Resumo Direito Constitucional   Aula 05
32 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 05


DisciplinaDireito Constitucional I70.005 materiais1.613.580 seguidores
Pré-visualização12 páginas
deveria prosseguir. Primeiramente, entendeu-se que o art. 103, §3º, deve 
passar por uma interpretação sistemática, ou seja, o AGU está desobrigado a defender 
a constitucionalidade da norma quando contrário ao interesse da União, afinal é esse o 
seu dever primordial. Em um segundo argumento, entendeu-se que, por ordem 
prática, nem a CRFB nem a legislação infraconstitucional preveem consequência 
jurídica se o AGU não defender a norma. Vide ADI 3.916, Informativo 562. 
Art. 103, § 3º, da CF e Defesa do Ato Impugnado - 1 
O Tribunal iniciou julgamento de ação direta de inconstitucionalidade proposta 
pelo Procurador-Geral da República contra os artigos 7º, I e III, e 13, e seu 
parágrafo único, da Lei distrital 3.669/2005, que cria a carreira de atividades 
penitenciárias e respectivos cargos no quadro de pessoal do Distrito Federal e dá 
outras providências. Alega-se que os dispositivos impugnados violam os preceitos 
contidos nos artigos 21, XIV e 32, § 4º, da CF. Sustenta-se, em síntese, que as 
normas distritais impugnadas reformulam a organização da Polícia Civil do 
Distrito Federal, ao estabelecer regime jurídico diferente do previsto em lei federal 
para os seus agentes penitenciários, bem como ao estender aos novos cargos de 
técnicos penitenciários as atribuições já realizadas pelos agentes penitenciários da 
carreira policial civil. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, rejeitou questão de 
ordem suscitada pelo Min. Marco Aurélio que, diante do parecer da Advocacia 
Geral da União que se manifestava pela declaração de inconstitucionalidade da lei 
impugnada, reputava o processo não devidamente aparelhado e propunha a 
suspensão do julgamento para determinar que o Advogado-Geral da União 
apresentasse defesa da lei atacada, nos termos do § 3º do art. 103 da CF 
(\u201cQuando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, 
de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da 
União, que defenderá o ato ou texto impugnado.\u201d). Entendeu-se ser necessário 
fazer uma interpretação sistemática, no sentido de que o § 3º do art. 103 da CF 
concede à AGU o direito de manifestação, haja vista que exigir dela defesa em 
favor do ato impugnado em casos como o presente, em que o interesse da União 
coincide com o interesse do autor, implicaria retirar-lhe sua função primordial 
que é a defender os interesses da União (CF, art. 131). Além disso, a despeito de 
reconhecer que nos outros casos a AGU devesse exercer esse papel de 
contraditora no processo objetivo, constatou-se um problema de ordem prática, 
qual seja, a falta de competência da Corte para impor-lhe qualquer sanção 
quando assim não procedesse, em razão da inexistência de previsão 
constitucional para tanto. Vencidos, no ponto, os Ministros Marco Aurélio, 
suscitante, e Joaquim Barbosa que o acompanhava. 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 18 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
ADI 3916/DF, rel. Min. Eros Grau, 7.10.2009. (ADI-3916) 
 
1.4.1.4. Procurador-Geral da República 
CRFB, Art. 103, § 1º - O Procurador-Geral da República deverá ser previamente 
ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de 
competência do Supremo Tribunal Federal. 
Independentemente de ser o PGR legitimado ativo, com base no art. 103, VI, 
deve ele se manifestar no curso da ADI. 
O PGR não tem a obrigação de atacar ou de defender a norma, por conta de 
sua autonomia funcional. 
Frisa-se que o PGR é obrigado a se manifestar na ADI que ele próprio propôs. 
Além disso, ele pode se manifestar pela improcedência da ação proposta por ele, 
tendo em vista que pode alterar seu entendimento, o que não acarretará na 
desistência da ação, conforme art. 169, §1º do RISTF. 
RISTF, Art. 169, § 1º Proposta a representação, não se admitirá desistência, ainda 
que afinal o Procurador-Geral se manifeste pela sua improcedência. (Alterado pela 
ER-000.002-1985) 
 
1.4.1.5. Amicus Curiae 
Lei 9.868, Art. 7o, § 2o O relator, considerando a relevância da matéria e a 
representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, 
observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos 
ou entidades. 
O amicus curiae é entidade ou órgão que ingressa no processo para se 
manifestar sobre a matéria discutida. 
A expressão amicus curiae significa \u201camigo da corte\u201d, sendo que amici curiae 
significa o mesmo, mas no plural. 
A finalidade do amicus curiae é de promover a democratização do debate, o 
que gera a abertura da interpretação constitucional e, consequentemente, a 
legitimação social das decisões do STF. Como o STF é órgão composto por Ministros 
não eleitos pelo povo, há quem identifique um déficit de representatividade popular. 
Quando mais o STF abrir a participação da sociedade por meio do amicus curiae, maior 
será sua legitimidade. 
 
1.4.1.5.1. Pressupostos de Admissibilidade 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 19 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
a. Relevância da Matéria \ufffd dimensão que a matéria assume para a 
sociedade. 
b. Representatividade postulante \ufffd deve haver pertinência com a matéria 
e representar aquela classe afetada pela decisão. 
 
1.4.1.5.2. Juízo de Admissibilidade 
O juízo de admissibilidade do amicus curiae é feito pelo relator. 
O STF, hoje, alterando seu posicionamento original, admite recurso desse 
indeferimento. Vale-se ater que o art. 7º, §2º da Lei 9.868 determina ser irrecorrível a 
decisão que admite o ingresso do amicus curiae. 
O amicus curiae pode ingressar até a data da remessa dos autos à mesa para 
julgamento. 
 
1.4.1.5.3. Atuação do amicus curiae 
O amicus curiae pode fazer manifestação escrita ou oral, solicitar a designação 
de audiências públicas ou nomeação de peritos, bem como recorrer de decisão que 
inadmite seu ingresso. 
O amicus curiae não tem legitimidade recursal sobre a decisão final. Observa-se 
que a decisão final do STF é, em regra, irrecorrível, salvo embargos de declaração. O 
amicus curiae não pode sequer apresentar aclaratórios. 
O amicus curiae também não pode pleitear a ampliação do objeto da demanda. 
 
1.4.1.5.4. Natureza Jurídica do amicus curiae 
Hoje, o entendimento majoritário é no sentido de que, quando a Lei 9.868 diz 
que não caberá a intervenção de terceiros na ADI, se refere às espécies tradicionais de 
intervenção de terceiros. 
Como o amicus curiae é espécie específica de intervenção de terceiros dos 
processos objetivos, se mostra cabível na ADI e demais processos objetivos. 
 
2º Horário 
 
1.4.1.5.5. Cabimento do amicus curiae