Resumo Direito Constitucional   Aula 04
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Resumo Direito Constitucional Aula 04


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impõe, não sendo admitida a 
federalização de norma estadual/municipal. 
TRF \u2013 2ª Região \u2013 2009 
QUESTÃO 6 - Quanto ao processo legislativo e ao controle de constitucionalidade, 
assinale a opção correta. 
A. De acordo com a doutrina, quando o projeto de lei for modificado em sua 
substância pela casa revisora, a emenda deve retornar para a análise da casa 
iniciadora, sob pena de configuração de vício formal subjetivo, passível de 
controle de constitucionalidade. 
R: Errada. O vício formal subjetivo é de iniciativa e, no caso, há vício formal 
objetivo. 
B. O controle prévio ou preventivo de constitucionalidade realizado pelo 
Poder Legislativo incide sobre todos os projetos de atos normativos. 
R: Errada. O controle prévio incide sobre atos normativos apenas do próprio 
poder legislativo. 
C. No Brasil, o controle posterior ou repressivo de constitucionalidade é 
exercido com exclusividade pelo Poder Judiciário, tanto de forma difusa 
como concentrada. 
 Direito Constitucional 
Data: 12/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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R: o judiciário não é o único a fazer controle repressivo3. 
D. No tocante à legitimação dos partidos políticos para a representação de 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou federal, 
contestados em face da CF, o STF entende que a perda de representação do 
partido político no Congresso Nacional após o ajuizamento da ADI 
descaracteriza a legitimidade ativa para o prosseguimento da ação. 
R: Errada. Não perde a legitimidade (este tema ainda será abordado). 
E. De acordo com a doutrina, a técnica da declaração de 
inconstitucionalidade por arrastamento pode ser aplicada tanto em 
processos distintos como no mesmo processo. 
R: Certa. 
 
1.3. Controle Incidental ou Concreto de Constitucionalidade 
O controle incidental é o controle em que a matéria constitucional é uma 
questão incidental ou prejudicial no processo (incidenter tantum). 
Difere-se do controle abstrato, em que a matéria constitucional é a questão 
principal. 
Exemplo: contribuinte entra com ação para não pagar um tributo e receber o 
que já pagou, sendo a inconstitucionalidade da norma mera causa de pedir. 
Neste caso, ocorre a argüição incidental de inconstitucionalidade, que pode 
ser analisada sob diversos aspectos: 
a) quanto ao sujeito: tanto as partes, como o terceiro interveniente, o MP 
podem argüir a inconstitucionalidade incidentalmente, e o juiz pode conhecê-la de 
ofício. 
b) quanto ao momento: a argüição incidental pode ser feita em qualquer fase 
do processo, respeitado o prequestionamento no âmbito do RE. 
c) quanto ao objeto: lei federal, lei estadual e lei municipal podem ser objetos 
de controle. 
d) quanto ao parâmetro: tanto a CRFB, quanto as constituições estaduais 
podem servir de parâmetro ao controle. 
A CRFB serve de parâmetro com relação às leis federal, estadual e municipal. Já 
a constituição estadual serve como parâmetro com relação às leis estadual e municipal 
 
3
 Nota do monitor: na aula anterior, o professor apresentou hipóteses de controle repressivo realizado 
pelo Poder Legislativo, como nos casos de análise de medida provisória para convertê-la ou não em lei e 
de sustação de lei delegada. 
 Direito Constitucional 
Data: 12/09/2011 
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apenas. Havendo conflito entre a lei federal e a constituição estadual, o controle de 
ambas será feito com base na CRFB. 
 
1.3.1. Características do Controle Incidental 
a) anterioridade: a questão constitucional é logicamente anterior à questão 
principal. 
b) superordinação: a solução da questão constitucional condiciona a questão 
principal, sendo consequência da característica anterior. 
 
1.3.2. Procedimento do Controle Incidental 
A pergunta a ser respondida é a seguinte: a argüição incidental de 
inconstitucionalidade gera alteração no procedimento? 
No âmbito da 1ª instância, a argüição incidental de inconstitucionalidade não 
gera qualquer mudança procedimental. O juiz, nos fundamentos da decisão final, 
deverá analisar se a lei é ou não constitucional. 
Observação: o art. 92 da CRFB/88 não elenca os juizados especiais e as turmas 
recursais como órgãos do Poder Judiciário. Em aparente contradição, o art. 98 da 
CRFB/88 faz menção sobre a criação de juizados. O que de fato acontece é que 
juizados especiais e turmas recursais são formas de organização do Poder Judiciário (e 
não órgãos), isto é, no caso dos juizados e turmas recursais, os magistrados que o 
integram é que são considerados os órgãos do judiciário. 
Observação: Além do CNJ e os tribunais, os magistrados são órgãos do Poder 
Judiciário. 
Observação: As turmas recursais são compostas por um colegiado, isto é, 
reunião de magistrados (órgãos do judiciário de 1ª instância) que, de acordo com a 
organização do Poder Judiciário, exercem a segunda instância nos juizados especiais. 
CRFB, Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: 
I - o Supremo Tribunal Federal; 
I-A o Conselho Nacional de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 
2004) 
II - o Superior Tribunal de Justiça; 
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; 
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; 
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; 
VI - os Tribunais e Juízes Militares; 
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. 
 
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CRFB, Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão: 
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, 
competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de 
menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os 
procedimentos oral e sumaríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a 
transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau; 
No âmbito dos Tribunais, há a cláusula de reserva de plenário, evidenciada no 
art. 97, CRFB. A declaração