Resumo Direito Constitucional   Aula 04
24 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 04


DisciplinaDireito Constitucional I70.537 materiais1.627.095 seguidores
Pré-visualização10 páginas
de inconstitucionalidade tem que ser feita pelo plenário ou 
pelo órgão especial, onde houver. 
CRFB, Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos 
membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 
Cumpre destacar que, de acordo com o art. 93, XI, CRFB, os tribunais com mais 
de 25 julgadores podem ter órgão especial, que faz a função do pleno. 
CRFB, Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, 
disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: 
(...) 
XI. nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser 
constituído órgão especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco 
membros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais 
delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por 
antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
 
2º Horário 
 
1.3.2.1. Reserva de Plenário no Âmbito dos Tribunais 
A declaração de inconstitucionalidade nos tribunais tem que ser feita pelo 
pleno ou pelo órgão especial. É o que preconiza a Cláusula de Reserva de Plenário. 
CRFB, Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos 
membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 
O órgão fracionário, analisando a matéria e verificando a existência de argüição 
incidental de inconstitucionalidade ou identificando uma matéria inconstitucional, 
deve enviar essa matéria para o plenário. Repare-se que o caso concreto não será 
enviado ao plenário/órgão especial, mas apenas a matéria constitucional. 
O pleno analisará apenas a matéria constitucional, gerando uma cisão 
funcional da competência em plano horizontal, pois a matéria constitucional é 
apartada do caso concreto e é decidida dentro do mesmo tribunal. Decidida a matéria, 
 Direito Constitucional 
Data: 12/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 17 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
o plenário a devolve ao órgão fracionário para que prossiga com o julgamento do caso 
concreto. 
Este tema está disciplinado no CPC nos artigos 480 a 482, sendo denominado 
como incidente de inconstitucionalidade. 
CPC, Art. 480. Argüida a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do 
poder público, o relator, ouvido o Ministério Público, submeterá a questão à turma 
ou câmara, a que tocar o conhecimento do processo. 
 
CPC, Art. 481. Se a alegação for rejeitada, prosseguirá o julgamento; se for 
acolhida, será lavrado o acórdão, a fim de ser submetida a questão ao tribunal 
pleno. 
Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário, 
ou ao órgão especial, a argüição de inconstitucionalidade, quando já houver 
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a 
questão. (Incluído pela Lei nº 9.756, de 1998) 
 
CPC, Art. 482. Remetida a cópia do acórdão a todos os juízes, o presidente do 
tribunal designará a sessão de julgamento. 
(...) 
 
§ 1o O Ministério Público e as pessoas jurídicas de direito público responsáveis 
pela edição do ato questionado, se assim o requererem, poderão manifestar-se no 
incidente de inconstitucionalidade, observados os prazos e condições fixados no 
Regimento Interno do Tribunal. (Incluído pela Lei nº 9.868, de 1999) 
 
§ 2o Os titulares do direito de propositura referidos no art. 103 da Constituição 
poderão manifestar-se, por escrito, sobre a questão constitucional objeto de 
apreciação pelo órgão especial ou pelo Pleno do Tribunal, no prazo fixado em 
Regimento, sendo-lhes assegurado o direito de apresentar memoriais ou de pedir 
a juntada de documentos. (Incluído pela Lei nº 9.868, de 1999) 
 
§ 3o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos 
postulantes, poderá admitir, por despacho irrecorrível, a manifestação de outros 
órgãos ou entidades. (Incluído pela Lei nº 9.868, de 1999) 
Há 3 situações em que o órgão fracionário não precisa enviar a matéria ao 
plenário, quais sejam: 
1ª) o órgão fracionário entende que a norma é constitucional, caso em que 
poderá aplicá-la. Não será enviada ao plenário pelo princípio da presunção de 
constitucionalidade da norma. 
2ª) o órgão identifica decisão anterior do plenário do tribunal abordando a 
constitucionalidade daquela norma. 
3ª) o órgão identifica decisão anterior do plenário do STF, em controle 
abstrato ou em controle concreto. 
 Direito Constitucional 
Data: 12/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 18 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
Nas 2 últimas hipóteses, a questão baseia-se nos princípios da celeridade e da 
economicidade. 
O CPC permite algumas manifestações no plenário quando da análise da 
matéria constitucional: 
1) da pessoa jurídica de direito público da qual emanou a norma; 
2) do MP; 
3) dos legitimados ativos da ADI \u2013 art. 103, CRFB; e 
4) do amicus curiae. 
CRFB, Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação 
declaratória de constitucionalidade: (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 45, de 2004) 
I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
Observação 1: Pela súmula 513, STF, caso deseje-se interpor RE com relação à 
decisão que versa sobre o incidente de inconstitucionalidade, este recurso deverá ser 
interposto impugnando a decisão final do fracionário que completa o julgamento, 
tendo em vista que da decisão do plenário não cabe RE. 
Súmula 513, STF: A decisão que enseja a interposição de recurso ordinário ou 
extraordinário não é a do plenário, que resolve o incidente de 
inconstitucionalidade, mas a do órgão (câmaras, grupos ou turmas) que completa 
o julgamento do feito. 
Observação 2: A súmula Vinculante nº 10 trata do caso em que o órgão 
fracionário se depara com caso concreto e há lei específica sobre o assunto, 
determinando o afastamento desta lei e solucionando o caso concreto com base em 
princípios constitucionais. 
O afastamento da aplicação da lei equivale a uma declaração implícita de 
inconstitucionalidade