
Por não se preocupar com o conteúdo da Constituição, a concepção jurídica de 
constituição é chamada de concepção formal da constituição. 
A pirâmide de Kelsen retrata exatamente tal situação em que uma norma 
inferior só é válida quando de acordo com a superior. 
 
4.2. Concepção política da Constituição (Carl Schmitt) 
Para Carl Schmitt, a constituição é o conjunto das decisões políticas 
fundamentais. Ele entende que existe a constituição formal (texto da constituição) e a 
constituição material (conjunto das decisões políticas fundamentais). As decisões 
políticas fundamentais são normas que tratam de direitos fundamentais, da 
organização do Estado e da organização dos poderes. 
Exemplo de norma formalmente constitucional: o Colégio Pedro II, previsto no 
artigo 242, parágrafo 2º, CRFB/88. 
Art. 242, § 2º - O Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será 
mantido na órbita federal. 
Exemplo de norma formalmente e materialmente constitucional: artigo 1º, 
CRFB. 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de 
Direito e tem como fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
 D. Constitucional 
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Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de 
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
Segundo esta concepção, há normas políticas fundamentais que não estão no 
texto da constituição, que são materialmente constitucionais. Esse tema será 
abordado no tópico de controle de constitucionalidade (bloco de constitucionalidade). 
 
4.3. Concepção Sociológica (Ferdinand Lassale) 
Para esta concepção, a essência da constituição é a soma dos fatores reais de 
poder, que retratam a realidade política como é de fato. 
A constituição não precisa estabelecer um dever-ser, pois apenas reflete o que 
a realidade social e política é. Preocupa-se com o ser e não com o dever-ser, devendo a 
constituição escrita refletir a realidade do poder, caso contrário será mera folha de 
papel. 
 
4.4. Concepção Axiológica (Ronald Dworkin) 
A constituição é um sistema objetivo de valores (não são valores definidos pelo 
sujeito). Tais valores revelam-se através dos princípios e têm conteúdo moral. Desta 
forma, deve ser feita uma leitura moral da constituição. 
 
4.5. Concepção concretista ou concretizadora (Konrad Hesse) 
Para Hesse, constituição não é só norma, nem só fato, porque o fato influencia 
a norma e esta pode mudar o fato, havendo correlação entre norma e fato. Com isto, o 
intérprete deve analisar a norma, partir para o fato e retornar à norma, formando o 
círculo hermenêutico (ida e vinda entre norma e fato). O fato é influência importante