Resumo Direito Constitucional   Aula 08
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Resumo Direito Constitucional Aula 08


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Direito Constitucional 
Data: 05/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 1 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
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Assuntos tratados: 
1º Horário. 
\ufffd Interpretação Constitucional / Diferenças entre Princípios e Regras / Quanto ao 
Conteúdo / Quanto à Aplicação / Quanto às Colisões / Quanto à Função / 
Quanto à Finalidade / Métodos de Interpretação da Constituição / Métodos de 
Interpretação Alemães / Jurídico ou Hermenêutico Clássico (Ernest Forsthoff) / 
Método Tópico-Problemático ou Tópica (Theodor Viehweg) / Método 
Científico-Espiritual (Rudolf Smend) / Método Hermenêutico-Concretizador 
(Konrad Hesse) 
2º Horário. 
\ufffd Método Normativo-Estruturante (Friedrich Müller) / Interpretação Comparativa 
(Peter Häberle) / Sociedades de Intérpretes da Constituição (Peter Häberle) / 
Questões de Prova / Métodos de Interpretação Norteamericanos / 
Interpretativismo / Não Intepretativismo / Questões de Prova / Princípios 
Instrumentais da Interpretação Constitucional / Supremacia da Constituição / 
Presunção de Constitucionalidade / Interpretação Conforme a Constituição / 
Força Normativa da Constituição / Máxima Efetividade das Normas 
Constitucionais / Unidade da Constituição / Efeito Integrador ou da Eficácia 
Integradora / Concordância Prática ou da Harmonização / Justeza Funcional ou 
da Conformidade Funcional ou da Correção Funcional / Proporcionalidade 
 
1º Horário 
 
1. Interpretação Constitucional 
 
1.1. Diferenças entre Princípios e Regras 
 
1.1.1. Quanto ao Conteúdo 
\u2022 Princípios: são valorativos, ou seja, revelam valores. 
\u2022 Regras: são descritivas, descrevem uma conduta e a sua consequência. Desta 
forma, toda regra tem dois elementos: 
a) antecedente: é a conduta descrita. 
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b) consequente: é a consequência jurídica desta conduta, que pode ser tanto 
uma sanção, quanto um benefício. 
 
1.1.2. Quanto à Aplicação 
\u2022 Princípios: necessitam de uma mediação concretizadora por serem 
valorativos e constituírem mandados de otimização. 
Por o princípio ser extremamente vago e incerto, é necessário que algum ato 
concreto seja realizado, a fim de que aquele possa tornar-se efetivo e aplicável. Esse 
ato concreto trata-se de uma lei ou uma política pública. 
Exemplo: todos são iguais perante a lei, no entanto, fisiologicamente, a mulher 
é diferente do homem e há política pública que a beneficia com licença maternidade 
dilatada. 
Para um princípio ter aplicação ótima, imprescindível mecanismos de 
efetivação sejam implementados. 
Com isto, surge um questionamento de grande importância: é possível que o 
juiz aplique o princípio diretamente a uma situação, sem que haja a implementação de 
algum mecanismo de efetivação? Há uma problemática acerca do assunto, que merece 
aprofundamento. 
Ao aplicar o princípio diretamente, o juiz define como ele deve ser aplicado à 
realidade. Isto gera o problema de conferência ao magistrado de amplos poderes 
decisórios e de sobrepor-se ao legislador/administrador, por serem os princípios 
vagos, acarretando o risco da \u201cditadura do juiz\u201d. 
Por outro lado, negá-lo a possibilidade de aplicação direta do princípio, 
exigindo-se lei anterior, acarretaria o risco de submissão do princípio à lei, gerando a 
sua não concretização e a inversão de hierarquia, uma vez que os princípios 
constitucionais são superiores à lei. 
No entanto, há casos em que o juiz pode aplicar os princípios sem que haja 
medida concretizadora, ante a supremacia da Constituição. 
O STF já enfrentou o tema ao analisar a vedação à prática do nepotismo. O 
nepotismo viola os princípios da impessoalidade, da moralidade administrativa e da 
eficiência. Desta forma, o Pretório Excelso entende que a vedação à prática do 
nepotismo é uma decorrência direta de tais princípios e não seria necessária a 
existência de uma norma vedando-a. 
Esta questão foi levada ao STF ante a edição de uma resolução pelo CNJ 
vedando o nepotismo. Foi proposta a ADC nº 12 a favor desta resolução e o Supremo 
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Tribunal Federal entendeu que a resolução do CNJ é constitucional, porque o juiz pode 
impor a vedação da prática sem que haja qualquer norma, tendo em vista que a 
desconsideração dos princípios expostos geraria inversão da hierarquia. 
ADC 12 / DF - DISTRITO FEDERAL 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 
Relator(a): Min. CARLOS BRITTO 
Julgamento: 20/08/2008 Órgão Julgador: Tribunal Pleno 
Publicação DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 EMENT VOL-02387-
01 PP-00001 RTJ VOL-00215- PP-00011 RT v. 99, n. 893, 2010, p. 133-149 
EMENTA: AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE, AJUIZADA EM PROL 
DA RESOLUÇÃO Nº 07, de 18.10.05, DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. ATO 
NORMATIVO QUE "DISCIPLINA O EXERCÍCIO DE CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES 
POR PARENTES, CÔNJUGES E COMPANHEIROS DE MAGISTRADOS E DE 
SERVIDORES INVESTIDOS EM CARGOS DE DIREÇÃO E ASSESSORAMENTO, NO 
ÂMBITO DOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". 
PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. Os condicionamentos impostos pela Resolução nº 
07/05, do CNJ, não atentam contra a liberdade de prover e desprover cargos em 
comissão e funções de confiança. As restrições constantes do ato resolutivo são, 
no rigor dos termos, as mesmas já impostas pela Constituição de 1988, dedutíveis 
dos republicanos princípios da impessoalidade, da eficiência, da igualdade e da 
moralidade. 2. Improcedência das alegações de desrespeito ao princípio da 
separação dos Poderes e ao princípio federativo. O CNJ não é órgão estranho ao 
Poder Judiciário (art. 92, CF) e não está a submeter esse Poder à autoridade de 
nenhum dos outros dois. O Poder Judiciário tem uma singular compostura de 
âmbito nacional, perfeitamente compatibilizada com o caráter estadualizado de 
uma parte dele. Ademais, o art. 125 da Lei Magna defere aos Estados a 
competência de organizar a sua própria Justiça, mas não é menos certo que esse 
mesmo art. 125, caput, junge essa organização aos princípios "estabelecidos" por 
ela, Carta Maior, neles incluídos os constantes do art. 37, cabeça.