Resumo Direito Constitucional   Aula 07
25 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 07


DisciplinaDireito Constitucional I69.718 materiais1.607.536 seguidores
Pré-visualização10 páginas
Direito Constitucional 
Data: 03/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 1 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
Assuntos tratados: 
1º Horário. 
\ufffd Controle de Constitucionalidade ADI / Técnicas de Decisão / Processo de 
Inconstitucionalização / Recursos Cabíveis em Face da Decisão de ADI / Ação 
Declaratória de Constitucionalidade (ADC)/ Criação / Constitucionalidade da 
ADC / Finalidade da ADC / Pressuposto Objetivo de Admissibilidade / 
Legitimado Ativo, PGR e Amicus Curiae / AGU / Legitimado Passivo / Audiência 
Pública e Nomeação de Peritos / Cautelar / Objeto da ADC / Decisão Final na 
ADC / Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão / Competência para 
Julgamento / Parâmetro / Objeto da ADO / Legitimidade Ativa / Procurador-
Geral da República / Legitimado Passivo / Advogado-Geral da União / 
Manifestação dos Demais Legitimados / Cautelar / Decisão Final 
2º Horário. 
\ufffd Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) / Competência / 
Parâmetro / Objeto / Princípio da Subsidiariedade da ADPF / Legitimidade 
Ativa, PGR, Amicus Curiae, AGU e Legitimidade Passiva / Cautelar / Decisão 
Final / Controle Concentrado Estadual / Competência / Parâmetro / Objeto / 
Legitimidade Ativa / Interpretação Constitucional / Diferença entre 
Hermenêutica, Interpretação e Aplicação da Norma / Princípios e Regras / 
Quanto ao Conteúdo 
 
1º Horário 
 
1. ADI 
1.1. Técnicas de Decisão 
1.1.1. Processo de Inconstitucionalização 
Este fenômeno também é chamado de declaração de lei ainda constitucional 
ou declaração de inconstitucionalidade provisória ou declaração de lei constitucional 
em trânsito para a inconstitucionalidade ou inconstitucionalidade progressiva. 
Neste processo, a análise da norma em tese implicaria o reconhecimento de 
sua inconstitucionalidade, no entanto, determinada situação fática confere 
legitimidade à norma enquanto perdurar. 
Exemplo: a defensoria pública tem prazo processual em dobro, segundo a 
legislação brasileira. Defensor público não se confunde com advogado público 
 Direito Constitucional 
Data: 03/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 2 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
(defende os interesses dos entes federados), por defender interesses particulares de 
hipossuficientes. O prazo diferenciado da Fazenda Pública ocorre em função do 
interesse público, o que não existe no caso de defensoria pública. Desta forma, em 
tese, o prazo em dobro não se justifica para a defensoria pública, por violar o princípio 
da isonomia, ante a análise da norma em tese. No entanto, a defensoria pública é 
instituição muito recente e não possui estrutura hábil a satisfazer suas atribuições. 
Com isto, a situação fática enseja a constitucionalidade da norma, que findará quando 
a defensoria tiver estrutura suficiente para cumprimento do seu ofício. 
Observação: A partir da análise da norma, observa-se que há estados ou 
situações perfeitas do preceito normativo (qualificação do estado da norma), quais 
sejam: 
a) plena constitucionalidade da norma 
b) absoluta inconstitucionalidade da norma 
Neste contexto, surge a ideia de decisão ortodoxa (tradicional) quando o STF se 
posiciona acerca dos estados da norma constitucional. 
No entanto, existe também a situação chamada imperfeita ou intermediária1, 
caracterizada pela situação em que a norma não se enquadra na declaração plena de 
constitucionalidade, nem na absoluta de inconstitucionalidade. 
Ao se declarar a norma inconstitucional, significa que esta é nula desde o 
princípio. Porém, se é dado efeito ex nunc à decisão (modulação temporal), trata-se 
de situação intermediária, em que se foge ao tradicional. O mesmo ocorre no caso de 
declaração de lei ainda constitucional. 
 
 1.2. Recursos Cabíveis em face da Decisão em ADI 
 A decisão final em ADI é irrecorrível, à exceção dos embargos de declaração. 
Cumpre frisar que não cabe ação rescisória em face da decisão final em ADI. 
 
2.2. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 
2.1. Criação 
A ADC não é criação da Constituição Originária, pois adveio com a EC nº 3/93. 
 
 
1
 A doutrina chama a situação imperfeita da norma de decisões intermediárias ou sentenças 
intermediárias no controle de constitucionalidade. 
 Direito Constitucional 
Data: 03/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21) 2223-1327 3 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21) 2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
2.2. Constitucionalidade da ADC 
Tendo em vista ter sido a ADC criada pelo Poder Constituinte Derivado, foi 
discutido se a ação poderia ser criada através de Emenda à Constituição, havendo 
argumentos favoráveis e contrários à questão. 
\u2022 Contrários: a criação da ADC violaria a separação de poderes, tendo em vista 
ser mais uma ação de controle de constitucionalidade, mecanismo que o Judiciário 
utiliza para controlar os outros poderes no sistema de freios e contrapesos. 
Desta forma, o Poder Reformador estaria ampliando o poder do Judiciário 
sobre os demais poderes e os mecanismos de controle recíproco só poderiam ser 
estabelecidos pelo Poder Constituinte Originário. 
Ademais, a ampla defesa e o contraditório nos casos concretos seriam 
reduzidos, ante o grau de vinculação das decisões do Judiciário em controle abstrato. 
Desta forma, a ADC não poderia ser criada por EC, pois violaria as cláusulas 
pétreas acima expostas. 
\u2022 Favoráveis: a natureza bivalente ou caráter dúplice, segundo a qual a ADI e a 
ADC são ações com sinal trocado, torna constitucional a EC que criou a ADC. A 
procedência da ADI equivale à improcedência da ADC e vice-versa, conforme art. 24, 
Lei 9.868/99. 
CRFB, Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação 
direta ou procedente eventual ação declaratória; e, proclamada a 
inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação direta ou improcedente 
eventual ação declaratória. 
Sendo a ADC uma ADI invertida, não ampliou a competência do STF para o 
controle de constitucionalidade, sendo mero mecanismo distinto para o Pretório 
Excelso exercer a competência que já possuía, ampliando seu acesso. Na ADC nº 1, em 
questão de ordem, o STF prejudicialmente analisou a questão e entendeu pela 
constitucionalidade da ADC.