Resumo Direito Constitucional   Aula 09
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Resumo Direito Constitucional Aula 09


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base nele, impede-se que o Poder Público vá além do necessário. 
b. Princípio da Vedação de Proteção Insuficiente ou Deficiente ou de 
Insuficiência \ufffd Impede-se que o Poder Público fique aquém do necessário. 
Logo, o Poder Público deve agir na justa medida, ou seja, não pode ir além nem 
ficar aquém do necessário. 
 D. Constitucional 
Data: 07/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 4 
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Observação: Proporcionalidade e Razoabilidade. 
Como se viu, é tradicional confundir-se ambos os princípios, como o faz, 
inclusive, o STF. Por isso, muitos autores tratam inclusive dos princípios 
simultaneamente. 
Porém, uma doutrina mais técnica faz a seguinte diferenciação: 
a. Princípio da Proporcionalidade \ufffd analisa a relação de meio e fim 
exatamente para definir a justa medida da ação adotada. 
b. Princípio da Razoabilidade \ufffd análise da relação meio e fim no âmbito 
de situações subjetivas individuais. 
Assim, deixa-se de fazer uma análise menos em tese e passa-se a focar o caso 
concreto ou o contrário. Algo que em tese seria proporcional pode não ser no caso 
concreto ou vice-versa. 
 
DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 
1. Direitos Fundamentais e Direitos Humanos 
Direitos fundamentais são direitos reconhecidos no plano interno, são aqueles 
constitucionalizados. Já, direitos humanos são previstos no plano internacional, ou 
seja, em tratados internacionais e declarações internacionais. 
A proteção dos direitos fundamentais, obviamente, é interna, ao passo que a 
dos direitos humanos é internacional. Em geral, a proteção internacional é subsidiária 
e complementar à proteção interna, só atuando quando esta falhar ou for negligente. 
 
2. Classificação dos Direitos Fundamentais em Gerações 
2.1. Primeira e Segunda Gerações de Direitos Fundamentais 
 Primeira Geração Segunda Geração 
Momento 
Histórico 
Século XVIII e Início do Século XIX Final do Século XIX e Início do 
Século XX 
Direitos em Direitos negativos ou Direitos de 
Defesa: impõe ao Estado um 
Direitos Positivos ou Prestacionais: 
impõe ao Estado um dever de 
 D. Constitucional 
Data: 07/10/2011 
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Foco dever de abstenção, uma 
obrigação negativa. 
prestação, uma obrigação positiva. 
Direitos Individuais (protegem o 
indivíduo contra o estado), civis e 
políticos. São as liberdades 
públicas, direitos do indivíduo em 
face do Estado. 
Direitos Econômicos, Sociais e 
Culturais. 
Modelo de 
Estado 
Liberal-burguês Bem Estar Social (Welfare State) 
Princípio 
Basilar 
Princípio da Liberdade Individual Princípio da Igualdade Efetiva 
Tutela de 
Direitos 
Tripé: 
a. Liberdades (de manifestação 
de pensamento, religiosa, de ir 
e vir, de livre iniciativa, etc.); 
b. Propriedade: o centro 
gravitacional dessa geração é 
a propriedade, direito mais 
relevante na prática; e 
c. Segurança. 
Exemplos de direitos: 
a. Saúde 
b. Educação 
c. Moradia 
Trata-se de mera exemplificação, 
na medida em que o art. 6º elenca 
bem outros que não estes. 
Documentos 
Históricos 
Declaração de Direitos do 
Homem e do Cidadão (1789- 
França) 
Dez Primeiras Emendas à 
Constituição Americana (1791) 
Constituição do México (1917) 
Constituição de Weimar (1919) 
Constituição Brasileira (1934) 
Observação 1: Há uma relação de interdependência e complementariedade 
entre ambas as relações. Os direitos de Segunda Geração são condições materiais (ou 
pressupostos fáticos) para o pleno gozo dos direitos de Primeira Geração. 
Exemplo: a Liberdade de manifestação de pensamento só pode ser exercida se 
o indivíduo tiver acesso à informação ou à devida educação. Por outro lado, para se 
garantir a vida, deve-se tutelar a saúde. 
 D. Constitucional 
Data: 07/10/2011 
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Observação 2: O titular dos direitos tanto da Primeira Geração como da 
Segunda é o indivíduo. Porém, na Primeira Geração, o titular é o indivíduo por si só, 
enquanto na Segunda é o indivíduo enquanto integrante de uma sociedade. 
 
2.2. Terceira Geração de Direitos Fundamentais 
Começa a se desenvolver a partir da segunda metade do século XX e foca os 
direitos transindividuais, também chamados de direitos coletivos. Tais direitos são 
titularizados pela coletividade. 
Exemplo: direito ao desenvolvimento, direito ao meio ambiente, direito à 
proteção do patrimônio da humanidade (artístico, histórico, cultural, arqueológico, 
bibliográfico, etc.), etc. O direito à paz também é considerado por alguns como direito 
da Terceira Geração. 
 
2.3. Quarta Geração de Direitos Fundamentais 
Insta observar que, até a Terceira Geração, há certo consenso dos estudiosos, o 
que já não acontece nas Quarta e Quinta Gerações. 
Representa os direitos relativos à bioética, como: engenharia genética, 
clonagem, transplante de órgãos, reprodução humana assistida, pesquisa com células-
tronco embrionárias, direito à tutela do próprio corpo, direito à interrupção da 
gravidez, etc. 
 
2.4. Quinta Geração de Direitos Fundamentais 
Representam os direitos virtuais, como: questões relacionadas à tecnologia da 
informação (internet, acesso à internet, redes sociais, etc.), espaço e realidade virtual, 
inclusão digital, etc. 
 
2.5. Quarta e Quinta Geração segundo Paulo Bonavides 
Para ele, a Quarta Geração seria o direito à democracia, à informação e ao 
pluralismo. 
Para o autor, a democracia é um modelo político do Estado, não sendo, a priori, 
uma condição em si para os direitos humanos. Historicamente, se tem demonstrado 
que, nos regimes não democráticos, ocorre maior desrespeito dos direitos humanos. 
Assim, a democracia passa a ser o ambiente politico para o pleno desenvolvimento dos 
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