Resumo Direito Constitucional   Aula 05
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Resumo Direito Constitucional Aula 05


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PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES. 
PRELIMINAR: ILEGITIMIDADE ATIVA DE FEDERAÇÃO SINDICAL E DE SINDICATO 
NACIONAL PARA PROPOR AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
PRELIMINAR DE CONHECIMENTO. 1. Preliminar: legitimidade ativa ad causam. O 
Supremo Tribunal Federal, em inúmeros julgamentos, tem entendido que 
apenas as confederações sindicais têm legitimidade ativa para requerer ação 
direta de inconstitucionalidade (CF, art. 103, IX), excluídas as federações 
sindicais e os sindicatos nacionais. Precedentes. Exclusão dos dois primeiros 
requerentes da relação processual, mantido o Partido dos Trabalhadores. 2. 
Preliminar: conhecimento (art. 36 da Lei nº 9.082/95). Não cabe ação direta para 
provocar o controle concentrado de constitucionalidade de lei cuja eficácia 
temporária nela prevista já se exauriu, bem como da que foi revogada, segundo o 
atual entendimento deste Tribunal. 3. O princípio da autonomia das universidades 
(CF, art. 207) não é irrestrito, mesmo porque não cuida de soberania ou 
independência, de forma que as universidades devem ser submetidas a diversas 
outras normas gerais previstas na Constituição, como as que regem o orçamento 
(art. 165, § 5º, I), a despesa com pessoal (art. 169), a submissão dos seus 
servidores ao regime jurídico único (art. 39), bem como às que tratam do controle 
e da fiscalização. Pedido cautelar indeferido quanto aos arts. 1º e 6º do Decreto nº 
2.028/96. 5. Ação direta conhecida, em parte, e deferido o pedido cautelar 
também em parte para suspender a eficácia da expressão "judiciais ou" contida no 
pár. único do art. 3º do Decreto nº2.028/96. 
Vale observar que não há a necessidade de autorização dos filiados para a 
propositura da ADI, afinal aqui não se faz presente o instituto da representação, por 
não haver interesse em jogo. 
 
1.4.1.1.4. Entidades de Classe de Âmbito Nacional 
Quanto à entidade de classe, entendia-se que classe é categoria profissional. 
Mas, hoje, o STF evolui no sentido de não se restringir o sentido a isso, admitindo que 
entidade de classe represente também pessoas jurídicas de direito privado ou público. 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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Por outro lado, o STF entende que deve haver ainda uma homogeneidade da 
classe. Por exemplo, não haveria legitimidade para entidade que representasse os 
juristas, por não se tratar de classe homogenia, na medida em que poderia ser 
composta por magistrados, advogados, acadêmicos, etc. 
A classe, porém, pode ter ramificações. Assim, a associação nacional do 
Ministério Público tem legitimidade para propor ADI, embora englobe o MP de vários 
Estados, o MP Militar, etc. 
Ademais, a entidade de classe deve ter representatividade, devendo 
representar toda a classe e não parte dela. 
Exemplo: ADI proposta em face de lei estadual que versava sobre questões de 
militares estaduais, o que se aplicava tanto a militares oficiais como não oficiais. A ADI 
foi proposta por entidade representante dos militares oficiais. No caso, o STF 
entendeu-se que a entidade não tem legitimidade, por não representar toda aquela 
classe, não apenas parte dela. 
Em outro caso, o STF já entendeu que a Associação Nacional dos Magistrados 
Estaduais (Anamages) não tem legitimidade para propor ADI, por representar apenas 
parte da classe. Em outro caso, o Supremo excepcionou o entendimento, entendendo 
que a Anamages teria legitimidade, pois a lei questionada naquela ADI afetaria apenas 
os magistrados estaduais. 
Entidade de âmbito nacional não é definida nem pela CRFB nem pela lei. O STF 
adota, como regra, a presença em nove estados da federação, com base, 
analogicamente, na lei dos partidos políticos. Porém, essa regra não é absoluta, mas 
relativa. 
Na hipótese de entidade de classe de âmbito nacional composta de entidades 
de classe menores de âmbito regional sobre uma mesma classe, tem-se uma 
associação de associações. Originalmente, o STF não admitia a legitimidade ativa 
destas, sendo que hoje a admite. Vide ADI 3153. 
Ação direta de inconstitucionalidade: legitimação ativa: "entidade de classe de 
âmbito nacional" : compreensão da "associação de associações" de classe: revisão 
da jurisprudência do Supremo Tribunal. 1. O conceito de entidade de classe é dado 
pelo objetivo institucional classista, pouco importando que a eles diretamente se 
filiem os membros da respectiva categoria social ou agremiações que os 
congreguem, com a mesma finalidade, em âmbito territorial mais restrito. 2. É 
entidade de classe de âmbito nacional - como tal legitimada à propositura da 
ação direta de inconstitucionalidade (CF, art 103, IX) - aquela na qual se 
congregam associações regionais correspondentes a cada unidade da 
Federação, a fim de perseguirem, em todo o País, o mesmo objetivo institucional 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
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de defesa dos interesses de uma determinada classe. 3. Nesse sentido, altera o 
Supremo Tribunal sua jurisprudência, de modo a admitir a legitimação das 
"associações de associações de classe", de âmbito nacional, para a ação direta 
de inconstitucionalidade. 
O rol de legitimados ativos é o mesmo para ADI, ADC, ADO e ADPF. 
Já, na ADI estadual, tem-se uma disposição diversa. Consoante art. 125, §2º da 
CRFB, não pode a Constituição Estadual dar legitimidade a um único órgão ou 
autoridade. Por exemplo, não pode conferir legitimidade apenas ao PGJ, ainda que tal 
encontre paralelismo com o PGR da CRFB. 
CRFB, Art. 125, § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de 
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face 
da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único 
órgão. 
O rol de legitimados ativos da Constituição Estadual não é reprodução 
obrigatória do rol da CRFB/88, podendo prever rol mais abrangente ou menos 
abrangente. 
Se a CRFB/88 dá legitimidade ao PGR, pode a Constituição Estadual dar 
legitimidade para o PGJ. Isso porque, pode fazer simetria, mas não há obrigação para 
tanto. No âmbito da CRFB, o AGU não tem legitimidade para propor ADI, mas a 
Constituição Estadual pode conferir legitimidade ao PGE. Pode ainda a Constituição 
Estadual dar legitimidade ao parlamentar da Assembleia Legislativa. 
Na ADI interventiva, a legitimidade é exclusiva do PGR, consoante art. 36, III da 
CRFB. 
 
1.4.1.2. Legitimidade Passiva 
A legitimidade passiva é do órgão que elaborou a norma ou dos órgãos que 
elaboraram as normas. 
A finalidade do legitimado passivo não é defender a norma, pois essa é a função