Resumo Direito Constitucional   Aula 05
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Resumo Direito Constitucional Aula 05


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relação ao qual guardo reserva, não prevalece, em argüição de descumprimento 
de preceito fundamental, liminar no sentido de afastar a glosa penal 
relativamente àqueles que venham a participar da interrupção da gravidez no 
caso de anencefalia. 
Como se vê, tais figuras não se confundem com a do amicus curiae. 
O STF não analisa casos concretos em ADI, mas norma em tese. Porém, o STF 
pode analisar circunstâncias fáticas, ou seja, a repercussão nos fatos que determinada 
lei pode causar, o que não significa analisar situações subjetivas entre partes. 
Por fim, o STF pode solicitar informações aos tribunais em geral sobre a 
controvérsia e a aplicação da norma. 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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1.4.3. Objeto da ADI 
CRFB, Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda 
da Constituição, cabendo-lhe: 
I - processar e julgar, originariamente: 
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou 
estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo 
federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
Percebe-se que objeto da ADI é lei ou ato normativo federal ou estadual. 
Nesse sentido, lei e ato normativo municipal não pode ser objeto de ADI. Lei 
distrital pode ser ou não objeto de ADI: quando equivaler à lei estadual cabe ADI; 
quando equivaler à lei municipal, não cabe ADI, conforme Súmula 642 do STF. 
Súmula 642 do STF - Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do 
Distrito Federal derivada da sua competência legislativa municipal. 
O conceito de ato normativo para fins de cabimento de ADI se mostra 
relevante. 
a. Ato Normativo Primário \ufffd consiste em ato apto a inovar na ordem 
jurídica, podendo criar direitos e obrigações. Pode ser ato normativo em sentido 
formal e em sentido material. 
Atos normativos formalmente primários são aqueles do art. 59 da CRFB, com 
exceção das Emendas à Constituição, que serão tratadas mais adiante. Entre tais 
espécies normativas (que não EC) não há hierarquia, assim, por exemplo, não há 
hierarquia entre lei complementar e decreto Legislativo. 
CRFB, Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: 
I - emendas à Constituição; 
II - leis complementares; 
III - leis ordinárias; 
IV - leis delegadas; 
V - medidas provisórias; 
VI - decretos legislativos; 
VII - resoluções. 
O ato normativo materialmente primário apresenta algumas características: 
abstração, generalidade, impessoalidade e autonomia. 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
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Vale observar que toda norma jurídica possui abstração, generalidade e 
impessoalidade, mas nem toda apresenta autonomia. 
Abstração é a regulação de situações hipotéticas. Exemplo: Matar alguém, 
conduta abstrata; para tanto, aplica-se pena em determinado montante. 
É oposto à lei de feito concreto, ato que na forma é uma lei, mas no conteúdo 
não tem abstração. Exemplo: Lei que altera o nome de determinado aeroporto tem 
efeito concreto e se exaure com a sua aplicação. 
Generalidade significa que a norma impõe uma obrigação de fazer, de não 
fazer ou uma permissão. 
Impessoalidade quer dizer que a norma não individualiza os destinatários, os 
quais são relativamente indeterminados. Exemplo: a norma que tratar do regime 
jurídico dos servidores públicos se aplica a qualquer pessoa naquelas condições. 
A norma primária ainda tem autonomia, devendo-se vincular diretamente à 
Constituição. Ou seja, o ato normativo primário é aquele que não depende de outra 
norma, a não ser da própria Constituição. 
b. Ato Normativo Secundário \ufffd pode ser em sentido formal e em sentido 
material. 
Os atos normativos formalmente secundários são os demais atos não previstos 
no art. 59 da CRFB. 
Os atos materialmente secundários não têm autonomia, não busca seu 
fundamento de validade diretamente na Constituição. 
Apenas o ato normativo primário material pode ser objeto de controle de 
constitucionalidade. 
A priori, o STF não admite ADI contra lei de efeito concreto, por não ser a rigor 
uma norma. 
Por exemplo, a lei orçamentária, na forma, é lei, mas é tradicionalmente vista 
como lei de efeitos concretos, pois lhe falta abstrativização. Nesse sentido, por muito 
tempo, o STF entendeu que não caberia ADI contra lei orçamentária. Posteriormente, 
o STF admitiu ADI em face de dispositivo de lei orçamentária dotado de 
abstrativização, o que não representou propriamente uma mudança de 
posicionamento. 
Em 2008, o STF alterou, de fato, seu entendimento, conforme ADI 4.048. 
MEDIDA CAUTELAR EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA 
PROVISÓRIA N° 405, DE 18.12.2007. ABERTURA DE CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO. 
 D. Constitucional 
Data: 19/09/2011 
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LIMITES CONSTITUCIONAIS À ATIVIDADE LEGISLATIVA EXCEPCIONAL DO PODER 
EXECUTIVO NA EDIÇÃO DE MEDIDAS PROVISÓRIAS. I. MEDIDA PROVISÓRIA E SUA 
CONVERSÃO EM LEI. Conversão da medida provisória na Lei n° 11.658/2008, sem 
alteração substancial. Aditamento ao pedido inicial. Inexistência de obstáculo 
processual ao prosseguimento do julgamento. A lei de conversão não convalida os 
vícios existentes na medida provisória. Precedentes. II. CONTROLE ABSTRATO DE 
CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS ORÇAMENTÁRIAS. REVISÃO DE 
JURISPRUDÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua 
de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando 
houver um tema ou uma controvérsia constitucional suscitada em abstrato, 
independente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. 
Possibilidade de submissão das normas orçamentárias ao controle abstrato de 
constitucionalidade. III. LIMITES CONSTITUCIONAIS À ATIVIDADE LEGISLATIVA 
EXCEPCIONAL DO PODER EXECUTIVO NA EDIÇÃO DE MEDIDAS PROVISÓRIAS PARA 
ABERTURA DE CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO. Interpretação do art. 167, § 3º c/c o 
art. 62, § 1º, inciso I, alínea "d", da Constituição. Além dos requisitos de relevância