Resumo Direito Constitucional   Aula 07
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Resumo Direito Constitucional Aula 07


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ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
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Exemplo: de decisão contra a qual cabe RE pode-se propor ADPF, por o RE ser 
de natureza subjetiva. 
A exceção se dá quando o mecanismo subjetivo for plenamente apto a sanar a 
lesividade. 
Exemplo: o MS não afasta o cabimento da ADPF, em regra. Porém, já houve um 
caso no STF em que foi feita uma lei criando 2 vagas para cargo de desembargador do 
TJ, que foram preenchidas por promoção de juízes de carreira. A OAB entendeu que 1 
das vagas deveria ser preenchida pelo quinto constitucional, ingressando com uma 
ADPF. O ministro Gilmar Mendes entendeu que o ato administrativo concreto do TJ 
poderia ser impugnado pelo MS coletivo, que seria apto para torná-lo nulo, caso ilegal 
e inconstitucional, possuindo plena aptidão para sanar a lesividade, sendo, pois, 
incabível a propositura de ADPF. 
 
4.5. Legitimidade Ativa, PGR, Amicus Curiae, AGU e Legitimidade Passiva 
Com relação aos legitimados ativos, à atuação do PGR, do AGU, do amicus 
curiae e à legitimidade passiva, deve-se observar o exposto anteriormente com relação 
à ADI. 
 
4.6. Cautelar 
A concessão de cautelar em ADPF possui as seguintes finalidades: 
a) suspender a eficácia do ato; 
b) suspender processos (aplicação analógica do prazo na ADC \u2013 180 dias); 
c) suspender decisão judicial sem trânsito em julgado; e 
d) fixar providência diversa. 
A cautelar em ADPF tem efeito erga omnes e vinculante, motivo pelo qual da 
decisão judicial ou do ato administrativo que viola a cautelar em ADPF, caberá 
reclamação ao STF. 
 
4.7. Decisão Final 
O mesmo esposado a título de decisão final em ADI deve ser observado com 
relação à decisão final em ADPF. 
Observação: cabe ADPF contra ato normativo anterior à CRFB/88 e, caso o 
STF, em ADPF, observe incompatibilidade da norma anterior com a Constituição atual, 
 Direito Constitucional 
Data: 03/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
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declarará a não recepção da norma, consequentemente a sua revogação, e não a sua 
inconstitucionalidade. 
 
5. Controle Concentrado Estadual 
A representação de inconstitucionalidade está prevista no art. 125, parágrafo 
2º, CRFB. 
CRFB, Art. 125, § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de 
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face 
da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único 
órgão. 
 
5.1. Competência 
Compete ao Tribunal de Justiça do respectivo Estado processar e julgar a ação 
de controle concentrado estadual. 
 
5.2. Parâmetro 
O parâmetro para a representação de inconstitucionalidade é a Constituição 
Estadual. 
 
5.3. Objeto 
Podem ser objeto de representação de inconstitucionalidade, a lei ou ato 
normativo estadual ou municipal. 
Havendo lei federal contrária à CE, caberá controle de constitucionalidade de 
ambas em relação à CRFB, ou seja, ou a lei federal invadiu a competência estadual, 
caso em que será inconstitucional, ou a constituição estadual invadiu a lei federal, 
hipótese na qual, igualmente, será inconstitucional. 
Outro ponto bastante importante é que, conforme já explicado em aula 
anterior, lei estadual pode ser impugnada por ADI Genérica e ADI Estadual, caso em 
que a ADI genérica implica no sobrestamento da ADI Estadual, não havendo 
litispendência ou continência. 
Desta forma, caso o STF decida que a norma estadual é constitucional, a ADI 
Estadual prosseguirá normalmente e o TJ pode declará-la inconstitucional com base na 
Constituição Estadual. No entanto, se decidir pela inconstitucionalidade da norma 
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Data: 03/10/2011 
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estadual, a ADI Estadual fica prejudicada, pois a norma é considerada nula e extirpada 
do ordenamento jurídico. 
Sendo proposta uma ADI Estadual contra lei estadual/municipal e o parâmetro 
seja uma norma de reprodução obrigatória da CRFB, o STF entendeu que o TJ será 
competente para processar e julgar a ação, não caracterizando usurpação de sua 
competência. No entanto, se o TJ interpretar a norma estadual contrariamente à 
CRFB, caberá RE desta decisão. 
Em regra, da decisão em controle concentrado estadual feito pelo TJ não cabe 
RE ao STF, salvo se a questão envolver norma constitucional de reprodução 
obrigatória, caso em que este controle será abstrato, por discutir norma em tese, e 
difuso, pois a competência do STF não é originária. 
 
5.4. Legitimidade Ativa 
A CRFB estabelece que a Constituição Estadual pode criar a ADI estadual, 
vedada a atribuição da legitimação a um único órgão. 
Na legitimidade ativa para a propositura de ADI Estadual, há plena liberdade 
conformativa da CE, ou seja, esta pode estabelecer o rol de legitimados que entender 
mais adequado, não havendo reprodução obrigatória do rol dos legitimados para a 
propositura de ADI genérica, nem aplicação do Princípio da Simetria. 
Exemplo: a CE/RJ deu legitimidade ativa ao PGE, que corresponde ao AGU, sem 
que este seja legitimado ativo para propor ADI genérica. A CE pode ficar aquém ou ir 
além do rol da ADI genérica. 
Observação 1: com relação à cautelar, PGJ, PGE, amicus curiae, decisão final 
etc, há simetria com relação à ADI genérica. 
Observação 2: a ADI Interventiva será abordada na aula de intervenção federal. 
 
Interpretação Constitucional 
Dentro do tema, serão analisados os seguintes pontos: (i) princípios e regras; 
(ii) métodos de interpretação; e (iii) princípios instrumentais da interpretação. 
 
1. Diferença entre Hermenêutica, Interpretação e Aplicação da Norma 
Interpretação é a atividade intelectual empreendida na definição do sentido e 
do alcance da norma (o que significa e a extensão). Para a doutrina clássica, 
interpretação é extrair sentido e alcance da norma, diferentemente do conceito 
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Data: 03/10/2011 
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